quarta-feira, 4 de março de 2026

Frederico Varandas conspurca o Futebol português

O Sistema do futebol português
No futebol português há coincidências que acontecem vezes demais para serem coincidência.

Já há dois anos que venho dizendo que o novo sistema do futebol português veste Lacoste.

Em jogos apertados, repete-se um padrão: os árbitros surgem demasiadas vezes como verdadeiros nadadores-salvadores do Sporting. Ou fazem vista grossa a lances capitais que colocariam o Sporting em inferioridade numérica (vejam-se os casos dos jogos contra o Alverca em casa e o Famalicão fora), ou, como sucedeu nos Açores para a Taça e em Alvalade contra o Famalicão para o campeonato, passam largos minutos a inventar penáltis ou a procurar faltas à lupa para salvar o clube de Alvalade.

O campeonato do ano passado foi um excelente exemplo disso. Na fase decisiva da época, o Sporting teve o amparo da arbitragem em jogos fundamentais que antecederam a ida ao jogo decisivo da Luz: o jogo em casa com o Gil Vicente (onde foi perdoada uma expulsão a Maxi quando o Sporting perdia) e o jogo fora com o Santa Clara, onde Cláudio Pereira não assinalou um penálti flagrante quando o jogo estava empatado.

E depois houve a final da Taça, a verdadeira cereja no topo do bolo.

Este ano o festival prossegue, como se tem visto no campeonato e como se viu ontem em Alvalade, onde vários jogadores do Sporting fizeram o que quiseram dentro de campo — peitadas, agressões, gestos obscenos, pontapear a bola contra colegas deitados no chão — sem que o árbitro tivesse esboçado qualquer reacção.

Foi de tal forma vergonhoso e escandaloso que um jogador que cometeu acções merecedoras de dois cartões vermelhos e um amarelo saiu de campo sem ver um único cartão!!!

Não é, pois, por acaso que há um único presidente que surge sistematicamente em público a defender o sector da arbitragem e a declarar-se satisfeito com o seu desempenho.

Esse Presidente chama-se Frederico Varandas.

Mas o sistema não reside apenas aí.

O Sporting conta também com peões estratégicos que condicionam e vendem publicamente as narrativas que interessam, sempre sob a capa de uma pretensa, mas inexistente, imparcialidade.

E na FPF rapidamente se percebeu que o famoso “mapeamento clubístico” não passou de uma operação de cosmética para atirar areia para os olhos e esconder quem ocupa os lugares verdadeiramente relevantes. (E nem vale a pena falar da Liga, porque aí também haveria muito para dizer.)

É verdade que o Sporting tem sido bem gerido, que dentro de campo é forte e que tem um excelente plantel (mesmo que, em jogos contra equipas do seu nível, tenha muitas vezes dificuldades em impor-se). Mas o sucesso construído não decorre apenas do que acontece dentro das quatro linhas; resulta também, e em boa medida, do trabalho que foi sendo feito fora delas.

No futebol português ganha-se dentro das quatro linhas… mas às vezes começa-se a ganhar muito antes de o jogo começar.

P.S. Frederico Varandas comportou-se ontem, no final do jogo, como um verdadeiro troll das redes sociais, com uma postura e declarações indignas de um presidente de um grande clube.

 Sem me deter na fanfarronice de taberna, alguém (Frederico Varandas) que tentou branquear publicamente a bárbara agressão de Matheus Reis na final da Taça, que teve o clube a negar que foi Nuno Santos quem partiu o vidro em Aveiro na Supertaça (ferindo uma jovem adepta do próprio Sporting) e que nunca condenou a cabeçada que Matheus Reis deu a um apanha-bolas do FC Porto, não tem qualquer autoridade moral para falar da dimensão ética de quem quer que seja, mesmo que passe a vida a encher a boca com ela.

2 comentários:

Anónimo disse...

O responsável pelas barbaridades cometidas por alguns jogadores do Sporting é Luciano Gonçalves presidente sportinguista do Conselho de Arbitragem, Nomeações da FPF.

Joaquim Pedro Monteiro disse...

Não tenho nada mais a acrescentar! esse senhor armado em beto é um arrogante complexado!