sábado, 7 de fevereiro de 2009

Jesualdo Ferreira: "É preciso jogar para ganhar"

Apelo aos adeptos
«Estamos preparados para o jogo. Sabemos a importância que este encontro tem, para além dos três pontos em disputa. Sabemos o que vale para os adeptos, para os clubes e para o que resta do campeonato. São jogos em que todos, jogadores, treinadores e dirigentes, querem participar. Neste sentido, o meu primeiro apelo é para os adeptos, para que, com um Dragão esgotado, tenhamos um apoio permanente. Amanhã vão estar duas equipas a jogar do mesmo lado: a equipa do F.C. Porto e os nossos adeptos. Vamos tentar, em conjunto, ter um desempenho de topo».

Resultado imprevisível

«Está encontrada a melhor moldura para um grande espectáculo. Vão defrontar-se duas grandes equipas e o que eu sinto é que estamos preparados para o desafio. É para nós o jogo mais importante por ser o próximo. Acho que as equipas têm evoluído com o tempo e é natural que o Benfica esteja mais forte, tal como o F.C. Porto está seguramente mais forte do que no encontro da primeira volta. Num jogo com estas características, vai ganhar a equipa mais forte mentalmente, aquela que consiga superar as dificuldades que o adversário lhe coloca. É um jogo de resultado imprevisível».

Jogo não é definitivo

«Não sei qual é a equipa que o Benfica vai apresentar, mas não vamos mudar o nosso método porque o adversário troca de jogadores. Temos a nossa identidade e há adaptações na equipa de acordo com o plano de jogo que definimos. Considero que este é um jogo importante mas não creio que seja definitivo. Para nós é muito importante e, se é verdade que um clássico é para ganhar, também é verdade que é preciso jogar para ganhar».

Condições para ganhar a qualquer adversário

«O nosso processo de evolução obedece a uma lógica. O F.C. Porto teve na Champions e na Liga resultados que lhe permitiram ser primeiro em ambas as competições. Há todo um processo da nossa parte que entendemos que fizemos bem e, neste momento, a equipa começa a encontrar alguma estabilidade. Queremos melhorar ainda mais no futuro e sinto que o F.C. Porto tem condições para ganhar a qualquer adversário».

Estratégia de equipa

«Nenhum jogo entre equipas fortes e equilibradas se define no detalhe. É preciso uma estratégia de equipa e só a força do colectivo é capaz de sustentar que um detalhe possa decidir o jogo. A qualidade e o respeito que as duas equipas apresentam obriga a que ganhe aquela que for mais inteligente. Os jogadores é que vão decidir este jogo, é sobretudo um atestado à sua competência em termos de capacidade, de estabilidade emocional e de segurança nos processos colectivos. O F.C. Porto tem um conjunto de processos definidos, estáveis, e queremos aproveitar a qualidade dos nossos jogadores. Estou certo de que o jogo de amanhã vai ser dividido».

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Nomeação conveniente para os encarnados

Árbitro nomeado para apitar o clássico, FC Porto x SLB   -   Liga Sagres

Despudor na nomeação dos árbitros para certos jogos.

Benfiquista ferrenho e de Lisboa, Pedro Proença foi agora nomeado para dirigir o jogo no Dragão. Não há dúvida que foi uma nomeação cirúrgica e muito conveniente para os encarnados. Tal é o medo que eles têm da equipa do FC Porto. É claro e evidente. Há que jogar pela certa.

Só os tolos ou os ingénuos é que acreditam (ser inocente) que esta coisas acontecem por acaso.

Pedro Proença está há um mês de férias

Um mês de férias antes do clássico

Jorge Fonseca – em OJOGO

Desde 4 de Janeiro que não se ouvia falar de Pedro Proença. Nessa data, no Estádio da Madeira, na Choupana, o árbitro de Lisboa orientou o primeiro e último jogo deste ano - o Nacional-FC Porto - voltando mais de um mês depois a envergar o equipamento para dirigir um dos jogos mais desejados e complicados da Liga Sagres, o FC Porto-Benfica. Integrando-se num lote de escolhas possíveis muito reduzido - além dele, só Jorge de Sousa e Olegário Benquerença pareciam reunir unanimidade como candidatos -, acabou por sair da sombra e figurar como opção da Comissão de Arbitragem da Liga, com Vítor Pereira a manter viva a vontade de não nomear o árbitro de Leiria para os jogos mais importantes, ao passo que Jorge Sousa foi "desviado" para Alvalade. Será assim a terceira vez que o árbitro de Lisboa se vai cruzar esta temporada com o FC Porto, depois do empate (0-0) em Vila do Conde e da vitória dos dragões na Choupana (4-2), no jogo acima referido. Já no que concerne às águias, apenas por uma ocasião dirigiu jogos do clube da Luz, na circunstância o de Coimbra, que terminou com a vitória encarnada por 2-0. Sendo a sua principal actividade profissional a de director financeiro, Pedro Proença viveu, no Estádio do Dragão, a polémica mais mediática da sua carreira quando, na época passada, uma bola de Polga que Stojkovic agarrou foi por ele interpretada como um atraso para o guarda-redes sérvio. Os dragões, na cobrança de um livre indirecto, transformaram-no no golo da vitória. Essa decisão desencadeou uma guerra com os leões que se estende até ao presente. Mas não foi tudo, já que o hábito de querer manter a sua verdade seja contra quem for fê-lo também viver anos antes, em Moreira de Cónegos, uma situação caricata, recusando-se durante largos minutos a abandonar o centro do relvado, imune aos apupos que vinham da bancada.

25,1 É o terceiro árbitro da I Liga que menos faltas marca: média de 25,1 por jogo, apenas suplantado por Pedro Henriques (23,8) e Nuno Roque (22).

19 Exigente no capítulo disciplinar, Pedro Proença já exibiu 19 vezes o cartão amarelo, á média de 6,3. Acima só Cosme Machado (6,7) e Bruno Paixão (7).

2 Foram as vezes, esta época, que já dirigiu jogos do FC Porto enquanto para o Benfica apenas foi nomeado uma ocasião.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

SCP 4 (2 golos de Xistra) FC Porto 1

Mais uma vez, infelizmente para a arbitragem Nacional, eu tinha razão ao pôr em dúvida a isenção do Carlos Xistra.

2 golos de Carlos Xistra (penaltis forçados,muito discutíveis) começaram a desenhar a derrota da equipa do FC Porto.

Já se sabia que com este árbitro seria quase impossível a equipa do FC Porto construir um resultado favorável.

Só os hipócritas ou os incautos afirmam não se preocupar com (os critérios dos árbitros) as arbitragens. Nós tentamos não ser uma coisa nem outra.

Em lance muito discutível o F.C. Porto, sofreria novo revés a cerca de 10 minutos do final da primeira parte, numa altura em que viu ser assinalada uma grande penalidade inexistente em seu desfavor, convertida posteriormente por Romagnoli.

Outra vez em lance de novo muito discutível o Romagloli viria a bisar, já no reatamento da partida, novamente através da conversão dum castigo máximo. Numa disputa de bola natural entre Sapunaru e Postiga, o árbitro voltou a não ter dúvidas e a decidir em prol do conjunto da casa. A partir de então, o encontro mudou de feições e, pese embora a coragem e força de vontade patenteadas pelos Dragões...

Dois castigos máximos que tenho a certeza se fossem na área do Sporting o Xistra teria feito vista grossa

FICHA DE JOGO

Taça da Liga (Meias-finais)
Estádio de Alvalade, em Lisboa (4 de Fevereiro de 2009)

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco)
Assistentes: Luís Marcelino e Valter Oliveira 

4º Árbitro: Pedro Henriques

Sporting: Tiago; Pedro Silva, Tonel, Polga e Grimi; Adrien Silva, João Moutinho «cap.», Izmailov e Romagnoli; Postiga e Vukcevic
Substituições: Postiga por Derlei (64m), Romagnoli por Pereirinha (64m) e Vukcevic por Rochemback (79m) Não utilizados: Rui Patrício; Daniel Carriço, Rodrigo Tiuí e Caneira
Treinador: Paulo Bento

F.C. Porto: Nuno; Sapunaru, Stepanov, Pedro Emanuel e Benítez; Andrés Madrid, Tomás Costa e Guarin; Tarik Sektioui, Farías e Mariano
Substituições: Tarik Sektioui por Josué (71m), Sapunaru por Diogo Viana (71m) e Andrés Madrid por Ivo Pinto (88m) Não utilizados: Ventura; Rabiola, Sérgio Oliveira e Dias
Treinador: Jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Tarik Sektioui (9m), Romagnoli (36 e 48m - g.p.), Derlei (66 e 80m)
Disciplina: cartão amarelo para Postiga (19m), Benítez (37m), Tarik Sektioui (53m), Tonel (60m), Pedro Emanuel (69m) e Adrien Silva (83m).

José Gomes

“O árbitro acabou por tomar opções erradas”

Carlos Xistra foi o epicentro da análise de José Gomes, no final do encontro. O adjunto de Jesualdo Ferreira não podia ter sido mais directo com o visado: "O FC Porto fez um excelente jogo, mas quando estava próximo do 0-2, o árbitro acabou por tomar opções erradas, designadamente no lance do empate". A partir dali, os reparos ao trabalho de Xistra foram-se sucedendo. "Depois do empate, Postiga merecia ter visto o segundo cartão amarelo por simulação, mas não só não viu, como esse lance foi transformado em penáltis contra o FC Porto", frisou.

José Gomes sublinhou outro aspecto que não abona a favor dos responsáveis da Liga, apontando uma falha que contribui para desprestigiar a competição: "Fala-se muito da importância que não se tem dado à Taça da Liga, mas é uma competição que tem a importância que tem, de facto, quando não se vê nenhum observador dos árbitros por aqui". A seguir, voltou à arbitragem, referindo que "penáltis destes não são assinalados no nosso estádio a nosso favor", antes de lamentar o ambiente que se da arbitragens, "infelizmente é no clima que vivemos".

Jesualdo Ferreira

"Com o Benfica será diferente"

A derrota do FC Porto em Alvalade ficou marcada por lances polémicos, que Jesualdo Ferreira se escusou a comentar, alegando serem "coisas que acontecem", ainda que tenha feito um reparo que deixou perceber que não terá saído satisfeito com a arbitragem de Carlos Xistra: "Não vou fazer análises aos lances que quebraram o ritmo do FC Porto, mas eles existiram. Nem vou discutir os lances dos penáltis; são coisas que acontecem". O técnico reconheceu a superioridade do Sporting, ainda que tenha feito outro reparo: "O jogo acabou aos 3-1, mas o resultado parece-me exagerado". Depois, voltou a referir-se aos penáltis. "O que nos matou foi termos entrado a perder na segunda parte. Sem os dois penáltis que deram a volta ao marcador, o resultado poderia ter sido outro", apontou. Daí que tenha optado por sublinhar o que mais lhe agradou: "Os jogadores deram uma resposta positiva. Não saio daqui desiludido". Com o jogo decidido a favor do Sporting , o técnico aproveitou para preparar o futuro. "A partir daí, foi a vez de dar oportunidade a miúdos que estão a aparecer e que precisam de jogar contra adversários fortes e em estádios destes". A terminar, Jesualdo garantiu que o afastamento do FC Porto da Taça da Liga não terá efeitos sobre o clássico do Dragão. "O jogo com o Benfica será diferente", apontou, sem entrar em grandes detalhes.


SCP x FC Porto (Taça da Liga)

Lista de convocados do FCP

Guarda-redes: Nuno, Ventura

Defesas: Pedro Emanuel, Stepanov, Sapunaru, Benítez

Médios: Madrid, Guarín, Tomás Costa, Sérgio Oliveira, Dias, Josué

Avançados: Farías, Rabiola, Mariano, Tarik, Diogo Viana

Estádio José Alvalade

Árbitro:  Carlos Xistra (AF Castelo)

Assistentes:  Luís Marcelino e Valter Oliveira

Comentário sobre a arbitragem: 

Mais uma nomeação dum árbitro anti-FC Porto. Em todos os jogos em que a equipa do FC Porto participou até agora arbitrados por este árbitro, não houve um único em que o Carlos Xistra não tivesse prejudicado sèriamente o FC Porto. Na dúvida decide sempre contra os azuis e brancos. Utiliza uma dualidade de critérios nos julgamento das faltas sempre prejudicial ao FCP, intimidando (penalizando) com os cartões amarelos os jogadores do FC Porto à mínima que eles façam.

Lisandro e Fucile Dragões de Ouro

Lisandro e Fucile foram considerados Atleta e Futebolista do Ano, respectivamente, e são os dois nomes que encabeçam a lista de distinguidos com o "Dragão de Ouro", prémio máximo atribuído pelo FC Porto, cuja cerimónia oficial está prevista para este mês.

Lista dos galardoados

Atleta do ano - Lisandro

Futebolista do ano - Fucile

Dragão de Honra - Manoel de Oliveira e Ilídio Pinto

Atleta alta competição - Nuno Marçal (basquetebol)

Atleta amador - Mariana Marinho (bilhar)

Atleta jovem - Ricardo Dias (futebol formação)

Atleta Revelação - Paulo Santos (natação)

Técnico do ano - Franklin Pais (hóquei em patins)

Seccionista - Carlos Carneiro (basquetebol)

Dirigente do ano - Fernando Oliveira (atletismo)

Funcionário do ano - Vítor Pombo

Quadro do ano - Daniel Pereira

Sócio do ano - Jorge Martins

Filial/Delegação - Casa do FC Porto em Espinho (Nacional) e Casa do FC Porto em Pretória (Estrangeiro)

Recordação do ano - Adolfo Roque (a título póstumo)

Dedicação do ano - João Manuel Barros

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Cartões e intenções

Jorge Maia em OJOGO

Algumas pessoas, certamente mal-intencionadas, poderiam imaginar que Duarte Gomes e o seu auxiliar Pedro Garcia pretendiam prejudicar o FC Porto - ou beneficiar o Benfica, tanto faz - quando resolveram admoestar Fucile com um cartão amarelo depois de um lance em que a bola, chutada à queima-roupa, bateu na mão do lateral portista. Imaginariam essas pessoas que a intenção dos árbitros lisboetas seria a de "meterem a mão" no clássico do próximo fim-de-semana impedindo a utilização do lateral pelo FC Porto na recepção aos encarnados. Pelo caminho, garantiriam a devida retribuição pelo desentendimento entre o seu motorista e um assessor do FC Porto no jogo com o Marítimo, na 12.ª jornada. Ora, essa tese, ainda que perfeitamente credível, ignora as subtilezas do humor do árbitro lisboeta, tão evidentes na forma como mandou o banco de suplentes do tricampeão nacional acalmar-se logo depois de ter punido Fucile. Na verdade, parece-me que a intenção de Duarte Gomes, ao mostrar amarelo a Fucile por um lance tão claramente casual, não foi mais do que demonstrar o seu apoio e solidariedade ao companheiro Pedro Henriques, tão violentamente criticado na Luz por um lance semelhante. Claro que, para o gesto ser completo, Duarte Gomes devia passar umas semanas na jarra.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

F C Belenenses 1 F C Porto 3

E o FC Porto continua líder

Um FC Porto jogando quanto baste foi o suficiente para decidir o jogo a seu favor, impondo ao Belenenses uma derrota por 3 a 1 .

Apesar de não ter sido um jogo empolgante, serviu no entanto para confirmar as potencialidades actuais da equipa, e até as potencialidades de algumas individualidades.

Nota: Gostaria de ver o meio-campo da equipa a jogar mais em antecipação aos adversários. A não dar tempo aos adversários de recepcionar e dominar a bola nas calmas.

Destaques : (Desempenho)

Defesa:  Helton (bom);

 Fucile (bom), Rolando e B.Alves (muito bom), Cissokho (precisa de aprender a ser mais subtil, a fazer falta)

Meio-campo: Fernando (muito bom), Lucho (quase muito bom tb), Meireles (alternou o bom com o assim assim)

Ataque: Mariano (tb alternou o bom com o assim,assim), Hulk (alternou o muito bom com o fraco), Rodriguez (muito bom,uma exibição conseguida)

Farias: Falta-lhe talvez um pouco mais de ritmo, um pouco mais de velocidade! Para já, parece ser um jogador que ainda não mostrou todo o seu potencial. Tem pormenores que revelam ser um jogador de grande maturidade! Não se intimida com os adversários e tem boa técnica. Às vezes penso se não estará ali um tesouro por explorar (?)!

Guarin: Outro caso a suscitar grandes dúvidas. Será que algum dia iremos poder ver o verdadeiro Guarin?!

Uma palavra final para a actuação do árbitro Duarte Gomes da AF de Lisboa, o qual demonstrou pelas suas decisões ter preconceitos contra a equipa do FC Porto. Na dúvida e não só, decidiu sempre contra a equipa azul e branca. Foi extremamente rigoroso com as supostas faltas cometidas pelos jogadores do FC Porto (então o primeiro amarelo ao Fucile brada aos Céus!), não marcou certas faltas à entrada da área do Belenenses favoráveis ao FCP, e, perdoou alguns  cartões amarelos à equipa de Belém.


Ficha de Jogo

Liga Portuguesa 2008/09 - 16ª jornada 
1 de Fevereiro de 2009
Estádio do Restelo, em Lisboa

Árbitro: Duarte Gomes (AF Lisboa)
Assistentes: Pedro Garcia e José Lima
4º Árbitro: Luís Estrela

BELENENSES: Júlio César; Cândido Costa, Rodrigo Arroz, Carciano e Tininho; Diakité, Mano, Silas «cap.» e José Pedro; Wender e Marcelo
Substituições: Wender por Saulo (30 min), Cândido Costa por Ávalos (30 min) e Marcelo por Roncatto (65 min)
Não utilizados: Costinha, China, Porta e Kiko
Treinador: Jaime Pacheco

F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Raul Meireles e Lucho «cap.»; Mariano, Hulk e Rodríguez
Substituições: Mariano por Farías (64 min), Raul Meireles por Guarín (80 min) e Hulk por Lisandro (85 min)
 
Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Sapunaru e Tomás Costa
Treinador: Jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 1-2
Disciplina: cartão amarelo a Saulo (35 min), Fucile (39 e 89 min), Rodríguez (52 min), Cissokho (74 min), Diakité (84 min); cartão vermelho a Fucile (89 min)
Marcadores: Hulk (20 min), Rodríguez (23 min), Saulo (35 min) e Lucho (86 min)

sábado, 31 de janeiro de 2009

Andrés Madrid antiga paixão do Jesualdo

Dado o facto de ultimamente ser um jogador pouco utilizado no Braga devido a constantes lesões musculares, temos muitas dúvidas sobre o seu possível desempenho neste momento. Façamos no entanto, votos para que seja uma contractação rentável, e que consiga justificar a aposta do FC Porto nele, ajudando a equipa. Para já ficamos na espectativa, se bem que não tenhamos grandes ilusões a respeito das possibilidades do médio conseguir impôr-se para já na equipa. Trata-se dum jogador em baixo de forma, física e psicológica. Se o António Salvador, um dirigente extremamente calculista o deixa sair agora é porque neste momento já não terá muito interesse para o Braga. E sendo assim, como poderá ter interesse para o FCP?

Notícia à parte, há um desenvolvimento obrigatório. Afinal, Andrés Madrid é uma paixão antiga de Jesualdo e até se pode dizer que chega ao FC Porto com um atraso considerável, de alguns anos mesmo. Desde a entrada de Jesualdo no Dragão, no início da época de 2006/07, que o médio foi sendo apontado à lista de compras, ou pelo menos, na lista de desejos. O JOGO quis saber porquê; em que se baseia essa obsessão? Acabado de chegar de um estágio em Barcelona com Pep Guardiola, José Pedro, preparador-físico que trabalhou com Jesualdo e Madrid no Braga, não podia ser mais claro. "É um jogador distinto, que tem duas características fundamentais: sentido posicional e leitura de jogo fantástica. Isso permite-lhe fazer muitas recuperações, porque vê as coisas antes de elas acontecerem. Adivinha as intenções do adversário. Depois de recuperar, consegue organizar o ataque numa primeira fase", garante José Pedro.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

FC Porto 1 Leixões 0

Eliminatória da Taça de Portugal (quartos de final)

De realçar o imenso trabalho, a atitude, o profissionalismo, e, o espírito de sacrifício da equipa do FC Porto, que lhe permitiu chegar ao fim do jogo a ganhar, acabando por obter uma vitória de belo efeito.
Apesar disso, deve dizer-se em abono da verdade, que o meio-campo se ressentiu da falta de Fernando, pelo que não foi tão consistente como de costume. Nem Meireles, nem Guarin conseguiram fazer esquecer o habitual titular. Direi mesmo que Guarin, não obstante o seu esforço, nunca esteve à altura das exigências. No jogo d'hoje também Hulk esteve muito aquém das espectativas.

Destaques: 

Defesa: Fucile, Stepanov, B.Alves (foram os herois), Benitez (cumpriu)

Meio-campo: Meireles, Lucho e Mariano (este enquanto teve pernas), Guarin (perdido no meio-campo)

Ataque: Lisandro (craveira habitual) e Hulk (desinspirado)

FICHA DE JOGO
28 de Janeiro de 2009
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 17.611 espectadores
Árbitro: João Ferreira (Setúbal)
Assistentes: Luís Ramos e Rodrigo Pereira
4º Árbitro: Nuno Campos
 
F.C. PORTO: Nuno; Fucile, Stepanov, Bruno Alves e Benítez; Lucho «cap», Raul Meireles e Guarin; Mariano, Hulk e Lisandro
Substituições: Hulk por Rodríguez (62m), Mariano por Tomás Costa (74m)
Não utilizados: Ventura, Pedro Emanuel, Rolando, Bolatti e Farías 
Treinador: Jesualdo Ferreira
 
LEIXÕES: Beto; Laranjeiro, Nuno Silva, Élvis e Angulo; Roberto Sousa, Bruno China «cap» e Hugo Morais; Zé Manel, Chumbinho e Diogo Valente
Substituições: Angulo por Nwoko (65m) e Diogo Valente por Sandro (80m)
Não utilizados: Berger, Ruben, Diogo Luís, Castanheira e Paulo Tavares
Treinador: José Mota
 
Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Mariano (5m)
Disciplina: cartão amarelo a Roberto Sousa (34m), Raul Meireles (87m), Bruno China (88m) e Sandro (90m)

Declarações de Jesualdo Ferreira

Jesualdo Ferreira: "Ganhar o jogo foi importante, e assistimos a um jogo interessante, muito bom, sendo diferente dum desafio para o campeonato."

"Entrámos bem, mas depois fomos perdendo o controlo do jogo. Faltou agressividade e frescura física, já que o jogo de Braga foi muito intenso."

Satisfeito por o FC Porto ser líder e continuar em todas as frentes, ainda que a prioridade seja o campeonato, Jesualdo Ferreira mostrou-se favorável à disputa das meias-finais da Taça a duas mãos: "Quem chegar à final, merecerá lá estar.", opinou.




O Tribunal de Jesualdo

Em causa: os lances polémicos do jogo Braga x FCP

Carlos Gouveia (OJOGO)

Jesualdo Ferreira admitiu ontem que o primeiro golo do FC Porto em Braga nasceu dum fora-de-jogo de Hulk. Depois de analisar a partida na televisão, o técnico portista aceitou comentar as ocorrências da arbitragem de Paulo Costa, porque, disse, estava em condições de o fazer com seriedade. "O cruzamento de informações no final dum jogo não é suficientemente claro para fazer análises que me veiculem a essa posição", referiu, explicando dessa forma a recusa de responder a uma pergunta na flash interview de Braga. Revisto o jogo, Jesualdo deu a sua visão dos lances mais polémicos: "Entendo que o Hulk estava em fora-do-jogo no primeiro golo e acho que o Tomás Costa não estava em fora-do-jogo. Mas os dois lances não são claros, por isso ficará sempre a dúvida na análise que as pessoas quiserem fazer, servindo-se dos meios que têm à mão e da seriedade com que os interpretam. No lance entre o Cissokho e o Alan, aceito que fosse penálti; e não vi nada que pudesse provar que o Guarín tocou na bola com a mão. Na dúvida, não posso qualificar o lance. Foi esta a análise que fiz", referiu, na antevisão do encontro com o Leixões, que acabou por ficar para segundo plano.

Para Jesualdo Ferreira, as constantes críticas aos árbitros não contribuem para a evolução da classe. Aliás, o técnico não acredita que "alguma equipa de arbitragem seja capaz de estar segura nos jogos que faz". Segue-se a explicação. "O grau de exigência de um jogo, o clima que se cria ou o tipo de jogadores em confronto têm uma grande influência nas decisões. Mas não é só com os árbitros; é com os jornalistas, com o público. Os avanços dos meios tecnológicos estão a passar para segundo plano aquilo que realmente interessa. São exploradas outras questões, as que causam mais polémica, e todas as análises que se fazem vão no sentido de punir as pessoas em vez de as fazer evoluir. O facto de os treinadores, os jogadores e as pessoas que estão envolvidas no jogo falarem permanentemente de arbitragens denuncia que aquilo que é mais importante - o treino, a organização dos clubes, a visão estratégica - não é o que ocupa mais seriamente as pessoas", acrescentou, de forma crítica.

Sendo assim, para Jesualdo Ferreira só há um caminho a seguir por todos os intervenientes: tornarem-se mais competentes e sérios nas análises que fazem. "Não é possível deixar de haver erros. Chocantes são os comportamentos desonestos, quando os erros são tão claros e não são devidamente avaliados, ou são avaliados conforme interessa, e isso não é seriedade. Só há uma forma de alterar isto: as pessoas serem cada vez mais capazes, mas é preciso criar condições para isso. Para estar nesta modalidade, é preciso ser cada vez mais competente", sublinhou, deixando o director de comunicação do Benfica, João Gabriel, sem resposta nas suas recentes críticas.

Braga x FC Porto

20'

"Entendo que Hulk estava em fora-do-jogo no primeiro golo"

41'

"Acho que Tomás Costa não estava em fora-do-jogo, mas o lance não é claro, por isso ficará sempre a dúvida"

70'

"No lance entre Cissokho e Alan, aceito que fosse penálti"

80'

"Não vi nada que pudesse provar que Guarín tocou na bola com a mão".

Cissokho de fora para evoluir

Desta vez, Jesualdo Ferreira abriu parte do jogo e revelou algumas mudanças que vai efectuar, começando por explicar a razão de ter deixado Cissokho fora dos convocados. "Ao fim de dois jogos e das análises que fiz em dois momentos difíceis - o primeiro por ser a estreia e o segundo pelo grau de dificuldade do jogo, em que fiquei muito satisfeito com ele -, entendi que esta semana seria ideal para tratar questões de natureza táctica, no sentido de o fazer evoluir mais rapidamente", referiu, admitindo outras mudanças no onze. "Não por erros ou menor rendimento dos jogadores, mas porque, na gestão da equipa, entendo que as devo fazer para garantir um jogo diferente do de Braga e porque este pode ter 120 minutos ou ser decidido nos penáltis. O Fernando lesionou-se no treino desta manhã, e o Rodríguez não deve ser titular. O Nuno será o guarda-redes", revelou. E disse que não pouparia ninguém por causa dos amarelos, embora estes não contem na Taça.

As diferenças que possam existir reflectem a evolução das equipas, as características do jogo e o clima que se vai viver. O Leixões ganhou bem no Dragão, porque foi a melhor equipa: sólida, solidária, séria, e aproveitou as debilidades que apresentámos. Passaram estes meses, e o Leixões continua bom, porque está em quarto lugar e só perdeu dois jogos na Liga. Provavelmente, estará ao mesmo nível, e quero que o FC Porto esteja melhor. O respeito que temos pelo Leixões obriga-nos a sermos uma equipa séria, competente e exigente para passarmos uma eliminatória de uma prova que queremos vencer.

Temos sentido algumas dificuldades, que no ano passado não eram tão visíveis, e isso tem a ver com as alterações que o FC Porto tem vindo a fazer, em função dos novos jogadores, para que seja uma equipa mais segura e com uma atitude e intensidade que permitam ultrapassar essas oscilações.

Tecnologia a côres

Hugo Sousa   (OJOGO)

Havendo apenas uma vaga directa na Liga dos Campeões, não era preciso ser um génio para perceber que este ano a arbitragem seria ainda mais comentada do que o costume. Os protestos, os silêncios ou as análises lúcidas têm sido salomonicamente distribuídas em razão directa dos benefícios ou prejuízos na jornada anterior. Não foi sempre assim? Já aprendemos há muito que uma arbitragem que corre bem é - e será quase sempre - uma arbitragem que corre mal a alguém. Agora, para dar uma roupagem moderna à coisa, lançou-se a febre da tecnologia como via messiânica para aliviar a, salvo seja, mais velha profissão do mundo a gerar protestos. Abençoada ingenuidade. Na dúvida, mesmo com sofisticadas imagens de todos os ângulos e feitios, é muito difícil convencer um adepto ferrenho de que "aquilo" era mesmo penálti; ou mão; ou fora-de-jogo. Ele replicará sempre com "a intensidade do toque", com "a bola na mão e não mão na bola", e jurará que o jogador estava "em linha", nem que a trace aos ziguezagues sobre a imagem parada. Com mais ou menos folclore, arbitragem é isto: uma questão que não se resolve.

PS
- À atenção de Jesualdo Ferreira.
Antes de mais quero salientar que gostei muito do conteúdo da entrevista do Jesualdo! Relativamente ao Pelé, é minha convicção tenho a certeza pelo que vi o Pelé fazer na selecção dos sub-21,(experiências já efectuadas pelo Jesualdo: Meireles,Guarin, T.Costa)que a seguir ao Fernando,o Pelé era a melhor alternativa para ocupar a posição de trinco na equipa. Como o Fernando se lesionou,espero que o empréstimo com opção de compra,não nos venha a fazer falta.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Casos a rever (em OJOGO)

É mais ou menos consensual que o FC Porto tem mais e melhores opções do que na época passada. Guarín e Tomás Costa serão os exemplos práticos disso mesmo e merecem o benefício da dúvida por serem dos mais utilizados por Jesualdo a seguir aos onze titulares, mas as suas qualidades ainda não convenceram o técnico a optar definitivamente por eles. A este lote pode ainda juntar-se Sapunaru e até Mariano ou Farías, opções que surgem numa terceira linha, por assim dizer, útil para casos pontuais. No caso do romeno, a situação pode ganhar outros contornos com as boas indicações de Cissokho na esquerda.

Destaques

Pode parecer mentira, mas o FC Porto chega ao final da primeira volta com mais dois golos marcados do que em igual período do ano passado.

O problema do FC Porto é mais defensivo do que ofensivo. Assim se justifica que este ano tenha sofrido 11 golos, mais seis do que em 2007/08.

A maior diferença em relação à última época está mesmo nos pontos: os portistas têm menos sete (38 para 31) no fecho da primeira volta.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Sporting de Braga 0 FC Porto 2

24-01-2009 Futebol   Liga Sagres

Exibição de grande nível no regresso à liderança

O FC Porto é de novo líder, regressado à posição por grande mérito próprio. Apesar das enormes dificuldades impostas pelo Braga, conseguiu em Braga um triunfo de belo efeito. 

Tanto no ataque como na defesa o campeão esteve intransponível. Sendo de realçar a atitude, a entre-ajuda e a grande coesão da equipa. Dois golos foram pouco para traduzir a exibição da equipa do FC Porto. A equipa azul e branca demonstrou grande humildade, trabalhou que se fartou, e já mostrou alguma classe no processo ofensivo. 

É verdade que o Braga nunca se submeteu e vendeu cara a derrota. Houve mesmo períodos em que encostou o FC Porto ao seu meio-campo, não conseguindo no entanto mais que a conquista de alguns pontapés de canto, muito bem anulados pela equipa azul e branca.

A equipa do F.C. Porto merece portanto os maiores elogios pela forma como trabalhou, e pelo espírito de sacrifício demonstrado neste jogo. Destacamos no entanto pela sua acção muito positiva, os seguintes jogadores. 

Ataque: Hulk (uma seta apontada à baliza adversária), Lisandro e Rodriguez (em bom nível).

Meio-campo: Fernando (bom nível),  Raul Meireles e Lucho (estes dois tb enquanto tiveram pernas)

Defesa: Fucile, Rolando e Bruno Alves (foram uns herois)Cissokho (cumpriu)

FICHA DE JOGO

Liga, 15ª jornada
24 de Janeiro de 2008
Estádio Municipal de Braga

Árbitro: Paulo Costa (Porto)
Assistentes: João Santos e Vítor Carvalho
4º árbitro: Vasco Santos

SP. BRAGA: Eduardo; João Pereira, Frechaut, Moisés e Evaldo; Mossoró, Vandinho e Luís Aguiar; Alan, Rentería e César Peixoto
Substituições: Mossoró por Matheus (46m), César Peixoto por Meyong (46m) e Rentería por Orlando Sá (75m)
Não utilizados: Mário Felgueiras, Paulo César, Andrés Madrid e André Leone
Treinador: Jorge Jesus

F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Lucho «cap», Fernando e Raul Meireles; Lisandro, Hulk e Rodríguez
Substituições: Rodríguez por Tomás Costa (40m), Raul Meireles por Guarin (78m) e Hulk por Mariano (85m)
Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Farias e Sapunaru
Treinador: Jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 0-2
Marcadores: Rodríguez (20m), Lisandro (31m)
Disciplina: cartão amarelo a Rentería (15m), Raul Meireles (45m), Hulk (60m), Matheus (60m) e Fucile (82m).

PS - Para tentar acabar de vez com as coisas antes do intervalo, o FC Porto pressionou ainda mais o Braga nos minutos finais e conseguiu mesmo mais um golo, por Tomás Costa, que havia entrado para substituir o lesionado Rodríguez. Só que, numa espécie de lei da compensação, o árbitro Paulo Costa invalidou-o. 

PS1Estes árbitros analistas são uma lástima. No primeiro golo do FC Porto 

o Hulk estaria em fora de jogo,porem no momento em que partiu a bola (coincidiu) o Hulk recuou e quando cabeceou estava perfeitamente em jogo. Pelos vistos ninguém quis ver o movimento de recuo do Hulk que o colocou em jogo. 
E o terceiro golo do FC Porto mal anulado?!É preciso dar mais relevo. 
Quanto ao lance com o Guarin, foi bola no braço. 

Relativamente aos outros pretensos penaltis a favor do Braga digo o seguinte: se os árbitros marcassem a favor do FC Porto todos os lances do mesmo tipo, então o FC Porto ganhava de longe o campeonato só com os penaltis.