"Há uma equipa (SCP) que passa impune em todos os lances, que continua a simular, que diz que os árbitros são ladrões e cujo presidente e jogadores fazem uma pressão permanente sobre os árbitros". Um penálti favorável a essa equipa ditou a derrota do FC Porto na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal.
Após o clássico marcado pelo momento em que "Luis Suárez chamou ladrão, com gestos de forma clara para todas as televisões, ao árbitro Cláudio Pereira", André Villas-Boas lembrou que "o presidente do Sporting já tinha chamado ladrão ao presidente da Federação, ao João Capela e ao Nuno Almeida" e que "o condicionamento evidente da arbitragem leva a que os árbitros cometam alguns erros".Questionado sobre a agressão do avançado colombiano a Jan Bednarek, que teve de ser substituído no decorrer da primeira parte, o presidente do FC Porto foi perentório: "Vamos apresentar queixa, evidentemente".
"Perder nunca é positivo", mas mesmo assim Francesco Farioli considera que "está tudo em aberto" e que "a equipa fez um bom jogo". "O golo deles nunca deveria ter surgido, porque nesse lance houve falta a nosso favor", lembrou o técnico visivelmente desagradado com a diferença de tratamento: "Cada toque nosso é falta e do outro lado não há o mesmo critério. Isto afeta as dinâmicas do jogo, mas tivemos a atitude certa".
As "substituições forçadas" de Alberto Costa - "por causa de um amarelo que não era cartão" - e de Bednarek, a contas com "um problema nas costelas depois de ter sido atingido num lance em que a bola estava longe", levam Francesco Farioli a afirmar que "esta é uma boa altura para impedir que os jogadores façam o que lhes apeteça dentro de campo": "Estamos no nosso limite no que diz respeito às atitudes antidesportivas. Estou confiante de que vão fazer o que têm de fazer. É triste ver isto". "Deveríamos ter jogado contra o AFS ou o Santa Clara", atirou em jeito de lembrete para os mais esquecidos.
"Eles fizeram um golo de penálti, que não teria acontecido se assinalassem a falta sobre o Pepê antes disso", sublinhou Alan Varela no rescaldo de "um jogo muito disputado" que "teria ficado 0-0 se não fosse uma má decisão do árbitro". "Não há nada a fazer. Tentámos até ao fim, mas infelizmente não conseguimos marcar", lamentou o médio argentino certo de que "a eliminatória está em aberto e tudo pode acontecer", porque "o FC Porto encara cada desafio como se fosse uma final".
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