segunda-feira, 12 de março de 2012

Iturbe: será desta vez que o futuro astro se confirma?

Será que agora perante as circunstâncias Iturbe vai poder gosar duma oportunidade?! 
Iturbe é capaz de ter lugar assegurado na próxima convocatória de Vítor Pereira atendendo ao número de colegas lesionados, desde que se confirmem as ausencias de: Fernando, Djalma, Sapunaru, Danilo, Varela e Mangala. 
Contando com Hulk, que ficará a cumprir 1 jogo de suspensão contra o Nacional, o plantel fica reduzido a 16 jogadores, três dos quais guarda-redes (Helton, Bracali e Kadú). Assim sendo Vítor Pereira só poderá chamar 15 jogadores, o que deixa em aberto três lugares que possivelmente serão preenchidos por elementos dos sub-19.
Portanto é bem possível que Iturbe venha a ter uma nova oportunidade de mostrar que merece um lugar nas convocatórias de Vítor Pereira, e com boas hipóteses de jogar acrescentando minutos aos 101 que fez até ao momento, esta temporada.
Iturbe que até tem demonstrado estar descontente por falta de oportunidades, vai ter agora uma nova oportunidade para mostrar serviço, veremos como se sai.

Futebol: Prestígio, porquê?!

E volto ao tema do treinador com prestígio, um treinador carismático, com perfil de líder, porque Vítor Pereira não possui, pelo menos para já, segundo a opinião de muitos portistas, um discurso: mobilizador, galvanizador, ganhador, capaz de cativar e influenciar os seus comandados! Um verdadeiro Líder é aquele que argumenta com convicção, pró activo, exigente, capaz de influenciar e mobilizar as tropas sob o seu comando, e isso, o Vítor Pereira não é (por vezes dá a impressão de: algo inerte, amorfo), porque dado que ainda há bem pouco tempo era um técnico de segundo plano, agora antes de ter sucesso, de vencer na profissão, tem de quase como que "rastejar" para que os jogadores se disponham a colaborar com ele de modo a atingir os objectivos.
O caso do Villas-Boas foi diferente. Embora o André, quando Pinto da Costa resolveu apostar nele, fosse um técnico em início de carreira, o André era já na altura e continua a ser uma personalidade forte muito diferente do actual treinador, porque tinha e tem características inatas de "líder", além de ser um jovem já com muita ciência acumulada devido ao longo contacto que teve com o "Special one", facto que lhe permitiu ter conhecimentos e poder para cativar as vontades dos jogadores e capacidade de influenciar. Pode-se no entanto argumentar: porque então soçobrou ele no Chelsea?! E a razão é simples, porque não foi ele a escolher o plantel com que foi trabalhar, tendo ido encontrar uma equipa recheada de velhas raposas (jogadores com 30 e mais anos) que não se dispuseram a colaborar, e por isso lhe "fizeram a folha" como é costume dizer-se! Dado que é no entanto, dadas as suas características de líder carismático, reconhecidamente no meio do mundo do futebol, um treinador muito inteligente e com largo futuro, não será difícil augurar-lhe que a seguir ao período de reflexão a que ele próprio se impôs, não faltarão de certeza clubes de topo a solicitá-lo.

domingo, 11 de março de 2012

Futebol: Treinador com prestígio precisa-se no FC Porto

Para conseguir impor-se, ter sucesso num clube, o Líder duma equipa técnica tem de antecipadamente ter granjeado prestígio a treinar outros clubes.
O problema de Vítor Pereira não é só o facto dele ter passado de adjunto, uma figura de segundo plano, a treinador principal, sem que os jogadores fossem chamados a emitir a sua opinião, de modo a aceitá-lo, reconhecendo-lhe mérito para exercer o cargo. É que um treinador para se impor, ter moral para exigir, precisa de ver os seus méritos serem reconhecidos pelos seus subordinados. E para isso tem de ter currículo, ou seja, experiência de ter treinado equipas de gabarito, constituidas por vedetas. Estas questões parecendo de somenos importância, não são, um treinador para conseguir impor as suas ideias e ser (obedecido)aceite de bom grado pelos jogadores ao seu dispor, tem de ter o prestígio proporcionado por campeonatos, ou outras provas importantes como Taças, ou quaisquer outros troféus ganhos noutros clubes! Sem o prestígio proporcionado pelas vitórias obtidas noutros clubes e noutros campeonatos, qualquer treinador está sujeito ao fracasso.
Veja-se o exemplo do Villas-Boas, o qual não conseguiu insinuar-se, impor-se aos veteranos (jogadores com 30 e mais anos)do Chelsea por lhe faltar suficiente prestígio que lhe garantisse estar acima de quaisquer controvérsias provocadas pela Imprensa, pelos seus subordinados, ou até ser capaz de suplantar a opinião dos seus comandados. Acima de tudo terem-lhe respeito, ou seja, respeitarem as instruções transmitidas por ele (VP). 
A propósito, comentários (opiniões) diversos: 
1 - Ainda que não me pareça que o VP tenha estofo para ser treinador do FCP ele de certeza que não lhes disse para jogarem devagar e depois a passo e a seguir em slow motion.
Mas é culpa do treinador assistir ao que se estava a passar e não ter manifestado o seu desagrado aos jogadores durante esse período de tempo, quer por palavras, quer por actos (substituições).
2 - O VP até pode saber de futebol (treino, tácticas e estratégias) mas nota-se que falta ali nitidamente uma voz de comando.
3 - Pode até eventualmente acontecer que há jogadores a precisarem de mudar de ares, (mesmo que sejam bons) no final da época, mas o VP também (mesmo ganhando o campeonato).
4 - Por muito que nos custe , o Vítor Pereira já devia ter saído há muito... E não é implicar com ele, mas nota-se que não tem o balneário na mão.

sábado, 10 de março de 2012

Liga portuguesa - FC Porto 1 Académica 1

Como é possível a equipa do FC Porto realizar uma exibição do outro mundo no estádio da Luz e passado uma semana falhar estrondosamente do modo que falhou frente à Académica no Dragão?!
Talvez a razão seja simples: a equipa portista já tinha facilitado em Coimbra para a Taça de Portugal e hoje voltou a: subestimar, menosprezar, a não respeitar devidamente a equipa estudantil !
Resultado um empate 1-1 que por pouco não se traduziu numa derrota!
É que a equipa dos estudantes assumiu logo no início do jogo uma atitude guerreira. Veio jogar ao Dragão com grande atitude, muita raça, defendendo-se com unhas e dentes, e com toda a equipa sempre atrás da linha da bola. Por outro lado a equipa portista entrou a jogar a passo pensando que mais tarde ou mais cedo acabaria por marcar e ganhar o jogo. Como a Académica não esteve pelos ajustes e não colaborou com a estratégia utilizada pelos azuis e brancos o resultado foi a perda de pontos pelos dragões! Conclusão: a equipa dos dragões que oito dias antes mostrou ter fibra de campeão, hoje não passou duma sombra dessa equipa! Que pode ser, quando quer, e resolve esforçar-se para levar de vencida os seus adversários.
FICHA DE JOGO - Liga portuguesa 2011/12, 22.ª jornada
10 de Março de 2012 - Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 36.019 espectadores
 Árbitro: Marco Ferreira (Madeira)
Assistentes: Sérgio Serrão e Nelson Moniz
Quarto árbitro: Luís Ferreira
 FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Maicon e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Lucho; Hulk (cap.), Janko e James
Substituições: Fernando por Defour (37m), Sapunaru por Djalma (53m) e Rolando por KKléber (61m)
Não utilizados: Bracali, Cristian Rodíguez, Alex Sandro e Otamendi
Treinador: Vítor Pereira
 ACADÉMICA: Peiser; Cédric, Pape Sow, Reiner e Nivaldo; Diogo Melo, Adrien e David Simão; Saulo, Edinho e Diogo Valente
Substituições: David Simão por Danilo (65m), Diogo Valente por Magique (76m) e Saulo por João Dias (94m)
Não utilizados: Ricardo, Hugo Morais, Rui Miguel e Marinho
Treinador: Pedro Emanuel
 Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Edinho (39m) e Hulk (90m+2, pen.)
Cartões amarelos: Rolando (20m), Saulo (28m), Fernando (28m), Diogo Melo (51m), Hulk (56m), Pape Sow (60m e 90m), James (64m), Nivaldo (73m) e Alvaro (90m+7)
Cartões vermelhos: Pape Sow (90m)

Vítor Pereira: Lição
“O árbitro teve um ou outro erro, mas nós também temos que assumir os nossos. É para isso que aqui estou. Que nos sirva de lição para jogos futuros.”
Dragaoatento: E o Vítor Pereira?! Qual será a sua responsabilidade no caso?!
Quer-me parecer que quando uma equipa não funciona por displicência ou facilitismo, não será porque o seu Líder que tem por obrigação alertar, incentivar e mobilizar (dar o murro na mesa se preciso for) , não foi capaz de cumprir o seu papel por falta de competência?!

Perfil dos jovens sul-americanos

Não têm cultura táctica, ritmo, nem regras colectivas.
Estão habituados a treinar à base do jogo, não dominam conceitos de treino.
Até podem jogar em 4x3x3 nos seus países de origem, mas não tem nada a ver
Têm a escola de futebol de rua, o que é bom, mas não entram na dimensão cognitiva do jogo. Sem isso é tudo mecânico.
Apesar dos riscos, competir é essencial e sem isso nada feito, é ali que se vai avaliar a pertinência do trabalho.
Nestas idades, nenhum processo está completo
O seu posicionamento em campo é pouco qualificado
Jesualdo Ferreira - OJOGO - 05/10/ 2011
PS - Iturbe volta a dar sinais de impaciência
Iturbe voltou a dar sinais de impaciência, ao postar ontem um desabafo no Twitter, quando ficou a saber que não iria ser convocado para o jogo com a Académica. A reação de cabeça quente acabou, no entanto, por ser corrigida pelo jogador pouco depois, quando resolveu apagar o que tinha escrito.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Vítor Pereira: a restruturação da equipa técnica e os reforços

Vítor Pereira não quer alimentar polémicas com Jorge Jesus. E na minha opinião faz bem em não dar protagonismo ao mister chiclete .
Vítor Pereira voltou a não querer alinhar na conversa fiada para lampeões verem de Jorge Jesus e preferiu basear-se unicamente no "talento dos seus jogadores", para justificar o que, do seu ponto de vista, tinha decidido o clássico da Luz. Nem mesmo quando lhe tentaram atribuir o mérito da vitória do FC Porto, Vítor Pereira alterou a sua postura. Salientando sempre que quem ganhou o jogo foram os jogadores e não quis acrescentar mais nada . 
Mas insistindo ainda a propósito: "depois de tantas conferências, percebi que vendemos a ideia que quisermos vender e compra essa ideia quem a quiser comprar. E não tenho mais nada a acrescentar". Segundo Vítor Pereira o mais importante é a equipa estar "concentradíssima" no que resta do campeonato. 
E mesmo quando insistiram que comentasse as afirmações do mister chiclete sobre se não achava grave Jorge Jesus dizer que o assistente viu o fora de jogo de Maicon, no lance do terceiro golo do FC Porto na Luz, e que não quis assinalar a infração, Vítor Pereira foi taxativo: também podíamos estar aqui a agarrarmos-nos ao penálti cometido pelo Cardozo, ou a uma expulsão que devia ter acontecido e não aconteceu, porem não me quero basear a nada disso. Prefiro salientar que foi um excelente jogo, resolvido graças ao talento dos jogadores do FC Porto.
Restruturação do Plantel
Lucho impõe-se pelo seu prestígio, experiência e qualidade técnica
"Lucho trouxe qualidade na marcação dos ritmos de jogo e aquilo que é natural nele, que é o relacionamento com a própria equipa. Tem qualidades intrínsecas de liderança, mesmo sem precisar de falar.
Janko trouxe capacidade atlética e competência no jogo aéreo
"Janko veio trazer um jogo fundamentalmente nas zonas de definição, uma presença forte.  Estamos fortes e confiantes, e foi esse o objetivo.
Paulinho Santos: o seu carácter de antes quebrar que torcer
"Achamos que precisávamos de um elemento com a personalidade dele no grupo e o Paulinho faz parte do nosso clube há muitos anos.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Lista dos convocados para o FC Porto x Académica

“Vou reencontrar uma equipa com a qual vivi bons momentos. Faz parte da minha historia. Tenho um sentimento especial, por ser o FC Porto, mas depois do árbitro apitar cada um vai defender os seus objetivos”
09/03/2012 – Lista dos convocados
Vítor Pereira divulgou a lista de convocados para o duelo deste sábado frente à Académica (20h15, Estádio do Dragão). A única alteração desta convocatória, relativamente ao clássico da Luz é a saída de Iturbe. O treinador azul e branco continua a não poder contar com Mangala, Varela e Danilo.
Lista de 18 convocados para a partida da 22ª jornada da Liga: Helton, Lucho, Maicon, Álvaro Pereira, João Moutinho, Cristian Rodríguez, Kléber, Hulk, Rolando, James, Djalma, Sapunaru, Fernando, Alex Sandro, Janko, Otamendi, Bracali e Defour.

Futebol - Liga dos Campeões - Oitavos-de-final

14/02 – Bayer Leverkusen 1 x 3 Barcelona 
07/03 – Barcelona 7 x 1 Bayer Leverkusen
14/02 – Lyon 1 x 0 Apoel
07/03 – Apoel 1 x 0 Lyon – (1 x 0 na prorrogação, 4 x 3 nos pênaltis)
15/02 – Milan 4 x 0 Arsenal
06/03 – Arsenal 3 x 0 Milan
15/02 – Zenit 3 x 2 Benfica – 15:00
06/03 – Benfica 2 x 0 Zenit
21/02 – Napoli 3 x 1 Chelsea
14/03 – Chelsea x Napoli
21/02 – CSKA Moskow 1 x 1 Real Madrid – 15:00
14/03 – Real Madrid x CSKA Moscow
22/02 – Basel 1 x 0 Bayern Munique
13/03 – Bayern Munique x Basel
22/02 – Olympique de Marselha 1 x 0 Inter de Milão
13/03 – Inter de Milão x Olympique de Marselha
Quartos-de-final
Jogos de ida: 27 e 28 de março de 2012
Jogos de volta: 3 e 4 de abril de 2012
Semifinais
Jogos de ida: 17 e 18 de abril de 2012 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ainda a polémica sobre quem Pedro Proença ajudou

É só terem a pachorra de ver este video:

http://www.youtube.com/watch?v=Jrf5-Lv4C1M&sns=em

Fernando: Se calhar, foram os fantasmas...

Fernando: “Se calhar, foram os fantasmas que estiveram na Luz e ganharam”
Depois de Jorge Jesus ter dito ontem que o Benfica foi derrotado, no clássico, por outros fatores e não pela equipa do FC Porto, Fernando, trinco dos dragões, respondeu esta manhã ao treinador dos encarnados. “Se calhar, foram os fantasmas que estiveram na Luz e ganharam”, afirmou o médio brasileiro no Superflash que antecedeu o início do treino. Sobre o golo de Maicon na Luz, apontado em posição de fora-de-jogo, Fernando considerou que “errar é humano”, preferindo destacar o “grande momento de forma” do colega de equipa. “Não é normal um central marcar tantos golos”, elogiou.

terça-feira, 6 de março de 2012

«Chelsea quer comprar silêncio de Villas-Boas»

O acordo de rescisão entre André Villas-Boas e o Chelsea ainda não está totalmente selado. 
“Villas-Boas está a reflectir” - “Estou em Londres com o André e não tivemos qualquer contacto com nenhum clube italiano. Ele ainda está a reflectir no que aconteceu no Chelsea e, definitivamente, não quer pensar em mais nada”, afirmou Carlos Gonçalves, agente do técnico, em declarações à ‘Rete Sport’.
O nome de Villas-Boas foi apontado a vários emblemas europeus, nomeadamente italianos, ainda antes da saída do Chelsea. Já hoje, o avançado italiano Mario Balotelli afirmou que “pode ser o treinador certo” para o Inter de Milão, que está nesta altura numa posição difícil no campeonato italiano. “O Inter está em apuros porque deixaram sair vários jogadores importantes. Acho que Villas-Boas pode ser o treinador certo para eles. É muito bom”, afirmou o jogador do Manchester City.
PS - Roman Abramovich teme que o Chelsea seja reconhecido internacionalmente como sendo um cemitério de treinadores, atendendo ao facto de num espaço temporal relativamente curto, ter despedido: JMourinho, Scolari, Carlo Ancelotti, e agora Villas-Boas.
PS1 - Frank James Lampard - Inglaterra 1978-06-20 Idade: 33 anos - Posição: Médio77 kg - Altura: 183 cm

Extracto do artigo de opinião do Miguel Sousa Tavares

Eis aqui um extracto do artigo de opinião do Miguel Sousa Tavares no qual ele expressa com grande acuidade, sagacidade  e objectividade, os incidentes do passado recente jogo na Luz...! (os sublinhados são da minha autoria)
…Até aos 20 minutos, só deu Porto e o jogo podia ter morrido aí, se Janko tivesse marcado um golo fácil, depois de isolado por Lucho na cara de Artur, ou se Álvaro Pereira não tivesse também desperdiçado a recarga. Com um pouco mais de fé e de insistência, o Porto tinha arrumado ali um Benfica em que a defesa disparatava em pânico, o meio-campo não segurava a bola e o ataque não existia. Depois, um alívio defensivo de costas de Maxi Pereira resultou num balão que sobrevoou meio-campo e foi encontrar Cardozo isolado na área, em jogo por centímetros: Helton salvou. Subitamente, o Benfica começou a ganhar cartões amarelos e livres próximos da área – o que toda a gente sabe que é a sua mais eficaz arma ofensiva. Por culpa própria, o FC Porto perdeu o controlo do jogo e, sem que o Benfica fizesse muito por isso, deixou-se empatar, num golo de sorte à saída de uma bola parada, com vários ressaltos a encontrar outra vez Cardozo isolado e milimetricamente em jogo. Aimar teve também uma boa oportunidade (a única em jogada de bola corrida do Benfica), mas que não chegou a sê-lo porque ele não sabe cabecear. E Moutinho arrancou tinta à trave, na cobrança de um livre que tinha Artur batido. O empate ao intervalo podia até aceitar-se, mas o melhor jogo fora indiscutivelmente do FC Porto.
O Benfica chegou ao 2-1, de novo sem nada fazer por isso, na inevitável cobrança de um livre, mil vezes ensaiado e já visto, mas que Otamendi (tanta insegurança, meu Deus!) ainda não tinha visto: de novo Cardozo, o jogador do Benfica que eu mais temo. Pensei então que o FC Porto podia perder, mas isso não fazia sentido nem tinha ponta de justiça. Felizmente, havia um trunfo guardado: a lesão de Varela não deixava a Vítor Pereira outra hipótese que não meter em jogo James, mesmo com os fusos horários trocados, o sono e o cansaço acumulados. E foi então que Vítor Pereira me surpreendeu pela positiva e talvez pela primeira vez: para a entrada de James fez sair Rolando, confiando que Djalma chegaria para um desinspirado Gaitán, e devolveu Maicon ao seu lugar natural como central. Com isso, ganhou várias coisas: estabilizou o centro da defesa, onde Maicon é neste momento o melhor elemento, corrigindo o erro recorrente de o desperdiçar a lateral, onde é apenas banal; ganhou um defesa-extremo, na pessoa de Djalma; fez entrar aquele que é actualmente o melhor jogador da equipa e o seu grande desequilibrador e que, por uma vez, se percebia que tivesse ficado no banco de início; e, sobretudo, num momento decisivo, mostrou que queria ganhar o jogo, ao contrário de Jorge Jesus. James entrou e, como vem sendo hábito, logo mexeu com o jogo, compensou o abaixamento visível do trio Moutinho-Lucho-Hulk, e lá empatou o jogo, numa grande jogada que iniciou e finalizou, como jamais o Varela ou o Cristian Rodriguez seriam capazes de fazer.
A seguir veio a expulsão de Emerson e, face à suicidária escolha de Gaitán para lateral-esquerdo, Vítor Pereira percebeu que era por ali que podia ganhar o jogo, com Djalma e Huk contra Gaitán e, a espaços, ainda com o reforço de James. E ainda trocou o Moutinho pelo Kléber, reforçando a mensagem passada aos jogadores: agora é para ganhar! E foi. É verdade verdadíssima, que o golo da vitória do Porto, o merecidíssimo golo de Maicon, nasceu em off-side tangencial, que a televisão mostrou, e que ninguém conseguiria enxergar no campo, (excepto, claro, Jorge Jesus). Mas também é verdade que o que decide o jogo é a saída falhada de Artur, e também é verdade, verdadíssima, que, se se derem ao trabalho de rever, verificarão que o livre que dá o segundo golo ao Benfica não existe. É ela por ela. E a convicção de que se não tivesse sido então e assim, o Porto chegaria à vitória doutra maneira e mais logo.
Foi uma vitória merecida de princípio ao fim – no momento da verdade, no jogo do título, contra todas as adversidades e com um a atitude de verdadeiro campeão. Não sei se o FC Porto o será ou não, mas, pelo menos, mostrou que pode vir a sê-lo, contrariando todos os prognósticos (o meu incluído), e finalmente arrancando um grande jogo esta época e dando a todos os portistas uma alegria de há muito tão desejada.
Como disse o meu filho, parecia a equipa do ano passado!
Na hora da vitória, Vítor Pereira foi contido e cavalheiro, mostrando que sabe ganhar. Já Jorge Jesus voltou a mostrar que não sabe perder: descobriu que o FC Porto, além do golo, não teve mais nenhuma oportunidade em toda a primeira parte; descobriu que o segundo golo portista nasceu de uma pretensa falta a oitenta metros de distância, que só ele e o presidente do Benfica enxergaram; conseguiu ver, de onde estava e de frente para um cacho de jogadores em movimento, o off-side no terceiro golo do Porto que “o fiscal de linha não quis marcar”, e descobriu ainda que, a haver um vencedor, “teria de ser o Benfica” (atordoado como estava, nem realizou que tinha havido mesmo um vencedor). Oxalá estejamos a assistir ao remake de um filme que eu já vi a temporada passada e que já sei que acaba bem: a arrogância derrotada pela vontade de vencer.
2 – Mesmo para alguém que não é crente, como eu, às vezes há sinais evidentes de uma justiça, que, se não é divina, é para além dos homens. O Benfica, com a conivência da Liga, montou as coisas de maneira a que o FC Porto chegasse à Luz de rastos para o jogo do título: afinal foram eles que acabaram de rastos (Cardozo, Aimar, Gaitán, Garay) e o FC Porto que começou e terminou galopante, com o supremo toque de sadismo de ter sido o jogador mais massacrado pelo jogo e viajem, apenas 48 horas antes, quem despachou o Benfica, com um golo e assistência para outro.
E, enquanto o Porto triunfava na Luz e assumia o comando isolado da Liga portuguesa, André Villas-Boas – que, sem aviso e em cima da hora, abandonou à sua sorte o clube e o grupo de jogadores que lhe tinham dado tudo o que ele conquistara – consumava o seu falhanço em Inglaterra, despedido por Roman Abrahamovich, após mais uma derrota. Se não é justiça divina anda lá perto.
PS - o vídeo dos Portistas
http://www.youtube.com/watch?v=s468IiJvOvc&feature=related