domingo, 15 de agosto de 2010

Naval 1º de Maio 0 FC Porto 1 (primeiro da Liga Zon/Sagres)


14/08/2010: Para ser franco tinha esperanças de ver jogar uma equipa do FC Porto mais dominadora. O golo do FC Porto foi obtido na segunda parte (83 minutos) quase a acabar o jogo!
Dos primeiros 45 minutos, pouco há a salientar a não ser a ineficácia do futebol ofensivo dos Dragões. Já na segunda parte as coisas melhoraram um pouco mas continuou a confirmar-se a dificuldade dos jogadores Azuis e Brancos em ultrapassar, em penetrar na cerrada defensiva da Naval. 
A Naval começou o jogo dispondo as suas pedras sempre atrás da linha da bola, ou seja, colocou o AUTOCARRO em frente à sua baliza e tentou através dumas foguetadas conseguir marcar um golo que lhes permitisse alcançar a vitória para a sua equipa. 
À equipa do FC Porto pelo seu lado começou por faltar velocidade, os avançados quase nunca conseguiram jogar em antecipação e não se desmarcando não conseguiram levar as jogadas a bom termo. Como resultado aconteceu que denunciando as jogadas permitiu quase sempre que o adversário anulasse o seu futebol ofensivo. Já se sabe que é muito difícil jogar contra equipas que se fecham bem (com muitos jogadores) e exploram o contra-ataque. Por conseguinte entendo que a equipa do FC Porto tem de começar os jogos entrando de rompante e tentar marcar logo na primeira parte do desafio a fim de ganhar confiança e desmantelar o AUTOCARRO dos adversários. Depois contra equipas que defendem com muita gente é muito importante rentabilizar os lances de bola parada e também chutar de meia distância, ou seja, do meio da rua como vulgarmente se diz (um tipo de lances que requer muito treino/repetição). Outra das lacunas onde é flagrante a ineficácia da equipa é nos cruzamentos. O Falcao quando salta em disputa com os centrais adversários raramente ganha um lance de cabeça.
FICHA DO JOGO
Liga 2010/11 (1ª jornada, 14 de Agosto de 2010)
Estádio Bento Pessoa, na Figueira da Foz 
Árbitro: Paulo Baptista (Portalegre) Assistentes: José Braga e Luís Tavares 4º árbitro: António Costa 
NAVAL: Salin; Carlitos, Lupéde, Rogério e Janathas; Godeméche «cap.» e Hauw; João Pedro, Hugo Machado e Marinho; Previtali
Substituições: Marinho por Camora (61m), Hugo Machado por Giuliano (71m) e Previtali por Edivaldo (81m)
Não utilizados: Jorge Baptista, Michel Simplício, Godinho e Gomis 
Treinador: Victor Zvunka
FC PORTO: Helton «cap.»; Sapunaru, Rolando, Maicon e Alvaro; Fernando, Belluschi e João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela
Substituições: Varela por Guarín (60m), Belluschi por Rodríguez (72m) e João Moutinho por Souza (86m)
Não utilizados: Beto, Sereno, Miguel Lopes e Ukra 
Treinador: André Villas-Boas
Ao intervalo: 0-0
Marcador: Hulk
 (83m, g.p.) Disciplina: Cartão amarelo a Rogério (29m), João Moutinho (44m), Carlitos (63m) e Guarín (74m) e Jonathas (82m)
Villas Boas : «FIZEMOS UMA SEGUNDA PARTE MUITO, MUITO FORTE»Foi motivação e desejo, mais uma amostra de cultura táctica, que até poderia ter revelado outra variante. Assim se resume e explica, segundo André Villas-Boas, a vitória portista na Figueira da Foz, que resulta, ainda de acordo com o treinador, de «uma boa exibição.»
 Motivação e desejo
«Na primeira parte sentimos algumas dificuldades, mas conseguimos fazer uma segunda parte muito, muito forte. Tivemos a organização que queríamos e aliámos motivação e desejo. Conseguimos envolver os laterais e aí crescemos como equipa.»
 Determinante Guarín
«As alterações que fizemos foram no sentido de sermos mais agressivos. A entrada do Guarín foi determinante, para desequilibrar um pouco o bloco da Naval. Obrigou um dos médios da Naval a baixar e conseguimos criar situações até chegar ao golo.»
 Agressivos e pressionantes
«Na segunda parte, fomos mais agressivos e pressionantes. O tempo corria e as oportunidades não nos estavam a deixar chegar ao golo, mas antes do penalty estávamos dispostos a ser ainda mais agressivos em termos estruturais para procurar a vitória.»
 Aporte de confiança
«Há consolidação de mensagens e de princípios. A vitória traz confiança. Dois jogos, duas vitórias, uma excelente exibição e uma boa exibição.»
 Uma questão de cultura
«O F.C. Porto, pela sua cultura e pela cultura dos seus jogadores, é obrigado a jogar em vários sistemas. Vamos trabalhar o 4x3x3, mas hoje, com quatro médios, mostrámos que temos uma alternativa. E, se não marcássemos, íamos jogar em 3x3x4 até chegar à vitória. Ia lançar o Ukra e tirar um dos centrais. O F.C. Porto tem cultura para jogar em várias formas.»
 Hulk
«Sabíamos que ia ser difícil. Eles estavam muitos motivados. Demorámos um pouco a pegar no jogo, mas no intervalo corrigimos e conseguimos três pontos que eram muito importantes. Tive confiança no penálti. Graças a Deus consegui marcar e quero dedicar aos meus filhos. Jogo em qualquer dos lados. Todos queremos ajudar a equipa»
PS - Pormenor importante
Embora no meu entender a falta sobre Falcao na primeira parte seja penalti, uma vez que o jogador da Naval só consegue varrer a bola atropelando Falcao.

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