sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Razões do insucesso que procuram camuflar

Zoro tece duras críticas às 'águias' - No Benfica há três anos, Zoro confessa-se arrependido por ter escolhido o clube das ‘águias’ ao invés do clube dos ‘dragões’ e tece duras críticas à política de contratações do Benfica, afirmando que essa é a razão pela qual nunca teve tempo para provar o seu “valor” no clube de Lisboa.
“Estou arrependido da minha escolha. Reconheço que o Benfica é um grande clube, e, há três anos, o Rui Costa, que na altura ainda era jogador, convenceu-me a assinar. Sabia que ele seria director desportivo a curto prazo e por isso decidi-me. Depois fui vítima dum problema político, pois saiu José Veiga, o dirigente que apostou em mim, e deixei de contar. Quando me lembro do interesse do FC Porto...”, salienta o marfinense, numa entrevista concedida à imprensa francesa.
Zoro afirmou ainda que a política de contratações só gera confusão na organização e gestão do plantel o que acaba por prejudicar os jogadores.
“Todos os anos compram vários jogadores sem pensarem na organização da equipa. O número de futebolistas é muito elevado. Desde que assinei só tenho tido problemas. Nunca me deram tempo para provar o meu valor”, salientou visivelmente magoado.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Plantel do FC Porto visto pelo leader da equipa técnica

Rotação da equipa«Temos um plantel de 26 jogadores, em que há sempre quem tenha mais ou menos oportunidades. Na coerência da liderança dum grupo, não existem jogadores mais ou menos importantes. Estes dois últimos jogos (Juventude de Évora e CSKA) foram muito bem conseguidos. Desta forma, mantemos um nível competitivo alto e a competitividade interna. Para nós, equipa técnica, permite-nos olhar com outros olhos para o plantel e manter quem tem mais minutos num ritmo elevado e alerta. É importante que toda a gente se sinta parte do grupo e competitiva a qualquer momento.»
A comparação com o Barcelona
«O nosso trabalho é singular e é nosso, não queremos imitar ninguém. Acima de tudo, quero acreditar que o estilo da equipa não é só coisa minha, mas vem também do potencial de cada um e da cultura do nosso futebol. Ele sempre foi de excelência técnica, posse e criatividade. Isto é resultado da libertação dos jogadores e dum grupo fabuloso que nos permite chegar a esse patamar. O Barcelona está muito lá em cima e num patamar de perfeição.»

15 de Dezembro de 2010 - Liga Europa - FC Porto 3 CSKA Sófia 1


Com a qualificação e o primeiro lugar garantidos, o FC Porto concluiu a fase de grupos da UEFA Europa League sem o registo de qualquer derrota e apenas com um empate a intrometer-se entre cinco vitórias. Algumas delas épicas até, como a de Viena ou a de Istambul.
Mas o início de jogo não foi propriamente fácil para os Dragões. A propensão contra-atacante do adversário dificultou o encaixe e motivou, inclusive, intervenções urgentes e subtis de Fucile e Otamendi para colocar ponto final nas mais perigosas movimentações búlgaras, geradas por decisões rápidas e um número reduzido de toques na bola.
O FC Porto marcou, num instante em que a bola parecia não querer entrar na baliza do CSKA. Entrou à terceira, na insistência de Otamendi, que ainda encontrou o poste no caminho.
E, se o começo não fora fácil, o recomeço tornou-se problemático. Sem prenúncio, nascido do nada, o empate aconteceu. Assinado por Dechev, que, ao 48.º minuto, aproveitou um lançamento rápido do seu guarda-redes. Estaca zero, de novo, mas por pouco tempo. Em seis minutos, já para lá de um pontapé de bicicleta de Falcao, que errou o alvo por pouco, Rúben Micael recolocou o FC Porto em vantagem.
Um penalty assegurava o descanso ao vencedor do Grupo L, mas Falcao, que sofrera a falta, permitiria a defesa a M’Bolhi na tentativa de transformação. A consegui-lo, teria marcado em todos os jogos da fase de grupos. O volume de jogo portista não sofreu, ainda assim, qualquer quebra e James fez o golo que faltava, num remate cruzado e indefensável, tão imparável como o de Moutinho, que a barra devolveu no último suspiro do jogo.
OBS.: Não há na equipa técnica do FC Porto ninguém capaz de aconselhar os marcadores de grandes penalidades a decidirem-se por mandar um balázio para o meio da baliza, pois os guarda-redes têm tendência para se atirarem para um dos lados…?!
FICHA DE JOGO - UEFA Europa League, Grupo L, 6.ª jornada
Estádio do Dragão, no Porto - Assistência: 22.930 espectadores
Árbitro: Claudio Circhetta (Suíça) - Assistentes: Thomas Habegger e Stefan Buhlmann
Assistentes adicionais: Carlo Bertolini e Daniel Wermelinger - Quarto Árbitro: Bruno Grossen
FC PORTO: Helton «cap.»; Fucile, Maicon, Otamendi e Alvaro; Souza, Belluschi e Rúben Micael; James, Falcao e Walter
Substituições: Falcao por Hulk (60m), Rúben Micael por João Moutinho (71m) e Souza por Guarín (80m)
Não utilizados: Maia, Sereno, Castro e Ukra
Treinador: André Villas-Boas
CSKA SÓFIA: M’Bolhi; Stoyanov, Vidanov, Aquaro e Grillo; Marquinhos, Yanchev «cap.» e Yanev; Tonev, Michel e Delev
Substituições: Grillo por Dechev (63m), Tonev por Sheridan (77m) e Yanchev por Galchev (88m)
Não utilizados: Karadzhov, Trifonov, Iliev e Esposito - Treinador: Sashko Hristov
Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Otamendi (22m), Delev (48m), Rúben Micael (54m) e James (90+3m)
Disciplina: Cartão amarelo a Sheridan (80m)
 
O FC Porto um a um - James e Rúben lideram império Otamendi 
Helton 6 - Bem que podia ter levado as baquetas que usou a meio da semana na Casa da Música para aquecer as mãos, porque só as usou aos 45', ao segurar um livre directo. Até lá foi com os pés que interveio, e bem, antecipando-se a jogadores búlgaros que surgiam isolados. Pareceu que nada podia fazer no golo pela boa colocação da bola.
Fucile 7 - Estenderam-lhe uma passadeira, e ele não se fez rogado, surgindo várias vezes junto à linha de fundo, onde arrancou bons cruzamentos. Excelente a atitude defensiva, sobretudo na compensação. Ainda por cima, apanhou várias vezes pela frente Delev, o melhor jogador do CSKA, e só não conseguiu impedi-lo de rematar no golo dos búlgaros.
Otamendi 7 - Segundo golo com a camisola portista, terceiro da carreira, num remate bem colocado - a bola ainda tocou no poste direito - que abriu o marcador. Continua a acumular pontos na luta por um lugar mais assíduo no onze. Aos 66' tem um corte fantástico de carrinho que evitou que Delev bisasse e causasse a surpresa total no jogo.
Maicon 4 - Dois erros infantis na primeira parte só não custaram caro pela inépcia de Michel, primeiro, e pela antecipação de Helton, depois. Ficou mal na fotografia no lance do golo do CSKA, quando não conseguiu o corte nas alturas, ficando a sensação de ter sido tocado. Se não foi, então a noite de ontem é mesmo para esquecer.
Álvaro Pereira 5 - Tal como Fucile, deu bastante profundidade ao jogo, mas com uma diferença: teve sempre adversários pela frente. Baixou de rendimento na segunda parte e falhou vários passes.
Souza 5 - Regresso à equipa após paragem de mais de um mês, com nítida falta de ritmo. Chegou a parecer algo perdido em campo e muito pouco agressivo na disputa dos lances.
Belluschi 6 - Entre alguns passes errados, bons momentos como o cruzamento para a bicicleta de Falcao e o livre directo que obrigou M'Bolhi a uma boa intervenção. Aos 75' tentou o golo de longe, mas a bola saiu à figura.
Rúben Micael 7 - Muito mais confiante no segundo jogo consecutivo e mais perto da área contrária. Tentou o golo de longe, mas foi já dentro da área que fez o 2-1, num remate cruzado com o pé direito; foi o seu segundo golo da época, outra vez na Liga Europa. Procurou imprimir um ritmo forte a um jogo meio apático do FC Porto com passes de ruptura. Fucile e Falcao foram os principais beneficiários.
Walter 6 - Actuou ao lado de Falcao, mas foi em zonas um pouco mais recuadas - à entrada da área - que mostrou argumentos. Boas tabelas com os companheiros e alguns remates perigosos. Um deles, em arco, foi devolvido pela barra.
Falcao 5 - Bem tentou, mas saiu em branco pela primeira vez em jogos europeus. E muito por culpa própria, visto ter falhado uma grande penalidade. Saiu no minuto seguinte, não por castigo, mas porque domingo há mais um jogo. Antes ganhou o livre que deu o segundo golo e teve um momento brilhante: um pontapé de bicicleta que saiu pouco por cima.
Hulk 4 - Não lhe fez bem ver uma hora do jogo no banco, porque entrou mal e acumulou erros e perdas de bola. Até os adeptos que tanto o idolatram perderam a cabeça e assobiaram algumas das suas acções.
João Moutinho 6 - Vinte minutos em campo e quase que podia ser a figura: uma assistência para o golo de James e um remate à barra no último lance do jogo.
Guarín 5 - Fez os últimos minutos, porque Souza não estava bem fisicamente e era preciso controlar melhor o meio-campo. - CARLOS GOUVEIA n’OJOGO 

sábado, 11 de dezembro de 2010

Taça de Portugal, quinta eliminatória - FC Porto 4 Juventude de Évora 0

Goleada com o toque de João Moutinho

O FC Porto segue em frente na Taça de Portugal, depois de ter recebido e batido o Juventude de Évora, por 4-0, este sábado. A noite foi especial para João Moutinho, que se estreou a marcar ao serviço dos Dragões e mostrou ainda outros momentos de génio. O jovem James, titular pela primeira vez, também assinou pormenores que deixam água na boca.
Já se sabia que iriam estar em confronto forças desiguais. De um lado estava uma equipa da II divisão e do outro o invencível FC Porto, que bateu um recorde que vinha da época 2003/04: os Dragões estão agora invictos há 34 jogos consecutivos. No entanto, os azuis e brancos sabiam que tinham de evitar que aparecesse em campo a «magia» da Taça de que André Villas-Boas falou na sexta-feira, em conferência de imprensa. Os Dragões não facilitaram e a magia esteve toda por sua conta.
Os alentejanos apresentaram-se em campo com uma postura defensiva, como se esperava, protegendo a todo o custo a sua grande área. James foi o primeiro a descobrir o caminho do golo: na sequência de uma arrancada pela esquerda, aos 11 minutos, em que até já parecia ter perdido o tempo de passe, serviu Falcao com um cruzamento perfeito, para o 1-0.
Depois do tento inaugural, o encontro continuou a ter sentido único: James esteve por três vezes perto do segundo, sendo que, aos 32 minutos, um corte milagroso de Paulo Letras evitou que Hulk assistisse o colombiano para o remate fatal. No entanto, o golo surgiu mesmo sete minutos depois, na sequência de uma troca de bola rapidíssima que envolveu James, Falcao e Guarín. João Moutinho deu o toque final, coroando a movimentação constante do meio-campo portista, onde quase não existiram posições fixas. A procura da ruptura na defensiva contrária foi uma constante.
Na segunda parte, o adversário procurou subir uns passos no terreno, proporcionando mais espaço à equipa da casa para a sua constante troca de bola. Nos primeiros 15 minutos da etapa complementar, o FC Porto construiu uma torrente de oportunidades que só por aparentes milagres e algumas boas intervenções do guarda-redes Tiago Martins não deram golo.
O 3-0 acabou por surgir mais tarde, do pé esquerdo de Alvaro Pereira, após assistência de Falcao. O uruguaio fez incontáveis vaivéns na ala esquerda e mereceu o prémio do golo. João Moutinho já tinha feito o gosto ao pé, mas não deixou de ter participação fundamental no lance do 4-0, rasgando a defesa contrária e servindo Alvaro Pereira, que «cedeu» o toque fatal a Walter. Quem ficou sem o prémio merecido foi James: em cima do apito final, após lance de Walter, cabeceou para intervenção aparatosa de Tiago Martins, que assim impediu uma estreia perfeita do jovem colombiano como titular.
11 de Dezembro de 2010 - Estádio do Dragão, no Porto - Assistência: 26.909 espectadores
Árbitro: Marco Ferreira (AF Madeira) - Assistentes: Sérgio Serrão e Tomás Santos
Quarto árbitro: Pedro Vilaça
FC PORTO: Kieszek; Sapunaru, Sereno, Maicon e Alvaro Pereira; Guarín, João Moutinho e Ruben Micael; Hulk, Falcao «cap» e James
Substituições: Hulk por Walter (59m), Guarín por Castro (62m) e Falcao por Ukra (71m)
Não utilizados: Helton, Belluschi, Rafa e Otamendi
Treinador: André Villas-Boas

JUVENTUDE DE ÉVORA: Tiago Martins; Gambóias, Paulo Martins, Tiago Pires e Paulo Letras; João Fonseca, Cão e Cissé; Carlos Mota, Nuno Gaio «cap» e Sebastien
Substituições: Sebastien por Vítor Martelo (63m), Paulo Martins por André Xavier (63m) e Cao por Luís Barreiros (85m)
Não utilizados: Nuno Laurentino, Nelson Silva, Carlos Gomes e Viúla
Treinador: Miguel Ângelo
Ao intervalo: 2-0
Marcadores: Falcao (11m), João Moutinho (39m), Alvaro Pereira (69m) e Walter (84m)
Disciplina: cartão amarelo para Tiago Pires (57m) e Castro (92m)

«Temos orgulho no percurso que estamos a fazer»
No final da partida dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, já em conferência de imprensa, André Villas-Boas mostrou-se satisfeito com o regresso ao banco de suplentes, com a exibição e com o elevado grau de motivação revelado pelos jogadores diante do Juventude de Évora. O treinador dos Dragões só não apreciou o volume do desfecho, ao qual acrescentaria mais golos.
Exibição conseguida
«Foi uma exibição conseguida, que poderia ter rendido mais golos. Ficam a faltar-nos dois jogos neste objectivo de continuar a ganhar até ao final do ano.»
Muitas oportunidades
«O Juventude de Évora apresentou-se organizado, com capacidade para sair a jogar, mas acho que poderíamos ter conseguido um resultado mais volumoso, em função do número de oportunidades criadas.»
Motivação no topo
«A motivação esteve no topo, a equipa empenhou-se e o público esteve mais tranquilo do que na segunda-feira.»
Orgulho
«Temos orgulho no percurso que estamos a fazer, destes 34 jogos sem conhecer o sabor da derrota, o que também se fica a dever ao trabalho de Jesualdo Ferreira, na época passada.»
Homem emocional
«É claro que me sinto contente por voltar ao banco de suplentes. Como sabem, sou um homem emocional e gosto de estar ali, a comandar os meus, perto deles.»
James desequilibrou
«O James fez uma boa exibição. Mostrou-se a um óptimo nível, desequilibrou em duas posições, tanto a ala, como a médio ofensivo. Foi uma boa exibição, potenciada também pela equipa.»

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Gato por lebre (denúncia do facciosismo da Imprensa desportiva portuguesa)

Nas últimas quatro temporadas, entre 2006/07 e 2009/10, o FC Porto garantiu quatro vezes o apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Em duas ocasiões assegurou o primeiro lugar durante a fase de grupos, sendo que, nesses casos em concreto, teve de enfrentar equipas como o Liverpool, o Marselha e o Besiktas ou o Arsenal, o Dínamo de Kiev e o Fenerbahçe. Provavelmente, foi a aparente facilidade com que o FC Porto assegurou esses apuramentos que levou os responsáveis do Benfica a apontar à conquista da Liga dos Campeões já este ano. Em Portugal, nenhum dirigente de nenhum clube grande pode admitir que aquilo que é fácil para os outros possa ser difícil para os seus. Entretanto, o tempo, como sempre, tratou de colocar as coisas no seu lugar, e as competições europeias, com o distanciamento que impõem, voltaram a mostrar que há uma diferença muito grande entre a lebre que por cá se vai vendendo e o gato que lá por fora, sem desculpas nem álibis, deixa o rabo de fora.
Jorge Maia n'OJOGO 
PS - Benfica 1-0 FC Porto (1 de Abril 2000)
http://www.youtube.com/watch?v=bTV_YudWZnA&feature=related  

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ganhar é de Campeão - Mas convém não facilitar

... o jogo com o Setúbal fez soar outro tipo de alarme no Dragão - afinal, o FC Porto não é inesgotável. Tinha ficado a ideia de que talvez o fosse depois de bater o Benfica por 5-0 pouco mais de 48 horas após o empate com o Besiktas, mas o jogo com o Setúbal mostrou um FC Porto com duas caras: uma durante a primeira parte, enquanto as pernas ajudaram a cabeça a funcionar e o futebol foi tão envolvente como é costume; outra durante a etapa complementar, quando o cansaço acumulado a fazer patinagem artística em Viena lhe roubou intensidade, colocando a baliza de Helton ao alcance do modesto ataque do Setúbal (só dois golos marcados fora). Manter sempre o mesmo nível de concentração, motivação e intensidade ao longo dos nove meses de uma época resistindo às lesões, aos castigos, ao cansaço e à rotina não é fácil. E é por isso que os campeões são as equipas que ganham mais vezes porque jogam melhor, mas também as que ganham mais vezes mesmo quando jogam mal.  Extracto do artigo de Jorge Maia n'OJOGO. 

Fez soar o alarme porque após os jogos importantes há uma certa tendência por parte dos jogadores para descomprimir, para facilitar, acreditando que o mau tempo já passou e que a seguir vem a bonança, pensando que podem descansar. Só que em alta competição não é bem assim: há que estar sempre alerta com os sentidos bem apurados e muito concentrados nas tarefas (jogos) seguintes, mesmo que os adversários que vêm a seguir pareçam mais fracos, para não se perderem de vista os objectivos finais que são a conquista dos títulos. Dito isto, o que pretendo salientar é que após os jogos a meio da semana a equipa tem de se preocupar em descansar o máximo, não descurando, antes pelo contrário, empenhando-se intensamente em cuidar da sua preparação física a fim de chegarem totalmente recuperados e   bem frescos ao desafio seguinte. 

PS - Será que o FC Porto vai deixar o Kléber ir para os benfas...?!!!

PS1 - Filosofia do André Villas-boas
Organização, rigor, concentração e sentido colectivo são palavras constantemente repetidas por André Villas-Boas, mas também a base em que assenta todo o trabalho do mais jovem treinador da história do FC Porto.
...dúvidas iniciais sobre a equipa concentravam-se na defesa, sobretudo depois da partida de Bruno Alves para a Rússia. André Villas-Boas resolveu o problema com a emancipação de Maicon, mas também por intermédio da capacidade para potenciar as características de Sapunaru, que tardava em impor-se no Dragão.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Liga Sagres ZON - FC Porto 1 Vitória de Setúbal 0

Vantagem mínima, pontuação máxima. Com um golo, o 12.º de Hulk na Liga, o líder repôs distâncias, superando a custo a oposição do Vitória, que jogou persistentemente para o empate e terminou derrotado. Até pela sorte, que fez o especial favor de sorrir a quem mais fizera por ela. Em boa verdade, o FC Porto não merecia o sofrimento do 90.º minuto, justificando, muito antes dele, o descanso dum triunfo mais amplo.
Ascendente portista claro e gritante, fluxo de jogo proporcional, direccionado às redes de Setúbal. Nem sequer foram precisos ensaios ou um breve período de estudo mútuo, que se revelaria absolutamente supérfluo. Em segundos, o FC Porto retomava a procura do golo, interrompida quatro dias antes, em Viena, ao apito final.
Montado numa estratégia assumidamente defensiva, o adversário recuava, compacto e equilibrado, reduzindo o espaço jogável e obrigando o líder a repensar a abordagem e a reinventar linhas de passe. Ainda mais atrás, Diego adiava a vantagem azul e branca. Recorrendo, por vezes, a uma admirável capacidade teatral para protelar cada pontapé de baliza e, noutras, a um número significativo de grandes defesas. Num só minuto, o sétimo, negou o golo por três vezes, a Fucile, Rodríguez e Guarín. Cada um na sua vez. Curiosamente, Helton viu o cartã
o amarelo na primeira e única vez que prolongou uma reposição de bola.
Um livre directo superiormente transformado por Belluschi, durante o qual o guarda-redes do Vitória de Setúbal se limitou a assistir à trajectória da bola, devolvida violentamente pela trave, serviu de prenúncio. Todos os obstáculos humanos tinham sido superados, por fim. Dois minutos depois do sinal, aos 43, Hulk convertia a grande penalidade, que castigava um derrube a Falcao. E de nada serviu a Diego adivinhar o lado, porque o remate saiu colocado, fora do seu alcance.
Mais do mesmo, na segunda parte. Mas com uma nuance: a resposta do Setúbal, que não obedecia a ritmo nem frequência; apenas à ocasião. Persistia o Dragão, sempre mais perto do golo. Por Falcao, Hulk, Belluschi ou Ruben Micael. E esbarrava, então, numa intolerância incompreensível à velocidade de Hulk, repetidamente derrubado sem que a equipa de arbitragem apontasse a falta devida.
Apesar da incontestável superioridade do seu jogo, que deveria ter rendido uma vantagem mais ampla, o FC Porto quase viu os três pontos escaparem sobre o minuto 90, quando Jaílson desperdiçou uma grande penalidade, rematando por cima e falhando o empate que a partida não justificara. Ainda assim, os minutos que se seguiram, os de compensação, expuseram capacidade de resposta a uma adversidade.

FICHA DE JOGO
FC Porto-V. Setúbal, 1-0

Liga 2010/11, 13.ª jornada
6 de Dezembro de 2010
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 18.912 espectadores
Árbitro: Elmano Santos (Madeira)
Assistentes: Álvaro Mesquita e José Oliveira
4.º Árbitro: Humberto Teixeira
FC PORTO: Helton «cap.»; Fucile, Rolando, Otamendi e Rafa; Guarín, Belluschi e João Moutinho; Hulk, Falcao e Rodríguez
Substituições: Rodríguez por Rúben Micael (59m), Rafa por Sapunaru (74m) e Falcao por Walter (82m)
Não utilizados: Kieszek, Sereno, Castro e Ukra
Treinador: Vítor Pereira


V. SETÚBAL: Diego; Collin, Ricardo Silva «cap.», Valdomiro e Anderson do Ó; François, Hugo Leal, Neca e Gallo; Pitbull e Jaílson
Substituições: Gallo por Zeca (46m), François por Henrique (71m) e Anderson do Ó por Sassá (87m)
Não utilizados: Vargas, Zé Pedro, Michel e Zarabi
Treinador: Manuel Fernandes
Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Hulk (43m, g.p.)
Disciplina: Cartão amarelo a Collin (44m), Fucile (67m), Valdomiro (69m), Helton (75m), Otamendi (90m) e Neca (90m).


No rescaldo do vigésimo triunfo da época, sobre o Vitória de Setúbal (1-0), o treinador adjunto do FC Porto, Vítor Pereira, destacou o esforço dos jogadores azuis e brancos. Hulk admitiu que a equipa não esteve ao seu nível máximo, mas a vantagem de oito pontos sobre o segundo classificado foi preservada.
Vítor Pereira: «Tivemos uma primeira parte bem conseguida, contra uma equipa que praticamente abdicou de atacar na primeira parte. Havia uma grande aglomeração de jogadores atrás da linha da bola e poucos espaços. Fizemos 15 remates e tivemos oportunidades para construir outro resultado. Na segunda parte, a equipa ressentiu-se do esforço que teve em Viena e é compreensível que os jogadores tenham sentido algumas dificuldades do ponto de vista físico. Quando é assim, começamos a pensar mal o jogo. Houve uma equipa que fez tudo para ganhar, que assumiu as despesas do encontro do princípio ao fim. A outra equipa esperou pela segunda parte para crescer um bocadinho, através de bolas longas e de segundas bolas, criando-nos algumas dificuldades. É normal que tenhamos jogos mais bem conseguidos e outros menos conseguidos».

Para Vítor Pereira, a noite valeu pela resistência, pelo "espírito de sacrifício tremendo". "Os campeões fazem-se assim", referiu, no rescaldo da vitória que mantém os dragões invencíveis, a uma jornada do final de 2010. "Oito pontos de vantagem que vão retirando vantagem ao adversário, vão massacrando, é assim que temos de continuar. O FC Porto tem feito uma época excepcional. Os jogadores têm sido constantes, consistentes na qualidade do jogo, merecemos a época que estamos a fazer."
Hulk: «A equipa não esteve ao melhor nível, mas conseguimos os três pontos, que são o mais importante para nós. Vamos manter o nosso trabalho, para conseguirmos sempre os três pontos, esquecendo quem está em segundo ou terceiro, de modo a não errar».

domingo, 5 de dezembro de 2010

Rapid de Vilena 1 FC Porto 3

Os jogadores desta equipa de futebol do FC Porto foram neste jogo verdadeiros heróis ao conseguirem aguentar tal ritmo em condições climatéricas muito adversas, por isso os meus melhores cumprimentos e agradecimentos à equipa técnica  e a esta fantástica equipa de futebol!

Villas-Boas: "Nota positiva roça o ridículo"

Ainda o clássico de Alvalade a merecer destaque no Olival. Na conferência de Imprensa de ontem foi perguntado a André Villas-Boas se sabia qual a nota atribuída ao árbitro Jorge Sousa. "Não sei qual é...", foi a primeira reacção do treinador, que, de seguida, soube pelos jornalistas que tinha sido positiva (3,3 numa escala de cinco). Esboçou um sorriso e disparou. "Se é positiva, é ridículo. Como é que alguém pode ter uma nota positiva com uma exibição tão má como aquela, com influência directa no resultado nos mais variados sentidos... Obviamente que a vossa opinião pode ser diferente, mas, na minha óptica, se é positiva, roça o ridículo. A pessoa que a atribuiu devia ter um pouco mais de bom senso e de critério", explicou.  Para André Villas-Boas, o árbitro errou não só na validação do golo sportinguista, marcado aos 38' por Valdés, em situação de fora-de-jogo, mas também na apreciação de alguns lances e ainda na decisão de o expulsar. Daí não compreender a nota atribuída pelo observador, igualmente criticado. "Se a interpretação que tem em directo é essa, era melhor chegar a casa, rever o jogo e pensar bem no que está a fazer. Não se pode dar uma nota positiva a um árbitro que esteve tão influente no resultado como aquele", contestou o treinador.  No decorrer da segunda parte do clássico de Alvalade, corria o minuto 73, Villas-Boas irritou-se num lance entre Sapunaru e Vukcevic, acabando expulso por Jorge Sousa. Logo após o jogo, o treinador comentou a expulsão: "Disse ao árbitro que havia uma dualidade escandalosa de critérios".
PS - O meu comentário
Ó André, se calhar o Jorge Sousa teve nota positiva, precisamente por ter tido uma actuação vergonhosamente caseira...!
É que quem escolhe os observadores conhece perfeitamente a cor das camisolas que eles envergam... a sua (des)honestidade, a sua (falta de) isenção, os seus conceitos de ética desportiva! E ponto final.

Futebol em projecto - Fusão das ligas poderá ser o próximo passo da aliança ibérica

A aliança ibérica, que resultou na derrota para a Rússia na candidatura à organização do Mundial 2018, pode ganhar novos contornos com uma eventual fusão das duas ligas.

Os presidentes do organismo português e espanhola, Fernando Gomes e Jose Luis Astiazaran, já mantiveram contactos dentro e fora do âmbito da parceria ibérica ao Mundial2018, conversações que podem resultar num inédito campeonato organizado pelos dois "vizinhos".
Confrontada com esta possibilidade, fonte da UEFA explicou à Agência Lusa "não existe nos regulamentos nem nos estatutos nada que impeça duas ligas juntarem-se na organização de um só campeonato".
"No entanto, o primeiro passo terá sempre de ser dado pelos interessados. As duas partes têm de se entender primeiro, chegar a um consenso e enviar um plano detalhado para ser avaliado pela UEFA", explicou a mesma fonte.
Sem querer responder se uma eventual Liga Ibérica teria o aval imediato da UEFA, a mesma fonte reiterou que o organismo "patrocina e avaliza todos os projectos que permitam desenvolver o futebol".
Neste sentido, a mesma fonte lembrou também que a ideia não é singular na Europa, "pois, por exemplo, também a República Checa e Eslováquia mantêm conversações para fundir os dois campeonatos, embora nada de oficial tenha ainda chegado à UEFA.
De qualquer forma, uma competição Ibérica nunca começaria por uma liga unificada, mas sim pela disputa de um troféu entre os dois campeões nacionais.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Notas soltas significativas - Dignas de relevo

Destaques - Radamel Falcao: "Quero marcar uma era no Dragão";
Otamendi: Agora vê-se o grupo fantástico que temos, o que é o FC Porto, e isso parece evidente a cada jogo que passa. Independentemente de quem joga, todos dão sempre o máximo".
O patrão dos árbitros (Vitor Pereira) e o sistema actual
O cúmulo da pouca vergonha vai para... O observador do árbitro no Sporting vs F.C.Porto. Jorge Sousa fez uma arbitragem vergonhosa, com clara influência no resultado e leva nota de 3,3 - 0 a 5.
O André Villas-Boas já veio a público classificar de ridícula a nota positiva que o observador deu ao cagão do Jorge Sousa.
Eu afirmaria que é intelectualmente deshonesta esta classificação.
Claro que nós sabemos que o problema está em quem escolhe este tipo de observadores (observadores convenientes)! Ou seja, jogo viciado logo à partida. Escamotear, instrumentalizar, falsificar, está na intenção desta gente, de modo a favorecer os amigos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Liga Europa- SCP 1 Lille 0- Postiga com a mão põe a bola à disposição de Polga

Mais um golo falso como Judas para os calimeros, os chorinhas festejarem! Pelos vistos para as bandas de Alvalade a ética é palavra vã, vale tudo, e os meios justificam os fins!
O golo marcado pelo Polga ao Lille é ilegal, pois Postiga (trapaceiro) joga a bola com a mão antes de Polga marcar o golo. O Mickael Landreau fartou-se de chamar a atenção da equipa de arbitragem sem êxito.
Rudi Garcia - "Como é possível não terem visto mão de Postiga?"
Rudi Garcia não poupou a actuação da equipa de arbitragem no lance do golo leonino. "É a segunda época da Liga Europa com seis árbitros e isso não impede que se cometam erros. Prefiro quatro árbitros. Não percebo como é possível nenhum ter visto a mão de Postiga e mais grave é que não mostrou amarelo ao Postiga que seria expulso e, nesse caso, teríamos mais hipóteses, se fosse marcada falta", referiu o técnico do Lille, considerando que a equipa fez um "jogo sério". "Fomos aplicados. ...comentou o treinador do Lille.
PS - Quando afirmo que para os lados de Alvalade vale tudo, é tudo mesmo! Estou-me a lembrar da entrada assassina do Maniche sobre o seu colega de profissão João Moutinho. A qual com um juiz do apito minimamente corajoso seria cartão vermelho directo. Só que o Jorge Sousa pelos vistos só é capaz de sancionar (inventar faltas) nos lances que prejudiquem os Azuis e Brancos!
PS1 - O Villas-Boas não concorda, no entanto, com a decisão de Jorge Sousa. "Não sei se o relatório já está disponível. O que lhe disse foi exactamente aquilo que vos transmiti no final do jogo: disse-lhe que estava a desconfiar da escandalosa dualidade de critérios. Foi a expulsão [de Maicon], o golo ilegal... E parece-me que as pessoas querem apagar rapidamente o impacto que o trabalho do árbitro teve no resultado. Nesse sentido, penso que a minha expulsão está a tornar-se num factor de diversão. Mas, pelos vistos, vou continuar a ser expulso, se me continuar a dirigir aos árbitros. Não lhe disse nada de especial, e fico surpreendido quando vejo outros treinadores a dirigirem-se aos árbitros de forma injuriosa, agressiva e a roçar a agressão verbal. No meu caso, não foi isso que aconteceu, mas, como sou reincidente, e fui expulso com o mesmo resultado de Guimarães, agora diz-se que sou incapaz de lidar com a adversidade. Isso parece-me uma tremenda besteira".
Conclusão: relativamente ao FC Porto é comer e calar...!!! Só há uma palavra para definir quem assim actua: "escroques".