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domingo, 1 de agosto de 2010

2ª Desilusão da época - Bordéus 2 FC Porto 1


01/08/2010 - FICHA DO JOGO  Torneio de Paris 2010-08-01 (2ª jornada)
 Parque dos Príncipes, em Paris 
Árbitro: Jean-Charles Caillex (França) 
Assistentes: Fedji Harchay e Hicham Zakrani 
BORDÉUS: Olimpa; Chalme «cap.», Saunier, Ciani e Marange; Ducasse; Sertic, Jussié e Traoré; Saivet e Ayite
Substituições: Saunier por Henrique (46m), Sertic por Plasil (60m), Ayite por Gourcuff (66m), Traoré por Wendel (66m), Saivet por Cavenaghi (66m) e Ducasse por Sane (79m)
Não utilizados: Andrietti, Diarra, Fernando, Bellion, Lasne e Tremoulinas
Treinador: Jean Tigana 
FC PORTO: Beto; Sapunaru, Sereno, Maicon e Alvaro Pereira «cap.»; Souza, Belluschi e Ruben Micael; Ukra, Walter e Varela
Substituições: Ruben Micael por Castro (16m), Alvaro Pereira por Rafa (46m), Walter por Falcao (60m), Varela por James (60m), Maicon por Rolando (64m) e Sapunaru por Fucile (71m)
Não utilizados: Kieszek, Bruno Alves, Raul Meireles, Rodríguez, Hulk e Tomás Costa  
Treinador: AVB
Ao intervalo: 0-1 - Marcadores: Walter (29m), Ayite (60m) e Ciani (83m)
Disciplina: Cartão amarelo a Chalmet (39m), Varela (45m), Maicon (62m) e Sane (81m).
O meu comentário: Apesar de Villas-Boas ser a minha segunda opção (a primeira é o Paciência) a frustração pelo resultado do primeiro jogo foi grande. Hoje voltei a sentir uma enorme frustração e uma desilusão ainda maior com a exibição do conjunto Azul e Branco . É que os automatismos não acontecem, a equipa não se entende (uns com os outros), por isso acontecem muitos passes denunciados, e, grande parte dos jogadores parecem estar ainda a caminho da boa forma. Por conseguinte os remates para as nuvens e os muitos passes interceptados pelos adversários! 
Conclusão: o futebol atacante da equipa dos Dragões é ainda muito incipiente. Numa primeira fase dada a impossibilidade de jogarem duns para os outros d'olhos fechados impunha-se que toda a equipa jogasse o mais próximo possível uns dos outros a fim da entre-ajuda resultar mais eficaz e de aumentar a precisão do passe.
Uma coisa é certa: os Dragões vão ter de evoluir muito daqui até ao dia 7 para disputar a Super Taça, caso contrário não auguro nada de bom para as nossas cores. 
PS - O Torneio de Paris foi como uma travagem a fundo na pré-época do FC Porto. Ontem, diante do Bordéus, a equipa de André Villas-Boas sofreu a segunda derrota consecutiva, mas o mais grave foi a forma como sofreu os dois golos: em lances de bola parada. Na véspera também o golo do PSG tinha nascido de bola parada. Agora, Villas-Boas tem cinco dias pela frente para recuperar o grupo para a disputa da Supertaça com o Benfica. 
E já se sabe que trabalhar em cima de derrotas faz aumentar a pressão. 
Sabendo de antemão que era impossível chegar ao primeiro lugar do Torneio de Paris, Villas-Boas apresentou uma equipa reformulada. Se na defesa Álvaro Pereira voltou a jogar - tenta ganhar ritmo rapidamente e é o mais sério candidato ao lugar em Aveiro -, no meio-campo criativo experimentou por pouco tempo a dupla formada por Belluschi e Rúben Micael, porque o português saiu tocado aos 17 minutos (entrou Castro). A maior novidade residiu no ataque, composto pelos irrequietos Varela e Ukra nas alas e no eixo o brasileiro Walter, que à terceira tentativa marcou o primeiro golo (30'). Antes tinha rematado em força contra o guarda-redes e para fora; à terceira, com um remate enrolado, conseguiu mesmo aquilo que Falcao ainda não obteve. Beto terminou a primeira parte sem golos, mas com três sustos, derivados de falhas de marcação de Sapunaru, Álvaro Pereira e Sereno. Na segunda parte, André Villas-Boas foi mexendo na equipa e o Bordéus foi atacando cada vez mais, conseguindo o empate através de um livre para a área. Souza aliviou mal a bola, Sapunaru sofreu falta de Ciani que o árbitro não sancionou e depois surgiu Ayite solto a cabecear para a baliza aos 59 minutos. Já com Falcao e James nos lugares de Walter e Varela, o ataque portista foi frouxo e só por uma vez os dois colombianos criaram perigo. O extremo marcou um canto e o ponta-de-lança cabeceou por cima. Pouco. O pior veio depois. Sereno tentou fintar um adversário, não conseguiu e fez falta. No livre para a área, Emídio Rafael deixou Ciani cabecear e bater Beto pela segunda vez. No capítulo da arbitragem, é preciso dizer que foi um obstáculo. Jean-Charles Cailleux apitou por tudo e por nada e não viu uma falta na área portista que precedeu primeiro o golo do Bordéus. 
Como Começou - Posse de bola | Foi na primeira parte que o FC Porto mostrou mais qualidade com a bola nos pés. Souza soube sair a jogar e Belluschi foi alimentando o ataque. Ainda algo pesado, Walter precisou de três oportunidades para marcar um golo e Varela e Ukra esticaram o jogo até à linha de fundo. Na defesa houve falhas de marcação. Como acabou - Passividade | Aos poucos, o FC Porto foi perdendo clarividência no processo de construção de jogo, com passes falhados e poucos minutos no ataque. Ao contrário de outros jogos, também houve falta de pressão sobre a bola. A defesa continuou com falhas de marcação e Sereno deitou tudo a perder nos minutos finais.
TOMAZ ANDRADE E CARLOS GOUVEIA, ENVIADOS ESPECIAIS A PARIS n’OJOGO