Surripiado do facebook Manu Mendonça
Saímos derrotados por 1-0 nesta primeira mão, num jogo decidido, de forma sintomática, através de uma grande penalidade. Contudo, o que gera uma indignação profunda e legítima não é o desfecho numérico, mas a forma vil e complacente como este foi construído.
O Futebol Clube do Porto não enfrentou apenas um adversário de mérito duvidoso… deparou-se com uma autêntica caça ao homem, escandalosamente validada por uma equipa de arbitragem cuja passividade roçou a cumplicidade.
O que presenciámos nas quatro linhas não foi intensidade competitiva, foi uma agressividade desmedida e premeditada. Entradas de sola, cotoveladas e um critério disciplinar inexistente que mancham o desporto.
O nosso Bednarek foi forçado a abandonar o relvado lesionado, sendo a vítima mais visível de um cenário onde tudo pareceu ser permitido. As investidas maliciosas, no entanto, não se ficaram por aí: Alberto Costa, Pepê e Alan Varela foram alvos constantes de uma estratégia inaceitável.
Torna-se absolutamente inexplicável aos olhos de qualquer adepto de futebol como é que jogadores como Maxi Araújo e Luís Suárez terminaram a partida sem receberem a merecida e óbvia ordem de expulsão.
Ainda assim, a verdade dos factos é inegável: o FC Porto foi, indiscutivelmente, a melhor equipa em campo. Fomos superiores, dominámos as incidências do jogo e a vitória era o único desfecho condizente com o futebol praticado.
Porém, a grandeza estrutural do nosso clube exige uma honestidade intelectual implacável e autocrítica: não podemos isentar-nos de responsabilidades. A nossa ineficácia no último terço foi evidente e penalizadora. Faltou-nos a frieza, o pragmatismo e a competência na finalização para materializar as claras oportunidades criadas.
Se tivéssemos tido o rigor que nos é exigido no momento de atirar à baliza, nenhuma arbitragem tendenciosa nos teria conseguido travar. Temos o dever de exigir mais de nós próprios.
Esta derrota, banhada num sentimento de profunda revolta, não nos verga, pelo contrário, inflama a nossa resiliência.
A eliminatória está apenas a meio.
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