15/01/2015 - A FPF resolveu promover uma gala para galardoar diversas personalidades do desporto.
Pois muito bem! Se se compreende e se pode aceitar que as personalidades distinguidas o foram por mérito próprio, já não se compreendem as omissões de que foram alvo outras personalidades com mérito mais que reconhecido em Portugal e até internacionalmente, como é por exemplo o caso do grande Mestre José Maria Pedroto, uma autoridade no desporto rei…!
Mas mais, considero verosímil e lógica a seguinte relação: Eusébio está para Cristiano Ronaldo como José Maria Pedroto está para José Mourinho; pelo que temos de condenar veementemente estes vergonhosos critérios. Se se pretende homenagear e muito bem, Eusébio, há que forçosamente em abono da mais elementar justiça homenagear também José Maria Pedroto, a personalidade que verdadeiramente se bateu pela ética desportiva, denunciou os atropelos à mesma e contribuiu decisivamente para a imposição da verdade desportiva em Portugal.
Por outro lado, não se aceita, mas compreende-se: o Mestre Pedroto atingiu toda a sua grande notoriedade ao serviço do FC Porto, e por conseguinte para os srs da FPF há que ignorar; o que denuncia a intenção deliberada de quem nos órgãos de decisão da FPF, detém o poder, de condenar ao ostracismo tudo que diga respeito aos títulos desportivos conquistados pelos Dragões. Por estas e por outras é que cada vez mais se impõe a descentralização do poder em Portugal.
Os oportunistas “lambe botas” estão (e os que não estavam emigraram para lá; a saber: dirigentes, árbitros e jornalistas desportivos) na capital e há que defender o “tacho” conseguido à custa de muito esforço a rastejar…!!!
Ivo Rodrigues atleta promissor
Ivo Rodrigues é, neste momento, o projecto mais consistente da formação do FC Porto. Uma das provas desta aposta efectiva esteve na recente renovação de contrato, a segunda num curto espaço de tempo. Em maio, e na iminência de o perder para um clube italiano, a SAD renovou-lhe contrato até 2018 e colocou uma cláusula de rescisão de 20 milhões de euros; depois, em Novembro, voltou a chamá-lo para lhe acrescentar um ano ao contrato, dez milhões à cláusula e, claro, alguns euros ao ordenado. Durante o último verão, também chegaram propostas ao Dragão, sendo que uma delas, de um clube estrangeiro, previa o empréstimo de um ano com opção de compra de seis milhões de euros no final da temporada. A resposta dos responsáveis do FC Porto foi pronta e negativa.
Ivo Rodrigues regressa agora à equipa B, ainda que com a promessa de novas oportunidades com o plantel de Lopetegui. Mesmo assim, o avançado de 19 anos (faz 20 em março) deixou uma mensagem nas redes sociais para marcar a estreia. "Apesar de ter saído lesionado, cumpri um dos meus maiores sonhos e também um dos maiores sonhos da minha família e amigos. Sentimento indescritível, não há palavras!", começou por escrever, antes de apontar ao futuro. "Vou trabalhar sempre para atingir todos os meus objetivos, por mim e pelas pessoas que me acompanham sempre. Orgulho em ser portista e cumprir um sonho de infância. Obrigado às pessoas que sempre acreditaram em mim", acrescentou.
Adnan Januzaj apontado ao FC Porto
A imprensa inglesa garante esta quinta-feira que o FC Porto é um dos clubes europeus interessado no jovem belga do Manchester United.
FC Porto, Juventus e Paris Saint-Germain surgem esta quinta-feira na imprensa inglesa como estando na corrida pela contratação de Adnan Januzaj durante o actual mercado de transferências.
Adnan Januzaj não tem sido opção para Louis van Gaal, daí o interesse do jogador belga de 19 anos em mudar de ares, vontade que, segundo o tablóide inglês The Sun o FC Porto, bem como Juventus e PSG, pretendem aproveitar.
Incondicional adepto do FC Porto FC Porto o melhor Clube português *Dragão!You are the best!*
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Extracto da crónica de Miguel Sousa Tavares
13/01/2015 - …Mas também, por ouvir contar, soube que o Vitória de Guimarães não tinha dado luta alguma, coisa que pouco me admira. Não partilho (talvez por injustiça da minha parte) dos desbragados elogios que têm sido feitos à equipa de Rui Vitória – e que não por coincidência, certamente, começaram assim que o Vitória arrancou um empate em casa com o FC Porto, só possível devido a duas decisões de arbitragem que ditaram um resultado falso como Judas. De então para cá, vi o Vitória jogar bem umas vezes (com o Sporting, por exemplo) e jogar mal outras, numa inconstância de rendimento que é quase sempre o traço de identidade de uma equipa média que previamente renuncia a tentar ir mais além. No final do campeonato veremos se eu tenho ou não razão.
3 Acho o Braga bem mais equipa e bem mais capaz de enfrentar de cara erguida os grandes momentos – como foi o da única e justíssima derrota infligida ao Benfica neste campeonato. Contra o Sporting, o Braga não esteve nos seus melhores dias, enfrentando um Sporting que, esse sim, fez dos melhores jogos que lhe vi fazer – em especial os primeiros 25 minutos da segunda parte, em que podia ter resolvido o jogo. Mas a prova de que o Braga não é uma equipa qualquer, é que, tendo resistido a esse período de sufoco, deu a volta por cima, retomou o comando do jogo e estava por cima quando aquele pontapé perfeito de Tanaka lhe roubou todos os pontos, ao minuto 95. Julgo que a vitória do Sporting não é absolutamente injusta, mas o empate talvez fosse o resultado mais justo. Até porque, adoptando os habituais critérios de arbitragem reclamados a seu favor pelos sportinguistas, pareceu-me claro que ficou um penalty por assinalar a favor do Braga ao minuto 87, quando Pedro Santos é tocado duas vezes na área do Sporting por dois adversários. Se tem sido ao contrário, já cá estariam fora dois comunicados do Sporting a reclamar e os seus camisas negras (que também apareceram agora em Braga) já estariam a preparar a próxima operação de desforra.
4 O FC Porto – Belenenses tem pouca história para contar – apenas aquela que corresponde ao tempo que os portistas se dispuseram a dar-se a trabalhos. Frente a uma equipa cansada e destroçada pelo massacre ocorrido em Braga, dois dias antes, e a ganhar desde os 10 minutos, tudo parecia um cenário de encomenda para um daqueles jogos em que a equipa regala os adeptos com uma exibição farta em golos e em futebol. O tempo estava de encomenda, o relvado perfeito como sempre, 27.000 pessoas na bancada, um adversário à mercê, não faltava nada para encher o saco. Melhor ainda quando, logo ao segundo minuto da segunda parte, Óliver subiu a parada para 2-0, e todos se perguntaram quantos mais se seguiriam até ao final. Mas, não: o que seguiu foi uma indolência total, um ritmo de slow para fazer filhos na pista de dança, um quase absoluto desinteresse pelo jogo. E só graças à reacção de Maicon, oferecendo o corpo à recarga vitoriosa, não houve um susto no final, quando Fabiano resolveu repetir a graça de largar uma bola rasteira para a frente, como fez contra o Benfica com consequências que só a uns meses poderemos avaliar em toda a sua extensão. E dei comigo a pensar que desde Vítor Baía, já lá devem ir uns seis ou sete anos, que o FC Porto não tem um guarda-redes que lhe transmita uma confiança absoluta. Penso que Fabiano até é um bom guarda-redes, melhor que Helton, mas isso não chega, quando se defende a baliza de uma equipa que passa 80% dos jogos a ataque: o mínimo exigível é não falhar uma única defesa fácil, não oferecer golos que, de outro modo, o adversário não conseguiria.
Eu sei que ao queixar-me de que a equipa só jogou verdadeiramente uma meia-hora, mesmo num jogo em que venceu por 3-0, estou a ser porventura demasiado exigente. Mas os grandes adeptos do FC Porto são exigentes e não tenho uma dúvida de que essa exigência contribuiu também, em grande parte, para a história dos triunfos portistas nas últimas três décadas. A nós, portistas, não nos basta ganhar apenas no campeonato e como ganha o Benfica desta época. Nem nos basta viver a reclamar de factores alheios, como faz o Sporting de sempre. Mesmo quando lançam mão de expedientes contra nós que ninguém mais teve de suportar – como uma operação montada no túnel da Luz para tirar do campeonato Hulk, ou quando inventaram os “processos sumaríssimos”, unicamente aplicados a jogadores portistas como Quaresma ou Deco – nós não deixamos de continuar a exigir o máximo da equipa. Ser portista é uma cultura à parte.
3 Acho o Braga bem mais equipa e bem mais capaz de enfrentar de cara erguida os grandes momentos – como foi o da única e justíssima derrota infligida ao Benfica neste campeonato. Contra o Sporting, o Braga não esteve nos seus melhores dias, enfrentando um Sporting que, esse sim, fez dos melhores jogos que lhe vi fazer – em especial os primeiros 25 minutos da segunda parte, em que podia ter resolvido o jogo. Mas a prova de que o Braga não é uma equipa qualquer, é que, tendo resistido a esse período de sufoco, deu a volta por cima, retomou o comando do jogo e estava por cima quando aquele pontapé perfeito de Tanaka lhe roubou todos os pontos, ao minuto 95. Julgo que a vitória do Sporting não é absolutamente injusta, mas o empate talvez fosse o resultado mais justo. Até porque, adoptando os habituais critérios de arbitragem reclamados a seu favor pelos sportinguistas, pareceu-me claro que ficou um penalty por assinalar a favor do Braga ao minuto 87, quando Pedro Santos é tocado duas vezes na área do Sporting por dois adversários. Se tem sido ao contrário, já cá estariam fora dois comunicados do Sporting a reclamar e os seus camisas negras (que também apareceram agora em Braga) já estariam a preparar a próxima operação de desforra.
4 O FC Porto – Belenenses tem pouca história para contar – apenas aquela que corresponde ao tempo que os portistas se dispuseram a dar-se a trabalhos. Frente a uma equipa cansada e destroçada pelo massacre ocorrido em Braga, dois dias antes, e a ganhar desde os 10 minutos, tudo parecia um cenário de encomenda para um daqueles jogos em que a equipa regala os adeptos com uma exibição farta em golos e em futebol. O tempo estava de encomenda, o relvado perfeito como sempre, 27.000 pessoas na bancada, um adversário à mercê, não faltava nada para encher o saco. Melhor ainda quando, logo ao segundo minuto da segunda parte, Óliver subiu a parada para 2-0, e todos se perguntaram quantos mais se seguiriam até ao final. Mas, não: o que seguiu foi uma indolência total, um ritmo de slow para fazer filhos na pista de dança, um quase absoluto desinteresse pelo jogo. E só graças à reacção de Maicon, oferecendo o corpo à recarga vitoriosa, não houve um susto no final, quando Fabiano resolveu repetir a graça de largar uma bola rasteira para a frente, como fez contra o Benfica com consequências que só a uns meses poderemos avaliar em toda a sua extensão. E dei comigo a pensar que desde Vítor Baía, já lá devem ir uns seis ou sete anos, que o FC Porto não tem um guarda-redes que lhe transmita uma confiança absoluta. Penso que Fabiano até é um bom guarda-redes, melhor que Helton, mas isso não chega, quando se defende a baliza de uma equipa que passa 80% dos jogos a ataque: o mínimo exigível é não falhar uma única defesa fácil, não oferecer golos que, de outro modo, o adversário não conseguiria.
Eu sei que ao queixar-me de que a equipa só jogou verdadeiramente uma meia-hora, mesmo num jogo em que venceu por 3-0, estou a ser porventura demasiado exigente. Mas os grandes adeptos do FC Porto são exigentes e não tenho uma dúvida de que essa exigência contribuiu também, em grande parte, para a história dos triunfos portistas nas últimas três décadas. A nós, portistas, não nos basta ganhar apenas no campeonato e como ganha o Benfica desta época. Nem nos basta viver a reclamar de factores alheios, como faz o Sporting de sempre. Mesmo quando lançam mão de expedientes contra nós que ninguém mais teve de suportar – como uma operação montada no túnel da Luz para tirar do campeonato Hulk, ou quando inventaram os “processos sumaríssimos”, unicamente aplicados a jogadores portistas como Quaresma ou Deco – nós não deixamos de continuar a exigir o máximo da equipa. Ser portista é uma cultura à parte.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Lucas Lima, Taça da Liga, FC Porto B e Lopetegui
12/01/2015 - A Doyen já terá apresentado uma proposta ao Santos pelo médio de 24 anos Lucas Lima, mas um clube chinês também está na corrida e já ofereceu 8 milhões de euros.
Lucas Lima pode ser o próximo jogador a deixar o Santos e, a julgar pelo site brasileiro "terra.com.br", o destino pode passar pelo FC Porto. O primeiro passo terá sido dado pelo empresário Renato Duprat, representante da Doyen, que detém 80 por cento dos direitos sobre o médio e que terá feito uma proposta aos dirigentes do Santos.A mesma notícia que aponta o Lucas Lima aos azuis e brancos refere haver também uma proposta de 8 milhões de euros de um clube chinês pelo médio de 24 anos. O Santos atravessa uma fase financeira delicada, o que poderá levar os seus dirigentes a vender alguns jogadores para pagar até ordenados em atraso.
Taça da Liga
Julen Lopetegui sublinhou a necessidade de entrar em campo com a mesma atitude competitiva de sempre, para evitar surpresas. "A referência mais próxima que temos do União da Madeira é o jogo que ganharam - e bem - ao Braga, na primeira jornada. Esperamos um jogo com as características próprias de um adversário muito organizado, agressivo e forte nas segundas bolas. Vamos ter que contrariar isso, tentando impor o nosso futebol e superar o adversário com as nossas armas. E a melhor forma de o fazer é respeitando-o, ao máximo", alertou o técnico espanhol, em declarações na página oficial do FC Porto na Internet. Objetivo: "Encaramos o jogo com a perspectiva de ganhá-lo, como todos os jogos, para somar três pontos, mas depois ainda faltam dois jogos. O primeiro lugar vai ser disputado até ao final". Oportunidades: "Vamos ter jogos à quarta e ao domingo praticamente durante um mês e meio, depois chega a Liga dos Campeões e ainda temos dois jogadores a menos no plantel, porque o Brahimi e o Aboubakar estão na Taça das Nações Africanas. Por isso, temos que aproveitar todas as opções que temos e tirar proveito de todos os jogadores do plantel, gerindo os diferentes momentos de cada um e as alternativas que entendemos serem as lógicas para cada adversário".
Oportunidade para quem joga menos
Evandro, médio do FC Porto, deverá ser titular na receção ao União da Madeira, esta terça-feira no Dragão. O brasileiro falou ao site do clube.
Para quem joga menos: "A expectativa que temos é a de vencer mais um jogo, que pode ser mais uma oportunidade para os jogadores que têm jogado menos."
A camisola do FC Porto: "Vestir a camisola do FC Porto é sempre especial, seja qual for a competição, e este é mais um jogo que queremos vencer, ainda mais porque jogamos no Estádio do Dragão. Queremos estar sempre em primeiro e nesta competição não será diferente"
Oportunidades: "Sempre que as oportunidades surgirem, tenho de estar preparado, tal como a equipa estará para as dificuldades que o União da Madeira nos criar."
Adversários fechados: "Todas as equipas que jogam no Estádio do Dragão adoptam uma postura mais fechada, procurando tirar-nos espaço para jogar e surpreender-nos em contra-ataque.".
Gonçalo Paciência e Ivo convocados
Tal como era esperado, Lopetegui operou uma pequena revolução na lista de convocados do FC Porto para a recepção ao União da Madeira, da Taça da Liga. Fabiano, Danilo, Martins Indi, Casemirio, Tello e Herrera ficam de fora das opções do treinador espanhol, entrando para os seus lugraes Helton, Diego Reyes, Alex Sandro, Rúben Neves, Ivo Rodrigues e Gonçalo Paciência. Perspectiva-se, por isso, um onze com muitas alterações nesta partida.
Rúben Neves
O médio Ruben Neves está recuperado e União da Madeira é o adversário "ideal" para o seu regresso
Com o meio-campo estabilizado (formado pelo tridente Casemiro-Herrera-Óliver), Lopetegui optou por adiar o regresso de Rúben Neves aos convocados, apesar de o médio já estar disponível para a recepção ao Belenenses. Amanhã há Taça da Liga frente ao União da Madeira, da II Liga, e este é o adversário ideal para o jovem internacional português voltar à competição, um mês depois da lesão no joelho direito. Até pelo facto de ser formado localmente - as regras da prova obrigam à utilização de dois de início -, Rúben Neves tem mesmo sérias possibilidades de regressar pela porta da titularidade. Refira-se que, no plantel principal, só há mais três jogadores formados localmente: Ricardo Nunes, Ricardo Pereira e Quaresma.
Rúben Neves pode surgir no onze como trinco, se à frente dele forem utilizados Evandro e Quintero, ou como médio-interior, se Campaña for aposta para a posição 6, como aconteceu em Vila do Conde, também para a Taça da Liga.
Só esta manhã é que Lopetegui vai ensaiar a tática, e a lista de convocados será divulgada no final. Expectativa para saber se serão chamados elementos da equipa B e se Helton volta a ser opção para a baliza. Com o Rio Ave, não saiu do banco...
Taça da Liga - Seis novidades nos convocados para jogo com o União
Helton, Reyes, Alex Sandro, Rúben Neves e os “bês” Gonçalo Paciência e Ivo
O guarda-redes Helton, os defesas Reyes e Alex Sandro, o médio Rúben Neves e os “bês” Gonçalo Paciência e Ivo (na foto) são as novidades na lista de convocados de Julen Lopetegui para a recepção ao União da Madeira (terça-feira, 20h15), a contar para a segunda jornada do grupo D da Taça da Liga. As duas formações estão no topo da classificação, com três pontos
Rúben Neves regressa após recuperar de lesão, enquanto Gonçalo Paciência e Ivo, do FC Porto B, se poderão estrear ao serviço da equipa principal; Alex Sandro cumpriu um encontro de castigo na recepção ao Belenenses, juntando-se a uma lista que inclui também Helton (ainda sem minutos esta temporada, devido à grave lesão sofrida em Março de 2014) e o mexicano Diego Reyes. Relativamente à última convocatória, para o referido jogo de sábado, da 16.ª jornada da Liga portuguesa, saem dos eleitos Fabiano, Danilo, Martins Indi, Casemiro, Tello e Herrera.
O grupo liderado por Julen Lopetegui voltou a treinar esta segunda-feira, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, numa sessão que voltou a não contar com o argelino Brahimi e o camaronês Aboubakar, que se preparam para a participação na CAN (Taça das Nações Africanas), assim como Otávio, que se limitou a tratamento e trabalho de ginásio.
Lista de 18 convocados: Helton e Andrés Fernández (g.r.); Maicon, Marcano, Quaresma, Jackson Martínez, Quintero, Reyes, José Ángel, Evandro, Adrián López, Ricardo, Campaña, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves, Gonçalo Paciência e Ivo Rodrigues.
Benfica B com penalty vence FC Porto B reduzido a 10 unidades desde os 12’
O Benfica B derrotou o FC Porto B, por 3-2, numa partida da 22ª jornada da II Liga. A equipa encarnada passou a somar 38 pontos, ocupando a terceira posição, enquanto os portistas mantiveram os 32 pontos e passando a estar na 10ª posição.
Gonçalo Guedes, na marcação de uma grande penalidade, inaugurou o marcador para o Benfica B aos 13 minutos, segundos depois de Rafa, lateral esquerdo do FC Porto B, ter visto o vermelho directo aos 12 minutos no lance de que resultou o penálti.
Apesar de jogar em inferioridade numérica, o FC Porto B conseguiu dar a volta ao marcador. Francisco Ramos empatou aos 36 minutos e Gonçalo Paciência, com um belo golo, colocou os dragões na frente do marcador aos 53'.
A vantagem portista durou apenas quatro minutos, já que Fábio Cardoso empatou e o mesmo jogador, aos 73 minutos, fez o 3-2 final.
FC Porto B: Gudino; David Bruno, Lichnovsky, Diego Carlos e Rafa; Pité, Leandro Silva e Francisco Ramos; Kayembe, Ivo e Gonçalo Paciência.
Suplentes: Kadu, Victor Garcia, Tomás Potwaski, Leander Siemann, Pavlovski, Fraderic Maciel e André Silva.
Benfica B: Bruno Varela; Nélson Semedo, Fábio Cardoso, Lindelof e Pedro Rebocho; Dawidowicz, João Teixeira e Hélder Costa; Victor Andrade, Nuno Santos e Gonçalo Guedes.
Suplentes: Miguel Santos, Alexandre Alfaiate, João Nunes, Marcos Valente, Renato Sanches, João Carvalho e Sarkic.
36’ GOLO!
Francisco Ramos empata com um remate cruzado que Bruno Varela não é capaz de segurar.
40’ Sai Diego Carlos, lesionado, entra Tomas Podstawski.
45’ Sai Ivo Rodrigues, entra Victor Garcia.
Luís Castro volta a compensar a defesa, privada de Rafa, que foi expulso.
53’ GOLO!
FC Porto Passa para a frente. Grande golo de Gonçalo Paciência! O avançado vem da esquerda para o meio, enche o pé à entrada da área e bate Bruno Varela ao terceiro remate do jogo. Os dragões estão com menos um, mas já viraram o resultado.
76’ Sai Pité, entra André Silva. O FC Porto B tenta carregar.
90’ CARTÃO VERMELHO Renato Sanches dos benfiquistas expulso (aos 90 minutos sem influência no resultado). O árbitro viu uma cotovelada sobre um jogador portista.
"Agora são roubos de catedral" Super Dragões
A claque dos Super Dragões, que só entrou para a bancada depois de ultrapassados os primeiros seis minutos do FC Porto, tinham uma mensagem escrita em duas tarjas. "Se roubo de igreja era habitual, agora são roubos de catedral." Uma expressão com óbvia ligação a Pedroto, falecido há 30 anos.
Julen Lopetegui - "O FC Porto não dá patadas"
O treinador do FC Porto, considera que os adeptos portistas têm razão em protestar as arbitragens.
Adeptos contestam arbitragens: "Os adeptos do FC Porto revelaram a sua opinião, uma opinião que, no meu entender, é acertada, no sentido em que houve jogos em que nos prejudicaram claramente. Insisto, são erros e também já errei. Os erros de arbitragem, é um facto, prejudicaram-nos e beneficiaram outros. Os adeptos mostraram o que pensam e apoiaram-nos de princípio a fim."
Médios amarelados: "Os três médios viram cartão amarelo. O FC Porto joga de forma agressiva, mas não dá patadas, é agressivo a recuperar a bola e é uma equipa, em muitos aspectos, exemplar. Os amarelos aos médios condicionaram a equipa, o Óliver foi pisado na área e o árbitro considerou simulação... Atenção, também acho que não era fácil ver o penálti. Espero que os erros sejam equilibrados até final, a bem da Liga."
Lucas Lima pode ser o próximo jogador a deixar o Santos e, a julgar pelo site brasileiro "terra.com.br", o destino pode passar pelo FC Porto. O primeiro passo terá sido dado pelo empresário Renato Duprat, representante da Doyen, que detém 80 por cento dos direitos sobre o médio e que terá feito uma proposta aos dirigentes do Santos.A mesma notícia que aponta o Lucas Lima aos azuis e brancos refere haver também uma proposta de 8 milhões de euros de um clube chinês pelo médio de 24 anos. O Santos atravessa uma fase financeira delicada, o que poderá levar os seus dirigentes a vender alguns jogadores para pagar até ordenados em atraso.
Taça da Liga
Julen Lopetegui sublinhou a necessidade de entrar em campo com a mesma atitude competitiva de sempre, para evitar surpresas. "A referência mais próxima que temos do União da Madeira é o jogo que ganharam - e bem - ao Braga, na primeira jornada. Esperamos um jogo com as características próprias de um adversário muito organizado, agressivo e forte nas segundas bolas. Vamos ter que contrariar isso, tentando impor o nosso futebol e superar o adversário com as nossas armas. E a melhor forma de o fazer é respeitando-o, ao máximo", alertou o técnico espanhol, em declarações na página oficial do FC Porto na Internet. Objetivo: "Encaramos o jogo com a perspectiva de ganhá-lo, como todos os jogos, para somar três pontos, mas depois ainda faltam dois jogos. O primeiro lugar vai ser disputado até ao final". Oportunidades: "Vamos ter jogos à quarta e ao domingo praticamente durante um mês e meio, depois chega a Liga dos Campeões e ainda temos dois jogadores a menos no plantel, porque o Brahimi e o Aboubakar estão na Taça das Nações Africanas. Por isso, temos que aproveitar todas as opções que temos e tirar proveito de todos os jogadores do plantel, gerindo os diferentes momentos de cada um e as alternativas que entendemos serem as lógicas para cada adversário".
Oportunidade para quem joga menos
Evandro, médio do FC Porto, deverá ser titular na receção ao União da Madeira, esta terça-feira no Dragão. O brasileiro falou ao site do clube.
Para quem joga menos: "A expectativa que temos é a de vencer mais um jogo, que pode ser mais uma oportunidade para os jogadores que têm jogado menos."
A camisola do FC Porto: "Vestir a camisola do FC Porto é sempre especial, seja qual for a competição, e este é mais um jogo que queremos vencer, ainda mais porque jogamos no Estádio do Dragão. Queremos estar sempre em primeiro e nesta competição não será diferente"
Oportunidades: "Sempre que as oportunidades surgirem, tenho de estar preparado, tal como a equipa estará para as dificuldades que o União da Madeira nos criar."
Adversários fechados: "Todas as equipas que jogam no Estádio do Dragão adoptam uma postura mais fechada, procurando tirar-nos espaço para jogar e surpreender-nos em contra-ataque.".
Gonçalo Paciência e Ivo convocados
Tal como era esperado, Lopetegui operou uma pequena revolução na lista de convocados do FC Porto para a recepção ao União da Madeira, da Taça da Liga. Fabiano, Danilo, Martins Indi, Casemirio, Tello e Herrera ficam de fora das opções do treinador espanhol, entrando para os seus lugraes Helton, Diego Reyes, Alex Sandro, Rúben Neves, Ivo Rodrigues e Gonçalo Paciência. Perspectiva-se, por isso, um onze com muitas alterações nesta partida.
Rúben Neves
O médio Ruben Neves está recuperado e União da Madeira é o adversário "ideal" para o seu regresso
Com o meio-campo estabilizado (formado pelo tridente Casemiro-Herrera-Óliver), Lopetegui optou por adiar o regresso de Rúben Neves aos convocados, apesar de o médio já estar disponível para a recepção ao Belenenses. Amanhã há Taça da Liga frente ao União da Madeira, da II Liga, e este é o adversário ideal para o jovem internacional português voltar à competição, um mês depois da lesão no joelho direito. Até pelo facto de ser formado localmente - as regras da prova obrigam à utilização de dois de início -, Rúben Neves tem mesmo sérias possibilidades de regressar pela porta da titularidade. Refira-se que, no plantel principal, só há mais três jogadores formados localmente: Ricardo Nunes, Ricardo Pereira e Quaresma.
Rúben Neves pode surgir no onze como trinco, se à frente dele forem utilizados Evandro e Quintero, ou como médio-interior, se Campaña for aposta para a posição 6, como aconteceu em Vila do Conde, também para a Taça da Liga.
Só esta manhã é que Lopetegui vai ensaiar a tática, e a lista de convocados será divulgada no final. Expectativa para saber se serão chamados elementos da equipa B e se Helton volta a ser opção para a baliza. Com o Rio Ave, não saiu do banco...
Taça da Liga - Seis novidades nos convocados para jogo com o União
Helton, Reyes, Alex Sandro, Rúben Neves e os “bês” Gonçalo Paciência e Ivo
O guarda-redes Helton, os defesas Reyes e Alex Sandro, o médio Rúben Neves e os “bês” Gonçalo Paciência e Ivo (na foto) são as novidades na lista de convocados de Julen Lopetegui para a recepção ao União da Madeira (terça-feira, 20h15), a contar para a segunda jornada do grupo D da Taça da Liga. As duas formações estão no topo da classificação, com três pontos
Rúben Neves regressa após recuperar de lesão, enquanto Gonçalo Paciência e Ivo, do FC Porto B, se poderão estrear ao serviço da equipa principal; Alex Sandro cumpriu um encontro de castigo na recepção ao Belenenses, juntando-se a uma lista que inclui também Helton (ainda sem minutos esta temporada, devido à grave lesão sofrida em Março de 2014) e o mexicano Diego Reyes. Relativamente à última convocatória, para o referido jogo de sábado, da 16.ª jornada da Liga portuguesa, saem dos eleitos Fabiano, Danilo, Martins Indi, Casemiro, Tello e Herrera.
O grupo liderado por Julen Lopetegui voltou a treinar esta segunda-feira, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, numa sessão que voltou a não contar com o argelino Brahimi e o camaronês Aboubakar, que se preparam para a participação na CAN (Taça das Nações Africanas), assim como Otávio, que se limitou a tratamento e trabalho de ginásio.
Lista de 18 convocados: Helton e Andrés Fernández (g.r.); Maicon, Marcano, Quaresma, Jackson Martínez, Quintero, Reyes, José Ángel, Evandro, Adrián López, Ricardo, Campaña, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves, Gonçalo Paciência e Ivo Rodrigues.
Benfica B com penalty vence FC Porto B reduzido a 10 unidades desde os 12’
O Benfica B derrotou o FC Porto B, por 3-2, numa partida da 22ª jornada da II Liga. A equipa encarnada passou a somar 38 pontos, ocupando a terceira posição, enquanto os portistas mantiveram os 32 pontos e passando a estar na 10ª posição.
Gonçalo Guedes, na marcação de uma grande penalidade, inaugurou o marcador para o Benfica B aos 13 minutos, segundos depois de Rafa, lateral esquerdo do FC Porto B, ter visto o vermelho directo aos 12 minutos no lance de que resultou o penálti.
Apesar de jogar em inferioridade numérica, o FC Porto B conseguiu dar a volta ao marcador. Francisco Ramos empatou aos 36 minutos e Gonçalo Paciência, com um belo golo, colocou os dragões na frente do marcador aos 53'.
A vantagem portista durou apenas quatro minutos, já que Fábio Cardoso empatou e o mesmo jogador, aos 73 minutos, fez o 3-2 final.
FC Porto B: Gudino; David Bruno, Lichnovsky, Diego Carlos e Rafa; Pité, Leandro Silva e Francisco Ramos; Kayembe, Ivo e Gonçalo Paciência.
Suplentes: Kadu, Victor Garcia, Tomás Potwaski, Leander Siemann, Pavlovski, Fraderic Maciel e André Silva.
Benfica B: Bruno Varela; Nélson Semedo, Fábio Cardoso, Lindelof e Pedro Rebocho; Dawidowicz, João Teixeira e Hélder Costa; Victor Andrade, Nuno Santos e Gonçalo Guedes.
Suplentes: Miguel Santos, Alexandre Alfaiate, João Nunes, Marcos Valente, Renato Sanches, João Carvalho e Sarkic.
36’ GOLO!
Francisco Ramos empata com um remate cruzado que Bruno Varela não é capaz de segurar.
40’ Sai Diego Carlos, lesionado, entra Tomas Podstawski.
45’ Sai Ivo Rodrigues, entra Victor Garcia.
Luís Castro volta a compensar a defesa, privada de Rafa, que foi expulso.
53’ GOLO!
FC Porto Passa para a frente. Grande golo de Gonçalo Paciência! O avançado vem da esquerda para o meio, enche o pé à entrada da área e bate Bruno Varela ao terceiro remate do jogo. Os dragões estão com menos um, mas já viraram o resultado.
76’ Sai Pité, entra André Silva. O FC Porto B tenta carregar.
90’ CARTÃO VERMELHO Renato Sanches dos benfiquistas expulso (aos 90 minutos sem influência no resultado). O árbitro viu uma cotovelada sobre um jogador portista.
"Agora são roubos de catedral" Super Dragões
A claque dos Super Dragões, que só entrou para a bancada depois de ultrapassados os primeiros seis minutos do FC Porto, tinham uma mensagem escrita em duas tarjas. "Se roubo de igreja era habitual, agora são roubos de catedral." Uma expressão com óbvia ligação a Pedroto, falecido há 30 anos.
Julen Lopetegui - "O FC Porto não dá patadas"
O treinador do FC Porto, considera que os adeptos portistas têm razão em protestar as arbitragens.
Adeptos contestam arbitragens: "Os adeptos do FC Porto revelaram a sua opinião, uma opinião que, no meu entender, é acertada, no sentido em que houve jogos em que nos prejudicaram claramente. Insisto, são erros e também já errei. Os erros de arbitragem, é um facto, prejudicaram-nos e beneficiaram outros. Os adeptos mostraram o que pensam e apoiaram-nos de princípio a fim."
Médios amarelados: "Os três médios viram cartão amarelo. O FC Porto joga de forma agressiva, mas não dá patadas, é agressivo a recuperar a bola e é uma equipa, em muitos aspectos, exemplar. Os amarelos aos médios condicionaram a equipa, o Óliver foi pisado na área e o árbitro considerou simulação... Atenção, também acho que não era fácil ver o penálti. Espero que os erros sejam equilibrados até final, a bem da Liga."
domingo, 11 de janeiro de 2015
Primeira Liga FC Porto vence Belenenses
Os portistas não facilitaram, respeitaram o adversário e com uma exibição agradável conquistaram os três pontos da ordem. E assim paulatinamente lá vão continuando a porfiar tendo em vista não deixar o rival descansar à sombra das ajudas dos árbitros.
FC Porto 3 16.ª jornada Belenenses 0
10' Jackson Martínez (c) 47' Óliver Torres 90+3' Evandro
Sábado, 10 Janeiro 2015 - 20:15 - Competição:Primeira Liga
Estádio: Dragão, Porto (TV: SportTV) - Assistência: 26.509
Árbitro: Manuel Mota (Braga)
Assistentes: Paulo Vieira e José Gomes
4º Árbitro: Artur Soares Dias
FC Porto: 12 Fabiano, 2 Danilo, 4 Maicon, 3 Martins Indi, 14 José Ángel
6 Casemiro (64'), 16 Herrera (6'), 30 Óliver Torres (55'), 7 Quaresma
9 Jackson Martínez (c), 11 Tello
Suplentes: 25 Andrés Fernández, 5 Marcano, 10 Quintero, (76' Quaresma)
15 Evandro, (69' Óliver Torres), 18 Adrián López, (83' Casemiro)
21 Ricardo, 22 Campaña
Treinador: Julen Lopetegui
Belenenses: 24 Ventura, 47 Palmeira, 23 Tikito, 28 Gonçalo Brandão (50'), 22 Nelson
16 Bruno China (c), 5 Pelé, 35 Rodrigo Dantas, 30 Camará (90+2'), 9 Tiago Caeiro
7 Miguel Rosa
Suplentes: 1 Matt Jones, 6 João Meira, 10 Tiago Silva, (88' Pelé), 13 João Afonso
17 Sturgeon, (56' Rodrigo Dantas), 20 Filipe Ferreira, 92 Fábio Nunes, (83' Tiago Caeiro)
Treinador: Lito Vidigal
Dragões bateram Belenenses por 3-0 e continuam a ter o melhor ataque da Liga portuguesa, com 39 golos
Golos de Jackson, a abrir a primeira parte (10 minutos), Óliver Torres, a abrir a segunda (47), e Evandro, a fechar a partida (93), permitiram ao FC Porto bater de forma clara o Belenenses, por 3-0, e manter-se a seis pontos do líder Benfica.
A partida começou com a Superior sul despida, devido a um protesto dos Super Dragões contra as arbitragens na Liga portuguesa. Só ao fim de seis minutos (o número de pontos de desvantagem do FC Porto face ao Benfica, à entrada para a 16.ª jornada) é que a claque ocupou os seus lugares e recolheu as faixas em que se lia "Se roubo de igreja era habitual / agora são roubos de catedral" e o lençol em que se via um andor a carregar figuras do clube lisboeta. Porém, se os Super Dragões chegaram simbolicamente atrasados ao encontro, a equipa azul e branca não o fez.
Pressionando o adversário e circulando bem a bola, os Dragões cercaram um Belenenses que pareceu traumatizado pela goleada sofrida na quarta-feira (7-1 no terreno do Sporting de Braga, em encontro da Taça de Portugal) e que se recolhia em 25 metros quando defendia. O primeiro remate foi de Jackson Martínez, aos oito minutos, e, apenas dois minutos depois, o colombiano abriu o marcador: Herrera desmarcou-se e cruzou da direita para o avançado, que apenas teve de encostar a cabeça. Jackson está agora a apenas um golo de igualar Hulk (44 golos) como melhor marcador de sempre do Estádio do Dragão.
Aos 39 minutos, Quaresma aplicou uma trivela na esquerda e Jackson, ao segundo poste, bem se esticou mas não conseguiu rematar para a baliza. Antes, aos 35, Maicon cabeceou por cima, na sequência de um canto, e os Super Dragões voltaram a evidenciar-se, aos 30, com um minuto de aplausos em honra de José Maria Pedroto, três dias depois de se terem assinalado os 30 anos do seu desaparecimento.
A segunda parte arrancou praticamente com o 2-0: Óliver Torres aproveitou a cerimónia da defesa do Belenenses para aliviar a bola e rematou de forma imparável à entrada da área, apontando o quinto golo com a camisola dos Dragões. O 2-0 esfriou qualquer tentativa de reacção por parte dos visitantes e os Dragões foram gerindo o resultado, mesmo que o Belenenses se procurasse estender no terreno. O 3-0 pareceu sempre mais próximo do que o 2-1 e Tello (Ventura desviou o remate para a barra) e Indi (em boa posição, cabeceou por cima) ameaçaram fazer mexer de novo o marcador.
A melhor ocasião do Belenenses foi já nos descontos, mas Maicon travou em cima da linha o remate de Camara. Curiosamente, na resposta, o FC Porto chegou ao 3-0, através de um remate de fora da área de Evandro (substituiu Óliver aos 69 minutos), que assim se estreou a marcar pelos azuis e brancos. A luta pelo título continua no próximo sábado (20h15), quando os azuis e brancos se deslocarem a Penafiel para fechar a primeira volta da Liga.
Lopetegui
No início do jogo, os Super Dragões exibiram uma faixa em protesto contra as arbitragens. O treinador espanhol assinou por baixo: “Os adeptos mostraram a sua opinião, que para mim é acertada, uma vez que houve decisões que nos prejudicaram claramente em vários jogos e houve outras decisões que beneficiaram os nossos adversários”.
Lopetegui lembrou igualmente que ficou uma grande penalidade por assinalar: “Podemos ser uma equipa agressiva, mas não somos uma equipa violenta, mas o árbitro decidiu assim, são erros humanos. Naquele lance do Óliver, entendo que não era fácil para o árbitro analisar, mas ele disse-me, no fim, que foi pisado e levou um amarelo. Os três médios ficaram com um amarelo, não é normal. Espero que os erros da arbitragem sejam equilibrados para o bem da Liga e do futebol português”.
FC Porto 3 16.ª jornada Belenenses 0

10' Jackson Martínez (c) 47' Óliver Torres 90+3' Evandro
Sábado, 10 Janeiro 2015 - 20:15 - Competição:Primeira Liga
Estádio: Dragão, Porto (TV: SportTV) - Assistência: 26.509
Árbitro: Manuel Mota (Braga)
Assistentes: Paulo Vieira e José Gomes
4º Árbitro: Artur Soares Dias
FC Porto: 12 Fabiano, 2 Danilo, 4 Maicon, 3 Martins Indi, 14 José Ángel
6 Casemiro (64'), 16 Herrera (6'), 30 Óliver Torres (55'), 7 Quaresma
9 Jackson Martínez (c), 11 Tello
Suplentes: 25 Andrés Fernández, 5 Marcano, 10 Quintero, (76' Quaresma)
15 Evandro, (69' Óliver Torres), 18 Adrián López, (83' Casemiro)
21 Ricardo, 22 Campaña
Treinador: Julen Lopetegui
Belenenses: 24 Ventura, 47 Palmeira, 23 Tikito, 28 Gonçalo Brandão (50'), 22 Nelson
16 Bruno China (c), 5 Pelé, 35 Rodrigo Dantas, 30 Camará (90+2'), 9 Tiago Caeiro
7 Miguel Rosa
Suplentes: 1 Matt Jones, 6 João Meira, 10 Tiago Silva, (88' Pelé), 13 João Afonso
17 Sturgeon, (56' Rodrigo Dantas), 20 Filipe Ferreira, 92 Fábio Nunes, (83' Tiago Caeiro)
Treinador: Lito Vidigal
Dragões bateram Belenenses por 3-0 e continuam a ter o melhor ataque da Liga portuguesa, com 39 golos
Golos de Jackson, a abrir a primeira parte (10 minutos), Óliver Torres, a abrir a segunda (47), e Evandro, a fechar a partida (93), permitiram ao FC Porto bater de forma clara o Belenenses, por 3-0, e manter-se a seis pontos do líder Benfica.
A partida começou com a Superior sul despida, devido a um protesto dos Super Dragões contra as arbitragens na Liga portuguesa. Só ao fim de seis minutos (o número de pontos de desvantagem do FC Porto face ao Benfica, à entrada para a 16.ª jornada) é que a claque ocupou os seus lugares e recolheu as faixas em que se lia "Se roubo de igreja era habitual / agora são roubos de catedral" e o lençol em que se via um andor a carregar figuras do clube lisboeta. Porém, se os Super Dragões chegaram simbolicamente atrasados ao encontro, a equipa azul e branca não o fez.
Pressionando o adversário e circulando bem a bola, os Dragões cercaram um Belenenses que pareceu traumatizado pela goleada sofrida na quarta-feira (7-1 no terreno do Sporting de Braga, em encontro da Taça de Portugal) e que se recolhia em 25 metros quando defendia. O primeiro remate foi de Jackson Martínez, aos oito minutos, e, apenas dois minutos depois, o colombiano abriu o marcador: Herrera desmarcou-se e cruzou da direita para o avançado, que apenas teve de encostar a cabeça. Jackson está agora a apenas um golo de igualar Hulk (44 golos) como melhor marcador de sempre do Estádio do Dragão.
Aos 39 minutos, Quaresma aplicou uma trivela na esquerda e Jackson, ao segundo poste, bem se esticou mas não conseguiu rematar para a baliza. Antes, aos 35, Maicon cabeceou por cima, na sequência de um canto, e os Super Dragões voltaram a evidenciar-se, aos 30, com um minuto de aplausos em honra de José Maria Pedroto, três dias depois de se terem assinalado os 30 anos do seu desaparecimento.
A segunda parte arrancou praticamente com o 2-0: Óliver Torres aproveitou a cerimónia da defesa do Belenenses para aliviar a bola e rematou de forma imparável à entrada da área, apontando o quinto golo com a camisola dos Dragões. O 2-0 esfriou qualquer tentativa de reacção por parte dos visitantes e os Dragões foram gerindo o resultado, mesmo que o Belenenses se procurasse estender no terreno. O 3-0 pareceu sempre mais próximo do que o 2-1 e Tello (Ventura desviou o remate para a barra) e Indi (em boa posição, cabeceou por cima) ameaçaram fazer mexer de novo o marcador.
A melhor ocasião do Belenenses foi já nos descontos, mas Maicon travou em cima da linha o remate de Camara. Curiosamente, na resposta, o FC Porto chegou ao 3-0, através de um remate de fora da área de Evandro (substituiu Óliver aos 69 minutos), que assim se estreou a marcar pelos azuis e brancos. A luta pelo título continua no próximo sábado (20h15), quando os azuis e brancos se deslocarem a Penafiel para fechar a primeira volta da Liga.
Lopetegui
No início do jogo, os Super Dragões exibiram uma faixa em protesto contra as arbitragens. O treinador espanhol assinou por baixo: “Os adeptos mostraram a sua opinião, que para mim é acertada, uma vez que houve decisões que nos prejudicaram claramente em vários jogos e houve outras decisões que beneficiaram os nossos adversários”.
Lopetegui lembrou igualmente que ficou uma grande penalidade por assinalar: “Podemos ser uma equipa agressiva, mas não somos uma equipa violenta, mas o árbitro decidiu assim, são erros humanos. Naquele lance do Óliver, entendo que não era fácil para o árbitro analisar, mas ele disse-me, no fim, que foi pisado e levou um amarelo. Os três médios ficaram com um amarelo, não é normal. Espero que os erros da arbitragem sejam equilibrados para o bem da Liga e do futebol português”.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Crónica assertiva
09/01/2015 - O Nuno e o “Túnel, parte II” por Pedro Marques Lopes
Nada melhor para um adepto do FC Porto ou do Benfica que uma longa estadia de Bruno Carvalho à frente dos destinos do Sporting…
-> Anteontem, doze homens deram a vida por mim e por si, cidadão que vai ler esta crónica.
Foram assassinados por defenderem o meu direito a dar a minha opinião e o meu direito a lê-la. Nunca lhes agradeceremos o suficiente. É em memória deles que humildemente passo a exercer o sagrado direito que morreram a defender, “Je suis Charlie”.
Temi que que a ascensão repentina do Nuno Espírito Santo corresse mal. Convenhamos, passar do Rio Ave para o Valência, sem qualquer outra experiência como treinador, diz muito mais acerca do poder de alguns agentes no futebol de hoje do que sobre as qualidades do antigo guarda-redes. Mas, e como em quase tudo, os resultados é que mostram quem te razão. Pelos vistos, Jorge Mendes estava certo: o Nuno estava mais que pronto para treinar uma das principais equipas do futebol espanhol. É certo que lhe foram dados meios invejáveis, mas nem mais nem menos do que a outros treinadores e, sobretudo, teve de construir uma equipa em pouco tempo. O Valência joga bem e, como todas as equipas que jogam bem, ganha. O último jogo contra o Real Madrid foi um bom exemplo disso mesmo.
Fico, como portista, muito contente por estar tudo a correr pelo melhor ao Nuno. Não me esqueço do seu profissionalismo e da maneira como honrou o brasão abençoado. Não me esqueço da forma como abraçou a nossa causa, do seu altruísmo, da defesa intransigente do clube e dos seus colegas, da sua garra, da revolta como encarava as injustiças de que tantas vezes somos alvo. Não me esqueço de como, em Sevilha, arreganhou os dentes ao troglodita Martin O’Neill e não permitiu que ele se aproximasse dos seus colegas. Mas, sobretudo, não me esqueço que foi ele o líder da defesa dos seus colegas e do FC Porto aquando duma das maiores vergonhas do futebol português: o caso do túnel da Luz. O tal em que foi administrativamente oferecido um campeonato ao nosso rival. Jamais esquecerei a fúria contida como se insurgiu contra aquela vigarice. Estivesse ele ainda no FC Porto e talvez fosse o primeiro a denunciar a pouca vergonha que está a acontecer à vista de toda a gente. Um Túnel, parte II, espectáculo levado à cena todo o santo fim de semana. Desta vez não há stewards, nem o afastamento do melhor jogador do campeonato, é feito de expulsões perdoadas, de adversários retirados de campo por dá cá aquela palha, de arranjos para que os melhores jogadores de outras equipas não joguem, de golos em fora de jogo, de juízes de linha que se comportam como defesas. A sequela tem banda sonora e tudo, um tema denominado tudo isto é eficiência com que se tenta distrair o pagode.
Para mim, o Nuno será sempre um dos nossos.
O eterno mestre
Na cerimónia de homenagem a José Maria Pedroto, trinta anos após a sua morte, foi lida uma mensagem do Prof. Manuel Sérgio. Nela, o maior pensador português sobre o fenómeno desportivo, dizia que Pedroto e Pinto da Costa fizeram a maior revolução a que se tinha assistido, não no futebol português, mas no desporto nacional.
Acrescentaria, e penso que o professor não se indignará, se acrescentar que Pedroto (com Pinto da Costa) iniciou o mais espantoso período de vitórias nacionais e internacionais da história do desporto português, sem paralelo, sequer, próximo. Pois é, contra factos não há argumentos.
Para quando uma homenagem nacional como deve ser ao Mestre? Ah espera, o Pedroto ganhou pelo FC Porto. Esqueçam lá isso.
A vez do Rúben
JOGUE o FC Porto como jogou nos últimos 70 minutos contra o Gil Vicente e não haverá Capela ou Mota que o impeça de fazer uma grande segunda volta; jogue a equipa como nos primeiros 20 minutos desse mesmo jogo e corre o risco muito sério de perder muitos mais pontos e sair já da Liga dos Campeões.
Não foi só o Casemiro a mostrar que estava com a cabeça noutro lado e a ser displicente. Não tenho rigorosamente dúvida nenhuma de que o brasileiro é um grande jogador e que ainda vai melhorar muito, mas naquele lugar do campo é preciso alguém que mostre maturidade e dê segurança à equipa, e ele tem tido demasiadas falhas exatamente nesses aspetos. Uma estadia no banco far-lhe-á bem e fará com que regresse mais forte.
Por outro lado, Rúben Neves pode não ter a agressividade do Casemiro ou a sua capacidade defensiva, mas ganha claramente na qualidade de passe e, apesar dos seus 17 anos, na maturidade e na concentração competitiva. E este FC Porto precisa disto como do pão para a boca.
Bruno de Carvalho “forever”
Não percebo aqueles adeptos do meu clube que dizem torcer pelo Benfica ou pelo Sporting em provas internacionais. Estivesse uma equipa de Marte a jogar com qualquer desses clubes e eu usaria de bom grado uma camiseta a apoiar os marcianos. Espero exatamente o à frente dos destinos do clube de Alvalade.
mesmo sentimento dos adeptos adversários, diga-se.
É por essas e por outras que comemorei a permanência de Marco Silva no Sporting. Tivesse o treinador saído e pouco mais tempo Bruno de Carvalho duraria como presidente do Sporting. Ora, nada melhor para um adepto do FC Porto ou do Benfica que uma longa estadia de Bruno de Carvalho
Irritações
Anda por aí uma mania particularmente estúpida: elogios ao mau perder. Aliás, os que confessam esse traço de personalidade gostam de falar dele como se fosse uma qualidade: “Ah, quando perco ninguém pode falar comigo”, ou “mesmo a jogar matrecos fico doido e berro com as pessoas quando não ganho”, dizem muito orgulhosas da sua evidente falta de educação, da sua lamentável falta de desportivismo, da sua ignorância sobre a essência do desporto. Chegam-se a passar vídeos de jogadores e treinadores a gritar palavrões, insultos a adversários ou a dar pontapés aos mais diversos objectos, depois duma derrota, e depois elogia-se aquela conduta como se fosse prova de vontade de ganhar ou de um espírito indomável. Não, não é nada disso, são apenas comportamentos imbecis. Condutas próprias dum qualquer pateta idiota e mimado que não sabe que enquanto se joga tem de se dar tudo e fazer os possíveis e os impossíveis para ganhar, mas que quando termina se deve aceitar o resultado com a consciência do dever cumprido e tendo consideração por que também fez tudo para ganhar.
Como é evidente, é tão tonto quem tem aqueles comportamentos como quem, no fundo, os elogia.
in abola
Nada melhor para um adepto do FC Porto ou do Benfica que uma longa estadia de Bruno Carvalho à frente dos destinos do Sporting…
-> Anteontem, doze homens deram a vida por mim e por si, cidadão que vai ler esta crónica.
Foram assassinados por defenderem o meu direito a dar a minha opinião e o meu direito a lê-la. Nunca lhes agradeceremos o suficiente. É em memória deles que humildemente passo a exercer o sagrado direito que morreram a defender, “Je suis Charlie”.
Temi que que a ascensão repentina do Nuno Espírito Santo corresse mal. Convenhamos, passar do Rio Ave para o Valência, sem qualquer outra experiência como treinador, diz muito mais acerca do poder de alguns agentes no futebol de hoje do que sobre as qualidades do antigo guarda-redes. Mas, e como em quase tudo, os resultados é que mostram quem te razão. Pelos vistos, Jorge Mendes estava certo: o Nuno estava mais que pronto para treinar uma das principais equipas do futebol espanhol. É certo que lhe foram dados meios invejáveis, mas nem mais nem menos do que a outros treinadores e, sobretudo, teve de construir uma equipa em pouco tempo. O Valência joga bem e, como todas as equipas que jogam bem, ganha. O último jogo contra o Real Madrid foi um bom exemplo disso mesmo.
Fico, como portista, muito contente por estar tudo a correr pelo melhor ao Nuno. Não me esqueço do seu profissionalismo e da maneira como honrou o brasão abençoado. Não me esqueço da forma como abraçou a nossa causa, do seu altruísmo, da defesa intransigente do clube e dos seus colegas, da sua garra, da revolta como encarava as injustiças de que tantas vezes somos alvo. Não me esqueço de como, em Sevilha, arreganhou os dentes ao troglodita Martin O’Neill e não permitiu que ele se aproximasse dos seus colegas. Mas, sobretudo, não me esqueço que foi ele o líder da defesa dos seus colegas e do FC Porto aquando duma das maiores vergonhas do futebol português: o caso do túnel da Luz. O tal em que foi administrativamente oferecido um campeonato ao nosso rival. Jamais esquecerei a fúria contida como se insurgiu contra aquela vigarice. Estivesse ele ainda no FC Porto e talvez fosse o primeiro a denunciar a pouca vergonha que está a acontecer à vista de toda a gente. Um Túnel, parte II, espectáculo levado à cena todo o santo fim de semana. Desta vez não há stewards, nem o afastamento do melhor jogador do campeonato, é feito de expulsões perdoadas, de adversários retirados de campo por dá cá aquela palha, de arranjos para que os melhores jogadores de outras equipas não joguem, de golos em fora de jogo, de juízes de linha que se comportam como defesas. A sequela tem banda sonora e tudo, um tema denominado tudo isto é eficiência com que se tenta distrair o pagode.
Para mim, o Nuno será sempre um dos nossos.
O eterno mestre
Na cerimónia de homenagem a José Maria Pedroto, trinta anos após a sua morte, foi lida uma mensagem do Prof. Manuel Sérgio. Nela, o maior pensador português sobre o fenómeno desportivo, dizia que Pedroto e Pinto da Costa fizeram a maior revolução a que se tinha assistido, não no futebol português, mas no desporto nacional.
Acrescentaria, e penso que o professor não se indignará, se acrescentar que Pedroto (com Pinto da Costa) iniciou o mais espantoso período de vitórias nacionais e internacionais da história do desporto português, sem paralelo, sequer, próximo. Pois é, contra factos não há argumentos.
Para quando uma homenagem nacional como deve ser ao Mestre? Ah espera, o Pedroto ganhou pelo FC Porto. Esqueçam lá isso.
A vez do Rúben
JOGUE o FC Porto como jogou nos últimos 70 minutos contra o Gil Vicente e não haverá Capela ou Mota que o impeça de fazer uma grande segunda volta; jogue a equipa como nos primeiros 20 minutos desse mesmo jogo e corre o risco muito sério de perder muitos mais pontos e sair já da Liga dos Campeões.
Não foi só o Casemiro a mostrar que estava com a cabeça noutro lado e a ser displicente. Não tenho rigorosamente dúvida nenhuma de que o brasileiro é um grande jogador e que ainda vai melhorar muito, mas naquele lugar do campo é preciso alguém que mostre maturidade e dê segurança à equipa, e ele tem tido demasiadas falhas exatamente nesses aspetos. Uma estadia no banco far-lhe-á bem e fará com que regresse mais forte.
Por outro lado, Rúben Neves pode não ter a agressividade do Casemiro ou a sua capacidade defensiva, mas ganha claramente na qualidade de passe e, apesar dos seus 17 anos, na maturidade e na concentração competitiva. E este FC Porto precisa disto como do pão para a boca.
Bruno de Carvalho “forever”
Não percebo aqueles adeptos do meu clube que dizem torcer pelo Benfica ou pelo Sporting em provas internacionais. Estivesse uma equipa de Marte a jogar com qualquer desses clubes e eu usaria de bom grado uma camiseta a apoiar os marcianos. Espero exatamente o à frente dos destinos do clube de Alvalade.
mesmo sentimento dos adeptos adversários, diga-se.
É por essas e por outras que comemorei a permanência de Marco Silva no Sporting. Tivesse o treinador saído e pouco mais tempo Bruno de Carvalho duraria como presidente do Sporting. Ora, nada melhor para um adepto do FC Porto ou do Benfica que uma longa estadia de Bruno de Carvalho
Irritações
Anda por aí uma mania particularmente estúpida: elogios ao mau perder. Aliás, os que confessam esse traço de personalidade gostam de falar dele como se fosse uma qualidade: “Ah, quando perco ninguém pode falar comigo”, ou “mesmo a jogar matrecos fico doido e berro com as pessoas quando não ganho”, dizem muito orgulhosas da sua evidente falta de educação, da sua lamentável falta de desportivismo, da sua ignorância sobre a essência do desporto. Chegam-se a passar vídeos de jogadores e treinadores a gritar palavrões, insultos a adversários ou a dar pontapés aos mais diversos objectos, depois duma derrota, e depois elogia-se aquela conduta como se fosse prova de vontade de ganhar ou de um espírito indomável. Não, não é nada disso, são apenas comportamentos imbecis. Condutas próprias dum qualquer pateta idiota e mimado que não sabe que enquanto se joga tem de se dar tudo e fazer os possíveis e os impossíveis para ganhar, mas que quando termina se deve aceitar o resultado com a consciência do dever cumprido e tendo consideração por que também fez tudo para ganhar.
Como é evidente, é tão tonto quem tem aqueles comportamentos como quem, no fundo, os elogia.
in abola
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Nortada - Miguel Sousa Tavares
06/01/2015 - Miguel Sousa Tavares – Se ao menos o Benfica jogasse qualquer coisinha…
1 – Se ao menos o Benfica jogasse qualquer coisinha, um arremedo de futebol capaz, um cheirinho de campeão, quinze minutos seguidos de futebol a sério de vez em quando, não teríamos esta sensação de que nada justifica o primeiro lugar destacado que ocupa no campeonato (classificação geral da Liga), quase a terminar a primeira volta. Nada, que não somente a sorte irrepetível que teve no jogo do Dragão (onde apenas foi defender com todos no seu meio campo, de princípio a fim), ou o instinto sádico com que mata jogos que não chega a disputar a sério, ou – o que já tem mais que se lhe diga – as ajudas determinantes que invariavelmente recebe das arbitragens em quase todos os jogos do campeonato. Veja-se o mais recente desfecho em Penafiel, num jogo de vitória fácil e previsível, pois se o Benfica estava desfalcado, o Penafiel também estava. O Benfica chega ao 0-1, aos 37 minutos, na única ocasião de golo criada até ao 0-2, acontecido ao minuto 78. Na segunda parte, entra por baixo e vê o Penafiel perder-lhe o respeito, chegando mesmo a um golo, bem anulado mas por um offside curtíssimo.
Logo a seguir, Maxi Pereira tem uma daquelas suas entradas a varrer as pernas ao adversário, justificando um amarelo no limite do vermelho, pois que, além da dureza da falta, Mbola já tinha passado e a jogada era perigosa – não levou nem vermelho nem amarelo. Minutos depois, aos 65, numa banalíssima disputa de bola na lateral, a 70 metros da baliza do Penafiel, Tony dá um ligeiro puxão na camisola de André Almeida e o árbitro mostra-lhe o amarelo, sabendo que era o segundo e que assim resolvia o jogo para o Benfica. E, volvidos três minutos, quando Rabiola vai ficar isolado à entrada da área do Benfica e em posição frontal, lá vem o bom do Maxi e enfia-lhe um empurrão por trás, derrubando-o. Desta vez e a custo, Paulo Baptista venceu a aversão dos nossos árbitros em mostrar cartões ao bom do Maxi, mas, contra o que as regras dizem, ficou-se pelo amarelo e não pelo vermelho directo. Ou seja: em duas vezes que deveria ter sido expulso, Maxi não o foi; e, numa vez em que não deveria ter sido, foi – o Tony. Em vez de ter ficado a jogar com um a menos a última meia hora, o Benfica ficou a jogar com um a mais. Não sei, ninguém sabe, se o desfecho teria sido diferente, tivesse o árbitro feito o que devia. O que sei é que esta já é a sétima ou oitava vez que esta pergunta se coloca em jogos do Benfica esta época. E sempre, sempre, no mesmo sentido.
2 – Poderão dizer-me que também o Porto ganhava por 1-0 em Barcelos quando, aos 37 minutos, o adversário ficou reduzido a dez e que isso facilitou a goleada. Se dúvida que sim, mas com três notáveis diferenças: primeiro o Porto justificou, pelo que jogou, os 5-1, enquanto que o Benfica nada fez que justificasse os 3-0; segundo, nenhum jogador do Porto deveria ter sido expulso, ao contrário do Maxi; e terceiro e principalmente, enquanto que o jogador do Penafiel nada fez que justificasse a expulsão, de perto ou de longe, o do Gil Vicente fez o que podia para ser expulso.
3- Vinte e três mil adeptos a assistir ao treino de Ano Novo no Dragão é um número impressionante e que atesta o sucesso de uma iniciativa original e que já entrou nas tradições do clube. O FC Porto terminou o ano de 2014 marcado pelas derrotas caseiras contra Sporting e Benfica, uma que lhe custou a Taça, outra que lhe pode ter custado o campeonato.
Essa é a pesada herança que transita para 2015, em contraste com a parte boa: ter, sem dúvida, o melhor plantel do campeonato e o seu melhor em vários anos, jogar o melhor futebol à vista, e ter fundadas esperanças de pousar os pés nos quartos de final da Champions.
Depois de meses gastos naquela experiência sem sentido de mudar radicalmente de onze em todos os jogos (e que, por exemplo, custou a eliminação da Taça, contra o Sporting), Lopetegui caiu no extremo oposto de nunca mexer na equipa, mesmo quando tal seria recomendável pelas fracas prestações de alguns – com é o caso evidente de Herrera. Mas, mesmo assim, é bem melhor a emenda do que o soneto – que era absolutamente incompreensível. E pode ser que agora, com a saída temporária de Brahimi para a CAN, Lopetegui dê mais oportunidades a Quintero, recupere Ruben Neves e reconheça finalmente o valor que tem Ricardo Pereira. Acredito sinceramente que os portistas ainda vão ver muita coisa boa para a frente e também acredito que o Benfica não vai continuar eternamente a ser empurrado pelos árbitros. Já chega!
4- Depois de uma semana de “profunda reflexão”, “recolhimento familiar” e “paz natalícia”, Bruno de Carvalho meteu a viola no saco – literalmente. No seu braço de ferroa com o treinador, foi derrotado em toda a linha no seu terreno predilecto – o dos sócios – e no terreno onde a autoridade do presidente não pode ser posta em causa – junto da equipa. Outro, que não ele (e não muitos também, diga-se) tiraria as consequências necessárias e ia à vida. No seu caso, porém, quase sou capaz de apostar que em breve o ouviremos a dizer que tudo não passou de uma inventona da comunicação social, manipulada pelos adversários do Sporting. Já faltou mais e o discurso já foi ensaiado nesse sentido.
Mas para trás ficam coisas que ninguém esquecerá tão cedo: as bofetadas de luva branca que levou de Patrício e de Nani e a lição de liderança que lhe deu Marco Silva. Em vinte dias que durou a tempestade criada pelo presidente, a equipa de “jogadores indignos da camisola” e do treinador que “não assume responsabilidades”, eliminou mais um adversário no caminho aberto para o Jamor, ganhou dois jogos importantes para o campeonato e, contrariando a vontade do presidente (numa atitude única nos anais do Sporting), até mandou a Guimarães a equipa perdedora que o presidente determinou, mas que, afinal, ganhou o jogo para a Taça da Liga. E essa foi a maior bofetada de luva branca que levou. Se contava com derrotas para se ver livre de Marco Silva, roubaram-lhe o pretexto; se contava com os serviços jurídicos para inventarem uma justa causa de despedimento e não ter de indemnizar o treinador, apenas se desqualificou publicamente; se contava com o apoio dos sócios ou dos notáveis para o apoiarem na sua guerrilha institucional, puxaram-lhe o tapete; se julgou que os arregimentados colunistas fariam por ele o trabalho sujo e convenceriam a opinião sportinguista, só conseguiu extremar contra si a gente séria, acabando a ter de se demarcar do terrorismo estratégico de José Eduardo. Foi tudo absolutamente lamentável. Agora, para tentar recuperar a autoridade perdida, vai lançar mão do método Vale e Azevedo de manutenção do poder, que é convocar uma daquelas Assembleias Gerais onde só os desocupados e inúteis de serviço comparecem para prestar vassalagem a quem os convoca.
De facto, um líder é-o naturalmente e não por auto-declaração. A autoridade não se afirma, reconhece-se. Há um ano atrás, exactamente, morreu alguém cuja autoridade e prestígio no mundo do futebol nunca teve de ser reclamada nem anunciada pelo próprio, porque se impunha por si mesma e até aos adversários: Eusébio, de seu nome. A cidade de Lisboa, muito justamente, deu ontem o nome de Eusébio a uma avenida. Posso garantir-vos que tal jamais sucederá com Bruno de Carvalho.
In abola
Aproveito a deixa do Miguel Sousa Tavares para comentar também eu as arbitragens favoráveis aos encarnados e contestar a lenga lenga do Gobern, com a qual estou evidentemente em desacordo, que o FC Porto também já foi beneficiado nos jogos com o Braga e Rio Ave. Mesmo admitindo que os portistas tenham sido beneficiados nos jogos acima mencionados, quero lembrar que os Dragões têm sido prejudicados em todos os outros restantes jogos. Só para citar dois dos exemplos mais flagrantes: os jogos com o Boavista no Dragão e em Guimarães.
Conclusão: a grande diferença é que o FC Porto é esporadicamente beneficiado enquanto que o clube da águia é sempre beneficiado; disciplinarmente os jogadores encarnados são sempre protegidos e os adversários sancionados; mas mais, em todos os jogos na dúvida: se é ou não offside, decide-se a favor dos encarnados.
E, é bom de ver porquê: onde está sediada a maior parte da imprensa desportiva portuguesa (afecta ao Benfica) que influência decisivamente os árbitros? Em Lisboa: RTP, SIC, TVI, SportTV; jornais A Bola, Record, Correio da Manhã...etc...etc; com a agravante dos órgãos de poder da FPF e da arbitragem estarem nas mãos dos jagunços benfiquistas...!
1 – Se ao menos o Benfica jogasse qualquer coisinha, um arremedo de futebol capaz, um cheirinho de campeão, quinze minutos seguidos de futebol a sério de vez em quando, não teríamos esta sensação de que nada justifica o primeiro lugar destacado que ocupa no campeonato (classificação geral da Liga), quase a terminar a primeira volta. Nada, que não somente a sorte irrepetível que teve no jogo do Dragão (onde apenas foi defender com todos no seu meio campo, de princípio a fim), ou o instinto sádico com que mata jogos que não chega a disputar a sério, ou – o que já tem mais que se lhe diga – as ajudas determinantes que invariavelmente recebe das arbitragens em quase todos os jogos do campeonato. Veja-se o mais recente desfecho em Penafiel, num jogo de vitória fácil e previsível, pois se o Benfica estava desfalcado, o Penafiel também estava. O Benfica chega ao 0-1, aos 37 minutos, na única ocasião de golo criada até ao 0-2, acontecido ao minuto 78. Na segunda parte, entra por baixo e vê o Penafiel perder-lhe o respeito, chegando mesmo a um golo, bem anulado mas por um offside curtíssimo.
Logo a seguir, Maxi Pereira tem uma daquelas suas entradas a varrer as pernas ao adversário, justificando um amarelo no limite do vermelho, pois que, além da dureza da falta, Mbola já tinha passado e a jogada era perigosa – não levou nem vermelho nem amarelo. Minutos depois, aos 65, numa banalíssima disputa de bola na lateral, a 70 metros da baliza do Penafiel, Tony dá um ligeiro puxão na camisola de André Almeida e o árbitro mostra-lhe o amarelo, sabendo que era o segundo e que assim resolvia o jogo para o Benfica. E, volvidos três minutos, quando Rabiola vai ficar isolado à entrada da área do Benfica e em posição frontal, lá vem o bom do Maxi e enfia-lhe um empurrão por trás, derrubando-o. Desta vez e a custo, Paulo Baptista venceu a aversão dos nossos árbitros em mostrar cartões ao bom do Maxi, mas, contra o que as regras dizem, ficou-se pelo amarelo e não pelo vermelho directo. Ou seja: em duas vezes que deveria ter sido expulso, Maxi não o foi; e, numa vez em que não deveria ter sido, foi – o Tony. Em vez de ter ficado a jogar com um a menos a última meia hora, o Benfica ficou a jogar com um a mais. Não sei, ninguém sabe, se o desfecho teria sido diferente, tivesse o árbitro feito o que devia. O que sei é que esta já é a sétima ou oitava vez que esta pergunta se coloca em jogos do Benfica esta época. E sempre, sempre, no mesmo sentido.
2 – Poderão dizer-me que também o Porto ganhava por 1-0 em Barcelos quando, aos 37 minutos, o adversário ficou reduzido a dez e que isso facilitou a goleada. Se dúvida que sim, mas com três notáveis diferenças: primeiro o Porto justificou, pelo que jogou, os 5-1, enquanto que o Benfica nada fez que justificasse os 3-0; segundo, nenhum jogador do Porto deveria ter sido expulso, ao contrário do Maxi; e terceiro e principalmente, enquanto que o jogador do Penafiel nada fez que justificasse a expulsão, de perto ou de longe, o do Gil Vicente fez o que podia para ser expulso.
3- Vinte e três mil adeptos a assistir ao treino de Ano Novo no Dragão é um número impressionante e que atesta o sucesso de uma iniciativa original e que já entrou nas tradições do clube. O FC Porto terminou o ano de 2014 marcado pelas derrotas caseiras contra Sporting e Benfica, uma que lhe custou a Taça, outra que lhe pode ter custado o campeonato.
Essa é a pesada herança que transita para 2015, em contraste com a parte boa: ter, sem dúvida, o melhor plantel do campeonato e o seu melhor em vários anos, jogar o melhor futebol à vista, e ter fundadas esperanças de pousar os pés nos quartos de final da Champions.
Depois de meses gastos naquela experiência sem sentido de mudar radicalmente de onze em todos os jogos (e que, por exemplo, custou a eliminação da Taça, contra o Sporting), Lopetegui caiu no extremo oposto de nunca mexer na equipa, mesmo quando tal seria recomendável pelas fracas prestações de alguns – com é o caso evidente de Herrera. Mas, mesmo assim, é bem melhor a emenda do que o soneto – que era absolutamente incompreensível. E pode ser que agora, com a saída temporária de Brahimi para a CAN, Lopetegui dê mais oportunidades a Quintero, recupere Ruben Neves e reconheça finalmente o valor que tem Ricardo Pereira. Acredito sinceramente que os portistas ainda vão ver muita coisa boa para a frente e também acredito que o Benfica não vai continuar eternamente a ser empurrado pelos árbitros. Já chega!
4- Depois de uma semana de “profunda reflexão”, “recolhimento familiar” e “paz natalícia”, Bruno de Carvalho meteu a viola no saco – literalmente. No seu braço de ferroa com o treinador, foi derrotado em toda a linha no seu terreno predilecto – o dos sócios – e no terreno onde a autoridade do presidente não pode ser posta em causa – junto da equipa. Outro, que não ele (e não muitos também, diga-se) tiraria as consequências necessárias e ia à vida. No seu caso, porém, quase sou capaz de apostar que em breve o ouviremos a dizer que tudo não passou de uma inventona da comunicação social, manipulada pelos adversários do Sporting. Já faltou mais e o discurso já foi ensaiado nesse sentido.
Mas para trás ficam coisas que ninguém esquecerá tão cedo: as bofetadas de luva branca que levou de Patrício e de Nani e a lição de liderança que lhe deu Marco Silva. Em vinte dias que durou a tempestade criada pelo presidente, a equipa de “jogadores indignos da camisola” e do treinador que “não assume responsabilidades”, eliminou mais um adversário no caminho aberto para o Jamor, ganhou dois jogos importantes para o campeonato e, contrariando a vontade do presidente (numa atitude única nos anais do Sporting), até mandou a Guimarães a equipa perdedora que o presidente determinou, mas que, afinal, ganhou o jogo para a Taça da Liga. E essa foi a maior bofetada de luva branca que levou. Se contava com derrotas para se ver livre de Marco Silva, roubaram-lhe o pretexto; se contava com os serviços jurídicos para inventarem uma justa causa de despedimento e não ter de indemnizar o treinador, apenas se desqualificou publicamente; se contava com o apoio dos sócios ou dos notáveis para o apoiarem na sua guerrilha institucional, puxaram-lhe o tapete; se julgou que os arregimentados colunistas fariam por ele o trabalho sujo e convenceriam a opinião sportinguista, só conseguiu extremar contra si a gente séria, acabando a ter de se demarcar do terrorismo estratégico de José Eduardo. Foi tudo absolutamente lamentável. Agora, para tentar recuperar a autoridade perdida, vai lançar mão do método Vale e Azevedo de manutenção do poder, que é convocar uma daquelas Assembleias Gerais onde só os desocupados e inúteis de serviço comparecem para prestar vassalagem a quem os convoca.
De facto, um líder é-o naturalmente e não por auto-declaração. A autoridade não se afirma, reconhece-se. Há um ano atrás, exactamente, morreu alguém cuja autoridade e prestígio no mundo do futebol nunca teve de ser reclamada nem anunciada pelo próprio, porque se impunha por si mesma e até aos adversários: Eusébio, de seu nome. A cidade de Lisboa, muito justamente, deu ontem o nome de Eusébio a uma avenida. Posso garantir-vos que tal jamais sucederá com Bruno de Carvalho.
In abola
Aproveito a deixa do Miguel Sousa Tavares para comentar também eu as arbitragens favoráveis aos encarnados e contestar a lenga lenga do Gobern, com a qual estou evidentemente em desacordo, que o FC Porto também já foi beneficiado nos jogos com o Braga e Rio Ave. Mesmo admitindo que os portistas tenham sido beneficiados nos jogos acima mencionados, quero lembrar que os Dragões têm sido prejudicados em todos os outros restantes jogos. Só para citar dois dos exemplos mais flagrantes: os jogos com o Boavista no Dragão e em Guimarães.
Conclusão: a grande diferença é que o FC Porto é esporadicamente beneficiado enquanto que o clube da águia é sempre beneficiado; disciplinarmente os jogadores encarnados são sempre protegidos e os adversários sancionados; mas mais, em todos os jogos na dúvida: se é ou não offside, decide-se a favor dos encarnados.
E, é bom de ver porquê: onde está sediada a maior parte da imprensa desportiva portuguesa (afecta ao Benfica) que influência decisivamente os árbitros? Em Lisboa: RTP, SIC, TVI, SportTV; jornais A Bola, Record, Correio da Manhã...etc...etc; com a agravante dos órgãos de poder da FPF e da arbitragem estarem nas mãos dos jagunços benfiquistas...!
sábado, 3 de janeiro de 2015
Gil Vicente 1 FC Porto 5
Sem realizar uma exibição por aí além, os portistas conseguiram no entanto vencer e convencer um Gil Vicente que até tem uma equipa jeitosa mas que parece jogar sobre brasas.
Pelos vistos as férias natalícias fizeram mal a alguns profissionais do FC Porto, porque o futebol exibido foi durante muito tempo lento e impreciso.
Ficha oficial - 15.ª jornada
Gil Vicente 1 FC Porto 5
Cinco maravilhas na goleada em Barcelos
Pelos vistos as férias natalícias fizeram mal a alguns profissionais do FC Porto, porque o futebol exibido foi durante muito tempo lento e impreciso.
Ficha oficial - 15.ª jornada
Sábado, 3 Janeiro 2015 - 20:15 - Competição: Primeira Liga
Estádio: Cidade de Barcelos (TV: SportTV)
Árbitro: Nuno Almeida (Algarve)
Assistentes: Pais António e Luís Ramos - 4º Árbitro: Luís Godinho
Gil Vicente 1 FC Porto 5

76' Vítor Gonçalves - 36' Casemiro 55' Martins Indi
70' Brahimi 79' Óliver Torres
87' Jackson Martínez (c)
Gil Vicente: 1 Adriano Facchini, 2 Gabriel, 23 Pek's, 3 Yamissi, 6 Evaldo, 77 João Vilela (c)
8 Luís Silva, 13 Jander (20') (38'), 45 Paulinho, 99 Simy Nwankwo, 7 Diogo Viana (54')
Suplentes: 28 Caleb, 4 Gladstone, 10 Caetano, (61' Diogo Viana), 11 Avto,
8 Luís Silva, 13 Jander (20') (38'), 45 Paulinho, 99 Simy Nwankwo, 7 Diogo Viana (54')
Suplentes: 28 Caleb, 4 Gladstone, 10 Caetano, (61' Diogo Viana), 11 Avto,
(75' Simy Nwankwo), 20 Vítor Gonçalves, (46' Paulinho), 24 Ricardinho, 89 David Batista
Treinador: José Mota
FC Porto: 12 Fabiano, 2 Danilo, 4 Maicon, 3 Martins Indi, 26 Alex Sandro (83') (90')
6 Casemiro, 16 Herrera, 30 Óliver Torres, 8 Brahimi, 9 Jackson Martínez (c), 11 Tello
Suplentes: 25 Andrés Fernández, 5 Marcano, 7 Quaresma, (51' Tello), 10 Quintero
(74' Brahimi), 15 Evandro, 18 Adrián López, (74' Herrera), 99 Aboubakar
Treinador: Julen Lopetegui
Treinador: José Mota
FC Porto: 12 Fabiano, 2 Danilo, 4 Maicon, 3 Martins Indi, 26 Alex Sandro (83') (90')
6 Casemiro, 16 Herrera, 30 Óliver Torres, 8 Brahimi, 9 Jackson Martínez (c), 11 Tello
Suplentes: 25 Andrés Fernández, 5 Marcano, 7 Quaresma, (51' Tello), 10 Quintero
(74' Brahimi), 15 Evandro, 18 Adrián López, (74' Herrera), 99 Aboubakar
Treinador: Julen Lopetegui

Visão optimista
Com cinco golos de grande qualidade técnica, o FC Porto goleou o Gil Vicente por 5-1 e colocou-se provisoriamente a três pontos do líder Benfica. No primeiro jogo de 2015, os portistas (melhor ataque da Liga portuguesa, com 36 tentos)
Jackson Martinez, não só aumentou a sua vantagem como líder dos marcadores da prova (tem agora 12 golos), mas passou ainda a ser o segundo melhor marcador estrangeiro de sempre dos Dragões, com 79 golos em 117 jogos.
Os primeiros minutos do jogo até foram favoráveis ao Gil Vicente, que aplicou uma pressão alta sobre a saída de bola portista que originou alguns erros e proporcionou alguns contra-ataques perigosos à formação de Barcelos. Os dois primeiros sinais de perigo foram da equipa da casa (um cabeceamento de Paulinho ao poste, aos dois minutos, e um outro de Simy que Fabiano defendeu, aos 17), mas, sensivelmente a partir dos 20 minutos, o caso mudou de figura. Os Dragões aumentaram a intensidade, circularam a bola de forma mais curta e as ocasiões de golo foram-se sucedendo. Herrera foi o primeiro a ensaiar os remates e o Gil Vicente foi recuando, permitindo até a Jackson isolar-se, aos 31 minutos, mas Adriano deteve a tentativa de chapéu do colombiano. Logo de seguida, foi João Vilela, quase sem querer, a evitar que a bola chegasse a Brahimi para uma finalização que seria fácil.
Porém, seria preciso esperar por uma bomba de Casemiro para levar pela primeira vez os gilistas ao tapete. Aos 36 minutos, o médio brasileiro apontou o seu segundo golo na Liga portuguesa com um remate a 102 km por hora, de acordo com os dados da transmissão televisiva. Estava aberto o caminho para o triunfo, com Jackson a ficar perto do segundo golo logo no minuto seguinte e, depois, com a expulsão de Jander (segundo amarelo, por falta claríssima sobre Brahimi) a facilitar ainda mais a missão dos portistas. Só nos balneários, ao intervalo, o Gil Vicente se libertou de uma pressão sufocante.
Parecia claro que, na segunda parte, os portistas, superiores tecnicamente, iriam alargar a vantagem se mantivessem o mesmo compromisso com o jogo. E foi uma equipa azul e branca solta e a desenvolver belos lances de ataque que chegou aos 5-1 no final dos 90 minutos. O 2-0 surgiu de um calcanhar de Martins Indi (mais um para a história do FC Porto!), aos 55 minutos, na recarga a uma defesa de Adriano Facchini, após um pontapé de canto na direita. Brahimi ficou perto do terceiro aos 67, mas o guarda-redes adversário evitou-o de novo e era, nesse momento, o principal responsável por os Dragões não terem ainda chegado à goleada. Mas ela materializar-se-ia mesmo, e com o carimbo do argelino, que desviou para a baliza, de primeira, um cruzamento da direita de Danilo, aos 70. Brahimi despediu-se depois dos adeptos, ao ser substituído por Quintero, já que nas próximas semanas vai representar a sua selecção na CAN, assim como Aboubakar.
Vítor Gonçalves reduziu o marcador para o Gil Vicente, ao fazer o 3-1, mas a a margem portista ainda seria alargada nos últimos 12 minutos. Óliver (que tinha visto o inevitável Adriano "retirar-lhe" um golo que parecia certo aos 50 minutos), fez o 4-1 num lance de grande técnica, em que deixou Pek's momentaneamente sem rins e depois depositou a bola na baliza com um chapéu subtil. O marcador seria fechado por Jackson, com um remate em arco com o pé esquerdo. A única nota negativa foi a expulsão de Alex Sandro, por duplo amarelo, no último minuto, mas o mais importante é que os Dragões demonstraram que estão unidos e fortes para lutar até ao fim pelo título.
Visão optimista
Com cinco golos de grande qualidade técnica, o FC Porto goleou o Gil Vicente por 5-1 e colocou-se provisoriamente a três pontos do líder Benfica. No primeiro jogo de 2015, os portistas (melhor ataque da Liga portuguesa, com 36 tentos)
Jackson Martinez, não só aumentou a sua vantagem como líder dos marcadores da prova (tem agora 12 golos), mas passou ainda a ser o segundo melhor marcador estrangeiro de sempre dos Dragões, com 79 golos em 117 jogos.
Os primeiros minutos do jogo até foram favoráveis ao Gil Vicente, que aplicou uma pressão alta sobre a saída de bola portista que originou alguns erros e proporcionou alguns contra-ataques perigosos à formação de Barcelos. Os dois primeiros sinais de perigo foram da equipa da casa (um cabeceamento de Paulinho ao poste, aos dois minutos, e um outro de Simy que Fabiano defendeu, aos 17), mas, sensivelmente a partir dos 20 minutos, o caso mudou de figura. Os Dragões aumentaram a intensidade, circularam a bola de forma mais curta e as ocasiões de golo foram-se sucedendo. Herrera foi o primeiro a ensaiar os remates e o Gil Vicente foi recuando, permitindo até a Jackson isolar-se, aos 31 minutos, mas Adriano deteve a tentativa de chapéu do colombiano. Logo de seguida, foi João Vilela, quase sem querer, a evitar que a bola chegasse a Brahimi para uma finalização que seria fácil.
Porém, seria preciso esperar por uma bomba de Casemiro para levar pela primeira vez os gilistas ao tapete. Aos 36 minutos, o médio brasileiro apontou o seu segundo golo na Liga portuguesa com um remate a 102 km por hora, de acordo com os dados da transmissão televisiva. Estava aberto o caminho para o triunfo, com Jackson a ficar perto do segundo golo logo no minuto seguinte e, depois, com a expulsão de Jander (segundo amarelo, por falta claríssima sobre Brahimi) a facilitar ainda mais a missão dos portistas. Só nos balneários, ao intervalo, o Gil Vicente se libertou de uma pressão sufocante.
Parecia claro que, na segunda parte, os portistas, superiores tecnicamente, iriam alargar a vantagem se mantivessem o mesmo compromisso com o jogo. E foi uma equipa azul e branca solta e a desenvolver belos lances de ataque que chegou aos 5-1 no final dos 90 minutos. O 2-0 surgiu de um calcanhar de Martins Indi (mais um para a história do FC Porto!), aos 55 minutos, na recarga a uma defesa de Adriano Facchini, após um pontapé de canto na direita. Brahimi ficou perto do terceiro aos 67, mas o guarda-redes adversário evitou-o de novo e era, nesse momento, o principal responsável por os Dragões não terem ainda chegado à goleada. Mas ela materializar-se-ia mesmo, e com o carimbo do argelino, que desviou para a baliza, de primeira, um cruzamento da direita de Danilo, aos 70. Brahimi despediu-se depois dos adeptos, ao ser substituído por Quintero, já que nas próximas semanas vai representar a sua selecção na CAN, assim como Aboubakar.
Vítor Gonçalves reduziu o marcador para o Gil Vicente, ao fazer o 3-1, mas a a margem portista ainda seria alargada nos últimos 12 minutos. Óliver (que tinha visto o inevitável Adriano "retirar-lhe" um golo que parecia certo aos 50 minutos), fez o 4-1 num lance de grande técnica, em que deixou Pek's momentaneamente sem rins e depois depositou a bola na baliza com um chapéu subtil. O marcador seria fechado por Jackson, com um remate em arco com o pé esquerdo. A única nota negativa foi a expulsão de Alex Sandro, por duplo amarelo, no último minuto, mas o mais importante é que os Dragões demonstraram que estão unidos e fortes para lutar até ao fim pelo título.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Um chico esperto que chegou a presidente de clube
01/01/2015 - NORTADA - Extracto da crónica de Miguel Sousa Tavares
O homem que se julga um líder
O presidente do Sporting é tudo menos um líder, é uma caricatura do género. Muitos se deixam iludir…
1 Bruno de Carvalho é a prova de que os líderes não se fabricam nem se afirmam por auto-nomeação.
Não basta querer ser, é preciso ser; não basta declarar-se como tal, é preciso ser reconhecido como tal pelos outros; não basta querer aparentar, é preciso parecê-lo naturalmente; não basta falar grosso ou com um tom de voz grosso, é preciso ser escutado pelo que se diz; não basta arrotar postas de autoridade, é necessário que os destinatários a reconheçam sem ser por intimidação.
O presidente do Sporting é tudo menos um líder, é uma caricatura do género. Entre comunicados, entrevistas, blackouts e declarações encomendadas, ele demonstrou, nesta quadra de paz e concórdia em que se dedicou a espalhar a guerra e a discórdia entre os seus, que não tem o mais pequeno estofo de um líder.
Luís Filipe Vieira, de férias na ilha do Príncipe, ou Jorge Nuno Pinto da Costa, de férias na Praia do Forte, Bahia, mesmo à distância e em silêncio, nunca perderam, nunca perdem, a imagem de quem tudo lidera, por mais longe ou aparentemente ausente que estejam. Mas o presidente do Sporting, por mais que derrame pela TV Sporting ou pelo Facebook, consegue apenas afirmar-se como líder diante do próprio espelho. Ele manda, sim, e enquanto os sócios do Sporting não entenderem o logro, mas não lidera coisa alguma, que não a fidelidade de uns poucos (puxa-sacos; como por exemplo o Augusto Inácio) e a ignorância de uns quantos.
Quis despedir o treinador, não porque ele seja incompetente ou mau profissional, mas porque não lhe conseguiu o milagre de transformar uma equipa de segunda numa equipa de primeira. Quis despedi-lo, provocando-o, tentando enxovalhá-lo em público, esperando que ele, ou não respondesse, ou respondesse de mais – o suficiente para invocar justa causa e despedi-lo sem ter de o indemnizar. Um líder não faria isso se estivesse convicto da justeza da sua decisão, um verdadeiro líder assumia as consequências de despedir o treinador, bancava os custos e enfrentava os sócios. Não vinha depois dizer que tudo não passava de notícias sem fundamento e encomendava a outros – ao José Eduardo, concretamente – declarações assassinas e insultuosas sobre o treinador, para ver se este rompia a corda. A paz, mais do que podre, em que o balneário e a equipa agora vegetam, é resultado da falta de coragem do presidente, que não passa de um líder com pés de barro.
Nem Jesualdo Ferreira, nem Leonardo Jardim, nem Marco Silva serviram a Bruno de Carvalho. Só lhe servirá um treinador que consiga fazer de um naipe de centrais desastrados uma dupla intransponível, que consiga fazer o William de Carvalho valer 50 milhões, o Slimani ser um Jackson Martinez, ou um Ryan Gauld, grande descoberta presidencial, ser o novo Messi. Mas o único treinador que conseguiria tais coisas, o único de serviria a Bruno de Carvalho, era o próprio Bruno de Carvalho. O passo que lhe falta dar é esse: passar a ser presidente-treinador. É o único estatuto que a sua vaidade, o seu insaciável desejo de afirmação e reconhecimento, a sua pesporrência, e a sua ditatorial liderança consentem.
Muitos sportinguistas deixam-se iludir por Bruno de Carvalho. Alguns por convicção, a maioria por desespero e falta de alternativa, depois de décadas de apostas falhadas e que pareciam mais sólidas e mais credíveis. Uns mais lentamente do que outros, irão ter um despertar doloroso e, seguramente irão enfrentar problemas sem fim até se verem livres dele. Por mim, que sou portista, os males do Sporting não me causam mossa alguma, antes pelo contrário. O que me impressiona é ver como gente inteligente se deixou iludir assim. Quando eu, por exemplo, escrevi que achava estranho que ninguém se perguntasse sobre o passado profissional de Bruno de Carvalho, que ninguém achasse curial saber o que tinha feito até aí um homem de 40 anos aparentemente saído do vazio, o Eduardo Barroso ofendeu-se comigo, como se o simples facto de ser presidente do Sporting dispensasse qualquer escrutínio (lhe conferisse um atestado de competência) que é absolutamente normal de fazer a quem chega a posições de poder.
E o problema é que, tendo escolhido Bruno de Carvalho por falta de alternativa e por desesperança, todos os notáveis do Sporting, quer o confessem ou não, estão agora de mãos atadas, sem saber o que de melhor fazer: tentar pôr algum juízo naquela cabeça transtornada pelo desejo de protagonismo a qualquer preço, ou livrarem-se dele enquanto é tempo.
* As frases em itálico e os sublinhados são de minha autoria
O homem que se julga um líder
O presidente do Sporting é tudo menos um líder, é uma caricatura do género. Muitos se deixam iludir…
1 Bruno de Carvalho é a prova de que os líderes não se fabricam nem se afirmam por auto-nomeação.
Não basta querer ser, é preciso ser; não basta declarar-se como tal, é preciso ser reconhecido como tal pelos outros; não basta querer aparentar, é preciso parecê-lo naturalmente; não basta falar grosso ou com um tom de voz grosso, é preciso ser escutado pelo que se diz; não basta arrotar postas de autoridade, é necessário que os destinatários a reconheçam sem ser por intimidação.
O presidente do Sporting é tudo menos um líder, é uma caricatura do género. Entre comunicados, entrevistas, blackouts e declarações encomendadas, ele demonstrou, nesta quadra de paz e concórdia em que se dedicou a espalhar a guerra e a discórdia entre os seus, que não tem o mais pequeno estofo de um líder.
Luís Filipe Vieira, de férias na ilha do Príncipe, ou Jorge Nuno Pinto da Costa, de férias na Praia do Forte, Bahia, mesmo à distância e em silêncio, nunca perderam, nunca perdem, a imagem de quem tudo lidera, por mais longe ou aparentemente ausente que estejam. Mas o presidente do Sporting, por mais que derrame pela TV Sporting ou pelo Facebook, consegue apenas afirmar-se como líder diante do próprio espelho. Ele manda, sim, e enquanto os sócios do Sporting não entenderem o logro, mas não lidera coisa alguma, que não a fidelidade de uns poucos (puxa-sacos; como por exemplo o Augusto Inácio) e a ignorância de uns quantos.
Quis despedir o treinador, não porque ele seja incompetente ou mau profissional, mas porque não lhe conseguiu o milagre de transformar uma equipa de segunda numa equipa de primeira. Quis despedi-lo, provocando-o, tentando enxovalhá-lo em público, esperando que ele, ou não respondesse, ou respondesse de mais – o suficiente para invocar justa causa e despedi-lo sem ter de o indemnizar. Um líder não faria isso se estivesse convicto da justeza da sua decisão, um verdadeiro líder assumia as consequências de despedir o treinador, bancava os custos e enfrentava os sócios. Não vinha depois dizer que tudo não passava de notícias sem fundamento e encomendava a outros – ao José Eduardo, concretamente – declarações assassinas e insultuosas sobre o treinador, para ver se este rompia a corda. A paz, mais do que podre, em que o balneário e a equipa agora vegetam, é resultado da falta de coragem do presidente, que não passa de um líder com pés de barro.
Nem Jesualdo Ferreira, nem Leonardo Jardim, nem Marco Silva serviram a Bruno de Carvalho. Só lhe servirá um treinador que consiga fazer de um naipe de centrais desastrados uma dupla intransponível, que consiga fazer o William de Carvalho valer 50 milhões, o Slimani ser um Jackson Martinez, ou um Ryan Gauld, grande descoberta presidencial, ser o novo Messi. Mas o único treinador que conseguiria tais coisas, o único de serviria a Bruno de Carvalho, era o próprio Bruno de Carvalho. O passo que lhe falta dar é esse: passar a ser presidente-treinador. É o único estatuto que a sua vaidade, o seu insaciável desejo de afirmação e reconhecimento, a sua pesporrência, e a sua ditatorial liderança consentem.
Muitos sportinguistas deixam-se iludir por Bruno de Carvalho. Alguns por convicção, a maioria por desespero e falta de alternativa, depois de décadas de apostas falhadas e que pareciam mais sólidas e mais credíveis. Uns mais lentamente do que outros, irão ter um despertar doloroso e, seguramente irão enfrentar problemas sem fim até se verem livres dele. Por mim, que sou portista, os males do Sporting não me causam mossa alguma, antes pelo contrário. O que me impressiona é ver como gente inteligente se deixou iludir assim. Quando eu, por exemplo, escrevi que achava estranho que ninguém se perguntasse sobre o passado profissional de Bruno de Carvalho, que ninguém achasse curial saber o que tinha feito até aí um homem de 40 anos aparentemente saído do vazio, o Eduardo Barroso ofendeu-se comigo, como se o simples facto de ser presidente do Sporting dispensasse qualquer escrutínio (lhe conferisse um atestado de competência) que é absolutamente normal de fazer a quem chega a posições de poder.
E o problema é que, tendo escolhido Bruno de Carvalho por falta de alternativa e por desesperança, todos os notáveis do Sporting, quer o confessem ou não, estão agora de mãos atadas, sem saber o que de melhor fazer: tentar pôr algum juízo naquela cabeça transtornada pelo desejo de protagonismo a qualquer preço, ou livrarem-se dele enquanto é tempo.
* As frases em itálico e os sublinhados são de minha autoria
Treino aberto em 2015 e Lopetegui
01/01/2015 - Treino aberto com mais de 23 mil adeptos no Dragão
Ensaio contou com mais do dobro dos adeptos relativamente ao ano anterior
Com frio, mas abençoado por um sol radioso, o FC Porto cumpriu a tradição e abriu as portas do Estádio do Dragão aos adeptos para assistirem ao primeiro treino do ano.
Foram mais de 23 mil os que se deslocaram ao estádio para saudar e dar força aos seus ídolos no primeiro dia do ano, num ensaio em que Julen Lopetegui pôde contar com 26 jogadores que se esforçaram para arrancar muitos aplausos da plateia.
No final, já após o agradecimento dos atletas aos adeptos, Antero Henrique, CEO da FC Porto Desporto, deixou o desejo de que “seja um ano repleto de sucessos”: “Ter 23 mil pessoas a apoiar o FC Porto e que estão com o clube é muito importante, nos jogos e no dia-a-dia. O FC Porto está sempre para ganhar e só uma grande comunhão entre adeptos, atletas, staff e patrocinadores é que faz com que o FC Porto seja forte e cada vez mais uma marca mais robusta e presente na sociedade”.
Julen Lopetegui contou com 26 jogadores numa sessão de trabalho que teve um pouco de tudo: uma corrida de aquecimento, “meiinhos” (incluindo um deles no centro do relvado) e exercícios vários que fizeram as delícias dos adeptos. Ausente esteve Otávio, que continua ao serviço da selecção brasileira Sub-20, enquanto Rúben Neves esteve no Dragão, prosseguindo a sua recuperação e efectuando apenas treino condicionado e trabalho de ginásio.
O FC Porto volta a treinar esta sexta-feira, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, às 10h30, à porta fechada. Julen Lopetegui fará, depois, a antevisão da partida com a equipa de Barcelos, em conferência de imprensa que será acompanhada pelo Twitter do FC Porto e transmitida em directo pelo Porto Canal.
Lopetegui: “Fiquei impressionado”
Treinador espanhol reconheceu que o treino aberto demonstra a força
“dos adeptos, do clube e da cidade”
No final do treino aberto, e em declarações ao Porto Canal, Julen Lopetegui declarou-se “impressionado” com a recepção que a equipa teve no Estádio do Dragão, não descurando a “responsabilidade” que momentos como este adicionam à missão do FC Porto. O técnico espanhol deixou ainda algumas palavras sobre o desafio com o Gil Vicente (sábado, 20h15, Estádio Cidade de Barcelos), que encara como “difícil”, frente a equipa que tem vindo a melhorar.
“Não é normal esta mostra de apoio e de carinho. O número de espectadores é extraordinário para um treino e isto mostra a força dos adeptos, do clube e da cidade. Com esta energia e este apoio seremos sempre mais fortes. Temos uma responsabilidade grande, mas fantástica, e que é sempre mais confortável com o apoio e energia dos adeptos. Os jogadores também vêm isso e temos de estar à altura da exigência, continuando a trabalhar para atingir os objectivos ambiciosos que temos”, referiu o espanhol.
Lopetegui deixou ainda bem claro que este tipo de “demonstrações de carinho reforçam toda a estrutura”, aproveitando para revelar o que espera no ano de 2015: “Os nossos objectivos são muito claros, temos a esperança de os atingir e esse caminho começa já no sábado, contra o Gil Vicente, num jogo muito difícil contra uma equipa que tem melhorado muito. Temos de trabalhar bem para vencê-los”.
No final do ensaio, através da instalação sonora do estádio, o técnico agradeceu a todos a presença, o apoio e a força”: “Este ano, felizmente, temos objectivos nacionais e internacionais muito importantes. Somos a única equipa portuguesa, com muito orgulho, na Champions League. Tentaremos, com o nosso trabalho, melhorar a cada dia para vos fazer mais felizes e dar-vos muitas alegrias. Estes miúdos têm muita força, mas convosco são mais fortes. Somos Porto, força Porto!”
PS - Apresentação dos Dragões 2014/2015_Ver aqui
Ensaio contou com mais do dobro dos adeptos relativamente ao ano anterior
Com frio, mas abençoado por um sol radioso, o FC Porto cumpriu a tradição e abriu as portas do Estádio do Dragão aos adeptos para assistirem ao primeiro treino do ano.
Foram mais de 23 mil os que se deslocaram ao estádio para saudar e dar força aos seus ídolos no primeiro dia do ano, num ensaio em que Julen Lopetegui pôde contar com 26 jogadores que se esforçaram para arrancar muitos aplausos da plateia.
No final, já após o agradecimento dos atletas aos adeptos, Antero Henrique, CEO da FC Porto Desporto, deixou o desejo de que “seja um ano repleto de sucessos”: “Ter 23 mil pessoas a apoiar o FC Porto e que estão com o clube é muito importante, nos jogos e no dia-a-dia. O FC Porto está sempre para ganhar e só uma grande comunhão entre adeptos, atletas, staff e patrocinadores é que faz com que o FC Porto seja forte e cada vez mais uma marca mais robusta e presente na sociedade”.
Julen Lopetegui contou com 26 jogadores numa sessão de trabalho que teve um pouco de tudo: uma corrida de aquecimento, “meiinhos” (incluindo um deles no centro do relvado) e exercícios vários que fizeram as delícias dos adeptos. Ausente esteve Otávio, que continua ao serviço da selecção brasileira Sub-20, enquanto Rúben Neves esteve no Dragão, prosseguindo a sua recuperação e efectuando apenas treino condicionado e trabalho de ginásio.
O FC Porto volta a treinar esta sexta-feira, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, às 10h30, à porta fechada. Julen Lopetegui fará, depois, a antevisão da partida com a equipa de Barcelos, em conferência de imprensa que será acompanhada pelo Twitter do FC Porto e transmitida em directo pelo Porto Canal.
Lopetegui: “Fiquei impressionado”
Treinador espanhol reconheceu que o treino aberto demonstra a força
“dos adeptos, do clube e da cidade”
No final do treino aberto, e em declarações ao Porto Canal, Julen Lopetegui declarou-se “impressionado” com a recepção que a equipa teve no Estádio do Dragão, não descurando a “responsabilidade” que momentos como este adicionam à missão do FC Porto. O técnico espanhol deixou ainda algumas palavras sobre o desafio com o Gil Vicente (sábado, 20h15, Estádio Cidade de Barcelos), que encara como “difícil”, frente a equipa que tem vindo a melhorar.
“Não é normal esta mostra de apoio e de carinho. O número de espectadores é extraordinário para um treino e isto mostra a força dos adeptos, do clube e da cidade. Com esta energia e este apoio seremos sempre mais fortes. Temos uma responsabilidade grande, mas fantástica, e que é sempre mais confortável com o apoio e energia dos adeptos. Os jogadores também vêm isso e temos de estar à altura da exigência, continuando a trabalhar para atingir os objectivos ambiciosos que temos”, referiu o espanhol.
Lopetegui deixou ainda bem claro que este tipo de “demonstrações de carinho reforçam toda a estrutura”, aproveitando para revelar o que espera no ano de 2015: “Os nossos objectivos são muito claros, temos a esperança de os atingir e esse caminho começa já no sábado, contra o Gil Vicente, num jogo muito difícil contra uma equipa que tem melhorado muito. Temos de trabalhar bem para vencê-los”.
No final do ensaio, através da instalação sonora do estádio, o técnico agradeceu a todos a presença, o apoio e a força”: “Este ano, felizmente, temos objectivos nacionais e internacionais muito importantes. Somos a única equipa portuguesa, com muito orgulho, na Champions League. Tentaremos, com o nosso trabalho, melhorar a cada dia para vos fazer mais felizes e dar-vos muitas alegrias. Estes miúdos têm muita força, mas convosco são mais fortes. Somos Porto, força Porto!”
PS - Apresentação dos Dragões 2014/2015_Ver aqui
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Taça da Liga- Rio Ave 0 FC Porto 1
Rio Ave 0 FC Porto 1
61' Aboubakar 
Estádio:Estádio do Rio Ave FC (TV: SportTV)
Assistência:
Árbitro:Rui Costa (Porto) - Assistentes:Miguel Aguilar e João Silva
4º Árbitro:Iancu Vasilica
Rio Ave: 93 Ederson, 16 Nuno Lopes, 25 Roderick (c), 3 Prince, 21 Marvin Zeegelaar,
6 Luís Gustavo, 30 Wakaso, 11 Bressan (32'), 28 Del Valle, 77 Esmael , 33 Jebor
Suplentes: 1 Cássio, 44 Nélson Monte, 8 Tarantini, 20 Pedro Moreira, (73' Luís Gustavo)
10 Diego Lopes, (66' Bressan), 17 Ukra, (59' Esmael), 9 Hassan
Treinador: Pedro Martins
FC Porto: 25 Andrés Fernández, 21 Ricardo, 13 Reyes, 5 Marcano, 14 José Ángel,
6 Casemiro, 15 Evandro, 10 Quintero, 7 Quaresma (c), 18 Adrián López,
99 Aboubakar (70')
Suplentes: 1 Helton, 3 Martins Indi, 22 Campaña, (65' Quaresma), 30 Óliver Torres,
(84' Aboubakar), 8 Brahimi, (77' Quintero), 11 Tello, 80 Ivo Rodrigues
Treinador: Julen Lopetegui
Aboubakar resolve
Com várias mudanças no onze inicial e Ricardo Quaresma a capitanear a equipa no seu 200.º jogo de Dragão ao peito, o FC Porto não fugiu àquilo que têm sido os seus ideais nesta estreia vitoriosa na Taça da Liga, no terreno do Rio Ave, por 1-0. Dominadores, pressionantes e intensos, os azuis e brancos protagonizaram uma primeira parte de excelente nível, que, do outro lado, encontrou um guarda-redes à altura. Ederson foi a figura maior dos primeiros 45 minutos e negou uma mão-cheia de golos aos Dragões, que também acusaram alguma ineficácia do capítulo da finalização. Adrián López (5m e 12m) chamou a si o protagonismo inicial e desperdiçou as primeiras grandes oportunidades da noite, às quais Quaresma deu seguimento com um remate por cima em situação muito privilegiada, após cruzamento do avançado espanhol (16m).
À passagem dos 28 minutos, Ederson travou três remates num espaço de segundos e impediu um festejo que parecia certo. À “bomba” de Casemiro seguiu-se a recarga de Aboubakar e logo a seguir um cabeceamento de Evandro, mas todas as tentativas portistas esbarraram no mesmo obstáculo: Ederson. No minuto seguinte, Jebor testou os reflexos de Andrés Fernández e o guardião espanhol respondeu com segurança ao cabeceamento do avançado vila-condense, naquele que foi o último lance de verdadeiro perigo no primeiro tempo. Ainda que tenha feito consideravelmente mais do que o Rio Ave, o FC Porto não conseguiu desfazer o nulo até ao intervalo. A justiça tardava, mas acabaria por chegar.
Já depois de Adrián López ter deixado novo aviso com um remate ao poste (56m), foi na sequência de um canto cobrado por Quintero que o FC Porto conseguiu finalmente chegar à vantagem. Com persistência e perseverança, Aboubakar colocou o pé direito no caminho da bola aliviada por um defensor vila-condense e esta tomou caprichosamente a direcção da baliza, acariciando o poste antes de beijar as redes, e tudo perante o olhar indefeso de Ederson (61m). Estava finalmente desfeiteado o guardião brasileiro e desfeito o nulo, mas nem por isso os Dragões mostraram querer ficar por aqui. Momentos depois, Evandro ofereceu o 2-0 a Ricardo, mas Ederson voltou a brilhar (67m). Diego Lopes ainda fez estremecer a baliza de Andrés Fernández com um forte cabeceamento à trave (70m), mas a reacção do Rio Ave não se reflectiu em muito mais.Com este triunfo, o FC Porto divide agora a liderança deste Grupo D da terceira fase da Taça da Liga com o União da Madeira, a outra equipa vitoriosa na primeira ronda. E são precisamente os madeirenses a visitar o Estádio do Dragão na próxima jornada da competição (13 de Janeiro, às 20h15).
Lopetegui: “Ganhar é sempre o nosso caminho”
Lopetegui satisfeito com a prestação dos jogadores menos utilizados na vitória sobre o Rio Ave
O FC Porto despediu-se de 2014 com uma vitória, num jogo em que Julen Lopetegui incluiu vários jogadores menos utilizados no onze inicial que se apresentou no Estádio do Rio Ave. Ainda assim, o técnico espanhol mostrou-se “muito satisfeito” com o desempenho da equipa e não deixou de sublinhar a justiça do resultado, que até poderia ter sido outro ao intervalo, se os azuis e brancos não tivessem pecado na finalização.
“Na primeira parte, praticámos um bom futebol, mas que foi dificultado pelo relvado, que não se encontrava nas melhores condições e que, por isso, impediu que o jogo tivesse mais qualidade. Apesar disso, não conseguimos ser eficazes, tendo em conta que tivemos as oportunidades mais claras para nos adiantarmos no marcador, mesmo que o Rio Ave seja uma equipa que defende muito bem”, afirmou Lopetegui, em declarações no final do jogo.
O FC Porto chegou, finalmente, ao golo no segundo tempo, mas, para Lopetegui, até poderia ter feito mais, apesar de reconhecer que isso seria algo penalizador para os vila-condenses. “Tivemos várias situações para chegar ao 2-0, mas não posso deixar de estar satisfeito com os jogadores que, apesar de terem menos ritmo de jogo, mostraram uma excelente atitude e nunca deixaram de ser ambiciosos e intensos.”
Na opinião de Lopetegui, os dragões fizeram “um bom jogo", frente a uma equipa “muito difícil quando joga no seu estádio” e saíram de Vila do Conde com um “resultado justíssimo”, naquela que foi a sua estreia numa prova cujo objectivo é o mesmo de sempre: “O FC Porto tem sempre a ambição de ganhar todos os jogos e todas as provas em que está inserido. Este clube e esta camisola assim o exigem. Queremos ter um bom desempenho e isso não pode significar outra coisa que não seja ganhar. Ganhar é sempre o nosso caminho”, finalizou Julen Lopetegui.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
"Blackout é bom para calar Bruno de Carvalho"
23/12/2014 - Já tardava que num clube de cavalheiros alguém chamasse a atenção para os desmandos de Bruno de Carvalho
O silêncio decretado no Sporting "evita que o presidente continue a dizer disparates", acusa, entre várias críticas, Dias da Cunha, antigo líder do emblema de Alvalade, que só tem elogios para o treinador Marco Silva: "É a única coisa que me agrada no clube"
Sem papas na língua, Dias da Cunha, antigo presidente do Sporting, aproveita o blackout decretado no clube leonino para lançar um ataque feroz ao actual líder, Bruno de Carvalho. "Se calhar evita que o presidente continue a dizer disparates. Serve para calar o presidente, porque é esse que tem de ser calado", afirma numa curta entrevista à Rádio Renascença.
Tomando por base a declaração feita na semana passada por Bruno de Carvalho, Dias da Cunha mantém a contundência no julgamento. "O comunicado foi disparatado. Lê-se e o que salta dali é um ataque à equipa de futebol. É inacreditável. O resultado é nada, a não ser o ataque à equipa. O resto é completamente disparatado. Aquele enunciar de jogadores que nem na equipa B muitas vezes têm lugar foi para dizer o quê?", critica o antigo líder do emblema verde e branco.
Palavras de apreço... apenas para o treinador Marco Silva. "A única coisa que me agrada no Sporting é o trabalho que é feito em relação à equipa principal de futebol, mas não tenho ilusões: há um único homem a quem isso se deve, e esse homem é o treinador. Tenho a maior admiração pelo trabalho de Marco Silva. Aprecio sempre o que ele diz, as análises que faz após cada jogo", sentencia Dias da Cunha, em mais uma bicada a Bruno de Carvalho, que na semana passada deu a entender que algumas das explicações do treinador não seriam mais do que "chavões" e "filosofia romântica".
PS - Bruno de Carvalho quer ser a fotocópia do presidente portista
(Mas como qualquer fotocópia é sempre pior do que o original)
Há já algum tempo que certas atitudes do actual presidente do Sporting me fazem lembrar situações e processos parecidos com os vividos no clube azul e branco...!
Só um pequeno recente exemplo: Pinto da Costa foi a Luanda inaugurar... passado algum tempo Bruno de Carvalho lá foi também a Luanda inaugurar... agora o caso do blackout, procedimento muito utilizado pelos portistas alguns anos atrás...
Cada vez mais tenho a sensação da obsessão de Bruno de Carvalho em tentar imitar o seu homólogo do FCP..., até parece que ambiciona ser uma espécie de Pinto da Costa no Sporting. Só que por muito que lhe custe, é notório e evidente, que o presidente sportinguista, por mais que queira, não consegue equiparar-se ao presidente portista, em nenhum dos seguintes capítulos: inteligência, bagagem, sagacidade, competência e experiência.
(Será que o puxa-saco do Augusto Inácio teve ou tem alguma influência no processo? Ele que viveu alguns anos no clube da Invicta e conhece relativamente bem o presidente do FC Porto.)
O silêncio decretado no Sporting "evita que o presidente continue a dizer disparates", acusa, entre várias críticas, Dias da Cunha, antigo líder do emblema de Alvalade, que só tem elogios para o treinador Marco Silva: "É a única coisa que me agrada no clube"
Sem papas na língua, Dias da Cunha, antigo presidente do Sporting, aproveita o blackout decretado no clube leonino para lançar um ataque feroz ao actual líder, Bruno de Carvalho. "Se calhar evita que o presidente continue a dizer disparates. Serve para calar o presidente, porque é esse que tem de ser calado", afirma numa curta entrevista à Rádio Renascença.
Tomando por base a declaração feita na semana passada por Bruno de Carvalho, Dias da Cunha mantém a contundência no julgamento. "O comunicado foi disparatado. Lê-se e o que salta dali é um ataque à equipa de futebol. É inacreditável. O resultado é nada, a não ser o ataque à equipa. O resto é completamente disparatado. Aquele enunciar de jogadores que nem na equipa B muitas vezes têm lugar foi para dizer o quê?", critica o antigo líder do emblema verde e branco.
Palavras de apreço... apenas para o treinador Marco Silva. "A única coisa que me agrada no Sporting é o trabalho que é feito em relação à equipa principal de futebol, mas não tenho ilusões: há um único homem a quem isso se deve, e esse homem é o treinador. Tenho a maior admiração pelo trabalho de Marco Silva. Aprecio sempre o que ele diz, as análises que faz após cada jogo", sentencia Dias da Cunha, em mais uma bicada a Bruno de Carvalho, que na semana passada deu a entender que algumas das explicações do treinador não seriam mais do que "chavões" e "filosofia romântica".
PS - Bruno de Carvalho quer ser a fotocópia do presidente portista
(Mas como qualquer fotocópia é sempre pior do que o original)
Há já algum tempo que certas atitudes do actual presidente do Sporting me fazem lembrar situações e processos parecidos com os vividos no clube azul e branco...!
Só um pequeno recente exemplo: Pinto da Costa foi a Luanda inaugurar... passado algum tempo Bruno de Carvalho lá foi também a Luanda inaugurar... agora o caso do blackout, procedimento muito utilizado pelos portistas alguns anos atrás...
Cada vez mais tenho a sensação da obsessão de Bruno de Carvalho em tentar imitar o seu homólogo do FCP..., até parece que ambiciona ser uma espécie de Pinto da Costa no Sporting. Só que por muito que lhe custe, é notório e evidente, que o presidente sportinguista, por mais que queira, não consegue equiparar-se ao presidente portista, em nenhum dos seguintes capítulos: inteligência, bagagem, sagacidade, competência e experiência.
(Será que o puxa-saco do Augusto Inácio teve ou tem alguma influência no processo? Ele que viveu alguns anos no clube da Invicta e conhece relativamente bem o presidente do FC Porto.)
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Benfica ganha com Maxi em off-side
22/12/2014 - Benfica como de costume a ser levado ao colo
Mais uma vitória do Benfica com um golo marcado pelo Gaitan com Maxi em fora de jogo! Esta época, como já vai sendo público, as omissões/erros, entenda-se ajudas, ao clube da águia pelos juízes do apito, têm sido mais que muitas.
Ao longo dos últimos cinquenta anos em que comecei a seguir o futebol com mais atenção, apesar de nos últimos anos os benfiquistas apregoarem que o FC Porto tem sido ajudado pelos árbitros (Calheiros, etc...), e das acusações sem fundamento porque não provadas em tribunal a Pinto da Costa, verifico que no fundo quem é mais beneficiado é o Benfica (começando pelo célebre caso do Calabote, Carlos Valente, Lucílio Baptista...etc... já não falando dos actuais...), talvez por ser um clube da capital e ter mais adeptos o clube que sempre foi mais beneficiado pelos árbitros, beneficiando também do facto dos órgãos de decisão (patrões do futebol) que estão presentemente nas mãos de adeptos benfiquistas. E ainda, há mais, dos editoriais, relativos à imprensa lisboeta afecta aos encarnados: jornal A Bola, Correio da Manhã; e as televisões RTP, SIC, TVI, que pela sua envergadura, meios disponíveis, são decisivos na influência a favor do clube da águia.
Mais uma vitória do Benfica com um golo marcado pelo Gaitan com Maxi em fora de jogo! Esta época, como já vai sendo público, as omissões/erros, entenda-se ajudas, ao clube da águia pelos juízes do apito, têm sido mais que muitas.
Ao longo dos últimos cinquenta anos em que comecei a seguir o futebol com mais atenção, apesar de nos últimos anos os benfiquistas apregoarem que o FC Porto tem sido ajudado pelos árbitros (Calheiros, etc...), e das acusações sem fundamento porque não provadas em tribunal a Pinto da Costa, verifico que no fundo quem é mais beneficiado é o Benfica (começando pelo célebre caso do Calabote, Carlos Valente, Lucílio Baptista...etc... já não falando dos actuais...), talvez por ser um clube da capital e ter mais adeptos o clube que sempre foi mais beneficiado pelos árbitros, beneficiando também do facto dos órgãos de decisão (patrões do futebol) que estão presentemente nas mãos de adeptos benfiquistas. E ainda, há mais, dos editoriais, relativos à imprensa lisboeta afecta aos encarnados: jornal A Bola, Correio da Manhã; e as televisões RTP, SIC, TVI, que pela sua envergadura, meios disponíveis, são decisivos na influência a favor do clube da águia.
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