domingo, 4 de outubro de 2009

FC Porto, Convocados para Olhão

03/10/2009
TRÊS ALTERAÇÕES PARA A VISITA A OLHÃO

As entradas de Fernando, Prediger e Nuno são as principais novidades da convocatória do FC Porto para a visita ao Olhanense (7ª jornada do campeonato), agendada para as 20h15 de domingo, no Estádio José Arcanjo, no Algarve.

Em comparação com a lista de seleccionados anterior (referente à UEFA Champions League), saem Sapunaru, Beto e o júnior Dias.

O plantel azul e branco concluiu este sábado, no Estádio do Dragão, a preparação para o desafio frente à equipa de Olhão. No decurso do ensaio, Sapunaru acusou uma mialgia no adutor da coxa direita.

Quanto a Rodríguez, Varela, Miguel Lopes e Orlando Sá, continuam a cumprir os correspondentes planos de recuperação (tratamento para os dois primeiros e tratamento e treino condicionado para a restante dupla).

Os Tetracampeões Nacionais viajam ainda hoje (voo marcado para as 15h00) para o Algarve, onde disputam, amanhã, mais uma ronda da Liga 2009/10.

Lista de convocados: Helton, Bruno Alves, Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Valeri, Falcao, Mariano, Hulk, Fucile, Rolando, Alvaro Pereira, Maicon, Farías, Tomás Costa, Fernando, Prediger e Nuno.

PS - 02/10/2009
JESUALDO FERREIRA: «ESTAMOS NUM PERÍODO BOM»




O treinador do FC Porto já o tinha dito antes do confronto com o Atlético da Madrid (2-0), para a UEFA Champions League, e não vê motivos para alterar a sua análise: na véspera do jogo com o Olhanense, os Dragões estão num «período bom». As duas últimas vitórias, frente aos espanhóis e ao Sporting, «certificaram algumas melhorias do ponto de vista da qualidade da equipa», que «respondeu bem» em «situações de maior dificuldade».

Adversário difícil
A deslocação ao terreno dos algarvios encerra dificuldades que o técnico não esconde: «O Olhanense tem feito uma boa carreira desde o início do campeonato. Tem uma qualidade de jogo muito boa e também sabemos que, pelo facto de jogar com o FC Porto, vai ter uma motivação bem maior. É o encerramento de um ciclo importante e um encontro de grau de dificuldade elevado, tão difícil como os jogos com o Chelsea ou o Sporting de Braga, que nós não ganhámos».

Estabilidade emocional
As prestações da equipa frente ao Sporting e ao Atlético de Madrid deram a
Jesualdo Ferreira a certeza de que o plantel está cada vez mais coeso: «A equipa foi capaz, nos dois encontros, de fazer jogos equilibrados. Isso permite uma maior estabilidade emocional e táctica, e é isso que procuramos desde início. A melhoria de alguns jogadores só acontece com a melhoria da equipa. Jogo a jogo, adquire-se um conhecimento, por parte de todos, do que são as regras do jogo e temos uma equipa mais segura».

Estratégia do clube
O treinador fez um «desafio» aos jornalistas, relativamente às suas análises: «Primeiro era o Hulk e mais 10, depois o Hulk saiu da equipa, o FC Porto ganhou e ele passou a ser um problema, depois passou a ser não sei o quê. Quando estabilizam as vossas posições?». Jesualdo Ferreira lançou também algumas luzes sobre a filosofia do clube: «Tenho a tarefa de formar equipas fortes, sabendo que tenho de ajudar alguns jogadores que chegam a serem mais fortes. Não temos nenhum poder de voltar a ter grandes equipas se não trabalharmos arduamente com os atletas que temos. Não vamos lamentar as ausências ou a falta de alguns jogadores. É importante perceberem que a equipa que jogou com o Atlético de Madrid tinha cinco elementos que não alinharam na época passada, quando empatámos e os eliminámos».

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Declarações de Jorge Nuno crítica à C S Desportiva

O clássico entre o FC Porto e o Sporting está arrumado no calendário, mas a contestação dos leões ao árbitro Duarte Gomes continua bem presente. Pinto da Costa não lhe encontra sustentação. "Não compreendo. Não vou discutir esse assunto. Também não compreendo que não tenha sido perguntado aos ex-árbitros que compõem o Tribunal de O JOGO qual a sua opinião sobre o cartão amarelo ao Abel, quando ele travou irregularmente o Hulk, que estava isolado. Não me vou estar a pronunciar sobre arbitragens, mas apenas digo que não compreendo a contestação do Sporting [a Duarte Gomes]".

Para Pinto da Costa, o problema não está na qualidade das arbitragens, mas sim naquilo que se fala delas. "Não vou comentar se as arbitragens são um problema. Não sou 'expert'. Se fosse, estaria no 'Trio d'Ataque' e no 'Dia Seguinte'. Penso que a arbitragem portuguesa é melhor do que a de muitos países do primeiro plano do futebol europeu. O que não há em sítio nenhum são pessoas que não percebem nada de futebol a fazerem programas televisivos nos quais se gasta 80 por cento do tempo a discutir questões de arbitragem, até de forma não isenta. Se houvesse programas em que três pessoas em cada canal discutissem a comunicação social, naturalmente os jornalistas teriam menos serenidade para fazer o seu trabalho. É evidente que é mais fácil atrair audiências quando se fala num amarelo ou num vermelho por mostrar e num fora-de-jogo tirado por centímetros ou milímetros . A arbitragem é capaz de se sentir incomodada", afirmou.

Hermínio Loureiro - o presidente da Liga de Clubes também saltou para a conversa de Pinto da Costa. Tudo devido a uma afirmação recente do presidente do Leixões, Carlos Oliveira, que referiu ser obrigação de Hermínio Loureiro demitir-se da presidência da Liga caso vença a corrida autárquica a Oliveira de Azeméis, ainda que por lapso a pergunta a Pinto da Costa tenha sugerido ter sido o presidente do Braga quem o afirmara. "É a opinião dele. É um problema autárquico. Se isso for assim, quase que aconselhava os munícipes de Oliveira de Azeméis a votarem nele [em Hermínio Loureiro]", referiu, para depois corrigir o pensamento. "Se calhar não votam, porque terão outras opções para a sua terra", acrescentou.


Falcão (curiosidades)

Mais de 22 anos depois do calcanhar mágico de Madjer, houve outro calcanhar a recuperar as memórias dos portistas. Ontem, o argelino brincou com o assunto, Futre reviveu a noite de glória de Viena e Gomes elogiou o instinto matador de Falcao. Assim, mais de duas décadas depois de o FC Porto ter conquistado a Taça dos Campeões Europeus graças, em boa parte, à magia do argelino, agora foi um colombiano a encantar. Com a devida diferença na importância do golo, a beleza é mesma. E este rendeu 800 mil euros pelo triunfo.

Falcao é o homem do momento. Já leva seis golos em sete jogos e afirma-se como a grande referência na área portista, papel que, na época dourada de 1986/87, era de Fernando Gomes. O bibota de ouro, que não jogou em Viena por estar lesionado, encontra algumas semelhanças entre ambos, sobretudo no instinto goleador, mas lembra que os tempos são outros. "A forma como o FC Porto joga agora é diferente do meu tempo. Na altura, tinha sempre dois extremos que cruzavam constantemente. Agora, o FC Porto joga com três avançados", referiu. Em todo o caso, Gomes concorda que Falcao é "um jogador com instinto de matador" e que "os gestos técnicos são os mesmos" nos grandes avançados.

Além da mobilidade e do jogo de equipa, Gomes diz estar "impressionado com a capacidade de concretização" de Falcao. "Já fez seis golos e quase todos diferentes: de cabeça, com o pé direito, com o esquerdo e de calcanhar. Está confiante, joga para a equipa e abre espaços. O que valoriza ainda mais o seu rendimento é o facto de a equipa ainda não estar ao nível que poderá atingir em breve", frisou.

Faz hoje quatro anos que Falcao marcou o primeiro golo profissional. Foi num jogo em que o River Plate venceu o Independiente por 3-1. Falcao tinha, na altura, 19 anos. Data: 2 Outubro de 2005.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Declarações de Jesualdo Ferreira

30/09/2009
«TIVEMOS A INTELIGÊNCIA DE PERCEBER A ÚNICA FORMA DE GANHAR»

O nulo manteve-se teimosamente até aos últimos 15 minutos, mas o FC Porto foi capaz de ultrapassar de forma categórica um Atlético de Madrid (2-0) que procurava segurar o empate com unhas e dentes. O desbloqueador foi o calcanhar de Radamel Falcao, mas para Jesualdo Ferreira a «paciência» da equipa foi o factor determinante.

«Fizemos um jogo equilibrado, tenho de saudar os jogadores pela maneira como resistiram a uma grande necessidade de ganhar. Eles tiveram a inteligência de perceber a única forma de ganhar hoje. O Atlético de Madrid tem excelentes jogadores, entregou todo o trabalho defensivo a quatro centrais, o que cortou os espaços em todas as zonas», resumiu o técnico.

Mentalidade forte
Os dois golos portistas foram marcados na segunda parte, o que não foi por acaso: «Depois da conversa no balneário, fiquei com a sensação clara de que íamos ganhar, os jogadores perceberam o único método de ganhar. Na componente mental, estiveram fortes, porque nunca foram atrás de um jogo directo, de ansiedade. Da primeira vez que conseguimos um lance de desequilíbrio, fizemos um golo. A partir daí fomos donos e senhores do encontro», afirmou o técnico.

Posicionamento «seguro»
Jesualdo Ferreira sublinhou ainda a competitividade da equipa, face aos jogos da temporada passada com o mesmo adversário: «Dessa equipa, não estiveram cinco jogadores presentes. É de salientar ainda que o Atlético de Madrid perdeu pela primeira vez fora um jogo da fase de grupos da UEFA Champions League e que há 10 anos que não conseguíamos ganhar a uma equipa espanhola em casa». O treinador considerou «seguro» o posicionamento do FC Porto no grupo, mas lembrou que «faltam quatro jogos». «Para já, há um jogo importante no domingo, temos de recuperar os jogadores. Depois, há encontros de selecções, que vão interromper um ciclo de trabalho e de jogos seguidos», frisou.

O calcanhar de Falcao
O treinador dos Dragões comentou ainda a prestação de Falcao e elogiou a opção do colombiano pelo toque de calcanhar no 1-0: «O Falcão é um jogador de área, aquele espaço ele conhece-o bem, tem recursos técnicos e decisões rápidas. Ainda bem que se decidiu por aquela solução».

FC Porto 2 Atlético de Madrid 0

30/09/2009 - Champions League - 0 - 0 ao intervalo

É vergonhosa a ineficácia da equipa Azul e Branca nos lances de bola parada. Nota-se à evidência que a equipa não trabalha devidamente estes lances. Repetir exaustivamente até acertar é a opção.
Este facto é causa de sofrimento desnecessário. A equipa a ser mais eficaz na marcação dos livres poderia ter resolvido muito mais cedo o jogo.

Segunda parte - vitória do FC Porto por 2 - 0
A segunda parte foi diferente para melhor. Com a entrada de Guarin, Raul Meireles passou para trinco dando mais consistência à equipa e proporcionando uma melhor ligação entre a defesa, meio campo e ataque, de modo que a equipa passou a controlar, e a fazer circular melhor a bola, não dando hipóteses ao adversário. Por fim Valeri e Tecla entraram quase só para ganhar tempo, o jogo estava ganho e havia necessidade de esconder a bola e acalmar o jogo.
O primeiro golo por Falcão! Um golo muito bonito e oportuno de calcanhar. O segundo da autoria de Rolando que recarregou com êxito para a baliza.


O momento fantástico do Falcao e os outros em que Hulk deixou o adversário desnorteado, à procura da bola, não permitem outra leitura. Mas houve também equipa, solidária, persistente, paciente, capaz de aguardar pelo momento certo para desferir o golpe fatal, que, mesmo que de forma indirecta, não deve ser dissociada da entrada em cena de Guarín. Só não houve mais golos.

O ímpeto portista era, obviamente, atacante. Assumia a iniciativa, procurava a baliza madrilena. Mas o Atlético não colaborava. A estratégia espanhola era assumida e marcadamente defensiva, deixando, em episódios sucessivos, Aguero sozinho na frente. A trama de Resino assentava, sobretudo, no desemp
enho de um meio-campo com acentuada propensão defensiva.

O caminho portista para as redes contrárias tornava-se, portanto, mais longo, exigindo trabalho aturado e vigilância constante à vocação contra-atacante do opositor.
Belluschi e Hulk insistiam no assédio à baliza contrária. Por centímetros, por um fora-de-jogo, por causa de Ujfalusi ou Pablo Ibañez. Mas o Dragão persistiria, reinventando respostas e uma delas bem que poderia ter surgido na primeira vez em que Guarín tocou na bola, ocasião que terá marcado a viragem.

Mas a chave da vitória reservara-a Fal
cão, com o seu toque de calcanhar que surpreendeu toda a defesa madrilena. Desbloqueado o jogo a um quarto de hora do final, a vantagem cresceria pouco depois, no sentido de oportunidade de Rolando, que concluiu, sem oposição, o golo que Bruno Alves fizera esbarrar no poste. O triunfo, já não fugiria, relançando o FC Porto na UEFA Champions League.

FICHA DE JOGO

UEFA Champions League, Grupo D, 2ª jornada

30 de Setembro de 2009
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 37.609 espectadores

Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)
Assistentes: Cristiano Copelli e Renato Faverani
4º Árbitro: Daniele Orsato

FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves «cap» e Alvaro Pereira; Belluschi, Tomás Costa e Raul Meireles; Mariano, Falcao e Hulk
Substituições: Tomás Costa por Guarín (67m), Falcão por Farías (88m) e Mariano por Valeri (90m)
Não utilizados: Beto, Maicon, Sapunaru e Dias
Treinador: Jesualdo Ferreira

ATLÉTICO MADRID: Roberto; Ujfalusi, Pablo Ibañez, Juanito e Perea; Paulo Assunção; Jurado, Cleber Santana, e Simão; Forlán e Aguero
Substituições: Roberto por De Gea (25m), Simão por Maxi Rodriguez (70m) e Jurado por Reyes (79m)
Não utilizados: Antonio López, Pongolle, Ruben Pérez e Sergio Rodríguez
Treinador: Abel Resino

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Falcão (75m) e Rolando (81m)
Disciplina: cartão amarelo a Paulo Assunção (36m) e Perea (48m)

domingo, 27 de setembro de 2009

Velho actual problema: Guarin ou Belluschi

Para já relativamente ao Guarin é nitidamente melhor a defender que a atacar . Terá além disso um problema de falta de ritmo porque tem jogado pouco na equipa? Outro problema é o entrosamento com os colegas da equipa, o trabalho de conjunto, em que falha demasiado...! Na minha opinião o que falta ao Guarin é saber jogar mais e melhor para a equipa...!
Entretanto cheguei à seguinte conclusão: para conseguir afirmar-se como um trinco credível, Guarin tem de mentalizar-se que em caso de jogar à frente dos 4 defesas tem de essencialmente dedicar toda a sua atenção às tarefas defensivas: destruir e distribuir em primeiríssimo lugar, de modo a garantir a consistência defensiva da equipa. Só depois se tiver oportunidade tentar qualquer lance ofensivo. Enquanto o Guarin não for capaz duma dedicação extrema, a tempo inteiro às tarefas defensivas e à distribuição de jogo (leia-se precisão de passe), só resta ao Jesualdo Ferreira, no caso de querer jogar com o Guarin, acrescentar mais um trinco, jogando com dois na equipa. Colocando outro jogador ao lado do Guarin para equilibrar o sistema defensivo da equipa quando o colombiano for à frente (se dispersar) e não conseguir recuar a tempo.
Até porque e para já há que encontrar alternativa para o Fernando na Champions League. Vem aí o Atlético de Madrid.

Quanto ao Belluschi já provou que é um excelente jogador, bastante criativo, distribui quase sempre bem, tem boa visão de jogo e precisão no passe, só não terá é a capacidade de choque do Guarin, porém não dispersa tanto como o colombiano, é mais concentrado. E parece cumprir melhor as tarefas que lhe são destinadas pelo Técnico.

FC Porto festeja 116º Aniversário

O FC Porto festeja esta segunda-feira, dia 28 de Setembro, o seu 116º aniversário. As comemorações incluem os seguintes eventos:

11h00 – Hastear da Bandeira no Estádio do Dragão, seguido de imposição de coroas de flores, no hall junto aos elevadores (piso -3), nos bustos de Rui Filipe e Pavão;

12h15 – Missa na Igreja das Antas;

13h00 – Almoço com todos os Campeões de 2008/09, no Dragão Caixa.

Cumprir um dever social

27/09/2009 Domingo - Dia de eleições para as legislativas

E pronto! Já fui votar. Evidentemente que votei segundo as minhas convicções sociais.
Não gosto de política liberal, porque sou adepto das políticas de solidariedade social.

sábado, 26 de setembro de 2009

FC Porto 1 SCP 0

26/09/2009 Liga Sagres

A equipa do FC Porto jogou muito bem nos primeiros 20 minutos, produzindo jogadas de belo efeito, vindo inexplicàvelmente depois a apagar-se gradualmente a partir de então. A sensação com que ficamos é que os Dragões só têm GAZ para os primeiros 20 a 30 minutos...! Não se pode conceber que uma equipa, neste caso a azul e branca, que jogou contra um adversário fragilizado que perdeu uma unidade importante, passe a ter mais dificuldades do que quando jogava contra a equipa adversária completa.
Contra tudo que se possa argumentar (especular) o que é certo é que a equipa Azul e Branca não obstante jogar contra dez unidades quase toda a segunda parte, devido à expulsão de Polga que viu o segundo cartão amarelo aos 52 minutos, acabou por sentir enormes dificuldades para bater esta bem organizada equipa do Sporting.
A exibição da equipa do FC Porto na 2ª parte foi miserável, a jogar contra dez tinha obrigação de fazer mais e melhor. Pois a segunda metade do jogo foi quase só do Sporting que conseguiu encurralar a equipa do FC Porto no seu meio campo em largos períodos de tempo.
Em face do que se passou leva-me a questionar: será que os jogadores do FC Porto levam uma conduta irrepreensível 100% profissional ? Será que a equipa técnica trabalha o suficientemente com eles? Será que Jesualdo Ferreira controla devidamente os jogadores (tem-nos na mão) ?

fALCãO hULK E POUCO MAIS

Três minutos de velocidade e pressão bastaram para promover o reencontro do Tetracampeão com as vitórias. Ao segundo ensaio, ainda antes de o Sporting poder inspirar profundamente, na tentativa desesperada de se recompor instantaneamente do susto inaugural, o FC Porto marcou. Por Falcao, que revelou olho e génio na proporção devida ao talento de Hulk. Outros nomes houve que ficam ligados ao êxito azul e branco e não mencionar Helton, mesmo tendo em conta o caudal ofensivo do Dragões, seria de todo injusto.

Começou a delinear ao primeiro minuto, na aceleraç
ão inicial de Hulk.

Falcao, que quase marcou na ponta final do primeiro desequilíbrio, faria o golo dois minutos depois, ao terceiro, num instante partido em dois, novamente com participação decisiva do brasileiro genial. O resto foi brilho de Falcao, que «arrastou» Polga consigo, antes de se lhe antecipar num voo rasante, que praticamente resumiu Rui Patrício à condição de mero espectador.

Falcao e Patrício reencontrar-se-iam mais tarde, já no decorrer na segunda parte, com a bola parada na marca de penalty, mas o guarda-redes do Sporting adivinharia o lado, impedindo que o colombiano ampliasse a vantagem portista, como já havia feito, aliás, num livre superiormente cobrado por Bruno Alves, com quase tudo para lembrar o golo de Alvalad
e, na época passada.

Mas houve mais. Emoção, outros golos que ficaram por marcar e a competência de uma equipa que se reencontra com as vitórias, numa interessante gestão dos ritmos de jogo que poderia ter rendido uma vantagem mais ampla, aproximando o desfecho de números mais justos e condizentes com o desempenho do Dragão. Ainda que escassos, renderam três pontos.

FICHA DE JOGO

Liga 2009/10, 5ª jornada
26 de Setembro de 2009
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 46.511 espectadores

Árbitro: Duarte Gomes (Lisboa)
Assistentes: Venâncio Tomé e José Lima
4º Árbitro: Cosme Machado


FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves «cap» e Alvaro Pereira; Belluschi, Fernando e Raul Meireles; Mariano, Falcao e Hulk
Substituições: Ma
riano por Tomás Costa (71m), Falcao por Farías (77m) e Raul Meireles por Valeri (83m)
Não utilizados: Beto, Guarín, Maicon e Sapunaru
Treinador: Jesualdo Ferreira

SPORTING: Rui Patrício; Abel, Carriço, Polga e Grimi; Miguel Veloso; Vukcevic, Matias Fernández e João Moutinho; Liedson e Hélder Postiga
Substituições: Grimi por Pereirinha (46m), Matias Fernández por Tonel (55m) e Hélder Postiga por Caicedo (78m)
Não utilizados: Tiago, Adrien Silva, Ângulo e Yannick Djaló
Treinador: Paulo Bento

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Falcao (3m)
Disciplina: cartão amarelo a Raul Meireles (12m), Miguel Veloso (26 e 90m), Polga (34 e 52m), Abel (36m), Fucile (56m), Bruno Alves (65m), Tomás Costa (79m); cartão vermelho a Polga (52m) e Miguel Veloso (90m)

JESUALDO FERREIRA: «O FC PORTO GANHOU BEM»

O treinador do FC Porto deu os «parabéns» aos seus jogadores no final do desafio frente ao Sporting, que os Dragões venceram por 1-0. O golo de Falcão, aos três minutos, foi resultado de um «plano de jogo» que previa uma «pressão muito alta sobre o Sporting» e que funcionou logo nos primeiros instantes da partida. O técnico admitiu que a equipa não manteve o mesmo nível na última fase do desafio, mas considerou que o mais importante foi triunfar.

Vitória justa
Para Jesualdo Ferreira, a vitória não merece contestação: «O FC Porto entrou muito forte, muito bem. Pressionou muito e com grande velocidade nas transições, foi esse o motivo principal para o Sporting ter dificuldades, fazer faltas, sofrer o golo e ainda podia ter sofrido mais dois. Depois, houve um grande equilíbrio e o Sporting é uma equipa boa, o seu processo é perfeitamente claro para todos os jogadores, que estão juntos há quatro ou cinco anos. Hoje, o FC Porto, com alguns problemas nas soluções para o jogo, foi capaz de ultrapassar o Sporting e venceu com toda a justiça».

Jogo de nervos
O penalti que Falcão desperdiçou, aos 54 minutos, podia ter tornado o desafio «fácil» e «perturbou» a equipa, admitiu Jesualdo Ferreira. «A partir daí, o jogo foi muito mais de nervos do que de ideias. É bom que tenhamos consciência que o FC Porto tem uma equipa que, jogando em situações de competição difíceis, tem de crescer muito rapidamente. Não fomos suficientemente serenos para aproveitar a inferioridade numérica e os espaços que passámos a ter», afirmou.

Parabéns ao plantel
A equipa ultrapassou uma partida que tinha necessidade de vencer e daí os «parabéns» ao plantel do seu treinador: «Ultrapassámos uma semana difícil, com grande pressão», lembrou Jesualdo Ferreira, que comentou ainda as questões de arbitragem do desafio. «Nem sempre quando se perde as razões estão do outro lado», concluiu.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Ingredientes das equipas de Futebol vencedoras

Grande disponibilidade física: velocidade (de pernas) de execução, resistência e valentia, porque o futebol é para ser praticado por "homens de barba rija".
Adopção de processos simples e práticos pela parte dos jogadores, de preferência jogar ao primeiro toque fazendo circular a bola por todos os elementos da equipa de modo a dividir o esforço por todos. Serenidade no controlo da bola e precisão de passe (nada de individualismo excessivo, tipo brinca na areia). O slalon só é admissível quando é praticado com convicção e quando há oportunidade (espaço livre e poucos adversários a disputar a bola).
Procurar jogar em antecipação, com mudanças de flanco constantes de maneira a desnortear, cansar os adversários, e, não denunciar as jogadas.
Depois vem o jogo subterrâneo, ou seja aqueles lances que só se praticam em caso de emergência...

Guarin ou Belluschi

O Guarin é um caso intrigante e que dá para pensar: tem boa técnica é possante mas tarda em afirmar-se.
Para já é nitidamente melhor a defender que a atacar . Será problema de falta de ritmo porque tem jogado pouco na equipa? Outro problema é o entrosamento com os colegas da equipa, o trabalho de conjunto, que falha demasiado...! Na minha opinião o que falta ao Guarin é saber jogar mais e melhor para a equipa...!
Entretanto cheguei à seguinte conclusão: para conseguir afirmar-se como um trinco credível, Guarin tem de mentalizar-se que em caso de jogar à frente dos 4 defesas tem de essencialmente dedicar toda a sua atenção às tarefas defensivas: destruir e distribuir em primeiríssimo lugar, de modo a garantir a consistência defensiva da equipa. Só depois se tiver oportunidade tentar qualquer lance ofensivo. Enquanto o Guarin não for capaz duma dedicação extrema, a tempo inteiro às tarefas defensivas e à distribuição de jogo (leia-se precisão de passe), só resta ao Jesualdo Ferreira, no caso de querer jogar com o Guarin, acrescentar mais um trinco, jogando com dois na equipa. Colocando outro jogador ao lado do Guarin para equilibrar o sistema defensivo da equipa quando o colombiano for à frente (se dispersar) e não conseguir recuar a tempo.
Até porque e para já há que encontrar alternativa para o Fernando na Champions League. Vem aí o Atlético de Madrid.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Comentário ao Post Livre (in) Directo Bibó Porto

Post Livre (in) Directo em BiBó Porto Carago
Meus caros Amigos, pode ser que esteja errado, mas o sr. bluelife cheira-me a submarino infiltrado,e, se não é parece.A voz do Povo diz: quem não quer ser lobo,não lhe veste a pele...!

Desde já refiro e afirmo tenho sim senhor,preconceitos relativamente às arbitragens do sr.pedro proença.
E porquê? Porque as minhas convicções(preconceitos) são motivadas por actuações muito duvidosas deste árbitro. Já vem de trás d'outros "carnavais", ou seja das análise a outras actuações do "ditocujo" em causa.
O sr.proença é um árbitro habilidoso e filiado no SLB. Mais! Na dúvida decide sempre contra os Azuis e Brancos.
Sr. Bluelife, desde já lhe digo que não acho o sr.proença um árbitro isento...à mulher de César não basta sê-lo é preciso parecê-lo!É outro exemplar tipo: lucílio baptista,e, este também é tecnicamente um bom árbitro.O problema são as tendencias.
E ponto final. Aceito discutir todos os temas com excepção deste.

Um Abraço