17-12-2008 FUTEBOL - Dragão objectivo
Acerto de calendário e nono sucesso consecutivo, num final de ano de aparições constantes e ritmos exigentes. O Dragão desceu à Amadora para vencer um opositor complicado e reforçar a sua autoridade de Tricampeão. Num terreno difícil o FC Porto lá conseguiu impôr a sua superioridade.
A equipa do FC Porto começou o jogo com atitude e dando a demonstrar que queria resolver o jogo cedo, posicionando-se para lá do meio-campo e exibindo intenções logo no primeiro minuto, com Fucile a disparar para defesa apertada de Nélson, guarda-redes que viria a cotar-se como um dos melhores do Estrela. Sem meias medidas, o F.C. Porto empurrava o adversário para as cordas, com Hulk a deixar meio mundo a ler-lhe o nome nas costas, antes de servir Lucho para uma jogada que merecia terminar em golo.
O golo acabaria de acontecer pouco depois, no instante em que Lisandro cabeceou para a baliza não dando qualquer chance a Nelson uma bola endossada por Fucile. A simplicidade perfeita numa jogada que nem as más condições do relvado podiam estragar.
Refeito do festejo, o Dragão continuou a atacar, deixando Rodríguez na cara do golo. O esquerdino ensaiou o remate, mas foi empurrado por um defesa, o que terá condicionado a finalização e lançado o Estrela para uma arrancada esporádica que terminaria num golo inesperado, num empate aberrante, saído do corpo de Moreno, que apenas tentava evitar o corte de Fucile.
Este golo do Estrela nem sequer abanou o F.C. Porto. Um livre de Hulk, e um remate desviado de Raul Meireles recuperavam rapidamente as incidências e desenhavam nova vantagem azul e branca, que até poderia ter surgido aos 40 minutos, quando Carreira desviou com a mão uma cabeçada de Lisandro, sem que fosse assinalada grande penalidade. A justiça compareceu à saída para o intervalo, com Raul Meireles a colocar a bola na cabeça de Rodríguez e este a desviar sem hipóteses de defesa.
Na segunda parte, novamente sem justificar, o Estrela chegaria a nova igualdade. Desta vez, porém, Hulk desfez os festejos logo a seguir. Recebeu, virou-se, apontou e… Fantástico! Também de pé esquerdo, agora com o couro parado e a aguardar coordenadas certas, Rodríguez engordou o marcador, oferecendo-lhe contornos mais justos.
Conclusão: O FC Porto ganhou o jogo num campo difícil, e cujo relvado mal tratado impedia o futebol mais técnico azul e branco. De salientar a grande atitude da equipa do FC Porto a par de alguma desconcentração defensiva.
FICHA DO JOGO Liga 2008/09 – 9ª jornada
Estádio José Gomes, na AmadoraÁrbitro: Paulo Baptista (Portalegre)Assistentes: Luís Tavares e José Braga4º árbitro: Bruno Esteves
ESTRELA DA AMADORA: Nélson; Hugo Gomes, Mustafá, Carreira «cap.» e Moreno; Celestino, Marcelo Goianiria, Fernando Alexandre e Vidigal; Silvestre Varela e AnselmoSubstituições: Mustafá por Ndiaye (20m), Celestino por Pedro Pereira (65m) e Anselmo por Rui Varela (73m)Não utilizados: Filipe Mendes, Jardel, Marco Paulo e Nelson PedrosoTreinador: Lázaro Oliveira
F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Pedro Emanuel «cap.»; Fernando, Raul Meireles e Lucho González; Lisandro Lopez, Hulk e RodríguezSubstituições: Raul Meireles por Guarin (85m), Hulk por Mariano Gonzalez (88m) e Pedro Emanuel por Tomás Costa (90m)Não utilizados: Nuno, Stepanov, Benitez e FaríasTreinador: Jesualdo Ferreira
Ao intervalo: 1-2Marcadores: Lisandro Lopez (10m), Moreno (27m), Rodríguez (45 e 85m), Vidigal (62m) e Hulk (64m)Disciplina: Cartão amarelo a Carreira (45 e 83m) e Vidigal (53m)
Helton 5
Terá sofrido o golo mais estranho da sua carreira no dia em que completou cem jogos pelo FC Porto. No segundo, também pouco mais podia fazer. A melhor intervenção foi a um cruzamento de Varela no início da segunda parte.
Fucile 5
Numa altura em que se fazem compilações das situações mais bizarras do desporto, o golo que nasceu da sua tentativa de aliviar a bola estará seguramente no pódio. Depois ficou a ver Vidigal antecipar-se para o segundo. Dois momentos que não apagam uma exibição globalmente boa. Muito ofensivo, foi o autor do primeiro remate perigoso e da assistência para o golo de Lisandro.
Rolando 5
Terá cometido grande penalidade sobre NDiaye num lance que passou despercebido a Paulo Baptista. Usou muito o físico, mas é justo dizer que não comprometeu.
Bruno Alves 6
Não teve qualquer responsabilidade nos dois golos sofridos por Helton. Comandou a defesa impondo-se nas alturas.
Pedro Emanuel 5
Apesar de ter marcado pelo outro, foi pelo seu lado que o Estrela procurou atacar, à custa de Celestino, cuja velocidade obrigou o adaptado defesa portista a muito trabalho. Alguns problemas de acompanhamento, compensados com o sentido posicional.
Fernando 8
Começou o jogo com um passe perigoso para Anselmo. Depois, a perfeição. Preencheu muito bem os espaços, pressionou, efectuou cortes fantásticos e ainda mostrou uma grande visão de jogo. Num desses passes, isolou Rodríguez na cara de Nelson.
Raul Meireles 7
Sentiu mais dificuldades em adaptar-se ao relvado escorregadio do que a encontrar espaços para desequilibrar a defesa estrelista. Aos 36', falhou o desvio já na pequena área. Foi ainda uma preciosa ajuda para Pedro Emanuel na esquerda.
Lucho 5
Continua discreto, mas voltou a cumprir os 90 minutos. Mais ofensivo no segundo tempo, combinou bem, a espaços, com Lisandro e Hulk. Parece melhor fisicamente.
Rodríguez 8
O primeiro bis ao serviço do FC Porto e a conquista total dos adeptos. Primeiro, marcou de cabeça - um bom golo, diga-se - depois de ter falhado outro bem mais fácil, quando surgiu sozinho na cara de Nelson. Encerrou as contas do jogo num livre directo. Mas o seu trabalho não se resumiu à finalização: correu, pressionou e cruzou. Está a subir de forma.
Lisandro 7
Foi o mais rematador do FC Porto. Abriu as hostilidades com um bom golo de cabeça e só não voltou a festejar, porque Nelson não deixou. Jogou mais no centro, correndo quilómetros.
Guarín -
Entrou aos 84' para cumprir as mesmas funções de Raul Meireles.
Mariano -
Cinco minutos da entrega habitual.
Tomás Costa -
Entrou nos descontos apenas para queimar tempo.
Jesualdo Ferreira - "Percorremos longo caminho"
..."A verdade é que conseguimos sair sempre das situações mais difíceis, ganhámos com todo o mérito e subimos mais um lugar", resumiu, sem passar ao lado dos golos sofridos, o primeiro num tremendo azar de Fucile, que obrigou o agora segundo classificado a reagir e pôs em evidência a "grande atitude" que viria a decidir o jogo: "Sempre com uma perspectiva ofensiva muito vincada, com três avançados que não são fáceis de travar, ainda com algumas situações de entendimento que não estão conseguidas em absoluto, o FC Porto foi muito forte para o Estrela" e mostrou que, tal como o técnico afirmou desde o início, o tempo faz justiça ao plantel. "Ninguém aprende tudo no primeiro dia, tivemos de fazer vários ajustamentos, percorrer um longo caminho, e isso foi bom para o FC Porto. Não é fácil chegar ao sucesso, e isso obrigou-nos a trabalhar mais. Treinámos muito, trabalhámos muito. Tínhamos de fazer este trajecto, não havia outra forma de chegarmos aqui, mas creio que ainda estamos muito longe daquilo que esta equipa pode dar." "Agora as coisas estão mais equilibradas", admitiu, tendo como exemplo Rodríguez. "Chegamos ao fim de quatro, cinco meses de trabalho com um conhecimento muito mais profundo dos jogadores, e é natural que, pela qualidade deles e pela forma como trabalhamos, apareçam rendimentos melhores colectivamente."
Incondicional adepto do FC Porto FC Porto o melhor Clube português *Dragão!You are the best!*
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Jesualdo Ferreira - Entrevista (excerto)
Considera que o FC Porto deu algum avanço aos adversários nesta época?
Não ganhámos os pontos que deveríamos ter ganho, mas não demos avanço a ninguém. Simplesmente não conseguimos.
Depois dum período conturbado, a equipa venceu oito jogos consecutivos. Que balanço faz da temporada?
Até este momento, é o de uma época positiva, embora saibamos que podíamos ter feito melhor, em especial no campeonato. Não me parece que a equipa tenha menos talento do que nos últimos anos, temos é mais jogadores novos e nem sempre é fácil que todos se revelem na sua plenitude num curto espaço de tempo. O futebol vive fundamentalmente daquilo que se treina diariamente e sinto que a equipa melhorou de condição, evoluiu.
O FC Porto continua a lutar por todos os objectivos da época, ao contrário do líder Benfica. Isso pode prejudicar a equipa no campeonato?
É verdade que estamos envolvidos em quatro competições que garantem um calendário muito denso entre Janeiro e Maio e isso obriga a que todos jogadores estejam preparados e motivados para jogar e lidar com essas exigências. Mas é isto que pretendemos; tal como nos outros anos, queremos estar no maior número de competições durante muito tempo.
"Temos de estabilizar comportamentos"
Nos últimos tempos tem dirigido algumas críticas à atitude da equipa, como em Cinfães, por exemplo. Porque o faz?
Há momentos em que determinados comportamentos da equipa não funcionam como eu quero. Normalmente, resolvo estes assuntos internamente, mas há determinadas situações que são tão claras que não me parece correcto estar a fazer declarações que não correspondam a uma realidade visível. Quando a equipa faz o que eu quero, também venho dizer que os jogadores são fantásticos. Por exemplo, no jogo com o Sertanense, que era tão difícil como o encontro com o Cinfães, elogiei-lhes o comportamento.
Mas então, a que se deve essas oscilações da equipa?
Ao fim destes três meses ainda continuamos a ter que lidar com a integração de muitos jogadores novos. Estamos a alcançar vitórias, mas estes jogadores são os mesmos que há dois meses estavam a registar maus resultados. As coisas não passam do oito para o 80 num estalar de dedos. Há momentos em que é importante que esses comportamentos tácticos e mentais sejam o mais constantes possível, no sentido de valorizar um conjunto de jogadores que têm trabalhado para se integrar rapidamente. É isso que estamos a fazer.
"Guarín foi um exemplo"
Tem insistido nos elogios a Guarín. Porquê?
Há um conjunto de jogadores que chegaram há pouco tempo e que têm feito um grande esforço no sentido de se integrarem rapidamente. É o caso de Guarín. Mas ele foi um exemplo neste jogo, porque mesmo não jogando bem, teve sempre uma grande capacidade de trabalho e uma grande motivação por jogar. E não digo isto porque marcou dois golos.
Há uns tempos também defendeu Benítez das críticas, mas a verdade é que raramente o voltou a utilizar. Que se passa com ele?
Está a treinar bem, como sempre, e é um profissional muito sério. Teve algumas dificuldades e, nessas circunstâncias, proteger o jogador é uma forma de treino e de evolução.
Mas sente que tem um problema no lado esquerdo da defesa, onde tem vindo a jogar um defesa-central?
Não tenho tido... No ano passado, também tínhamos dois laterais esquerdos e jogava lá um central...
"Tudo bem com Tarik"
A meio da conferência de imprensa, Jesualdo Ferreira decidiu abrir um parêntesis para falar sobre Tarik. O professor negou algum tipo de problema disciplinar com o extremo marroquino e explicou que a intermitência do jogador se deve exclusivamente a problemas físicos. "Vi escrito na comunicação social que eu teria um problema com o Tarik. Provavelmente, fiz uma cara diferente ou um gesto mais agressivo num determinado momento, e as pessoas interpretam aquilo conforme lhes deu mais jeito. Mas eu não sou actor. Posto isto, não existe nenhum problema pessoal com o Tarik; o que existe são alguns problemas físicos do jogador, que se manifestaram mais neste último jogo", explicou.
Guarín terá reforçado estatuto em Cinfães
Jesualdo já disse de Guarín que era um dos mais prejudicados com os jogos da selecção e as correspondentes viagens longas, contando com pequenos problemas físicos que o foram afectando pelo meio, porque era uma conjuntura que não permitia a melhor adaptação do jogador. Pois nos últimos jogos, Guarín tem revelado uma faceta inesperada, ao apontar quatro golos. A série começou na Intercalar, contra o Paços, repetiu-se em Setúbal e por duas vezes em Cinfães.
Lista de convocados
Guarda-redes : Helton, Nuno
Defesas : Fucile, Pedro Emanuel, Bruno Alves, Rolando, Benítez, Stepanov
Médios : Fernando, Guarín, Lucho, Raul Meireles, Tomás Costa
Avançados : Lisandro, Farías, Hulk, Mariano, Candeias, Rodríguez
Não ganhámos os pontos que deveríamos ter ganho, mas não demos avanço a ninguém. Simplesmente não conseguimos.
Depois dum período conturbado, a equipa venceu oito jogos consecutivos. Que balanço faz da temporada?
Até este momento, é o de uma época positiva, embora saibamos que podíamos ter feito melhor, em especial no campeonato. Não me parece que a equipa tenha menos talento do que nos últimos anos, temos é mais jogadores novos e nem sempre é fácil que todos se revelem na sua plenitude num curto espaço de tempo. O futebol vive fundamentalmente daquilo que se treina diariamente e sinto que a equipa melhorou de condição, evoluiu.
O FC Porto continua a lutar por todos os objectivos da época, ao contrário do líder Benfica. Isso pode prejudicar a equipa no campeonato?
É verdade que estamos envolvidos em quatro competições que garantem um calendário muito denso entre Janeiro e Maio e isso obriga a que todos jogadores estejam preparados e motivados para jogar e lidar com essas exigências. Mas é isto que pretendemos; tal como nos outros anos, queremos estar no maior número de competições durante muito tempo.
"Temos de estabilizar comportamentos"
Nos últimos tempos tem dirigido algumas críticas à atitude da equipa, como em Cinfães, por exemplo. Porque o faz?
Há momentos em que determinados comportamentos da equipa não funcionam como eu quero. Normalmente, resolvo estes assuntos internamente, mas há determinadas situações que são tão claras que não me parece correcto estar a fazer declarações que não correspondam a uma realidade visível. Quando a equipa faz o que eu quero, também venho dizer que os jogadores são fantásticos. Por exemplo, no jogo com o Sertanense, que era tão difícil como o encontro com o Cinfães, elogiei-lhes o comportamento.
Mas então, a que se deve essas oscilações da equipa?
Ao fim destes três meses ainda continuamos a ter que lidar com a integração de muitos jogadores novos. Estamos a alcançar vitórias, mas estes jogadores são os mesmos que há dois meses estavam a registar maus resultados. As coisas não passam do oito para o 80 num estalar de dedos. Há momentos em que é importante que esses comportamentos tácticos e mentais sejam o mais constantes possível, no sentido de valorizar um conjunto de jogadores que têm trabalhado para se integrar rapidamente. É isso que estamos a fazer.
"Guarín foi um exemplo"
Tem insistido nos elogios a Guarín. Porquê?
Há um conjunto de jogadores que chegaram há pouco tempo e que têm feito um grande esforço no sentido de se integrarem rapidamente. É o caso de Guarín. Mas ele foi um exemplo neste jogo, porque mesmo não jogando bem, teve sempre uma grande capacidade de trabalho e uma grande motivação por jogar. E não digo isto porque marcou dois golos.
Há uns tempos também defendeu Benítez das críticas, mas a verdade é que raramente o voltou a utilizar. Que se passa com ele?
Está a treinar bem, como sempre, e é um profissional muito sério. Teve algumas dificuldades e, nessas circunstâncias, proteger o jogador é uma forma de treino e de evolução.
Mas sente que tem um problema no lado esquerdo da defesa, onde tem vindo a jogar um defesa-central?
Não tenho tido... No ano passado, também tínhamos dois laterais esquerdos e jogava lá um central...
"Tudo bem com Tarik"
A meio da conferência de imprensa, Jesualdo Ferreira decidiu abrir um parêntesis para falar sobre Tarik. O professor negou algum tipo de problema disciplinar com o extremo marroquino e explicou que a intermitência do jogador se deve exclusivamente a problemas físicos. "Vi escrito na comunicação social que eu teria um problema com o Tarik. Provavelmente, fiz uma cara diferente ou um gesto mais agressivo num determinado momento, e as pessoas interpretam aquilo conforme lhes deu mais jeito. Mas eu não sou actor. Posto isto, não existe nenhum problema pessoal com o Tarik; o que existe são alguns problemas físicos do jogador, que se manifestaram mais neste último jogo", explicou.
Guarín terá reforçado estatuto em Cinfães
Jesualdo já disse de Guarín que era um dos mais prejudicados com os jogos da selecção e as correspondentes viagens longas, contando com pequenos problemas físicos que o foram afectando pelo meio, porque era uma conjuntura que não permitia a melhor adaptação do jogador. Pois nos últimos jogos, Guarín tem revelado uma faceta inesperada, ao apontar quatro golos. A série começou na Intercalar, contra o Paços, repetiu-se em Setúbal e por duas vezes em Cinfães.
Lista de convocados
Guarda-redes : Helton, Nuno
Defesas : Fucile, Pedro Emanuel, Bruno Alves, Rolando, Benítez, Stepanov
Médios : Fernando, Guarín, Lucho, Raul Meireles, Tomás Costa
Avançados : Lisandro, Farías, Hulk, Mariano, Candeias, Rodríguez
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Convocados para o jogo com o Estrela
Desta forma, e depois da utilização em Cinfães dos jogadores menos utilizados, está de regresso o onze-base de Jesualdo Ferreira, aquele que foi mais vezes utilizado na série de oito vitórias consecutivas conseguidas no último mês e meio. Com Helton na baliza, para além de Fucile e Pedro Emanuel, na defesa permanecem Rolando e Bruno Alves. O meio-campo será composto por Fernando, Lucho e Raul Meireles. Na frente também não haverá mexidas em relação às últimas escolhas de Jesualdo Ferreira no campeonato. Rodríguez, Hulk e Lisandro serão os homens mais perto da baliza do Estrela e aqueles sobre os quais recairão maiores responsabilidades de fazer golos.
Pelas indicações do jogo de Cinfães e também pelas palavras do treinador, Guarín parece ser, nesta altura, o elemento mais perto de entrar na estrutura titular. Uma questão a confirmar nos próximos jogos. Depois do Estrela, o FC Porto recebe o Marítimo no Estádio do Dragão, entrando depois de férias.
Guarin provou em Cinfães ser mais um nr. 8 do que um nr. 6 . É um médio que marca golos e por isso deve ser utilizado no ataque.
Mais solução do que problema
JORGE MAIA
Ainda que tenha merecido os elogios de Jesualdo Ferreira no final do jogo com o Cinfães, Guarín não deve ser uma opção para o onze titular do FC Porto tão cedo. Não que lhe faltem qualidades técnicas ou capacidade física, mas porque simplesmente ainda não tem espaço em nenhuma das posições do triângulo que define o meio-campo portista. Fernando tem crescido a cada jogo e, mesmo sem fazer esquecer completamente Paulo Assunção, começa a revelar a mesma segurança do antecessor e uma superior capacidade para o desenvolvimento dos balanços ofensivos da equipa. Mais à frente, Raul Meireles e Lucho têm sido mais ou menos indiscutíveis ao longo das últimas temporadas e não se prevê que esse estatuto sofra alterações a curto prazo. O que não invalida o facto de Guarín aumentar o leque de soluções à disposição de Jesualdo Ferreira no banco, podendo até roubar o estatuto de primeira opção que Tomás Costa tem desfrutado.
Pelas indicações do jogo de Cinfães e também pelas palavras do treinador, Guarín parece ser, nesta altura, o elemento mais perto de entrar na estrutura titular. Uma questão a confirmar nos próximos jogos. Depois do Estrela, o FC Porto recebe o Marítimo no Estádio do Dragão, entrando depois de férias.
Guarin provou em Cinfães ser mais um nr. 8 do que um nr. 6 . É um médio que marca golos e por isso deve ser utilizado no ataque.
Mais solução do que problema
JORGE MAIA
Ainda que tenha merecido os elogios de Jesualdo Ferreira no final do jogo com o Cinfães, Guarín não deve ser uma opção para o onze titular do FC Porto tão cedo. Não que lhe faltem qualidades técnicas ou capacidade física, mas porque simplesmente ainda não tem espaço em nenhuma das posições do triângulo que define o meio-campo portista. Fernando tem crescido a cada jogo e, mesmo sem fazer esquecer completamente Paulo Assunção, começa a revelar a mesma segurança do antecessor e uma superior capacidade para o desenvolvimento dos balanços ofensivos da equipa. Mais à frente, Raul Meireles e Lucho têm sido mais ou menos indiscutíveis ao longo das últimas temporadas e não se prevê que esse estatuto sofra alterações a curto prazo. O que não invalida o facto de Guarín aumentar o leque de soluções à disposição de Jesualdo Ferreira no banco, podendo até roubar o estatuto de primeira opção que Tomás Costa tem desfrutado.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
FC Porto - Onze definido e retocado
*
Se é verdade que Jesualdo Ferreira nunca repetiu uma equipa desde o início da época, por variadas razões, também é certo que nos últimos oito jogos deu mais minutos a onze jogadores. Ora, isso também está intimamente ligado à subida de forma e ao aumento de entrosamento entre os sectores. Nas palavras do treinador, a equipa está a crescer.
Com Helton, Bruno Alves e Rolando intactos, Fucile jogou mais vezes à direita e Pedro Emanuel actuou mais vezes à esquerda. No meio-campo, o tridente formado por Fernando, Lucho e Raul Meireles só foi mexido por necessidade de gestão num ou noutro jogo. Aqui houve algumas correcções de posicionamento. Lucho apoia o ataque pela direita e Rodríguez está mais recuado no relvado com liberdade para aparecer ao meio. No ataque, Lisandro foi desviado do centro para a entrada de Hulk. Isto não quer dizer que o goleador argentino não apareça na posição nove. O sistema está mais maleável e por vezes parece-se com um 4-4-2. Para já, está a dar frutos.
Lições do melhor aluno
CARLOS GOUVEIA
A atitude, pressão, recuperações de bola, qualidade de passe e golos. Assim se resume a exibição de Guarín em Cinfães, onde foi dos melhores em campo. Um pontapé no marasmo geral que até mereceu rasgados elogios de Jesualdo Ferreira, um técnico que gosta pouco de particularizar ou destacar as prestações dos seus atletas. No sábado, o FC Porto carimbou o acesso aos quartos-de-final da Taça de Portugal - cumpriu o objectivo traçado - mas a exibição não acompanhou os números do resultado. E Jesualdo admitiu-o.
Escaparam à crítica Farías, Candeias e Guarín. O colombiano está a atravessar um bom momento de forma - é o segundo jogo seguido que marca - e no sábado deu uma autêntica lição aos companheiros. Não só provou que é um aluno aplicado, cumprindo na íntegra aquilo que o professor lhe pediu, como confirmou que a sua atitude não muda consoante o nome do adversário. Um reparo: as perdas de bola resultantes de passes curtos errados foram altas.
O JOGO reviu o jogo da Taça para acompanhar ao pormenor as movimentações de Guarín, destacando-se nas recuperações de bola, nos passes longos e nos remates. Por partes, embora tenha actuado numa zona um pouco mais avançada do que o habitual, o colombiano pressionou bastante os adversários, tendo conseguido recuperar a bola 17 vezes, muitas das quais ainda no meio-campo contrário. A visão de jogo e qualidade de passe ficaram vincadas nos cinco passes longos e de ruptura, acrescentando-lhes 30 passes curtos correctos, a maioria ao primeiro toque. Depois, a eficácia na finalização: dois remates, dois golos. Um dos quais de cabeça, uma estreia na sua carreira, conforme revelou no final da partida.
Jesualdo Ferreira com mais jogos na Champions
Ponto interessante na caminhada portista na Champions, e obviamente com ligações directas no rendimento exibicional e de resultados, é o facto de Jesualdo Ferreira estar prestes a tornar-se no treinador com mais jogos naquela competição. Com o Arsenal somou o 22º jogo e igualou Fernando Santos. Com o regresso da Liga dos Campeões em Fevereiro, o recorde passará a ser do professor. Comparando os dois percursos dos treinadores com mais jogos na Liga dos Campeões (apenas nesta competição), o de Jesualdo Ferreira é melhor. Tem 11 vitórias, cinco empates e seis derrotas, ao passo que os números de Fernando Santos indicam nove vitórias, quatro empates e nove derrotas.
Potencial inexplorado
JORGE MAIA
Há dois meses, numa altura em que já toda a gente se entretinha a tirar as medidas ao FC Porto para lhe encomendar o respectivo caixão, escrevi aqui que as notícias da morte do tricampeão nacional eram bastante exageradas. Hoje, confirma-se que a equipa de Jesualdo Ferreira está bem viva e aos pontapés. É verdade que ainda nem todos os pontapés têm a melhor direcção e que aos excelentes resultados conseguidos nos últimos tempos nem sempre corresponderam exibições do mesmo calibre, mas ganhar também pode ser uma questão de hábito e oito vitórias consecutivas não acontecem por acaso. O FC Porto cresceu nos últimos dois meses. Ainda tem alguns problemas de coordenação, como acontece naqueles adolescentes que crescem muito e muito depressa, mas, como eles, tem um potencial quase ilimitado ainda por explorar. Certo é que, às portas do Natal, mesmo este FC Porto às vezes desengonçado já garantiu um lugar entre as melhores 16 equipas europeias, está apurado para os quartos-de-final da Taça de Portugal e mantém intactas as aspirações à revalidação do título. Quem pode dizer o mesmo?
Se é verdade que Jesualdo Ferreira nunca repetiu uma equipa desde o início da época, por variadas razões, também é certo que nos últimos oito jogos deu mais minutos a onze jogadores. Ora, isso também está intimamente ligado à subida de forma e ao aumento de entrosamento entre os sectores. Nas palavras do treinador, a equipa está a crescer.
Com Helton, Bruno Alves e Rolando intactos, Fucile jogou mais vezes à direita e Pedro Emanuel actuou mais vezes à esquerda. No meio-campo, o tridente formado por Fernando, Lucho e Raul Meireles só foi mexido por necessidade de gestão num ou noutro jogo. Aqui houve algumas correcções de posicionamento. Lucho apoia o ataque pela direita e Rodríguez está mais recuado no relvado com liberdade para aparecer ao meio. No ataque, Lisandro foi desviado do centro para a entrada de Hulk. Isto não quer dizer que o goleador argentino não apareça na posição nove. O sistema está mais maleável e por vezes parece-se com um 4-4-2. Para já, está a dar frutos.
Lições do melhor aluno
CARLOS GOUVEIA
A atitude, pressão, recuperações de bola, qualidade de passe e golos. Assim se resume a exibição de Guarín em Cinfães, onde foi dos melhores em campo. Um pontapé no marasmo geral que até mereceu rasgados elogios de Jesualdo Ferreira, um técnico que gosta pouco de particularizar ou destacar as prestações dos seus atletas. No sábado, o FC Porto carimbou o acesso aos quartos-de-final da Taça de Portugal - cumpriu o objectivo traçado - mas a exibição não acompanhou os números do resultado. E Jesualdo admitiu-o.
Escaparam à crítica Farías, Candeias e Guarín. O colombiano está a atravessar um bom momento de forma - é o segundo jogo seguido que marca - e no sábado deu uma autêntica lição aos companheiros. Não só provou que é um aluno aplicado, cumprindo na íntegra aquilo que o professor lhe pediu, como confirmou que a sua atitude não muda consoante o nome do adversário. Um reparo: as perdas de bola resultantes de passes curtos errados foram altas.
O JOGO reviu o jogo da Taça para acompanhar ao pormenor as movimentações de Guarín, destacando-se nas recuperações de bola, nos passes longos e nos remates. Por partes, embora tenha actuado numa zona um pouco mais avançada do que o habitual, o colombiano pressionou bastante os adversários, tendo conseguido recuperar a bola 17 vezes, muitas das quais ainda no meio-campo contrário. A visão de jogo e qualidade de passe ficaram vincadas nos cinco passes longos e de ruptura, acrescentando-lhes 30 passes curtos correctos, a maioria ao primeiro toque. Depois, a eficácia na finalização: dois remates, dois golos. Um dos quais de cabeça, uma estreia na sua carreira, conforme revelou no final da partida.
Jesualdo Ferreira com mais jogos na Champions
Ponto interessante na caminhada portista na Champions, e obviamente com ligações directas no rendimento exibicional e de resultados, é o facto de Jesualdo Ferreira estar prestes a tornar-se no treinador com mais jogos naquela competição. Com o Arsenal somou o 22º jogo e igualou Fernando Santos. Com o regresso da Liga dos Campeões em Fevereiro, o recorde passará a ser do professor. Comparando os dois percursos dos treinadores com mais jogos na Liga dos Campeões (apenas nesta competição), o de Jesualdo Ferreira é melhor. Tem 11 vitórias, cinco empates e seis derrotas, ao passo que os números de Fernando Santos indicam nove vitórias, quatro empates e nove derrotas.
Potencial inexplorado
JORGE MAIA
Há dois meses, numa altura em que já toda a gente se entretinha a tirar as medidas ao FC Porto para lhe encomendar o respectivo caixão, escrevi aqui que as notícias da morte do tricampeão nacional eram bastante exageradas. Hoje, confirma-se que a equipa de Jesualdo Ferreira está bem viva e aos pontapés. É verdade que ainda nem todos os pontapés têm a melhor direcção e que aos excelentes resultados conseguidos nos últimos tempos nem sempre corresponderam exibições do mesmo calibre, mas ganhar também pode ser uma questão de hábito e oito vitórias consecutivas não acontecem por acaso. O FC Porto cresceu nos últimos dois meses. Ainda tem alguns problemas de coordenação, como acontece naqueles adolescentes que crescem muito e muito depressa, mas, como eles, tem um potencial quase ilimitado ainda por explorar. Certo é que, às portas do Natal, mesmo este FC Porto às vezes desengonçado já garantiu um lugar entre as melhores 16 equipas europeias, está apurado para os quartos-de-final da Taça de Portugal e mantém intactas as aspirações à revalidação do título. Quem pode dizer o mesmo?
domingo, 14 de dezembro de 2008
Cinfães 1 FC Porto 4 - Taça de Portugal
13-12-2008
Constatação: A grande maioria dos jogadores que jogaram, são as segundas opções e por via disso como não jogam, revelaram falta de ritmo, e terem os indices de confiança em baixo. É evidente que é preciso jogar para se ter ritmo e se adquirir a confiança necessária indispensável às boas exibições.
Guarín só deu dois minutos ao sonho
Tudo mudou após o intervalo, com Farías a desfazer dúvidas: além do golo, assistiria Candeias no lance que selou a qualificação portista para os quartos-de-final da Taça de Portugal e a oitava vitória consecutiva dos Dragões. Guarín, uma das figuras maiores do encontro, marcou antes e depois.
FICHA DE JOGO
Taça de Portugal, Oitavos-de-final13 de Dezembro de 2008Estádio Municipal Prof. Cerveira Pinto, em CinfãesAssistência: 7.500 espectadores
Árbitro: João Capela (Lisboa)Assistentes: Gabínio Evaristo e Luís Campos4º Árbitro: António Resende
CINFÃES: Miguel Matos; Nakata, Jonas, Kipulo e Luís; Pinto, Rogério e Rui Gonçalves; Mauro, Sérgio Silva e MikiSubstituições: Mauro por Zé Pedro (85m), André Pinto por Serra (86m) e Sérgio Silva por Sidon (88m)Não utilizados: Padeiro, Domingos, Carlitos e NogueiraTreinador: Vítor Moreira
F.C. PORTO: Nuno; Tengarrinha, Stepanov, Rolando e Lino; Tomás Costa, Pelé e Guarin; Sektioui, Farías e MarianoSubstituições: Tengarrinha por Candeias (35m), Sektioui por Hulk (71m) e Farías por Rabiola (87m)Não utilizados: Ventura, Benítez, Lucho e BolattiTreinador: Jesualdo FerreiraAo intervalo: 0-0Marcadores: Farías (52m), Sérgio Silva (76m), Guarin (78m e 86m) e Candeias (82m) Disciplina: nada a assinalar
O FC Porto um a um
CARLOS GOUVEIA
Nuno 5
Apesar do ímpeto dos homens da casa e de a bola ter rondado várias vezes a sua área, acabou por não ser obrigado a grandes intervenções. Controlou bem os cruzamentos e saiu bem dos postes. Nada podia fazer no golo.
Tengarrinha 4
Não foi por estar a jogar mal que saiu aos 34', mas porque era preciso sacrificar alguém para tentar "acordar" a equipa. Calhou ao mais novo. Antes, ofereceu o corpo à bola, evitando que um remate de Miki seguisse para a baliza.
Stepanov 4
Um toque de calcanhar em zona proibida quase resultou num golo madrugador do Cinfães. O erro maior de uma tarde em que acabou por cumprir sem outros sobressaltos.
Rolando 5
Não devia estar a contar com a entrada forte do Cinfães e demorou a acertar. Antes, alguns erros: cedeu um canto desnecessário e uma fífia ao não cortar uma bola que permitiu a Mauro criar pânico.
Lino 4
Os lances mais perigosos do Cinfães nasceram do seu lado. A culpa foi da rapidez e técnica de Mauro, mas também da displicência do brasileiro. A mesma que permitiu que Sérgio Silva fizesse o golo do empate. Redimiu-se ao marcar o livre para Guarín, que devolveu a vantagem ao FC Porto.
Pelé 5
Desastrado no passe, imponente na recuperação de jogo, impondo bem o físico. Subiu de rendimento no segundo tempo quando se aproximou mais da área do Cinfães e melhorou a qualidade do passe.
Tomás Costa 5
Começou no miolo, mas a bola nessa altura andava por outros lados. Fechou à direita a partir da meia-hora, contendo as investidas de Miki e Luís. E ainda teve pernas para dar alguma profundidade.
Guarín 6
Dois bonitos golos - um de cabeça, inédito na sua carreira - num jogo em que parecia condenado a receber uma nota mais baixa. Lutou bastante e recuperou bolas, é certo, mas também algumas.
..."Queremos chegar ao primeiro lugar do campeonato e vamos continuar a trabalhar muito para isso", prometeu. O colombiano reconheceu que, o Cinfães "complicou as coisas" e que Jesualdo pediu mais à equipa. "Tínhamos de jogar melhor e acabámos por impor o nosso jogo", sustentou. E desta vez, Guarín até jogou na posição que prefere. "Assim posso fazer assistências e rematar mais", concluiu.
Mariano 5
Como extremo pouco acrescentou ao jogo, sobretudo porque sofreu bastantes faltas. Mais tarde, recuou para o meio-campo e melhorou. Assumiu a responsabilidade da construção de jogo. Num lance individual, deixou três adversários para trás e rematou para uma defesa incompleta que resultaria no golo inaugural.
Tarik 4
Esteve tempo a mais em campo. Um desastre no remate, nas fintas e na entrega a um jogo em que deveria ter dado mais, muito mais, para convencer Jesualdo Ferreira a devolver-lhe um espaço que já foi seu, por mérito, no onze habitual.
Candeias 6
Aposta acertada de Jesualdo Ferreira para dar acutilância ao ataque. Começou com uma boa antecipação seguida de remate, colocando de imediato a defesa do Cinfães em sentido. Depois, o golo num rápido contra-ataque, concluído com um bom remate cruzado.
Hulk 4
Foi obrigado a entrar, o que só abona a favor do Cinfães. Ajudou a encostar o adversário às cordas.
Rabiola -
Os primeiros minutos da época com a equipa principal. Um prémio merecido depois do calvário de sete meses.
Jesualdo Ferreira
"Atitude mental reprovável"
Três dias depois de ter elogiado a maturidade da equipa, na vitória sobre o Arsenal, Jesualdo Ferreira viu-se obrigado a mudar o discurso. A Taça, lamentou, mostrou uma "atitude mental reprovável", e que teve uma excepção: Guarín. "Fica aqui o destaque para o Fredy [Guarín], que interpretou o que queríamos, um jogo de equipa. Fez dois golos, foi um exemplo para o presente e para o futuro", sublinhou o técnico portista, numa rara individualização do mérito. Jesualdo Ferreira enumerou as virtudes que o jogo ofereceu e que a equipa desprezou. Um "excelente relvado, curto e muito rápido, molhado", tornou "difícil controlar a bola", e um adversário "rápido nas transições defensivas", que deixou o tricampeão com "falta de espaço", exigia "uma equipa mais forte", lamentou. Candeias entrou para "dar maior velocidade nas faixas", mas a vitória tardou. "Na segunda parte, o FC Porto nunca conseguiu controlar, senão a partir do 2-1", recordou, incomodado com a falta de motivação que alimentou a esperança do Cinfães - "Jogou muito bem", elogiou -, um risco evitável: "Quando se representa o FC Porto, é preciso uma atitude mais dignificante".
Constatação: A grande maioria dos jogadores que jogaram, são as segundas opções e por via disso como não jogam, revelaram falta de ritmo, e terem os indices de confiança em baixo. É evidente que é preciso jogar para se ter ritmo e se adquirir a confiança necessária indispensável às boas exibições.
Guarín só deu dois minutos ao sonho
Tudo mudou após o intervalo, com Farías a desfazer dúvidas: além do golo, assistiria Candeias no lance que selou a qualificação portista para os quartos-de-final da Taça de Portugal e a oitava vitória consecutiva dos Dragões. Guarín, uma das figuras maiores do encontro, marcou antes e depois.
FICHA DE JOGO
Taça de Portugal, Oitavos-de-final13 de Dezembro de 2008Estádio Municipal Prof. Cerveira Pinto, em CinfãesAssistência: 7.500 espectadores
Árbitro: João Capela (Lisboa)Assistentes: Gabínio Evaristo e Luís Campos4º Árbitro: António Resende
CINFÃES: Miguel Matos; Nakata, Jonas, Kipulo e Luís; Pinto, Rogério e Rui Gonçalves; Mauro, Sérgio Silva e MikiSubstituições: Mauro por Zé Pedro (85m), André Pinto por Serra (86m) e Sérgio Silva por Sidon (88m)Não utilizados: Padeiro, Domingos, Carlitos e NogueiraTreinador: Vítor Moreira
F.C. PORTO: Nuno; Tengarrinha, Stepanov, Rolando e Lino; Tomás Costa, Pelé e Guarin; Sektioui, Farías e MarianoSubstituições: Tengarrinha por Candeias (35m), Sektioui por Hulk (71m) e Farías por Rabiola (87m)Não utilizados: Ventura, Benítez, Lucho e BolattiTreinador: Jesualdo FerreiraAo intervalo: 0-0Marcadores: Farías (52m), Sérgio Silva (76m), Guarin (78m e 86m) e Candeias (82m) Disciplina: nada a assinalar
O FC Porto um a um
CARLOS GOUVEIA
Nuno 5
Apesar do ímpeto dos homens da casa e de a bola ter rondado várias vezes a sua área, acabou por não ser obrigado a grandes intervenções. Controlou bem os cruzamentos e saiu bem dos postes. Nada podia fazer no golo.
Tengarrinha 4
Não foi por estar a jogar mal que saiu aos 34', mas porque era preciso sacrificar alguém para tentar "acordar" a equipa. Calhou ao mais novo. Antes, ofereceu o corpo à bola, evitando que um remate de Miki seguisse para a baliza.
Stepanov 4
Um toque de calcanhar em zona proibida quase resultou num golo madrugador do Cinfães. O erro maior de uma tarde em que acabou por cumprir sem outros sobressaltos.
Rolando 5
Não devia estar a contar com a entrada forte do Cinfães e demorou a acertar. Antes, alguns erros: cedeu um canto desnecessário e uma fífia ao não cortar uma bola que permitiu a Mauro criar pânico.
Lino 4
Os lances mais perigosos do Cinfães nasceram do seu lado. A culpa foi da rapidez e técnica de Mauro, mas também da displicência do brasileiro. A mesma que permitiu que Sérgio Silva fizesse o golo do empate. Redimiu-se ao marcar o livre para Guarín, que devolveu a vantagem ao FC Porto.
Pelé 5
Desastrado no passe, imponente na recuperação de jogo, impondo bem o físico. Subiu de rendimento no segundo tempo quando se aproximou mais da área do Cinfães e melhorou a qualidade do passe.
Tomás Costa 5
Começou no miolo, mas a bola nessa altura andava por outros lados. Fechou à direita a partir da meia-hora, contendo as investidas de Miki e Luís. E ainda teve pernas para dar alguma profundidade.
Guarín 6
Dois bonitos golos - um de cabeça, inédito na sua carreira - num jogo em que parecia condenado a receber uma nota mais baixa. Lutou bastante e recuperou bolas, é certo, mas também algumas.
..."Queremos chegar ao primeiro lugar do campeonato e vamos continuar a trabalhar muito para isso", prometeu. O colombiano reconheceu que, o Cinfães "complicou as coisas" e que Jesualdo pediu mais à equipa. "Tínhamos de jogar melhor e acabámos por impor o nosso jogo", sustentou. E desta vez, Guarín até jogou na posição que prefere. "Assim posso fazer assistências e rematar mais", concluiu.
Mariano 5
Como extremo pouco acrescentou ao jogo, sobretudo porque sofreu bastantes faltas. Mais tarde, recuou para o meio-campo e melhorou. Assumiu a responsabilidade da construção de jogo. Num lance individual, deixou três adversários para trás e rematou para uma defesa incompleta que resultaria no golo inaugural.
Tarik 4
Esteve tempo a mais em campo. Um desastre no remate, nas fintas e na entrega a um jogo em que deveria ter dado mais, muito mais, para convencer Jesualdo Ferreira a devolver-lhe um espaço que já foi seu, por mérito, no onze habitual.
Candeias 6
Aposta acertada de Jesualdo Ferreira para dar acutilância ao ataque. Começou com uma boa antecipação seguida de remate, colocando de imediato a defesa do Cinfães em sentido. Depois, o golo num rápido contra-ataque, concluído com um bom remate cruzado.
Hulk 4
Foi obrigado a entrar, o que só abona a favor do Cinfães. Ajudou a encostar o adversário às cordas.
Rabiola -
Os primeiros minutos da época com a equipa principal. Um prémio merecido depois do calvário de sete meses.
Jesualdo Ferreira
"Atitude mental reprovável"
Três dias depois de ter elogiado a maturidade da equipa, na vitória sobre o Arsenal, Jesualdo Ferreira viu-se obrigado a mudar o discurso. A Taça, lamentou, mostrou uma "atitude mental reprovável", e que teve uma excepção: Guarín. "Fica aqui o destaque para o Fredy [Guarín], que interpretou o que queríamos, um jogo de equipa. Fez dois golos, foi um exemplo para o presente e para o futuro", sublinhou o técnico portista, numa rara individualização do mérito. Jesualdo Ferreira enumerou as virtudes que o jogo ofereceu e que a equipa desprezou. Um "excelente relvado, curto e muito rápido, molhado", tornou "difícil controlar a bola", e um adversário "rápido nas transições defensivas", que deixou o tricampeão com "falta de espaço", exigia "uma equipa mais forte", lamentou. Candeias entrou para "dar maior velocidade nas faixas", mas a vitória tardou. "Na segunda parte, o FC Porto nunca conseguiu controlar, senão a partir do 2-1", recordou, incomodado com a falta de motivação que alimentou a esperança do Cinfães - "Jogou muito bem", elogiou -, um risco evitável: "Quando se representa o FC Porto, é preciso uma atitude mais dignificante".
sábado, 13 de dezembro de 2008
Uma resposta à medida dos artigos de A Bola
As idades do Arsenal - Por Jesualdo Ferreira
Na segunda parte da conferência apareceu um Jesualdo irónico, que contestou quem disse que o Arsenal era uma equipa nova (jardim infantil segundo A Bola) sem mencionar o mesmo em relação ao FC Porto. "Querem que fale da defesa do Arsenal? Almunia, que eu saiba, não é júnior; Eboué foi sempre titular; Sagna é internacional do seu país e com muitos jogos; o Gallas também é um rapaz novo (!); Djourou joga frequentemente; Silvestre fez parte da equipa-maravilha da França e jogou no Manchester, não tem experiência nenhuma (!); Song substituiu o Gilberto; Vela é um excelente jogador, é novo, mas já andou em Espanha.
Vamos dar mérito a quem o teve e o FC Porto teve-o".
Na segunda parte da conferência apareceu um Jesualdo irónico, que contestou quem disse que o Arsenal era uma equipa nova (jardim infantil segundo A Bola) sem mencionar o mesmo em relação ao FC Porto. "Querem que fale da defesa do Arsenal? Almunia, que eu saiba, não é júnior; Eboué foi sempre titular; Sagna é internacional do seu país e com muitos jogos; o Gallas também é um rapaz novo (!); Djourou joga frequentemente; Silvestre fez parte da equipa-maravilha da França e jogou no Manchester, não tem experiência nenhuma (!); Song substituiu o Gilberto; Vela é um excelente jogador, é novo, mas já andou em Espanha.
Vamos dar mérito a quem o teve e o FC Porto teve-o".
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Champions League FC Porto 2 Arsenal de Londres 0
Como primeiras impressões, pode dizer-se que foi o triunfo da equipa. Toda a equipa: avançados, médios e defesas defenderam e atacaram. Houve muita entre-ajuda e atitude. Assim sendo a equipa está de parabens, defendeu em bloco e atacou com os possíveis.
FC Porto vence o Arsenal e termina em primeiro lugar
O FC Porto ao vencer o Arsenal por 2-0 garantiu o primeiro lugar no Grupo G da Liga dos Campeões.
A equipa do FC Porto soube assumir o jogo, passados os primeiros vinte minutos de estudo, poder-se-á dizer que equilibrou as operações . E foi então que o Bruno Alves marcou o primeiro golo aos 38 minutos, numa cabeçada tècnicamente perfeita a corresponder a um pontapé de canto superiormente executado pelo Raul Meireles.
Dois golos foram pouco, mas, ainda assim, o suficiente para desenhar largos sorrisos. Sobretudo pelos outros que ficaram por marcar e pela sublime facilidade com que o F.C. Porto ameaçava construir um resultado histórico a cada aceleração. Mas para a História ficou algo muito mais relevante do que os números; ficou o primeiro lugar do tricampeão português no Grupo G, depois de o afastamento portista ter sido repetidamente profetizado. E isto, sim, é uma bela vingança. Uma estratégia descomplexada, indiferente aos milhões que separam orçamentos, e especialmente alicerçada nas potencialidades portistas, produziram algo mais do que o equilíbrio. Na prensa de Wenger, ágil na redução do espaço jogável e na multiplicação do erro, o F.C. Porto foi desenhando a vantagem num misto difícil de gerir e até de harmonizar: ávido na aproximação à baliza de Almunia, sóbrio na produção do desequilíbrio, do instante preciso para desferir o ataque.
A inesgotável persistência do Dragão redescobriu atractivos, despertou «olés» da bancada, rendida à excelência da exibição, e saldou dívidas com o jogo de Londres. Não na reprodução fiel dos números, parcos e pouco coerentes com a diferenças cavadas no relvado do Dragão, mas também pelos muitos golos que, não acontecendo, deveriam ter marcado distâncias. O F.C. Porto conseguiu ser melhor do que o Arsenal. Por isso, foi também o primeiro do grupo.
UEFA Champions League, Grupo G, 6ª jornada10 de Dezembro de 2008Estádio do Dragão, no PortoAssistência: 37.602 espectadores
Árbitro: Kyros Vassaras (Grécia)Assistentes: Dimitris Bozatzidis e Cristos Gennaios4º Árbitro: Michail Koukoulakis
F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Pedro Emanuel «cap»; Lucho, Fernando e Raul Meireles; Lisandro, Hulk e RodríguezSubstituições: Lucho por Tomás Costa (78m), Rodríguez por Mariano (78m) e Hulk por Guarin (87m)Não utilizados: Nuno, Stepanov, Lino e SektiouiTreinador: Jesualdo Ferreira
ARSENAL: Almunia «cap»; Eboué, Gallas, Djourou e Silvestre; Ramsey, Denilson, Song e Diaby; Vela e BendtnerSubstituições: Ramsey por Wilshere (59m), Diaby por Gibbs (59m) e Song por Randall (78m)Não utilizados: Fabianski, Hoyte, Mérida e SimpsonTreinador: Arsène Wenger
Ao intervalo: 1-0Marcadores: Bruno Alves (39m) e Lisandro (54m)Disciplina: cartão amarelo a Lucho (50m) e Eboué (51m).
FC Porto vence o Arsenal e termina em primeiro lugar
O FC Porto ao vencer o Arsenal por 2-0 garantiu o primeiro lugar no Grupo G da Liga dos Campeões.
A equipa do FC Porto soube assumir o jogo, passados os primeiros vinte minutos de estudo, poder-se-á dizer que equilibrou as operações . E foi então que o Bruno Alves marcou o primeiro golo aos 38 minutos, numa cabeçada tècnicamente perfeita a corresponder a um pontapé de canto superiormente executado pelo Raul Meireles.
Dois golos foram pouco, mas, ainda assim, o suficiente para desenhar largos sorrisos. Sobretudo pelos outros que ficaram por marcar e pela sublime facilidade com que o F.C. Porto ameaçava construir um resultado histórico a cada aceleração. Mas para a História ficou algo muito mais relevante do que os números; ficou o primeiro lugar do tricampeão português no Grupo G, depois de o afastamento portista ter sido repetidamente profetizado. E isto, sim, é uma bela vingança. Uma estratégia descomplexada, indiferente aos milhões que separam orçamentos, e especialmente alicerçada nas potencialidades portistas, produziram algo mais do que o equilíbrio. Na prensa de Wenger, ágil na redução do espaço jogável e na multiplicação do erro, o F.C. Porto foi desenhando a vantagem num misto difícil de gerir e até de harmonizar: ávido na aproximação à baliza de Almunia, sóbrio na produção do desequilíbrio, do instante preciso para desferir o ataque.
A inesgotável persistência do Dragão redescobriu atractivos, despertou «olés» da bancada, rendida à excelência da exibição, e saldou dívidas com o jogo de Londres. Não na reprodução fiel dos números, parcos e pouco coerentes com a diferenças cavadas no relvado do Dragão, mas também pelos muitos golos que, não acontecendo, deveriam ter marcado distâncias. O F.C. Porto conseguiu ser melhor do que o Arsenal. Por isso, foi também o primeiro do grupo.
UEFA Champions League, Grupo G, 6ª jornada10 de Dezembro de 2008Estádio do Dragão, no PortoAssistência: 37.602 espectadores
Árbitro: Kyros Vassaras (Grécia)Assistentes: Dimitris Bozatzidis e Cristos Gennaios4º Árbitro: Michail Koukoulakis
F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Pedro Emanuel «cap»; Lucho, Fernando e Raul Meireles; Lisandro, Hulk e RodríguezSubstituições: Lucho por Tomás Costa (78m), Rodríguez por Mariano (78m) e Hulk por Guarin (87m)Não utilizados: Nuno, Stepanov, Lino e SektiouiTreinador: Jesualdo Ferreira
ARSENAL: Almunia «cap»; Eboué, Gallas, Djourou e Silvestre; Ramsey, Denilson, Song e Diaby; Vela e BendtnerSubstituições: Ramsey por Wilshere (59m), Diaby por Gibbs (59m) e Song por Randall (78m)Não utilizados: Fabianski, Hoyte, Mérida e SimpsonTreinador: Arsène Wenger
Ao intervalo: 1-0Marcadores: Bruno Alves (39m) e Lisandro (54m)Disciplina: cartão amarelo a Lucho (50m) e Eboué (51m).
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Os defesas laterais da equipa do FC Porto
O Fernando é uma excelente solução para preencher a posição de defesa lateral direito. Para a posição de "trinco", Jesualdo Ferreira tem muito mais soluções:
Tomás Costa,Guarin,Bolatti, e, com tempo pode tentar adaptar o Stepanov, ou até o próprio Sapunaru. Um trinco tem de ter boa colocação no terreno, boa capacidade de desarme com a bola à flor da relva, bom jogo de cabeça(futebol aéreo) e qualidade de passe, a fim de executar bem a função de distribuição de jogo aos avançados.
PS - Fàbregas falou ainda da sensação de ser capitão do Arsenal e de fazer parte de um plantel que privilegia o bom futebol. "Foi excitante quando enverguei a braçadeira de capitão. Depois dos meus pais, só devo coisas a Arsène Wenger. Este é um projecto especial, e temos liberdade para jogar da maneira que queremos", disse.
Tomás Costa,Guarin,Bolatti, e, com tempo pode tentar adaptar o Stepanov, ou até o próprio Sapunaru. Um trinco tem de ter boa colocação no terreno, boa capacidade de desarme com a bola à flor da relva, bom jogo de cabeça(futebol aéreo) e qualidade de passe, a fim de executar bem a função de distribuição de jogo aos avançados.
PS - Fàbregas falou ainda da sensação de ser capitão do Arsenal e de fazer parte de um plantel que privilegia o bom futebol. "Foi excitante quando enverguei a braçadeira de capitão. Depois dos meus pais, só devo coisas a Arsène Wenger. Este é um projecto especial, e temos liberdade para jogar da maneira que queremos", disse.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Futebol - Liga Sagres - FC Porto ganha em Setúbal
O FC Porto goleou esta noite o Setúbal por 3 a 0, no Bonfim, onde não perde há 25 anos, num jogo em que essencialmente defendeu na primeira parte, conseguindo o triunfo somente na segunda parte. Um golo de Bruno Alves, aos 66’, outro de Guarín, aos 68’, e um terceiro de Lucho, aos 80’, resolveram a partida.
Talvez devido à falta de Raul Meireles, a equipa pouco perigo causou a Pedro Alves nos primeiros 45 minutos. Hulk foi o único a revelar algum inconformismo, salvo a incrível perdida de Lisandro que, aos 23’, após um remate de Rodriguez, e estando praticamente em cima da linha de golo, deu um toque para… trás. O Setúbal, aproveitando a pouca pressão a que era submetido, acercou-se da baliza de Helton, e Ricardo Chaves e Leandro Lima deram que fazer ao guarda-redes do FC Porto. O início do segundo tempo não foi muito diferente. A equipa do FC Porto avançou no terreno, mas sem grandes resultados. Aos 57’, saiu Tomás Costa e entrou Guarín, que haveria de ser decisivo no encontro. Até que, aos 66’, Lucho marcou um canto da esquerda e Bruno Alves, num belo cabeceamento, inaugurou o marcador. Dois minutos depois, Hulk aplicou a sua sensacional velocidade para se acercar da baliza de Pedro Alves e dar para Guarín que rematou, Janício evitou o golo à primeira mas já o não conseguiu fazer à segunda investida do colombiano. A partir daqui o Setúbal baixou nitidamente. O FC Porto continuou a dominar e, aos 80’, Lucho fixou o resultado final. Fucile cruzou da direita, Mariano, ao segundo poste, deu para trás para Lucho disparar sem hipótese para o guardião sadino. Se a partida estava decidida desde o 68º minuto, aos 80º encerrou de vez. O Setúbal ainda atirou uma bola ao poste, quase a acabar o jogo.
Ficha de Jogo:
Liga Portuguesa 2008/09 - 11ª jornada 6 de Dezembro de 2008Estádio do Bonfim, em Setúbal
Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto)bAssistentes: José Ramalho e António Vilaça 4º Árbitro: Nuno Roque
V. SETÚBAL: Pedro Alves; Janício, Anderson, Robson e Cissokho; Hugo, Ricardo Chaves «cap.», Leandro Lima e Mateus; Bruno Gama e LaionelSubstituições: Bruno Gama por Leandro Branco (57 min), Laionel por Leandro Carrijo (69 min) e Hugo por Elias (69 min)Não utilizados: Bruno Vale, Bruno Ribeiro, Auri e RegulaTreinador: Daúto Faquirá
F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Lino; Fernando, Tomás Costa e Lucho «cap.»; Lisandro, Hulk e RodríguezSubstituições: Tomás Costa por Guarin (57 min), Rodríguez por Mariano (68 min) e Hulk por Sektioui (82 min)Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Benítez e Farías
Treinador: Jesualdo Ferreira
Ao intervalo: 0-0Disciplina: Cartão amarelo a Laionel (30 min), Tomás Costa (35 min), Cissokho (71 min), Mateus (85 min), Fucile (87 min)Marcadores: Bruno Alves (66 min), Guarin (68 min) e Lucho (80 min)
Conclusão - A equipa do FC Porto quase se limitou a defender na primeira parte.
Na segunda parte já foi diferente. A equipa, principalmente depois do golo de belo efeito do Bruno Alves, conseguiu pôr em prática um futebol de fino recorte técnico n'algumas jogadas, justificando plenamente os três golos marcados que poderiam ter sido mais se o aproveitamento tivesse sido de 100%.
A táctica que Jesualdo engendrou para este jogo no Bonfim não me agradou totalmente. Na minha opinião a equipa do FC Porto é demasiado permeável pelas alas laterais ( fecha mal) porque deixa os adversários jogar à vontade nessas zonas do terreno (faixas laterais). E sabendo-se como a equipa do Arsenal gosta de explorar/jogar pelas faixas laterais, o que faz com grande eficácia, pode ser perigoso para a equipa do FC Porto na próxima quarta-feira, se a equipa não acautelar este aspecto do jogo.
Talvez devido à falta de Raul Meireles, a equipa pouco perigo causou a Pedro Alves nos primeiros 45 minutos. Hulk foi o único a revelar algum inconformismo, salvo a incrível perdida de Lisandro que, aos 23’, após um remate de Rodriguez, e estando praticamente em cima da linha de golo, deu um toque para… trás. O Setúbal, aproveitando a pouca pressão a que era submetido, acercou-se da baliza de Helton, e Ricardo Chaves e Leandro Lima deram que fazer ao guarda-redes do FC Porto. O início do segundo tempo não foi muito diferente. A equipa do FC Porto avançou no terreno, mas sem grandes resultados. Aos 57’, saiu Tomás Costa e entrou Guarín, que haveria de ser decisivo no encontro. Até que, aos 66’, Lucho marcou um canto da esquerda e Bruno Alves, num belo cabeceamento, inaugurou o marcador. Dois minutos depois, Hulk aplicou a sua sensacional velocidade para se acercar da baliza de Pedro Alves e dar para Guarín que rematou, Janício evitou o golo à primeira mas já o não conseguiu fazer à segunda investida do colombiano. A partir daqui o Setúbal baixou nitidamente. O FC Porto continuou a dominar e, aos 80’, Lucho fixou o resultado final. Fucile cruzou da direita, Mariano, ao segundo poste, deu para trás para Lucho disparar sem hipótese para o guardião sadino. Se a partida estava decidida desde o 68º minuto, aos 80º encerrou de vez. O Setúbal ainda atirou uma bola ao poste, quase a acabar o jogo.
Ficha de Jogo:
Liga Portuguesa 2008/09 - 11ª jornada 6 de Dezembro de 2008Estádio do Bonfim, em Setúbal
Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto)bAssistentes: José Ramalho e António Vilaça 4º Árbitro: Nuno Roque
V. SETÚBAL: Pedro Alves; Janício, Anderson, Robson e Cissokho; Hugo, Ricardo Chaves «cap.», Leandro Lima e Mateus; Bruno Gama e LaionelSubstituições: Bruno Gama por Leandro Branco (57 min), Laionel por Leandro Carrijo (69 min) e Hugo por Elias (69 min)Não utilizados: Bruno Vale, Bruno Ribeiro, Auri e RegulaTreinador: Daúto Faquirá
F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Lino; Fernando, Tomás Costa e Lucho «cap.»; Lisandro, Hulk e RodríguezSubstituições: Tomás Costa por Guarin (57 min), Rodríguez por Mariano (68 min) e Hulk por Sektioui (82 min)Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Benítez e Farías
Treinador: Jesualdo Ferreira
Ao intervalo: 0-0Disciplina: Cartão amarelo a Laionel (30 min), Tomás Costa (35 min), Cissokho (71 min), Mateus (85 min), Fucile (87 min)Marcadores: Bruno Alves (66 min), Guarin (68 min) e Lucho (80 min)
Conclusão - A equipa do FC Porto quase se limitou a defender na primeira parte.
Na segunda parte já foi diferente. A equipa, principalmente depois do golo de belo efeito do Bruno Alves, conseguiu pôr em prática um futebol de fino recorte técnico n'algumas jogadas, justificando plenamente os três golos marcados que poderiam ter sido mais se o aproveitamento tivesse sido de 100%.
A táctica que Jesualdo engendrou para este jogo no Bonfim não me agradou totalmente. Na minha opinião a equipa do FC Porto é demasiado permeável pelas alas laterais ( fecha mal) porque deixa os adversários jogar à vontade nessas zonas do terreno (faixas laterais). E sabendo-se como a equipa do Arsenal gosta de explorar/jogar pelas faixas laterais, o que faz com grande eficácia, pode ser perigoso para a equipa do FC Porto na próxima quarta-feira, se a equipa não acautelar este aspecto do jogo.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Jesualdo Ferreira
"Hulk é rápido, potente e goleador"
Hulk ainda não mereceu um puxão de orelhas, mas ainda as deve ter a arder. Isto porque boa parte da conferência de ontem foi dedicada ao avançado. Jesualdo Ferreira puxou dos galões de professor e explicou as particularidades de trabalhar com alguém com características especiais. "Um treinador deve potenciar o jogador, mas antes ele tem de passar por um processo de adaptação, conhecer os colegas, o método e, depois, ninguém é sobredotado ao ponto de chegar e ser ele e mais dez", referiu. Feito o aviso, sobraram elogios. "Ele é muito rápido, potente, tem grande capacidade de remate, é um jogador de grande entrega ao jogo e de enorme disponibilidade física e, ainda, um goleador. Como é que lhe podia retirar isto?", questionou, tentando justificar algumas atitudes mais egoístas do brasileiro. Consciente disso, o técnico sabe que tem muito trabalho pela frente se quiser moldar o jogador. Só então poderá puxar-lhe as orelhas. "Tenho de lhe colocar propostas que ele entenda de forma a integrá-lo numa estrutura táctica e ajustar a equipa, para que esta consiga retirar o máximo rendimento dele. Mas, ainda há questões que vão demorar algum tempo a resolver. Quando ele entender o jogo e for para os patamares que desejamos, quando for um jogador diferente, então, poderei ou não dar-lhe um puxão de orelhas. Num processo de ascensão e aprendizagem, há enorme disponibilidade para aprender. Depois, quando se chega a um nível alto, esta disponibilidade fecha-se. Por isso é que é mais difícil trabalhar com estrelas", concluiu.
"Lucho está diferente por interesse da equipa"
Há uma semana, Jesualdo Ferreira revelou que Rodríguez jogou limitado fisicamente, ajudando a explicar o menor rendimento do uruguaio nalgumas partidas. Desta vez, o técnico abordou o actual momento de forma de Lucho para garantir que o argentino está bem fisicamente, só que a cumprir tarefas distintas dos anos anteriores, daí a menor visibilidade. "Ganhámos em Kiev com o golo dele e depois fomos à Turquia e todos diziam que era um factor negativo ele não estar presente pelo peso que tinha na equipa. A verdade é que ganhámos no Fenerbahçe e o discurso mudou: o Lucho não está bem, se calhar nem deveria jogar. Esta falta de coerência faz parte do futebol, mas nós temos outros dados que nos levam a tomar decisões que podem não parecer lógicas a quem observa de fora", referiu antes das explicações: "O Lucho tem feito um trabalho diferente da época passada por interesse da equipa. No primeiro ano, tinha uma função - fez poucas assistências e 12 golos - no segundo, teve outra função - fez 15 assistências e menos golos. Neste momento, joga noutra posição porque é um grande jogador de equipa", frisou, embora não tenha especificado as novas tarefas do número 8. Jesualdo fez, sim, questão de defender o seu jogador. "Nos últimos dois jogos ele correu quase 13 quilómetros, mas dizia-se que não tinha condição física. A evolução da equipa obriga a que alguns jogadores tenham tarefas de equilíbrio e solidariedade. No ano passado, por exemplo, ele jogou três meses em situação precária a nível físico na fase em que o FC Porto ganhou oito jogos seguidos e conseguiu o apuramento na Champions", revelou.
Hulk ainda não mereceu um puxão de orelhas, mas ainda as deve ter a arder. Isto porque boa parte da conferência de ontem foi dedicada ao avançado. Jesualdo Ferreira puxou dos galões de professor e explicou as particularidades de trabalhar com alguém com características especiais. "Um treinador deve potenciar o jogador, mas antes ele tem de passar por um processo de adaptação, conhecer os colegas, o método e, depois, ninguém é sobredotado ao ponto de chegar e ser ele e mais dez", referiu. Feito o aviso, sobraram elogios. "Ele é muito rápido, potente, tem grande capacidade de remate, é um jogador de grande entrega ao jogo e de enorme disponibilidade física e, ainda, um goleador. Como é que lhe podia retirar isto?", questionou, tentando justificar algumas atitudes mais egoístas do brasileiro. Consciente disso, o técnico sabe que tem muito trabalho pela frente se quiser moldar o jogador. Só então poderá puxar-lhe as orelhas. "Tenho de lhe colocar propostas que ele entenda de forma a integrá-lo numa estrutura táctica e ajustar a equipa, para que esta consiga retirar o máximo rendimento dele. Mas, ainda há questões que vão demorar algum tempo a resolver. Quando ele entender o jogo e for para os patamares que desejamos, quando for um jogador diferente, então, poderei ou não dar-lhe um puxão de orelhas. Num processo de ascensão e aprendizagem, há enorme disponibilidade para aprender. Depois, quando se chega a um nível alto, esta disponibilidade fecha-se. Por isso é que é mais difícil trabalhar com estrelas", concluiu.
"Lucho está diferente por interesse da equipa"
Há uma semana, Jesualdo Ferreira revelou que Rodríguez jogou limitado fisicamente, ajudando a explicar o menor rendimento do uruguaio nalgumas partidas. Desta vez, o técnico abordou o actual momento de forma de Lucho para garantir que o argentino está bem fisicamente, só que a cumprir tarefas distintas dos anos anteriores, daí a menor visibilidade. "Ganhámos em Kiev com o golo dele e depois fomos à Turquia e todos diziam que era um factor negativo ele não estar presente pelo peso que tinha na equipa. A verdade é que ganhámos no Fenerbahçe e o discurso mudou: o Lucho não está bem, se calhar nem deveria jogar. Esta falta de coerência faz parte do futebol, mas nós temos outros dados que nos levam a tomar decisões que podem não parecer lógicas a quem observa de fora", referiu antes das explicações: "O Lucho tem feito um trabalho diferente da época passada por interesse da equipa. No primeiro ano, tinha uma função - fez poucas assistências e 12 golos - no segundo, teve outra função - fez 15 assistências e menos golos. Neste momento, joga noutra posição porque é um grande jogador de equipa", frisou, embora não tenha especificado as novas tarefas do número 8. Jesualdo fez, sim, questão de defender o seu jogador. "Nos últimos dois jogos ele correu quase 13 quilómetros, mas dizia-se que não tinha condição física. A evolução da equipa obriga a que alguns jogadores tenham tarefas de equilíbrio e solidariedade. No ano passado, por exemplo, ele jogou três meses em situação precária a nível físico na fase em que o FC Porto ganhou oito jogos seguidos e conseguiu o apuramento na Champions", revelou.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Futebol - Liga Intercalar FC Porto campeão de Inverno
O FC Porto sagrou-se campeão de Inverno da Liga Intercalar, na Zona Norte. No último jogo da competição, os portistas receberam e venceram o Paços de Ferreira por 2-1. Diogo Viana abriu o marcador aos 10 minutos. Os pacenses ainda empataram, por Ferreira, mas Guarín carimbou a vitória portista com a obtenção do segundo golo para a sua equipa. Para este último jogo, Rui Barros, técnico dos “dragões”, tinha convocado nove jogadores do plantel principal: Ventura, Benítez, Stepanov, Tengarrinha, Bolatti, Pelé, Guarín, Candeias e Rabiola, aposta que resultou, uma vez que o FC Porto somou 19 pontos e já não pode ser alcançado pelo Freamunde, segundo classificado com 14 e um jogo a menos.
CLASSIFICAÇÃO: 1. FC Porto, 19 pontos; 2. Freamunde, 14 (menos um jogo); 3. Gondomar, 14 (menos um jogos); 4. Leixões, 13; 5. Aves, 10 (menos um jogo); 6. Feirense, 10; 7. Boavista, 9; 8. Varzim, 8 (menos um jogo); 9. Paços de Ferreira, 6.
CLASSIFICAÇÃO: 1. FC Porto, 19 pontos; 2. Freamunde, 14 (menos um jogo); 3. Gondomar, 14 (menos um jogos); 4. Leixões, 13; 5. Aves, 10 (menos um jogo); 6. Feirense, 10; 7. Boavista, 9; 8. Varzim, 8 (menos um jogo); 9. Paços de Ferreira, 6.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
FC Porto 2 Académica 1
Muito mal se joga no reino do Dragão! Hoje não gostei do jogo. O FC Porto foi uma equipa amorfa, lenta e sem chama! Arrastou-se penosamente contra uma equipa da Académica a jogar com menos um jogador. Por isso é que o FC Porto está no lugar que está, da tabela classificativa. E por muito que me custe tenho de reconhecer que não merece mais. Se eu fosse treinador do FC Porto, os jogadores teriam de jogar sempre em antecipação, não dando espaço aos adversários para recepcionarem a bola à vontade. Que foi o que aconteceu. Os jogadores da Académica tiveram sempre tempo para receber e dominar a bola nas calmas!
À atenção de Jesualdo Ferreira. Fernando é neste momento já um bom lateral direito, muito superior ao Sapunaru. Só a médio ou longo prazo conseguirá vir a ser um trinco razoável.
À atenção de Jesualdo Ferreira. Fernando é neste momento já um bom lateral direito, muito superior ao Sapunaru. Só a médio ou longo prazo conseguirá vir a ser um trinco razoável.
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