terça-feira, 7 de maio de 2024

É o fim de uma era no Futebol Clube do Porto

 



É o fim de uma era no Futebol Clube do Porto.
André Villas-Boas é o novo presidente do Futebol Clube do Porto. O candidato da lista B venceu as eleições para o quadriénio 2024-2028, quebrando um ciclo de 15 mandatos e 42 anos de Jorge Nuno Pinto da Costa na liderança do Clube desde 17 de abril de 1982.
O ex-treinador do Futebol Clube do Porto, de 46 anos, torna-se assim o 32.º presidente da história do Clube.
- A eternidade do “Todos pelo Porto” com Jorge Nuno Pinto da Costa
Até hoje, larga maioria de nós, apenas tivemos um Presidente. Um. Primeiro, como chefe do departamento de futebol. Depois, eternizado como Rei. E ele foi isso. Sempre será. Um Rei. Eterno.
42 anos não são 42 dias. Nem 42 meses. Quase meio século de conquistas e histórias. Construiu o Futebol Clube do Porto. O Clube é o que é hoje graças a ele. Figura incontornável do Futebol Clube do Porto. Do futebol português. Do futebol mundial. Ninguém deve esquecer o que este Homem fez por este Clube. Ninguém!
Com ele ao leme, vivemos vidas infinitas em apenas 4 décadas. Combatemos o nosso Adamastor e viajamos pelo mundo inteiro. Saboreámo-lo. Juntos. Conquistando feitos e honrarias que, antes, nem nos atrevíamos a sonhar, com medo de despertar a ira dos Deuses. Fizemos de David frente a Golias. Cá dentro e lá fora.
Fomos Epopeia, fomos Ilíada, fomos Odisseia, Lusíadas e Ilha dos Amores em 5 Cantos, fomos Mensagem e Música no Coração. Mas fomos sobretudo BraveHeart e o desafio do Guerreiro em Momentos de Glória. O Mundo a Nossos Pés. Fomos e somos a Insustentável Leveza do Ser. Fomos conto de mil e uma noites... fomos Pullitzer, Nobel, Emmy, Florbela Espanca e Shakespeare. Fomos Obra!
Obrigado por Viena. Obrigado por Tóquio. Obrigado por Sevilha. Obrigado por Gelsenkirchen. Obrigado por Dublin. Obrigado por tanto. Obrigado por tudo. Obrigado, Presidente.



- O futuro do “Só há um Porto” com Luís André Villas-Boas
Reservado, próximo de todos, com o dom da palavra, atento ao detalhe. Eis André Villas-Boas, o homem por trás do adepto, do treinador, do agora eleito Presidente do Futebol Clube do Porto.
Bisneto do primeiro visconde de Guilhomil, André Villas-Boas entrou no Futebol Clube do Porto pela mão de Bobby Robson, de quem era vizinho, porque um dia lhe mostrou insatisfação por o avançado Domingos Paciência nem sempre jogar de início.
"Não quero ficar muito tempo no futebol, a treinar, uns 10 ou 12 anos e, depois, sair". Dizia André Villas-Boas, em 2011, quando estava prestes a sagrar-se campeão nacional pela primeira vez, como treinador, com apenas 33 anos, ao serviço do seu Clube de coração, o Futebol Clube do Porto. E cumpriu. Começou na temporada 2009/2010, então na Académica de Coimbra, e abandonou a carreira de treinador em 2020/2021, ao serviço do Marselha, do principal campeonato francês.
Os próximos quatro anos vão ser um desafio para André Villas-Boas. Habituado a tomar decisões no relvado, o ex-treinador vai agora desempenhar funções executivas. A situação não é a mais favorável, mas é das dificuldades que emergem os grandes líderes.
Que André Villas-Boas esteja à altura deste legado, e saiba corresponder ao massivo voto de confiança que lhe foi dado. Como diria o filho de Setúbal, "foi uma viagem inesquecível, mas não digam irrepetível".
- A união só pode ter a fusão de dois lemas: "Todos pelo Porto" e "Só há um Porto"
Os inimigos querem-nos desunidos, mas desenganem-se.
Na semana passada, no decorrer da final do campeonato nacional de voleibol feminino, retratado num abraço sincero, Jorge Nuno Pinto da Costa e André Villas-Boas, deram-nos um excelente exemplo de comportamento cívico, deixando para trás as diferenças que temporariamente os afastaram pelas razões sobejamente conhecidas. Fizeram-no, temos a certeza, no superior interesse do Futebol Clube do Porto. E é este o caminho!
Todos percebemos o significado desse gesto. A importância da união interna que é necessária restabelecer o mais urgente quanto o Futebol Clube do Porto merece e exige.
A história do nosso Clube, respeita a mudança de ciclo, mas não abdica do reforço da nossa paixão e do entusiasmo de que somos capazes para embalarmos com mais energia pelo caminho dos títulos de que tanto nos orgulhamos.
Um abraço, e viva o Futebol Clube do Porto.


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