domingo, 9 de agosto de 2009

Elemento que deve ser objecto de estudo

Por parte dos responsáveis do FC Porto:

Com Douglas em campo o sucesso é garantido (Guimarães)!

O tempo passa e não pára de crescer a dependência. Um problema mais agradável do que patológico, porque ter o avançado em campo é quase sempre meio caminho andado para os golos. Um disparo de cabeça notável abriu caminho para uma vitória inesperada... para os visitantes.

domingo, 2 de agosto de 2009

FC Porto é muito mais do que Hulk

Jorge Maia / Carlos Gouveia enviados especiais Isla Canela

A derrota com o Aston Villa não apagou o que ficou para trás: cinco vitórias e um empate numa pré-temporada cheia de novidades e com uma confirmação: Hulk. Jesualdo Ferreira fez a O JOGO um balanço completo do arranque, a uma semana do primeiro desafio oficial.

Directo ao assunto. Fala-se muito numa certa dependência em relação ao Hulk, o único jogador do FC Porto que marcou na Peace Cup. Ela existe mesmo? Não existe dependência nenhuma do FC Porto em relação a Hulk. O FC Porto é muito mais do que o Hulk. O fundamental é que ele perceba que a equipa joga para ele e que ele tem de jogar para a equipa. Nenhum jogador consegue fugir a esta condicionante. O Hulk joga na última linha, como jogava o Lisandro ou o Quaresma, e, como o jogo tem uma lógica, é evidente que as características do Hulk só podem ser potenciadas com a equipa. As suas capacidades só podem ser úteis quando ele for capaz de as pôr ao serviço da equipa. Gostava que se recordassem do que foi escrito sobre ele há um ano, quando ele chegou. Nessa comparação, entre o Hulk actual e aquele que chegou mais ou menos por esta altura, percebe-se que aquilo que separa um e outro é a evolução que ele fez no entendimento com a equipa. Por isso mesmo, rejeito qualquer dependência em relação ao Hulk, como rejeitei a dependência em relação ao Quaresma ou em relação ao Lucho. E o facto é que a equipa conseguiu sobreviver sempre à ausência de qualquer um deles. De resto, posso dizer-lhe que os jogadores com as características que tem o Hulk impressionam quase sempre mais o público e a crítica do que os treinadores.

Mas sobra a ideia de que não há muitas alternativas a Hulk no plantel… Não faltam alternativas ao FC Porto, faltam alternativas ao Hulk. Ou seja, o FC Porto tem outros jogadores para utilizar no ataque com características diferentes, o que não tem é outro Hulk, com a mesma velocidade e a mesma capacidade de explosão. Aliás, nem sei se existe algum por aí, até porque a clonagem não está assim tão evoluída. Claro que o plantel tem alternativas para quando ele não jogar.

Falcao, por exemplo, pode render mais? Não será um jogador demasiado parecido com o Farías? O Falcao corre o mesmo perigo de qualquer jogador que chega ao FC Porto e ao fim de cinco treinos joga: tem de comer a bola. Não é justo fazer essa avaliação e muito menos comparar o Hulk com o Falcao. Primeiro, o Hulk não é um ponta-de-lança, é um avançado. No FC Porto, não jogamos com dois extremos e um ponta-de-lança, jogamos com três avançados e creio que, com alguma calma, o Falcao pode fazer parte desse esquema e nós vamos ter esses três avançados, tal como tivemos no ano passado.

Isso quer dizer que, para já, não tem? Quer dizer que o Rodríguez está lesionado, quer dizer que o Hulk não tem jogado exactamente na posição onde penso que poderá jogar no futuro e quer dizer que o terceiro jogador desse trio ainda não entende completamente o jogo da equipa, mas vai entender. Agora, é verdade que o Falcao não é uma alternativa ao Hulk, porque têm características diferentes.

E isso significa que lhe chegam os jogadores que tem? Neste momento, temos seis avançados, o que é o ideal para a estrutura da equipa, todos eles têm características diferentes que são complementares e que, com tempo e com trabalho, podem proporcionar todas as soluções de que a equipa precisa. De resto, as conversas sobre os nossos planos ao nível das entradas e saídas não são públicas.

Este Plantel é tão potente como o do ano passado

Algum reforço o tem impressionado em particular? O problema de uma análise desse tipo é que alguns dos reforços ainda não tiveram nem tempo, nem espaço para os podermos analisar com algum critério e rigor. Quando referia que nos preocupamos com a forma como avaliamos os jogadores, e também com a forma como os expomos à avaliação exterior, não posso fazer uma análise com segurança. Sinto que todos os reforços que chegaram têm condições para virem a ser aquilo que espero deles. Isso é seguro.

Há um ano, ainda muito cedo na temporada, disse que a equipa seria mais forte que a anterior. Pode dizer o mesmo desta? Na altura, disse que a equipa seria diferente, que seria mais forte por ser mais potente do que a anterior e acredito que isso mesmo ficou confirmado ao longo da temporada. Creio que essa potência existe neste plantel, na mesma, mas é preciso encontrar alinhamentos tácticos que aproveitem as qualidades dos jogadores que estão cá. O FC Porto perdeu o Cissokho, o Lucho e o Lisandro, que foram fundamentais na última época, mas há um ano também tínhamos perdido o Bosingwa, o Quaresma e o Paulo Assunção. E agora, tal como aconteceu há um ano, teremos de encontrar as melhores soluções tácticas para podermos ser ainda mais fortes.

A Peace Cup não foi uma exigência excessiva quando falta uma semana para a Supertaça? Seria se não tivéssemos tido o cuidado de fazer um grande trabalho de rotação. De resto, é importante perceber porque é que alguns jogadores jogaram mais do que os outros - porque foram os que mais trabalharam desde o arranque. Depois, as entradas progressivas do Raul Meireles, do Bruno Alves, do Rodríguez, do Fucile e do Guarín ajudaram a equipa a crescer, porque estes elementos conhecem o nosso processo, o nosso modelo de jogo e foram muito úteis para acelerar a integração dos restantes. É assim que se consegue que o Álvaro Pereira esteja a jogar, que o Maicon esteja a jogar e que o Belluschi e o Varela estejam a jogar. De resto, nessa fase inicial do trabalho, houve muitas alturas em que a menor capacidade física foi compensada pela maior identificação de alguns jogadores com aquilo que é o processo do FC Porto. Este não foi um trabalho fácil, mas o facto é que, considerando os jogadores que chegaram lesionados, conseguimos excelentes resultados com um grupo relativamente reduzido.

Foi uma decepção falhar a final? Queríamos ir à final, fizemos tudo para lá chegar, mas também reconheço que iria colocar uma carga pesada na semana que antecede a Supertaça. Por outro lado, também é verdade que um bom resultado, na final, poderia ter efeitos ao nível anímico que compensassem o desgaste provocado pelo prolongamento da estadia aqui. Compete-nos agora reequilibrar os processos desgastantes que existiram e potenciar o conjunto de jogadores que estão numa fase mais atrasada do processo de integração.

Já experimentou jogar em 4x4x2 algumas vezes. É uma experiência para levar mais longe?

Não é uma experiência, é uma alternativa que o FC Porto precisa de ter. Sempre disse que o FC Porto tinha um sistema base, e tem, tem um modelo estabelecido que passa por um conjunto de princípios que regem a organização táctica da equipa, e a configuração dos jogos e dos jogadores vai obrigar-nos algumas vezes a reposicionar os jogadores de tal forma que pareçam enquadrar outro sistema, mas o importante é que o modelo não mude, ou que seja cada vez mais forte e estável. E, independentemente do sistema, o importante é que os jogadores actuem de acordo com aqueles que são os nossos princípios, quer a defender, quer a atacar.

Construir uma equipa no ataque ao Penta será um grande desafio. Reconstruir é uma palavra a que Jesualdo Ferreira já se habituou. Esta pré-temporada serviu para lançar as bases de um novo FC Porto.

Está a ser aliciante construir mais um puzzle? Saíram três jogadores importantes, entraram outros. Está a dar-lhe o mesmo gozo que confessou sentir no ano passado? Já usei essa expressão uma vez e se a repetir vão acusar-me de falta de originalidade. Vou dizer que é um grande desafio. Depois do tetra, atacar o penta com jogadores novos e com a necessidade de construir uma equipa nova será certamente um grande desafio para mim, para os jogadores, mas também para o público que nos apoia e que espera sempre os melhores resultados e as melhores exibições. Também eles vão ter de participar neste desafio de sermos penta.

O FC Porto está pronto para entrar na competição a doer? Claro que sim. Tem de estar, como estarão todas as outras equipas, ainda que mantendo a consciência perfeita de que temos ainda pouco trabalho para podermos render o máximo. A avaliação que se pode fazer ao FC Porto, neste momento, é sempre incompleta, atendendo àquilo que são as realidades de uma pré-temporada que começou há apenas quatro semanas.

Arrancou mais tarde do que os rivais para a preparação. Alguma razão para isso? Várias. Começámos a época a 7 de Julho, a quatro semanas do início da época oficial, concretamente a um mês da disputa da Supertaça e fizemo-lo por duas razões. Primeiro, porque depois do desgaste de 52 jogos numa época de alta intensidade, os jogadores deveriam ter, no mínimo, um mês de férias. Tínhamos também a perspectiva de que poderiam acontecer algumas alterações na equipa, considerando aquilo que eram as estimativas do mercado de transferências; tínhamos um conjunto de jogadores internacionais que apenas estariam libertos dos compromissos da selecções a 10 de Junho e tínhamos de pensar sobre as aquisições que viessem a ser feitas. A data foi escolhida para permitir as férias, sabíamos que a maior parte dos jogadores já teria uma base de trabalho sobre os processos de jogo da equipa, mas também para encurtar as diferenças de tempo entre o trabalho feito pelo primeiro grupo e os que chegavam mais tarde. Se tivéssemos começado a 29 ou a 30 de Junho teríamos quase duas semanas de trabalho feito pelo primeiro grupo que seriam praticamente irrecuperáveis pelos jogadores que foram chegando mais tarde. Foi um risco que corremos, encurtando o período de preparação para ganharmos em rapidez de integração.

Com bons resultados? O que se passou nos jogos prova o acerto desta opção, mas a verdade é que as diferente integrações que foram feitas são ainda perceptíveis, nomeadamente ao nível de cargas de trabalho e ritmo. Por isso, falei num plantel dividido em três patamares distintos e por isso avisei em relação à especificidade de uma competição como a Peace Cup, cujo calendário previa a realização de jogos com intervalos de 48 horas, o que, em termos de preparação, não é o melhor, especialmente no caso do FC Porto, que, para além da construção da equipa, quando entra numa competição destas fá-lo para ganhar. E esse tipo de exigência não favorece uma observação mais detalhada dos jogadores nem a integração progressiva dos jogadores mais novos.

Bruno Alves? Ninguém está preparado para perder quem gosta. Está preocupado com a possibilidade de o Bruno Alves ainda poder sair? Essa possibilidade coloca-se não só em relação ao Bruno Alves… Mas em relação a ele em particular, está preocupado? Até ao dia 31 de Agosto, tudo pode acontecer. Como treinador, sempre disse que não estava preparado para perder nenhum jogador e, em termos mais genéricos, posso dizer-lhe que ninguém está preparado para perder quem gosta. Agora, compete-nos estarmos atentos e preparados para aquilo que pode acontecer na vida de uma equipa ou na vida de um jogador. E podem acontecer muitas coisas. Pode haver uma transferência, mas também pode haver uma lesão grave e temos de estar preparados. De que forma? Neste momento, para além do Bruno e do Rolando, que formam a dupla de centrais do FC Porto, temos o Maicon e o Nuno André Coelho a treinar com os mesmos princípios, com as mesmas ideias e dentro do mesmo modelo, e que vão fazendo o seu trabalho de integração progressiva. E aquilo que posso dizer que desejo, em relação ao tema Bruno Alves, é que as coisas corram da melhor maneira possível para o FC Porto.

Acha que o Álvaro Pereira já fez esquecer o Cissokho? Acho que são jogadores tão diferentes que dizer que um fez esquecer o outro acaba por ter graça. Têm algumas semelhanças, mas são, na essência, dois jogadores diferentes. São dois bons jogadores, tivemos uma experiência muito positiva com o Cissokho durante quatro meses, mas o Álvaro só está cá há meia dúzia de dias e não faz sentido estar a fazer comparações. Mas está satisfeito com a troca? Estou satisfeito com o Álvaro Pereira.

Generalizando um pouco, o balanço que faz do trabalho é positivo? Bem, chegamos a este momento sem lesões, com alguns jogadores com ritmo muito aceitável, com uma equipa praticamente formatada, que já ganhou jogos de grande intensidade e apresentou performances muito boas, mas com alguns jogadores ainda em graus intermédios da sua integração. Por outras palavras, o FC Porto já é uma equipa, mas pode e vai ser uma equipa muito melhor do que é agora. Neste contexto, a prioridade vai para a necessidade de proceder ao reequilíbrio entre os diversos momentos de preparação do plantel. O balanço nesta fase tem de ser positivo, não só pelos jogos que fizemos, não só pela forma como fomos vendo a evolução dos jogadores, mas também pela forma como os novos se integraram, e refiro-me ao Maicon, ao Belluschi, ao Varela e ao Álvaro Pereira, jogadores que rapidamente perceberam o que pretendemos e a forma como jogamos.

Belluschi é jogador muito diferente de Lucho. Pode cumprir as mesmas funções? O Belluschi é um jogador de menos espaços que o Lucho. É um jogador de menores penetrações, mas acaba por ocupar tanto espaço intermédio como ocupava o Lucho. Tem uma excelente capacidade de passe, é um grande finalizador ao nível do jogo exterior, tal como acontecia com o Lucho, mas não vamos esperar que o Belluschi faça de Lucho, que faça as mesmas coisas que ele fazia; com a certeza de que fará outras que Lucho não fazia.

Há dois jogadores que as pessoas não viram muito. Valeri jogou pouco, Prediger nada. Pode acrescentar alguma coisa sobre os jogadores que são? Entraram ambos tarde na equipa, mas conhecemo-los bem, aquilo que é a sua vida desportiva anterior e, mesmo sem me querer debruçar muito sobre isso, posso dizer que se chegaram cá, foi porque deram provas de qualidade nos clubes onde estavam. Vamos deixá-los evoluir, vamos integrá-los no nosso processo de jogo, no nosso modelo, e, depois, poderemos avaliá-los de forma mais concreta.

Há dias, durante um treino, foi particularmente interventivo. Sente essa necessidade nesta fase? O problema desse tipo de situações é que os jornalistas só assistem a 15 minutos de treino ao longo da temporada e depois surpreendem-se quando estão uma hora connosco. Eu sempre fui assim, e vou continuar a ser assim. Acredito que há momentos próprios para o treinador intervir, outros em que se deve afastar e nada disto tem a ver com o facto de estarmos no início da época, ou com a entrada de muitos jogadores novos na equipa. Tem a ver com aquilo que em determinados momentos consideramos importante salientar, sublinhar, corrigir ou até elogiar, e essa é uma avaliação pessoal, que cada treinador faz, e cuja expressão não pode ficar condicionada pela presença dos jornalistas nos treinos sob pena de prejudicar a equipa.

Resguardar os reforços de análises precipitadas. Costuma demorar a integrar os jogadores novos. Este ano, já há alguns que se afirmaram, como Belluschi e Álvaro Pereira. Estão prontos para jogar? Prontos têm de estar, o que não quer dizer que o processo esteja concluído, longe disso. Sabemos que não há jogadores que possam cá chegar e dizer que têm a titularidade garantida e se há, o FC Porto não tem a capacidade financeira para os garantir. Compete-nos fazer a integração gradual dos jogadores novos, resguardando-os das análises precipitadas que muitas vezes são feitas pela Crítica. Sabemos o que vale a crítica, o que valem as primeiras imagens e sabemos que efeitos podem ter na carreira de cada jogador. E é por sabermos isso que tentamos saber também exactamente qual é o melhor momento para esses jogadores se exporem com segurança, acreditando também eles naquilo que valem. Não faltam jogadores de grande qualidade que chegam ao futebol português e são arrasados por análises precipitadas, baseadas nas primeiras impressões. Não queremos dar passos em falso. Mas, como é preciso constituir um onze para jogar, os que entram mais cedo são os que nos dão garantias de que podem ultrapassar estas questões com mais facilidade.

Tenho os três melhores guarda-redes de Portugal. Está aceso o duelo pela titularidade da baliza. É uma competição positiva? É uma boa dor de cabeça para o treinador? Atrevo-me a dizer que, neste momento, o FC Porto tem os três melhores guarda-redes do futebol português. E faço-o com alguma segurança. O Helton é titular do FC Porto há cinco épocas, o Beto é jogador da Selecção Nacional, o Nuno tem um vivência e uma experiência e uma qualidade acima da média e, por isso, dispor dos três é, antes de mais, uma garantia para qualquer treinador. Temos, provavelmente, 50 jogos para fazer, mais um menos outro, aos quais teremos de juntar os jogos da Selecção e todos eles terão de estar preparados para jogar a qualquer momento.

Disse que o Helton é titular há cinco épocas. Significa que vai continuar? Fiz uma análise retrospectiva e penso que fui claro. Acho que o que referi sobre a qualidade dos três melhores guarda-redes do futebol português e sobre a tranquilidade que isso me dá, dispensa-me de avançar muito mais sobre essa matéria. A competição entre eles é grande, toda a gente sabe isso, mas também é assim em relação a todas as posições do plantel e essa vai ser uma característica definidora do FC Porto ao longo da próxima temporada: competitividade.

Uma relação especial à base de diálogo Evitar que os elogios frequentes possam condicionar a evolução de Hulk tem sido uma preocupação constante de Jesualdo Ferreira, que vai doseando aplausos ao brasileiro com algumas conversas para garantir um jogador mais completo

Uma certeza à esquerda Os primeiros jogos do FC Porto durante a pré-temporada já tornaram evidente a existência de uma estrutura base, um esqueleto que deverá sustentar a equipa durante a temporada de assalto ao segundo penta da história do clube. Se na baliza a luta pela titularidade se mantém acesa, embora Helton parta com vantagem em relação a Beto, na defesa está praticamente tudo definido. Álvaro Pereira chegou, viu e venceu a corrida pela vaga deixada em aberto pela saída de Cissokho. Seguro a defender, tacticamente integrado nos processos da equipa, fisicamente disponível e ofensivamente interventivo, o uruguaio parece ser o primeiro reforço a garantir um lugar no onze titular de Jesualdo Ferreira para a próxima temporada, até porque Benítez está longe de lhe servir de alternativa.

Se ninguém se chegar à frente com os 30 milhões de euros previstos na cláusula de rescisão de Bruno Alves, o eixo da defesa deverá continuar a ser partilhado por ele e por Rolando. A primeira dúvida surge à direita. Com Sapunaru ainda em fase de reintegração nos trabalhos depois da lesão que o afastou do arranque da pré-temporada, Fucile continua longe da sua melhor forma, mas a estreia de Miguel Lopes frente ao Besiktas não foi auspiciosa. No meio-campo, Fernando e Raul Meireles são certezas absolutas, enquanto Belluschi vai aproveitando a vantagem de ter chegado mais cedo. Ainda assim, Valeri, Guarín e até Tomás Costa são alternativas a considerar para o lugar que foi de Lucho. No ataque, Hulk e Mariano são as certezas até agora. Varela tem feito por mostrar serviço, mas parece evidente que não estará em vantagem no confronto com Cristian Rodríguez. Feitas as contas, descontando o guarda-redes, há sete certezas e três dúvidas. Um balanço razoável a uma semana do início oficial da temporada.

Rodagem dos novos já bem integrados Álvaro Pereira 450' .Descontando o amigável com o Tourizense, que foi à porta fechada, sobram ainda seis jogos para constatar um dado comprovado pelos minutos de utilização: já há reforços a mostrar serviço. E ainda há dois que estão por estrear: Prediger, o último, e Orlando Sá.

Belluschi 377'. Chega com a missão de fazer esquecer Lucho, ou atenuar essa saída. Já marcou e deu sinais de criatividade . Varela 370' . Uma das agradáveis surpresas, mesmo sendo um jogador bem conhecido do futebol português. Maicon 270' Procura intrometer-se na dupla que parece certa: Rolando e Bruno Alves, ganhando rotinas com os dois. Beto 175' Excelentes defesas e concorrência séria para Helton, que também parece espicaçado pela novidade.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Jesualdo Ferreira: "Este grupo merece o meu aplauso"

Jesualdo Ferreira optimista...!

Jesualdo Ferreira falou pela primeira vez aos jornalistas após a meia-final da Peace Cup. O treinador deixou um aplauso à equipa e destacou o esforço generalizado dos jogadores do FC Porto.

Aplauso
«Bastaram 45 minutos em que não fomos tão bons como até aqui para perdermos a oportunidade de ir a final da Peace Cup. Não vamos por tudo em causa, fundamentalmente o nosso trabalho, pois tentámos tudo, em situação de esforço e de sacrifício. Jogar um torneio destes é duro e exige carácter e qualidade. À excepção de 15 ou 20 minutos da primeira parte, fomos capazes de agarrar o jogo e jogar com os nossos processos. No jogo ofensivo tivemos uma grande ocasião ainda antes de acontecer um golo. O segundo golo é fruto da capacidade física desta equipa inglesa. O FC Porto foi capaz de subir gradualmente ao longo deste ciclo, de integrar os jogadores e de crescer. Este grupo merece o meu aplauso, como primeira apreciação que faço.»

Tudo por tudo
«A segunda parte foi do FC Porto. Fomos uma equipa capaz de se superar do ponto de vista físico, que soube criar situações e devíamos, pelo menos, ir para prolongamento, o que seria grande sacrifício, mas também uma forma de avaliar estes jogadores. Interessa-nos conhecer os jogadores que temos em mãos. Vamos, num futuro próximo, ter a equipa que desejamos. O saldo do torneio e do nosso trabalho é positivo. Gostaríamos de estar na final, mas isso não tira nada do positivismo que encontrei ao longo deste trabalho.»

Como é evidente não estou de acordo com estas afirmações, pelos motivos já descritos na observação que faço sobre a prestação da equipa no meub "post" anterior...

Dragão eliminado da Peace Cup pelo Aston Villa

Aston Villa 2 FC Porto 1

Por aquilo que pude observar no jogo d'hoje frente ao Aston Villa, o FC Porto contratou jogadores de boa técnica mas franzinos, ora os ingleses alem de já estarem com a preparação mais avançada, praticam um futebol prático, agressivo, rápido, coreácio, servido por jogadores de boa técnica, e além disso, para homens de "barba rija".
Em contra partida os azuis e brancos, franzinos, lentos, sem capacidade de choque,e até, ao ponto de parecerem frágeis psicologicamente, ou cansados...? Pois em determinada altura desataram a errar passes, a bola era quase sempre interceptada pelos adversários, de tal modo que até davam a impressão de serem jogadores toscos...!
Para consumo interno o FC Porto até pode pensar que está bem servido de Plantel, porem os dirigentes azuis e brancos podem ter a certeza que para fazer frente às equipas que disputam a Champions League, é preciso mais que jogadores macios do tipo "brinca na areia"... além de boa técnica os jogadores têm de ser possantes, agressivos sobre a bola e com boa capacidade de choque. Só assim o Dragão logrará chegar longe no Futebol Europeu.
E o que é curioso é que pelos vistos o Jesualdo Ferreira gosta de jogadores tipo "brinca na areia", pois dispensou o Kazmierczak e o Bolatti, jogadores de boa técnica e acima de tudo possantes, com grande capacidade de choque...!!!

Os dragões falharam o acesso à final do Torneio da Paz, depois de perderem em Málaga frente ao Aston Villa. O FC Porto teve uma exibição fraca, sobretudo na primeira parte, cometendo demasiados erros que acabaram por custar caro à equipa.
Consequentemente, os ingleses adiantaram-se no marcador aos 15 minutos, por Heskey. Aos 37 da primeira parte, foi a vez de Sidwell aumentar a vantagem.
Hulk ainda conseguiu reduzir para os dragões aos 81 minutos, através da conversão de uma grande penalidade, que se revelou no entanto insuficiente para ajudar os azuis e brancos a atingir o objectivo.

31/07/2009
Dragão eliminado pelo Aston Villa
O FC Porto saiu prematuramente na Peace Cup, quando se propunha a ser figura e tinha revelado argumentos para discutir a final. Deste jogo com o Aston Villa fica um resultado enganador, uma arbitragem ridícula e, mais importante que tudo, um registo de qualidade, crença e disponibilidade do Dragão. A equipa de Jesualdo Ferreira procurou aplicar os seus processos do primeiro ao último minuto. E merecia ser premiada.
Primeiro, a estranheza. Depois de ter deixado por marcar duas grandes penalidades sobre Hulk no encontro com o Besiktas, o árbitro grego Koukoulakis voltava a marcar presença num jogo do FC Porto e justificava a questão: não havia outro?
Infelizmente, o juiz confirmaria as fraquezas exibidas há dois dias. O primeiro golo do Aston Villa parece fora-de-jogo, ficaram faltas por marcar, cantos por assinalar, agressões por detectar e foi necessário recorrer ao assistente para expulsar Heskey.
Agora, a injustiça. Já se disse que o FC Porto procurou sempre ser fiel aos seus princípios. De resto, tem sido assim ao longo de toda a preparação de pré-época. Num desses esquemas, Falcao ficou muito perto de marcar, mas a bola n
ão seguiu para o destino certo e acabou por escapar ao desvio de Varela. Num primeiro assomo ofensivo, o Aston Villa marcou…
E ainda antes do segundo golo dos ingleses, na sequência de um canto com ressaltos muito felizes, Raul Meireles tinha colocado Varela na rota do golo e rematado com qualidade para uma primeira grande defesa de Guzan, guarda-redes que viria a ser figura destacada do emblema de Birmingham.
Na segunda parte, o Dragão foi ainda mais superior, gerando todo o tipo de investidas, numa sequência infinita de oportunidades. Bruno Alves, Hulk, Rodríguez… Pelo meio uma grande penalidade sobre Mariano que o juiz não sancionou, ainda e sempre Guzan a brilhar. Estava difícil, mas não era impossível. No final, o FC Porto marcou de grande penalidade. A terceira sobre Hulk em dois jogos, a primeira que o árbitro decidiu apontar. Faltavam quatro minutos, mas ainda era possível. Ataques do FC Porto, insistência, dedicação. Tudo sem ligar ao cansaço. Não daria para mais mas este Dragão merecia muito mais.
FICHA DO JOGO
Peace Cup (Meias-finais)
Estádio La Rosaleda, em Málaga
Árbitro:
Michael Koukoulakis (Grécia)
A
ssistentes: Dimitrios Saraidaris e Christos Gennaios
4º árbitro: Kevin Blom

ASTON VILLA: Guzan; Lichaj, Cuéllar, Davies e Shorey; Albrighton, Sidwell, Reo-Coker «cap.» e Ashley Young; Carew e Heskey
Substituições: Davies por Clark (22m), Carew por Lowry (64m), Ashley Young por Weimann (74m), Albrighton por Herd (74m) e Shorey por Bannan (85m)
Não utilizados: Friedel e Parish
Treinador: John Robertson

FC PORTO: Nuno; Fucile, Maicon, Bruno Alves «cap.» e Alvaro Pereira; Fernando, Guarín e Raul Meireles; Varela, Falcao e Mariano Gonzalez
Substituições: Varela por Hulk (46m), Raul Meireles por Tomás Costa (46m), Guarín por Belluschi (46m), Mariano Gonzalez por Rodriguez (66m) e Falcao por Farías (66m)
Não utilizados: Helton, Beto, Benítez, Rolando, Nuno André Coelho, Valeri, Miguel Lopes e Prediger
Treinador: Jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 2-0
Marcadores: Heskey (14m), Sidwell (36m) e Hulk (90m, gp)
Disciplina: Cartão amarelo a Lichaj (48m), Albrighton (59m), Hulk (59m), Reo-Coker (64m), Herd (80m) e Guzan (89m). Cartão vermelho a Heskey (68m).

Conclusão a tirar da crónica do jogo elaborada pelo FC Porto-Site: Vitória moral da equipa do FC Porto...! Acho que não foi bem assim, pois o Aston Villa também teve o seu (deles) mérito, mas se as pessoas gostam de sonhar...! Tudo bem...!

Avançado Possante apontado ao Dragão

À atenção de Antero Henrique.
Kalinic seria uma boa aquisição porque o Plantel não tem um jogador alto e possante a jogar na área, para dar seguimento aos cruzamentos. Farias é bom mas lento e Falcão é mais agressivo mas franzino para disputar lances na área dos possíveis adversários concorrentes do FC Porto que jogam na Champions, cujos defesas são autenticas torres.
...avançado Kalinic, internacional croata de 21 anos, do Hajduk Split, Kalinic destaca-se pelo porte físico - 1,87 metros - e presença na área...pela principal selecção croata, onde tem grande cartaz, já fez três jogos.

Imprensa inglesa aponta Nicola Kalinic ao Dragão
Uma notícia publicada pelos tablóides ingleses - e já desmentida, a O JOGO, pelo FC Porto - ligou ontem os dragões ao destino do avançado Kalinic, internacional croata de 21 anos, do Hajduk Split, que estava a ser negociado para o Portsmouth, de Inglaterra. A conversa terá encravado no pagamento dos 6,5 milhões de euros do passe, que os ingleses pretendiam faseado e os croatas a pronto. Kalinic destaca-se pelo porte físico - 1,87 metros - e presença na área, tanto que o Portsmouth pretendia-o para substituir Peter Crouch. Pela principal selecção croata, onde tem grande cartaz, já fez três jogos.

ISLA CANELA: Diário de Jesualdo Ferreira

30/07/2009

O FC Porto deixou momentaneamente a Isla Canela para se fixar na costa de Málaga onde, esta sexta-feira, joga a meia-final da Peace Cup. Jesualdo Ferreira, contudo, mantém o seu diário. A página arranca com as emoções de ontem e termina na projecção do encontro com o Aston Villa.

Ontem conseguimos o apuramento para as meias-finais da Peace Cup, apesar de não termos vencido o jogo, o que é sempre objectivo do FC Porto, e demos uma resposta positiva a todas as exigências. Estamos satisfeitos por termos atingido este objectivo e agora tudo faremos para ultrapassar mais uma etapa.

Mas, para já, falemos do dia de hoje. Esta sexta-feira arrancou com um treino no qual tivemos de dividir o plantel em dois grupos. Os jogadores titulares frente ao Besiktas mantiveram-se no hotel, cumprindo uma sessão de recuperação de banhos e massagens. Os restantes deslocaram-se novamente ao relvado para nova jornada de aprendizagem de processos.

De tarde, tivemos uma deslocação longa até à costa de Málaga que também contribuiu para o cansaço que, neste momento, temos acumulado. Nesta altura, contudo, os jogadores já se encontram a repousar e a retemperar energias.

Amanhã temos um treino matinal para continuarmos o nosso crescimento colectivo e preparar o jogo com o Aston Villa. Temos a consciência de que vamos encontrar um adversário com grande vigor físico e grande disponibilidade para o jogo. Creio que este não era o oponente ideal para a meia-final, mas é o que nos tocou e será contra ele que tudo faremos para vencer.

Estamos numa fase da pré-temporada em que os treinos e os jogos já se acumularam e promoveram o desgaste dos jogadores. Mas o trajecto tem sido positivo. Já encontrámos adversários com bastante mais tempo de preparação, como o Lyon, e não foi por isso que deixámos de ser capazes de ser competentes e vencer. É um bom indicador.

Jesualdo Ferreira

30/07/2009
VALERI: «ESTOU A MELHORAR TODOS OS DIAS»

Valeri teve de integrar-se rapidamente na realidade azul e branca e tem trabalhado intensamente para responder às exigências do Dragão. Esta quinta-feira, na superflash realizada na Isla Canela, o médio revelou o seu estado de alma na preparação do FC Porto.

FCP: Que balanço faz destes primeiros dias de azul e branco?
Valeri: Faço um bom balanço. Estou muito contente e a verdade é que o grupo me recebeu rapidamente. São todos muito agradáveis e estou muito feliz por estar no FC Porto.

FCP: Sente alguma ansiedade para estrear-se a titular no FC Porto?
Valeri: É normal que se sinta essa ansiedade, mas a verdade é que o mister está a gerir as cargas e os tempos e eu estou a treinar, tentando colocar-me ao ritmo dos meus companheiros e à altura daquilo que me trouxe ao FC Porto. Espero a oportunidade, mas sei que também há que estar bem para a ter.

FCP: A concorrência no meio-campo é muito forte...
Valeri: Há muitos jogadores e isso é normal numa equipa grande como o FC Porto, que quer ganhar tudo. Há que lutar, estar disponível e agarrar as oportunidades. Essencialmente é estar preparado. Estou a melhorar todos os dias, trabalhando a full de manhã e à tarde e com muita alegria para estar cada vez melhor.

FCP: O que está a achar da Peace Cup?
Valeri: O FC Porto tem de ganhar tudo. Tem essa necessidade e obrigação e tem de o fazer bem, a jogar bem. É isso que os adeptos esperam. Temos de nos prepararmos para isso, estar concentrados e estar à disposição para todas as provas que tenhamos de jogar.

FCP: O futebol português é muito diferente do argentino?
Valeri: Na Argentina o público e os adeptos também exigem que se ganhe tudo. Creio que o futebol é parecido em todo o lado, apesar de ter coisas distintas e um condimento diferente em cada país.

FCP: Já pensam na final desta competição de pré-temporada?
Valeri: Pensamos apenas no jogo de amanhã. Nunca aceleramos o tempo. Sabemos que se amanhã não fizermos um bom jogo não serve para nada falar do futuro.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Aston Villa é o próximo adversário

Atenção à equipa do Aston Villa onde pontifica o norueguês Carew um ponta de lança com quase dois metros de altura e que joga bem de cabeça.

BESIKTAS 0 FC PORTO 0

29/07/2009

FC PORTO NA MEIA FINAL (porém em branco)

Se bem que por aquilo que hoje pude ver a equipa do FC Porto, neste jogo, não foi tão eficaz como habitualmente! Talvez o facto de ter menos um dia de descanso que os seus adversários tenha influído na exibição, ou então pelo simples motivo do Besiktas já estar nesta altura numa fase mais adiantada da preparação. Ou até de algum anti-FC Porto do árbitro grego.
Entretanto quero chamar a atenção para o facto do Falcão não me parecer um jogador de área possante e por conseguinte terá de ter outras qualidades para se evidenciar. Veremos no futuro se o homem é jogador para se impor no futebol europeu.
Quem diz o Falcão diz os outros novos jogadores,os chamados reforços, veremos se conseguirão provar que são mesmo reforços...!

A areia juntou-se ao calor na aventura andaluz e o futebol tornou-se numa espécie de praia sem direito a protectores ou mergulhos refrescantes. O péssimo relvado e a sauna do Sanchez Pizjuan desenharam um jogo do tipo missão impossível, que o Dragão, ainda assim, quis sempre descodificar. Valeu pela atitude, pela qualidade empregue em muitos lances e pela certeza de que o FC Porto é candidato a figura nesta Peace Cup.

Os contornos do encontro desta noite estão comprimidos no primeiro parágrafo, no qual não coube uma arbitragem terrivelmente condicionada pelas altas temperaturas. Talvez o suor tenha impedido o juiz de ver duas grandes penalidades flagrantes sobre Hulk que, uma vez convertidas, poupariam o Dragão a esforços prolongados.

Fale-se agora em exclusivo de futebol. Que hoje até parecia «de praia», mas mesmo assim justificou a competência e a entrega habituais. O FC Porto entrava em campo com as meias-finais da Peace Cup na mente e a certeza de que a fase de testes ganha brilho quando os resultados são favoráveis.

Os Tetracampeões estiveram sempre melhor. A solidez defensiva, a fluidez do meio-campo, com Guarín, Raul Meireles e Belluschi sempre em busca de rupturas, a pujança de Hulk e o labor de Farías consentiram um par de oportunidades nos primeiros 45 minutos. Para o Dragão, percebia-se, missões impossíveis não passam de exercícios de superação.


Com a segunda parte chegou uma eficiência que destacaria o guarda-redes contrário. Alvaro Pereira, Raul Meireles e Farías fecharam jogadas de bom entendimento com veneno, mas o golo parecia não ter reservado lugar neste filme. O empate acabaria por servir ao FC Porto, mesmo que, na prática, jamais o satisfaça. A equipa de Jesualdo Ferreira segue para a meia-final de Málaga, onde, na sexta-feira, encontrará o Málaga. E isso é o mais importante.

FICHA DO JOGO

Peace Cup (Grupo D)
Estádio Sanches Pizjuan, em Sevilha
Árbitro: Michael Koukoulakis (Grécia)
Assistentes: Dimitrios Saradaris e Christos Gennaios
4º árbitro: Stefan Johannesson

BESIKTAS: Rustu; Erhan, Sivok, Ferrari e Ismail; Fink e Ernst; Holosko, Inceman e Serdar Ozkan «cap.»; Bobo
Substituições: Rustu por Hakan Arikan (46m), Inceman por Nobre (61m), Serdar Ozkan por Tello (62m), Holosko por Erkan Zengin (74m) e Bobo por Nihat (79m)
Não utilizados: Ibrahim, Yusuf Simsek e Korcan
Treinador: Mustafa Denizli


FC PORTO: Beto; Miguel Lopes, Rolando, Bruno Alves «cap.» e Alvaro Pereira; Fernando, Belluschi e Raul Meireles; Guarín, Farías e Hulk
Substituições: Raul Meireles por Varela (67m), Farías por Falcao (67m), Miguel Lopes por Fucile (78m), Belluschi por Valeri (90m) e Guarín por Nuno André Coelho (90m)
Não utilizados: Helton, Benítez, Marino González, Maicon, Prediger e Nuno
Treinador: Jesualdo Ferreira

Disciplina: Cartão amarelo a Inceman (25m), Sivok (29m), Miguel Lopes (53m), Holosko (64m), Belluschi (65m) e Hulk (90m)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Jesualdo Ferreira esta época mais exigente

Jesualdo bem precisa de ser mais exigente pois os adversários directos reforçaram-se bem esta época e vão colocar mais dificuldades.

Mais adiante, numa fase em que alguns jogadores procuravam garantir a posse de bola, protegendo-a com o corpo, foi ainda mais incisivo: "os jogadores a sério jogam de frente para os adversários, os cagões voltam-lhes as costas". Continua assim a preparação do FC Porto, sem tempo para pausas, nem espaço para cagões.

terça-feira, 28 de julho de 2009

LYON 0 FC PORTO 2 (Dragão já em bom nível)

27/07/2009

O jogo terminou bem para lá da meia-noite, com temperaturas ainda próximas dos 30 graus e uma impressionante torradeira andaluz, mas não se pode dizer que tenha acabado sonolento. O FC Porto fez tudo para combater o cansaço e o calor e desenhou uma exibição muito interessante tendo em conta a fase de ensaios que atravessa. Hulk foi o rosto individual de um colectivo em franco crescimento.

O tiro de Hulk, de pé esquerdo, logo aos nove minutos, depois de uma recuperação inteligente de Fernando e de um drible irrepreensível, provou que o FC Porto entrara no jogo com os melhores processos e com a firme intenção de jogar mais e melhor. A equipa de Jesualdo Ferreira partiria nesse instante para um desempenho competente e coerente com aquilo que são os seus princípios.

Este foi o adversário mais complicado que o FC Porto encontrou até ao momento na sua preparação. O Lyon foi rei de França durante sete anos consecutivos e apresenta um elenco de elite, capaz de impor respeito a qualquer oponente. O Dragão, porém, não se intimida com nada nem ninguém.
Muito menos com o desgaste, ainda mais remotamente com a canícula.

A grande dinâmica e mobilidade empregues pelo meio-campo e pelo ataque do FC Porto geraram aflições repetidas na defesa do Lyon e permitiram criar ainda mais duas excelentes situações antes do descanso. Na primeira Mariano falhou por pouco o desvio para a rede, na segunda Hulk voltou a disparar um míssil, mas errou na direcção.

Após o reatamento, o FC Porto foi ainda mais dominador. Vercoutre seria mesmo a figura dos franceses, ao evitar golos de Hulk e Mariano. A qualidade de jogo atingiu momentos de excelência e que forçaram a rispidez contrária. O rótulo de «amigável» impediu que Toulalan, Mounier e Cissokho vissem cartões.

A 15 minutos do fim, e já com Falcao e Guarín em campo, Hulk bisou, após assistência do avançado contratado ao River. Se, no primeiro festejo, o brasileiro tinha apostado na potência, este foi um primor de classe. Sem hipóteses de defesa e sem discussão. O Dragão parece querer dar-se bem com as noites quentes da Peace Cup.

FICHA DO JOGO
Peace Cu
p (Grupo D)

Estádio El Colombino, em Huelva
Árbitro: Iturralde González (Espanha)
Assistente: Roberto Palomar e Jon Fernández
4º árbitro: Fernando Vitienes

LYON: Vercoutre; Reveillere, Cris «cap.», Mensah e Cissokho; Toulalan e Jean Makoun; Michel Bastos, Pjanic e Mounier; Piquionne
Substituições: Piquionne por Ederson (46m), Mounier por Kallstrom (56m), Toulalan por Gouvou (56m), Pjanic por Tafer (74m) e Michel Bastos por Grenier (86m)
Não utilizados: Hartock, Clerc, Grosso, Gonalons e Bodmer
Treinador: Claude Puel

FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves «cap.» e Alvaro Pereira; Fernando, Belluschi e Raul Meireles; Mariano González, Hulk e Varela
Substituições: Varela por Falcao (59m), Belluschi por Guarín (63m), Mariano por Valeri (85m), Hulk por Farías (86m) e Fucile por Nuno André Coelho (90m)
Não utilizados: Beto, Nuno, Benítez, Maicon, Tomás Costa, Miguel Lopes
Treinador: Jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Hulk (9 e 75m)

PS - Falcão dá boas indicações
Nota de destaque também para Falcao, capaz de acrescentar agressividade e discernimento ao ataque do FC Porto quando as forças ameaçaram esgotar-se e para Bruno Alves, incansável nas instruções aos companheiros, assumindo-se, definitivamente, como o patrão de uma defesa que voltou a não sofrer golos.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Isla Canela: Diário de Jesualdo Ferreira 26 07 2009


O único treino deste domingo esteve centrado na preparação dos aspectos tácticos relacionados com a estreia na Peace Cup, frente ao Lyon. A página do diário de Jesualdo Ferreira, todavia, abre com referências ao novo jogador do FC Porto, o internacional argentino Prediger.

A única sessão de treino da véspera do jogo com o Lyon marcou também o primeiro contacto do Prediger com a equipa e com o nosso trabalho. Sem querer avançar muitas apreciações, ficou a todos a ideia de se tratar de um bom jogador, um jogador com qualidade, que precisa naturalmente de uma adaptação segura e de um progressivo conhecimento dos processos da equipa e da própria forma como se joga na Europa e de como o FC Porto funciona como equipa.

O dia de hoje foi apenas preenchido por um treino táctico dirigido ao jogo com o Lyon. Pelo que pudemos observar ontem do encontro com o Besiktas, trata-se de equipa muito forte, com muitos jogadores que vêm de anos anteriores e que estão habituados a jogar sempre para ganhar. Foram sete anos consecutivos campeões de França e a sua hegemonia foi apenas quebrada esta época, pelo Bordéus.

O Lyon trabalha também há mais tempo que o FC Porto, mas, pelo que observámos, achamos que temos capacidade para poder ganhar um jogo que é importante para podermos aferir as nossas capacidades do momento, tendo em conta a forma como temos vindo a trabalhar, com jogadores que começaram a época em momentos diferentes: A 7 de Julho recebemos os jogadores da época passada e os jogadores novos, uma semana depois chegaram os internacionais - dada a experiência que já têm do clube e da equipa, entraram no trabalho queimando etapas -, outros que chegaram muito próximo da vinda para Espanha e ainda um naipe que tem tido limitações físicas.

Neste quadro de 22 jogadores de campo que temos, é visível a diferença de regimes físicos e, a exigência que o FC Porto tem em todos os jogos, particulares e oficiais, obriga a gerir esta realidade. É a maior dificuldade do momento e que temos que ultrapassar. Vamos esperar com alguma curiosidade para ver o que esta equipa vai poder fazer dentro daquilo que temos sido: um conjunto que consegue interpretar, de forma coesa e disciplinada, um processo que possa tirar proveito do que tem sido a matriz táctica há anos.


Jesualdo Ferreira

domingo, 26 de julho de 2009

A mentira do costume (Labaredas)


O plantel do FC Porto segue tranquilamente a sua preparação, mas a Bola insiste na cruzada do «desanimado», na busca desesperada de lançar a confusão e desestabilizar o plantel Tetracampeão. O Labaredas garante que não têm a menor hipótese. Por mais que tentem.

Depois de terem vendido Bruno Alves a meio mundo e de terem assegurado que o FC Porto rejeitou propostas da outra metade, eis que surge uma notícia na edição desta sexta-feira que fala de uma abordagem que nunca existiu. Importa saber qual a fonte do jornal e, já agora, o verdadeiro intuito de quem escreve uma mentira.

O FC Porto não recebeu qualquer proposta de Barcelona, Milan, Chelsea ou Manchester City, assim como também não registou qualquer «ataque» da Fiorentina para levar Fernando. A Bola tem dito que sim… Talvez tenham enviado os faxes para a Travessa da Queimada e não para o Estádio do Dragão.

Para cúmulo, a edição online do jornal do «desanimado» faz eco de declarações prestadas por um empresário a um órgão brasileiro e afirma que o FC Porto está na corrida por Keirrison. Como o Labaredas acordou com propensão para desmentidos, ora cá vai mais um: também não é por aí que desestabilizam. O Tetracampeão não está interessado no avançado brasileiro.