quinta-feira, 3 de março de 2016

Podres benfiquistas (processo inquinado)

Podres benfiquistas (processo inquinado) por Jorge Coroado
Recordemos a história que Jorge Coroado considera que "era hoje susceptível de acontecer"
"Foi um jogo exigente e intenso, com comportamentos menos próprios por parte dos jogadores das duas equipas", lembra. A certa altura do desafio, Claudio Caniggia, a irreverente estrela argentina que representou o Benfica em 1994/95, reagiu a um comportamento de Peixe, então médio do Sporting, de forma injuriosa.
"Eu estava a mostrar-lhe o cartão amarelo quando ele me chama filho da p... e manda-me para a p... que o pariu. Na altura, entendi que os insultos eram para mim e não nunca permiti que pusessem em causa o meu bom nome ou insultassem a memória da minha mãe", conta Jorge Coroado.
Portanto, o árbitro, em cima do amarelo, mostra o cartão vermelho a Caniggia e o argentino é expulso, sob os protestos encarnados. "O Benfica alegava que atendendo ao número de amarelos, o seu jogador não devia ter sido expulso. Mas eu mostrei-lhe o vermelho directo", explica.
O que aconteceu foi que o Benfica conseguiu junto da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que o jogo fosse anulado e repetido ao fim de cerca de um mês no Restelo. "Eu devia ter uma placa no Estádio da Luz a dizer que contribui para os 23 mil contos que o Benfica anunciou como receita desse jogo", ironiza.Os encarnados venceram por 2-0, com dois golos de Edilson, mas Jorge Coroado apresentou o caso à FIFA, que viria a anular esta última partida e a validar o triunfo do Sporting por 2-1. Jorge Coroado foi, ao mesmo tempo, ilibado.
"Eu (Jorge Coroado) percebi logo que o processo estava inquinado. O relator do processo, um senhor chamado Sampaio Nora, que mais tarde concorreu às eleições do Benfica, propôs inclusive a minha erradicação da arbitragem, quando essa figura jurídica já nem existia nos regulamentos".

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