quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Palmas para quém?!

10-02-2009 LABAREDAS

Acham normal um presidente de uma autarquia defender uma ilegalidade? É com estes discursos que incentiva os jovens de Sintra para os princípios do desporto? E a mentira? Como pode dar eco televisivo a algo que lhe sopraram ao ouvido com intenções manipuladoras? O Labaredas deitou-se tarde para escutar mais um debate futebolístico, mas valeu a pena.

«Aplaudo as claques do Benfica, comportaram-se exemplarmente». Importa-se de repetir, Dr. Fernando Seara? Onde estava quando foram lançadas várias tochas no sector visitante? Como pode bater palmas a algo que não existe? Como jurista e presidente de câmara devia saber que, ao contrário do F.C. Porto, o seu clube não tem associações de adeptos oficiais. Não quiseram legalizar-se, lembra-se? Como pode defender publicamente uma ilegalidade?

O desplante já se arrasta desde a semana passada. «Aquela explosão nos No Name e na bancada central (…) da claque do Benfica e da sua adesão permanente, mesmo nos momentos difíceis e nos locais difíceis (…)». Como na Trofa, quando lançaram uma tocha ao guarda-redes da equipa da casa? Os jovens de Sintra estão orgulhosos dos gostos pirotécnicos do seu presidente. O futebol com chama fica muito mais interessante, mas não é este fogo que o dinamiza.

Gostos não se discutem, mas mentiras não podem passar em claro. Para defender as claques ilegais do seu clube, o Dr. Fernando Seara referiu que estavam apenas cinco stewards no momento da revista aos adeptos. Na realidade eram 18, número considerado suficiente face à experiência do F.C. Porto decorrente da organização de eventos internacionais, entre os quais meias-finais da UEFA Champions League, merecedores de rasgados elogios por parte da UEFA.

Claro que o seu clube não sabe o que isso é. E, por isso, fica mal lançar um papagaio verde de bico encarnado para dar lições de uma moral que não conhece. Mas ao louro perdoa-se a ignorância. A um homem das leis é mais complicado.

PS - Enfim, o costume. Acicatado pelos sucessos do F.C. Porto e exacerbado pela pobreza de espírito.

PS 1 - Jornalistas incapazes de despir a camisola do seu clube

Para um dos lados houve olho de lince; para o outro uma espécie de cegueira momentânea. Até a realização foi contaminada pela péssima decisão da arbitragem, uma vez que não houve direito a repetição para reapreciação do lance. Não deixa de ser estranho. Ou talvez não…
 
O desatino parece estar a propagar-se do relvado para os pavilhões, como um vírus que se dissemina ao ritmo da falta de decoro. A tendência e os factos não deixam margem para dúvidas. É a contaminação generalizada. Os Portistas, todavia, estão vacinados. E atentos. A vacina do sucesso deixa-os imunes ao ridículo.

Abel Resino provoca evolução positiva no Atlético de Madrid

"Em relação ao Atlético de antes, surgimos com muita pressão no meio-campo, roubámos bolas no meio-campo adversário. Com isso, começámos a defender mais próximos da área contrária e evitámos que pudessem construir jogo com facilidade", explicou Resino.

Apesar de tudo, há ainda algumas situações a rever: "Ainda não somos capazes de controlar o jogo como desejamos, manter a posse de bola e fazer circulação. Com o futebol directo, tivemos problemas." Para além disso, sublinhou que a condição física ainda não é a que pretende.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A Comunicação Social (vesga) que temos

09-02-2009 LABAREDAS
Terão existido dois jogos?
 
Confesso que a leitura diária dos jornais me reconforta. É interessante perceber que a inveja continua a comprometer a seriedade e a cegueira a subverter os princípios da profissão. Será sempre assim no caso do FC Porto. É um excelente reflexo da nossa competência e não costuma justificar mais que um encolher de ombros. Esta segunda-feira, todavia, detive-me na primeira página da O Jogo. Fogo nela!
 
«Erro confirma líder». A manchete é suportada pela unanimidade do Tribunal de Árbitros, mas esquece que, aos 18 minutos, Reyes rasteirou Lucho González, como confirmam as opiniões dos três ex-juízes. Apesar de concordar com a decisão de Pedro Proença, António Rola diz que Lucho sofreu de facto um toque, mas deixa no ar a lógica da lei da vantagem. Não há lei da vantagem numa grande penalidade, caro Rola!
 
O Jogo fechou os olhos a duas evidências: uma grande penalidade e uma entrada violenta de Sidnei sobre Lucho González, que se enquadrava num cartão vermelho. Tudo isto ainda na primeira parte, com um empate sem golos. Não acham que mudaria por completo o clássico? Talvez o lance aludido na capa de hoje não merecesse sequer referência nas páginas interiores… Mas que importa isso? Para quem não é isento, de facto, não conta para nada… De relevar, isso sim, apenas o tom da ocorrência.
 
Será sempre assim, já o disse. O fogo do Labaredas, porém, não pode ser reprimido. É que no preciso momento em que lia os jornais, passei os olhos pelo resumo da RTP. A mesma lógica, desta vez com uma agravante: nem uma referência ou imagem do penálti sobre Lucho González. Perfeito para agradar a quem manda! O F.C. Porto, de facto, serve-lhes para tudo. Menos para serem felizes.

Curiosidades: o que dizem os entendidos

As indiscutíveis qualidades de Hulk foram motivo de inúmeras páginas de jornal nos dias que antecederam o clássico e o avançado azul e branco era apontado como a principal ameaça à defensiva encarnada.   ... Sidnei (benfica) encarregou-se da vigilância a Hulk e, principalmente no segundo tempo, demonstrou classe e segurança, anulando lances em que a vantagem parecia estar do lado do compatriota. Usando de boa capacidade de leitura, alternando entre a marcação forte e a antecipação, Sidnei travou a lança do dragão na disputa da bola, nas tentativas de drible, nos lances corpo a corpo e, até, quando o Hulk procurou usar da velocidade para levar a melhor.   ...De entre as várias acções positivas que desenvolveu ao longo da partida, é justo destacar três momentos que espelham a qualidade do seu desempenho e estão ilustrados abaixo: aos 53, quando Hulk arranca pelo flanco direito, depois de combinar com Lucho, Sidnei faz a leitura do lance, permanece em contenção, espera pela decisão do opositor e desarma-o com classe; aos 76', Hulk arranca em velocidade, com 40 metros pela frente, mas o central encarnado usa o corpo para o travar e volta a desarmá-lo; aos 77', mediante um cruzamento perigoso, antecipa-se e evita o remate.

Jesualdo e Quique, iguais no físico e no receio de perder.

Yebda foi o 12º jogador a bater o guarda-redes do FC Porto em lance de bola parada. Aproveitou um canto de Reyes e, ao primeiro poste, cabeceou sem oposição. Uma jogada estudada do Benfica, para a qual a equipa portista devia estar avisada. Em lances de bola corrida, os portistas sofreram 20 golos.

Com a época ainda a meio há já o dobro de golos sofridos em lances de bola parada. A utilização do sistema de defesa à zona não é justificação, porque é assim desde que Jesualdo Ferreira está no FC Porto. Na primeira época do professor a equipa sofreu oito golos de bola parada. Portanto creio ser possível concluir que os jogadores que chegaram para substituir os que saíram, são de nível inferior, ou então, precisarão de mais tempo para atingirem o grau de eficácia dos que vieram substituir.

Há uma atenuante para o maior número de golos sofridos de bola parada: os penáltis. O FC Porto já sofreu cinco, mais do que nas últimas temporadas. Romagnoli marcou os últimos dois na meia-final da Taça da Liga. 

A outra explicação para o aumento de golos sofridos está na alteração de jogadores da defesa e meio-campo. Bosingwa e Assunção foram substituidos por: Rolando, Sapunaru, Fernando, Benítez e Cissokho.

Nota importante

Esta temporada o FC Porto já sofreu quatro golos de bola parada nos clássicos com o Benfica e Sporting. Os encarnados marcaram um, os leões apontaram três, dois deles de penálti.

Nos oito golos sofridos na Ligados Campeões, três foram de bola parada, com o Arsenal a marcar dois.

Eficácia: Na época de 2006/07 o FC Porto chegou aos oitavos-de-final da Champions sem sofrer golos de bola parada.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

FC Porto 1 SLB 1 - Liga Sagres

Mais uma vez ficou provado que esta equipa do FC Porto não sabe jogar contra equipas que se fecham bem, jogam na contenção, e exploram o contra-ataque. 
Ùltimamente tem sido assim: Marítimo, Trofense, Rio Ave, etc...
E este facto, quer queiramos quer não, é da responsabilidade da equipa Técnica (Jesualdo Ferreira e José Gomes).
É caso para questionar: afinal para que serviu poupar a equipa principal ao desgaste do jogo de quarta-feira em Alvalade, se a equipa do FC Porto hoje, nunca foi capaz de ultrapassar a equipa do Benfica (em velocidade e resistência) que até jogou a meio da semana para a Taça da Liga!

Mais.Gostaria de ver a equipa do FC Porto a praticar um futebol mais agressivo (rápido sobre a bola), a jogar em antecipação e a não dar espaços aos adversários. E tambem gostaria de ver melhor organização de jogo, mais ligação entre todos os sectores, mais e melhor conjunto. Verifico que a equipa vive muito dos 4  defesas mais o trinco (Fucile, Rolando, Bruno Alves, Cissokho e Fernando, que são os únicos que sabem defender)  para reconquistar a posse da bola e depois só sabe fazer lançamentos longos em profundidade, os quais são na maioria dos casos interceptados pelos defesas adversários.

Depois esta equipa azul e branca precisa de ter médios possantes, agressivos, especialistas a defender e a atacar. Verifico que tanto o Lucho como o Meireles são bons a construir, mas muito macios a destruir. 
No ataque o Lisandro e o Rodriguez têm fibra, o Hulk porém parece estar a baixar de rendimento.

Conclusão: a continuar a jogar assim, dúvido muito que esta equipa do FC Porto consiga ultrapassar os obstáculos e atingir os objectivos.

PS - Lances de bola parada

Está visto que esta equipa do FC Porto tem dificuldade em defender os lances de bola parada. Chega a ser confrangedora a facilidade com que os adversários cabeceiam à vontade na grande área dos azuis e brancos. A equipa não marca homem a homem, não estorva, não atrapalha suficientemente bem os movimentos dos adversários, para pelo menos lhes retirar precisão.
Esta é uma das responsabilidades (falhas) da Equipa Técnica que devia providenciar no sentido de (exigir) treinar devidamente este tipo de lances a fim de garantir um mínimo de eficácia. Não é só de agora, já há muito tempo que venho detectando a atrapalhação desta equipa do FC Porto perante os lances de bola parada, quer seja a defender, quer a atacar. Inclusivamente somos inofensivos na grande área adversária. Há quanto tempo não marcamos um golo num pontapé de canto! 

...castigo para a desconcentração portista, pois é conhecida a perícia encarnada neste tipo de lances e contrariá-la terá sempre de fazer parte de qualquer estratégia de vitória.

PS 1 - A táctica do Quique Flores

...principalmente por Quique Flores, que previamente havia admitido o empate como um bom resultado. Porque acreditava nessa hipótese, armou a equipa de molde a que nunca se desorganizasse em termos defensivos, aceitasse jogar em função do adversário e, caso fosse possível, chegar ao golo através de um lance de bola parada, uma vez que desde há tempos tem essa componente bem trabalhada e a render pontos com frequência.
...Quique Flores, que previamente havia admitido o empate como um bom resultado. Porque acreditava nessa hipótese, armou a equipa de molde a que nunca se desorganizasse em termos defensivos, aceitasse jogar em função do adversário e, caso fosse possível, chegar ao golo através de um lance de bola parada, uma vez que desde há tempos tem essa componente bem trabalhada e a render pontos com frequência.
Mesmo em cima do intervalo, uma dessas arremetidas resultou em canto e Yebda, com a lição bem estudada, movimentou-se na área com rapidez e surgiu a cabecear ao primeiro poste, sem marcação, fazendo o golo. Prémio para o trabalho de laboratório de Quique Flores.

FICHA DE JOGO

Liga, 17ª jornada
8 de Fevereiro de 2009
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 50.110 espectadores

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
Assistentes: Tiago Trigo e Ricardo Santos
4º árbitro: João Capela

F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Lucho «cap», Fernando e Raul Meireles; Lisandro, Hulk e Rodriguez
Substituições: Raul Meireles por Mariano (65m) e Lisandro por Farías (87m)
Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Stepanov, Guarin e Tomás Costa
Treinador: Jesualdo Ferreira

BENFICA: Moreira; Maxi Pereira, Luisão «cap», Sidnei e David Luiz; Ruben Amorim, Yebda, Katsouranis e Reyes; Aimar e Suazo
Substituições: Suazo por Di Maria (61m), Reyes por Nuno Gomes (86m) e Aimar por Carlos Martins (90m)
Não utilizados: Quim, Cardozo, Binya e Jorge Ribeiro
Treinador: Quique Flores

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Yebda (45m) e Lucho (72m, g.p.)
Disciplina: cartão amarelo a Fernando (50m), Maxi Pereira (51m), Katsouranis (63m) e Yebda (70m)




sábado, 7 de fevereiro de 2009

Jesualdo Ferreira: "É preciso jogar para ganhar"

Apelo aos adeptos
«Estamos preparados para o jogo. Sabemos a importância que este encontro tem, para além dos três pontos em disputa. Sabemos o que vale para os adeptos, para os clubes e para o que resta do campeonato. São jogos em que todos, jogadores, treinadores e dirigentes, querem participar. Neste sentido, o meu primeiro apelo é para os adeptos, para que, com um Dragão esgotado, tenhamos um apoio permanente. Amanhã vão estar duas equipas a jogar do mesmo lado: a equipa do F.C. Porto e os nossos adeptos. Vamos tentar, em conjunto, ter um desempenho de topo».

Resultado imprevisível

«Está encontrada a melhor moldura para um grande espectáculo. Vão defrontar-se duas grandes equipas e o que eu sinto é que estamos preparados para o desafio. É para nós o jogo mais importante por ser o próximo. Acho que as equipas têm evoluído com o tempo e é natural que o Benfica esteja mais forte, tal como o F.C. Porto está seguramente mais forte do que no encontro da primeira volta. Num jogo com estas características, vai ganhar a equipa mais forte mentalmente, aquela que consiga superar as dificuldades que o adversário lhe coloca. É um jogo de resultado imprevisível».

Jogo não é definitivo

«Não sei qual é a equipa que o Benfica vai apresentar, mas não vamos mudar o nosso método porque o adversário troca de jogadores. Temos a nossa identidade e há adaptações na equipa de acordo com o plano de jogo que definimos. Considero que este é um jogo importante mas não creio que seja definitivo. Para nós é muito importante e, se é verdade que um clássico é para ganhar, também é verdade que é preciso jogar para ganhar».

Condições para ganhar a qualquer adversário

«O nosso processo de evolução obedece a uma lógica. O F.C. Porto teve na Champions e na Liga resultados que lhe permitiram ser primeiro em ambas as competições. Há todo um processo da nossa parte que entendemos que fizemos bem e, neste momento, a equipa começa a encontrar alguma estabilidade. Queremos melhorar ainda mais no futuro e sinto que o F.C. Porto tem condições para ganhar a qualquer adversário».

Estratégia de equipa

«Nenhum jogo entre equipas fortes e equilibradas se define no detalhe. É preciso uma estratégia de equipa e só a força do colectivo é capaz de sustentar que um detalhe possa decidir o jogo. A qualidade e o respeito que as duas equipas apresentam obriga a que ganhe aquela que for mais inteligente. Os jogadores é que vão decidir este jogo, é sobretudo um atestado à sua competência em termos de capacidade, de estabilidade emocional e de segurança nos processos colectivos. O F.C. Porto tem um conjunto de processos definidos, estáveis, e queremos aproveitar a qualidade dos nossos jogadores. Estou certo de que o jogo de amanhã vai ser dividido».

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Nomeação conveniente para os encarnados

Árbitro nomeado para apitar o clássico, FC Porto x SLB   -   Liga Sagres

Despudor na nomeação dos árbitros para certos jogos.

Benfiquista ferrenho e de Lisboa, Pedro Proença foi agora nomeado para dirigir o jogo no Dragão. Não há dúvida que foi uma nomeação cirúrgica e muito conveniente para os encarnados. Tal é o medo que eles têm da equipa do FC Porto. É claro e evidente. Há que jogar pela certa.

Só os tolos ou os ingénuos é que acreditam (ser inocente) que esta coisas acontecem por acaso.

Pedro Proença está há um mês de férias

Um mês de férias antes do clássico

Jorge Fonseca – em OJOGO

Desde 4 de Janeiro que não se ouvia falar de Pedro Proença. Nessa data, no Estádio da Madeira, na Choupana, o árbitro de Lisboa orientou o primeiro e último jogo deste ano - o Nacional-FC Porto - voltando mais de um mês depois a envergar o equipamento para dirigir um dos jogos mais desejados e complicados da Liga Sagres, o FC Porto-Benfica. Integrando-se num lote de escolhas possíveis muito reduzido - além dele, só Jorge de Sousa e Olegário Benquerença pareciam reunir unanimidade como candidatos -, acabou por sair da sombra e figurar como opção da Comissão de Arbitragem da Liga, com Vítor Pereira a manter viva a vontade de não nomear o árbitro de Leiria para os jogos mais importantes, ao passo que Jorge Sousa foi "desviado" para Alvalade. Será assim a terceira vez que o árbitro de Lisboa se vai cruzar esta temporada com o FC Porto, depois do empate (0-0) em Vila do Conde e da vitória dos dragões na Choupana (4-2), no jogo acima referido. Já no que concerne às águias, apenas por uma ocasião dirigiu jogos do clube da Luz, na circunstância o de Coimbra, que terminou com a vitória encarnada por 2-0. Sendo a sua principal actividade profissional a de director financeiro, Pedro Proença viveu, no Estádio do Dragão, a polémica mais mediática da sua carreira quando, na época passada, uma bola de Polga que Stojkovic agarrou foi por ele interpretada como um atraso para o guarda-redes sérvio. Os dragões, na cobrança de um livre indirecto, transformaram-no no golo da vitória. Essa decisão desencadeou uma guerra com os leões que se estende até ao presente. Mas não foi tudo, já que o hábito de querer manter a sua verdade seja contra quem for fê-lo também viver anos antes, em Moreira de Cónegos, uma situação caricata, recusando-se durante largos minutos a abandonar o centro do relvado, imune aos apupos que vinham da bancada.

25,1 É o terceiro árbitro da I Liga que menos faltas marca: média de 25,1 por jogo, apenas suplantado por Pedro Henriques (23,8) e Nuno Roque (22).

19 Exigente no capítulo disciplinar, Pedro Proença já exibiu 19 vezes o cartão amarelo, á média de 6,3. Acima só Cosme Machado (6,7) e Bruno Paixão (7).

2 Foram as vezes, esta época, que já dirigiu jogos do FC Porto enquanto para o Benfica apenas foi nomeado uma ocasião.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

SCP 4 (2 golos de Xistra) FC Porto 1

Mais uma vez, infelizmente para a arbitragem Nacional, eu tinha razão ao pôr em dúvida a isenção do Carlos Xistra.

2 golos de Carlos Xistra (penaltis forçados,muito discutíveis) começaram a desenhar a derrota da equipa do FC Porto.

Já se sabia que com este árbitro seria quase impossível a equipa do FC Porto construir um resultado favorável.

Só os hipócritas ou os incautos afirmam não se preocupar com (os critérios dos árbitros) as arbitragens. Nós tentamos não ser uma coisa nem outra.

Em lance muito discutível o F.C. Porto, sofreria novo revés a cerca de 10 minutos do final da primeira parte, numa altura em que viu ser assinalada uma grande penalidade inexistente em seu desfavor, convertida posteriormente por Romagnoli.

Outra vez em lance de novo muito discutível o Romagloli viria a bisar, já no reatamento da partida, novamente através da conversão dum castigo máximo. Numa disputa de bola natural entre Sapunaru e Postiga, o árbitro voltou a não ter dúvidas e a decidir em prol do conjunto da casa. A partir de então, o encontro mudou de feições e, pese embora a coragem e força de vontade patenteadas pelos Dragões...

Dois castigos máximos que tenho a certeza se fossem na área do Sporting o Xistra teria feito vista grossa

FICHA DE JOGO

Taça da Liga (Meias-finais)
Estádio de Alvalade, em Lisboa (4 de Fevereiro de 2009)

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco)
Assistentes: Luís Marcelino e Valter Oliveira 

4º Árbitro: Pedro Henriques

Sporting: Tiago; Pedro Silva, Tonel, Polga e Grimi; Adrien Silva, João Moutinho «cap.», Izmailov e Romagnoli; Postiga e Vukcevic
Substituições: Postiga por Derlei (64m), Romagnoli por Pereirinha (64m) e Vukcevic por Rochemback (79m) Não utilizados: Rui Patrício; Daniel Carriço, Rodrigo Tiuí e Caneira
Treinador: Paulo Bento

F.C. Porto: Nuno; Sapunaru, Stepanov, Pedro Emanuel e Benítez; Andrés Madrid, Tomás Costa e Guarin; Tarik Sektioui, Farías e Mariano
Substituições: Tarik Sektioui por Josué (71m), Sapunaru por Diogo Viana (71m) e Andrés Madrid por Ivo Pinto (88m) Não utilizados: Ventura; Rabiola, Sérgio Oliveira e Dias
Treinador: Jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Tarik Sektioui (9m), Romagnoli (36 e 48m - g.p.), Derlei (66 e 80m)
Disciplina: cartão amarelo para Postiga (19m), Benítez (37m), Tarik Sektioui (53m), Tonel (60m), Pedro Emanuel (69m) e Adrien Silva (83m).

José Gomes

“O árbitro acabou por tomar opções erradas”

Carlos Xistra foi o epicentro da análise de José Gomes, no final do encontro. O adjunto de Jesualdo Ferreira não podia ter sido mais directo com o visado: "O FC Porto fez um excelente jogo, mas quando estava próximo do 0-2, o árbitro acabou por tomar opções erradas, designadamente no lance do empate". A partir dali, os reparos ao trabalho de Xistra foram-se sucedendo. "Depois do empate, Postiga merecia ter visto o segundo cartão amarelo por simulação, mas não só não viu, como esse lance foi transformado em penáltis contra o FC Porto", frisou.

José Gomes sublinhou outro aspecto que não abona a favor dos responsáveis da Liga, apontando uma falha que contribui para desprestigiar a competição: "Fala-se muito da importância que não se tem dado à Taça da Liga, mas é uma competição que tem a importância que tem, de facto, quando não se vê nenhum observador dos árbitros por aqui". A seguir, voltou à arbitragem, referindo que "penáltis destes não são assinalados no nosso estádio a nosso favor", antes de lamentar o ambiente que se da arbitragens, "infelizmente é no clima que vivemos".

Jesualdo Ferreira

"Com o Benfica será diferente"

A derrota do FC Porto em Alvalade ficou marcada por lances polémicos, que Jesualdo Ferreira se escusou a comentar, alegando serem "coisas que acontecem", ainda que tenha feito um reparo que deixou perceber que não terá saído satisfeito com a arbitragem de Carlos Xistra: "Não vou fazer análises aos lances que quebraram o ritmo do FC Porto, mas eles existiram. Nem vou discutir os lances dos penáltis; são coisas que acontecem". O técnico reconheceu a superioridade do Sporting, ainda que tenha feito outro reparo: "O jogo acabou aos 3-1, mas o resultado parece-me exagerado". Depois, voltou a referir-se aos penáltis. "O que nos matou foi termos entrado a perder na segunda parte. Sem os dois penáltis que deram a volta ao marcador, o resultado poderia ter sido outro", apontou. Daí que tenha optado por sublinhar o que mais lhe agradou: "Os jogadores deram uma resposta positiva. Não saio daqui desiludido". Com o jogo decidido a favor do Sporting , o técnico aproveitou para preparar o futuro. "A partir daí, foi a vez de dar oportunidade a miúdos que estão a aparecer e que precisam de jogar contra adversários fortes e em estádios destes". A terminar, Jesualdo garantiu que o afastamento do FC Porto da Taça da Liga não terá efeitos sobre o clássico do Dragão. "O jogo com o Benfica será diferente", apontou, sem entrar em grandes detalhes.


SCP x FC Porto (Taça da Liga)

Lista de convocados do FCP

Guarda-redes: Nuno, Ventura

Defesas: Pedro Emanuel, Stepanov, Sapunaru, Benítez

Médios: Madrid, Guarín, Tomás Costa, Sérgio Oliveira, Dias, Josué

Avançados: Farías, Rabiola, Mariano, Tarik, Diogo Viana

Estádio José Alvalade

Árbitro:  Carlos Xistra (AF Castelo)

Assistentes:  Luís Marcelino e Valter Oliveira

Comentário sobre a arbitragem: 

Mais uma nomeação dum árbitro anti-FC Porto. Em todos os jogos em que a equipa do FC Porto participou até agora arbitrados por este árbitro, não houve um único em que o Carlos Xistra não tivesse prejudicado sèriamente o FC Porto. Na dúvida decide sempre contra os azuis e brancos. Utiliza uma dualidade de critérios nos julgamento das faltas sempre prejudicial ao FCP, intimidando (penalizando) com os cartões amarelos os jogadores do FC Porto à mínima que eles façam.

Lisandro e Fucile Dragões de Ouro

Lisandro e Fucile foram considerados Atleta e Futebolista do Ano, respectivamente, e são os dois nomes que encabeçam a lista de distinguidos com o "Dragão de Ouro", prémio máximo atribuído pelo FC Porto, cuja cerimónia oficial está prevista para este mês.

Lista dos galardoados

Atleta do ano - Lisandro

Futebolista do ano - Fucile

Dragão de Honra - Manoel de Oliveira e Ilídio Pinto

Atleta alta competição - Nuno Marçal (basquetebol)

Atleta amador - Mariana Marinho (bilhar)

Atleta jovem - Ricardo Dias (futebol formação)

Atleta Revelação - Paulo Santos (natação)

Técnico do ano - Franklin Pais (hóquei em patins)

Seccionista - Carlos Carneiro (basquetebol)

Dirigente do ano - Fernando Oliveira (atletismo)

Funcionário do ano - Vítor Pombo

Quadro do ano - Daniel Pereira

Sócio do ano - Jorge Martins

Filial/Delegação - Casa do FC Porto em Espinho (Nacional) e Casa do FC Porto em Pretória (Estrangeiro)

Recordação do ano - Adolfo Roque (a título póstumo)

Dedicação do ano - João Manuel Barros

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Cartões e intenções

Jorge Maia em OJOGO

Algumas pessoas, certamente mal-intencionadas, poderiam imaginar que Duarte Gomes e o seu auxiliar Pedro Garcia pretendiam prejudicar o FC Porto - ou beneficiar o Benfica, tanto faz - quando resolveram admoestar Fucile com um cartão amarelo depois de um lance em que a bola, chutada à queima-roupa, bateu na mão do lateral portista. Imaginariam essas pessoas que a intenção dos árbitros lisboetas seria a de "meterem a mão" no clássico do próximo fim-de-semana impedindo a utilização do lateral pelo FC Porto na recepção aos encarnados. Pelo caminho, garantiriam a devida retribuição pelo desentendimento entre o seu motorista e um assessor do FC Porto no jogo com o Marítimo, na 12.ª jornada. Ora, essa tese, ainda que perfeitamente credível, ignora as subtilezas do humor do árbitro lisboeta, tão evidentes na forma como mandou o banco de suplentes do tricampeão nacional acalmar-se logo depois de ter punido Fucile. Na verdade, parece-me que a intenção de Duarte Gomes, ao mostrar amarelo a Fucile por um lance tão claramente casual, não foi mais do que demonstrar o seu apoio e solidariedade ao companheiro Pedro Henriques, tão violentamente criticado na Luz por um lance semelhante. Claro que, para o gesto ser completo, Duarte Gomes devia passar umas semanas na jarra.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

F C Belenenses 1 F C Porto 3

E o FC Porto continua líder

Um FC Porto jogando quanto baste foi o suficiente para decidir o jogo a seu favor, impondo ao Belenenses uma derrota por 3 a 1 .

Apesar de não ter sido um jogo empolgante, serviu no entanto para confirmar as potencialidades actuais da equipa, e até as potencialidades de algumas individualidades.

Nota: Gostaria de ver o meio-campo da equipa a jogar mais em antecipação aos adversários. A não dar tempo aos adversários de recepcionar e dominar a bola nas calmas.

Destaques : (Desempenho)

Defesa:  Helton (bom);

 Fucile (bom), Rolando e B.Alves (muito bom), Cissokho (precisa de aprender a ser mais subtil, a fazer falta)

Meio-campo: Fernando (muito bom), Lucho (quase muito bom tb), Meireles (alternou o bom com o assim assim)

Ataque: Mariano (tb alternou o bom com o assim,assim), Hulk (alternou o muito bom com o fraco), Rodriguez (muito bom,uma exibição conseguida)

Farias: Falta-lhe talvez um pouco mais de ritmo, um pouco mais de velocidade! Para já, parece ser um jogador que ainda não mostrou todo o seu potencial. Tem pormenores que revelam ser um jogador de grande maturidade! Não se intimida com os adversários e tem boa técnica. Às vezes penso se não estará ali um tesouro por explorar (?)!

Guarin: Outro caso a suscitar grandes dúvidas. Será que algum dia iremos poder ver o verdadeiro Guarin?!

Uma palavra final para a actuação do árbitro Duarte Gomes da AF de Lisboa, o qual demonstrou pelas suas decisões ter preconceitos contra a equipa do FC Porto. Na dúvida e não só, decidiu sempre contra a equipa azul e branca. Foi extremamente rigoroso com as supostas faltas cometidas pelos jogadores do FC Porto (então o primeiro amarelo ao Fucile brada aos Céus!), não marcou certas faltas à entrada da área do Belenenses favoráveis ao FCP, e, perdoou alguns  cartões amarelos à equipa de Belém.


Ficha de Jogo

Liga Portuguesa 2008/09 - 16ª jornada 
1 de Fevereiro de 2009
Estádio do Restelo, em Lisboa

Árbitro: Duarte Gomes (AF Lisboa)
Assistentes: Pedro Garcia e José Lima
4º Árbitro: Luís Estrela

BELENENSES: Júlio César; Cândido Costa, Rodrigo Arroz, Carciano e Tininho; Diakité, Mano, Silas «cap.» e José Pedro; Wender e Marcelo
Substituições: Wender por Saulo (30 min), Cândido Costa por Ávalos (30 min) e Marcelo por Roncatto (65 min)
Não utilizados: Costinha, China, Porta e Kiko
Treinador: Jaime Pacheco

F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Raul Meireles e Lucho «cap.»; Mariano, Hulk e Rodríguez
Substituições: Mariano por Farías (64 min), Raul Meireles por Guarín (80 min) e Hulk por Lisandro (85 min)
 
Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Sapunaru e Tomás Costa
Treinador: Jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 1-2
Disciplina: cartão amarelo a Saulo (35 min), Fucile (39 e 89 min), Rodríguez (52 min), Cissokho (74 min), Diakité (84 min); cartão vermelho a Fucile (89 min)
Marcadores: Hulk (20 min), Rodríguez (23 min), Saulo (35 min) e Lucho (86 min)