quarta-feira, 11 de maio de 2011

Jorge Nuno: Inspirado

Pinto da Costa esteve ontem numa homenagem promovida pelo círculo universitário do Porto e comentou as declarações de Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, que manifestara publicamente o apoio ao Braga na final de Dublin. "Na meia final, com o Benfica, não o podia fazer, porque, se fizesse, se calhar estaria a mentir", disse, carregando nas críticas: "A sua grande dimensão corporal não é correspondida com uma intelectualidade, uma moral e com o estatuto de dirigente nacional que devia ter". Em contraponto, elogiou a postura diplomática do Presidente da República. "O professor Aníbal Cavaco Silva mandou o mesmo telegrama aos dois clubes, desejando que seja uma festa do futebol e congratulando-se por vencer uma equipa portuguesa", lembrou, retomando o fio às críticas dirigidas ao secretário de Estado da Juventude e do Desporto. "Cada um tem a sua dimensão, que não tem nada que ver com o seu tamanho. Portanto não me admira nada - o contrário é que me espantaria - o que disse o doutor Laurentino Dias. Ele ainda nem sabe que o FC Porto foi campeão, porque ainda não se dignou a mandar um simples fax, telegrama ou mensagem a felicitar; ou se calhar mandou com endereço errado".
Laurentino Dias tinha explicado que o apoio ao Braga se devia ao facto de ser natural desse Distrito e expressara o desejo de que os dragões compreendessem a preferência. Pinto da Costa fez-lhe a vontade, mas com ironia. "Pode dizer o que quiser, os maiores disparates, que nós, vindos dele, não nos ofenderemos com nada. Que esteja tranquilo. Gostaria que se juntasse ao Braga nesta festa do futebol, porque, pela nossa parte, gostaríamos de nem o ver."
Ainda sobre Dublin, o presidente portista congratulou-se com a final portuguesa. "Vamos mostrar que é possível ser adversário, ordeiro e amigo", puxando depois pela memória das quatro finais em que já participou para eleger a de 1987 como a mais marcante. "Assumi o clube em 1982 e no programa, que era para dois anos, já tinha como objectivo estar numa final, e nem sequer era ganhá-la. Conseguimos em Basileia, em 1984, e três anos depois a vitória foi inesquecível, a mais marcante de todas, embora a de Sevilha também me tenha marcado bastante", confessou, prometendo uma equipa concentrada, apesar dos festejos recentes, que valeram uma indirecta para o Benfica. "As festas não desconcentram. São perfeitamente naturais. Vir agora com desculpas de se perder pelos festejos seria ridículo. Festeja-se na hora de festejar, trabalha-se na hora de trabalhar, joga-se na hora de jogar". Foi-lhe ainda pedido que comparasse esta equipa à de 2003, que venceu a Taça UEFA. "Em termos de resultados, a de 2003 ganhou e esta ainda não. Como equipa, esta parece-me mais forte".
A propósito de outras declarações de Luís Filipe Vieira, nada. "Coisas do Benfica não comento. Não li, nem vi. Não me diz respeito comentar". Já sobre o empate com o Paços de Ferreira, criticou a arbitragem de Cosme Machado. "Se tivesse tido uma arbitragem normal e tivéssemos jogado na máxima força, não me preocupava. Estamos só numa tentativa de terminar o campeonato sem perder, mas vai-me preocupar se esse trio continuar em actividade na próxima época", rematou. Ao lado de Platini, com gosto
As relações entre FC Porto e Michel Platini, presidente da UEFA, foram tensas devido à intenção de excluir os portistas da Champions, na sequência do Apito Dourado. O reencontro, garante Pinto da Costa, será pacífico. "Claro que me sentarei com o presidente da UEFA, que já me reconheceu os méritos e a qualidade do FC Porto. Aliás, gostaria de me sentar muitas vezes nestas condições ao lado dele...", disse.

terça-feira, 10 de maio de 2011

MST: Não havia necessidade (Nortada)

É só para referir que partilho da opinião do MST na sua análise à equipa do FC Porto em todos os aspectos excepto no que diz respeito ao João Moutinho, o qual considero que fez falta à equipa azul e branca quando foi obrigado a sair por lesão.
O Sereno poderá vir a ser um bom lateral direito se conseguir aprender a cruzar, o Rolando teve realmente lapsos muito comprometedores, Rúben Micael continua a provar que defende pouco, que está sem ritmo e que não consegue ser decisivo nas assistências que faz aos colegas, Fernando só sabe defender, e por fim, Mariano: é neste momento uma nulidade.

Jorge Nuno: extracto de declarações


E porque nenhum treinador é campeão sem jogadores, Pinto da Costa não esqueceu o plantel, classificando-o como "um grupo de jogadores à Porto". "Um grupo com um grande espírito de colectivo, rigor, uma grande ambição e, acima de tudo, enorme paixão pela camisola que enverga", frisou, creditando-lhe uma "vitória que é dos milhões que gostam do FC Porto, mas também daqueles que se revêem no nosso clube e no nosso exemplo de luta e de afirmação". Mais concretamente, porém, Pinto da Costa fez questão de dedicar a conquista do 25º título da história do clube a José Maria Pedroto e Pôncio Monteiro, bem como às respectivas famílias, presentes no jantar de ontem. Ainda antes disso, o presidente do FC Porto quis envolver António Salvador, presidente do Braga, numa promessa dirigida a Cavaco Silva, que felicitara os dois clubes pela presença em Dublin. "Quero dar-lhe a garantia de que a final da Liga Europa será disputada com garra e querer, mas também com muito fair play."

Pinto da Costa agradeceu ainda aos dirigentes dos outros clubes presentes na festa, bem como aos autarcas - lamentando não poder contar com nenhum deles na Câmara do Porto -, aos presidentes das associações e aos "sponsors" do clube. A terminar, o presidente do FC Porto estendeu as felicitações aos campeões do andebol, desejando ainda felicidades aos atletas do hóquei e do basquetebol e recordando que são as vitórias do clube que "fazem com que muita gente sinta vontade de sorrir numa altura complicada". Envolvendo todos os portistas "num abraço", Pinto da Costa encerrou a noite com um grito: "Viva o FC Porto!"
PS - Deco:... Directamente do Rio de Janeiro para o jornal O JOGO, o médio reconheceu, no entanto, que esse não é um trabalho fácil para os dirigentes, até porque o assédio aos principais jogadores do plantel vai aumentar nos próximos tempos. Afinal, dinheiro é sempre dinheiro. Não é fácil resistir à tentação dum contrato milionário, mas Deco acabou por ficar. E até conseguiu o que lhe parecia impossível: vencer a Liga dos Campeões. Por tudo o que viveu em Portugal, o "mágico", que também passou pelo Barcelona e Chelsea antes de voltar ao Brasil (está no Fluminense), avisa Hulk, Falcao e companhia que, dinheiro à parte, não há melhor clube do que o FC Porto.

Fui convencido pelo presidente e pelo próprio Mourinho. Vieram falar comigo e disseram-me que queriam montar uma grande equipa, para vencer a Liga dos Campeões. Na altura, achei que era ambição a mais, pensei que estavam doidos... Mas não e acabou por se comprovar. Se os jogadores estiverem felizes, como eu acredito que estejam, e dependendo da idade, até podem ficar por mais um ano. Eu fiquei e não me arrependi.
O FC Porto tem uma história fantástica e os jogadores sentem-se bem no clube. Posso garantir uma coisa por experiência própria: é muito difícil algum jogador sentir-se tão feliz noutro clube como no FC Porto. É verdade que o aspecto financeiro é importante, mas o FC Porto só perde mesmo nisso para os maiores da Europa. Em tudo o resto - condições, nível humano, etc., etc. - é melhor ou, na pior das hipóteses, é igual. Mas esta é também a história do clube: formar grandes equipas, fazer grandes jogadores e, depois, vendê-los para começar tudo de novo.

domingo, 8 de maio de 2011

Liga ZON Sagres FC Porto 3 Paços Ferreira 3

Em dia não, as vedetas azuis e brancas borraram nitidamente a pintura!
Quando se entra em campo a pensar que já está no papo, que são "favas contadas", o resultado é o que acabou por acontecer: medíocre a exibição da equipa do FC Porto na segunda parte do jogo... não consigo conceber tanto facilitanço tanta displicência, numa equipa que até há bem pouco tempo tinha dado provas da sua fibra, do seu profissionalismo, de serem autênticos campeões. Será que agora para o fim do campeonato querem imitar os lampeões! Que o vírus da Luz se pegou aos Dragões?! À atenção do Villas-Boas!
Sereno como lateral, até posso condescender, que seja bom a defender, nos movimentos ofensivos é uma nulidade, então a centrar é uma lástima. Não tem um mínimo de precisão no pontapé. Depois Fernando fez muita falta porque Souza tem falta de cultura defensiva e Ruben é bom a passar mas fraquinho a defender. Para agravar mais a situação, Hulk esteve desastrado a atacar e a assistir. E Falcao cansou-se (secou) depressa.
Jogo no Estádio do Dragão, no Porto. Assistência: 40.309 espectadores.
Ao intervalo: 2-0.
Marcadores: pelo FCP: 1-0, Falcao, 8 minutos. 2-0, Hulk, 42. 3-1, Falcao, 53.
Pelo Paços Ferreira: 2-1, Pizzi, 47. 3-2, Pizzi, 59. 3-3, Pizzi, 87.
FC Porto: Beto, Sereno, Rolando, Maicon, Álvaro Pereira, Souza, João Moutinho (Belluschi, 65), Rúben Micael (Mariano González, 71), James, Hulk e Falcao (Walter, 79).
(Suplentes: Helton, Sapunaru, Otamendi, Guarín, Belluschi, Mariano e Walter).
Paços de Ferreira: Cássio, Baiano, Ozéia, Javier Cohene, Maykon, Filipe Anunciação, Leonel Olímpio, David Simão (Nuno Santos, 71), Manuel José (Amond, 85), Pizzi (Bura, 93) e Nélson Oliveira.
(Suplentes: António Filipe, Pedro Queirós, Bura, Bruno di Paula, Nuno Santos, Caetano e Amond).
Árbitro: Cosme Machado (Braga).
Ação disciplinar: cartão amarelo para Falcao (08), Souza (36), Hulk (90) e Filipe Anunciação (92). Cartão vermelho direto para Nélson Oliveira (62).

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Liga Europa - Villarreal 3 FC Porto 2

O FC Porto ganhou a eliminatória sim, e, apesar de ter perdido o segundo jogo da meia final. A propósito diga-se que, pelo menos a mim, pareceu-me uma equipa algo tímida, talvez até um pouco amedrontada, este foi de certeza pelo menos para mim, um FC Porto desconhecido, muito diferente da equipa autoritária, mandona que costuma ser. Foi (pareceu-me) um conjunto demasiado preocupado com a qualidade físico técnica da equipa adversária que a tem em doses elevadas sem dúvida. E mesmo admitindo a dificuldade criada pelo facto de ter encontrado um árbitro extremamente caseiro, penso não ser caso para tanto receio. Depois Hulk e James Rodriguez foram demasiado perdulários e relativamente displicentes no modo como finalizaram os lances em que ficaram isolados frente ao guarda-redes adversário. Claro que estes elementos a actuarem com a eficácia habitual o resultado do jogo teria sido muito diferente. Custa a compreender, a não ser por falta de frescura física, a falta de eficácia e até alguma displicência nestes dois avançados dos Dragões. 

Ficha de Jogo - (Na primeira mão: FC Porto -Villarreal, 5-1).
Estádio El Madrigal, em Villarreal. - Villarreal - FC Porto, 3-2.
Ao intervalo: 1-1
Marcadores:
1-0, por Cani, aos 17 minutos.
1-1, Hulk, 40.
1-2, Falcao, 48.
2-2, Capdevila, 75.
3-2, Rossi, 80 (gp).
Equipas:
Villarreal: Diego López, Mário Gaspar, Musacchio, Bruno Soriano, Capdevilla, Cani, Matilla (Mubarak, 57), Santi Cazorla (Marchena, 58), Nilmar (Senna, 67), Rossi e Marco Ruben.
Suplentes: Juan Carlos, Oriol, Marchena, Senna, Borja Valero, Cicinho e Mubarak.
FC Porto: Sapunaru, Rolando, Otamendi, Álvaro Pereira, Fernando (Ruben Micael, 61), Guarín, João Moutinho (Souza, 52), Cristian Rodriguez (James Rodriguez, 32), Hulk e Falcao.
Suplentes: Beto, Sereno, Maicon, Sousa, Rubem Micael, Souza, James Rodriguez e Walter.
Árbitro: Gianluca Rocchi (Itália).
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Falcao (25), Soriano (53), Sapunaru (60), Mubarak (62), Otamendi (79).
Assistência: Cerca de 20.000 espectadores.

Villas-Boas

 "o caminho é muito mais fácil quando se acredita no sucesso"

quarta-feira, 4 de maio de 2011

André Villas-Boas quer FC Porto concentrado e fiel à sua identidade ofensiva


O treinador do FC Porto, André Villas-Boas, manteve hoje a ideia de que os "dragões" devem apresentar-se frente ao Villarreal, no jogo da segunda "mão" da Liga Europa de futebol, concentrados e sem pensar na vantagem de quatro golos.
Não querer facilitar foi até a justificação para um "desvio" à pergunta sobre a utilização, ou não, de João Moutinho (falhará o próximo jogo se vir um cartão amarelo) no encontro de quinta-feira, no Estádio El Madrigal, às 20:05, onde os portistas se apresentam com a vantagem de 5-1 conquistada no Estádio do Dragão.
"Estamos às portas duma final e não podemos facilitar minimamente", afirmou o técnico, para quem "a equipa que entrar e os jogadores que ficarem no banco darão, todos eles, as máximas garantias de sucesso".
A exigência da prova, da época e até o perfil do adversário são as razões que o treinador portista prefere sublinhar: "Por três vezes, esta época, o Villarreal deu a volta a eliminatórias, a jogos importantes, e três vezes são mais do que suficiente para nos acautelarmos".
"O Villarreal é uma equipa magnífica e com grande capacidade de finalização", referiu André Villas-Boas, observando a propósito: "Temos o máximo respeito pela sua identidade e filosofia de jogo, sabemos que jogam com crença e vontade, algo que também conhecemos bem".
Da parte da manhã, Juan Carlos Garrido, técnico do Villarreal, anunciou uma poderosa frente de ataque, com o italiano Rossi, e os brasileiros Nilmar e Marco Rúben, ao que Villas-Boas respondeu: "É uma estratégia adequada ao seu perfil, mas a nossa será a de sempre: 4x3x3 e o futebol de ataque que nos tem levado ao sucesso".
"Temos orgulho em não mudar a nossa filosofia e identidade mesmo em jogos muito difíceis e importantes", afirmou o treinador dos "azuis e brancos", assumindo atitude de conquista: "Vamos procurar o golo e a vitória, isso é que é importante, para irmos à final da Liga Europa".
André Villas-Boas disse ainda não temer a enchente esperada no El Madrigal: "Já jogámos, esta época, em ambientes muito adversos, como na Turquia, em Sevilha e duas vezes no Estádio da Luz, todas as vezes com óptimos resultados".
Porém, o treinador dos "dragões" voltou ao discurso cauteloso ao referir-se à vantagem obtida no Dragão: "Quatro golos são uma margem confortável, mas não há impossíveis e nós respeitamos o que é imprevisível".

A concluir, respondeu a uma questão comparativa relativa ao FC Porto que venceu a Taça UEFA e a Liga dos Campeões, em 2003 e 2004, sob o comando de José Mourinho: Essa era uma equipa de top mundial. Nós ainda não ganhamos nada, mas queremos ganhar e não morrer na praia".
O romeno Sapunaru, também presente no encontro com os jornalistas, foi sucinto quando questionado sobre as hipóteses do adversário: "Acho que não vão conseguir".
Quanto às suas preferências sobre os dois outros semifinalistas, caso o FC Porto se apure para a final, foi também directo: "Benfica ou Sporting de Braga? Prefiro a final".
PS - FC Porto vai processar jornal «Marca» (Por Vítor Queirós n'A Bola)
Antes do início da conferência de imprensa de antevisão ao jogo das meias-finais da Liga Europa, o director de comunicação do FC Porto, Rui Cerqueira, revelou que o emblema portista irá processar o jornal espanhol «Marca» e o jornalista responsável pela notícia de hoje sobre a equipa portuguesa.
O director de comunicação confirmou ainda que não vão falar mais sobre esta situação enquanto decorrer o processo.
O jornal espanhol anunciou, esta quarta-feira, que dirigentes do FC Porto terão jantado com o árbitro Bjorn Kuipers após a vitória do FC Porto sobre o Villarreal, por 5-1.
Esta notícia prejudica a imagem do clube português e os responsáveis do FC Porto querem a situação esclarecida.

Veja-se aqui: http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=261286

Champions League_Barcelona cede empate caseiro (1-1) ante o Real Madrid


Pode-se considerar que embora o Barcelona tenha uma excelente equipa recheada de craques, ganhou a eliminatória porque o Juiz do Apito belga protegeu deliberadamente e eficazmente os jogadores "blaugrana" dando mostras de que estava ali com olhos de lince para inventar faltas contra o Real e de olhos fechados para aquelas que os jogadores do Barça cometiam. Assim ficaram por marcar faltas do Mascherano sobre C.Ronaldo à entrada da grande área do Barça, inventou outra escandalosa do Di Maria sobre o Puyol...etc...e anulou um golo limpinho ao Real por suposta falta do Ronaldo sobre o Mascherano!
O segundo tempo começou com um golo (mal) anulado ao Real Madrid, logo aos 46, porque o juiz do apito belga  viu a queda do Ronaldo sobre Mascherano mas não quis ver antes o empurrão do Piqué ao avançado merengue  que provocou a queda deste! E portanto inventou a falta sobre Mascherano antes de a bola chegar a Higuaín e este a introduzir a bola na baliza.
O golo do Barça foi marcado aos 54 minutos, por Pedro Rodríguez, após um grande passe de Iniesta, a rasgar a defesa do Real Madrid.
Por volta dos 64 minutos Di Maria entrou pelo lado direito da área e rematou ao poste direito, mas a bola retornou fortuitamente ao argentino e este cedeu a Marcelo, que, embora apertado por Mascherano, emendou para a baliza, repondo a igualdade (1-1).
Ficha de Jogo - Jogo realizado no Camp Nou, em Barcelona. - 
Assistência: 95.701 Espectadores.
Ao intervalo: 0-0.
Marcadores:
1-0, Pedro Rodríguez (Barça), 54 minutos. - 1-1, Marcelo (Real), 64 minutos.
FC Barcelona: Valdés, Daniel Alves, Mascherano, Piqué, Puyol (Abidal, 90), Busquets, Xavi Fernandez, Iniesta, Villa (Keita, 74), Messi e Pedro Rodríguez.
Suplentes:
Olazábal, Jeffren, Keita, Afellay, Abidal, Fontàs e Thiago Alcantara.

Real Madrid: Casillas, Arbeloa, Ricardo Carvalho, Albiol, Marcelo, Diarra, Xabi Alonso, Cristiano Ronaldo, Kaká (Ozil, 60), Di Maria (Adebayor, 55) e Higuaín.
Suplentes:
Dudek, Benzema, Granero, Garay, Ozil, Adebayor e Nacho.

Árbitro:
Frank de Bleeckere (Bélgica).

Acção disciplinar:
Cartão amarelo a Ricardo Carvalho (13), Xabi Alonso (69), Marcelo (76) e Adebayor (85).


terça-feira, 3 de maio de 2011

FC Porto: Iturbe (extracto da entrevista a ojogo)

Muito bem. Cada vez estou a jogar mais tempo e sinto-me melhor fisicamente. Não foi fácil agarrar o ritmo depois de tanto tempo, porque não é o mesmo treinar e jogar ou apenas treinar. Perdes capacidades. Mas já estou a recuperar esse tempo e estou a preparar-me para chegar na melhor forma possível e não sentir tanto a diferença quando começar a jogar pelo FC Porto.

FC Porto: Iturbe (extracto da entrevista a ojogo)

Muito bem. Cada vez estou a jogar mais tempo e sinto-me melhor fisicamente. Não foi fácil agarrar o ritmo depois de tanto tempo, porque não é o mesmo treinar e jogar ou apenas treinar. Perdes capacidades. Mas já estou a recuperar esse tempo e estou a preparar-me para chegar na melhor forma possível e não sentir tanto a diferença quando começar a jogar pelo FC Porto.

domingo, 1 de maio de 2011

28ª jornada da Liga Vitória de Setúbal 0 FC Porto 4

01/05/2011 - De salientar o bom jogo (tik, tak) de conjunto da equipa não obstante as alterações para poupar os craques, que Villas-Boas achou por bem introduzir na equipa, dado o importante jogo da segunda mão da meia-final da Liga Europa que os Dragões vão disputar na próxima quinta-feira no campo do Villarreal 4º classificado do campeonato espanhol. Não há dúvida os azuis e brancos estão a praticar um futebol apoiado de ataque organizado, um regalo para os olhos dos amantes do futebol!
O FC Porto não pára e esta noite consumou mais uma goleada – 4-0 ao Setúbal –, em jogo da antepenúltima jornada da Liga que consagrou os Dragões como campeões nacionais.
O primeiro golo surgiu logo aos 11 minutos, quando o central sadino Valdomiro foi infeliz e desviou para a própria baliza um cruzamento de James Rodriguez, perante a ameaça de Walter.
O segundo golo surgiu em cima do intervalo, quando Otamendi subiu à área adversária para cabecear, sem hipótese de defesa, um pontapé de canto apontado na esquerda por James Rodriguez. Aos 56 minutos, numa jogada belíssima, Guarín abriu na esquerda para James cruzar de primeira para Walter emendar para a rede. Um golo justamente muito aplaudido por André Villas-Boas, o primeiro fã destes jogadores e deste género de futebol.Ainda antes do apito final, Varela também quis assinar o livro do jogo e fechou o resultado com um remate competente de pé esquerdo, sem hipótese para o excelente guarda-redes Diego, impotente para travar o ataque do FC Porto.Pelo meio, uma palavra para a grande penalidade defendida por Beto, a demonstrar a qualidade de trabalho do FC Porto.
Estádio do Bonfim -Assistência: Cerca de 4000 espectadores.
Árbitro: Rui Costa (Porto)
V. Setúbal: Diego, Michel, Ricardo Silva, Valdomiro, Miguelito, Djikiné, Ney, Hugo Leal, Zeca, Neca e Pitbull.
Substituições: Ney por Jailson, aos 19m; Djikiné por Tengarrinha, aos 61m; Neca por Sassá, aos 87m.
Não utilizados: Matos, Anderson, Regula e François.
Treinador: Bruno Ribeiro
FC PORTO: Beto, Sereno, Otamendi, Maicon, Álvaro Pereira, Sousa, Guarín, Mariano, Ruben Micael, Walter e James.
Substituições: Guarín por Fernando, aos 64m; James por Varela, aos 72m; Beto por Pawel, aos 80m.
Não utilizados: Falcão, Cristian Rodriguez, Hulk e Rolando.
Treinador: André Villas-Boas
Ao intervalo: 0-2
Marcadores: Valdomiro (p.b.), 11m; Otamendi, 45+2m; Walter, 56m; Varela, 90+3m
Cartões amarelos: Miguelito 36m, Walter 70m e Sereno 72m.
André Villas-Boas : «FIZEMOS UM GRANDE JOGO»

Dedicatória
«Hoje era importante dedicar a vitória ao Eduardo Braga, que está a contas com um momento difícil da sua vida, que seguramente vai ultrapassar. É um elemento muito querido na equipa, que gera uma grande empatia e que nos ajudou muito a manter viva esta chama na luta pelo campeonato, que conquistámos.»
Qualidade de jogo
«Felizmente o golo aconteceu cedo e deu-nos mais tranquilidade para construir o resultado. Fomos sempre dominadores, tivemos muitas oportunidades e, acima de tudo, qualidade de jogo. O ritmo foi bem gerido e criámos constantemente oportunidades de golo. As equipas que escolhemos para entrar em campo dão-nos máximas garantias. Todos os atletas são grandes talentos e hoje fizeram um grande jogo. Temos a sorte de, com qualquer grupo de convocados, ter sempre uma garantia de sucesso.»
Manter identidade em Vila-real
«Não somos equipa para mudar ou pensar defensivamente. Em Vila-real, acreditamos que a nossa identidade é suficiente para chegar à final da UEFA Europa League. Estou num clube de grande sucesso, temos à disposição o máximo de talento em termos de jogadores, ‘staff’, estrutura, presidente e administração. Assim, é mais fácil chegar ao sucesso. Estamos a construir uma época óptima e memorável, mas não muito diferente do grande sucesso nacional e internacional conseguido há sete anos atrás. Obviamente que esta é uma época excelente, mas é importante adicionarmos mais dois troféus.»
Beto : «Este é o reflexo dum trabalho contínuo dum guarda-redes que joga numa equipa grande. Os três guarda-redes da equipa estão sempre prontos para jogar e eu não fujo à regra. Trabalho para melhorar as minhas capacidades e dar a devida resposta quando chamado. Acima de tudo penso nos objectivos colectivos, mas este está a ser um final de temporada positivo para mim. Neste Dia da Mãe e no meu dia de aniversário, gostaria de dedicar a vitória ao fisioterapeuta Eduardo Braga, que deve ter estado a torcer por nós.»

PS - Extracto d'OJOGO
O FC Porto fez o costume em Setúbal, goleou! Uma vitória sem nenhuma contestação pelo que as duas equipas fizeram e que até podia ter sido mais dilatada se o árbitro Rui Costa tivesse marcado duas grandes penalidades na área sadina, mas o melhor é mesmo ver o Tribunal do Jogo mais à frente.
PS1 - Pontuação d'ojogo: Rúben Micael 7   
Exibição intermitente, mas pincelada com momentos geniais, sobretudo ao nível do passe. Na ausência de João Moutinho, foi ele que pensou o jogo e definiu o ritmo mais conveniente para a equipa. Ter um "suplente" destes é um luxo.

Convocados para o Vitória de Setúbal vs FC Porto

30/04/2011 - TRÊS ALTERAÇÕES PARA A DESLOCAÇÃO A SETÚBAL
André Villas-Boas promoveu três alterações para o desafio da 28.ª jornada da Liga: regressam Kieszek, Mariano e Sereno; saem Helton, João Moutinho e Sapunaru (o médio e o lateral cumprem castigo). O FC Porto defronta o V. Setúbal já este domingo, às 20h15, no Estádio do Bonfim.
Os Dragões regressaram ao trabalho este sábado, no Olival, onde ensaiaram a partida frente aos sadinos, com Rafa, Fucile e Belluschi a manterem-se sob a orientação do Departamento Médico (os laterais permanecem em tratamento e o médio continua a desenvolver treino condicionado).
Lista de convocados: Maicon, Alvaro, Guarín, Falcao, Cristian Rodríguez, Mariano, Hulk, Rolando, Sereno, Varela, Walter, James, Souza, Beto, Fernando, Rúben Micael, Otamendi e Kieszek.

PS - VILLAS-BOAS: «AS COISAS NÃO SÃO TÃO FÁCEIS QUANTO PARECEM»
A onda de euforia passa sem arrastar André Villas-Boas consigo. O treinador do FC Porto, que agradece e declina os méritos da reviravolta frente ao Villarreal, mantém-se concentrado nos múltiplos objectivos do Dragão e foca a prioridade imediata dos azuis e brancos na deslocação a Setúbal, seguro de que ainda lhe resta muito para conquistar, apesar de já campeão.
Estado de alerta
«Relativamente à Liga Europa, não faltam exemplos de grandes recuperações, pelo que teremos que estar completamente alerta. Há, inclusive, um bom exemplo de 2003, proporcionado pelo Deportivo da Corunha, pela forma como virou a eliminatória com o Milan, com um resultado parecido com aquele que conseguimos frente ao Villarreal, o que é um indicador de que as coisas não são tão fáceis quanto parecem.»
Ultra-decisivo
«O jogo do campeonato é ultra-decisivo para o Setúbal, que terá que jogar com o FC Porto, com o Sporting e com o Portimonense nas últimas três jornadas, e necessita de confirmar a permanência, encontrando neste jogo uma motivação total. Estamos conscientes de que tudo pode acontecer e de que não será nada fácil.»
Questão de eficácia
Sobre o que se passou ao intervalo do jogo com o Villarreal, no balneário, vocês podem pensar o que quiserem, mas não há treinador que mude assim o rumo de um jogo e não houve qualquer alteração estrutural. Mantivemos a nossa identidade e a nossa pressão Limitei-me a dizer aos jogadores que se tratava de uma questão de eficácia. Não disse nada de revolucionário ou inovador.
Continuidade
«Não vejo razão pela qual não deva continuar no FC Porto.»
Reconhecimento
«Sempre houve um forte reconhecimento internacional daquilo que esta equipa faz, enquanto, em termos nacionais, se especulava um bocado sobre quem seria melhor e pior e sobre quem entretinha mais e entretinha menos e quem cumpria mais e cumpria menos os objectivos delineados. Felizmente para nós, isso ficou bem claro. O reconhecimento continua, mas pode chocar com a estupefacção nacional e internacional se não formos capazes de ganhar ao Setúbal, ao Villarreal e até ao final do campeonato. Em termos de opinião, tudo pode mudar.»
Grande orgulho
«A comparação é do presidente, como máximo responsável do clube, e isso tem um valor enorme para nós. Registámos com agrado, porque sabemos perfeitamente o impacto que essa equipa de 1987 tem para ele e merecermos o seu reconhecimento é algo que nos orgulha bastante.»
Carácter decisivo
«Não é normal atingir o objectivo com cinco jornadas para o final, que foi o que nós conseguimos, e manter a qualidade competitiva e a concentração. Esse compromisso de exigência e profissionalismo destes jogadores revela um pouco da personalidade e carácter que foram decisivos no jogo com o Villarreal.»
Noite mágica de Falcao
«O Falcao passou por uma noite mágica, que foi trabalhada pela equipa para ele. Que é um goleador nato toda a gente sabe, de um talento formidável e de uma capacidade de antecipação dos lances que poucos têm e seguirá o seu percurso enquanto jogador sempre ligado ao golo.»
Capacidade de reinvenção
«O FC Porto tem uma marca muito forte, não só na qualidade dos jogadores, mas também na forma como vende, porque o que sai daqui é produto de qualidade. Os clubes que contratam jogadores ao FC Porto sabem que levam dos melhores jogadores do Mundo. Nesse sentido, e com a equipa a produzir desta forma, o valor dos jogadores sobe e aproxima-se das cláusulas de rescisão, e o FC Porto dificilmente cederá abaixo desse preço. Essa é a realidade de uma época que, para já, está a ser óptima. Mas, ano após anos, este clube sempre teve a capacidade de se reinventar e continuar a ganhar.»

PS1 - O treinador do FC Porto confessou ainda que não está incomodado com a especulação em volta do seu futuro, para além de ter voltado a referir que pretende uma carreira curta. "Se ficar 15 anos no clube que adoro, por mim está bem", afirmou.
PS2 - James Rodriguez:  o FC Porto tem um estilo de jogo particular, com trocas de bola, pressão e ataque. Só vejo o Barça a fazer isso e tem jogadores de topo. O FC Porto faz coisas parecidas", explicou o extremo colombiano, revelando que não ensaiou o canto que deu origem ao quinto golo do FC Porto e quarto de Falcao. "Ele chega sempre à bola. Vi logo que ia marcar", analisou, revelando depois um pormenor que ajuda a explicar o sucesso do compatriota e até agora desconhecido. "Falcao é o primeiro a chegar aos treinos e o último a sair. Treina muito bem e é um grande profissional."