Mais coisa menos coisa eis aqui a realidade do desempenho dos interpretes portistas.
O FC Porto um a um - Tentáculos cortados ao Polvo - A. M. Soares em OJogo
Helton 5 : Uma defesa digna desse nome num remate de Aílton e pouco mais teve de fazer. Noite ingrata? Sim, mas só por culpa de um colectivo inoperante e uma equipa retalhada. No segundo golo, nada pôde fazer, porque a defesa estava descompensada.
Fucile 4 : Manduca deu-lhe muito que fazer, prendendo-o mais atrás e cortando asas à equipa. Não destoou de um onze desgarrado. A perder, surgiu mais na frente, na segunda parte.
Rolando 4 : Começou bem, mas cedo se revelou lento na abordagem aos lances. Ou mal colocado para cortar como convinha, obrigando Mangala a dobrá-lo várias vezes para apagar alguns erros. Ficou a dúvida (16') num lance dentro da área, sobre Charalambides.
Mangala 5 : Joga demasiado na queima, arrisca muito na abordagem aos lances, concede espaços e depois vê-se obrigado a recorrer a cortes agressivos. No lance da grande penalidade terá tocado na perna de Aílton. Ainda assim, podem agradecer-lhe vários cortes preciosos, ele que ainda podia ter marcado (63').
Álvaro Pereira 4 : Foi um lateral mais ofensivo e até teve oportunidade para ensair o remate, mas sempre de forma atabalhoada e sem convicção. Demasiado adiantado, os cipriotas acabaram por construir pelo seu lado o lance do contra-ataque do segundo golo.
Fernando 6 : Foi dos mais esclarecidos do meio-campo, concentrado nos cortes, ainda foi fazer compensações na defesa e esteve bem na ocupação dos espaços para cortar linhas de passe. Não se percebeu a substituição.
Belluschi 3 : Não foi o jogador que a equipa precisava, incapaz de criar, passar, ou desmarcar um companheiro. Desperdiçou muitas bolas e acabou por se perder. Praticou um futebol muito denunciado.
João Moutinho 4 : A sua entrega à luta não esteve em causa, mas não conseguiu libertar-se da marcação no meio-campo e acabou por não produzir o que se esperava dele. Sem espaços. A perder subiu mais no terreno, mas sem efeitos práticos, porque não soube fazer funcionar o colectivo.
Varela 3 : Vários disparates e um punhado de cruzamentos mal tirados. Se fosse só ontem até podia desculpar-se, o problema é que já não se compreende a aposta nele de início, com tanto futebol atabalhoado.
Kléber 3 : Praticamente não existiu no ataque do FC Porto, por não ter bola, é verdade, mas também por não ter sabido pesar na defesa cipriota, ou conduzir o ataque quando teve oportunidade. Não foi o avançado que a equipa precisava.
Guarín 4 : Trouxe mais consistência física, ainda tentou o remate de longe (62'), mas não acrescentou mais nada.
James Rodríguez 5 : Pedia-se que abrisse mais na esquerda e o colombiano fez por isso. Teve o mérito de surgir na grande-área com perigo e sofrer a falta para o penálti.
Defour 4 : Trabalhou, mas não podia ter influência no jogo com tão pouco tempo em campo e uma equipa a pensar mais com o coração do que com a cabeça.
PS . A presença de Pinto da Costa nos treinos
Não acredito que por si só a presença de Pinto da Costa no treinos vá resolver os problemas detectados na equipa! A equipa joga mal porque está mal preparada e mal orientada, ponto final. Sendo assim só com mudança de estratégia, de conceitos e de pelo menos a substituição do preparador físico, poderá galvanizar e levar o grupo a conquistar o sucesso.