Declarações de Francesco Farioli após o FC Porto 0-1 PSV Eindhoven
O FC Porto sofreu um desaire caseiro diante do PSV Eindhoven
na terceira jornada da Liga dos Campeões (0-1) e Francesco Farioli considera
que a equipa “criou oportunidades suficientes para justificar outro resultado”.
No rescaldo de “um desafio com duas faces”, o técnico italiano reconheceu que
“há aspetos a melhorar” e reforçou a importância de “mudar o chip” antes da
deslocação a Barcelos, “um campo sempre muito complicado” (sábado,
20h30).
90 minutos resumidos
“Foi um jogo com duas faces. Começámos com duas ou três boas situações criadas
pelo Oskar, mas depois começámos a ter dificuldades. Em 64 jogos que fiz pelo
FC Porto, este foi o que tivemos mais dificuldades em pressionar na primeira
parte. Sabemos que esta equipa se move muito em torno dos jogadores e cria
dificuldades, mas por outro lado também é uma equipa que concede algumas
oportunidades e nós tivemos duas ou três situações em que os podíamos ter
castigado e não o fizemos. Concedemos o primeiro golo no início da segunda
parte, mas tivemos uma reação positiva e criámos oportunidades suficientes para
justificar outro resultado. Por outro lado, é a terceira vez consecutiva que cá
venho dizer que fizemos o suficiente para conseguir outro resultado e nunca o
conseguimos, portanto há algo que temos de fazer melhor.”
Ajustes ao intervalo
“Mudámos algumas coisas ao intervalo. O PSV é uma das equipas europeias que
mais corre, é uma equipa muito física e sabíamos que o jogo ia ser exigente.
Era importante ganhar os duelos, porque eles pressionam homem a homem e têm
jogadores muito fortes. Tivemos os nossos momentos, não conseguimos ter
vantagem e eles marcaram quando tiveram oportunidade. Isso fez a diferença.”
Falta de eficácia
“Ficámos com a sensação de que se continuássemos a jogar mais 25 minutos, íamos
continuar a criar oportunidades, mas não íamos marcar. É frustrante. Criámos
oportunidades suficientes para saborear algo melhor do que uma derrota.”
Regresso de Samu e Zaidu ao onze
“Não é fácil regressar ao onze depois de tanto tempo. Num momento muito
complicado do jogo, eles tiveram um grande impacto e souberam gerir bem o jogo
contra um adversário muito difícil. A certa altura ficou claro que o jogo ia
chegar ao fim para eles e eu segui o que tinha planeado.”
De olhos postos no futuro
“Antes de pensarmos no próximo jogo da Liga dos Campeões, temos de pensar nos
jogos do campeonato e da Taça de Portugal que se seguem. Vai ser importante
mudar o chip a partir de amanhã. Vamos jogar em Barcelos num campo que é sempre
muito complicado e que este ano ainda é mais, porque eles estão a fazer grandes
coisas. Temos de estar preparados para o jogo do fim de semana.”
Os desafios da Champions
“Sabemos que a Liga dos Campeões é um monstro diferente da Liga Europa, mas
temos de ter em conta que o FC Porto já não disputava esta competição há dois
anos e estamos agora a trazê-la de volta. Se tivermos em conta os últimos 15
meses, percebemos que evoluímos. Há 15 meses, a equipa regressava dos Estados
Unidos depois de perder contra o Inter Miami e de ter grandes dificuldades
contra uma equipa egípcia. Temos de ser coerentes no que diz respeito ao nosso
processo.”
FC Porto em crise?
“É interessante falar sobre crises numa equipa que vai em primeiro lugar no
campeonato, que tem oito vitórias em oito jogos e ganhou um clássico há umas
semanas. É uma forma muito interessante de formular a pergunta. No que diz
respeito à Liga dos Campeões, claro que queremos mais. Se fizermos uma
avaliação a frio, é impossível não sentir que merecíamos ter mais pontos. Mas
não temos e é responsabilidade nossa. Há sempre aspetos a melhorar. Em 15 meses
já demos um grande salto a nível de exigência e não podemos pensar que tivemos
tempo suficiente para corrigir tudo.”
Montanha para escalar
“Todos queremos fazer melhor. O esforço está lá e vê-se pela forma como os
jogadores correm. Como o Diogo (Costa) disse, parece haver uma ansiedade para
conseguir os resultados. Toda a gente quer seguir em frente na Liga dos
Campeões. Nos primeiros três jogos defrontámos duas equipas do pote 1 e uma do
pote 2. No papel, já defrontámos as equipas mais difíceis, embora ainda venham
grandes desafios pela frente. A caminhada ainda é longa, temos cinco jogos pela
frente. Se nos queremos qualificar temos de começar a escalar esta montanha já
a partir do próximo jogo.”
Sete jogos seguidos a sofrer
“São cenários diferentes, tendo em conta a qualidade dos nossos adversários. O
nível é superior, por isso é normal enfrentar mais dificuldades. Houve momentos
em que podíamos ter evitado. Estamos longe de ser perfeitos e temos muito para
trabalhar.”
Ajustes posicionais
“Na primeira parte, eles começaram a construir com o central do lado direito e
nós tivemos de nos ajustar. Na segunda parte fizemos esse ajuste, começámos a
pressionar de dentro, com o Gabri Veiga no meio e com o Pablo Rosario a ajudar.
Isto facilitou o nosso trabalho, fez-nos ganhar metros e bolas. Criámos duas ou
três oportunidades, mas não conseguimos marcar.”
O Mérito a quem o tem
“Podíamos ficar aqui a noite toda a tentar perceber porque é que não marcámos,
mas temos de lhes dar mérito, porque defenderam bem. O guarda-redes fez várias
boas defesas, defendeu de forma corajosa um remate do Froholdt. Infelizmente
não fomos precisos o suficiente para marcar.”
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