quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Champions League- Uma vitória muito suada

Este jogo com os bascos (provou) trouxeram de novo à memória as fragilidades da extrema defesa da equipa portista. Não existe um verdadeiro entendimento/entrosamento entre todos os elementos que jogam no meio campo, por via disso: Casemiro, Herrera e C.a... agarram-se demais à bola e ao fazê-lo comprometem a equipa, pois dão hipóteses ao adversário de a conquistar e colocar em cheque a extrema defesa azul e branca. As jogadas de entendimento com desmarcações constantes e passes ao primeiro toque para o colega desmarcado não existem, daí as dificuldades dos Dragões em segurarem qualquer resultado. Mesmo que o ataque cumpra a sua função de marcar golos, acontece que depois a equipa no seu conjunto não consegue ser suficientemente consistente para segurar o resultado.

FC Porto - Liga dos Campeões - Athletic Club de Bilbau


                                                             
 

Terça-feira, 21 Outubro 2014 - 19:45 - Competição: UEFA Champions League

Estádio: Dragão, Porto - Assistência:38.116

Árbitro: Damir Skomina (Eslovénia)

Assistentes: Jure Praprotnik e Robert Vukan; Slavko Vinčić e Roberto Ponis (adicionais)

4º Árbitro: Manuel Vidali

FC Porto: 12 Fabiano, 2 Danilo (59'), 4 Maicon (22'), 3 Martins Indi, 26 Alex Sandro

6 Casemiro, 16 Herrera, 8 Brahimi, 10 Quintero. 9 Jackson Martínez (c), 11 Tello

Suplentes: 25 Andrés Fernández, 5 Marcano, 7 Quaresma, (71' Casemiro)

18 Adrián López, 30 Óliver Torres, (82' Tello), 36 Rúben Neves, (64' Quintero)

99 Aboubakar

Treinador: Julen Lopetegui

Bilbau: 1 Iraizoz, 10 De Marcos, 16 Etxeita, 4 Laporte, 24 Balenziaga, 6 San José (29')

8 Iturraspe, 17 Rico (65'), 22 Guillermo Fernández, 20 Aduriz , 14 Susaeta (59')

Suplentes: 13 Herrerín, 3 Aurtenetxe, 7 Beñat , (46' San José), 15 Iraola

18 Gurpegi (86'), (73' Rico), 19 Muniain, (46' Aduriz), 21 Viguera

Treinador : Ernesto Valverde
Num encontro entre duas equipas que têm características semelhantes, a posse e troca de bola, entrou melhor o FC Porto: mais rápido e pressionante, dominou os primeiros minutos, sem no entanto criar ocasiões flagrantes de golo. O encontro só aqueceu ao minuto 26: San José acertou no poste, num remate de longe, e, na resposta, Tello isolou Jackson, que foi derrubado na grande área por Laporte. Numa decisão inacreditável, o árbitro deixou seguir.

Tello esteve em destaque nos primeiros 45 minutos, ganhando invariavelmente os duelos com Balenziaga e, aos 32 minutos, isolou Jackson, que não conseguiu o remate vitorioso. Muito cauteloso e recuado, o Athletic procurava essencialmente evitar erros defensivos, deixando os Dragões dominar o encontro. Danilo rematou às malhas laterais, aos 39, e, em cima do intervalo, fez-se justiça no resultado: Quintero conduziu uma troca de bola envolvente à entrada da área basca, isolando finalmente Herrera, que não perdeu a oportunidade para inaugurar o marcador.

No segundo tempo, o Athletic surgiu com Muniain e Beñat em campo e uma atitude diferente. Até foi Quintero o primeiro a criar perigo, com um remate de longe que Iraizoz defendeu para a frente, mas logo no minuto seguinte, aos 51, Guillermo Fernández isolou-se, com Fabiano a evitar o empate. Porém - e depois de mais uma falta claríssima sobre Brahimi, ainda fora da área, ter ficado por assinalar - o jovem avançado basco conseguiu mesmo o empate aos 58 minutos.

Pouco depois, Quintero isolou Tello, aos 64 minutos, mas o catalão voltou a não acertar com a baliza. Assistiu-se depois a um período algo incaracterístico do encontro, mas em que foram lançadas as sementes da vitória: Rúben Neves equilibrou o meio-campo portista e Quaresma, numa diagonal da esquerda para o centro, aos 75 minutos, fez o 2-1, num lance em que parece também claro que Iraizoz poderia ter feito mais. O Athletic ainda criou uma situação perigosa num cabeceamento de Laporte que Fabiano segurou e, do outro lado, já nos descontos, Brahimi inventou uma assistência que deixou Jackson sozinho na marca de penálti. Porém, o colombiano perdeu a oportunidade de tranquilizar antecipadamente a equipa e marcar o seu quarto golo nesta edição da Champions.
PS - Conforme aqui previ os calimeros perderam na Alemanha
O resultado foi 4-3 favorável aos alemães. De notar que os "calimeros" não mudam, perderam e perderam bem, mas segundo a opinião deles ganharam moralmente.
Na minha opinião, o Sporting mesmo eu reconhecendo que trocam bem a bola no meio campo, são contudo muito faltosos na abordagem dos lances defensivos (ronha e matreirice é com eles) de modo que com árbitros estrangeiros não enfeudados à imprensa lisboeta, terão sempre muitas dificuldades para se imporem (sarrafeiros: Adrian, Wilson, Maurício, Jonathan e pasme-se até Montero...etc...etc).

1 comentário:

Dragaoatento disse...

Registo:
Miguel,
Também eu não sou adepto de assobiar a equipa (nem nunca assobiei)mas compreendo que situações como a que se viveu no golo do Bilbao possa gerar descontentamento nos adeptos.
Será admissível que um só avançado do Bilbao consiga ludibriar três defesas portistas: Maicon, Indi e salvo erro o Alex Sandro...! Tanta inépcia é de enervar os mais calmos...

Mas aceito que não é com assobios que se resolvem estas situações, os adeptos têm de aprender a aceitar a falhas da equipa...

E o que é certo é que também o nosso meio-campo não funciona em termos de entrosamento, de ligação entre os seus elementos, e por via disso a equipa vive muito à base dos lances individuais dos seus craques. Na minha opinião temos um plantel recheado de grandíssimos jogadores, mas ainda não temos uma verdadeira equipa(conjunto). De modo a que o esforço possa ser dividido por todos. O que muitas vezes vemos, é os nossos jogadores andarem a correr desenfreadamente atropelando-se uns aos outros, um tanto desorganizados.
Na equipa os jogadores têm de se desmarcar e a bola ao ser colocada num espaço vazio encontrar um colega pronto para a recepcionar...etc...

Abraço

FC Porto, sempre!