sexta-feira, 20 de maio de 2011

Jorge Nuno e aqueles que dizem mal do FC Porto

Um dia um jornalista pediu ao Pinto da Costa para comentar as afirmações dum conhecido maledicente (detractor) do FC Porto e o Presidente respondeu: não comento as afirmações desse sr. porque seria conceder-lhe protagonismo e não quero fazê-lo.
Eis a razão porque também eu desprezo (ignoro) toda a cambada de detractores fanáticos que se entretêm a destilar a sua bilis contra os azuis e brancos.

Um exemplo de paixão de fervor clubista pelo FC Porto

Cardinal: "Tinha de ir e valeu a pena domingo lá estarei no Jamor" : Cardinal tinha sido notícia por ter faltado a um treino de futsal do Sporting para ver o FC Porto sagrar-se campeão na Luz. Desta vez, terá arrancado para Dublin sem autorização do clube...  Mas, detalhes contratuais à parte, explica que não podia mesmo faltar a mais um momento histórico do clube que lhe enche o coração. "Dou sorte ao FC Porto". Assim mesmo, e até apresenta provas. "Não estive nas duas supertaças no Mónaco e perdemos". ..."Desde a barriga da minha mãe que sou portista, nascido no Campo Alegre", conta, como que reforçando a justificação para não perder o regresso às finais europeias. "Estive em Sevilha e em Gelsenkirchen. Não fui Viena, mas esteve lá o meu pai. Tinha de ir a Dublin. Fui e valeu a pena; pelo FC Porto vale tudo a pena. Foi lindo e só quem esteve lá pode explicar".
PS - Kléber admite que gostaria de jogar pelos dragões
Apontado como alvo do FC Porto desde a época passada, Kléber, que ontem partiu para o Brasil, confessou, em declarações à RTP Madeira, que jogar no Dragão era um cenário que lhe agradaria. "É um clube que foi campeão português e que conquistou a Liga Europa. Por isso, é óbvio que qualquer jogador gostaria de jogar no FC Porto", disse. A cerca de um mês de terminar o empréstimo ao Marítimo, o avançado deixa tudo nas mãos do Atlético Mineiro, clube com quem tem contrato e que, há cerca de um ano, chegou a alinhavar um acordo com o FC Porto para a transferência do jogador, entretanto bloqueada pelo Marítimo. "Se o FC Porto ainda estiver interessado, terá de contactar o Atlético de Mineiro após o dia 30 de Junho, altura em que termina o meu empréstimo", acrescentou, preferindo concentrar-se agora nas férias. Kléber, de 21 anos, foi uma das revelações da temporada passada e este ano, à conta da indefinição sobre o futuro, teve uma época mais irregular. Ainda assim, esteve em 18 jogos de campeonato (1337 minutos) e apontou sete golos, sendo o segundo melhor marcador dos madeirenses. Se for mesmo para o FC Porto, será o segundo reforço pescado no Marítimo, depois de Djalma.

FC Porto: vitórias obtidas


Épocas do FC Porto mais produtivas em troféus:
-1987/88 (4) -- Liga portuguesa, Taça de Portugal, Supertaça Europeia e Taça Intercontinental.
- 2002/03 (3) -- Liga portuguesa, Taça de Portugal e Taça UEFA.
- 2003/04 (3) -- Liga portuguesa, Liga dos Campeões e Supertaça portuguesa.
- 2010/11 (3) -- Liga portuguesa, Liga Europa e Supertaça portuguesa.



FC Porto pode assumir topo da hierarquia nacional de troféus se ganhar a final da Taça de Portugal:
- Taça dos Campeões Europeus: 2 (1986/87 e 03/04).
- Taça UEFA: 1 (2002/03).
- Liga Europa: 1 (2010/11).
- Taça Intercontinental: 2 (1987/88 e 04/05).
- Supertaça Europeia: 1 (1987/88).
- Campeonato nacional: 25 (1934/35, 1938/39, 1939/40, 1955/56, 1958/59, 1977/78, 1978/79, 1984/85, 1985/86, 1987/88, 1989/90, 1991/92, 1992/93, 1994/95, 1995/96, 1996/97, 1997/98, 1998/99, 2002/03, 2003/04, 2005/06, 2006/07, 2007/08, 2008/09 e 2010/11).
- Taça de Portugal: 15 (1955/56, 1957/58, 1967/68, 1976/77, 1983/84, 1987/88, 1990/91, 1993/94, 1997/98, 1999/00, 2000/01, 2002/03, 2005/06, 2008/09 e 2009/10).
- Supertaça: 17 (1980/81, 1982/83, 1983/84, 1985/86, 1989/90, 1990/91, 1992/93, 1993/94, 1995/96, 1997/98, 1998/99, 2000/01, 2002/03, 2003/04, 2005/06, 2008/09 e 2009/10).
- Campeonato de Portugal: 4 (1921/22, 1924/25, 1931/32 e 1936/37).

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Dublin - Final da Liga Europa - FC Porto 1 SC Braga 0

Numa final muito bem disputada a equipa do FC Porto consegui anular e ganhar bem ao Braga.
E vão sete troféus internacionais, o quarto este século, façanha que só o Milan, com cinco, supera, ficando o FC Porto a dividir o segundo lugar com Liverpool e Barcelona. André Villas-Boas, aos 33 anos, tornou-se o mais jovem técnico a conquistar uma competição europeia, ele que é sócio dede os dois anos de idade.
O jogo foi, como se esperava, fechado, com o Braga a optar por uma estratégia de contra-ataque, com uma equipa muito curta, cabendo ao FC Porto assumir as despesas do jogo. E com paciência e muita circulação de bola os Dragões controlaram desde o início o jogo, mas raramente conseguiram ultrapassar a muralha defensiva dos minhotos. Até que, aos 44 minutos, Guarín roubou uma bola no meio campo, ganhou alguns metros, fez um compasso de espera e cruzou na perfeição para a cabeçada colocada de Falcao, sem hipóteses para Arrtur Morais.
O FC Porto chegava à vantagem em cima do intervalo e logo no primeiro minuto foi Helton a conseguir uma excepcional defesa, quando Mossóro surgiu isolado, mas não conseguiu bater o guarda-redes aniversariante – completou hoje 33 anos.
A segunda parte foi mais aberta, com o Braga mais subido à procura do empate, enquanto o FC Porto guardava a vantagem e ameaçava em contra-ataques a que faltou quase sempre definição no último passe.
Falcão foi eleito “man of the match” (homem do jogo) e em Agosto o FC Porto disputará a Supertaça Europeia com o Barcelona ou o Manchester United.
Ficha de Jogo - UEFA Europa League, final - 18 de Maio de 2011 - Arena de Dublin
Assistência: 45.391 espectadores.
Árbitro: Carlos Velasco Carballo (Espanha).
Assistentes: Roberto Alonso Fernández e Jesús Calvo Guadamuro.
Assistentes adicionais: Carlos Clos Gomez e Antonio Rubinos Pérez.
Quartro árbitro: David Fernández Borbalán.
FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Otamendi, Álvaro Pereira; Fernando, Guarín, João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela.
Substituições: Guarín por Belluschi 73m, Varela por James Rodriguez 79m
Não utilizados: Beto, Maicon, Souza, James Rodriguez, Rúben Micael, Belluschi e Walter.
Treinador: André Villas-Boas
SC BRAGA: Artur Morais, Miguel Garcia, Paulão, Rodriguez, Sílvio; Vandinho, Custódio, Hugo Viana; Alan, Paulo César e Lima.
Substituições: Rodriguez por Kaká, aos 46m; Hugo Viana por Mossóró, aos 46m; Lima por Meyong 66m.
Não utilizados: Cristiano, Hélder Barbosa, Elderson e Leandro Salino.
Treinador: Domingos Paciência
Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Falcao 44m
Disciplina: Hugo Viana 24m , Sílvio 29m, Sapunaru 49m, Miguel Garcia 55m, Mossóro 59m, Kaká 80m, Helton 90m, Rolando 90+3m.


O FC Porto um a um - Taça nas garras de El Tigre - JORGE MAIA (n’ojogo)
Helton 8 - Helton fez anos ontem e deu-se uma prenda a si próprio e à equipa ao negar o golo a Mossoró logo no primeiro minuto da segunda parte, vencendo um duelo impossível com uma defesa improvável. Antes não tinha tido grande trabalho, mas também não foi exactamente um espectador porque o Braga o obrigou a um par de intervenções simples. Seguro como sempre no jogo com os pés - foi com o direito que negou Mossoró -, nunca abdicou das responsabilidades de capitão de equipa, orientando o posicionamento dos companheiros.
Sapunaru 6 - Não teve muito trabalho durante o primeiro tempo, até porque o Braga preferiu quase sempre atacar pelo outro lado e Paulo César não se revelou particularmente perigoso, pelo menos durante essa fase. Começou o segundo a ver um amarelo, precisamente por falta sobre o extremo do Braga, e correu o risco de ver o segundo numa falta sobre Sílvio, aos 72'.
Rolando 7 - Seguríssimo nos lances aéreos, desmultiplicou-se na compensação às descidas de Sapunaru durante a primeira parte e ainda teve a visão para ensaiar alguns passes à procura da profundidade dos companheiros do ataque, como o que isolou Hulk logo aos 9 minutos. No segundo tempo, revelou-se fundamental no esforço de contenção e nos duelos com os avançados minhotos pelo domínio do espaço aéreo.
Otamendi 7 - Durante a primeira parte, o Braga atacou mais pela direita e o argentino mostrou-se sempre atento aos eventuais desequilíbrios provocados pelas ocasionais descidas de Álvaro Pereira no apoio ao ataque. Na segunda parte, desmultiplicou-se para conseguir chegar a todas as encomendas, quando o ataque do Braga se precipitou sobre a área de Helton.
Álvaro Pereira 6 - Mais contido do que é habitual, não foi tão exuberante na exploração do seu corredor em termos ofensivos, ainda que lhe tenha pertencido o primeiro cruzamento da noite à procura de Falcao. Tinha instruções para evitar que Alan se tornasse decisivo e cumpriu-as à risca. Tal como o resto da equipa, foi importante no esforço de contenção do Braga, quando os minhotos aumentaram a pressão a partir dos 70'.
Fernando 5 - Talvez fossem as notícias que davam conta da presença de dirigentes do Inter em Dublin para o ver jogar, ou talvez tenha sido apenas o nervosismo natural da primeira final europeia, mas o facto é que se revelou demasiado errático durante todo o jogo. Uma asneira enorme, aos 46', permitiu a Mossoró isolar-se na cara de Helton, e fica a dever ao compatriota não ter entrado para o filme da final de ontem como vilão.
Guarín 8 - O enorme cruzamento para o único golo do jogo, marcado pelo compatriota Falcao, é a primeira imagem que fica da excelente exibição de Guarín ontem à noite, em Dublin. A forma como recuperou a bola, como liderou o ataque, como fez o compasso de espera para que Falcao chegasse ao seu lugar, tudo pormenores de génio num lance histórico. Antes disso, porém, já se revelava o jogador mais esclarecido e perigoso do FC Porto, beneficiando, é verdade, do excesso de preocupação do Braga com João Moutinho. Saiu para dar o lugar a Belluschi numa altura em que a prioridade era segurar o resultado.
João Moutinho 6 - Foi a principal preocupação de Domingos e a justificação para a utilização de dois trincos por parte do Braga, e o facto é que acusou a marcação apertada de Custódio. A limitação de espaços forçou-o demasiadas vezes a recuar à procura da bola, deixando-o demasiado longe das zonas onde costuma ser decisivo no municiamento do ataque. Acabou o jogo ao lado de Fernando, como segundo trinco, no esforço para travar o Braga.
Hulk 5 - Hulk teve uma boa iniciativa individual aos 7 minutos. Passou por Sílvio, depois, já dentro da área, por Paulo César e ganhou o espaço para o remate, que saiu perto da baliza de Artur. Tinha outras alternativas, como o cruzamento para Falcao, mas ontem Hulk jogou quase exclusivamente para si próprio. Perdido em dribles inconsequentes, foi quase sempre um verbo de encher. A única excepção foi um grande cruzamento aos 72', à procura de Álvaro Pereira, que falhou a bola por milímetros. Depois voltou para o seu pequeno mundo e por lá ficou.
Varela 6 - Varela ganhou a corrida a James, mas esteve pouco em jogo. Não se conseguiu impor decisivamente nos duelos com Sílvio nem com Miguel Garcia, apesar das frequentes mudanças de flanco com Hulk. Tentou um pontapé de bicicleta aos 14' que saiu demasiado alto e ensaiou um remate de cabeça em resposta a um cruzamento de Guarín, aos 31', que saiu torto. Acabaria por sair ele próprio para dar o lugar a James, mais capaz de segurar a bola na parte final.
Belluschi 6 - Entrou para o lugar de Guarín numa altura em que André Villas-Boas quis ganhar capacidade de posse no meio-campo, mas acabou envolvido no esforço de contenção que marcou o segundo tempo. Destaque para o entendimento com Sapunaru aos 86' que lhe valeu umas das melhores oportunidades do FC Porto na segunda parte.
James 5 - Teve pouca bola, porque o jogo estava inclinado para o outro lado do campo quando ele entrou. Ainda conseguiu liderar um contra-ataque perigoso em período de descontos, mas decidiu mal e o lance perdeu-se.
Villas-Boas: "Notou-se nas equipas alguma intranquilidade e procuraram ambas um jogo muito directo e muito agressivo, que não representa o futebol português, e isso é de lamentar", defendeu, admitindo que isso "não é nada de novo nas finais", e que se foi impondo na história desta, pela vontade dos protagonistas: "Gostávamos que não tivesse acontecido dessa forma, mas, não nos conseguimos encontrar, porque o Braga teve uma pressão bem executada e agressiva, sempre no seu bloco compacto, e os espaços eram difíceis de encontrar. O Braga procurava encontrá-los à profundidade, nós um pouco mais pelo chão, mas também com muita dificuldade, portanto, fica esse registo duma final que podia ter sido um pouco melhor em termos de espectáculo, mas, de grande alegria, pela conquista do troféu". "É, sem dúvida, um grande prémio, e falta apenas um troféu para uma época memorável".
Domingos:  "Estamos orgulhosos pelo que fizemos. Fizemos uma temporada de grande valor, o que enaltece o caráter e a qualidade desta equipa". "Somos a prova que, com ambição e crença, se consegue fazer muito", rematou.

André Villas-Boas: “O FAVORITISMO NÃO ME INTERESSA”


17/05/2011 - André Villas-Boas agradeceu e rejeitou repetidamente o favoritismo atribuído ao FC Porto na abordagem à final da UEFA Europa League. Na verdade, o treinador dos Dragões não chegou a tecer qualquer consideração sobre o tema ao longo de mais de meia hora de conferência e de muita insistência dos jornalistas. Porque, ficou claro, lhe interessa muito mais do que os elogios da imprensa.
Aspiração natural
“No final do jogo de Genk, no playoff, quando assumi a aspiração de vencer a UEFA Europa League, apenas disse algo natural em função das expectativas e do prestígio do FC Porto. Foi algo que me saiu naturalmente.”
Desafio aliciante 
“Não me interessa o favoritismo ou entrar nessa discussão. Temos apenas a esperança, acreditamos muito na nossa competência e o Braga coloca-nos um desafio bastante difícil e aliciante, porque as equipas que foi deixando para trás são de topo europeu.”
Qualidade extrema
“O Braga vem de uma série de resultados alucinantes, o que demonstra a qualidade extrema do treinador e dos jogadores, que chegaram a esta final com mérito total. Esse é o nosso desafio.”
Manter identidade
“O tempo para preparar este jogo decisivo foi muito limitado. Temos uma grande confiança na forma como estudamos os nossos adversários, mas o mais importante é mantermos a nossa identidade.”
Difícil de repetir
“A vitória de 2003 foi um marco, que permitiu consolidar a história europeia do clube, mas o que aconteceu em 2004 foi muito importante e muito difícil de repetir. Se tudo correr bem amanhã, Dublin ficará para sempre na nossa memória.”
A melhor mistura
“O trabalho do treinador depende da estrutura do clube e da qualidade dos jogadores. No fundo, o que nós fazemos é procurar obter a melhor mistura destes dados.”
Questão de identidade
“As identidades de cada equipa trouxeram-nas até à final. Nenhuma equipa mudou muito ao longo dos jogos e não creio que vão desvirtuar a sua própria imagem na abordagem à final.”
Evitar sofrer
“Sofrer faz parte do jogo e, se o Braga marcar, vamos procurar reagir. Temos a equipa preparada para uma grande solidez defensiva, esperando que possamos ser competentes e evitar sofrer golos.”
Mensagens
“Não sei o que o Domingos faz para inspirar os seus jogadores, não sei que tipo de mensagens passará. O mais importante para nós é que os nossos jogadores acreditem na mensagem e no trabalho que nós passamos.”

As habilitações do André Villas-Boas

Aqui há uns tempos atrás, quando foi contratado pelo FC Porto para trabalhar com José Mourinho, lembro-me de ter lido no jornal OJOGO que o AVB era licenciado (especialista) em estatística e que seria esse o seu trabalho ao fazer os relatórios. Agora apareceu no telejornal da RTP1 a notícia de que afinal o AVB só tinha o 12º ano e que o resto das habilitações eram ligadas ao futebol! Isto dá-me que pensar: porque é que neste momento se aborda este assunto e com que intenção?! Porque é que neste momento ficou anda tanta gente de repente interessada nas habilitações do pequeno génio do futebol?! Será para menosprezar, subestimar os êxitos do AVB?! No creo en brujas, "pero que las hay, las hay"!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Liga Europa e o poder de compra dos irlandeses

"Comprámos bilhetes na quarta-feira. O Braga devolveu muitos ingressos e conseguimos comprar dois bilhetes por 115 euros", conta Bruno Marques, natural de Viseu e que trabalha no Banco da Irlanda. O dinheiro é bem gasto, assegura. "O salário mínimo na Irlanda ronda os 1500 euros, por isso, para quem tem trabalho não é caro ir ver a final da Liga Europa". 

Ingerência de Laurentino Dias no Futebol

Laurentino Dias quer cozinhar um TAD à medida das suas cores clubistas

Laurentino Dias diz que projecto de Tribunal Arbitral envolve "todo o movimento associativo" 
O secretário de Estado da Juventude e do Desporto defendeu que o projecto para a constituição do Tribunal Arbitral do Desporto, apresentada hoje no Conselho Nacional de Desporto, tem o envolvimento de todo o movimento associativo e "uma dimensão diferente".
...A Comissão para a Justiça Desportiva, presidida por José Cardoso da Costa, foi constituída por despacho de Laurentino Dias, publicado no Diário da República a 20 de Setembro de 2010.
A elaboração da proposta resultou de reuniões de sub-comissões de especialidade e em 12 sessões de plenário, tendo-se encerrado os trabalhos a 04 de Maio de 2011.
O documento foi apresentado hoje ao Conselho Nacional de Desporto, para que os conselheiros possam apreciar e será igualmente enviado para os conselhos superiores da Magistratura e do Ministério Público.
O próximo governo eleito nas eleições de 05 de Junho tomará depois uma decisão para a constituição do Tribunal Arbitral do Desporto.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Futebol - Liga Europa - Árbitro espanhol Carlos Velasco Carballo apita final

O árbitro espanhol Carlos Velasco Carballo foi nomeado pela UEFA para arbitrar a final de quarta-feira da Liga Europa de futebol, entre o FC Porto e o Sporting de Braga, informou hoje a UEFA.
Carballo será coadjuvado por Roberto Alonso Fernández e Jesús Calvo Guadamuro. O quarto árbitro oficial David Fernández Borbalán.
A final da Liga Europa 2010/11 está agendada para quarta-feira, a partir das 19:45 (hora de Lisboa), na Arena de Dublin.
FC Porto treina de manhã e parte à noite para Dublin
O FC Porto parte hoje pelas 20:45 rumo a Dublin, a capital da República da Irlanda, onde quarta-feira defronta o Sporting de Braga, na final 100 por cento portuguesa da Liga Europa em futebol.
Com Fernando e João Moutinho já recuperados, o treinador André Villas-Boas tem como únicas baixas para Dublin os defesas Fucile e Emídio Rafael e o extremo Cristian Rodriguez, todos lesionados.
Ao contrário dos "dragões", o Sporting de Braga apenas parte para a República da Irlanda terça-feira, num voo charter marcado para as 09:30.
A UEFA resolveu nomear um juiz do apito espanhol, se me perguntassem eu preferiria um árbitro inglês porque são na minha opinião os árbitros mais profissionais e competentes do mundo. Assim como o futebol inglês onde existe mais Fair Play.

domingo, 15 de maio de 2011

Campeonato Nacional de Futebol - Marítimo 0 FC Porto 2

14/05/2011 - CAMPEÃO sem derrotas 

O FC Porto concluiu o campeonato nacional a vencer, como aconteceu durante quase toda a temporada. Os Dragões conseguem a proeza de terminar as 30 jornadas invictos, tendo apenas cedido três empates e conseguido uma série impressionante de 27 vitórias. O último a sucumbir foi o Marítimo, derrotado por 2-0, com dois excelentes golos de Varela e Walter.
Com um futebol de posse e circulação de bola, que é a imagem da equipa azul e branca, o FC Porto foi tomando conta dos acontecimentos e as jogadas na área começaram a surgir, quase sempre através de passes de rotura dos médios.
E foi assim que, aos 21 minutos, numa grande assistência de Guarín que isolou Varela, que este concluiu com o pé esquerdo desferindo um remate em arco não dando hipóteses a Marcelo. O FC Porto chegava assim à vantagem através duma excelente jogada culminada com um fantástico golo. 
Aos 32 minutos, foi a vez de James Rodriguez fazer um passe a régua e esquadro para a entrada de cabeça de Walter, que colocou a bola junto ao poste, mais uma vez sem chances de defesa para o guarda-redes do Marítimo. Na segunda parte o Marítimo procurou dar a volta ao resultado e foi então a vez de Beto realizar uma exibição muito meritória! Quando aos 50 minutos, defendeu para canto um remate do isolado Babá, e, aos 60, impediu novo golo do senegalês. Era a fase em que os Dragões já estavam a poupar energias para as finais de Dublin e do Jamor e em que a equipa irá tentar conquistar mais dois troféus. No FC Porto são de sublinhar as exibições de: Beto pelas fantásticas defesas que realizou, Guarin, James, Varela e Walter pelos excelentes golos marcados! Pela negativa: Belluschi que entrou armado em vedeta e só fez asneiras, todos os passes que procurou fazer para os colegas foram parar aos pés dos adversários, perdeu o ritmo e não acerta os passes.
Campeonato Nacional, 30.ª jornada. - Estádio dos Barreiros, no Funchal. 
Árbitro:Hugo Miguel (Lisboa). Assistentes: Nuno Pereira e Paulo Soares. 
Marítimo: Marcelo, Briguel, Robson, Roberge e Luciano Amaral; Rafael Miranda, Alonso e Benachour; Djalma, Baba e Kléber. Substituições: Rafael Miranda por Marakis (30m), Alonzo por Danilo Dias (59m), Kleber por Heldon (72m). Não utilizados: Peçanha, Ricardo Esteves, Luís Olim e Tchô. Treinador: Pedro Martins 
FC PORTO: Beto, Sapunaru, Rolando, Otamendi e Álvaro Pereira; Souza, Guarin, Ruben Micael ; Varela, James Rodriguez e Walter. 
Substituições: Sapunaru por Sereno (46m), Guarín por Belluschi (61m), Walter por Mariano (78m). 
Não utilizados: Kieszek, Maicon, Falcao e Christian Atsu. 
Ao intervalo: 0-2 - Marcadores: Varela 21m, Walter 32m.
Treinador: André Villas-Boas 
Cartões amarelos: Seremo 70m, Robson 75m.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Jorge Nuno ganha outra vez em tribunal

O processo "Apito Final" vai voltar ao Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), depois de o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa ter considerado "inexistente" a "pretensa decisão de 'continuação'" da reunião do CJ em que, a 4 de Julho de 2008, foi confirmada a condenação de Pinto da Costa a dois anos de suspensão, por tentativa de corrupção. O presidente portista recorreu e, quase três anos depois, vê o tribunal de primeira instância dar-lhe razão. A FPF, que pode agora recorrer para o Supremo Tribunal Administrativo, vai remeter o processo ao CJ, para análise. Entretanto, esta decisão gerou grande expectativa entre os responsáveis do Boavista, que esperam a decisão de um recurso em tudo idêntico ao apresentado pelo presidente portista, na sequência da polémica reunião que, indeferindo os respectivos recursos, e ainda o do FC Porto, confirmou os castigos aplicados pela Comissão Disciplinar da Liga no "Apito Final". O momento em que foram votados estes processos foi agora considerado "inexistente" pelo colectivo de juízes presidido por Anabela Russo - tal como pedia a defesa de Pinto da Costa. A reunião em que o CJ deveria apreciar os recursos do "Apito Final" foi polémica. O então presidente, Gonçalves Pereira, declarou o vogal João Abreu impedido de participar na mesma, alegando incompatibilidade deste. Perante tal decisão, um outro vogal, Álvaro Baptista, propôs a instauração de um processo disciplinar ao presidente, que deu a reunião por encerrada, por não haver condições para uma decisão objectiva e imparcial. O Tribunal Administrativo de Lisboa confirmou a legalidade da acção de Gonçalves Pereira e declarou "inexistente" tudo o que se lhe seguiu: a "pretensa 'continuação' da mesma reunião" em que alguns vogais confirmaram os castigos do Apito Final. A juíza contraria o parecer encomendado pela FPF a Freitas do Amaral, que considera a decisão presidencial viciada por "desvio de poder por motivo de interesse privado", considerando que foi a "perturbação grave" que o levou a encerrar antecipadamente a reunião, e não o de evitar que a votação dos recursos tivesse um sentido contrário àquele que defendia. Pinto da Costa foi condenado a dois anos de suspensão, por tentativa de corrupção.

José Manuel Meirim sustenta que Boavista terá direito a ser indemnizado e reintegrado na Liga

Futebol - FPF - O especialista em direito desportivo José Manuel Meirim considerou hoje que o Boavista "não só terá direito a uma indemnização como a ser reintegrado na Liga", caso venha a confirmar-se a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa.
Esta instância judicial considerou, através dum acórdão de 6 de Maio, "inexistente" a continuação da reunião do Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que indeferiu os recursos do Boavista e do presidente do FC Porto no processo "Apito Final".
O mesmo especialista sustenta, também, que a confirmação desta decisão daria a Jorge Nuno Pinto da Costa o direito de "suscitar um pedido de indemnização", no âmbito de uma "acção de responsabilidade civil", pelos dois anos cumpridos decorrentes duma "sanção aplicada por engano".
José Manuel Meirim admite vários cenários, um dos quais o da direcção da FPF recorrer da decisão ora tomada pelo Tribunal Administrativo de Lisboa, para a instância superior, ou seja, o Tribunal Central Administrativo do Sul, e ainda, para o Supremo Tribunal Administrativo a quem caberá a última decisão.
"O que o Tribunal disse, dando razão ao presidente do FC Porto, foi que o que se passou no CJ da FPF a partir das 18:00 na célebre noite de 04/07/2008 não existiu", disse José Manuel Meirim à Agência Lusa, o que significa que as deliberações daquele órgão, que confirmaram as sanções aplicadas pelo Conselho de Disciplina da FPF ao Boavista e a Pinto da Costa foram "apagadas do mapa".
Ora, se tais sanções não existiram, significa, segundo José Manuel Meirim, que "tudo voltou ao momento em que a reunião do CJ foi encerrada" pelo presidente daquele órgão Gonçalves Pereira.
Meirim sustenta que, "caso a decisão ora tomada seja confirmada pelas instâncias superiores", num cenário de recurso daquela por parte da direcção da FPF, "caberá ao actual CJ reapreciar o caso e decidir se os recorrentes têm ou não razão", confirmando ou não a decisão do Conselho de Disciplina que puniu o Boavista com a pena de descida de divisão por coação aos árbitros e o presidente do FC Porto com dois anos de suspensão por duas tentativas de corrupção.
Mas, José Manuel Meirim alerta para o risco de prescrição, caso a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa seja confirmada pelas instâncias superiores após recurso da FPF: "Não sei se não teremos o problema de, nessa altura, o prazo legal de cinco anos, a contar da data da prática dos factos, já ter sido ultrapassado e o caso prescrito".
"Na hipótese de ocorrer uma prescrição, o Boavista teria direito não só a uma indemnização, mas também a ser reintegrado na Liga, enquanto o caso do presidente Pinto da Costa seria uma situação de responsabilidade civil, com direito a uma indemnização", rematou José Manuel Meirim.