domingo, 15 de fevereiro de 2009

FC Porto 3 Rio Ave 1 Liga Portuguesa 2008/09

18ª Jornada - Domingo,15 de Fevereiro de 2009
Estádio do Dragão, no Porto
 
Assistência: 34.808 espectadores

Apesar do FC Porto ter ganho, não gostei do jogo da equipa, dadas as enormes dificuldades que a equipa sentiu para vencer o Rio Ave. E mesmo atendendo a que o Rio Ave foi uma equipa incómoda, aguerrida, pondo em jogo uma grande atitude, e muita determinação em tentar ganhar ao Campeão, mesmo assim, na minha perspectiva a equipa do FC Porto devia ter revelado mais empenho, mais humildade, maior velocidade sobre a bola. A certa altura parecia que os jogadores do Rio Ave corriam mais, eram mais rápidos do que os do FC Porto. Noto falta de velocidade e algum vedetismo, até uma certa displicência, n’alguns jogadores do FC Porto, facto este, que retira consistência à equipa. Daí a equipa azul e branca ter consentido no golo marcado pelo Coentrão. Golo este que restabeleceu o empate a 10 minutos do fim do jogo. 

Jesualdo Ferreira tem ainda muito trabalho a fazer no capítulo da finalização (muito trabalho/muito treino/repetições) e também no aspecto psicológico, a fim de impedir os jogadores de facilitarem em certos jogos. 

Após os nulos com Marítimo, Trofense e o empate 1-1 frente ao Benfica, esta equipa do Jesualdo Ferreira voltou hoje a não convencer. 

Ernesto Farias decide e arruma o Rio Ave (86’ e 90’

Mais uma vez ficou provado que Ernesto Farias é essencialmente um finalizador, não obstante ter demonstrado ainda falta de ritmo competitivo e também alguma falta de velocidade de pernas. 

Filme do Jogo

A vantagem azul e branca chegou, após uma falta de Gaspar sobre Farías, dentro da área do Rio Ave, que Lucho converteu em golo no pontapé de castigo máximo. Sem dar azo a qualquer reacção da equipa visitante, foi de novo o FC Porto, três minutos depois do sétimo golo do capitão portista no campeonato, desta vez por Mariano a responder sem hesitações ao canto cobrado por Raul Meireles, num cabeceamento com selo de golo que apenas foi defendido pelo Paiva, guarda-redes do Rio Ave, para lá da linha da baliza, sem no entanto haver a respectiva alteração do marcador.  Foi portanto Ernesto Farías quem reencontrou o caminho dos golos da equipa azul e branca, a quatro minutos dos 90, protagonizando um lance em tudo idêntico ao de Mariano, 47 minutos antes, com um mesmo cabeceamento imparável. A seguir num lance de perfeito entendimento colectivo da equipa, entre os demais é de salientar o trabalho do Hulk e do Lisandro, chegou em boas condições ao coração da área do Rio Ave, onde apareceu Farías a marcar o terceiro golo, a fechar a conta e a consolidar uma vitória arrancada a ferros.

Árbitro: Elmano Santos (AF Madeira) 

Assistentes: Sérgio Serrão e José Oliveira 

4º Árbitro: Augusto Costa

F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Raul Meireles e Lucho «cap.»; Hulk, Farías e Mariano
Substituições: Fucile por Tomás Costa (46 min), Mariano por Rodríguez (58 min) e Cissokho por Lisandro (73 min)
Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Guarín e Tarik
Treinador: Jesualdo Ferreira

RIO AVE: Paiva; Miguel Lopes, Gaspar, Bruno Mendes e Rogério Matias; Niquinha «cap.», Delson, Livramento e Fábio Coentrão; Evandro e Yazalde
Substituições: Evandro por Candeias (46 min), Livramento por Tarantini (70 min) e Fábio Coentrão por Edson (77 min)
Não utilizados: Mora, André Vilas Boas, Chidi e Pedro Moutinho
 
Treinador: Carlos Brito

Ao intervalo: 1-0
Disciplina: cartão amarelo a Cissokho (5 min), Gaspar (35 min), Farías (39 min), Delson (46 min), Niquinha (53 min), Tomás Costa (60 min), Candeias (60 min), Fábio Coentrão (71 min) e Rogério Matias (87 min)
Marcadores: Lucho (36 min, g.p.), Fábio Coentrão (71 min) e Farías (86 e 89)

PS - O Tribunal de O JOGO

Paiva defendeu um golo por validar

Atenção às revelações, jogadores promissores

Yazalde (Rio Ave) 
Com apenas 20 anos, afinal, até onde pode chegar Yazalde? Jaime Graça, que um dia foi descoberto na Guiné para reforçar o Boavista de Valentim Loureiro - "o Major é um grande amigo, que saúdo neste momento difícil para ele", sublinha - deixa a receita. "Sendo humilde e respeitador, trabalhando nos limites nos treinos, o Yazalde chega aos jogos e faz 90 minutos a brincar. Se for para Braga e lhe derem oportunidades, sendo titular, como eu espero, pode jogar em qualquer equipa", antecipa, mostrando-se prudente quando o tema é a Selecção: "Terá que continuar a fazer o seu trabalho nos Sub-21, e depois se verá".

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Ainda sobre Justiça - Hugo Sousa em OJOGO

Faz-me uma certa confusão que se achem normais as divergências entre o que decidiu a Justiça desportiva e o resultado que vai sendo apurado nos recursos que batem na trave assim que chegam aos tribunais comuns. Argumenta-se que é assim mesmo, que a Justiça desportiva não é uma etapa final; que não há uma verdade inquestionável até se esgotarem os canais de recurso. De acordo. Mas, puxando o filme atrás e sabendo que a UEFA emendou a mão a tempo, não deixa de ser assustador pensar que chegou a julgar, e a decidir, baseando-se em pressupostos que os tribunais têm como frágeis. Sendo verdade que não é bom para ninguém que a Justiça siga lenta, como é quase sempre, vai-se percebendo que é capaz de ser bem pior quando quer ser rápida e acaba por se precipitar. Tratando-se de Justiça, mesmo de âmbito desportivo, e independentemente dos ataques de clubite aguda, não vale a pena fingir que não se passa nada quando o problema é só do vizinho. Mais dia, menos dia acaba por passar o muro.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Apito Dourado (Arquivado)

O "caso da fruta", relativo ao jogo FC Porto-Estrela da Amadora disputado em Janeiro de 2004, deverá ter ficado ontem definitivamente encerrado. O Tribunal da Relação do Porto não atribuiu credibilidade ao testemunho de Carolina Salgado, que sustentava a reabertura do processo, e, dessa forma, negou provimento ao recurso apresentado pela equipa de Maria José Morgado. Por ser a segunda decisão desfavorável no mesmo caso, e de acordo com o artigo 400.º do Código do Processo Penal, a decisão agora tomada não será passível de recurso. O Ministério Público, segundo a Agência Lusa, admitiu esse cenário, embora ressalvando a possibilidade de um "pedido de aclaração e reclamação do acórdão".

Este designado "caso da fruta" reportava alegados indícios de corrupção sobre a equipa de arbitragem liderada por Jacinto Paixão intermediados pelo empresário António Araújo. Com base em escutas a conversas telefónicas entre o empresário e Pinto da Costa, onde era mencionado o fornecimento "fruta para JP", interpretado como prostitutas para Jacinto Paixão e árbitros-assistentes, o processo inicialmente arquivado pelo Ministério Público foi reaberto pela equipa especial coordenada por Maria José Morgado. Para isso, foi usado o testemunho de Carolina Salgado, que, à data dos alegados acontecimentos, vivia com Pinto da Costa. "Como é bom de ver, tal prova testemunhal não se revela, a nosso ver e de forma alguma, credível", lê-se no acórdão de ontem do Tribunal da Relação do Porto.

Recorde-se que, nas sanções decididas em Maio pela Comissão Disciplinar da Liga, os indícios agora desvalorizados foram levados em consideração nas penas aplicadas ao FC Porto (perda de pontos) e ao seu presidente (suspenso). O FC Porto ganhou esse jogo com o Estrela da Amadora por 2-0, com golos de McCarthy.

PS - Processos de treino do Futebol

Jesus não conseguiu pôr o Felgueiras a jogar à Barcelona. Mas, quase 15 anos volvidos, está mais perto disso, com o Braga. Hoje, não quer explicar a base do trabalho, mas eu ainda me lembro da conversa de 1995, em torno do treino, dos "minijogos" (três contra três, quatro contra quatro...) que o Barça fazia para que os jogadores depois estivessem à vontade quando era preciso inventar linhas de passe.

Os verdadeiros segredos do futebol estão aí. No treino. É aí que se fazem os treinadores.

PS 1 - Evaldo (lateral esquerdo do Braga/alternativa a Cissokho)

Ao cabo de 27 jogos, sem parar, Evaldo impressiona pela frescura e segurança. Ilídio Vale acha até que não haverá melhor ou igual em Portugal. "É um dos melhores na sua posição. Tenho a certeza disso. Evoluiu muito em termos individuais, tornando-se num defesa muito seguro", explica.

Centenas de dias

12-02-2009 LABAREDAS
O F.C. Porto é Tricampeão há 312 dias, depois de ter goleado o Estrela da Amadora e desencadeado a chama de todos os Dragões. O campeonato transacto terminou a 10 de Maio de 2008, ou seja, já passaram 278 dias desde a vitória no terreno da Naval, na derradeira jornada da época.
 
O Labaredas acha que é muito tempo, mas há quem não partilhe da mesma opinião. Talvez por isso a equipa do F.C. Porto continue à espera do troféu de campeão que conquistou com todo o mérito e com grande classe. Quantas centenas de dias terão de aguardar mais os Tricampeões? Esperemos que a taça não enferruje...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Palmas para quém?!

10-02-2009 LABAREDAS

Acham normal um presidente de uma autarquia defender uma ilegalidade? É com estes discursos que incentiva os jovens de Sintra para os princípios do desporto? E a mentira? Como pode dar eco televisivo a algo que lhe sopraram ao ouvido com intenções manipuladoras? O Labaredas deitou-se tarde para escutar mais um debate futebolístico, mas valeu a pena.

«Aplaudo as claques do Benfica, comportaram-se exemplarmente». Importa-se de repetir, Dr. Fernando Seara? Onde estava quando foram lançadas várias tochas no sector visitante? Como pode bater palmas a algo que não existe? Como jurista e presidente de câmara devia saber que, ao contrário do F.C. Porto, o seu clube não tem associações de adeptos oficiais. Não quiseram legalizar-se, lembra-se? Como pode defender publicamente uma ilegalidade?

O desplante já se arrasta desde a semana passada. «Aquela explosão nos No Name e na bancada central (…) da claque do Benfica e da sua adesão permanente, mesmo nos momentos difíceis e nos locais difíceis (…)». Como na Trofa, quando lançaram uma tocha ao guarda-redes da equipa da casa? Os jovens de Sintra estão orgulhosos dos gostos pirotécnicos do seu presidente. O futebol com chama fica muito mais interessante, mas não é este fogo que o dinamiza.

Gostos não se discutem, mas mentiras não podem passar em claro. Para defender as claques ilegais do seu clube, o Dr. Fernando Seara referiu que estavam apenas cinco stewards no momento da revista aos adeptos. Na realidade eram 18, número considerado suficiente face à experiência do F.C. Porto decorrente da organização de eventos internacionais, entre os quais meias-finais da UEFA Champions League, merecedores de rasgados elogios por parte da UEFA.

Claro que o seu clube não sabe o que isso é. E, por isso, fica mal lançar um papagaio verde de bico encarnado para dar lições de uma moral que não conhece. Mas ao louro perdoa-se a ignorância. A um homem das leis é mais complicado.

PS - Enfim, o costume. Acicatado pelos sucessos do F.C. Porto e exacerbado pela pobreza de espírito.

PS 1 - Jornalistas incapazes de despir a camisola do seu clube

Para um dos lados houve olho de lince; para o outro uma espécie de cegueira momentânea. Até a realização foi contaminada pela péssima decisão da arbitragem, uma vez que não houve direito a repetição para reapreciação do lance. Não deixa de ser estranho. Ou talvez não…
 
O desatino parece estar a propagar-se do relvado para os pavilhões, como um vírus que se dissemina ao ritmo da falta de decoro. A tendência e os factos não deixam margem para dúvidas. É a contaminação generalizada. Os Portistas, todavia, estão vacinados. E atentos. A vacina do sucesso deixa-os imunes ao ridículo.

Abel Resino provoca evolução positiva no Atlético de Madrid

"Em relação ao Atlético de antes, surgimos com muita pressão no meio-campo, roubámos bolas no meio-campo adversário. Com isso, começámos a defender mais próximos da área contrária e evitámos que pudessem construir jogo com facilidade", explicou Resino.

Apesar de tudo, há ainda algumas situações a rever: "Ainda não somos capazes de controlar o jogo como desejamos, manter a posse de bola e fazer circulação. Com o futebol directo, tivemos problemas." Para além disso, sublinhou que a condição física ainda não é a que pretende.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A Comunicação Social (vesga) que temos

09-02-2009 LABAREDAS
Terão existido dois jogos?
 
Confesso que a leitura diária dos jornais me reconforta. É interessante perceber que a inveja continua a comprometer a seriedade e a cegueira a subverter os princípios da profissão. Será sempre assim no caso do FC Porto. É um excelente reflexo da nossa competência e não costuma justificar mais que um encolher de ombros. Esta segunda-feira, todavia, detive-me na primeira página da O Jogo. Fogo nela!
 
«Erro confirma líder». A manchete é suportada pela unanimidade do Tribunal de Árbitros, mas esquece que, aos 18 minutos, Reyes rasteirou Lucho González, como confirmam as opiniões dos três ex-juízes. Apesar de concordar com a decisão de Pedro Proença, António Rola diz que Lucho sofreu de facto um toque, mas deixa no ar a lógica da lei da vantagem. Não há lei da vantagem numa grande penalidade, caro Rola!
 
O Jogo fechou os olhos a duas evidências: uma grande penalidade e uma entrada violenta de Sidnei sobre Lucho González, que se enquadrava num cartão vermelho. Tudo isto ainda na primeira parte, com um empate sem golos. Não acham que mudaria por completo o clássico? Talvez o lance aludido na capa de hoje não merecesse sequer referência nas páginas interiores… Mas que importa isso? Para quem não é isento, de facto, não conta para nada… De relevar, isso sim, apenas o tom da ocorrência.
 
Será sempre assim, já o disse. O fogo do Labaredas, porém, não pode ser reprimido. É que no preciso momento em que lia os jornais, passei os olhos pelo resumo da RTP. A mesma lógica, desta vez com uma agravante: nem uma referência ou imagem do penálti sobre Lucho González. Perfeito para agradar a quem manda! O F.C. Porto, de facto, serve-lhes para tudo. Menos para serem felizes.

Curiosidades: o que dizem os entendidos

As indiscutíveis qualidades de Hulk foram motivo de inúmeras páginas de jornal nos dias que antecederam o clássico e o avançado azul e branco era apontado como a principal ameaça à defensiva encarnada.   ... Sidnei (benfica) encarregou-se da vigilância a Hulk e, principalmente no segundo tempo, demonstrou classe e segurança, anulando lances em que a vantagem parecia estar do lado do compatriota. Usando de boa capacidade de leitura, alternando entre a marcação forte e a antecipação, Sidnei travou a lança do dragão na disputa da bola, nas tentativas de drible, nos lances corpo a corpo e, até, quando o Hulk procurou usar da velocidade para levar a melhor.   ...De entre as várias acções positivas que desenvolveu ao longo da partida, é justo destacar três momentos que espelham a qualidade do seu desempenho e estão ilustrados abaixo: aos 53, quando Hulk arranca pelo flanco direito, depois de combinar com Lucho, Sidnei faz a leitura do lance, permanece em contenção, espera pela decisão do opositor e desarma-o com classe; aos 76', Hulk arranca em velocidade, com 40 metros pela frente, mas o central encarnado usa o corpo para o travar e volta a desarmá-lo; aos 77', mediante um cruzamento perigoso, antecipa-se e evita o remate.

Jesualdo e Quique, iguais no físico e no receio de perder.

Yebda foi o 12º jogador a bater o guarda-redes do FC Porto em lance de bola parada. Aproveitou um canto de Reyes e, ao primeiro poste, cabeceou sem oposição. Uma jogada estudada do Benfica, para a qual a equipa portista devia estar avisada. Em lances de bola corrida, os portistas sofreram 20 golos.

Com a época ainda a meio há já o dobro de golos sofridos em lances de bola parada. A utilização do sistema de defesa à zona não é justificação, porque é assim desde que Jesualdo Ferreira está no FC Porto. Na primeira época do professor a equipa sofreu oito golos de bola parada. Portanto creio ser possível concluir que os jogadores que chegaram para substituir os que saíram, são de nível inferior, ou então, precisarão de mais tempo para atingirem o grau de eficácia dos que vieram substituir.

Há uma atenuante para o maior número de golos sofridos de bola parada: os penáltis. O FC Porto já sofreu cinco, mais do que nas últimas temporadas. Romagnoli marcou os últimos dois na meia-final da Taça da Liga. 

A outra explicação para o aumento de golos sofridos está na alteração de jogadores da defesa e meio-campo. Bosingwa e Assunção foram substituidos por: Rolando, Sapunaru, Fernando, Benítez e Cissokho.

Nota importante

Esta temporada o FC Porto já sofreu quatro golos de bola parada nos clássicos com o Benfica e Sporting. Os encarnados marcaram um, os leões apontaram três, dois deles de penálti.

Nos oito golos sofridos na Ligados Campeões, três foram de bola parada, com o Arsenal a marcar dois.

Eficácia: Na época de 2006/07 o FC Porto chegou aos oitavos-de-final da Champions sem sofrer golos de bola parada.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

FC Porto 1 SLB 1 - Liga Sagres

Mais uma vez ficou provado que esta equipa do FC Porto não sabe jogar contra equipas que se fecham bem, jogam na contenção, e exploram o contra-ataque. 
Ùltimamente tem sido assim: Marítimo, Trofense, Rio Ave, etc...
E este facto, quer queiramos quer não, é da responsabilidade da equipa Técnica (Jesualdo Ferreira e José Gomes).
É caso para questionar: afinal para que serviu poupar a equipa principal ao desgaste do jogo de quarta-feira em Alvalade, se a equipa do FC Porto hoje, nunca foi capaz de ultrapassar a equipa do Benfica (em velocidade e resistência) que até jogou a meio da semana para a Taça da Liga!

Mais.Gostaria de ver a equipa do FC Porto a praticar um futebol mais agressivo (rápido sobre a bola), a jogar em antecipação e a não dar espaços aos adversários. E tambem gostaria de ver melhor organização de jogo, mais ligação entre todos os sectores, mais e melhor conjunto. Verifico que a equipa vive muito dos 4  defesas mais o trinco (Fucile, Rolando, Bruno Alves, Cissokho e Fernando, que são os únicos que sabem defender)  para reconquistar a posse da bola e depois só sabe fazer lançamentos longos em profundidade, os quais são na maioria dos casos interceptados pelos defesas adversários.

Depois esta equipa azul e branca precisa de ter médios possantes, agressivos, especialistas a defender e a atacar. Verifico que tanto o Lucho como o Meireles são bons a construir, mas muito macios a destruir. 
No ataque o Lisandro e o Rodriguez têm fibra, o Hulk porém parece estar a baixar de rendimento.

Conclusão: a continuar a jogar assim, dúvido muito que esta equipa do FC Porto consiga ultrapassar os obstáculos e atingir os objectivos.

PS - Lances de bola parada

Está visto que esta equipa do FC Porto tem dificuldade em defender os lances de bola parada. Chega a ser confrangedora a facilidade com que os adversários cabeceiam à vontade na grande área dos azuis e brancos. A equipa não marca homem a homem, não estorva, não atrapalha suficientemente bem os movimentos dos adversários, para pelo menos lhes retirar precisão.
Esta é uma das responsabilidades (falhas) da Equipa Técnica que devia providenciar no sentido de (exigir) treinar devidamente este tipo de lances a fim de garantir um mínimo de eficácia. Não é só de agora, já há muito tempo que venho detectando a atrapalhação desta equipa do FC Porto perante os lances de bola parada, quer seja a defender, quer a atacar. Inclusivamente somos inofensivos na grande área adversária. Há quanto tempo não marcamos um golo num pontapé de canto! 

...castigo para a desconcentração portista, pois é conhecida a perícia encarnada neste tipo de lances e contrariá-la terá sempre de fazer parte de qualquer estratégia de vitória.

PS 1 - A táctica do Quique Flores

...principalmente por Quique Flores, que previamente havia admitido o empate como um bom resultado. Porque acreditava nessa hipótese, armou a equipa de molde a que nunca se desorganizasse em termos defensivos, aceitasse jogar em função do adversário e, caso fosse possível, chegar ao golo através de um lance de bola parada, uma vez que desde há tempos tem essa componente bem trabalhada e a render pontos com frequência.
...Quique Flores, que previamente havia admitido o empate como um bom resultado. Porque acreditava nessa hipótese, armou a equipa de molde a que nunca se desorganizasse em termos defensivos, aceitasse jogar em função do adversário e, caso fosse possível, chegar ao golo através de um lance de bola parada, uma vez que desde há tempos tem essa componente bem trabalhada e a render pontos com frequência.
Mesmo em cima do intervalo, uma dessas arremetidas resultou em canto e Yebda, com a lição bem estudada, movimentou-se na área com rapidez e surgiu a cabecear ao primeiro poste, sem marcação, fazendo o golo. Prémio para o trabalho de laboratório de Quique Flores.

FICHA DE JOGO

Liga, 17ª jornada
8 de Fevereiro de 2009
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 50.110 espectadores

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
Assistentes: Tiago Trigo e Ricardo Santos
4º árbitro: João Capela

F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Lucho «cap», Fernando e Raul Meireles; Lisandro, Hulk e Rodriguez
Substituições: Raul Meireles por Mariano (65m) e Lisandro por Farías (87m)
Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Stepanov, Guarin e Tomás Costa
Treinador: Jesualdo Ferreira

BENFICA: Moreira; Maxi Pereira, Luisão «cap», Sidnei e David Luiz; Ruben Amorim, Yebda, Katsouranis e Reyes; Aimar e Suazo
Substituições: Suazo por Di Maria (61m), Reyes por Nuno Gomes (86m) e Aimar por Carlos Martins (90m)
Não utilizados: Quim, Cardozo, Binya e Jorge Ribeiro
Treinador: Quique Flores

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Yebda (45m) e Lucho (72m, g.p.)
Disciplina: cartão amarelo a Fernando (50m), Maxi Pereira (51m), Katsouranis (63m) e Yebda (70m)




sábado, 7 de fevereiro de 2009

Jesualdo Ferreira: "É preciso jogar para ganhar"

Apelo aos adeptos
«Estamos preparados para o jogo. Sabemos a importância que este encontro tem, para além dos três pontos em disputa. Sabemos o que vale para os adeptos, para os clubes e para o que resta do campeonato. São jogos em que todos, jogadores, treinadores e dirigentes, querem participar. Neste sentido, o meu primeiro apelo é para os adeptos, para que, com um Dragão esgotado, tenhamos um apoio permanente. Amanhã vão estar duas equipas a jogar do mesmo lado: a equipa do F.C. Porto e os nossos adeptos. Vamos tentar, em conjunto, ter um desempenho de topo».

Resultado imprevisível

«Está encontrada a melhor moldura para um grande espectáculo. Vão defrontar-se duas grandes equipas e o que eu sinto é que estamos preparados para o desafio. É para nós o jogo mais importante por ser o próximo. Acho que as equipas têm evoluído com o tempo e é natural que o Benfica esteja mais forte, tal como o F.C. Porto está seguramente mais forte do que no encontro da primeira volta. Num jogo com estas características, vai ganhar a equipa mais forte mentalmente, aquela que consiga superar as dificuldades que o adversário lhe coloca. É um jogo de resultado imprevisível».

Jogo não é definitivo

«Não sei qual é a equipa que o Benfica vai apresentar, mas não vamos mudar o nosso método porque o adversário troca de jogadores. Temos a nossa identidade e há adaptações na equipa de acordo com o plano de jogo que definimos. Considero que este é um jogo importante mas não creio que seja definitivo. Para nós é muito importante e, se é verdade que um clássico é para ganhar, também é verdade que é preciso jogar para ganhar».

Condições para ganhar a qualquer adversário

«O nosso processo de evolução obedece a uma lógica. O F.C. Porto teve na Champions e na Liga resultados que lhe permitiram ser primeiro em ambas as competições. Há todo um processo da nossa parte que entendemos que fizemos bem e, neste momento, a equipa começa a encontrar alguma estabilidade. Queremos melhorar ainda mais no futuro e sinto que o F.C. Porto tem condições para ganhar a qualquer adversário».

Estratégia de equipa

«Nenhum jogo entre equipas fortes e equilibradas se define no detalhe. É preciso uma estratégia de equipa e só a força do colectivo é capaz de sustentar que um detalhe possa decidir o jogo. A qualidade e o respeito que as duas equipas apresentam obriga a que ganhe aquela que for mais inteligente. Os jogadores é que vão decidir este jogo, é sobretudo um atestado à sua competência em termos de capacidade, de estabilidade emocional e de segurança nos processos colectivos. O F.C. Porto tem um conjunto de processos definidos, estáveis, e queremos aproveitar a qualidade dos nossos jogadores. Estou certo de que o jogo de amanhã vai ser dividido».

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Nomeação conveniente para os encarnados

Árbitro nomeado para apitar o clássico, FC Porto x SLB   -   Liga Sagres

Despudor na nomeação dos árbitros para certos jogos.

Benfiquista ferrenho e de Lisboa, Pedro Proença foi agora nomeado para dirigir o jogo no Dragão. Não há dúvida que foi uma nomeação cirúrgica e muito conveniente para os encarnados. Tal é o medo que eles têm da equipa do FC Porto. É claro e evidente. Há que jogar pela certa.

Só os tolos ou os ingénuos é que acreditam (ser inocente) que esta coisas acontecem por acaso.

Pedro Proença está há um mês de férias

Um mês de férias antes do clássico

Jorge Fonseca – em OJOGO

Desde 4 de Janeiro que não se ouvia falar de Pedro Proença. Nessa data, no Estádio da Madeira, na Choupana, o árbitro de Lisboa orientou o primeiro e último jogo deste ano - o Nacional-FC Porto - voltando mais de um mês depois a envergar o equipamento para dirigir um dos jogos mais desejados e complicados da Liga Sagres, o FC Porto-Benfica. Integrando-se num lote de escolhas possíveis muito reduzido - além dele, só Jorge de Sousa e Olegário Benquerença pareciam reunir unanimidade como candidatos -, acabou por sair da sombra e figurar como opção da Comissão de Arbitragem da Liga, com Vítor Pereira a manter viva a vontade de não nomear o árbitro de Leiria para os jogos mais importantes, ao passo que Jorge Sousa foi "desviado" para Alvalade. Será assim a terceira vez que o árbitro de Lisboa se vai cruzar esta temporada com o FC Porto, depois do empate (0-0) em Vila do Conde e da vitória dos dragões na Choupana (4-2), no jogo acima referido. Já no que concerne às águias, apenas por uma ocasião dirigiu jogos do clube da Luz, na circunstância o de Coimbra, que terminou com a vitória encarnada por 2-0. Sendo a sua principal actividade profissional a de director financeiro, Pedro Proença viveu, no Estádio do Dragão, a polémica mais mediática da sua carreira quando, na época passada, uma bola de Polga que Stojkovic agarrou foi por ele interpretada como um atraso para o guarda-redes sérvio. Os dragões, na cobrança de um livre indirecto, transformaram-no no golo da vitória. Essa decisão desencadeou uma guerra com os leões que se estende até ao presente. Mas não foi tudo, já que o hábito de querer manter a sua verdade seja contra quem for fê-lo também viver anos antes, em Moreira de Cónegos, uma situação caricata, recusando-se durante largos minutos a abandonar o centro do relvado, imune aos apupos que vinham da bancada.

25,1 É o terceiro árbitro da I Liga que menos faltas marca: média de 25,1 por jogo, apenas suplantado por Pedro Henriques (23,8) e Nuno Roque (22).

19 Exigente no capítulo disciplinar, Pedro Proença já exibiu 19 vezes o cartão amarelo, á média de 6,3. Acima só Cosme Machado (6,7) e Bruno Paixão (7).

2 Foram as vezes, esta época, que já dirigiu jogos do FC Porto enquanto para o Benfica apenas foi nomeado uma ocasião.