terça-feira, 8 de abril de 2014

A Imprensa desportiva lisboeta é facciosa

08/04/2014 - E intelectualmente desonesta
É vulgar envergarem a camisola do seu clube quando comentam ou (des)informam

Só assim se compreende a dualidade de critérios assumida quando tratam os acontecimentos relativos aos dois grandes clubes da segunda circular e ao FC Porto.

Aliás o FC Porto apesar de grande clube da cidade do Porto é constantemente tratado como clube pequeno, isto em relação ao Benfica e Sporting, os quais, estes sim, permanentemente levados ao colo pelos árbitros.

Então as televisões RTP1, RTP Informação, SIC, SIC Notícias, TVI, TVI24, (já para não falar no jornal A Bola) repetem exaustivamente os lances em que os dois grandes clubes lisboeta, se for caso disso, são prejudicados e escamoteiam todos os lances em que são beneficiados. Já com o FC Porto acontece o contrário dando um relevo inaudito se o Porto for beneficiado e procedem a um silêncio ensurdecedor quando é prejudicado.

Os dirigentes do Sporting ao constatarem das benesses com que o seu rival lisboeta é tratado pelas equipas de arbitragem e pelo nomeações: Lucílio Baptista; reivindicaram para si tratamento igual, pelo que inciaram o movimento (hipócrita) "Basta", com o apoio (colaboração) da imprensa desportiva alfacinha que pretende deste modo fazer desviar as atenções dos benefícios com que o clube da águia é contemplado, para se concentrar em divulgar tudo que sirva para denegrir o clube azul e branco.

Por conseguinte apelo aos comentadores (paineleiros) adeptos dos dragões para que sejam mais incisivos e objectivos (contundentes se preciso for) na defesa do Porto, ou então, deixem de colaborar com aqueles que só têm em mente denegrir o FC Porto. Não se vendam por dez reis de mel coado.


PS - Estracto da crónica de Miguel Sousa Tavares

A primeira parte da crónica escuso-me de publicar e comentar por não concordar nem com a atitude do Miguel que serviu de pretexto ao litígio: SAD vs Miguel, nem com a acção que a SAD interpôs...!


2 - Alguém imagina uma associação qualquer em que dois terços dos seus membros querem demitir a direcção, pelo processo que a lei prevê, e não o conseguem? Em que o presidente da assembleia-geral, solidário com a direcção, recusa convocar a assembleia-geral, primeiro invocando irregularidades processuais e depois com o extraordinário argumento de que não concorda com os motivos dos convocantes? E que, finalmente e quando já não restam mais fundamentos pseudojurídicos, a assembleia-geral não se realiza porque alguém mandou encerrar a sede e desaparecer com a chave para evitar "uma tentativa de golpe de estado"? Alguém imagina que isto seja possível num estado de direito?
Pois é isto que acontece com a Liga de Clubes. E, independentemente de saber se a razão está de um lado ou do outro, dos que se sentem confortáveis com o actual poder da Liga e com a sua gestão e dos que dela discordam, o que se está a passar é a própria negação dos fundamentos de qualquer entidade associativa. O que vale a Mário Figueiredo e aos seus seguidores é que o seu mandato está mesmo a chegar ao fim e não vale a pena pensar em alternativas radicais. De outro modo, ninguém se poderia espantar se amanhã aparecesse outra Liga de Clubes, formada pelos dissidentes desta, e que são a maioria, lançando o caos no futebol português. Mas justamente o que eu acho mais estranho de tudo é que, faltando três meses para o final do mandato dos actuais corpos gerentes da Liga, e não se adivinhando de forma alguma a sua recondução, eles permaneçam assim agarrados ao poder, em termos que já são mais próximos dos métodos associativos do Estado Novo ou de uma qualquer República das Bananas. Manifestamente, Mário Figueiredo e os seus querem ganhar tempo. Para quê, é a grande questão. O que prepara ele de tão importante que tem de deixar consumado antes de ser empurrado pela porta fora?


 3 - Li que o Sporting de Braga pensa em Bebé para a próxima época. Li e sorri: agora? Agora, que Bebé se tem revelado um dos melhores avançados do campeonato português, é que o Braga imagina poder chegar-lhe? Onde estavam o Braga e os grandes quando, debaixo das suas barbas, os scouters do Manchester United vieram cá sacar o Bebé, sem que os clubes portugueses (com excepção do Vitória de Guimarães) tivessem dado por ele?

4 - Sim, temos possibilidades de passar em Sevilha. Mas seriam convenientes várias coisas: que Maicon ou Mangala recuperassem o lugar na defesa que tem sido de Abdoulaye, em constante sobressalto; que ninguém imite o Defour em Málaga, no ano passado e a defender igual vantagem, fazendo-se expulsar estupidamente a uma hora do fim; que joguemos com onze desde o início (penso que escuso de traduzir isto), e que as bolas deixem de bater nos postes, como em toda esta campanha europeia.

Jogos em que o FCP foi grosseiramente prejudicado

08/04/2014 - E só estamos a contabilizar os últimos jogos, porque também temos razões de queixa relativamente à dualidade de critérios disciplinares das equipas de arbitragem, deveras permissivos a favor dos adversários dos azuis e brancos e extremamente rigorosos quando se trata de sancionar os portistas. Pois os árbitros sabem que se errarem a favor dos dragões a comunicação social desportiva afecta aos dois grandes de Lisboa dá um relevo exaustivo aos eventuais  factos, de modo a que os visados sejam desclassificados, mas se porem errarem contra os portistas essa mesma imprensa escamoteia deliberadamente e se preciso for até deturpa, ou justifica, esses possíveis erros grosseiros das equipas de arbitragem a fim de as ilibar, ou desresponsabilizar...! Até acontece muitas vezes acabarem por enaltecer o trabalho grosseiro de certos juízes do apito que prejudicam o FC Porto a fim de contribuírem para a sua ascensão na carreira de árbitros...porque quantos mais árbitros de futebol anti-portistas houver no País melhor para as sórdidas conveniências dos jornalistas adeptos dos principais rivais dos dragões...!

1 - Estoril 2-2 Porto (Os 2 golos do Estoril são irregulares, com um penalty 2 metros fora da área e um com um golo em fora de jogo beneficiaram o Estoril)

2 - Benfica 2-0 Porto (2 Penaltys por marcar e aquele lance em que deixaria Jackson complemente isolado, eles podem falar do penalty do Mangala, mas isso não teve influencia no jogo porque o golo deles nasceu desse lance até era melhor para nós que tivessem marcado penatly)

3 - Sporting 1-0 Porto (Penalty por marcar sobre Jackson e golo do Sporting em fora de jogo 2 metros, sim o A.Martins estava 2 metros em fora de jogo)

4 - Nacional 2-1 Porto (Mais uma capelada com um golo do Nacional em fora de jogo e um golo limpo do FC Porto a ser anulado).

domingo, 6 de abril de 2014

FC Porto vence Académica atrevida

Foram intensas, raçudas, impressionantes, as cavalgadas dos estudantes que se fartaram de correr sempre a fazer pressão sobre o adversário, tentando não deixar jogar os portistas. É caso para dizer: deram o litro em busca dum resultado moralizador e quase o conseguiam, pois tiveram duas bolas : uma na barra e outra no poste. A equipa da Académica nunca se furtou ao choque e chegou mesmo, por vezes a exagerar na sua ânsia de conquistar a posse da bola, fartou-se de provocar quedas dos azuis e brancos, com empurrões e pequenos toques nos pés, de modo a impedir que o adversário controlasse a bola com calma e segurança, isto, sempre com a benevolência principalmente do juiz do apito substituto (2ª parte).
Então o fiscal de linha do lado direito do ataque dos dragões a partir de determinada altura passou o tempo a inventar foras-de-jogo e os dragões não foram senhores de pôr em prática uma única jogada em profundidade.
Destaques na equipa portista

Fabiano não teve culpa no golo que sofreu e salvou a equipa por duas ou três vezes, com a sua eficácia.
Os laterais: Ricardo muito esforçado ganhou e perdeu bolas, quem me parece em baixo de forma é o Alex Sandro. Danilo entrou na segunda parte porque precisamente o Alex já não estava a corresponder.
Quanto aos centrais: Abdoulaye procurou cumprir, é um jogador em força que precisa de evoluir se quiser chegar a ser titular indiscutível no FC Porto.
Já com Reyes passa-se precisamente o contrário: não tem a pujança do seu colega de sector mas é muito mais ágil e tecnicista e procura entregar aos colegas a bola sempre jogável.
No meio campo, como trinco, Fernando é o que demonstra mais experiência, segurança, serenidade e confiança. Herrera muito esforçado recupera muitas bolas mas quase sempre entrega mal. Precisa de evoluir e ganhar confiança, a ver se consegue alcançar os objectivos.

Avançados: Varela enquanto jogou tentou cumprir e teve alguns bons apontamentos.
Jackson muito esforçado tentou tudo para ajudar a equipa.
Ghilas marcou um bom golo e talvez venha a ser a tábua de salvação da equipa em Sevilha.
Mais ou menos a meio da segunda parte, Luís Castro tentou refrescar a equipa e dar-lhe mais acutilância mas Quaresma e Josué decididamente não estavam inspirados.

FC PORTO
ACADÉMICA
26.ª JORNADA
34'  Jackson Martínez 24'  Ghilas 40'  Jackson Martínez  (pen)
152'  Marcos Paulo 









Domingo, 6 Abril 2014 19:15

Competição: Primeira Liga - Estádio: Dragão, Porto - Assistência:29.309

Árbitro: Manuel Mota (Braga)

Assistentes: Paulo Vieira e Jorge Oliveira

4º Árbitro: Ricardo Coimbra


FC Porto: 24 Fabiano, 21 Ricardo, 13 Reyes, 23 Abdoulaye (45+2'), 26 Alex Sandro, 25 Fernando (c), 16 Herrera, 10 Quintero, 17 Varela, 11 Ghilas, 9 Jackson Martínez

Suplentes: 41 Kadú, 2 Danilo, (60' Alex Sandro), 8 Josué, (68' Ghilas), 20 Carlos Eduardo
7 Quaresma, (60' Varela), 28 Kelvin, 19 Licá

Treinador: Luís Castro


Académica: 12 Ricardo (c), 87 Marcelo (80'), 5 Halliche, 13 João Real, 25 Grilo, 8 Makelele
65 Fernando Alexandre, 21 Marcos Paulo, 10 Ivanildo, 77 Salvador Agra, 16 Rafael Lopes

Suplentes: 1 Peiser, 3 Aníbal Capela, 7 Marinho, (64' Grilo), 11 Manoel
23 Diogo Valente, (83' Salvador Agra), 28 Nuno Piloto, 30 Ogu (88'), (71' Marcos Paulo)

Treinador: Sérgio Conceição


FC Porto - Site

O FC Porto recebeu e venceu este domingo a Académica (3-1), em jogo referente à 26.ª jornada da Liga. Jackson Martínez (4m e 40m, este de grande penalidade), por duas vezes, e Ghilas (24m) apontaram os golos que permitiram aos Dragões regressar aos triunfos no campeonato. Marcos Paulo (52m) fez o tento de honra dos estudantes.

​Mesmo com várias alterações relativamente ao onze que derrotou o Sevilha na primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa, o FC Porto manteve a dinâmica dos últimos tempos e realizou uma primeira parte de grande nível, a que juntou uma eficácia tremenda na hora de visar a baliza contrária. Logo aos quatro minutos, Herrera e Ghilas trabalharam entre si para oferecer a Jackson Martínez a oportunidade de inaugurar o marcador. Servido milimetricamente pelo internacional argelino, o melhor marcador da Liga fez jus ao estatuto e cabeceou para o 1-0.

Com Fabiano a brilhar entre os postes sempre que chamado a intervir, o ímpeto portista conheceu novo sucesso à passagem dos 24 minutos, com Jackson Martínez a retribuir a gentileza de Ghilas, oferecendo-lhe a possibilidade de dobrar a vantagem azul e branca. Com classe e toda a calma do mundo, o camisola onze "picou" a bola por cima de Ricardo e proporcionou nova explosão de alegria aos quase 30 mil adeptos que marcaram presença no Estádio do Dragão, estreando-se a marcar no campeonato. Mas o pecúlio portista, assente num futebol dinâmico e criativo, não se ficou por aqui. Aos 40 minutos, na sequência de um derrube de Makelele sobre Quintero na área, Jackson Martínez bisou da marca de grande penalidade e apontou o 18.º golo na Liga, estabelecendo o 3-0 registado ao intervalo.

Aproveitando um certo relaxamento dos tricampeões nacionais no início do segundo tempo, Marcos Paulo, em lance individual, reduziu distâncias para o emblema de Coimbra (52m). Segundos antes, Reyes ficou a milímetros de fazer o 4-0 num desvio a um cruzamento-remate de Ghilas, o mesmo sucedendo com Danilo já em cima do minuto 90. E assim se resumem os três lances dignos de registo de uma segunda parte não tão bem jogada quanto a primeira, que serviu apenas para confirmar um triunfo conseguido durante os primeiros 45 minutos. Os Dragões voltam agora a centrar atenções na Liga Europa e discutirão em Sevilha, na próxima quinta-feira, a partir das 20h05 (hora portuguesa), um lugar nas meias-finais da prova.

 06-04-2014 - Reyes foi o MVP
​Reyes foi eleito o melhor jogador em campo no FC Porto-Académica (3-1) deste domingo, da 26.ª jornada da Liga. O defesa, que alinhou durante os 90 minutos, recebe assim a primeira distinção da época.

O mexicano é o oitavo MVP da época, depois de Licá (2.ª jornada, com o Marítimo), Silvestre Varela (4.ª jornada, frente ao Gil Vicente, 8.ª jornada, frente ao Sporting, e 16.ª jornada, frente ao V. Setúbal), Josué (6.ª jornada, frente ao V. Guimarães), Jackson Martínez (12.ª jornada da Liga, frente ao Sporting de Braga, e 18.ª, frente ao Paços de Ferreira), Carlos Eduardo (14.ª jornada, frente ao Olhanense), Quaresma (22.ª jornada, frente ao Arouca) e Defour (26.ª jornada, frente ao Arouca).

O prémio será entregue a Reyes esta segunda-feira, às 10h45, antes do treino que marca o regresso ao trabalho dos Dragões, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, a partir das 11h00. A sessão, que marca o início da preparação da deslocação ao terreno do Sevilha (segunda mão dos quartos-de-final da UEFA Europa League, quinta-feira, às 20h05 de Portugal Continental), decorre à porta fechada.

Luís Castro: "Pensamos em Sevilha 45 minutos antes do que devíamos"

​O plano de jogo implicava uma entrada forte na partida e isso foi feito, mas Luís Castro admite que, na segunda parte, os Dragões tiraram o pé do acelerador e começaram a pensar na segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa, em Sevilha. No rescaldo do triunfo sobre a Académica (3-1), o técnico elogiou a exibição no primeiro tempo, os três pontos conquistados e garantiu que o plantel está motivado para "escalar a montanha" e atacar os títulos em disputa.

​"Por muito que queiramos tirar o foco do jogo seguinte, com o resultado em 3-0 é sempre muito difícil tirá-lo da cabeça dos jogadores. O jogo em Sevilha é demasiado importante para nós. Não deveria ter acontecido, mas agora passamos à frente. Pensámos em Sevilha 45 minutos antes do que devíamos", admitiu Luís Castro no Auditório José Maria Pedroto, em conferência de imprensa.

Porém, o técnico não deixou de destacar a primeira parte dos Dragões: "Tivemos grande volume ofensivo e várias situações de golo, sendo que a Académica também teve duas, mas aí o Fabiano, tal como o Helton, demonstrou grande qualidade. A segunda parte foi menos bem conseguida e mais repartido em termos de posse, sem ter existido um domínio avassalador da Académica". Ainda em relação aos primeiros 45 minutos, o treinador revelou que existia o objectivo de marcar cedo, o que, tendo sido conseguido, "deu confiança" à equipa, que geriu o 3-0 na segunda parte, mesmo não tendo isso sido feito nas "zonas do terreno" que o técnico pretendia.

Luís Castro confessou igualmente que as substituições que efectuou na segunda parte tiveram em conta uma gestão do esforço para o encontro de quinta-feira na Liga Europa, "sem faltar ao respeito à Académica e tendo em consideração o que estava a acontecer no jogo". Conseguida mais uma vitória, é tempo de olhar em frente: "Estamos motivados para tudo o que falta no campeonato e para as três outras competições. Os jogadores estão entusiasmados e vamos continuar a escalar a montanha".

Basta de hipócrisia ó calimeros

Estou como o Pedro Marques Lopes ao denunciar o movimento "Basta" dos calimeros: "Basta" de hipocrisia...!

Sem nada a perder  crónica de Jorge Maia

Provavelmente, o facto de todos os especialistas ouvidos desde que o Sporting se dispôs a levar o caso do atraso do FC Porto na Taça de Liga até às últimas consequências terem dito que era impossível provar a existência de dolo devia ter sido o suficiente para perceber que o desfecho que o processo conheceu ontem, mais do que provável, era inevitável. Sempre se teria poupado algum tempo. Por outro lado, sendo discutível que alguma vez Bruno de Carvalho tenha acreditado que podia, de facto, ganhar o processo, é inegável que não tinha nada a perder com ele. Afinal, afastado da Taça da Liga já o Sporting tinha sido, em campo, pelos adversários. Com todo o processo, mais os inevitáveis recursos, o que ganhou foi o prolongamento artificial, na secretaria, da discussão sobre a presença na meia-final com o Benfica durante mais de dois meses. Isso, e todo o tempo de antena que quis para manter a pressão alta sobre aquilo a que chama "o sistema" disparando em todas as direções. Claro que um dos problemas de disparar em todas as direções é que, mais cedo ou mais tarde, acaba por se acertar em alguém sem querer. Ontem, por exemplo, foi a vez de ouvir Jesus e Rui Vitória ripostarem. Ora, sendo certo que há quem se sinta à vontade neste tipo de ambiente de permanente conflito, é difícil prolongá-lo sem fazer vítimas.

Sporting vence em Paços Ferreira com ajuda de Xistra

05/04/2014 - Quando soube do resultado do jogo comecei por ficar surpreendido, mas depois veio a explicação: é que os calimeros marcaram 3 golos mas foram beneficiados pelo árbitro do jogo que fez vista grossa a um lance susceptível de grande penalidade contra os sportinguistas e adoptou uma dualidade de critérios para avaliar as faltas disciplinares, pelo que o Paços Ferreira se viu obrigado a partir de determinado momento, a jogar só com dez futebolistas devido à expulsão do Filipe Anunciação... contra doze dos calimeros 11 da equipa + o xistrema...!

... Os Castores não entraram bem na partida e pouco depois da meia-hora já perdiam por 2-0, pese embora as tentativas de Bebé que encontrou pela frente um Rui Patrício em grande momento e um erro grave de Carlos Xistra que não assinalou uma grande penalidade evidente contra o Sporting.


Filipe Anunciação crítico: «É difícil entender algumas decisões»

O médio foi expulso por Carlos Xistra e criticou dualidade de critérios

Filipe Anunciação, médio do Paços de Ferreira, foi expulso e no final não poupou Carlos Xistra: 

«É difícil entender algumas decisões, nomeadamente a minha primeira falta que dá amarelo. O Adrien fez uma falta numa área mais ofensiva, travou o contra-ataque e não viu amarelo. Teve um critério diferente. Mas pouco ou nada podemos fazer agora. Palavras com Xistra? Ele diz que é um árbitro que gosta de falar com os jogadores e foi o que tentei fazer. Sem gestos, apenas para tentar perceber os critérios dele. Não foi por aí que a minha expulsão surgiu.» 

«No balneário estava, no final do jogo, uma equipa extremamente revoltada porque não era este o resultado que queríamos. Também houve culpa própria e momentos em que não tivemos a sorte do jogo, como no segundo e terceiro golo. 

Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco), auxiliado Luís Marcelino e Jorge Cruz.

Disciplina: Cartão Amarelo: Tiago Valente (46'); Carrillo (61'); Cédric (62'); Maurício (88') e Seri (89'). Duplo Amarelo: Filipe Anunciação (26' e 71').

FC PAÇOS DE FERREIRA: Matias Degra; Jailson, Flávio Boaventura, Tiago Valente e Nuno Santos; Filipe Anunciação, Seri, Sérgio Oliveira (Minhoca, 77') e Rui Miguel (Romeu, 72'); Del Valle e Bebé.

Suplentes: António Filipe; Ricardo, Tony, Fernando Neto e Manuel José.

Treinador: Jorge Costa

SPORTING CP: Rui Patrício; Cédric, Maurício, Marcos Rojo e Jefferson; William Carvalho, André Martins e Adrien; Carlos Mané (Carrillo, 45'), Slimani (Montero, 71') e Diego Capel (Heldon, 83').

Suplentes: Marcelo Boeck; Vítor, Gerson Magrão e Eric Dier.

Treinador: Leonardo Jardim

sábado, 5 de abril de 2014

FC Porto vs Académica - Convocados

05/04/2014 - Mais um jogo para cumprir calendário mas que os portistas querem vencer a fim de não perderem de vista, se não for possível o segundo, que seja o terceiro lugar que dá acesso à Liga dos Campeões através da disputa de eliminatória.

Lista de 18 convocados: Fabiano e Kadú (g.r.); Danilo, Quaresma, Josué, Jackson, Quintero, Ghilas, Reyes, Herrera, Varela, Licá, Carlos Eduardo, Ricardo, Abdoulaye, Fernando, Alex Sandro e Kelvin.
A equipa que escalaria para defrontar os estudantes:

Fabiano, Ricardo (Danilo a descansar) Reyes, Abdoulaye e Mangala (Alex Sandro a descansar)
Mikel para rodar (Fernando não pode jogar em Sevilha), Herrera e Defour ou Tozé,
Licá, Ghilas e Quaresma/Varela (45 minutos cada).
Caso o Pedro Moreira esteja apto seria uma hipótese.

05/04/2014 - Classificação geral da Liga de Futebol

 PRIMEIRA LIGA 13/14

POS EQUIPA PTS

1 Benfica 64

2 Sporting 57

3 FC Porto 49

4 Estoril 46

5 Nacional 38

6 Sp. Braga 32

7 Académica 32

8 V. Guimarães 31

9 Rio Ave 31

10 Marítimo 31

11 V. Setúbal 30

12 Gil Vicente 27

13 Arouca 25

14 P. Ferreira 23

15 Belenenses 18

16 Olhanense 18


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Crónica de P. M.Lopes e o processo contra o MSTavares

04/04/2014 - Brasão abençoado por Pedro Marques Lopes

O Pedro tal como o Miguel são duas vozes muito importantes na comunicação social desportiva a favor do FC Porto. Porque desmontam sistematicamente todas as vis manobras arquitectadas e concebidas pelos facciosos jornalistas adeptos dos dois principais clubes lisboetas. E por conseguinte que merecem toda a minha gratidão pelo seu fantástico desempenho em condições muito desvantajosas (luta desigual) por estarem em minoria, facto este que lhes aumenta o mérito.
Assim sendo, acho injustificável e um processo fratricida, aquele que SAD do FC Porto está a mover ao Miguel...!
Senhores dirigentes da SAD, tenham juízo e deixem imperar, prevalecer, o
bom senso.

Crónica do PML


O FC Porto sabe que tem de fazer sempre mais do que os outros para vencer e, desta vez, não o fez.
Demos demasiado espaço...

Ninguém me ouvirá dizer que o FC Porto perdeu o presente campeonato por culpa que não fosse própria.
Por duas razões: porque não é verdade e porque o FC Porto sabe que tem de fazer sempre mais que os outros para vencer e, desta vez, não o fez. Demos demasiado espaço para que os costumeiros erros dos árbitros contra nós acontecessem e nos fizessem perder e empatar jogos. Não fomos suficientemente competentes para evitar que escândalos como os dois últimos jogos para o campeonato sucedessem. deixamos que mentiras e vergonhosas campanhas prosperassem e intimidassem muita gente. Mais que tudo, por todas as razões que já aqui foram repetidas, jogamos pouco.
Mas não fomos só nós que não jogamos muito pouco. O nosso rival, Benfica, só há dois ou três jogos é que começou a fazer exibições razoáveis e a surpresa deste ano, o Sporting, tem combinado bambúrrios intermináveis de sorte, a bênção duma arbitragem atemorizada por uma campanha abençoada pela maioria da comunicação social e um excelente treinador. Leonardo Jardim, aliás, já deve ter compreendido que a conjugação de fatores extraordinários deste ano não se repetirá e deve estar a tratar de arranjar clube que lhe assegure outros voos. Talvez, quem sabe, a viagem até muito curta. Pouco mais que atravessar a avenida.
Curiosamente, ou talvez não, em termos internacionais e em jogos para as taças não existiram erros graves de arbitragem (apesar de ontem termos sido bombardeados com amarelos impossíveis de explicar e que fizeram lembrar a Liga portuguesa) e o FC Porto, com mais ou menos dificuldade, tem obtido resultados satisfatórios.
Claro que a explicação tem mais que ver com a nova dinâmica que, de facto, o FC Porto apresenta - é evidente que os últimos jogos com Nápoles, Benfica e Sevilha têm graus de dificuldade muito superiores aos iniciais dessas provas - mas dá muito jeito não sofrer golos em off-side e não nos serem anulados golos legais.
A transformação da equipa impressiona, mais por se perceber uma lógica colectiva do que por qualquer súbita alteração de forma dos jogadores ou descoberta de talentos escondidos. Aliás, na noite de ontem, fora a extraordinária exibição dos centrais (vamos dar de barato que Reyes só agora é que começou a jogar assim) e de duas boas, de Danilo e Fernando, nenhum outro jogador fez uma exibição de encher o olho. Como em qualquer desporto colectivo, é extremamente difícil um elemento destacar-se ou exibir o seu potencial quando a equipa como um todo não funciona. Lembrei-me bem disso quando vi, na quarta-feira, o Diego no Atlético de Madrid.
Ele, Fabiano e Ibson foram jogadores fantásticos e no FC Porto daquela altura pareciam pouco mais que jogadores banais (pressentia-se o talento, mas...).
Estão a ser dados passos na direcção certa, a força do colectivo fará sobressair as individualidades.
Confio que ainda esta época.
É verdade: a equipa está cansada e desgastada. A péssima exibição na primeira parte do jogo com o Nacional é prova disso - sem esquecer a evidente falta de intensidade, que ainda é resquício dum tempo que felizmente já passou, e o resto. A perda do campeonato, as constantes más exibições cansam mais que as vitórias; a falta dum esquema de jogo e de processos defensivos e ofensivos bem definidos desgastam muito mais que uma organização a funcionar normalmente. A rotação de jogadores será bem vinda, e Luís Castro sabe bem que deixou bons elementos na equipa B que se sentirão especialmente desafiados e motivados para dar o seu contributo.
O campeonato já lá vai e nada apagará esse desaire. Mas mantendo este rumo, sem que sejamos vítimas dos erros da arbitragem que têm sistematicamente acontecido no campeonato, rodando os jogadores chave, não respondendo a provocações de Quaresma, estou certo que teremos umas alegrias que nos atenuem um bocadinho a tristeza do campeonato.
Duas Ligas dos Campeões e três Ligas Europa. Era só para encher a mão.

Movimento Basta ou basta de hipocrisia

Adeptos do FC Porto, revoltados com as arbitragens, chegaram em autocarro próprio (gente abonada esta...) à sede da Federação Portuguesa de Futebol. Parte deles encapuçados, a fazer lembrar uns meliantes (também conhecidos por casuals) que causaram distúrbios num estádio de futebol e que continuam impunes, encheram o edifício de papeis insultuosos, berraram uma alarvidades e exibiram uma tarja. Não contentes com os desacatos, que levaram os funcionários da FPF a chamar a polícia, lançaram um petardo. Sim, sim, estes indivíduos semearam a confusão, provocaram distúrbios e lançaram um petardo na sede da FPF, no centro de Lisboa, em hora de ponta.
Quer o simpático leitor perceber porque é que a notícia não chegou às primeiras páginas dos jornais? Quer mesmo saber porque é que não leu ou ouviu os paladinos da regeneração do futebol português a denunciar mais uma vergonha destas? É fácil, onde encontra FC Porto substitua por Sporting.


 Um erro e uma injustiça


 Como sei que toda a gente sabe do indefetível amor do Miguel Sousa Tavares pelo FC Porto; como penso que a SAD do clube não esqueceu quem, nas alturas mais difíceis, defendeu, praticamente sozinho, de forma intransigente o FC Porto e o seu Presidente; como ninguém desconhece quem melhor tem denunciado a forma inqualificável e absurdamente tendenciosa como o FC Porto é tratado na comunicação social; como estou consciente que ninguém ignora a importância de existirem vozes livres e opiniões diferentes, concorde-se ou não com elas, sobre como dirigir os destinos do clube; como espero não precisar de fazer um desenho para explicar a quem convém este processo judicial; como estou convencido que o bom senso vai prevalecer, não me debruçarei neste momento sobre o erro grave que é o processo movido ao Miguel Sousa Tavares pela SAD do FC Porto. Espero, aliás, não ter de o vir a fazer. Seria um péssimo sinal.

Direção do Sporting incoerente exagera nas reivindicações

Comunicado do Sporting sustenta que a decisão de manter o FC Porto na Taça da Liga "prejudica gravemente o Sporting, o futebol português" e "envergonha a modalidade. 

04/04/2014 - As reclamações da actual direção do sporting têm sido tantas e tão: inverosímeis, inadmissíveis, ridículas, repreensíveis, criticáveis, condenáveis, abusivas, reprováveis, intoleráveis e demagógicas; que ultrapassam nitidamente a mais elementar noção de bom senso. Não entendo como é que continuam a exorbitar (ulular) impunemente como se as instituições competentes não existissem, ou os produtores de tais atoardas estivessem acima dos regulamentos e de qualquer lei...!
Uma coisa é certa, de todo este alarido podem-se concluir, pelo menos, duas coisas: os calimeros pretendem um regulamento elaborado por eles que contemple os seus interesses e ainda vencer os jogos na secretaria.

PS - PAÇOS DE FERREIRA

"Pressão do Sporting tem resultado"

Carlos Barbosa, presidente do Paços de Ferreira, pede uma arbitragem isenta na receção de amanhã aos leões.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Decisão adiada para o jogo da segunda mão

03/04/2014 - Os Dragões venceram pela margem mínima. Mostraram atitude, raça e intensidade.
A equipa do Sevilha provou que é um conjunto afinado e difícil de bater, porque no campeonato espanhol está habituada a jogar com grande agressividade sobre a bola e em ritmos mais elevados do que a grande maioria dos jogos do campeonato português.
O FC Porto terá mais individualidades, mas os sevilhanos têm (pareceu-me) melhor entrosamento, um conjunto afinado e com grande entreajuda entre todos os sectores.

Na equipa portista destacaram-se:
Fabiano defendeu tudo que lhe apareceu pela frente. O Danilo pareceu-me em melhor forma do que Alex Sandro e os centrais: Mangala e Reyes chegaram para as encomendas. Mangala mais voluntarioso, marcou um belo golo, mas Reyes na minha opinião entrega melhor, normalmente a bola sempre jogável aos colegas da frente.
Fernando foi o melhor dos médios. Defour muito esforçado faltou-lhe uma pontinha de sorte no remate que apontou ao poste (deu-me a sensação que Beto antes ainda tocou na bola). Carlos Eduardo muito macio, pareceu-me faltar-lhe agressividade necessária aos jogos europeus. Varela continua a faltar-lhe velocidade para abordar os lances e vencer a oposição dos contrários. O mesmo para Quaresma que se perdeu em dribles quando lhe falta velocidade para ultrapassar os contrários. Jackson jogou bem, foi sempre uma ameaça à baliza contrária só lhe faltou um golo moralizador.


FC PORTO
SEVILHA
QUARTOS-DE-FINAL, 1.ª MÃO
131'  Mangala (c)
0









Competição: Liga Europa - Estádio: Dragão, Porto

Assistência: 31.122

Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha)

Assistentes: Jan-Hendrik Salver e Mike Pickel; Marco Fritz e Robert Hartmann

4º Árbitro: Christoph Bornhorst

FC Porto: 24 Fabiano, 2 Danilo, 13 Reyes (69'), 22 Mangala (c)(87'), 26 Alex Sandro
25 Fernando (86') (86'), 35 Defour, 20 Carlos Eduardo
17 Varela, 9 Jackson Martínez (42'), 7 Quaresma

Suplentes: 41 Kadú, 10 Quintero, (57' Carlos Eduardo), 11 Ghilas, (76' Varela), 16 Herrera
(70' Defour), 19 Licá, 21 Ricardo, 46 Mikel

Treinador: Luís Castro

Sevilha: 13 Beto, 23 Coke, 21 Pareja, 3 Fernando Navarro, 16 Moreno (15'), 12 Iborra 
6 Carriço, 11 Rakitić (c), 7 Marin, 9 Bacca, 19 José Antonio Reyes (69')

Suplentes: 1 Varas, 5 Diogo Figueiras, (63' Iborra), 15 Trochowski, 17 Samperio

18 Kevin Gameiro, (63' Marin), 20 Vitolo, (74' José Antonio Reyes), 31 Luismi

Treinador: Unai Emery

FC Porto - Site


Um cabeceamento fulgurante de Mangala, aos 31 minutos, permite ao FC Porto deslocar-se a Sevilha em vantagem, para a segunda mão dos quartos-de-final da UEFA Europa League. Os Dragões dominaram quase todo o encontro, tiveram mais oportunidades e viram o segundo golo, que lhe daria mais tranquilidade para a visita à Andaluzia, bater por duas vezes no poste. Resta o conforto de não ter sofrido golos em casa e de este mesmo resultado ter valido a passagem na eliminatória anterior, frente ao Nápoles.

Aos 12 minutos, o FC Porto já tinha beneficiado de cinco cantos a seu favor, o que foi bem demonstrativo do sentido do jogo dos primeiros minutos. Perante uma equipa intensa, o Sevilha respondeu com calculismo, recuando as 11 unidades para trás da linha de bola e procurando condicionar a circulação dos Dragões. De resto, no "onze" estavam dois médios de características eminentemente defensivas: Iborra e Carriço.

Apesar de tanto domínio, a primeira situação de alguma aflição foi dos espanhóis, aos 28 minutos, na sequência de um livre que Fabiano afastou como pôde. Mas como uma andorinha não faz a Primavera, os Dragões inauguraram o marcador apenas três minutos depois: Fernando marcou com rapidez uma falta a meio-campo, Quaresma cruzou de trivela na esquerda e Mangala apareceu na área de rompante para fazer o 1-0.

As ocasiões de golo demoraram a surgir mas depois sucederam-se até ao intervalo: Mangala falhou a bola na sequência de um canto e depois Quaresma encheu o pé, mas o ex-portista Beto respondeu bem; ainda antes do intervalo, Defour acertou no poste, num lance que deveria ter dado pontapé de canto. De resto, o árbitro também errou no amarelo exageradíssimo mostrado a Jackson, aos 42 minutos, (o juiz do apito alemão foi enganado pelo teatro do adversário) que o afasta do encontro da segunda mão. É caso para dizer que o colombiano não pode mesmo saltar.

Apesar da desvantagem, a atitude dos andaluzes só se modificou aos 63 minutos, quando Unai Emery desfez o duplo-pivô, fazendo entrar Gameiro (que se juntou a Bacca na frente de ataque) e Diogo Figueiras para os lugares de Iborra e Marin. Luís Castro já tinha então trocado Carlos Eduardo por Quintero e preparou-se ainda mais para o aumento de espaços no meio-campo contrário com a substituição de Defour por Herrera.

Jackson, aos 67, e Quintero, aos 72, tentaram o 2-0, mas ambos os remates saíram por cima. Com o passar dos minutos, o Sevilha foi crescendo pouco a pouco, mas só esteve perto do empate por uma ocasião: a 15 minutos do fim, Bacca forçou Fabiano a defender para a frente, mas a recarga perdeu-se pela linha de fundo.

Os últimos minutos foram frenéticos, com o recém-entrado Ghilas a forçar Beto a uma grande defesa, aos 81 minutos, e Fernando a ver um duplo amarelo por duas faltas na mesma jogada, algo muito pouco usual no futebol internacional. O rigor de Wolfgang Stark deixa naturalmente o médio de fora da partida em Sevilha, mas ainda assim o segundo golo ficou por um fio, quando Quaresma, já nos descontos, acertou no poste da baliza de Beto. A felicidade não quis nada com os Dragões, mas pode muito bem sorrir na Andaluzia.


03-04-2014 - Luís Castro: "Fomos justos vencedores"

O treinador do FC Porto mostrou-se satisfeito com o desfecho da primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa, mas considera que o 1-0 deixa tudo em aberto para o reencontro em Sevilha. Mesmo privado de Fernando e Jackson Martínez, o técnico portista garante que, jogue quem jogar, "o FC Porto vai a Sevilha para ultrapassar a eliminatória".

​"O resultado é desconfortável para ambos os treinadores e não nos deixa descansados para o jogo da segunda mão. Como prevíamos, será uma eliminatória muito disputada entre duas grandes equipas", começou por dizer Luís Castro na conferência de imprensa que se seguiu ao triunfo sobre os andaluzes.

O técnico dos azuis e brancos elogiou os primeiros 45 minutos do FC Porto e sublinhou a justiça do resultado, ainda que este pudesse ter sido mais dilatado. "Dominámos na primeira parte e estivemos muito equilibrados defensivamente, jogando a maior parte do tempo no meio-campo adversário. Houve mais equilíbrio na segunda parte, mas creio que fomos justos vencedores. A justiça do futebol está sempre no resultado e aceito-o, apesar de considerar que poderíamos ter feito mais golos".

Considerando "exagerado" o cartão amarelo exibido Jackson Martínez, Luís Castro confessou ainda não entender o que motivou a expulsão de Fernando e deixou uma promessa: "Jogue quem jogar, o FC Porto vai a Sevilha para ultrapassar a eliminatória".

FC Porto vs Sevilha, lista dos convocados e Luís Castro

Avizinha-se mais um teste muito difícil para os Dragões. Hoje a equipa portista vai ter de lutar muito com: confiança, paciência e determinação se quiser levar de vencida esta boa equipa do Sevilha. A qual de certeza vem ao Dragão defender em primeiríssimo lugar e só depois tentar marcar de modo a conseguir um resultado que lhes facilite a vida para a segunda mão em Sevilha. Pelo que os azuis e brancos terão de ter muito cuidado, jogar concentrados, com atitude e não facilitar. Se o FC Porto conseguir produzir exibições como as que realizaram para vencer o Nápoles, então poderemos ter confiança nas nossas possibilidades de continuar na prova (Liga Europa).

02-04-2014 - Mangala, Mikel e Varela para receber o Sevilha

​As chamadas de Mangala, Mikel e Varela são as grandes novidades na lista de convocados elaborada por Luís Castro para a recepção ao Sevilha, marcada para esta quinta-feira, às 20h05, referente à primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa.

​Comparativamente à convocatória para o último compromisso dos Dragões, frente ao Nacional da Madeira, para a Liga, Abdoulaye, Josué e Kelvin foram os jogadores preteridos pelo técnico portista.

O médio Mikel, do FC Porto B, integrou o último ensaio para o embate com os andaluzes, numa sessão de trabalho na qual Helton, em tratamento, não marcou presença. Enquanto Maicon voltou a realizar treino condicionado, Mangala e Kelvin recuperaram dos respectivos problemas físicos e estão totalmente aptos.

Lista de 18 convocados: Fabiano e Kadú (g.r.); Danilo, Quaresma, Jackson Martínez, Quintero, Ghilas, Reyes, Herrera, Varela, Licá, Carlos Eduardo, Ricardo, Mangala, Fernando, Alex Sandro, Defour e Mikel.


02-04-2014 - Luís Castro: "Temos uma ambição muito grande"

​O treinador do FC Porto prevê uma eliminatória muito disputada frente ao Sevilha, nos quartos-de-final da Liga Europa, prova que os Dragões já conquistaram e querem "voltar a conquistar". Luís Castro sublinha ainda a qualidade do opositor dos portistas e garante que os jogadores têm consciência da importância do jogo no Estádio do Dragão, aproveitando para voltar a apelar ao apoio dos adeptos.

​"Vai ser um jogo extremamente difícil frente a uma equipa que vem de uma boa série de resultados. Estamos optimistas e esperamos vencer a primeira parte desta eliminatória, sem sofrer golos. Estamos esperançados num bom resultado. Queremos um bom FC Porto, um FC Porto equilibrado defensivamente e a sair bem para o ataque. O FC Porto tem de ser atrevido, corajoso e determinado para fazer um bom jogo e para o vencer", afirmou o técnico dos tricampeões nacionais na conferência de imprensa de antevisão do encontro com os andaluzes.

Vencedor da Taça UEFA/Liga Europa em duas ocasiões (2003 e 2011), o FC Porto assume óbvias ambições nesta competição, mas respeita todos os adversários que se lhe atravessarem no caminho. "Pela história que tem e pelos títulos que já conquistou, o FC Porto não precisa de salvar o que quer que seja. Salvar é uma palavra demasiado forte para aquilo que é a nossa história. Temos consciência da importância deste jogo e queremos continuar em prova, como é óbvio. Temos uma ambição muito grande", garantiu Luís Castro, que afasta qualquer cenário de favoritismo antecipado.

"O favoritismo não ganha jogos. Temos de provar aquilo que valemos dentro do campo. O Sevilha venceu oito dos últimos dez jogos e é uma equipa repleta de jogadores de qualidade, mas vale essencialmente pelo seu todo. De qualquer forma, estamos focados em nós e naquilo que temos de fazer. É essencial encararmos este jogo com uma grande paixão", prosseguiu o técnico, que voltou a falar ao coração da massa adepta azul e branca: "Os nossos adeptos voltarão a ser fundamentais para o nosso sucesso e contamos com eles do primeiro ao último segundo".

Indiferente à pressão extra inerente a esta fase das competições europeias, o FC Porto alimenta genuínas ambições de reerguer um troféu que lhe é familiar. "Trabalhar no FC Porto é um acto de responsabilidade. A Liga Europa é uma prova de grande prestígio, que o FC Porto já conquistou e quer voltar a conquistar", concluiu Luís Castro.

 Equipa de arbitragem

O alemão Wolfgang Stark, um velho conhecido dos Dragões, foi o árbitro nomeado pela UEFA para arbitrar o FC Porto-Sevilha, da primeira mão dos quartos-de-final da UEFA Europa League. A auxiliá-lo estarão os seus compatriotas Jan-Hendrik Salver e Mike Pickel (assistentes), Marco Fritz e Robert Hartmann (assistentes adicionais) e Christoph Bornhorst (quarto árbitro).
​Wolfgang Stark tem 44 anos, é natural de Ergolding (cidade do sudeste alemão) e é empregado bancário. Árbitro internacional desde 1999, conta com 126 jogos ao mais alto nível, nos quais se incluem duas meias-finais da UEFA Champions League (em 2008/09 e 2010/11, ambas com o Barcelona como protagonista, contra Chelsea e Real Madrid, respectivamente). Arbitrou também o encontro que deu a passagem a Portugal para o Europeu de 2012 (6-2, contra a Bósnia-Herzegovina) e marcou presença na fase final do mesmo torneio.

Já arbitrou o FC Porto em três ocasiões: em 2001/02, esteve presente no Sparta de Praga-FC Porto para a UEFA Champions League, (2-0 favorável aos checos) e, em 2007/08, foi o responsável máximo do quarteto de arbitragem no FC Porto-Marselha (que terminou com 2-1, com golos de Tarik Sektioui e Lisandro Lopez).

Em 2011/12, esteve presente no Manchester City-FC Porto (4-0), que ditou o afastamento dos Dragões da UEFA Europa League, com uma prestação algo polémica: cinco cartões amarelos para os portistas (apenas um para os ingleses) e uma expulsão de Rolando, por palavras, aos 76 minutos, após criticar a posição de Dzeko no segundo golo do City.

Com Wolfgang Stark como árbitro, o Sevilha amealhou duas derrotas, curiosamente ambas por 1-0: com o Lille, em 2005/06, para a primeira mão dos oitavos-de-final da Taça UEFA (apesar de ter passado a eliminatória, após vitória na segunda mão, por 2-0) e com o Sporting de Braga, para a primeira mão do play-off de acesso à UEFA Champions League de 2010/11 (acabou eliminado, após vitória dos bracarenses por 4-3 em Sevilha).


terça-feira, 1 de abril de 2014

Miguel Sousa Tavares abre o livro

Porque uma voz coerente e objectiva na defesa da ética desportiva e dos valores azuis e brancos, eis aqui o:
Extracto da crónica do Miguel Sousa Tavares

Reconhecer que o FCP foi prejudicado em todos os jogos que disputou fora com os rivais próximos é proibido pelo código deontológico do jornalismo?

1 - O FC Porto já jogou no terreno dos seus quatro adversários mais próximos na classificação, para cima e para baixo. Primeiro foi ao Estoril onde empatou 2-2, com um golo do Estoril em off-side e outro na conversão de um penalty resultante duma falta cometida fora da área. Depois foi à Luz, onde começou por beneficiar de um penalty não assinalado e transformado em canto - mas, como do canto resultou golo do Benfica, não beneficiou nada com isso (mais lhe valia que tivesse sido assinalado o penalty). Para compensar esse erro ou não, Soares Dias cometeu a seguir três erros decisivos contra o FC Porto: cortou uma jogada de golo iminente, com Jackson a entrar na área isolado, para assinalar uma falta contra o Benfica ocorrida quarenta metros e seis segundos antes; e fez vista grossa a dois penalties contra os encarnados, um dos quais ditaria segundo amarelo a um defesa benfiquista. A terceira saída ao terreno de um adversário próximo deu-se em Alvalade, onde Pedro Proença transformou uma vitória portista, mais do que merecida, numa derrota, perdoando um penalty descarado e a expulsão de Cedric e validando o único golo do Sporting, com assistência em off-side. Anteontem, finalmente, fechou-se o ciclo na Choupana: primeiro golo do Nacional também com assistência em off-side e golo limpo anulado a Jackson. Isto são factos. E pontos. Pontos roubados como diria Bruno de Carvalho: entre 9 a 11 e, consequentemente, menos 3 para o Sporting e menos 2 a 3 para o Benfica. Pelas contas à moda de Alvalade, estaríamos agora 6 pontos à frente do Sporting e a 1 ou 2, do Benfica, a disputar o título até final.

2 - Já disse que reconheço mérito a Bruno de Carvalho em várias coisas, como a mobilização clubista, a denúncia dos negócios obscuros dos agentes e fundos de jogadores, as medidas de austeridade aplicadas a um clube à beira da ruina (no fundo, o mesmo que faz o governo, mas aí já sem a compreensão generalizada). Quanto à "restruturação financeira" , não sei o que ele terá conseguido, e como, dos bancos credores, mas sei uma coisa: não desaparecem 130 milhões da dívida sem pagar um euro nem obter perdão algum, como ele jura.
No resto, não lhe reconheço mérito que não o habitual: Começou por abrir guerra contra o FC Porto, o que fazem muitos presidentes dos rivais de Lisboa assim que entram em funções, pois sabem que essa é, desde logo, uma medida popular, tamanha é a frustração com as décadas de humilhação desportiva inflingida pelos dragões. Tornou seus aliados o presidente e a direcção da Liga de Clubes, completamente desacreditados e desprestigiados. E adoptou uma estratégia de intimidação de tudo e de todos que lhe permitiu meter ao bolso o Conselho de Disciplina e a Comissão de Arbitragem. Enfim, mais e melhor do que tudo: meteu ao bolso a imprensa desportiva - esmagadoramente lisboeta e adepta dos dois grandes da capital - que adora ouvir ataques e insultos ao FC Porto e que lhe estende interminavelmente os microfones, sem qualquer veleidade de isenção, independência, espírito crítico ou até mesmo oportunidade jornalística. Esses são os seus grandes trunfos.
Não é o futebol que a equipa joga, pois que esse, apesar do excelente trabalho de Leonardo Jardim a fazer omeletas sem ovos, por si só jamais chegaria para estar no segundo lugar. Quando, a propósito do jogo com o Guimarães, A Bola titulou Fera indomável, o próprio Jardim reconheceu que tinham jogado "abaixo da qualidade média" (e, com grande coragem e honestidade, abandonou o presidente nas suas afirmações de que merecia ir à frente do campeonato e de que, para o ano, com a mesma equipa, espera ser campeão).
De facto, nos seis últimos jogos para o campeonato, nos quais registou cinco vitórias e um empate, arrancando decisivamente para o segundo lugar, em nenhum desses jogos:
 

a) o Sporting jogou bem
b) foi superior ao adversário
c) mereceu ganhar o jogo


Umas vezes teve sorte, outras teve ajudas determinantes dos árbitros. Contra o Guimarães, se Slimani tem visto o segundo amarelo, como devia, conseguiria o Sporting manter a vitória?

 3 - Inversamente, pode o FC Porto ter a melhor direcção, o melhor treinador, o melhor plantel, a melhor organização, que há uma coisa, uma poderosíssima arma, que nunca terá: a imparcialidade da imprensa desportiva. Culpas próprias também, pois que ali só se conhecem dois tipos de jornalistas: os inimigos e os vassalos (lambe botas:digo eu).
(Em breve, me ocuparei do assunto, a propósito do impensável processo que a SAD do FC Porto me instaurou, reclamando um milhão de euros de indemnização por "danos morais").
Esta dualidade de critérios da imprensa desportiva é dupla e escandalosamente evidente no assunto das peixeiradas públicas. Primeiro, é chocante porque a imprensa, que tanto gosta delas (ajudam às audiências), depois venha, hipocritamente, lamentar o "clima que se vive no futebol português" - incentivado e acarinhado pela própria imprensa. E, depois, é chocante que distribua as culpas por igual, fingindo não saber quem, desde o início da época e por estratégia assumida, mais não faz do que acirrar ânimos e ódios, distribuir provocações e ofensas, alimentar processos de intenção e intimidação.
Esta época, o FC Porto já jogou cinco vezes com os outros dois grandes e, em nenhuma dessas cinco ocasiões, alguém escutou uma palavra que fosse da parte do FC Porto que pudesse ser vista como susceptível de deteriorar o clima ou condicionar os árbitros ou o adversário. E comparem com o outro...

Tivemos um bom exemplo disso no jogo da Taça de quarta-feira passada - aliás, talvez o melhor jogo de uma época fraca em grandes jogos, envolvendo as duas melhores equipas portuguesas. De parte a parte, diga-se - e apesar da rivalidade extrema e das relações inexistentes entre os clubes envolvidos - não se escutou uma palvra de provocação prévia, a direcção do Benfica esteve em peso e calmamente no camarote presidencial do Dragão (sem terem sido separados por convidados, como o Sporting fez em Alvalade à direcção do FC Porto), não ocorreu o mais pequeno incidente entre adeptos e polícia, não apareceu nenhuma falange de camisas negras a aterrorizar o público à passagem, não houve qualquer caso ou reclamação sobre a arbitragem, nenhum incidente entre jogadores, e o jogo terminou com os atletas abraçados e os treinadores elogiando mutuamente o adversário. Afinal, é possível? Pois é, mas não jogava o Sporting, de Bruno de Carvalho. E o que me pergunto é porque razão a imprensa - que tanto gosta de ecoar as bocas e as provocações e tanto gosta de empolar o mínimo incidente - não extraiu daqui as consequências e a lição à vista, elogiando, o FC Porto, sobretudo, mas também o Benfica? Good news is no news? Ou elogiar o FC Porto, ou reconhecer que, de facto, foi prejudicado em todos os jogos fora com os seus rivais próximos é proibido pelo código deontológico do jornalismo desportivo?

4 - Derrota à parte, gostei muito da atitude de inconformismo da equipa na segunda parte do jogo da Choupana. Mesmo no estado de cansaço em que se advinha que estejam, os jogadores fizeram tudo para sair com a vitória - e só não saíram porque a sorte e mais qualquer coisa o impediu. Do que eu não gostei foi do meio-campo inicial, composto exclusivamente por jogadores do tipo passa para o lado e passa para trás, do descalabro do Abdoulaye e de ver a prestação do Licá comparada com a do Candeias - esse jogador que eu tanto elogiei aqui e que tanto lamentei que tivessem deixado sair a custo zero. Ele e mais outros, como o Atsu, ou o Iturbe - que, depois de regalar os adeptos do Verona, vai regalar o seu tesoureiro. E nós com o Licá e o Varela...

Teorias: a de Rui Santos e a minha

01/04/2014 - Rui Santos ao referir-se ao abraço de Pinto da Costa a Jorge Jesus, especulou que foi um abraço de agradecimento e, explica o dito/cujo, neste momento difícil do F.C. Porto, Jorge Jesus, ao poupar alguns jogadores, foi amigo de Pinto da Costa, pois desperdiçou uma boa oportunidade para "acertar contas" com o F.C. Porto e deixar o Líder dos Dragões numa situação difícil junto da massa associativa do F.C. Porto. Portanto, o abraço que o Presidente do F.C. Porto deu a JJ, não foi um acto natural entre duas pessoas que se conhecem há muitos e são amigas, mas sim um abraço de agradecimento por favores prestados. Mas mais, segundo Rui Santos, aquilo que Jorge Nuno Pinto da Costa sussurrou ao Mister JJ e que tanta gente se deitou a adivinhar, o Rui desvendou: foi um simples, obrigado Jorge!

Contrapor a verdade à demagogia, ou explorar as hipóteses

Porem para contrapor à teoria do Rui Santos eu tenho outra para a contestar, que na minha opinião é até muito mais lógica...

É do domínio público que Pinto da Costa não tem por hábito proceder a chicotadas psicológicas, ou seja, apologista de substituir as equipas técnicas a meio da época. Daí a razão porque o presidente do FC Porto tentou proteger Paulo Fonseca até mais não poder. Com base nesta premissa e sabendo-se do espírito irónico de Pinto da Costa, porque não acreditar que o que ele terá segredado
(sussurrado)
ao ouvido do amigo (JJ) foi: anda que desta vez safaste-te porque eu ao contratar Paulo Fonseca facilitei-te a vida, mesmo sem querer.
Como podem ver, é até mais lógico e plausível, raciocinar assim, não é?!