quarta-feira, 5 de maio de 2010

"Mal informado" está o senhor!

Diz Fernando Seara, em resposta a um comunicado do Conselho de Administração da FC Porto, SAD, que as claques dos Dragões também não estão legalizadas.
Apesar de sublinhar o «também», que confirma que as do seu clube não estão, de facto, de acordo com a lei, o Labaredas não pode deixar passar a oportunidade para dizer a este senhor que os grupos de adeptos Super Dragões e Colectivo 95 estão registados e legalizados há várias anos.
 Em vez de se preocupar com teses sobre «escribas» e apostar em discursos bacocos, devia passar a filtrar os «espíritos santos de orelha» e as fontes inquinadas que o manipulam, empobrecem as suas opiniões e reforçam o ridículo.



Autor: LABAREDAS - FC Porto

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Comunicado da FC Porto - Futebol, SAD

03/05/2010
Tendo em apreço o jogo da 29ª jornada da Liga 2009/10, entre o FC Porto e o SL Benfica, vem a Administração da FC Porto – Futebol, SAD comunicar o seguinte:

1 – O SL Benfica não tem dimensão moral para apontar o que quer que seja em matéria de comportamento de adeptos e de organização de jogos;

2 - O clube, de resto, é o denominador comum nos seguintes factos: morte de espectador numa final da Taça de Portugal; ataque a uma equipa de hóquei em patins, que deixou um atleta do FC Porto em coma; incêndio de um autocarro de portistas em visita ao pavilhão da Luz; invasão de campo e agressão a um árbitro assistente; conivência e apoio a claques não legalizadas, que acarreta multas a ritmo quase semanal, devido ao lançamento de material pirotécnico diversificado; colocação estratégica de stewards num túnel, a fim de provocar a equipa adversária;

3 – Não faz sentido, por conseguinte, que dirigentes ou papagaios falem sobre temáticas como a segurança. E não será a complacência ou o deferimento das forças da autoridade que apagará os factos supracitados ou legitimará discursos atabalhoados;

4 – O jogo deste domingo, no Estádio do Dragão, apenas veio sublinhar o despudor vermelho;

5 – É normal que «virgens ofendidas», que conseguem que a polícia responda a sacos de tinta com tiros de «shotgun», arrombem portas de um balneário?

6 – Faz sentido que um dirigente suspenso consiga comparecer na zona técnica, ainda por cima com direito a escolta policial?

7 – É «fair play» ver um jogador lançar um objecto e cuspir para a bancada?

8 – A violência é algo que, efectivamente, deve ser erradicado. Mas a incoerência, os abusos de autoridade e as provocações também devem sê-lo;

9 – Diz o SL Benfica que a PSP deve ter «critérios uniformes por todo o país». Aqui chegados, finalmente uma verdade. De facto, os critérios devem ser uniformes, mas acontece que nunca o FC Porto entrou em Lisboa com tiros de «shotgun» (basta recordar a recente chegada da comitiva do FC Porto ao Estoril…), nunca um comandante de polícia fez uma espécie de «guarda de honra» aos seus responsáveis e nunca um par de agentes acompanhou um treinador azul e branco à sala de Imprensa;

10 – O FC Porto aguarda tranquilamente os relatórios da força policial e dos responsáveis da Liga, seguro de que, dentro do campo, derrotou claramente o seu adversário e que este campeonato será para sempre recordado por túneis e pelas decisões da Comissão Disciplinar.
Porto, 03 de Maio de 2010
O Conselho de Administração da FC Porto – Futebol, SAD

Liga Sagres - FC Porto 3 SL Benfica 1

Afinal o superbenfica goleador era boato, só existiu realmente na excessiva propaganda que certa Comunicação Social vesga, faciosa, fastidiosa, até dizer basta, fazia dos encarnados. A equipa do FC Porto a jogar com dez elementos a partir dos 7 minutos da segunda parte aplicou-lhes o respectivo correctivo (3 bombas). E apesar de jogar desfalcada do seu melhor goleador Falcao e do Benquerença ter descoberto uma simulação ao Fucile aos 7 minutos da segunda parte amputando a equipa azul e branca de mais um jogador, e ainda não obstante todas as maquinações, todos os processos escabrosos da CD da Liga, os Dragões acabariam por vencer e convencer desfazendo todo aquele "mito" criado pela tal Comunicação Social encarnada doente, esquizofrenica.
Destaques
Toda a equipa do FC Porto está de parabéns pelo que jogou, pelo que não deixou o adversário jogar e pelo seu talento. Afinal os marcianos somos nós.
Quero aqui salientar a actuação de toda a equipa e em particular o Beto um gigante entre os postes, o Fucile enquanto jogou, os dois centrais, Rolando e o super Bruno Alves, o lateral Álvaro Pereira inexcedível o seu esforço a sua doação à equipa, o inultrapassável Fernando, o finalmente muito útil Guarin, o talentoso Belluschi, o pendular Meireles, o espectacular Hulk fantasista  e finalmente o deveras oportuno Farias (quando a oportunidade surge ele aproveita). Miguel Lopes também cumpriu quando foi chamado.
Por vezes, há colo que não chega, expulsão que não basta, perdão que não sobra. Sobretudo se, à mistura, mesmo do lado oposto, houver um pelotão de orgulho ferido, maltratado pelas incidências do jogo, que mais não fizeram do que acelerar a combustão do génio azul, provocando o cintilar imenso numa prova de esforço e raça. Numa exibição à Porto. Absolutamente à Porto.
Intenso, mais azul do que repartido, o jogo cresceu num ritmo aceso, direccionado, por natureza, à baliza de Quim, ao ponto de a primeira vintena de minutos ter obedecido, com um fervor quase religioso, à regra de sentido único.
Com o Benfica, por fim, em jogo, acelerações e sinais de golo tornaram-se mais frequentes, com Hulk numa espécie de olho do tornado que atraía a si um, dois, três, quatro opositores. A cada drible, a cada ameaça de remate.

À custa de Hulk, aquele sem o qual o campeonato não foi mais o mesmo, Guarín teve as redes em ponto de mira e Quim, um pouco mais tarde, a oportunidade de brilhar a remate cruzado do brasileiro.
Mas o golo, merecido, chegaria pela cabeça de
Bruno Alves, imperial, soberbo, correspondendo a um pontapé de canto de Belluschi. O impensável estava reservado para depois, para lá do intervalo, quando um lance com muito mais para ser penalty foi transformado numa simulação, a pensar na expulsão de Fucile, no reequilíbrio da partida.

Da extraordinária decisão de Benquerença ao empate foi um instantinho. E daí à aplicação dum critério semelhante foi uma eternidade, numa demora perpétua e em vão, indiferente às quedas acrobáticas de Di Maria ou aos protestos sucessivos de Fábio Coentrão.
Prolongar a inferioridade numérica, só por si absurda, não derrubaria o FC Porto nem faria do Benfica campeão.
Farías, isso sim. Na área, aguentando firme, a carga e a pressão, engrenou a marcha-atrás na festa previamente montada. Golo! E outros dois pareceram brotar dos pés de Guarín, frustrados por uma questão de centímetros. Um nadinha ao lado e, logo a seguir, em cheio na trave.
Depois… Depois foi
Belluschi, num lance genial, numa sequência de dribles imparáveis, num remate indefensável, num instante de levantar estádios, gelando apenas a mais pequena porção das bancadas, a vermelha, que assistiu boquiaberta. Como Quim.
Justo não é, por isso, termo bastante para caracterizar a vitória portista. Mais do que justo talvez seja a expressão adequada, mais certa, mais… justa. Especialmente por todas as safadezas e privações que o jogo pregou ao Tetracampeão, na certeza, no entanto, de que ganhar assim sabe ainda melhor. Mesmo quando o resultado lhe fica a dever uma vantagem mais larga.

FICHA DE JOGO

Liga 2009/10, 29ª jornada
2 de Maio de 2010
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 44.902 espectadores
Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria)Assistentes: Bertino Miranda e José Cardinal - 4º Árbitro: Cosme Machado


FC PORTO: Beto; Fucile, Rolando, Bruno Alves «cap» e Alvaro Pereira; Fernando, Belluschi, Raul Meireles e Guarín; Hulk e Farias
Substituições: Raul Meireles por Miguel Lopes (56m) e Farias por Rodríguez (61m) e Belluschi por Tomás Costa (90m)
Não utilizados: Nuno, Valeri, Maicon e Orlando Sá
Treinador: Jesualdo Ferreira
BENFICA: Quim; Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Javi Garcia, Ramires, Carlos Martins e Di Maria; Saviola e Cardozo
Substituições: Javi Garcia por Aimar (62m), Saviola por Weldon (66m) e Carlos Martins por Kardec (82m)
Não utilizados: Moreira, Luís Filipe, César Peixoto e Miguel Vítor
Treinador: Jorge Jesus
Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Bruno Alves (42m), Luisão (56m), Farias (58m), Belluschi (83m)
Disciplina: cartão amarelo a Di Maria (5m), Fucile (5m e 52m), Fábio Coentrão (13m), David Luiz (15m); Javi Garcia (41m), Raul Meireles (45m), Ramirez (78m) e Maxi Pereira (90m); cartão vermelho a Fucile (52m).



JESUALDO FERREIRA: «A EQUIPA FOI HERÓICA»
Com menos um jogador em campo, o FC Porto foi capaz de se superiorizar ao Benfica e vencer por 3-1, em encontro da 29.ª jornada da Liga. O treinador dos Dragões, Jesualdo Ferreira, lembrou esse facto na conferência de imprensa após o jogo, destacando depois a solidariedade da equipa e o momento de génio de Belluschi, no terceiro tento.FC Porto foi superior
«O FC Porto fez um bom jogo, estragado a partir do momento em que o Fucile foi expulso. A estatística prova que fomos melhores na primeira parte, e a partir daí a equipa foi heróica, defendeu, esforçou-se muito, e teve sempre mais oportunidades do que o Benfica. A vitória foi selada com um golo fenomenal, e por isso os meus parabéns para o Belluschi. A vitória do FC Porto é incontestável. Não houve um jogo escorreito, foi muito serrado, com muita pressão e poucos espaços para se puder jogar, e aí o FC Porto foi melhor.»
Critérios
«Não quero discutir lances, nem intensidade, se é penalti ou não. Gostava de analisar critérios e acima de tudo comportamentos. Se sempre que aparecer um jogador caído na área ele vir o amarelo, e neste caso o duplo amarelo, caminhamos para um quadro de análise que deixa em aberto todas as intenções. Um árbitro destes, no Campeonato do Mundo, não apitava mais nenhum jogo.»

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Inter de Milão na Final da Champions League

28/04/2010 - FC Barcelona 1 Inter de Milão 0 (resultado da primeira mão em Milão 3 -1 )
Antes de mais, é preciso notar que o Inter jogou 70 minutos com dez jogadores.
Se há portistas que gostariam de celebrar uma vitória do Barça, eu nunca poderia ser um deles, pois recordo-me perfeitamente dum célebre jogo para a Champions entre o Barça e o FC Porto em que um árbitro belga comprado pelos dirigentes do Barcelona da altura nos roubou dois penaltis (pelo menos) cometidos sobre o Frasco nesse referido jogo. É que o tal árbitro belga chegou a Barcelona dois dias antes do jogo a convite dos tais dirigentes do Barça que puseram uma relações públicas, por sinal uma loiraça, à disposição do árbitro belga para lhe mostrar a cidade e não só.
Aceito que o Barça tem uma boa equipa e pratica bom futebol, mas também beneficia muito do facto de ser um (dos chamados tubarões) clube grande com grande prestígio e que por conseguinte é muitas vezes ajudado pelas arbitragens. Porque se a equipa tem na linha média e nos avançados grandes jogadores, também tem na defesa alguns jogadores em força e suficientemente manhosos para dar porrada (pequenos toques nas pernas dos adversários) do tipo caceteiros dos que passa a bola mas não passa o homem, sem dar muito nas vistas dos árbitros sempre muito prontos a serem permissivos para com os locais, . 


Assobios à entrada no relvado e insultos à saída do Camp Nou. Por mais histórias que esta meia-final tenha para contar, nenhuma é tão aliciante como a de José Mourinho: foi ele que garantiu ontem a final ao Inter. Ponto. Tal como na semana passada, os italianos - que jogaram sem nenhum italiano - conseguiram anular com relativa facilidade esta máquina de futebol chamada Barcelona. E houve de tudo; houve uma expulsão de Thiago Motta para aumentar o dramatismo e significado de mais um feito de Mourinho; houve sofrimento e emoção; e houve também uma enorme corrida do treinador português pelo relvado de Camp Nou já depois do apito final.


Figo, que se sentou no banco de suplentes do Inter, foi insultado por adeptos catalães quando chegou a meio da tarde ao hotel. "Traidor" e "pesetero" foram as palavras que mais se ouviram da boca dos cerca de 20 adeptos que fizeram questão de se manter junto à unidade hoteleira que recebeu a equipa italiana. No mesmo local, mas de madrugada, um grupo de adeptos do Barcelona bateram em panelas na tentativa de perturbar o descanso dos jogadores do Inter.
Enquanto os jogadores do Inter foram insultados à saída do hotel, os do Barcelona fizeram o trajecto até Camp Nou acompanhados de mais de 3000 motociclistas. Ontem, a cidade catalã viveu um dia diferente.


Festa molhada no final

Enquanto os jogadores do Inter festejavam o acesso à final em pleno relvado do Camp Nou, alguém ligado ao Barcelona ligou o sistema de rega. Resultado: a festa ficou molhada, Mourinho incluído. Mas a vitória do Inter também foi festejada em Madrid. Os adeptos do Real saíram à rua para aplaudir a derrota dos seus maiores rivais.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Apitos Desafinados - escute, pare e olhe

"Não se pensou se o rato tinha lugar na montanha", ironiza advogado de Pinto da Costa

Gil Moreira dos Santos, o advogado de Pinto da Costa, fez hoje uma analogia à expressão "a montanha pariu um rato" para resumir o Apito Dourado e os "incêndios" criados em torno deste processo sobre corrupção no futebol.
"Se calhar [o processo] foi mal orientado no princípio, pensando-se no rato da montanha e não efectivamente se o rato podia subir à montanha ou mesmo tinha lugar na montanha", disse o advogado à agência Lusa, à margem do lançamento do seu livro "Apitos Desafinados - escute, pare e olhe", que decorreu em Vila Nova de Gaia.
Para Gil Moreira dos Santos, "pelo caminho, houve muitas expectativas criadas, muitos incêndios", mas no final houve uma "correcta aplicação da lei, afinal".
Com o seu patrocínio forense, o presidente do FC Porto foi ilibado na justiça convencional em todos os casos por corrupção desportiva, estando em desenvolvimento apenas um processo em causa de alegada fraude fiscal.
O advogado admitiu que alguns agentes processuais envolvidos no Apito Dourado "falharam porque efectivamente esqueceram que a Justiça, para ser bem administrada, precisa de ser serena, objectiva, não tendenciosa".
Gil Moreira dos Santos cita no livro uma alusão do escritor Aquilino Ribeiro ao "gáudio" que tinha o rei D. Pedro a administrar a Justiça. "E, apesar disso, ele ficou na história como o justiceiro, embora também como o cru", comentou o causídico.
"Apitos Desafinados - escute, pare e olhe" contém excertos de peças processuais do Apito Dourado e conexos, "a história vivida do processo", bem como alusões aos que se disse e se escreveu, quer nas peças processuais, quer em peças académicas, sintetizou o autor.
O livro abre com uma frase de Jesus aos fariseus, segundo o apóstolo São João: "se vós fosseis cegos, não teríeis culpa; mas, pelo contrário, vós dizeis: nós vemos. Fica, pois, subsistindo o vosso pecado".
Referindo-se ao remate do livro, Gil Moreira dos Santos contou que "a conversa acaba com um agradecimento" àqueles que o provocaram "e entre eles a comunicação social. Se não fosse alguma comunicação social, se calhar eu não tinha escrito o livro".
"Tentei que fosse um livro ao mesmo tempo de informação e para acabar com alguma deformação que entretanto foi difundida", sintetizou o advogado.
O processo Apito Dourado, sobre corrupção no futebol, foi desencadeado em Abril de 2004, altura em que o próprio Pinto da Costa chegou a ser detido em pleno tribunal de Gondomar.

Falcao, águias e outras rapinas

1- Pedro Henriques é um árbitro que, quando apareceu, prometia bem mais do
que aquilo que viria a cumprir. Por razões que ignoro, o facto é que ele
nunca passou de um árbitro banal, às vezes mesmo, pior do que isso até:
acumula algumas limitações de julgamento, técnicas, com uma postura de
vedetismo e autoritarismo que, não sendo qualidades em si mesmas, só podem
tornar mais evidentes os defeitos. Nada é menos eficaz do que o
autoritarismo sem a autoridade natural da competência. E, desta vez, quem
pagou as favas foi Falcao - ou, como bem disse Jesualdo Ferreira, o
espectáculo do Porto-Benfica que aí vem. Por desejo de protagonismo, por
autoritarismo, Pedro Henriques resolveu tirar Falcao do clássico deste
fim-de-semana, conseguindo ver numa mão em queda de um jogador em queda,
depois de derrubado pelos adversários, uma atitude adequada para um cartão
amarelo. Incompetência: essa mão na cara do adversário ou ele a julgava como
acidental ou a julgava intencional - e então, seria uma agressão, que daria
motivo para um vermelho directo, jamais para um amarelo. Exibicionismo: num
jogo já decidido e sem história, Pedro Henriques não resistiu a entrar para
a história como o árbitro que impediu que a luta pela Bola de Prata entre
Falcao e Cardozo pudesse continuar a ser o único, rigorosamente o único,
motivo de interesse que ainda resta neste campeonato. Nesse instante, de
peito feito, ele achou-se importantíssimo, a suprema autoridade. Enganou-se
e o seu engano é ridículo: Falcao faz falta ao espectáculo e, na disputa
particular em que estava envolvido, é insubstituível; ele, não.

2 - De qualquer maneira, não é justo mandar todas as culpas do desfecho da
Bola de Prata para cima de Pedro Henriques. Jorge Jesus fez notar que a Bola
de Prata é um troféu que já escapa ao Benfica há muitos anos - e que o
Benfica adorava juntar este ano ao título de campeão, já entregue. E, como
se tem visto e se viu outra vez este fim-de-semana, estamos em ano em que o
Benfica quer, o Benfica tem. Os jogos do Glorioso têm tido uma fatal
tendência para serem marcados por uma série infindável de penalties a favor
(que Cardozo lá vai transformando, mais mal que bem) e por expulsões dos
adversários, que muito facilitam os desfechos. Cardozo leva uns dez
penalties convertidos no rol dos seus golos acumulados, Falcao leva dois.
Cardozo leva alguns golos validados em off-side (como o terceiro do seu
hat-trick contra o Olhanense), Falcao leva quatro golos limpinhos anulados
por falsos off-sides. Está uma passadeira vermelha estendida para que Óscar
Cardoso leve a Bola de Prata, a de Ouro e a de Diamantes. Resta, como me
confessava um benfiquista mais tranquilo que outros que por aí andam, que
Falcao é muito melhor avançado e jogador do que Cardozo - como aliás percebe
qualquer um que perceba de futebol. E eu, que até acho que Cardozo é um bom
avançado e útil na sua missão, não pude deixar de concordar com este
benfiquista, quando ele, recebendo a notícia do terceiro golo de Cardozo
contra o Olhanense, comentou: «Se ele, além de marcar golos, soubesse jogar
futebol, já estava no Real Madrid!».

Não impede que Radomel Falcao, tão a leste destas guerrilhas internas, foi
roubado de um troféu individual que indiscutivelmente merecia e mereceu,
pela época que fez, pelos golos que marcou e pelos que injustamente lhe
anularam e pelo jogador que é. Falcao saiu do jogo de Setúbal em lágrimas
por não poder jogar o seu primeiro Porto-Benfica; Jesualdo Ferreira foi
expulso do banco pela primeira vez na sua carreira. E Pedro Henriques lá vai
continuar igual.

E não impede que Vítor Pereira deveria ter mais pudor em não nomear para os
jogos finais do campeonato os árbitros que o mundo inteiro sabe que levam
uma mancha benfiquista no coração. Lucilio Baptista - um dos piores árbitros
dos últimos anos do futebol português - já não tem margem para benefício da
dúvida, quando arbitra o Benfica. Toda a gente o sabe, toda a gente o vê, já
toda a gente sorri quando o vê actuar com o Benfica em campo. Desta vez e em
apenas oito minutos, ele liquidou o Olhanense e nem sequer deixou qualquer
hipótese de que o jogo se pudesse vir a complicar para o Benfica. Aos dois
minutos, marcou pressurosamente um daqueles penalties de bola no braço que,
em querendo, só não se assinalam aos manetas (e bem menos evidente do que o
braço na bola com que Aimar amorteceu para marcar o quinto golo do Benfica).
E, aos oito, aí já com razão, mostrou o segundo amarelo ao não-maneta do
Olhanense e, com isso e o penalty inventado, o jogo ficou arrumado, tirando
os fait-divers: o quarto golo em off-side, o quinto preparado com a mão.
Viva o campeão e o Bola de Prata!

Consola-me pensar que em breve Lucílio Baptista gozará a sua justa reforma e
Ricardo Costa a sua justa retirada de cena. Cumpridas as suas missões,
elogiado o seu zelo em defesa da «transparência». E talvez, quem sabe para o
ano, o campeonato se resolva exclusivamente dentro do campo e não haja
protagonistas marginais ao jogo a cumprirem a sua penosa missão de retirarem
de jogo os seus verdadeiros e melhores protagonistas. Um campeonato
inteiramente jogado à luz do dia, longe das sombras dos túneis, dos tiques
de autoridade de personagens menores e que nenhuma, nenhuma falta fazem ao
futebol.

3 - Ricardo Costa retira-se, aliás, com mais uma derrota na sua infatigável
batalha contra o F.C. Porto: o Conselho de Disciplina não apenas revogou o
seu «castigo» de mais três meses de silêncio a Pinto da Costa, como ainda
lhe lembrou esta coisa evidente: quem é o Sr. Ricardo Costa para querer
silenciar quem quer que seja? Quem é este Torquemada de trazer por casa que
se acha mais importante do que a própria Constituição da República? Quem é
este mestre de direito cujas brilhantes teses, e de sentido único, nunca são
acompanhadas por ninguém mais que julga os mesmos factos que ele? Quem é
este pavão justiceiro que até consegue retirar à águia o brilho que,
todavia, nós até lhe reconhecemos? Bye, Bye, Dr. Costa, volte lá para de
onde nunca deveria ter saído.

4 - Fantástico José Mourinho: ele e só ele derrotou o Barcelona. Não foi o
Inter, porque o Inter é uma equipe banal, apenas com um grande guarda-redes
e um excelente médio-esquerdo chamado Snejder. O resto são vedetas sem
sustentação futebolística - como esse menino mal-educado que é o Balotelli,
um jogador absolutamente vulgar, que eu, francamente, não consigo entender
como é que merece de Mourinho mais atenção e mais oportunidades que o
Ricardo Quaresma.

É sintomático que toda a critica tenha escrito que Mourinho anulou o Barça-
jamais que o Inter fez um grande jogo. Não fez, nem nunca faz (talvez contra
o Milan, no campeonato, e contra o Chelsea, em Londres). De resto, o futebol
do Inter é tão entusiasmante como o Ricardo Costa a explicar as suas teses
jurídicas: é um futebol incapaz de dar vida a um moribundo a quem
prometessem mais dez anos de vida. Mas isso só torna mais notável o
desempenho de José Mourinho: a sua capacidade única de estudar os
adversários até à alma e de inventar maneira de os reduzir à impotência e o
seu talento para juntar nove homens banais, acrescentados de dois ou três
bons, e deles todos fazer uma equipe ganhadora. Mas, continuo na minha: de
todas as equipes vencedoras de José Mourinho, a que melhor futebol jogava,
que mais espectáculo dava, foi o F. C. Porto de 2003, que venceu em Sevilha
a Taça UEFA.

PS: Ricardo Araújo Pereira lá prossegue a sua insana tarefa de meu
arquivista particular e não nomeado. Desta vez, e para além do desejo
reiterado de não me ver falar de árbitros (exclusivo de cronistas
benfiquistas, como ele), realça a minha grande contradição por, em Julho
passado, ainda a época não tinha arrancado e eu não tinha visto jogar
ninguém, ter previsto que o F.C.Porto era outra vez o principal candidato ao
título. O facto de, logo em Setembro e depois de ver o que já havia para
ver, ter começado a escrever que o Benfica era a melhor equipe, à vista, não
anula essa penosa contradição que ele me atribuí. Ao contrário dele próprio,
a quem ninguém verá jamais um elogio ao futebol jogado pelo F.C.Porto
(aliás, futebol, propriamente dito, é assunto que nunca o ocupa), ele acha
que eu cometi o crime de não ter começado a elogiar o Benfica logo após o
Torneio do Guadiana. OK: solenemente declaro, desde já, que o meu favorito
para o ano é o Benfica. É o Benfica, é o Benfica.

Entretanto, agradeço ao arquivista ter-me lembrado que em Olhão, no jogo da
primeira volta, o Cardozo só não foi para a rua porque o árbitro, enquanto
caminhava para ele para lhe mostrar o vermelho merecido, lembrou-se do
Benfica-Porto na semana seguinte e mudou o vermelho para amarelo. O Pedro
Henriques também se lembrou do Porto-Benfica, mas, estranhamente, a
consequência foi a oposta...

Miguel Sousa Tavares n'A Bola.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Carlos Azenha: "Há um cunho pessoal na forma de falar à equipa"


"Não é a mesma coisa sem Jesualdo"

A provável ausência no banco de Jesualdo Ferreira no clássico com o Benfica pode ter implicações na equipa. Quem o diz é Carlos Azenha, ex-adjunto do FC Porto, e por uma razão muito simples: "Claro que há uma diferença, porque o treinador principal é o treinador principal. Não é igual um treinador estar no banco ou na bancada. Não é a mesma coisa". As razões têm muito que ver com o plano psicológico, ou seja, a forma como os jogadores recebem a informação. "Há sempre um cunho pessoal na maneira como o treinador principal fala com a equipa, quando transmite as ideias para dentro do campo no decorrer de um jogo", adverte Carlos Azenha. A confirmar-se o castigo de Jesualdo Ferreira - "é de lamentar que chegue a esta fase da carreira e seja expulso" - outra questão que se levanta é a da autonomia do técnico-adjunto durante o clássico. Qualquer decisão terá de partir de Jesualdo Ferreira via telefone (ver peça em baixo) ou José Gomes pode agir sem consulta prévia? Para Carlos Azenha, "isso depende do tipo de relacão que existe entre o treinador principal e o adjunto. Mas é óbvio que em situações momentâneas, como alguma correcção de posicionamento, o adjunto pode agir sozinho". Se a planificação do clássico durante a semana não leva em linha de conta a ausência do treinador no banco - "é a mesma coisa, não muda nada, a não ser a planificação de um método de comunicação" -, é verdade que um jogo com o Benfica merece sempre outro tipo de análise. "Quem disser que preparar um clássico é igual a preparar outro jogo qualquer, está a mentir. Há sempre detalhes que merecem atenção e, em jogos destes, há mais detalhes, simplesmente porque o valor dos jogadores é mais elevado". O antigo adjunto do FC Porto diz ainda que, no Olival, devem ser destacados dois aspectos na abordagem ao clássico com o Benfica. "Há a questão motivacional e há a questão de saber o peso que o jogo tem. Ora, como se sabe, o jogo tem mais peso para o Benfica e isso pode funcionar a favor do FC Porto. O desejo de vencer um clássico é sempre muito elevado".

n'OJOGO


PS - Notícia de última hora (telejornal d'hoje) 
Jesualdo Ferreira foi advertido e multado, pelo que vai poder sentar-se no banco no jogo com o SLB.


PS1 - Raiva não, mas brio profissional sim
"Mal estaria o Hulk se encarasse este jogo com um sentimento de vingança ou de raiva pelo que sucedeu. Isso não vai acontecer. A raiva do Hulk tem de ser contra o castigo que lhe aplicaram", recordou Carlos Azenha. Aliás, o antigo adjunto de Jesualdo Ferreira aproveitou para defender o avançado brasileiro. "É normal reagir quando se é provocado".


PS2 - Bruno Ribeiro diz que Falcao devia ser ilibado



Directamente envolvido no lance do qual resultou o cartão amarelo que afasta Falcao do clássico, o setubalense Bruno Ribeiro contestou ontem a decisão do árbitro, defendendo que a punição deveria ser revista. "Se fosse eu a mandar, retirava-lhe o castigo, porque não considero que tenha havido qualquer agressão. O Falcao ia a cair e atingiu-me involuntariamente com a mão; foi isso que pude confirmar pelas imagens. É verdade que ele me toca, mas longe de ser uma agressão. Se o árbitro considerasse agressão, então, em vez do amarelo, deveria ter mostrado vermelho", disse. Bruno Ribeiro acrescentou ter falado com Falcao. "Disse-me que foi sem intenção e acredito nele". Por isso, sublinha, seria justo que jogasse o clássico. "Gostava que defrontasse o Benfica. Os grandes jogadores são para os grandes jogos". N' OJOGO

PS3 - Lei Marcial (Jorge Maia em OJOGO)
Há quem diga que Pedro Henriques apita à inglesa, mas há outras versões menos lisonjeiras. Uma é a de que apita ao avesso, fechando os olhos a faltas claras e escancarando-os para outras que não existem. Em Setúbal, por exemplo, não devia ter apitado, mas apitou o lance entre Falcao e Bruno Ribeiro. E apitou mal, seja qual for o ponto de vista. Porque, ou, como diz o próprio Bruno Ribeiro, Falcao não teve intenção de o atingir e não há razão para a amostragem de qualquer cartão; ou teve a intenção de o agredir e devia ter visto o vermelho. O amarelo foi apenas mais um numa longa lista de disparates de Pedro Henriques, que já no jogo da primeira volta entre as mesmas equipas tinha apitado ao avesso. Na altura, Hulk sofreu uma falta clara na área do Setúbal, uma grande penalidade que toda a gente viu, menos Pedro Henriques. Ora, às vezes, os disparates de Pedro Henriques são inconsequentes. Afinal, o FC Porto ganhou as duas partidas ao Setúbal, apesar dele. O problema é que desta vez o árbitro de Lisboa excedeu-se e conseguiu estragar dois jogos: o que apitou, esta semana, e o que influenciou, da próxima, de onde afastou injustamente dois dos protagonistas.(soube-se agora que só dos dois).

PS4 - Confirmação das minhas teorias
Paulo Sérgio gosta que os seus centrais tenham não só envergadura, como força e aptidões técnicas mínimas e agilidade/capacidade atlética. No actual plantel sportinguista, curiosamente só um jogador corresponde aos requisitos pretendidos pelo técnico: Tonel - com 1,85 metros e 77 quilos - é unanimemente reconhecido como o único defesa leonino capaz de dominar o jogo aéreo, quer defensiva quer ofensivamente. Carriço (1,81 metros), apesar do bom momento e de ser uma grande esperança para o futuro, não alcança a espécie de medida mínima exigida por Paulo Sérgio, que se cifra nos 1,85 metros. Polga (1,83) e Caneira (1,78), as outras opções menos utilizadas de momento, também ficam aquém...
A referida medida, no entanto, é apenas uma referência a seguir, e não um limite inultrapassável. Existe flexibilidade na avaliação, até porque há outros factores como o tempo de salto, a impulsão e o posicionamento que têm influência na eficácia da disputa de lances pelo ar. Como se pode comprovar no quadro anexo, Paulo Sérgio dá prioridade sempre aos centrais altos e fortes e os que mais utilizou na Liga Sagres, ao serviço de Paços de Ferreira e Vitória de Guimarães, correspondem às suas exigências.
Tendo em conta que as bolas paradas são uma obsessão estratégica do técnico, ganha relevância o cumprimento dos requisitos desejados.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Jornal A Bola lança a confusão

A hora da despedida para Raul Meireles e Bruno Alves
Por Paulo Horta em ABola

Bruno Alves e Raul Meireles devem sair no fim da época. Palco dos portistas recebe último jogo da temporada frente ao Benfica.
 O clássico da próxima jornada será servido com as curiosidades habituais que os jogos entre o FC Porto e o Benfica encerram, mas poderá ser, também, a última discussão entre os dragões e as águias com Bruno Alves e Raul Meireles no painel de argumentos dos azuis e brancos. A corrente noticiosa tem colocado estes dois internacionais portugueses e referências do universo portista como activos potencialmente transferíveis no final da temporada, o tal fim de ciclo já amplamente mediatizado e que, necessariamente, carece de uma confirmação que apenas o mercado do próximo Verão será capaz de oferecer.
 Mas seguindo a tendência, Alves e Meireles são portistas em condições de carregarem um olhar já algo nostálgico quando avançarem para o jogo no Dragão, no caso do central, regressado às opções de Jesualdo Ferreira, após ter falhado a visita a Setúbal, por castigo (acumulação de cartões amarelos). Numa época em que sobra apenas a Taça de Portugal para o FC Porto vencer, os dois jogadores experimentam uma sensação mais estranha nesta recepção ao Benfica, potenciada pela hipótese muito séria de protagonizarem transferências no defeso que aí vem.

domingo, 25 de abril de 2010

Liga Sagres - Vitória de Setúbal 2 FC Porto 5

24/04/2010
Destaco a arbitragem do Pedro Henriques pela negativa. Excessivamente rigoroso para os jogadores Azuis e Brancos sancionando e admoestando a torto e direito, e, permissivo até dizer basta para os da casa! Tal foi a disparidade no critério adoptado que podemos até considerar que usou e abusou de má fé para com os Dragões quando resolveu por dá cá aquela palha mostrar o cartão amarelo ao Falcao pois ele sabia que o ia impedir de alinhar contra o Benfica no próximo jogo.



Foram cinco golos sul-americanos que deram ao FC Porto uma vitória justa e robusta sobre o Vitória de Setúbal (2-5), em pleno Estádio do Bonfim. Falcao, por duas vezes, Maicon, Guarín e Belluschi fizeram o gosto ao pé, em lances bem desenhados que marcaram a superioridade dos Dragões sobre os sadinos. O perfume do futebol portista foi evidente em várias fases do jogo, num terreno difícil e perante um adversário aguerrido. A única nódoa no encontro surgiu já nos últimos minutos, por obra e graça da arbitragem.
A equipa da casa apenas se conseguiu superiorizar nos primeiros cinco minutos. Foi uma espécie de estímulo que o FC Porto deu aos setubalenses, para depois colocar tudo na ordem. Alvaro Pereira, aos seis minutos, deu o primeiro aviso, com um remate ao lado. Aos 13 minutos, após canto de Raul Meireles, Falcao pôs os azuis e brancos em vantagem, e não mais os Dragões abandonariam essa posição. Donos e senhores do encontro, manobrando a bola no meio-campo contrário, os comandados de Jesualdo Ferreira chegaram ao 2-0 em novo pontapé de canto. Desta vez foi Belluschi a assistir e Maicon a marcar.
No início da segunda parte, a equipa da casa fez o que lhe competia e tentou forçar o golo. Com felicidade, na sequência de outro pontapé de canto, Henrique reduziu para 2-1. No entanto, quem observava o encontro percebia que eram os Dragões a comandar e que mais golos seriam inevitáveis. Abandonadas que estavam as tácticas cautelosas, o Vitória de Setúbal expunha-se ao jogar olhos nos olhos com o adversário. E foi assim que, aos 58 minutos, Guarín fez o 3-1, assistido por Hulk. Foi o terceiro tento do colombiano em partidas consecutivas.O FC Porto não tirou o pé do acelerador e as transições rápidas continuaram a colocar em pânico a defesa sadina. Belluschi fez o 4-1, após toque de calcanhar de Guarín, aos 71 minutos, e colocou um ponto final na decisão sobre o vencedor da contenda. O fim do encontro estava à vista, mas antes ainda surgiu um golpe de teatro. O árbitro Pedro Henriques interpretou de forma muito peculiar um lance em que Falcao foi duplamente carregado em falta e admoestou o colombiano com um amarelo que o impede de dar o contributo à equipa no próximo desafio da Liga.
Coincidências, dirão alguns. O que já não foi coincidência foi a união da equipa em torno de Falcao, ainda a tempo de proporcionar ao avançado bisar na partida. O compatriota Guarín serviu-o para um toque sublime, com o goleador a picar a bola sobre o guarda-redes contrário. Ficou como amostra da sua classe, que, por muito que custe a alguns, vai continuar a fazer mossa nos adversários.
FICHA DE JOGO - Liga 2009/10, 28.ª jornada
Estádio do Bonfim, em Setúbal
Árbitro: Pedro Henriques (AF Lisboa)
Assistentes: Gabínio Evaristo e Tiago Rocha
Quarto árbitro: Luís Reforço
FC PORTO: Beto; Fucile, Rolando, Maicon e Alvaro Pereira; Fernando, Belluschi, Raul Meireles e Guarín; Hulk e Falcao
Substituições: Raul Meireles por Tomás Costa (76m), Fucile por Miguel Lopes (76m) e Belluschi por Valeri (92m)
Não utilizados: Nuno Espírito Santo, Nuno André Coelho, Farias e Orlando Sá
Treinador: Jesualdo Ferreira
VITÓRIA DE SETÚBAL: Nuno Santos; Collin, André Pinto, Ricardo Silva e Ruben Lima; Sandro, Kazmierczack, Ney Santos, Neca e Hélder Barbosa; Henrique
Substituições: Ruben Lima por Bruno Ribeiro (46m), Kazmierczack por Rui Fonte (64m) e Sandro por Zoro (75m)
Não utilizados: Matos, Paulo Regula, Luís Carlos e Zarabi
Treinador: Manuel Fernandes
Ao intervalo: 0-2
Marcadores: Falcao (13m e 94m), Maicon (41m), Henrique (51m e 90m), Guarín (58m) e Belluschi (71m)
Disciplina: cartão amarelo para Alvaro Pereira (61m) e Falcao (79m)



DECLARAÇÕES de jesualdo ferreira e rolando
Jesualdo Ferreira e Rolando, que terminou o jogo com a braçadeira de capitão, após a saída de Raul Meireles, destacaram a qualidade da exibição do FC Porto em Setúbal.Jesualdo Ferreira: «Durante grande parte do jogo, o FC Porto foi uma equipa coesa, solidária e fez exibição correcta para este adversário. Durante a primeira parte, controlámos em absoluto. Na segunda parte, não entrámos tão bem, mas há mais mérito do Vitória do que demérito nosso. Depois o jogo estragou-se e não comento mais nada a partir do 4-1. Ainda houve um golo mais do Falcao, que não vi, mas que me deixa muito contente. Não faço juízos de valor, mas parece-me que o amarelo que lhe mostraram é injusto. Fui expulso pela primeira vez em muitos anos, mas foi em defesa da minha equipa»Rolando: «Foi uma vitória incontestável, fomos melhores, dominámos o jogo e marcámos golos que tornaram a nossa tarefa mais fácil. Resolvemos as coisas como equipa. Amanhã é dia de folga e vamos descansar. Tínhamos de ganhar este jogo e fizemo-lo de forma clara. Lamentamos sempre as baixas, especialmente da forma como esta surgiu»

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Controvérsia gerada à volta do Inter 3 Barça 1

O Barcelona habituado a ser beneficiado pelas equipas de arbitragem (não me esqueço dos 2 penaltis sobre o Frasco num célebre jogo com o FC Porto, perdoados ao Barça por um árbitro belga. Na altura o Barcelona pôs uma relações públicas, por sinal loira, a servir de cicerone e não só ao árbitro belga, o qual tinha chegado dois dias mais cedo a Barcelona) vem agora reclamar do árbitro português que não sancionou um suposto penalti cometido sobre o Daniel Alves (na Liga Sagres são resmas de lances do género que não são sancionados a favor do FC Porto) e do terceiro golo do Inter, um offside milimétrico, sabendo-se (está no regulamento) que em caso de dúvida se beneficia a equipa que ataca.

Ainda no túnel, à saída do escaldante Inter-Barcelona, Xavi cruzou-se com José Mourinho e perguntou-lhe "Que achaste do árbitro?" "Por qual me estás a perguntar? Pelo do jogo do Chelsea da época passada?", contestou o treinador português, referindo-se ao norueguês Tom Henning Ovrebo, que deu um empurrão ao Barça nas meias-finais da Champions de 2008/09. Mourinho, cujos conflitos com os árbitros são frequentes, mudou de campo e foi o único a defender Olegário Benquerença, numa reafirmação das palavras de apoio que tinha proferido na altura da nomeação. O juiz de Leiria foi acusado de roubo pelos jornais da Catalunha, os de Madrid admitiram que ele prejudicou o Barcelona, e até os italianos reconheceram uma ajuda ao Inter. O terceiro golo, apontado por Milito em ligeiro fora-de-jogo, e um presumível penálti por assinalar por falta de Sneijder sobre Daniel Alves foram os lances que geraram maior contestação. "Não me parece que o árbitro tenha tido influência no jogo. Mas queixo-me de um fora-de-jogo mal tirado ao Milito ainda na primeira parte com o resultado em 0-0. Mas as equipas mais poderosas têm este tipo de privilégio", ironizou Mourinho em declarações à RTP. O privilégio de que falava era o de que o Barça "não sabe perder". "Acontece a equipas que estão habituadas a ganhar. Eu também sou um pouco assim", justificou, acrescentando que tinha visto no final "coisas impróprias de uma equipa desta categoria". "Já imagino o que iremos encontrar em Camp Nou", avisou. (o facioso) Johan Cruyff, presidente honorário do Barcelona, também participou no coro de críticas. "Pode enganar-se ao não ver (sobretudo sem ajuda do assistente) o clamoroso fora-de-jogo do Milito no terceiro golo. Inclusivamente, até em não assinalar o penálti sobre Alves. Mas não se pode enganar em todas as faltas e, mais, enganar-se sempre, sempre contra o Barça", analisou o holandês no seu artigo no "El Periódico". A indignação com a arbitragem de Olegário Benquerença foi transversal, e bastaram algumas horas para que a rede social Facebook ficasse inundada com páginas dedicadas ao árbitro. Quase todas em espanhol ou catalão, criadas por adeptos do Barcelona, e quase todas com termos ofensivos para o juiz. Mas também houve adeptos do Real Madrid que usaram a ferramenta na internet para agradecer a Benquerença. "Ovrebo, aprende com Olegário", é uma das mensagens que se pode ler.

Dar a bola ao Barcelona e ficar com as oportunidadesMourinho embrulhou a polémica à volta do trabalho do árbitro numa frase e preferiu elogiar o trabalho da sua equipa, explicando o segredo para o triunfo. "Em posse de bola, ficou 50 a zero para eles. Mas fizemos mais golos e tivemos oportunidades para fazer mais", resumiu Lo Speciale, que não deixou de lamentar o golo sofrido, que "ficou atravessado na garganta". "Quando o adversário faz golos em situações não identificadas por nós ou em que conseguem fazer coisas impossíveis de anular, então não há nada a fazer. Mas se os golos sofridos nascem de erros nossos, isso não agrada a nenhum treinador", explicou o treinador, retirando as críticas logo a seguir: "Ganhar da maneira que nós ganhámos... Só posso dizer bem dos meus."

Imprensa dividida entre o árbitro e o feito heróico - Os jornais desportivos espanhóis e italianos são praticamente unânimes em duas coisas: nos erros de Olegário Benquerença e na superioridade do Inter. A "Marca", diário da capital espanhola muito próximo do Real Madrid, aproveita para fazer um trocadilho dizendo "Mou mais perto do Bernabéu", palco da final da Champions deste ano. O catalão "Sport" prefere culpar "o amigo de Mourinho" e fala de "Roubo à italiana". Em Itália, a Imprensa rendeu-se a Mourinho. "Os marcianos somos nós", titula o "La Gazzetta dello Sport". 

PS - Paulo Bento é o escolhido de Pinto da Costa (segundo o Correio da Manhã) Admiração antiga do líder dos dragões fulcral na decisão. ‘Era Jesualdo’ chega ao fim no Jamor. Saiba todos os pormenores sobre o princípio de acordo existente entre o presidente dos dragões e o ex-treinador do Sporting na edição em papel do jornal 'Correio da Manhã'. 

PS1 - David Luis fala de Jorge Jesus "É claramente alguém importante, que fala de uma forma directa e que por vezes até pode ser duro, mas basta reflectir para saber que tem razão, pois tem a noção perfeita de como potenciar as nossas qualidades. É uma pessoa que nos ajuda muito, que quer o melhor para nós. Todos juntos, queremos melhorar, estamos dispostos ao sacrifício, a treinar até às 21 horas ou logo de manhã, a seguir a um jogo, pois sabemos que só dessa forma vamos atingir o título", explicou.

Estrutura duma equipa - Estratégia - Exemplo


Apologista e fiel seguidor do 4x4x2, à imagem de Jorge Jesus, o ainda técnico vimaranense terá de reestruturar todos os sectores. Na defesa - Paulo Sérgio adopta marcação à zona, inclusive nas bolas paradas, sem marcações individuais -, o eixo da mesma poderá ficar sem Polga e Caneira, devendo entrar dois novos defesas-centrais, um dos quais polivalente, capaz de desempenhar outras posições na linha mais recuada, onde, na esquerda, para dar o desejado andamento e profundidade - já que João Pereira, no lado contrário, é intocável -, deverá chegar um lateral para pelo menos discutir o lugar com Grimi. A contratação de Pedro Mendes e o regresso de André Santos, cedido ao Leiria, ajudam a preencher o leque de opções para médio-defensivo, mas no sector intermediário as dúvidas subsistem devido às previsíveis saídas. Médios-interiores, dotados de capacidades para se tornarem alas, alargando o jogo, dando-lhe profundidade, e capazes de contribuir para o assumir do jogo e da posse de bola, serão necessários, em particular na esquerda, onde Yannick Djaló tem sido a solução... possível.
Liedson, lá na frente, terá companhia para ajudar a materializar em golos o futebol de ataque que Paulo Sérgio tanto aprecia. O 31 será sempre a referência do ataque dos leões, mas com o apoio de um homem que se sinta confortável a jogar entre linhas. Saleiro e Pongolle manter-se-ão, ao que tudo indica, contudo falta presença física e altura junto às redes contrárias.

Cá está mais um treinador que afina pelo meu diapasão!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Equipa do FC Porto - Jogadores lesionados

Entretanto, também Hulk se limitou a fazer tratamento depois de ter surgido com queixas no joelho direito no dia do regresso ao trabalho, consequência de um traumatismo sofrido no desenrolar da partida de domingo. Apesar deste contratempo, o avançado deverá recuperar a tempo do próximo jogo com o Setúbal. No departamento médico do clube continuam ainda Varela, Mariano e Rodríguez, sendo que o avançado uruguaio continua sem data para regressar.
Este é um dos aspectos mais visíveis e que fazem inclinar mais o campo para o lado do Benfica: enquanto os árbitros protegem os jogadores encarnados marcando faltas e admoestando (intimidando) os adversários à mínima que estes façam aos benfiquistas, os jogadores do FC Porto são constantemente flagelados pelos adversários com o beneplácito das equipas de arbitragem.


PS - Gaitan na mira dos caçadores de talentos
Nicolás Gaitán, médio-ofensivo do Boca Juniors, está na mira dos encarnados e, ao que O JOGO apurou, a SAD poderá avançar brevemente com uma proposta concreta pelo jogador. Com 22 anos, Gaitán é um tecnicista polivalente: como esquerdino que é, pode alinhar, por exemplo, na posição agora desempenhada por Di María, mas é como 10 que se sente mais cómodo, até porque um dos seus cartões de visita é um bom disparo de meia distância. Tal como O JOGO adiantou oportunamente, Jorge Jesus pretende contar com mais uma opção a Aimar e Carlos Martins - nenhum destes consegue jogar regularmente os 90 minutos, nem fazê-lo três vezes por semana -, uma vez que na próxima época o emblema da Luz irá disputar a Champions e o técnico acredita serem necessárias (ainda) mais soluções para poder rodar a equipa entre as quatro competições (Liga Sagres, Taça de Portugal, Carlsberg Cup e Champions).
Para além disso, o perfil do internacional argentino do Boca Juniors vem ao encontro da actual política da SAD benfiquista, isto é, garantir os serviços de jovens talentos que possam a curto/médio prazo redundar num forte retorno financeiro. Esse é o caso, por exemplo, do também argentino Franco Jara, contratado recentemente ao Arsenal de Sarandí. Ao que O JOGO apurou, o Boca Juniors colocou Gaitán na lista de jogadores a negociar no próximo Verão, uma vez que os responsáveis do clube argentino pretendem aproveitar o facto de o craque ser formado no clube e, logo, não ter implicado investimento anterior.
O empresário do médio, Jose Iribarren, desmente, por agora, qualquer proposta dos encarnados. "Ninguém do Benfica me contactou. Não posso dizer mais nada, porque não sei... Mas se o Benfica apresentar uma proposta, iremos falar, com certeza", sublinhou, a O JOGO.
Certo é que Gaitán é seguido há vários meses pelos encarnados e os responsáveis das águias têm boas indicações do jogador. O Boca Juniors já terá colocado dez milhões de euros como base de licitação para os direitos económicos do médio criativo mas uma eventual proposta benfiquista seria por valores bem mais reduzidos.
Gaitán ainda não se afirmou por completo na equipa principal do clube argentino - no Torneio Clausura disputou até agora cinco jogos, foi sempre substituído, tendo marcado um golo -, e é com esse cenário que a SAD benfiquista pretenderia jogar, assim se concretize o avanço em definitivo para o jogador. Outros emblemas europeus já abordaram igualmente o empresário do craque e, directamente, o Boca Juniors, que também não quer "apressar-se" a negociar o passe do artista, pois entende ser mais vantajoso jogar com o tempo e... com as propostas que vão chegando.

B. I. : Osvaldo Nicolás Fabián GAITÁN - Data de nascimento: 22/02/1988 (22 anos) Naturalidade: José Paz (Argentina)

Posição: médio-ofensivo - Altura: 1,73 metros - Peso: 67 quilos
CARREIRA: Boca Juniors (2008 a 2010) - Internacionalizações: 3 - Títulos: Torneio Apertura (2008)

11 - Golos marcados por Gaitán no Boca Juniors, desde que se estreou, em Junho de 2008

N'OJOGO