quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Declarações de Francesco Farioli após o FCP 0-1 PSV

Declarações de Francesco Farioli após o FC Porto 0-1 PSV Eindhoven

O FC Porto sofreu um desaire caseiro diante do PSV Eindhoven na terceira jornada da Liga dos Campeões (0-1) e Francesco Farioli considera que a equipa “criou oportunidades suficientes para justificar outro resultado”. No rescaldo de “um desafio com duas faces”, o técnico italiano reconheceu que “há aspetos a melhorar” e reforçou a importância de “mudar o chip” antes da deslocação a Barcelos, “um campo sempre muito complicado” (sábado, 20h30). 
90 minutos resumidos
“Foi um jogo com duas faces. Começámos com duas ou três boas situações criadas pelo Oskar, mas depois começámos a ter dificuldades. Em 64 jogos que fiz pelo FC Porto, este foi o que tivemos mais dificuldades em pressionar na primeira parte. Sabemos que esta equipa se move muito em torno dos jogadores e cria dificuldades, mas por outro lado também é uma equipa que concede algumas oportunidades e nós tivemos duas ou três situações em que os podíamos ter castigado e não o fizemos. Concedemos o primeiro golo no início da segunda parte, mas tivemos uma reação positiva e criámos oportunidades suficientes para justificar outro resultado. Por outro lado, é a terceira vez consecutiva que cá venho dizer que fizemos o suficiente para conseguir outro resultado e nunca o conseguimos, portanto há algo que temos de fazer melhor.”
Ajustes ao intervalo
“Mudámos algumas coisas ao intervalo. O PSV é uma das equipas europeias que mais corre, é uma equipa muito física e sabíamos que o jogo ia ser exigente. Era importante ganhar os duelos, porque eles pressionam homem a homem e têm jogadores muito fortes. Tivemos os nossos momentos, não conseguimos ter vantagem e eles marcaram quando tiveram oportunidade. Isso fez a diferença.”
Falta de eficácia
“Ficámos com a sensação de que se continuássemos a jogar mais 25 minutos, íamos continuar a criar oportunidades, mas não íamos marcar. É frustrante. Criámos oportunidades suficientes para saborear algo melhor do que uma derrota.”
Regresso de Samu e Zaidu ao onze
“Não é fácil regressar ao onze depois de tanto tempo. Num momento muito complicado do jogo, eles tiveram um grande impacto e souberam gerir bem o jogo contra um adversário muito difícil. A certa altura ficou claro que o jogo ia chegar ao fim para eles e eu segui o que tinha planeado.”
De olhos postos no futuro
“Antes de pensarmos no próximo jogo da Liga dos Campeões, temos de pensar nos jogos do campeonato e da Taça de Portugal que se seguem. Vai ser importante mudar o chip a partir de amanhã. Vamos jogar em Barcelos num campo que é sempre muito complicado e que este ano ainda é mais, porque eles estão a fazer grandes coisas. Temos de estar preparados para o jogo do fim de semana.”
Os desafios da Champions
“Sabemos que a Liga dos Campeões é um monstro diferente da Liga Europa, mas temos de ter em conta que o FC Porto já não disputava esta competição há dois anos e estamos agora a trazê-la de volta. Se tivermos em conta os últimos 15 meses, percebemos que evoluímos. Há 15 meses, a equipa regressava dos Estados Unidos depois de perder contra o Inter Miami e de ter grandes dificuldades contra uma equipa egípcia. Temos de ser coerentes no que diz respeito ao nosso processo.”
FC Porto em crise?
“É interessante falar sobre crises numa equipa que vai em primeiro lugar no campeonato, que tem oito vitórias em oito jogos e ganhou um clássico há umas semanas. É uma forma muito interessante de formular a pergunta. No que diz respeito à Liga dos Campeões, claro que queremos mais. Se fizermos uma avaliação a frio, é impossível não sentir que merecíamos ter mais pontos. Mas não temos e é responsabilidade nossa. Há sempre aspetos a melhorar. Em 15 meses já demos um grande salto a nível de exigência e não podemos pensar que tivemos tempo suficiente para corrigir tudo.”
Montanha para escalar
“Todos queremos fazer melhor. O esforço está lá e vê-se pela forma como os jogadores correm. Como o Diogo (Costa) disse, parece haver uma ansiedade para conseguir os resultados. Toda a gente quer seguir em frente na Liga dos Campeões. Nos primeiros três jogos defrontámos duas equipas do pote 1 e uma do pote 2. No papel, já defrontámos as equipas mais difíceis, embora ainda venham grandes desafios pela frente. A caminhada ainda é longa, temos cinco jogos pela frente. Se nos queremos qualificar temos de começar a escalar esta montanha já a partir do próximo jogo.”
Sete jogos seguidos a sofrer
“São cenários diferentes, tendo em conta a qualidade dos nossos adversários. O nível é superior, por isso é normal enfrentar mais dificuldades. Houve momentos em que podíamos ter evitado. Estamos longe de ser perfeitos e temos muito para trabalhar.”
Ajustes posicionais
“Na primeira parte, eles começaram a construir com o central do lado direito e nós tivemos de nos ajustar. Na segunda parte fizemos esse ajuste, começámos a pressionar de dentro, com o Gabri Veiga no meio e com o Pablo Rosario a ajudar. Isto facilitou o nosso trabalho, fez-nos ganhar metros e bolas. Criámos duas ou três oportunidades, mas não conseguimos marcar.”
O Mérito a quem o tem
“Podíamos ficar aqui a noite toda a tentar perceber porque é que não marcámos, mas temos de lhes dar mérito, porque defenderam bem. O guarda-redes fez várias boas defesas, defendeu de forma corajosa um remate do Froholdt. Infelizmente não fomos precisos o suficiente para marcar.” 

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