Mostrar mensagens com a etiqueta 1/2 final da Taça de Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1/2 final da Taça de Portugal. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 20 de abril de 2011

1/2 final da Taça de Portugal Benfica 1 FC Porto 3

20/04/2011 - Ao intervalo Benfica 0 FC Porto 0
Quase a terminar a primeira parte do jogo, podíamos ter marcado se Falcao não tivesse sido displicente ao desperdiçar uma oportunidade como aquela de que dispôs! É imperdoável não marcar quando isolado frente ao guarda-redes adversário!

O nosso destino é vencê-los.
 O FC Porto escreveu mais uma fantástica página no longo caminho  de vitórias já percorrido, e foi esta noite ao Estádio da Luz vencer por 3-1 garantindo a qualificação para a final da Taça de Portugal.
Num jogo épico, os Dragões voltaram a mostrar, quem é actualmente, a melhor equipa portuguesa. Desta vez havia uma diferença a ultrapassar, fruto da derrota 0-2 na primeira mão no Dragão. Mas esta equipa tem o talento e a valentia dos vencedores, e uma equipa técnica fora de série.
Depois do 0-0 da primeira parte, período em que o FC Porto dispôs das melhores oportunidades, a equipa arrancou para uma segunda parte consistente, com o seu futebol de posse como costuma referir o Mister Villas-Boas, e acabou por vencer um adversário que deu muita luta mas foi incapaz de travar o futebol colectivo dos azuis e brancos!
E aos 64 minutos João Moutinho a passe de Cristián Rodriguez, fez o golo com um remate soberbo de primeira, e não só fez o golo, como também contribuiu para acelerar o desnorte da equipa encarnada.
Com o Estádio da Luz acordado pelo constante incentivo dos cerca de três mil dragões, o FC Porto continuou com o seu futebol e na sequência duma grande jogada, com a bola a passar por meia equipa, Hulk concluiu com um toque subtil sob Júlio César.
A equipa do FC Porto igualava assim a eliminatória, mas como não bastava continuou a evoluir pelo relvado com o seu futebol colectivo todos os jogadores concentrados em torno do mesmo objectivo. E, aos 74 minutos, Falcao pode finalmente concretizar 
com um remate cruzado, depois dum belo trabalho executado na área do Benfica , beneficiando dum desvio na perna do Xavi.
Faltava um quarto de hora mas percebia-se que o FC Porto tinha o jgo na mão. Nem a ridícula grande penalidade assinalada por Carlos Xistra, aos 80 minutos, por alegada falta de Sapunaru sobre Saviola que não existiu conseguiu atrofiar os Dragões. Cardozo transformou o penalty mas os Dragões não se atemorizaram e até ao final ainda desenharam algumas jogadas de perigo em direcção à baliza de Júlio César.
Estádio da Luz, em Lisboa - Assistência: 37.349 espectadores.
Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco).

BENFICA: Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Fábio Coentrão, Javi Garcia, Carlos Martins, César Peixoto, Jara, Saviola e Cardozo.
Substituições: Jara por Aimar (78m), Javi Garcia por Kardec (86m) e César Peixoto por Weldon (89m).
Não utilizados: Roberto, Sidnei, Airton e Filipe Menezes.
Treinador: Jorge Jesus
FC PORTO: Beto, Sapunaru, Rolando, Otamendi, Álvaro Pereira, Fernando, Rúben Micael, João Moutinho, Cristian Rodriguez, Hulk e Falcao.
Substituições: Ruben Micael por James Rodriguez (62m), Cristián Rodriguez por Varela (74m) e Sapunaru por Sereno (87m).
Não utilizados: Kieszek, Souza, Mariano González e Walter.
Treinador: André Villas-Boas
Marcadores: 0-1, João Moutinho, 64 minutos. 0-2, Hulk, 72. 0-3, Falcao, 74.
1-3, Cardozo, 80 (grande penalidade).
Disciplina: cartão amarelo a Álvaro Pereira (18), Maxi Pereira (21), Cristián Rodriguez (31), Falcao (32), Javi Garcia (46), Jara (59), Cardozo (65), Sapunaru (79), Jardel (82), Hulk (84), Fábio Coentrão (90+3) e Rolando (90+3). Sapunaru foi expulso com segundo cartão amarelo, já depois de terminado o encontro.

Destaque pela negativa: a infeliz por desastrada actuação do Carlos Xistra que mostrou vários amarelos sem critério a jogadores do FC Porto e marcou uma grande penalidade contra o FC Porto que não existiu, enfim, como sempre que apita jogos do FC Porto, fez jus ao nome pelo qual é conhecido junto dos adeptos azuis e brancos Xistrema!
PS - Tem a palavra o mister Villas-Boas: «FIZEMOS UMA SEGUNDA PARTE BRILHANTE»
Primeiro a competência, depois o brilho. André Villas-Boas resumiu assim uma vitória que classificou como «enorme», na falta de outras palavras para a caracterizar.  João Moutinho juntou «generosidade» à descrição, antes de concluir que o FC Porto demonstrou ser «a melhor equipa» e absolutamente merecedora da final da Taça de Portugal.
André Villas-Boas: «Virar a eliminatória aqui é de louvar»
«Fizemos poucas alterações estruturais, porque achámos que a nossa identidade nos poderia levar ao golo. Tínhamos decidido não nos castigarmos emocionalmente, se não conseguíssemos o primeiro golo rapidamente. Depois duma primeira parte muito conseguida, fizemos uma segunda parte brilhante. Não há palavras para descrever uma vitória enorme. No primeiro jogo, o Benfica foi muito competente e trouxe uma vantagem muito confortável para a Luz, agora fomos nós competentes, conseguindo inverter a vantagem. A competência é repartida, mas vir aqui e virar a eliminatória é de louvar. Nas finais não se brinca em serviço e o Guimarães tem uma crença enorme, pelo que esperamos um jogo muito complicado. A competência dos jogadores é fundamental, o mérito deles é enorme e estar com este percurso gigante nesta fase é mérito absoluto deles.»
João Moutinho: «Somos a melhor equipa»
«Há uma união muito forte entre o grupo que se percebe em todos os jogos. Na segunda parte, entrámos com tudo e mostrámos o nosso futebol e a nossa generosidade, demonstrando que somos a melhor equipa e que merecemos estar na final. Ao intervalo, o treinador transmitiu-nos confiança, dizendo-nos para entrarmos desinibidos. Deixo também uma palavra ao Sapunaru, que nada fez e aconteceu o que aconteceu. Foi mais uma vitória histórica no Estádio da Luz. O desfecho duma final é sempre imprevisível, mas, se continuarmos a jogar como temos vindo a fazer, creio que conseguiremos ganhar a Taça de Portugal. Este é um FC Porto forte, uma equipa com vontade de conquistar ainda mais títulos, mas sabemos que a eliminatória com o Villarreal vai ser muito difícil.


TRÊS ALTERAÇÕES PARA O JOGO DA TAÇA DE PORTUGAL

O árbitro nomeado é o Carlos Xistra, conhecido no universo azul e branco como o Xistrema, devido à quantidade de vezes que tem prejudicado o FC Porto. 
19/04/2011 -André Villas-Boas promoveu três alterações para o encontro da segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal: entram Kieszek, Sapunaru e Fernando; saem Helton, Maicon e Guarín. O FC Porto visita o Benfica esta quarta-feira, às 20h30, no Estádio da Luz.
Os azuis e brancos finalizaram a preparação da partida frente à equipa de Lisboa esta terça-feira, no Olival, com Rafa, Belluschi, Fucile e Guarín a permanecerem em tratamento.
Lista de convocados: Alvaro, João Moutinho, Falcao, Cristian Rodríguez, Mariano, Hulk, Rolando, Sereno, Varela, Walter, James, Sapunaru, Souza, Beto, Fernando, Rúben Micael, Otamendi e Kieszek.

PS - Villas-Boas: «TEMOS UMA GRANDE OPORTUNIDADE DE MUDAR O DESTINO»
O FC Porto entra na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal em desvantagem,  mas com vontade de escrever a sua própria história. Os Dragões vão procurar a «perfeição» com «motivação total» e a ambição de conquistar, pelo terceiro ano consecutivo o segundo troféu mais prestigiante do futebol português.
Motivação total
«Vamos à Luz com a certeza de que se estivermos ao melhor nível poderemos conseguir um resultado positivo. Se isso será suficiente ou não para virar a eliminatória, não sei, até porque o Benfica é uma equipa extremamente competente e os desafios deste tipo são renhidos e difíceis para qualquer uma das partes. A nossa motivação é total, porque está em jogo o acesso a uma final e isso é prestigiante. Temos de contrariar logo a desvantagem para tentar disputar a eliminatória na parte final do jogo.»
Apelo à transcendência
«É uma boa oportunidade para nos transcendermos. A nossa abordagem no final do jogo do título, na Luz, foi essa. Tudo parece encaminhado para o Benfica passar à final e o FC Porto tem essa grande, grande oportunidade de mudar o destino. É uma boa oportunidade para nos transcendermos, sem cometer erros, porque quem tanto se quer transcender esquece as dificuldades. Não vamos entrar demasiado acelerados. Correndo bem o jogo, poderemos ganhá-lo, mas ganhá-lo pode não ser suficiente. Tudo tem de correr na perfeição e a transcendência em demasia pode levar-nos a erros que não podemos cometer numa eliminatória que está em 0-2.»
Identidade sólida
«Nas eliminatórias que tivemos na UEFA Europa League estivemos sempre em vantagem e não passámos por uma situação destas. Será importante mostrar um sinal forte logo no início, mas temos de perceber a realidade. Temos confiança e uma identidade sólida, por isso não vai haver surpresas ou novidades. Esperamos que a nossa identidade nos permita fazer golos e inverter o rumo da eliminatória.»
Palavra a dizer
«Entramos em todas as provas para ganhar. A Taça não foge à regra e isso é válido para qualquer um dos ‘grandes’. Há clubes que vão ficando pelo caminho, mas nós ainda queremos ter uma palavra a dizer. Se isso acontecer, será óptimo juntar ao nosso trajecto a possibilidade da ‘dobradinha’. De outra forma, o campeonato está ganho e esse é o objectivo principal para qualquer clube no mundo.»
Sem quebras
«Fisicamente, temos estado a um nível fora do normal. Quem vem de uma viagem de seis horas devia jogar na segunda-feira, mas o calendário não permitiu. Ainda assim, apresentamo-nos frente ao Sporting num grande nível, algo que é fruto do talento dos jogadores e do trabalho da equipa técnica. Fico contente pelo espectáculo que foi e por essa capacidade de resposta.»
Helton e Beto
«O Helton está disponível a cem por cento, mas a decisão estava tomada há muito tempo e o Beto sabia que este jogo era para ele. Temos confiança nos três guarda-redes e todos têm mostrado competência. Este jogo seria sempre para o Beto e, seguramente, ele estará ao melhor nível.»
Nomeação do árbitro
«Não se saber ainda quem será o árbitro é peculiar, como também a distância entre as duas mãos. Talvez tenha a ver com a disponibilidade dos árbitros ou talvez seja uma defesa do próprio árbitro. Esperamos ansiosamente pelo nome e que tudo corra bem ao árbitro.»
Desafio Villarreal
«O Villarreal eliminou o Nápoles, o Leverkusen e o Twente e fez uma fase de grupos com qualidade enorme, portanto estamos a falar de uma equipa que se apresenta como um desafio máximo. É uma final antecipada e será óptimo para a UEFA que esteja presente pelo menos um dos representantes da verdadeira Europa League.»

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Taça de Portugal meias-finais - FC Porto 4 Rio Ave 0

14/04/2010 - Após uma primeira parte (exasperante) jogada ao ralenti pela equipa Azul e Branca, sucedeu uma segunda parte jogada em bom ritmo, já muito próximo da velocidade de cruzeiro.
Destaques: Addy, um jovem com larga margem de progressão e Orlando Sá um avançado que demonstra ter boa técnica, ser rápido a executar, enfim um dianteiro que com um pouco mais de ritmo e experiência poderá vir a ser muito importante na equipa dos Dragões!


FINAL DA TAÇA CONFIRMADA COM GOLOS DE BANDEIRA
O FC Porto «carimbou» o passaporte para a sua 27.ª presença numa final da Taça de Portugal, ao bater o Rio Ave, na segunda mão da meia-final, por 4-0. Depois de terem vencido no terreno do adversário por 3-1, os Dragões quiseram sublinhar a diferença de qualidade entre as duas equipas, garantindo que esta seria uma eliminatória «sem espinhas». Mas, acima de tudo, o encontro desta quarta-feira valeu pela beleza dos tentos apontados por Belluschi, Guarín, Ruben Micael e Falcao.
Apesar dos dois golos de vantagem trazidos de Vila do Conde, o FC Porto entrou no jogo com uma postura dominadora, não proporcionando ao adversário qualquer expectativa dum volte-face «milagroso». Aos 12 minutos, Bruno Alves deixou o aviso, com um cabeceamento por cima da baliza, após canto cobrado por Valeri. O primeiro grande momento surgiu oito minutos depois: Belluschi cobrou um livre directo em jeito de «folha seca», com a bola a sobrevoar a barreira e Carlos a ficar pregado ao relvado.
Até ao intervalo, a equipa do FC Porto teve várias oportunidades para dilatar a vantagem, a mais flagrante das quais foi uma grande penalidade desperdiçada por Farías, que Carlos defendeu com mérito, aos 33 minutos. Orlando Sá também esteve, em duas ocasiões, perto de marcar. Do outro lado, refira-se uma excelente defesa de Beto, com um golpe de rins que conseguiu evitar que um cabeceamento traiçoeiro de Ricardo Chaves resultasse em golo, aos 38 minutos.
Com 1-0 ao intervalo, poderia esperar-se uma etapa complementar com poucos motivos de interesse, mas, face à beleza dos golos portistas, por certo que os espectadores não deram o seu tempo por mal empregue. O ataque portista ganhou novo fôlego com as entradas de Hulk e Falcao, mas seria Guarín a fazer o 2-0, na primeira vez em que tocou na bola. O colombiano ajeitou com o pé esquerdo e largou uma «bomba» com o pé direito, aos 79 minutos.
Mas o festival de bom futebol não se ficou por aqui. Aos 86 minutos, Hulk rompeu na direita e o ressalto foi parar aos pés de Ruben Micael, que, à entrada da área, colocou a bola no ângulo da baliza de Carlos. O guardião ainda ficaria uma última vez no jogo sem reacção: dois minutos depois dos 90, Valeri executou um cruzamento perfeito na esquerda, a que Falcao (quem mais?) correspondeu com um cabeceamento eficaz. Pode não ter sido o tento mais espectacular da noite, mas valeu pela sua simplicidade. Em Maio, a final da Taça será por certo um momento de grande festa, com FC Porto e Desportivo de Chaves a partilharem um encontro de sabor nortenho.
FICHA DE JOGO - Taça de Portugal, VII eliminatória, segunda-mão

Estádio do Dragão, no Porto
Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa) - Assistentes: Ricardo Santos e Hernâni Fernandes Quarto árbitro: Luís Estrela


FC PORTO: Beto; Fucile, Maicon, Bruno Alves e Addy; Fernando, Belluschi, Valeri e Ruben Micael; Farías e Orlando SáSubstituições: Farías por Falcao (63m), Orlando Sá por Hulk (63m) e Fernando por Guarín (79m)Não utilizados: Nuno, Alvaro Pereira, Nuno André Coelho e Tomás CostaTreinador: Jesualdo Ferreira

RIO AVE: Carlos; Zé Gomes, André Vilas Boas, Fábio Faria e Sílvio; Wires, Ricardo Chaves e Adriano; Bruno Gama, Nélson Oliveira e SidneiSubstituições: Adriano por Tarantini (46m), Sidnei por Evandro (68m) e Ricardo Chaves por Tiago Terroso (84m)Não utilizados: Mora, Gaspar, Bruno Fogaça e ChidiTreinador: Carlos Brito

Ao intervalo: 1-0Marcadores: Belluschi (20m), Guarín (79m), Ruben Micael (86m) e Falcao (92m)Disciplina: cartão amarelo para Fucile (52m)
JESUALDO FERREIRA: «PODÍAMOS TER FEITO MAIS GOLOS»
A vitória convincente sobre o Rio Ave, Por isso, Jesualdo Ferreira preferiu acentuar o desempenho dos jogadores, sublinhando o seu crescimento. Falou de quatro golos bonitos e, na qualidade de transmontano, mostrou-se agradado por disputar uma final inédita frente ao Desportivo de Chaves.Inédito
«É uma final inédita, que queremos ganhar. Fica aqui um acento de simpatia e de parabéns ao Desportivo de Chaves, que, no seu percurso, eliminou duas equipas da Liga, aos flavienses e ao nordeste transmontano.
Fechar a ganhar
«Nós, FC Porto, habituados a ganhar, queremos conquistar títulos. Não me parece que seja um jogo de grau de dificuldade menor por se tratar do Desportivo de Chaves e queremos encerrar a época com a conquista de mais um título.»
Quatro golos bonitos
«Na primeira parte, faltou-nos algum jogo exterior para podermos ser mais agressivos, mas as alterações acrescentaram mais eficácia. Fizemos quatro golos bonitos, podíamos ter feito outros.»
Bons momentos
«Defendemos bem e a vitória por números claros expressa aquilo que foi o jogo. Creio que tivemos momentos bons. Fica o registo de bons apontamentos de jogadores que têm jogado pouco.»
Jogadores a crescer
«O FC Porto vem de uma séria de vitórias, a jogar bem, marcando muitos golos e pretendemos continuar assim. Para nós, todos os jogos são para ganhar. Há uma série de jogadores que cresceram muito e a equipa beneficia com isso.»