terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Aniversário de Jorge Nuno pinto da Costa

Em dia de aniversário do notável presidente do FC Porto - Jorge Nuno Pinto da Costa, que cumpre hoje 73 anos, a direcção do FC Porto decidiu prolongar por mais um ano o vínculo contratual que ligava o clube ao actual chefe da equipa técnica do futebol o excelente André Villas-Boas. 
Feliz aniversário Jorge Nuno!
Villas-Boas renova contrato até 2013 - Devido às excelentes prestações no comando técnico dos ‘dragões’, a direcção portista decidiu prolongar o vínculo contratual do treinador por mais um ano, mais precisamente, até Junho de 2013.
Através dum comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a direcção do FC Porto informou “que prolongou por mais uma época desportiva, ou seja, até 30 de Junho de 2013, o contrato de trabalho que liga a sociedade ao treinador da sua equipa principal de futebol, André Villas Boas.”
PS - O Bisavô de André Villas-Boas era visconde de Guilhomil e fundou o clube de ténis da Foz.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Extracto duma sensacional entrevista ao jornal OJOGO


Jorge Nuno notabilíssimo presidente da Direcção do FC Porto concedeu uma entrevista ao jornal OJogo, da qual achei por bem dar aqui relevo a algumas passagens da dita entrevista.
P. - Houve algumas críticas do Benfica às arbitragens, e Jorge Jesus até já disse que o campeonato está desequilibrado por causa delas... 
R. - Claro que disse. Teve de dizer, porque foi o que resultou de uma reunião de alguns senhores do Benfica para delinearem uma estratégia de ataque ao FC Porto. O Jorge Jesus sabe muito bem porque é que o Benfica falhou e porque é que o FC Porto venceu. Isso são entretenimentos ridículos, as chamadas desculpas de mau pagador. Se eu dirigisse o FC Porto e orientasse o FC Porto reunindo-me com um "staff" onde estavam comentadores de televisão e jornalistas de jornais amigos, é evidente que tinham de sair asneiras; se o sr. Delgado e o sr. Guerra tivessem capacidade para dirigir o Benfica, já estariam lá. Quando são esses iluminados que vão lá dar opinião e iluminar, é óbvio que levam à situação ridícula de pôr o presidente da Assembleia Geral a pedir aos sócios para não irem aos jogos fora. Isto realmente é uma ideia peregrina, que ninguém percebe. Claro que ninguém lhes ligou nenhuma; quando muito, perceberam mal, porque deixaram foi de ir à Luz, onde as audiências baixaram drasticamente. Depois forçaram o presidente a desdizer numa carta aquilo que os órgãos sociais tinham decidido inicialmente. Claro que quando não há uma orientação séria e se dirige ao sabor das opiniões de meia dúzia de opinadores e jornalistas, é óbvio que tem de dar asneira. 
P. - Jorge Jesus considerou anteontem os elogios que lhe dirigiu uma tentativa de dividir a família benfiquista, questionou a capacidade de Villas-Boas para resistir à pressão e duvidou do êxito do FC Porto sem a ajuda de terceiros. Era a resposta que esperava?  
R. - Só tenho uma objecção: é que fico admirado por ele não considerar um jogo de pressão a final da Supertaça contra um campeão nacional em título. Aí fico admirado; de resto, entendo perfeitamente. Essas declarações só reforçam o que disse: além de ser um grande treinador, é muito inteligente. Acho que o único falhanço dele foi ter considerado jogos sem pressão os dois FC Porto-Benfica que já disputou, um até para a final de uma Taça. 
P. - Fala-se de eleições para a FPF. Ainda recentemente se falava na hipótese de Fernando Seara avançar com Octávio Machado. Tem seguido essa corrida? 
R. - Não tenho, não. Acho que o presidente da Federação deve ter passado no futebol, obra feita no futebol. Ouvi há dias alguém dizer do doutor Fernando Seara que é um homem do futebol. Não sei onde jogou, não sei onde treinou, não sei que clube dirigiu. Não sei se ir para a televisão falar de árbitros já define um homem de futebol. Se for assim, proponho o Eduardo Barroso para vice-presidente, que ele também fala tanto de árbitros como o Seara. Mas o presidente deve ser uma pessoa com passado e obra no futebol. E isenta. E quando digo isenta, é equidistante dos clubes. Alguém que assume as posições do Benfica contra os outros, um indivíduo que é mandatário de campanha do presidente de um clube, acho que esse indivíduo não tem os requisitos de isenção para desempenhar o cargo de presidente da FPF. P. - A recandidatura de Gilberto Madail seria uma boa solução? R. - O dr. Madail é simpatizante do Benfica, mas não há ninguém que não seja simpatizante de um clube ou de outro. Agora, não toma posições a favor de um lado contra outros, não foi mandatário de ninguém em nenhum clube e, portanto, parece-me que esses requisitos, ele tem. Mas essa corrida não é nada comigo. Acho é que o facto de alguém ser comentador na televisão não habilita essa pessoa para a presidência da FPF.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Jorge Jesus afirma que o FC Porto foi empurrado!

Ó Jorge estás a ver mal o problema: perdeste a SuperTaça, enfardaste cinco batatas a seguir e ainda não estás satisfeito?! Deves ser é masoquista, por ainda quereres mais! Porque se não fosses, serias mais comedido nas tuas patéticas afirmações! Mesmo compreendendo que tens de contentar a multidão de ressabiados benfiquistas, aconselho-te a teres um pouco mais de senso comum. Se há equipa no Futebol português que tem sido levada ao colo essa é o Benfica. Endeusado pela Imprensa (vesga) desportiva portuguesa afecta ao regime e aos encarnados (A Bola, RTP, SIC, TVI e até a SportTV), sempre predisposta (envergar a camisola vermelha) a escamotear o que é contra as águias e a salientar desmesuradamente o que é a favor!
Até os árbitros sabem que têm de beneficiar o Benfica e prejudicar o FC Porto se querem progredir na carreira.
Conclusão: perdeste uma boa ocasião de estar calado, porque se a falar és bom, calado és muito melhor.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Faleceu o Dr. Pôncio Monteiro destacado dirigente do FC Porto

Pôncio Monteiro, membro do Conselho Superior do FC Porto e ex-vice presidente do clube, morreu ontem de manhã, aos 70 anos. O corpo do Dr. Pôncio Monteiro ficou em câmara-ardente a partir das 16h30 de ontem na Igreja das Carmelitas, na Foz. Hoje, pelas 14h30, realiza-se o serviço fúnebre.
O Dr. Pôncio Monteiro é o autor da frase "o FC Porto é o Porto, quer queiram quer não".
Filho único duma família abastada, com negócios vinícolas, Pôncio Monteiro nasceu na Régua em 1940, um ano depois do início da II Guerra Mundial. Portista desde pequenino, recebeu o cartão de sócio como presente do 14º aniversário; ficou assim oficializada a paixão pelos dragões. Licenciado em Economia, foi vice-presidente para a área administrativa e financeira do FC Porto durante mais de dez anos, entre as décadas de 1980 e 1990, sempre com Pinto da Costa como presidente. Desempenhou um cargo semelhante na Federação Portuguesa de Futebol durante quatro anos.
O Dragaoatento apresenta sentidas condolências à família de Pôncio Monteiro.
 
Morreu o sócio nº 3
António Ferreira da Silva, sócio nº 3 do FC Porto, faleceu ontem, aos 95 anos de idade, vítima de doença prolongada. Nasceu no Rio Grande, no Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, em 1915, um ano depois do início da I Guerra Mundial, mas desde muito novo fixou residência no Porto. Amante da cidade, foi um defensor e conhecedor das tradições do Porto, tendo construído um registo fotográfico ímpar com as principais obras do último século realizadas na Invicta.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

História de democracia

“É verdade. O Benfica, é objectivamente importante. Porque a relação entre a sua cantada grandiosidade e a sua real pequenez, conjugada com a real dimensão do seu grupo de simpatizantes, é muito da expressão do nosso país. O Benfica, é hoje um espelho de um certo Portugal, que vive de glórias passadas, na ilusão de uma dimensão que quem vê não reconhece ou identifica, e só existe na visão distorcida de quem só sonha e não concretiza. Tem outra virtude o Benfica, é um imenso território de escárnio, que se ajusta na perfeição, á maledicência sustentada e coerente. O Benfica é bom, para aliviar os males do dia a dia. É excelente, para dizermos mal de nós próprios, como quem fala dos vizinhos. O Porto não. O Porto, suscita inveja, incapacidade de viver com o sucesso, irracionalidade. O Porto ganha, é uma máquina de triturar, avança indiferente à envolvente. O Porto, não somos nós, é uma realidade alienígena neste país. É a expressão daquilo que não conseguimos ser enquanto país e povo. O Porto odeia-se, porque é a verdadeira mostra do que podíamos ser, se não fossemos tão maus.”

In Publico online - Leitor de Faro

P.S. - Neste último fim de semana o clube Nortenho apresenta a seguinte performance:
Primeiro lugar nas modalidades = Andebol + Basquetebol + Futebol + Hóquei em Patins
e a conquista do Campeonato Nacional de Natação Feminino!

Liga ZON Sagres - Paços Ferreira 0 FC Porto 3

19/12/2010 - Digno de registo um invejável ciclo em que não entram derrotas e que se estende já ao longo de 36 jogos. O FC Porto venceu por 3-0, mas a lista de marcadores deveria ser mais extensa e incluir outros nomes, além dos de Otamendi, Hulk e Walter. No último desafio do ano colocado por André Villas-Boas à equipa, foi a vez do Paços de Ferreira tombar.
Ensaios ou preliminares não foram necessários, ainda que a chuva e o frio recomendassem um período de aclimatização, mesmo que breve. Mas não. Em poucos minutos, o líder estava diante do golo. Entrou forte, num registo enérgico e rigoroso, que não reservava tempo para o adversário respirar ou se recompor de uma sequência alucinante de lances de perigo, que faziam da vantagem portista uma inevitabilidade.
Depois das ameaças de Falcao e Sapunaru, Otamendi marcou mesmo, na sequência de um livre cobrado por Hulk. Fê-lo de cabeça e com cabeça, surgindo isolado na área, de forma inesperada e inteligente, ao aproveitar a dupla marcação mobilizada por Falcao. O cabeceamento, que todos esperavam do colombiano, foi, afinal, do central argentino. Fulminante e indefensável.
Ritmo, configuração e sentido de jogo não sofreram qualquer alteração após o golo, que esteve para acontecer de novo para os Dragões. Falcao acertou no poste, já depois de tirar Cássio do caminho, e Hulk passou por todos, excepto pelo guarda-redes do Paços de Ferreira, que, deitado para o lado errado, negou, com o pé direito, a oportunidade de remate, com redes desertas, ao brasileiro.
O Paços de Ferreira, que alimentava a pretensão de entrar para a história na pele do primeiro opositor a derrotar o FC Porto, não fazia muito mais do que defender, conseguindo criar a primeira situação de perigo já para lá da meia-hora, instante que Otamendi resolveu a dois tempos, num misto que combinou audácia e valentia, e poupou qualquer reacção a Helton.
A resposta pacense ficou adiada para o reatamento, quando, por fim, se jogava nos dois lados do relvado. Mas o FC Porto logo reequilibrou, antes de o jogo quebrar em dois, com as equipas a desenvolverem à vez o ataque, sustentado, maioritariamente, em transições rápidas, sem que delas resultasse algo de novo. Só quando se jogava tempo extra, Hulk, na transformação de uma grande penalidade, e Walter, assistido pelo primeiro, fizeram os golos que o desequilíbrio profundo da primeira parte havia negado aos Dragões.
FICHA DE JOGO - Estádio da Mata Real, em Paços de Ferreira
Árbitro: Artur Soares Dias (Porto) - Assistentes: Bertino Miranda e Rui Licínio - Quarto Árbitro: Rui Silva
PAÇOS DE FERREIRA: Cássio; Baiano, Filipe Anunciação «cap.», Bura e Jorginho; André Leão, Bruno de Paula e Leonel Olímpio; Manuel José, Mário Rondon e Pizzi
Substituições: Manuel José por Nélson Oliveira (62m), Bruno de Paula por David Simão (70m) e Pizzi por Amond (80m)
Não utilizados: António Filipe, Samuel, Nuno Santos e Pedro Queirós
Treinador: Rui Vitória
FC PORTO: Helton «cap.»; Sapunaru, Rolando, Otamendi e Alvaro; Guarín, Belluschi e João Moutinho; Hulk, Falcao e James
Substituições: Falcao por Walter (46m), James por Souza (60) e Belluschi por Maicon (90m)
Não utilizados: Kieszek, Fucile, Castro e Rúben Micael
Treinador: André Villas-Boas
Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Otamendi (10m), Hulk (90+2m) e Walter (90+4m)
Disciplina: cartão amarelo a Otamendi (32m), Pizzi (38m), André Leão (53m), James (59m), Leonel Olímpio (60m), Filipe Anunciação (63m), Walter (72m), Alvaro (90m) e David Simão (90+4m)
Declarações - No rescaldo da vitória que permitiu ao FC Porto manter oito pontos de avanço na liderança da Liga, André Villas-Boas destacou o esforço da equipa e perspectivou já o mês de Janeiro. O guarda-redes Helton admitiu que foi preciso «sofrer» para segurar a vantagem até ao momento em que os Dragões chegaram ao 2-0.
André Villas-Boas: «Na primeira parte, tivemos oportunidades para construir uma vantagem mais confortável. Estivemos sempre no limite até ao 2-0. Tentámos acertar a equipa em termos estruturais, mas foi difícil, perante um Paços de Ferreira agressivo e em crescendo, alternando jogo curto e directo. Fizeram uma excelente segunda parte que podia ter dado outro resultado. O Falcao saiu ao intervalo por fadiga extrema, o músculo estava no limite para poder ceder e não podíamos arriscar. Vem aí a fase mais decisiva da época, são cinco meses em que se decidem os títulos. Vamos ter um mês de Janeiro muito intenso, com jogos para o campeonato, Taça e Taça da Liga. Recebemos o Nacional a 2 de Janeiro e depois temos três jogos em casa que são muito importantes para nós. Pode ser um Janeiro forte se viermos conscientes do trabalho que temos pela frente. Conseguimos o objectivo de chegar ao Natal com uma margem importante e esperamos voltar focalizados nos objectivos».
Helton: «Ficou bem clara a disposição e a entrega do grupo em busca de um resultado como este. Tivemos algumas oportunidades na primeira parte para marcar mais golos. O importante é que o grupo soube sofrer nos momentos mais complicados e conseguimos o objectivo, que era a vitória».

domingo, 19 de dezembro de 2010

Villas-Boas denuncia os propósitos do presidente lampeão

O Paços quer derrotar uma equipa que luta pelo título, não para cumprir os seus objectivos, porque não se trata de manutenção, mas para ajudar no cumprimento de objectivos de outros, essa é a mensagem que me parece clara da outra parte e nós agradecemos...!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Razões do insucesso que procuram camuflar

Zoro tece duras críticas às 'águias' - No Benfica há três anos, Zoro confessa-se arrependido por ter escolhido o clube das ‘águias’ ao invés do clube dos ‘dragões’ e tece duras críticas à política de contratações do Benfica, afirmando que essa é a razão pela qual nunca teve tempo para provar o seu “valor” no clube de Lisboa.
“Estou arrependido da minha escolha. Reconheço que o Benfica é um grande clube, e, há três anos, o Rui Costa, que na altura ainda era jogador, convenceu-me a assinar. Sabia que ele seria director desportivo a curto prazo e por isso decidi-me. Depois fui vítima dum problema político, pois saiu José Veiga, o dirigente que apostou em mim, e deixei de contar. Quando me lembro do interesse do FC Porto...”, salienta o marfinense, numa entrevista concedida à imprensa francesa.
Zoro afirmou ainda que a política de contratações só gera confusão na organização e gestão do plantel o que acaba por prejudicar os jogadores.
“Todos os anos compram vários jogadores sem pensarem na organização da equipa. O número de futebolistas é muito elevado. Desde que assinei só tenho tido problemas. Nunca me deram tempo para provar o meu valor”, salientou visivelmente magoado.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Plantel do FC Porto visto pelo leader da equipa técnica

Rotação da equipa«Temos um plantel de 26 jogadores, em que há sempre quem tenha mais ou menos oportunidades. Na coerência da liderança dum grupo, não existem jogadores mais ou menos importantes. Estes dois últimos jogos (Juventude de Évora e CSKA) foram muito bem conseguidos. Desta forma, mantemos um nível competitivo alto e a competitividade interna. Para nós, equipa técnica, permite-nos olhar com outros olhos para o plantel e manter quem tem mais minutos num ritmo elevado e alerta. É importante que toda a gente se sinta parte do grupo e competitiva a qualquer momento.»
A comparação com o Barcelona
«O nosso trabalho é singular e é nosso, não queremos imitar ninguém. Acima de tudo, quero acreditar que o estilo da equipa não é só coisa minha, mas vem também do potencial de cada um e da cultura do nosso futebol. Ele sempre foi de excelência técnica, posse e criatividade. Isto é resultado da libertação dos jogadores e dum grupo fabuloso que nos permite chegar a esse patamar. O Barcelona está muito lá em cima e num patamar de perfeição.»

15 de Dezembro de 2010 - Liga Europa - FC Porto 3 CSKA Sófia 1


Com a qualificação e o primeiro lugar garantidos, o FC Porto concluiu a fase de grupos da UEFA Europa League sem o registo de qualquer derrota e apenas com um empate a intrometer-se entre cinco vitórias. Algumas delas épicas até, como a de Viena ou a de Istambul.
Mas o início de jogo não foi propriamente fácil para os Dragões. A propensão contra-atacante do adversário dificultou o encaixe e motivou, inclusive, intervenções urgentes e subtis de Fucile e Otamendi para colocar ponto final nas mais perigosas movimentações búlgaras, geradas por decisões rápidas e um número reduzido de toques na bola.
O FC Porto marcou, num instante em que a bola parecia não querer entrar na baliza do CSKA. Entrou à terceira, na insistência de Otamendi, que ainda encontrou o poste no caminho.
E, se o começo não fora fácil, o recomeço tornou-se problemático. Sem prenúncio, nascido do nada, o empate aconteceu. Assinado por Dechev, que, ao 48.º minuto, aproveitou um lançamento rápido do seu guarda-redes. Estaca zero, de novo, mas por pouco tempo. Em seis minutos, já para lá de um pontapé de bicicleta de Falcao, que errou o alvo por pouco, Rúben Micael recolocou o FC Porto em vantagem.
Um penalty assegurava o descanso ao vencedor do Grupo L, mas Falcao, que sofrera a falta, permitiria a defesa a M’Bolhi na tentativa de transformação. A consegui-lo, teria marcado em todos os jogos da fase de grupos. O volume de jogo portista não sofreu, ainda assim, qualquer quebra e James fez o golo que faltava, num remate cruzado e indefensável, tão imparável como o de Moutinho, que a barra devolveu no último suspiro do jogo.
OBS.: Não há na equipa técnica do FC Porto ninguém capaz de aconselhar os marcadores de grandes penalidades a decidirem-se por mandar um balázio para o meio da baliza, pois os guarda-redes têm tendência para se atirarem para um dos lados…?!
FICHA DE JOGO - UEFA Europa League, Grupo L, 6.ª jornada
Estádio do Dragão, no Porto - Assistência: 22.930 espectadores
Árbitro: Claudio Circhetta (Suíça) - Assistentes: Thomas Habegger e Stefan Buhlmann
Assistentes adicionais: Carlo Bertolini e Daniel Wermelinger - Quarto Árbitro: Bruno Grossen
FC PORTO: Helton «cap.»; Fucile, Maicon, Otamendi e Alvaro; Souza, Belluschi e Rúben Micael; James, Falcao e Walter
Substituições: Falcao por Hulk (60m), Rúben Micael por João Moutinho (71m) e Souza por Guarín (80m)
Não utilizados: Maia, Sereno, Castro e Ukra
Treinador: André Villas-Boas
CSKA SÓFIA: M’Bolhi; Stoyanov, Vidanov, Aquaro e Grillo; Marquinhos, Yanchev «cap.» e Yanev; Tonev, Michel e Delev
Substituições: Grillo por Dechev (63m), Tonev por Sheridan (77m) e Yanchev por Galchev (88m)
Não utilizados: Karadzhov, Trifonov, Iliev e Esposito - Treinador: Sashko Hristov
Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Otamendi (22m), Delev (48m), Rúben Micael (54m) e James (90+3m)
Disciplina: Cartão amarelo a Sheridan (80m)
 
O FC Porto um a um - James e Rúben lideram império Otamendi 
Helton 6 - Bem que podia ter levado as baquetas que usou a meio da semana na Casa da Música para aquecer as mãos, porque só as usou aos 45', ao segurar um livre directo. Até lá foi com os pés que interveio, e bem, antecipando-se a jogadores búlgaros que surgiam isolados. Pareceu que nada podia fazer no golo pela boa colocação da bola.
Fucile 7 - Estenderam-lhe uma passadeira, e ele não se fez rogado, surgindo várias vezes junto à linha de fundo, onde arrancou bons cruzamentos. Excelente a atitude defensiva, sobretudo na compensação. Ainda por cima, apanhou várias vezes pela frente Delev, o melhor jogador do CSKA, e só não conseguiu impedi-lo de rematar no golo dos búlgaros.
Otamendi 7 - Segundo golo com a camisola portista, terceiro da carreira, num remate bem colocado - a bola ainda tocou no poste direito - que abriu o marcador. Continua a acumular pontos na luta por um lugar mais assíduo no onze. Aos 66' tem um corte fantástico de carrinho que evitou que Delev bisasse e causasse a surpresa total no jogo.
Maicon 4 - Dois erros infantis na primeira parte só não custaram caro pela inépcia de Michel, primeiro, e pela antecipação de Helton, depois. Ficou mal na fotografia no lance do golo do CSKA, quando não conseguiu o corte nas alturas, ficando a sensação de ter sido tocado. Se não foi, então a noite de ontem é mesmo para esquecer.
Álvaro Pereira 5 - Tal como Fucile, deu bastante profundidade ao jogo, mas com uma diferença: teve sempre adversários pela frente. Baixou de rendimento na segunda parte e falhou vários passes.
Souza 5 - Regresso à equipa após paragem de mais de um mês, com nítida falta de ritmo. Chegou a parecer algo perdido em campo e muito pouco agressivo na disputa dos lances.
Belluschi 6 - Entre alguns passes errados, bons momentos como o cruzamento para a bicicleta de Falcao e o livre directo que obrigou M'Bolhi a uma boa intervenção. Aos 75' tentou o golo de longe, mas a bola saiu à figura.
Rúben Micael 7 - Muito mais confiante no segundo jogo consecutivo e mais perto da área contrária. Tentou o golo de longe, mas foi já dentro da área que fez o 2-1, num remate cruzado com o pé direito; foi o seu segundo golo da época, outra vez na Liga Europa. Procurou imprimir um ritmo forte a um jogo meio apático do FC Porto com passes de ruptura. Fucile e Falcao foram os principais beneficiários.
Walter 6 - Actuou ao lado de Falcao, mas foi em zonas um pouco mais recuadas - à entrada da área - que mostrou argumentos. Boas tabelas com os companheiros e alguns remates perigosos. Um deles, em arco, foi devolvido pela barra.
Falcao 5 - Bem tentou, mas saiu em branco pela primeira vez em jogos europeus. E muito por culpa própria, visto ter falhado uma grande penalidade. Saiu no minuto seguinte, não por castigo, mas porque domingo há mais um jogo. Antes ganhou o livre que deu o segundo golo e teve um momento brilhante: um pontapé de bicicleta que saiu pouco por cima.
Hulk 4 - Não lhe fez bem ver uma hora do jogo no banco, porque entrou mal e acumulou erros e perdas de bola. Até os adeptos que tanto o idolatram perderam a cabeça e assobiaram algumas das suas acções.
João Moutinho 6 - Vinte minutos em campo e quase que podia ser a figura: uma assistência para o golo de James e um remate à barra no último lance do jogo.
Guarín 5 - Fez os últimos minutos, porque Souza não estava bem fisicamente e era preciso controlar melhor o meio-campo. - CARLOS GOUVEIA n’OJOGO 

sábado, 11 de dezembro de 2010

Taça de Portugal, quinta eliminatória - FC Porto 4 Juventude de Évora 0

Goleada com o toque de João Moutinho

O FC Porto segue em frente na Taça de Portugal, depois de ter recebido e batido o Juventude de Évora, por 4-0, este sábado. A noite foi especial para João Moutinho, que se estreou a marcar ao serviço dos Dragões e mostrou ainda outros momentos de génio. O jovem James, titular pela primeira vez, também assinou pormenores que deixam água na boca.
Já se sabia que iriam estar em confronto forças desiguais. De um lado estava uma equipa da II divisão e do outro o invencível FC Porto, que bateu um recorde que vinha da época 2003/04: os Dragões estão agora invictos há 34 jogos consecutivos. No entanto, os azuis e brancos sabiam que tinham de evitar que aparecesse em campo a «magia» da Taça de que André Villas-Boas falou na sexta-feira, em conferência de imprensa. Os Dragões não facilitaram e a magia esteve toda por sua conta.
Os alentejanos apresentaram-se em campo com uma postura defensiva, como se esperava, protegendo a todo o custo a sua grande área. James foi o primeiro a descobrir o caminho do golo: na sequência de uma arrancada pela esquerda, aos 11 minutos, em que até já parecia ter perdido o tempo de passe, serviu Falcao com um cruzamento perfeito, para o 1-0.
Depois do tento inaugural, o encontro continuou a ter sentido único: James esteve por três vezes perto do segundo, sendo que, aos 32 minutos, um corte milagroso de Paulo Letras evitou que Hulk assistisse o colombiano para o remate fatal. No entanto, o golo surgiu mesmo sete minutos depois, na sequência de uma troca de bola rapidíssima que envolveu James, Falcao e Guarín. João Moutinho deu o toque final, coroando a movimentação constante do meio-campo portista, onde quase não existiram posições fixas. A procura da ruptura na defensiva contrária foi uma constante.
Na segunda parte, o adversário procurou subir uns passos no terreno, proporcionando mais espaço à equipa da casa para a sua constante troca de bola. Nos primeiros 15 minutos da etapa complementar, o FC Porto construiu uma torrente de oportunidades que só por aparentes milagres e algumas boas intervenções do guarda-redes Tiago Martins não deram golo.
O 3-0 acabou por surgir mais tarde, do pé esquerdo de Alvaro Pereira, após assistência de Falcao. O uruguaio fez incontáveis vaivéns na ala esquerda e mereceu o prémio do golo. João Moutinho já tinha feito o gosto ao pé, mas não deixou de ter participação fundamental no lance do 4-0, rasgando a defesa contrária e servindo Alvaro Pereira, que «cedeu» o toque fatal a Walter. Quem ficou sem o prémio merecido foi James: em cima do apito final, após lance de Walter, cabeceou para intervenção aparatosa de Tiago Martins, que assim impediu uma estreia perfeita do jovem colombiano como titular.
11 de Dezembro de 2010 - Estádio do Dragão, no Porto - Assistência: 26.909 espectadores
Árbitro: Marco Ferreira (AF Madeira) - Assistentes: Sérgio Serrão e Tomás Santos
Quarto árbitro: Pedro Vilaça
FC PORTO: Kieszek; Sapunaru, Sereno, Maicon e Alvaro Pereira; Guarín, João Moutinho e Ruben Micael; Hulk, Falcao «cap» e James
Substituições: Hulk por Walter (59m), Guarín por Castro (62m) e Falcao por Ukra (71m)
Não utilizados: Helton, Belluschi, Rafa e Otamendi
Treinador: André Villas-Boas

JUVENTUDE DE ÉVORA: Tiago Martins; Gambóias, Paulo Martins, Tiago Pires e Paulo Letras; João Fonseca, Cão e Cissé; Carlos Mota, Nuno Gaio «cap» e Sebastien
Substituições: Sebastien por Vítor Martelo (63m), Paulo Martins por André Xavier (63m) e Cao por Luís Barreiros (85m)
Não utilizados: Nuno Laurentino, Nelson Silva, Carlos Gomes e Viúla
Treinador: Miguel Ângelo
Ao intervalo: 2-0
Marcadores: Falcao (11m), João Moutinho (39m), Alvaro Pereira (69m) e Walter (84m)
Disciplina: cartão amarelo para Tiago Pires (57m) e Castro (92m)

«Temos orgulho no percurso que estamos a fazer»
No final da partida dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, já em conferência de imprensa, André Villas-Boas mostrou-se satisfeito com o regresso ao banco de suplentes, com a exibição e com o elevado grau de motivação revelado pelos jogadores diante do Juventude de Évora. O treinador dos Dragões só não apreciou o volume do desfecho, ao qual acrescentaria mais golos.
Exibição conseguida
«Foi uma exibição conseguida, que poderia ter rendido mais golos. Ficam a faltar-nos dois jogos neste objectivo de continuar a ganhar até ao final do ano.»
Muitas oportunidades
«O Juventude de Évora apresentou-se organizado, com capacidade para sair a jogar, mas acho que poderíamos ter conseguido um resultado mais volumoso, em função do número de oportunidades criadas.»
Motivação no topo
«A motivação esteve no topo, a equipa empenhou-se e o público esteve mais tranquilo do que na segunda-feira.»
Orgulho
«Temos orgulho no percurso que estamos a fazer, destes 34 jogos sem conhecer o sabor da derrota, o que também se fica a dever ao trabalho de Jesualdo Ferreira, na época passada.»
Homem emocional
«É claro que me sinto contente por voltar ao banco de suplentes. Como sabem, sou um homem emocional e gosto de estar ali, a comandar os meus, perto deles.»
James desequilibrou
«O James fez uma boa exibição. Mostrou-se a um óptimo nível, desequilibrou em duas posições, tanto a ala, como a médio ofensivo. Foi uma boa exibição, potenciada também pela equipa.»

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Gato por lebre (denúncia do facciosismo da Imprensa desportiva portuguesa)

Nas últimas quatro temporadas, entre 2006/07 e 2009/10, o FC Porto garantiu quatro vezes o apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Em duas ocasiões assegurou o primeiro lugar durante a fase de grupos, sendo que, nesses casos em concreto, teve de enfrentar equipas como o Liverpool, o Marselha e o Besiktas ou o Arsenal, o Dínamo de Kiev e o Fenerbahçe. Provavelmente, foi a aparente facilidade com que o FC Porto assegurou esses apuramentos que levou os responsáveis do Benfica a apontar à conquista da Liga dos Campeões já este ano. Em Portugal, nenhum dirigente de nenhum clube grande pode admitir que aquilo que é fácil para os outros possa ser difícil para os seus. Entretanto, o tempo, como sempre, tratou de colocar as coisas no seu lugar, e as competições europeias, com o distanciamento que impõem, voltaram a mostrar que há uma diferença muito grande entre a lebre que por cá se vai vendendo e o gato que lá por fora, sem desculpas nem álibis, deixa o rabo de fora.
Jorge Maia n'OJOGO 
PS - Benfica 1-0 FC Porto (1 de Abril 2000)
http://www.youtube.com/watch?v=bTV_YudWZnA&feature=related  

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ganhar é de Campeão - Mas convém não facilitar

... o jogo com o Setúbal fez soar outro tipo de alarme no Dragão - afinal, o FC Porto não é inesgotável. Tinha ficado a ideia de que talvez o fosse depois de bater o Benfica por 5-0 pouco mais de 48 horas após o empate com o Besiktas, mas o jogo com o Setúbal mostrou um FC Porto com duas caras: uma durante a primeira parte, enquanto as pernas ajudaram a cabeça a funcionar e o futebol foi tão envolvente como é costume; outra durante a etapa complementar, quando o cansaço acumulado a fazer patinagem artística em Viena lhe roubou intensidade, colocando a baliza de Helton ao alcance do modesto ataque do Setúbal (só dois golos marcados fora). Manter sempre o mesmo nível de concentração, motivação e intensidade ao longo dos nove meses de uma época resistindo às lesões, aos castigos, ao cansaço e à rotina não é fácil. E é por isso que os campeões são as equipas que ganham mais vezes porque jogam melhor, mas também as que ganham mais vezes mesmo quando jogam mal.  Extracto do artigo de Jorge Maia n'OJOGO. 

Fez soar o alarme porque após os jogos importantes há uma certa tendência por parte dos jogadores para descomprimir, para facilitar, acreditando que o mau tempo já passou e que a seguir vem a bonança, pensando que podem descansar. Só que em alta competição não é bem assim: há que estar sempre alerta com os sentidos bem apurados e muito concentrados nas tarefas (jogos) seguintes, mesmo que os adversários que vêm a seguir pareçam mais fracos, para não se perderem de vista os objectivos finais que são a conquista dos títulos. Dito isto, o que pretendo salientar é que após os jogos a meio da semana a equipa tem de se preocupar em descansar o máximo, não descurando, antes pelo contrário, empenhando-se intensamente em cuidar da sua preparação física a fim de chegarem totalmente recuperados e   bem frescos ao desafio seguinte. 

PS - Será que o FC Porto vai deixar o Kléber ir para os benfas...?!!!

PS1 - Filosofia do André Villas-boas
Organização, rigor, concentração e sentido colectivo são palavras constantemente repetidas por André Villas-Boas, mas também a base em que assenta todo o trabalho do mais jovem treinador da história do FC Porto.
...dúvidas iniciais sobre a equipa concentravam-se na defesa, sobretudo depois da partida de Bruno Alves para a Rússia. André Villas-Boas resolveu o problema com a emancipação de Maicon, mas também por intermédio da capacidade para potenciar as características de Sapunaru, que tardava em impor-se no Dragão.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Liga Sagres ZON - FC Porto 1 Vitória de Setúbal 0

Vantagem mínima, pontuação máxima. Com um golo, o 12.º de Hulk na Liga, o líder repôs distâncias, superando a custo a oposição do Vitória, que jogou persistentemente para o empate e terminou derrotado. Até pela sorte, que fez o especial favor de sorrir a quem mais fizera por ela. Em boa verdade, o FC Porto não merecia o sofrimento do 90.º minuto, justificando, muito antes dele, o descanso dum triunfo mais amplo.
Ascendente portista claro e gritante, fluxo de jogo proporcional, direccionado às redes de Setúbal. Nem sequer foram precisos ensaios ou um breve período de estudo mútuo, que se revelaria absolutamente supérfluo. Em segundos, o FC Porto retomava a procura do golo, interrompida quatro dias antes, em Viena, ao apito final.
Montado numa estratégia assumidamente defensiva, o adversário recuava, compacto e equilibrado, reduzindo o espaço jogável e obrigando o líder a repensar a abordagem e a reinventar linhas de passe. Ainda mais atrás, Diego adiava a vantagem azul e branca. Recorrendo, por vezes, a uma admirável capacidade teatral para protelar cada pontapé de baliza e, noutras, a um número significativo de grandes defesas. Num só minuto, o sétimo, negou o golo por três vezes, a Fucile, Rodríguez e Guarín. Cada um na sua vez. Curiosamente, Helton viu o cartã
o amarelo na primeira e única vez que prolongou uma reposição de bola.
Um livre directo superiormente transformado por Belluschi, durante o qual o guarda-redes do Vitória de Setúbal se limitou a assistir à trajectória da bola, devolvida violentamente pela trave, serviu de prenúncio. Todos os obstáculos humanos tinham sido superados, por fim. Dois minutos depois do sinal, aos 43, Hulk convertia a grande penalidade, que castigava um derrube a Falcao. E de nada serviu a Diego adivinhar o lado, porque o remate saiu colocado, fora do seu alcance.
Mais do mesmo, na segunda parte. Mas com uma nuance: a resposta do Setúbal, que não obedecia a ritmo nem frequência; apenas à ocasião. Persistia o Dragão, sempre mais perto do golo. Por Falcao, Hulk, Belluschi ou Ruben Micael. E esbarrava, então, numa intolerância incompreensível à velocidade de Hulk, repetidamente derrubado sem que a equipa de arbitragem apontasse a falta devida.
Apesar da incontestável superioridade do seu jogo, que deveria ter rendido uma vantagem mais ampla, o FC Porto quase viu os três pontos escaparem sobre o minuto 90, quando Jaílson desperdiçou uma grande penalidade, rematando por cima e falhando o empate que a partida não justificara. Ainda assim, os minutos que se seguiram, os de compensação, expuseram capacidade de resposta a uma adversidade.

FICHA DE JOGO
FC Porto-V. Setúbal, 1-0

Liga 2010/11, 13.ª jornada
6 de Dezembro de 2010
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 18.912 espectadores
Árbitro: Elmano Santos (Madeira)
Assistentes: Álvaro Mesquita e José Oliveira
4.º Árbitro: Humberto Teixeira
FC PORTO: Helton «cap.»; Fucile, Rolando, Otamendi e Rafa; Guarín, Belluschi e João Moutinho; Hulk, Falcao e Rodríguez
Substituições: Rodríguez por Rúben Micael (59m), Rafa por Sapunaru (74m) e Falcao por Walter (82m)
Não utilizados: Kieszek, Sereno, Castro e Ukra
Treinador: Vítor Pereira


V. SETÚBAL: Diego; Collin, Ricardo Silva «cap.», Valdomiro e Anderson do Ó; François, Hugo Leal, Neca e Gallo; Pitbull e Jaílson
Substituições: Gallo por Zeca (46m), François por Henrique (71m) e Anderson do Ó por Sassá (87m)
Não utilizados: Vargas, Zé Pedro, Michel e Zarabi
Treinador: Manuel Fernandes
Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Hulk (43m, g.p.)
Disciplina: Cartão amarelo a Collin (44m), Fucile (67m), Valdomiro (69m), Helton (75m), Otamendi (90m) e Neca (90m).


No rescaldo do vigésimo triunfo da época, sobre o Vitória de Setúbal (1-0), o treinador adjunto do FC Porto, Vítor Pereira, destacou o esforço dos jogadores azuis e brancos. Hulk admitiu que a equipa não esteve ao seu nível máximo, mas a vantagem de oito pontos sobre o segundo classificado foi preservada.
Vítor Pereira: «Tivemos uma primeira parte bem conseguida, contra uma equipa que praticamente abdicou de atacar na primeira parte. Havia uma grande aglomeração de jogadores atrás da linha da bola e poucos espaços. Fizemos 15 remates e tivemos oportunidades para construir outro resultado. Na segunda parte, a equipa ressentiu-se do esforço que teve em Viena e é compreensível que os jogadores tenham sentido algumas dificuldades do ponto de vista físico. Quando é assim, começamos a pensar mal o jogo. Houve uma equipa que fez tudo para ganhar, que assumiu as despesas do encontro do princípio ao fim. A outra equipa esperou pela segunda parte para crescer um bocadinho, através de bolas longas e de segundas bolas, criando-nos algumas dificuldades. É normal que tenhamos jogos mais bem conseguidos e outros menos conseguidos».

Para Vítor Pereira, a noite valeu pela resistência, pelo "espírito de sacrifício tremendo". "Os campeões fazem-se assim", referiu, no rescaldo da vitória que mantém os dragões invencíveis, a uma jornada do final de 2010. "Oito pontos de vantagem que vão retirando vantagem ao adversário, vão massacrando, é assim que temos de continuar. O FC Porto tem feito uma época excepcional. Os jogadores têm sido constantes, consistentes na qualidade do jogo, merecemos a época que estamos a fazer."
Hulk: «A equipa não esteve ao melhor nível, mas conseguimos os três pontos, que são o mais importante para nós. Vamos manter o nosso trabalho, para conseguirmos sempre os três pontos, esquecendo quem está em segundo ou terceiro, de modo a não errar».

domingo, 5 de dezembro de 2010

Rapid de Vilena 1 FC Porto 3

Os jogadores desta equipa de futebol do FC Porto foram neste jogo verdadeiros heróis ao conseguirem aguentar tal ritmo em condições climatéricas muito adversas, por isso os meus melhores cumprimentos e agradecimentos à equipa técnica  e a esta fantástica equipa de futebol!

Villas-Boas: "Nota positiva roça o ridículo"

Ainda o clássico de Alvalade a merecer destaque no Olival. Na conferência de Imprensa de ontem foi perguntado a André Villas-Boas se sabia qual a nota atribuída ao árbitro Jorge Sousa. "Não sei qual é...", foi a primeira reacção do treinador, que, de seguida, soube pelos jornalistas que tinha sido positiva (3,3 numa escala de cinco). Esboçou um sorriso e disparou. "Se é positiva, é ridículo. Como é que alguém pode ter uma nota positiva com uma exibição tão má como aquela, com influência directa no resultado nos mais variados sentidos... Obviamente que a vossa opinião pode ser diferente, mas, na minha óptica, se é positiva, roça o ridículo. A pessoa que a atribuiu devia ter um pouco mais de bom senso e de critério", explicou.  Para André Villas-Boas, o árbitro errou não só na validação do golo sportinguista, marcado aos 38' por Valdés, em situação de fora-de-jogo, mas também na apreciação de alguns lances e ainda na decisão de o expulsar. Daí não compreender a nota atribuída pelo observador, igualmente criticado. "Se a interpretação que tem em directo é essa, era melhor chegar a casa, rever o jogo e pensar bem no que está a fazer. Não se pode dar uma nota positiva a um árbitro que esteve tão influente no resultado como aquele", contestou o treinador.  No decorrer da segunda parte do clássico de Alvalade, corria o minuto 73, Villas-Boas irritou-se num lance entre Sapunaru e Vukcevic, acabando expulso por Jorge Sousa. Logo após o jogo, o treinador comentou a expulsão: "Disse ao árbitro que havia uma dualidade escandalosa de critérios".
PS - O meu comentário
Ó André, se calhar o Jorge Sousa teve nota positiva, precisamente por ter tido uma actuação vergonhosamente caseira...!
É que quem escolhe os observadores conhece perfeitamente a cor das camisolas que eles envergam... a sua (des)honestidade, a sua (falta de) isenção, os seus conceitos de ética desportiva! E ponto final.

Futebol em projecto - Fusão das ligas poderá ser o próximo passo da aliança ibérica

A aliança ibérica, que resultou na derrota para a Rússia na candidatura à organização do Mundial 2018, pode ganhar novos contornos com uma eventual fusão das duas ligas.

Os presidentes do organismo português e espanhola, Fernando Gomes e Jose Luis Astiazaran, já mantiveram contactos dentro e fora do âmbito da parceria ibérica ao Mundial2018, conversações que podem resultar num inédito campeonato organizado pelos dois "vizinhos".
Confrontada com esta possibilidade, fonte da UEFA explicou à Agência Lusa "não existe nos regulamentos nem nos estatutos nada que impeça duas ligas juntarem-se na organização de um só campeonato".
"No entanto, o primeiro passo terá sempre de ser dado pelos interessados. As duas partes têm de se entender primeiro, chegar a um consenso e enviar um plano detalhado para ser avaliado pela UEFA", explicou a mesma fonte.
Sem querer responder se uma eventual Liga Ibérica teria o aval imediato da UEFA, a mesma fonte reiterou que o organismo "patrocina e avaliza todos os projectos que permitam desenvolver o futebol".
Neste sentido, a mesma fonte lembrou também que a ideia não é singular na Europa, "pois, por exemplo, também a República Checa e Eslováquia mantêm conversações para fundir os dois campeonatos, embora nada de oficial tenha ainda chegado à UEFA.
De qualquer forma, uma competição Ibérica nunca começaria por uma liga unificada, mas sim pela disputa de um troféu entre os dois campeões nacionais.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Notas soltas significativas - Dignas de relevo

Destaques - Radamel Falcao: "Quero marcar uma era no Dragão";
Otamendi: Agora vê-se o grupo fantástico que temos, o que é o FC Porto, e isso parece evidente a cada jogo que passa. Independentemente de quem joga, todos dão sempre o máximo".
O patrão dos árbitros (Vitor Pereira) e o sistema actual
O cúmulo da pouca vergonha vai para... O observador do árbitro no Sporting vs F.C.Porto. Jorge Sousa fez uma arbitragem vergonhosa, com clara influência no resultado e leva nota de 3,3 - 0 a 5.
O André Villas-Boas já veio a público classificar de ridícula a nota positiva que o observador deu ao cagão do Jorge Sousa.
Eu afirmaria que é intelectualmente deshonesta esta classificação.
Claro que nós sabemos que o problema está em quem escolhe este tipo de observadores (observadores convenientes)! Ou seja, jogo viciado logo à partida. Escamotear, instrumentalizar, falsificar, está na intenção desta gente, de modo a favorecer os amigos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Liga Europa- SCP 1 Lille 0- Postiga com a mão põe a bola à disposição de Polga

Mais um golo falso como Judas para os calimeros, os chorinhas festejarem! Pelos vistos para as bandas de Alvalade a ética é palavra vã, vale tudo, e os meios justificam os fins!
O golo marcado pelo Polga ao Lille é ilegal, pois Postiga (trapaceiro) joga a bola com a mão antes de Polga marcar o golo. O Mickael Landreau fartou-se de chamar a atenção da equipa de arbitragem sem êxito.
Rudi Garcia - "Como é possível não terem visto mão de Postiga?"
Rudi Garcia não poupou a actuação da equipa de arbitragem no lance do golo leonino. "É a segunda época da Liga Europa com seis árbitros e isso não impede que se cometam erros. Prefiro quatro árbitros. Não percebo como é possível nenhum ter visto a mão de Postiga e mais grave é que não mostrou amarelo ao Postiga que seria expulso e, nesse caso, teríamos mais hipóteses, se fosse marcada falta", referiu o técnico do Lille, considerando que a equipa fez um "jogo sério". "Fomos aplicados. ...comentou o treinador do Lille.
PS - Quando afirmo que para os lados de Alvalade vale tudo, é tudo mesmo! Estou-me a lembrar da entrada assassina do Maniche sobre o seu colega de profissão João Moutinho. A qual com um juiz do apito minimamente corajoso seria cartão vermelho directo. Só que o Jorge Sousa pelos vistos só é capaz de sancionar (inventar faltas) nos lances que prejudiquem os Azuis e Brancos!
PS1 - O Villas-Boas não concorda, no entanto, com a decisão de Jorge Sousa. "Não sei se o relatório já está disponível. O que lhe disse foi exactamente aquilo que vos transmiti no final do jogo: disse-lhe que estava a desconfiar da escandalosa dualidade de critérios. Foi a expulsão [de Maicon], o golo ilegal... E parece-me que as pessoas querem apagar rapidamente o impacto que o trabalho do árbitro teve no resultado. Nesse sentido, penso que a minha expulsão está a tornar-se num factor de diversão. Mas, pelos vistos, vou continuar a ser expulso, se me continuar a dirigir aos árbitros. Não lhe disse nada de especial, e fico surpreendido quando vejo outros treinadores a dirigirem-se aos árbitros de forma injuriosa, agressiva e a roçar a agressão verbal. No meu caso, não foi isso que aconteceu, mas, como sou reincidente, e fui expulso com o mesmo resultado de Guimarães, agora diz-se que sou incapaz de lidar com a adversidade. Isso parece-me uma tremenda besteira".
Conclusão: relativamente ao FC Porto é comer e calar...!!! Só há uma palavra para definir quem assim actua: "escroques".

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Comunicado da FC Porto - Futebol, SAD

Na sequência das ocorrências no final do encontro de ontem entre o Beira Mar e o Benfica e que, segundo relata a Comunicação Social, terminaram com ameaças e escolta policial a um jornalista da TVI, a FC Porto – Futebol, SAD não pode deixar de recordar um rol de comportamentos que têm um clube e uma pessoa como denominadores comuns e que configuram perfis dignos de um filme sobre «gangsters».
1 – Agressão à estalada a um amigo do guarda-redes Moretto em pleno Aeroporto de Lisboa;
2 – Agressões a um cidadão junto à Caixa Geral de Depósitos de Telheiras, na sequência de um estacionamento indevido;
3 – Desrespeito pelo trabalho de um jornalista e agressão a um repórter de imagem da RTP à saída de uma reunião com Hermínio Loureiro. Os relatos dizem ainda que um dos intervenientes pegou no microfone da estação e o atirou ao chão;
4 – Agressão a pontapé ao Team Manager do FC Porto, verificada em plena área técnica do Estádio da Luz e que, apesar do esforço de um dirigente para, previamente, desviar o foco das imagens, ficou inequivocamente registada;
5 – Invasão de um estúdio da SIC no decorrer de um programa em directo.

Todos estes factos, sublinhe-se, têm sempre o mesmo emblema associado. Foram amplamente difundidos nos Média e rapidamente esquecidos, ao mesmo tempo que revelavam a urbanidade, o estilo e, acima de tudo, a credibilidade de quem os praticou e/ou comanda.

Porto, 29 de Novembro de 2010

O Conselho de Administração

Villas-Boas em três actos (Análise da táctica frente ao SCP)

À margem do resultado, houve um espectáculo táctico a sobressair no clássico. Paulo Sérgio amarrou bem a estrutura do costume (ou quase, porque faltou Álvaro Pereira...) na primeira parte, mas Villas-Boas encontrou resposta para contornar essas amarras e o FC Porto, além de marcar, deu, depois do intervalo, sinais de superioridade até à expulsão de Maicon. Com isso, Villas-Boas voltou a ser confrontado com a necessidade de reformatar o esquema
Laterais e médios não desequilibravam
1º Bem amarrados até ao intervalo
Um FC Porto com uma estrutura não muito diferente da habitual, apenas a novidade Emídio Rafael, encravou mais do que o costume na primeira parte. A pergunta é: porquê? A ausência de Álvaro Pereira é um bom ponto de partida, ou não fosse ele uma placa giratória de desequilíbrios com influência em todos os sectores. Emídio Rafael não igualou o nível de acutilância, o que é natural, e isso acabou por facilitar a tarefa do Sporting. Sem a muleta de apoio dos laterais (porque Emídio queria ser cauteloso e Sapunaru não abdicava de cuidados), André Santos e Maniche concentravam-se sem desvios num bloqueio eficaz a Moutinho e Belluschi, amarrando-os, sobrando ainda Pedro Emendes. Fernando, atrapalhado pelos avançados do Sporting e por ele próprio, como se percebeu nas desconcentrações de rigor no passe, não ajudava a desatar os nós. Consequência: Varela, Hulk e Falcao perdiam a alimentação do meio, e também não tinham laterais para tabelar. Houve uma excepção a abrir, quando Belluschi isolou Falcao e este falhou. Resultado: era preciso corrigir...
Recua Moutinho, avança Sapunaru
2 º Baralhar as peças para dar cartas
O FC Porto perdia ao intervalo e, pior do que isso, terminou a primeira parte com sinais de impotência para dar a volta ao resultado. Villas-Boas não fez substituições, mas foi capaz de mexer na equipa de forma eficaz. Começou por devolver a importância de Moutinho ao jogo do FC Porto, recuando-o no terreno; o médio colocou-se ao lado de Fernando e, com isso, ganhou metros para começar a pensar o jogo da equipa - aliás, foi ele que transportou e ofereceu a bola a Hulk no golo de Falcao. Mas há mais. Na ausência de profundidade pelas alas durante toda a primeira parte - Álvaro Pereira não jogou... -, Villas-Boas percebeu que Postiga não tinha capacidade para acompanhar as subidas de Sapunaru e "obrigou" o romeno a subir no terreno. Com isto, Hulk, que também passou a ter mais bola devido às mexidas no meio-campo - Belluschi assumiu a posição de 10 -, deixou de jogar em inferioridade numérica, uma vez que Sapunaru acrescentou presença ao ataque e anulou a zona de bloqueio lateral, de forma a oferecer mais espaço ao internacional brasileiro, como ficou demonstrado no golo.
Expulsão de Maicon condiciona
3 º O plano de emergência com dez
Golo do FC Porto, empate no jogo e nova mexida. Villas-Boas subtraiu o desinspirado Varela - acusou a ausência de Álvaro Pereira - e apostou em Guarín para dar músculo ao meio-campo. Não se chegou a perceber bem o impacto desta mexida, porque a expulsão de Maicon foi dois minutos depois. O treinador respondeu de imediato com a opção natural: retirou Falcao do jogo, acrescentou Otamendi ao centro da defesa e deixou Hulk sozinho, repetindo a fórmula usada na Turquia, com o Besiktas: 4x4x1, com Moutinho sobre a direita do meio-campo e Belluschi na esquerda. Perante a incapacidade demonstrada pelo Sporting para desequilíbrar, Paulo Sérgio foi mexendo na equipa, até juntar, aos 84', Saleiro a Liedson no centro do ataque, com Vukcevic na direita, Djaló na esquerda e Postiga um pouco mais recuado. Villas-Boas mandou mexer rapidamente: retirou Moutinho, acrescentou Fucile ao lado direito e desviou Sapunaru para o centro da defesa, sempre que as incidências do jogo a isso obrigavam.
HUGO SOUSA / PEDRO MARQUES COSTA n'OJOGO
PS - André percorreu dezenas e dezenas de vezes aquele rectângulo destinado aos treinadores. Coitados dos suplentes que estiveram atrás dele. Correram o risco de ficar com problemas no pescoço, tantas foram as vezes que tiveram de espreitar para a esquerda ou para a direita, porque à frente deles lá estava o treinador a dar instruções, quase sempre de pé. Raras foram as vezes que voltou ao banco para sentar-se. E constantes foram os momentos em que olhou para trás e conversou com o seu braço-direito, Vítor Pereira, com quem trocou impressões. Mas na maior parte do tempo foi vê-lo a andar de um lado para o outro, a saltar, berrar, incentivar. E festejou o golo de Falcao, que deixou o FC Porto no restrito lote de equipas invencíveis, como um verdadeiro adepto. Afinal de contas, consegue aliar a profissão à paixão.
PS1 - Golo (ilegal) do Sporting em fora de jogo
http://www.youtube.com/watch?v=Um0UG55OZjw
Agressão de Maniche a Moutinho:
http://www.youtube.com/watch?v=04i35IVWCl0
Falta inexistente de Maicon e consequente expulsão:
http://www.youtube.com/watch?v=H6pvH0Fi49U

domingo, 28 de novembro de 2010

SCP (Jorge Sousa) 1 FC Porto 1

Antes de mais estou revoltado e por conseguinte quero dar relevo à vergonhosa, miserável, actuação caseira deste juiz do apito (Jorge Sousa) , que à semelhança dos famigerados: Lucílio Bosta, Xistra etc..., expulsou injustamente o Maicon e não contente com isso ainda teve o descaramento (suficiente dose de estupidez) para expulsar o Villas-Boas, Técnico do FC Porto, por este se manisfestar contra os deficientes e extremamente caseiros critérios dele (jorge sousa), sim com letra pequena porque é um homem que não merece o atributo de homem com "H" grande. Validou um golo ao Sporting ilegal porque foi precedido de fora de jogo, além de me parecer que o Valdés dominou a bola com o braço antes de marcar. No julgamento dos lances,  na dúvida decidiu sempre a favor do Sporting e pareceu atemorizado com o fanatismo dos adeptos leoninos. Demonstrou não ter pedalada, coragem para apitar jogos grandes, ou seja, clássicos. Pois não teve presença de espírito suficiente para se alhear do ruido produzido pelos adeptos da casa e por conseguinte não resistiu à pressão do público para apitar com isenção. Em muitas alturas demonstrou medo do público da casa. Disciplinarmente foi uma imensa nódoa. E mais não digo por agora.
Há 50 anos que estou atento às incidencias do futebol, e, reparo que sempre que o FC Porto defronta o Sporting há sempre casos polémicos, casos de indisciplina por parte dos jogadores dos leões, surururus, e confusões. Podem dizer que é a minha condição de adepto do FC Porto a falar, porem o que é certo é que contra as outras equipas que disputam o campeonato Nacional de Futebol, salvo raras excepções, os problemas as confusões não se verificam. E isto acontece porque verifico é um facto que os sportinguistas, salvo raras excepções também, não têm fairplay. Quando não conseguem ganhar no futebol tentam ganhar na pancada. Neste jogo, estou-me a lembrar por exemplo, duma entrada (assassina) à margem das leis do Maniche por trás a um jogador do FC Porto, a qual segundo o regulamento era vermelho directo se o árbitro do encontro tivesse coragem, mas o que é facto é que não teve e o jogo prosseguiu. Por outro lado tenho a convicção que a expulsão do Maicon se fosse ao contrário o Jorge Sousa não teria tomates para a efectuar. Foram casos deste género que me levam a pensar, contra aquilo que eu julgava, que afinal o Jorge Sousa só é rigoroso para os jogadores dos Dragões! Os jogadores leoninos gosaram sempre de benevolência (foi permissivo para eles) deste juiz do apito quanto às faltas que cometiam e e extremamente rigoroso contra os Azuis e Brancos. À mínima que eles fizessem, ou até que os sportinguistas forjassem atirando-se para a piscina , caso exemplar do Liedson, lance que provocou a expulsão do Maicon (porque lá está, o árbitro devia estar longe e na dúvida como sempre,sancionou o atleta dos Dragões), o jorge sousa foi sempre muito rápido a sancionar!


Sporting - Rui Patrício, João Pereira, Daniel Carriço, Polga, Evaldo, Pedro Mendes (Saleiro, 83), André Santos, Maniche (Vukcevic, 69), Valdés (Yannick Djaló, 65), Hélder Postiga e Liedson.
Suplentes: Tiago, Torsiglieri, Saleiro, Yannick Djaló, Zapater, Nuno André Coelho e Vukcevic.
Treinador Paulo Sérgio


FC Porto - Helton, Sapunaru, Rolando, Maicon, Emídio Rafael, Fernando, João Moutinho (Fucile, 85), Beluschi, Varela (Guarín, 65), Hulk e Falcão (Otamendi, 71).
Suplentes: Beto, Guarín, Cristian Rodriguez, Fucile, James Rodriguez, Rúben Micael e Otamendi.
Cartões amarelos Pedro Mendes (21), Fernando (31), Helton (38), Hulk (68), Evaldo (73), Yannick Djaló (82), Otamendi (90+1) e Hélder Postiga (90+3). Cartão vermelho direto para Maicon (68).
Treinador André Villas-Boas


O Tribunal de O JOGO
Erro com influência no resultado
Os especialistas de O JOGO são unânimes a considerar que o golo do Sporting é irregular, pois Valdés estava em fora-de-jogo no momento da abertura de Rui Patrício. No lance de Maniche sobre João Moutinho, Coroado e Pedro Henriques entendem que o médio leonino justificava vermelho, e Paulo Paraty diz que deveria ter sido mostrado no mínimo o cartão amarelo. Na expulsão de Maicon, só Pedro Henriques aceita a decisão do árbitro.


André Villas-Boas – “Foi uma verdadeira caça ao homem"
A convicção de André Villas-Boas não deixava margem para dúvidas no final do jogo: "Com onze jogadores poderíamos ter dado a volta ao resultado. A expulsão obrigou-nos a mudar e a partir dali, os objectivos passaram a ser outros. O Liedson é um jogador experiente, que sabe utilizar o mínimo contacto para cair e parece-me que isso aconteceu". Sem beliscar o mérito do Sporting na primeira parte, o técnico do FC Porto sublinhou outro facto: "O empate aqui, nesta casa, frente a uma equipa que luta pelo título, como o Sporting, que à 12ª jornada está a 13 pontos de distância, é considerável e deixa-nos com satisfação". A verdade é que hoje o Benfica pode aproveitar para encurtar a distância. "Vamos esperar e ver o que o Benfica é capaz de fazer", frisou. Depois, Villas-Boas defendeu-se com os critérios de análise da Comunicação Social nos lances mais polémicos, que espera ler hoje, antes de comentar a sua expulsão: "Disse ao árbitro que havia uma dualidade escandalosa de critérios". Sublinhou ainda os níveis de agressividade do Sporting: "Surpreendeu". E foi mais longe, criticando a marcação a Moutinho: "Quando da agressividade se passa a agressões e à caça ao homem, isso deixa de fazer sentido e o árbitro deve controlar a situação. Foi verdadeira caça ao homem, agressões atrás de agressões, pisadelas, acho que ficaram por mostrar mais amarelos e vermelhos. Não quero fazer disto caso do jogo, nem tirar qualquer mérito à forma como o Sporting se apresentou na primeira parte, agressivo de forma surpreendente, motivado, limitando os nossos espaços e a nossa construção, houve uma primeira parte boa do Sporting e uma segunda parte boa nossa. Era um jogo que queriam ganhar e que teria o efeito de fazer renascer a equipa, mas é um empate pesado para o Sporting". Em relação ao golo dos leões, recorreu à televisão "Acho que é fora-de-jogo evidente, pelas imagens parece claro, digo apenas as palavras que ouvi na Sport TV, para não parecer que fui eu que as disse, mas o golo é irregular". O FC Porto saiu de Alvalade invencível e numa situação que pode motivar ainda mais os adversários: "É verdade que motiva. Sabemos que será difícil terminar o campeonato sem derrotas. Equipas que terminam o campeonato sem derrotas roçam a perfeição e nós ainda temos um longo percurso a fazer".
Varela reprova arbitragem  - Para Varela, também ex-Sporting, a recepção a Moutinho foi "normal". "Ainda não falei com ele, mas acho que foi tudo normal, tirando as maçãs", disse. Menos normal terá sido a arbitragem. "O árbitro deixou passar lances que eram a nosso favor e dificultou-nos o trabalho. O golo do Sporting é em fora-de-jogo", sublinhou o extremo. Apesar do empate, o FC Porto mantém a invencibilidade. "Acabou por ser um bom resultado num campo difícil", assinalou Varela.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Fé na ciência do Villas-Boas para obtenção da vitória em Alvalade

Acredito que vai ser um jogo difícil, contra um opositor difícil, e num campo em que os adeptos do leão se vão esfarrapar todos para tentarem influenciar o Juiz do apito. Só espero que o Jorge Sousa não se deixe contagiar (influenciar) pelos adeptos do Sporting e evidencie coragem suficiente para decidir penalizando tudo que for contra as leis do futebol. Se conseguir seguir as jogadas de perto de modo a ajuizar com justiça e apitar sem medo, o jogo será um grande hino ao futebol! 
Dito isto termino referindo: que ganhe o melhor, mas que o melhor seja o FC Porto.

André Villas-Boas - Um Técnico fora de série

O Génio de Villas-Boas - Observador de adversários "muito à frente" - Desfazendo-se em elogios a André Villas-Boas, o seu homónimo jogador só com um "l" recordou o tempo em que operaram juntos no FC Porto sob o comando de Mourinho. "O André Villas- Boas não estava muito dentro do balneário, pois na altura estudava os adversários. O que mais retive dele foi esse mesmo trabalho. Nós, jogadores, tínhamos no cacifo relatórios semanais das equipas que íamos defrontar. Eram detalhados. Quem os lesse ficava com noção do saber do André. Já se via que estava muito à frente."

Antes do Clássico - Prognósticos de quem anda no futebol

Paulo Sérgio

"Momento do FC Porto deve-se a Villas-Boas"

Sem dúvidas quanto ao cunho pessoal incutido por Villas-Boas na (pelo menos até esta fase) irresistível formação dos dragões, o rápido ponta do Olhanense considerou: "O momento do FC Porto também se deve ao seu trabalho. É um treinador jovem, muito ambicioso, competente, e que faz da sua equipa a que melhor joga no campeonato. Não é possível separar estes dois aspectos. O discurso e a competência de André Villas-Boas estão aí para todos verem."


André Vilas Boas

"Paulo Sérgio não tem medo e é bom!"

Num comentário ao trajecto do treinador Paulo Sérgio, o vila-condense tem apreciado a atitude do lisboeta no banco verde e branco, pesem as dificuldades encontradas por este Sporting ao longo da temporada. "É bom treinador! Merece respeito e atenção pela forma como tem vindo a subir a pulso na sua carreira, transitando de patamar gradualmente. Assumiu o maior desafio no Sporting e tem-se mostrado sempre profissional e dedicado, sem medo de encarar os problemas", observou.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

FC Porto - Futebol, SAD apresenta orçamento de 95 milhões ref.exercício de 2010/11

A SAD do FC Porto apresenta esta tarde, em sede de Assembleia-geral de Accionistas, um orçamento que prevê proveitos de 94,7 milhões de euros e um lucro líquido de 2,1 milhões referente ao exercício de 2010/2011.
O maior orçamento da história do futebol português será votado hoje à tarde e prevê, segundo o documento a que a Lusa teve acesso, a participação na próxima edição da Liga dos Campeões, com uma receita orçamentada de 10,54 milhões de euros.
Os direitos televisivos, segundo a mesma proposta, representarão 9,3 milhões de euros, a bilheteira 11,75, dividida entre bilhetes anuais (4,25), bilhetes normais (4,08) e quotização (3,42), e patrocínios de 10,7 milhões.
A receita mais expressiva, no entanto, continua a ser a gerada pela transferência de jogadores, de 47,37 milhões de euros, metade do total de proveitos previstos.
Para realizar este total, a FC Porto SAD precisa de encaixar até 30 de Junho de 2011, final do exercício, 12,37 milhões de euros, pois para este número entram as transferências de Bruno Alves para o Zenit por 22 milhões de euros e de Raul Meireles por 13 milhões para o Liverpool, consumadas em Agosto passado.
O total de custos operacionais da SAD azul e branca será de 88,03 milhões de euros, sendo que a maior fatia continua a pertencer aos custos com o pessoal, orçada em 40,26 milhões, em linha com as últimas épocas.
Para amortizações e reforço do plantel o orçamento disponibiliza 26,25 milhões de euros, números também ao nível das últimas temporada.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Taça de Portugal, quarta eliminatória - Moreirense 0 FC Porto 1


21/11/2010 - FALCAO RESOLVEU
O FC Porto segue em frente na Taça de Portugal, depois de vencer no terreno do Moreirense, por 1-0. Falcao saiu do banco para marcar o único tento do encontro, na recarga a um potente remate de Belluschi. Os Dragões, vencedores das últimas duas edições do troféu, continuam em busca do «tri». O encontro de Moreira de Cónegos foi marcado pela luta. Num relvado de dimensões reduzidas, a equipa da casa apresentou-se de forma extremamente aguerrida e compacta, segurando assim o ataque dos Dragões, que tiveram o domínio da posse de bola. Os azuis e brancos foram moendo a oposição adversária até furarem a «muralha» com o tento do colombiano.
Ainda assim, o FC Porto poderia ter chegado ao intervalo na frente do marcador. Aos 23 minutos, Pintassilgo derrubou Hulk na grande área, mesmo nas barbas de Paulo Baptista. Ficou um penalti por assinalar. Um minuto depois, o árbitro assinalou falta e mostrou cartão amarelo a Maicon, num lance similar, pouco depois da linha de meio campo.
De qualquer forma, os Dragões, que nunca perderam o controlo do encontro, foram-se aproximando cada vez mais da área contrária. A resistência dos locais foi recuando no terreno e, na parte final da primeira parte, o golo esteve muito próximo: primeiro foi Hulk a criar perigo, num cruzamento-remate; depois, Belluschi ultrapassou vários adversários, combinou com Walter e atirou ligeiramente ao lado da baliza de Tigrão; por último, Walter rematou para defesa do guarda-redes da casa.
No início do segundo tempo, manteve-se a mesma toada. Logo no primeiro minuto, Hulk cruzou para o segundo poste, onde Ukra cabeceou para uma defesa difícil de Tigrão. Apesar do Moreirense apenas ultrapassar esporadicamente a linha de meio campo, o tento portista só chegou aos 75 minutos: um «tiro» de Belluschi foi desviado para o poste pelo guardião do Moreirense, mas Falcao estava lá para a recarga. O FC Porto estava finalmente na frente. Até ao apito final, nada mais de relevante aconteceu. Os portistas guardaram a bola, enquanto que a equipa da casa já não tinha forças para mais. Por mérito da organização do Moreirense, o FC Porto venceu apenas pela margem mínima. Porém, os Dragões também não esperavam facilidades e mostraram que não facilitam. Segue-se novo desafio da Liga, frente ao Sporting, no próximo sábado.
 Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos
Árbitro: Paulo Baptista (AF Portalegre)- Assistentes: José Braga e Luís Tavares
Quarto árbitro: Pedro Ferreira
FC PORTO: Beto; Sapunaru, Rolando, Maicon e Rafa; Guarín, João Moutinho e Belluschi; Hulk «cap.», Walter e Ukra
Substituições: Ukra por Falcao (56 m), Walter por Rúben Micael (67m) e Moutinho por Castro (85m)
Não utilizados: Kieszek, Fucile, Sereno e James
Treinador: André Villas-Boas
MOREIRENSE: Roberto Tigrão; Zé Alberto, André Micael, Anilton e João Vicente; Francisco Castro «cap.», Pintassilgo e Eriverton; Edson, Antchouet e Renato Santos
Substituições: Pintassilgo por Lico (75m), Eriverton por Bobô (82m) e Renato Santos por Luís Pinto (88m)
Não utilizados: Ricardo Ribeiro, Pinto, Castanheira e Lourenço
Treinador: Jorge Casquilha
Ao intervalo: 0-0 - Marcadores: Falcao (75m) - Disciplina: cartão amarelo para Maicon (24m), Guarín (49m), Francisco Castro (49m), Sapunaru (69m), Rolando (91m) e Beto (93m).

Destaques - Num campo difícil e contra um adversário aguerrido esta equipa do FC Porto sentiu muitas dificuldades para conseguir bater o Moreirense.
Por exemplo: nota-se que o Walter é jogador, porem ainda lhe falta adaptar-se ao ritmo do futebol europeu. Também foi evidente que Rafa embora não comprometendo, contudo não fez esquecer o Álvaro Pereira. No meio campo o Guarin não actuando mal ainda não consegue ser tão consistente a defender como o Fernando, o que obriga a equipa a preocupar-se com este facto, pelo que Moutinho tem de compensar muitas vezes esse relativo menor rendimento do colega (Guarin). Ukra apesar dos seus bons apontamentos, é outro dos elementos que não conseguiu fazer esquecer o Varela.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Os italianos cobiçam André Villas-Boas

Difundida a notícia com base no que se escreve em Itália, resta avaliar as possibilidades que André Villas-Boas tem de sair do FC Porto. Cenário remoto, para não dizer mesmo impossível. O próprio, portista assumido, já confessou estar na sua cadeira de sonho e, em início de carreira, está apostado em ganhar títulos e cimentar uma posição no futebol português e europeu. A possibilidade de trabalhar no estrangeiro não faz parte dos planos imediatos de André Villas-Boas.
Quanto à posição da SAD, é mais ou menos a mesma do treinador. A possibilidade de o clube recuperar o título nacional e a esperança de uma boa campanha na Liga Europa, pensando-se mesmo na final de Dublin, são as primeiras etapas de um contrato que tem ( para já...) a duração de duas épocas. Quanto mais não seja, as notícias italianas vão-lhe massajando o ego.