terça-feira, 8 de junho de 2010

Possíveis reforços de quem se fala para o FC Porto

Babá, Djalma  e Klever, três jogadores do Marítimo, todos eles rápidos e tecnicistas.
Então o Kleber parece-me que poderia ser um bom reforço. Pois acho que é um jogador diferente do Falcao e que seria uma boa alternativa ou até para jogarem juntos, possibilitando o ataque dos Dragões dum outro tipo de lance ofensivo.
Walter do Internacional de Porto Alegre é definido como um jogador de raça e tecnicamente desenvolvido que pode jogar em qualquer posição do ataque, e, com boa aptidão para finalizar.
PS - Lima (Belenenses)
Com que então os dirigentes do FC Porto não se interessaram pelo Lima do Belenenses um avançado rápido com bom controle de bola e rematador! Consta-se que ele vai explodir em Braga!

Conselhos cultural e de filiais tomam posse

Depois dos órgãos sociais, hoje é a vez de o Conselho Cultural e o Conselho de Filiais e Delegações tomarem posse. A cerimónia está marcada para as 18h30, no Estádio do Dragão, e vai ter a participação de Pinto da Costa. O Conselho Cultural é presidido por Álvaro Pinto e conta ainda com as presenças de Isabel Pires de Lima, Amândio Secca, Guilherme Macedo, Justino Santos, Fernando Rocha e Fernando Oliveira. O Conselho de Filiais e Delegações é liderado por Alípio Jorge, que vai ter os contributos de Manuela Aguiar, Luzia Godinho e Paulo Teixeira.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A posição de trinco na equipa, Fernando e outro visto por Villas-Boas

Bem mais adepto da posse de bola do que Jesualdo Ferreira, Villas-Boas pretende um meio-campo mais dinâmico, de posições até certo ponto intermutáveis, que vá compensando as subidas de um com as descidas de outro, que se aproxime do ataque e saiba trocar a bola. Nada que, como se pode ler nas páginas seguintes, seja estranho aos próprios princípios do clube desde há mais de uma década.
Outra das convicções do treinador é que a alteração dos hábitos de treino será suficiente. Fernando joga exactamente como Jesualdo Ferreira lhe pedia que jogasse, em contenção, numa zona bem delimitada e sem passaporte para arriscar mais do que uns metros nas áreas proibidas - condições essenciais na função de cobertura, cem por cento posicional, que ocupava no modelo anterior.
Independentemente do que vier a suceder na fase larvar do novo Fernando, o trinco que o FC Porto contratar será um jogador dentro destes parâmetros.
Fernando chegou ao FC Porto aos 19 anos, já internacional sub-20 pelo Brasil, embora ainda na vigência de uma suspensão de um ano por agressão a um árbitro durante o apuramento para o Mundial do Canadá. Chegado de Vila Nova de Goiás directamente para a pré-temporada com Jesualdo, começou por jogar mais vezes a lateral-direito do que na sua posição de origem - na altura, colocada fora do alcance pela presença de Paulo Assunção - e seguiu depois, por empréstimo, para o Estrela da Amadora, onde facilmente blindou o lugar no onze. De regresso ao FC Porto, só depois de chumbada uma primeira experiência com Guarín pôde pegar no leme. Agora terá de aprender a pegar-lhe de outra maneira.
Extracto de José Manuel Ribeiro n'OJOGO 

PS - O ABC dos treinadores à Porto 

André Villas-Boas, Vítor Pereira e José Mário Rocha, três dos cinco elementos da nova equipa técnica dos dragões, foram todos, efectivamente, formados para ser treinadores à Porto. O grande responsável pelo conceito foi Ilídio Vale, antigo coordenador do futebol jovem dos dragões, e actual seleccionador nacional dos sub-19. Havia uma série de requisitos a respeitar, uma ideia de jogo comum e um modelo bem definido. O lema era "sem formar treinadores à Porto, não há jogadores à Porto". Na cerimónia de apresentação como sucessor de Jesualdo Ferreira, mais do que qualquer outra coisa, Villas-Boas destacou a importância de um corpo comum de ideias transversal a toda a equipa técnica. Ideias, na verdade, contemporâneas de Bobby Robson no FC Porto, no longínquo ano de 1994. Nessa altura, o departamento coordenado por Ilídio Vale estabeleceu os requisitos: os candidatos tinham de possuir bons conhecimentos de futebol, muita ambição, grande capacidade de comunicação e sobretudo paixão, bem como o conhecimento do estágio de desenvolvimento dos jovens e, claro, a obrigatoriedade de perfilharem a ideia de jogo defendida pelo clube. Uma regra importante do processo de formação do treinador à Porto era que nenhum podia ser técnico principal sem primeiro ter passado pela experiência de ser adjunto, para garantir plena identificação com o clube. Uma espécie de construção progressiva do conhecimento futebolístico. As excepções, na altura, foram João Pinto e Madjer, integrados directamente como treinadores principais, à semelhança de Pedro Emanuel esta época. Depois, no trabalho de campo, os treinadores obedeciam a um modelo de jogo comum (ver sete princípios à parte), sendo o mais importante a procura e a criação de um jogador agressivo e inteligente, um aspecto mais valorizado até do que a habilidade. A uniformização de métodos de trabalho na busca de um conceito de jogo semelhante a todas as faixas etárias era o grande objectivo. Para isso, havia um documento estipulando situações de treino que todos deviam colocar em prática. Villas-Boas que, ainda na fase embrionária do projecto, foi proposto ao departamento por Bobby Robson veio a calhar. Na altura, Ilídio Vale procurava justamente gente jovem para formar os tais treinadores à Porto. Sem critérios escritos ainda, o vizinho do treinador inglês não teve de passar por grandes testes e quando os candidatos começaram a ser avaliados foi-lhe dada igualdade de oportunidades. Quem o acompanhou na altura, destaca-lhe acima de tudo, o gosto pelo risco e pela experimentação.

Só eram aceites os mais comunicativos e com paixão pelo futebol

Como os responsáveis azuis e brancos entendiam que para formar jogadores à Porto seria preciso ter treinadores à Porto havia requisitos a cumprir para entrar na estrutura. Numa fase inicial era necessário que os aspirantes tivessem bons conhecimentos de futebol, naturalmente, mas que fossem mesmo apaixonados pelo jogo. Tinham de ser muito ambiciosos, ter uma enorme capacidade de comunicação e era fundamental conhecer o estágio de desenvolvimento dos jovens. Se a ideia de jogo dos candidatos fosse distinta da filosofia do clube eram logo colocados de parte. Havia reuniões semanais para garantir uma perfeita harmonia de ideias.
Jogadores inteligentes à frente dos habilidosos
A filosofia implementada na formação do FC Porto ao tempo em que Villas-Boas, Vítor Pereira e José Mário integravam o departamento - na altura coordenado por Ilídio Vale, actual seleccionador dos sub-19 - não descurava, naturalmente, a criatividade, mas preferia privilegiar outro aspecto: a inteligência dos atletas. Formar jogadores inteligentes para um futebol inteligente era o objectivo, a ponto de favorecer essa qualidade em detrimento do talento natural. Os jovens futebolistas eram encorajados a pensar fora das funções que tinham em campo e mesmo do sistema implantado na equipa. Era evitado a todo o custo que ficassem demasiado amarrados a um papel no onze ou crescessem incapazes de assumir as acções de um colega noutra posição, em qualquer momento do jogo. O investimento nesse padrão mental era muito elevado, aliás a defesa do princípio era uma das prioridades do departamento de formação, a par da agressividade, no bom sentido: outra característica essencial nos jogadores.
Popularidade já é evidente
No jogo dos juniores, que também foi seguido com atenção por Manuel Machado (treinador do Guimarães), Villas-Boas distribuiu autógrafos e tirou fotografias com adeptos portistas.

TOMAZ ANDRADE / CARLOS GOUVEIA n'OJOGO

domingo, 6 de junho de 2010

"A minha opinião" por José Peixoto

Senhora da Hora, 04 de Junho de 2010
A minha opinião…
A aposta do Presidente (!?)
Mais uma vez, à  laia de caça talentos, JNPC surpreendeu ao contratar para treinador principal da equipa do FC Porto o jovem (promissor) André Villas-Boas. Dentro do universo azul e branco muita gente ficou cheia de cepticismo em relação a esta aposta, muita gente, também, ficou cheia de curiosidade em ver o trabalho que irá ser desenvolvido e muita outra gente, dentro e fora do nosso universo, diz que acredita no Presidente pois do alto dos seus setenta anos foi capaz de acreditar nas potencialidades dum jovem que, apesar de querer afirmar o seu estilo, próprio e legítimo, bebeu muito do saudoso Bobby Robson e, em particular, do special one José Mourinho. Depois aparecem os críticos, os invejosos, as aves agoirentas de penugem vermelha, que acham muito bem na medida em que um treinador sem grande experiência lhes dá, desde logo, garantias de que para o ano vão ser favas contadas…
Sem dúvida que esta contratação é uma aposta de risco. Não o foi a aposta em Mourinho quando JNPC o foi buscar a Leiria no ano da graça de 2002? Deu ou não certo essa aposta e o feeling que o Presidente teve nessa altura? Vamos acreditar no fogo do dragão, aquele fogo em que se têm forjado muitos campeões, cá dentro e fora de portas…
Caros consócios e simpatizantes, adeptos ferverosos deste que é o Melhor clube de Portugal e dos melhores da Europa, acreditem e apoiem o novo treinador, formulem votos de que venha a ter os maiores sucessos pessoais e profissionais para que, assim, possamos ver o reflexo do seu trabalho materializado em brilhantes vitórias e títulos.
O novo treinador, a partir de agora, é o nosso treinador, é o treinador de todos os portistas. No acto de apresentação teve o descernimento feliz de não dizer que o FC Porto, na próxima época, seria campeão. Agora está na moda clonar o Mourinho e dizer: na próxima época seremos campeões nacionais. André Villas-Boas, do meu ponto de vista, mostrou traços de inteligência e, apesar de jovem, alguma maturidade. Disse, mais ou menos isto: o meu compromisso, no FC Porto, é com as vitórias.
Muitas felicidades André e muitos éxitos para o nosso FC Porto!...   
José Peixoto
Sócio 4450 do FCP

Voz aos Treinadores assistentes

05/06/2010
Uma vez apresentado o treinador André Villas-Boas, o www.fcporto.pt dá agora a palavra aos assistentes que compõem a equipa técnica. Vítor Pereira, Pedro Emanuel, José Mário Rocha e Wil Coort falam sobre o novo desafio azul e branco.
 
Vítor Pereira: «Regresso ao clube do coração»
«É o regresso à casa onde me formei como treinador e ao meu clube do coração. Todos aqueles que têm a possibilidade de por cá passar pensam um dia regressar. Deram-me a oportunidade de o fazer e eu quero aproveitá-la, retribuindo com qualidade de trabalho e com títulos. É, obviamente, um momento feliz para mim, mas só o ficarei realmente quando somar vitórias e campeonatos. Só vou sentir-me plenamente feliz quando contribuir para a conquista de títulos. E tenciono fazê-lo num contexto que me agrada, com pessoas que falam a mesma linguagem que eu e num clube que reúne todas as condições para se poder desenvolver um trabalho sério e competente. É também uma oportunidade de valorização, de crescer como treinador.»
Pedro Emanuel: «Equipa técnica motivada»
«O meu pensamento, neste momento, é contribuir da melhor forma, pelo conhecimento que tenho do clube e do plantel, para que esta equipa técnica faça um trabalho consistente e válido, dentro do que é esperado. Em primeiro lugar, é importante construir um grupo forte. Esta equipa técnica está extremamente motivada e identificada com o líder: ao pensarmos todos da mesma forma, é mais fácil trabalhar e fazer passar a mensagem. Este é um clube grande, que pensa sempre em vitórias, por isso vamos encarar cada competição sempre com os objectivos mais altos.»
José Mário Rocha: «É um marco histórico»
«Posso orgulhar-me, porque estou a completar um percurso que começou nos Sub14 do FC Porto, tendo, a partir daí, trabalhado em todos os escalões até atingir a equipa profissional. Julgo que se pode falar num marco histórico a propósito da oportunidade que o FC Porto proporcionou ao André. Villas-Boas e, por arrasto, a mim, depois do trabalho que desenvolvemos na Académica. E o prazer é redobrado, pelo facto de tudo isto acontecer no clube que eu amo.»
Wil Coort: «Novo desafio»
«Estou muito contente por continuar no FC Porto, gosto muito de trabalhar aqui. Este é um grande clube, organizado e com todas as condições para trabalhar. Penso que, com esta equipa técnica, temos em mãos um novo desafio. É muito importante continuar no clube para concretizar o meu objectivo: fazer uma boa formação dos guarda-redes e prepará-los para a primeira equipa.»

Tabela dos jogos da Primeira Fase da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul

Jogos do Grupo G
15/06 - 11:00 - Costa do Marfim x Portugal
Nelson Mandela Bay Stadium, Port Elizabeth

15/06 - 15:30 - Brasil x Coreia do Norte
Ellis Park, Joanesburgo

20/06 - 15:30 - Brasil x Costa do Marfim
Soccer City Stadium, Joanesburgo

21/06 - 08:30 - Portugal x Coreia do Norte
Cape Town Stadium, Cidade do Cabo

25/06 - 11:00 - Coreia do Norte x Costa do Marfim
Mbombela Stadium, Nelspruit

25/06 - 11:00 - Portugal x Brasil
Moses Mabhida Stadium, Durban

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sê bem-vindo, Villas-Boas

Villas Boas o Técnico escolhido para suceder a J. Ferreira.
Apesar de toda a sua competência já reconhecida por grande parte das gentes do mundo do futebol, como ele bem sabe não basta... por isso aproveito aqui estas singelas linhas para da minha parte também lhe desejar toda a sorte do mundo, na difícil tarefa que lhe foi confiada e que agora vai encetar.
Quero chamar a atenção dos portistas que desconfiam que há falta de mérito no Villas-Boas devido à sua ainda pouca experiência, que se trata duma personalidade com bagagem científica, licenciado em estatística e que além da sua competência em assuntos do futebol é um jovem inteligente e um treinador evoluído. Não tendo nada a ver com os treinadores empíricos existentes em Portugal.
Dúvidas - A única dúvida que tenho em relação à capacidade do Villas-Boas para treinar o FC Porto prende-se com o facto de não saber como vai conviver com a facciosa Comunicação Social (benfiquista). Como vai reagir às provocações destes. Se vai conseguir impor-lhes respeito.
E relativamente às arbitragens qual será a sua atitude/reacção quando se aperceber que o clube Azul e Branco é muitas vezes espoliado, prejudicado, alvo de arbitragens grosseiras, quando se aperceber que os árbitros na dúvida decidem sempre contra os Dragões, quando certos árbitros utilizarem dois critérios diferentes nos jogos um contra o FC Porto e outro a favor dos adversários dos Dragões.
PS - Uma sugestão
Dada a conjuntura actual do processo evolutivo dos sub-19 que não é famosa, o Villas.Boas devia também supervisionar a formação principalmente a equipa dos sub-19.

André Vilas-Boas: Ser treinador exige coragem

"Futebol é espectáculo e criatividade, mas também é organização, critério e eficácia. Organização não quer dizer tédio, mas sim disciplina, inteligência, pensamento e conhecimento". A definição é de André Villas-Boas e foi escrita pela mão do próprio nas páginas de O JOGO. Há algo de comum em quase todos os testemunhos que se recolhem junto de quem privou com o novo treinador do FC Porto: gosta de viver, falar e pensar futebol. É um apaixonado pelo jogo e, mesmo que faça questão de sublinhar frequentemente que não vive exclusivamente para ele, não resiste a discuti-lo, a analisá-lo e a decompô-lo com a minúcia de um relojoeiro sempre que a oportunidade se proporciona. O JOGO proporcionou-lhe a oportunidade duas vezes: no Mundial de 2006 e no Europeu de 2008 André Villas-Boas foi nosso colunista e foi nestas páginas que desvendou um pouco da sua personalidade e dos seus conceitos sobre futebol, numa altura em que a carreira de treinador principal ainda era apenas uma intenção. Conceitos como o da importância do treino. "Quando o processo de treino é orientado de maneira correcta e quando a essência do treino é o jogo, no próprio jogo as vitórias acontecem e até parecem fáceis. Depois introduzimos o lado estratégico e específico dessa partida e "afinamos" a equipa para surpreender o adversário", escreveu em 2008, revelando parte do seu método de trabalho e acrescentando que "é importante que os jogadores saibam onde podem criar mais dano e por essa razão a preparação dum jogo tem de ser levada duma forma séria, racional e com total concentração de todos". Ora, o perfeccionismo no treino e a minúcia na preparação dos jogos são precisamente duas das qualidades que lhe atribuem os jogadores que trabalharam com ele. De resto, também revelou nestas páginas algumas diferenças em relação aos conceitos defendidos, entre outros, por Jesualdo Ferreira para o futebol de ataque. Onde uns defendem as transições rápidas, Villas-Boas fala em "organização, criatividade, posse e verticalidade" apesar de admitir que "no futebol há muitas maneiras de se chegar ao sucesso". "Pode ser-se um bom líder e um mau treinador e vencer e pode até ser-se um mau treinador e um péssimo líder e contudo fazer alguma coisa. O que é difícil é ser-se constantemente vencedor. Para se chegar lá é preciso classe, organização, competência e, por vezes, nem isso é suficiente" sublinhava em 2008, muito antes de se adivinhar ao leme do FC Porto. O que já adivinhava, mesmo nessa altura, eram as dificuldades que esperam qualquer treinador de futebol e falava da necessidade de ter... coragem. "Pede-se sucesso instantâneo mas dá-se pouco tempo de vida ao treinador. As exigências são máximas e tudo é criticado, os riscos que se correm são grandes e, portanto, o medo de inovar é enorme. Resumindo, é preciso ter mesmo muita muita coragem". Uma coragem que vai ter o seu primeiro teste de fogo esta tarde, pelas 13 horas, quando André Villas-Boas enfrentar a sua primeira conferência de Imprensa como treinador do FC Porto. Jorge Maia n'OJOGO 
Stop aos malabarismos nas alas - Apesar da maior parte dos conceitos revelados por André Villas-Boas nas crónicas escritas para O JOGO serem mais ou menos genéricos, o técnico revelou algumas ideias curiosas sobre posições específicas. Os alas, por exemplo, merecem-lhe uma atenção particular. "Não há nada mais fascinante do que os duelos entre alas e laterais adversários. Normalmente, o objectivo destes duelos é ter produto final, é ser capaz de passar pelo adversário e encontrar um colega em posição de finalização na grande área, ou então mudar de direcção e vir para dentro rematar. O que não interessa são os malabarismos excessivos. Não interessa parar em frente ao adversário e usar uma parafrenália de adjectivos que lhe dão mais tempo para se recompor, tentar o corte ou pôr a cobertura em posição. Menos interesse têm os malabarismos se apesar de se ter passado pelo adversário e pela sua cobertura, o cruzamento sai para trás da baliza ou o remate é bloqueado porque o defesa teve tempo de reajustar o seu posicionamento". À atenção de Hulk e Varela... 
Defesas Laterais que se complementam - A tendência ofensiva dos laterais e a capacidade que têm para projectar o jogo ofensivo da equipa em profundidade é um dos aspectos mais discutido do futebol actual. André Villas-Boas tem uma visão muito própria sobre o funcionamento ideal desses elementos, pensando os dois em conjunto enquanto peças do bloco defensivo e não como elementos independentes entre si. Nesse sentido, o técnico defende que se privilegie o ataque por um dos lados evitando o risco de desequilíbrios que poderiam resultar do adiantamento de ambos em simultâneo. "O futebol moderno permite constatar dois tipos de comportamentos diferentes nos laterias. Uns, como Bosingwa ou Lahm, estão virados para a profundidade e outros como Paulo Ferreira ou Ooijer garantem o equilíbrio e jogam mais a partir da posição. Normalmente, os dois tipos, os mais posicionais e os mais agressivos, coexistem na mesma equipa, privilegiando-se um dos lados de forma mais agressiva. O risco de projectar os dois ao mesmo tempo no futebol actual é bastante elevado, principalmente quando os adversários, através do estudo antecipado, percebem que podem ter por aí uma saída em transição ofensiva". Para o bloco de notas de Álvaro Pereira. 
Trinco com dinâmica ofensiva - Vilas-Boas tem uma visão muito particular sobre o papel do "pivô defensivo" ou "trinco" Para o novo técnico do FC Porto, é fundamental conseguir tirar o "defensivo" ao pivô, atribuindo-lhe maiores responsabilidades ofensivas. "Um dos dilemas com que se deparam os treinadores que jogam com pivôs defensivos é a liberdade concedida a esse jogador em posse de bola. O ideal será que ele jogue vertical e horizontalmente, que não só divida o jogo de um lado para o outro do campo, mas que tenha a dinâmica para penetrar ou a visão para encontrar o passe de penetração. Depois, em organização defensiva, tem de ser capaz de cobrir os outros dois médios, compensar um lateral subido e ditar momentos de pressão em transição defensiva. O que se pretende é atribuir-lhe mais liberdade de penetração e torná-lo mentalmente mais agressivo. Para isso é preciso mexer na organização defensiva da equipa e criar mecanismos de compensação, é preciso ter coragem, assumir riscos e ser mais ofensivo". Fernando fica avisado. 
O que escreveu André Villas-Boas nas páginas de O JOGO - Definição de futebol - "Futebol é espectáculo e criatividade, mas também é organização, critério e eficácia. Organização não quer dizer tédio, mas sim disciplina, inteligência, pensamento e conhecimento. 
Contrariar defesas zonais - "Em equipas que defendem dessa maneira, a melhor forma de ter sucesso é tentar colocar a bola entre o primeiro e o segundo homem zonal. O importante é que se crie a dúvida sobre quem tem de atacar a bola. Outro truque é fazer o canto curto e arrastar logo dois jogadores 
Auxiliares de arbitragem - "O estado da arbitragem em alta competição é gravíssimo. Os responsáveis que impedem a introdução dos meios audiovisuais como auxílio aos àrbitros devem pensar duas vezes porque sustentar as desculpas no erro humano já não é credível quando esses erros acontecem em catadupa
Processo de treino - "Quando o processo de treino é orientado de maneira correcta e quando a essência do treino é o jogo, no próprio jogo as vitórias acontecem e até chegam a parecer fáceis. Depois, introduzimos o lado estratégico e específico dessa partida e "afinamos" a equipa 
A vertente estratégica - "No futebol actual, a estratégia tem um papel fundamental. É importante que os jogadores saibam onde podem criar mais dano e, por essa razão, a preparação de um jogo tem de ser levada de forma séria, racional e com total concentração de todos 
O sucesso e os falsos profetas - "No futebol há muitas maneiras de se chegar ao sucesso. Pode ser-se um bom líder e mau treinador e vencer e pode até ser-se um mau treinador e um péssimo líder e ainda assim conseguir fazer alguma coisa. O que é muito difícil é ser-se constantemente vencedor (de competições, entenda-se). Para se chegar lá, é preciso classe, organização e competência e por vezes, nem isso é suficiente. São poucos os que vencem e ainda menos os que se conseguem manter na rota do sucesso. Mas, há custa dos que chegam ao sucesso inesperado, temos visto todo o tipo de ideias de quinta categoria ser vendidas como o modelo a seguir 
Exigência e superação - "Pede-se aos treinadores de futebol sucesso instantâneo, mas dá-se pouco tempo de vida aos técnicos. As exigências são máximas e tudo é criticado. Os riscos que se correm são grandes e, portanto, o medo de inovar é enorme. Resumindo, é preciso ter mesmo muita, muita coragem...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Finalmente a confirmação

02/06/2010
COMUNICADO DA FC PORTO - FUTEBOL, SAD
A Administração da FC Porto – Futebol, SAD comunicou esta quarta-feira que chegou a acordo com André Villas-Boas para as próximas duas temporadas. O treinador e restante equipa técnica serão apresentados na sexta-feira, às 13h00, na Sala VIP do Estádio do Dragão.
COMUNICADO
A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, nos termos e para os efeitos do art. 248º nº1 do Código dos Valores Mobiliários, vem informar o mercado que chegou a acordo com o André Villas-Boas, para a celebração de um contrato de trabalho, como treinador da sua equipa principal de futebol, para as épocas desportivas 2010/2011 e 2011/2012.
O Conselho de Administração
Porto, 2 de Junho de 2010

Campeonato Nacional de Juniores - FC Porto 0 SCP 1

Fui esta tarde ao Dragão ver o jogo e meus amigos mais valia ter ficado em casa a descansar, tal a decepção que senti pela forma como a equipa azul e branca jogou. Logo na primeira vez que esta época vi a equipa de sub-19 jogar havia de sentir uma enorme frustração com a exibição dela (equipa).
Francamente, da maneira como a equipa joga e dá mostras de estar orientada, qualquer português minimamente identificado com o futebol fará melhor. Estou convicto que o João Pinto por exemplo faria muito melhor.
É que a equipa pratica um futebol denunciado o que permite ao adversário minimamente atento jogando em antecipação, anular os lances de ataque dos dragões. Depois vejo nestes jovens já muita falta de humildade, dando mostras dum vedetismo que não justificam na prática. Daí o empate (2-2) primeiro com o SLB, e agora a derrota por 1-0 com o SCP.
Pergunto, de que estarão os dirigentes da FC Porto-Futebol,SAD à espera para pôr cobro a esta situação?!


FICHA DE JOGO
Campeonato nacional de juniores, fase final, terceira jornada
3 de Junho de 2010
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 7.608 espectadores
Árbitro: António Costa (Aveiro)
Assistentes: Pedro Ricardo e Manuel Garcia 
FC PORTO: Tiago Maia; David Bruno, Ricardo Ferreira, Abdoulaye e Katalin; Ramón, Ricardo Dias «cap» e Sérgio Oliveira; Christian, Pipo e Alex 
Substituições: Alex por Amorim (60m), Sérgio Oliveira por Bacar (71m) e Abdoulaye por Gilmar (79m)
Não utilizados: Rafa, Hugo, Renato e Claro 
Treinador: Patrick Greveraars
SPORTING: Ruben Luís; Cédric Soares, Nuno Reis «cap», Mateus Silva e Gregg Garza; Renato Santos, Renato Neto e Alexis; José Lopes, Amido Baldé e Luís Almeida
Substituições: Alexis por Afonso Taira (55m), José Lopes por Henrique Gomes (65m) e Renato Santos por Zahavi (85m)
Não utilizados: João Figueiredo, André Oliveira, João Freitas e Matheus Coelho
Treinador: Telmo Costa
Ao intervalo: 0-0
Marcador: Balde (69m)
Disciplina: cartão amarelo para Abdoulaye (70m).

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Vítor Pereira apontado como o nº 2 do André Vilas-Boas

O anúncio oficial da contratação de André Villas-Boas continua preso por detalhes, quase todos ligados à negociação da cláusula de rescisão do técnico entre o FC Porto e a Académica, com os portistas a tentarem baixar os 500 mil euros previstos para valores mais simpáticos, nomeadamente através da cedência de jogadores. Apesar disso, já está definida a equipa técnica que deverá acompanhar o mais jovem técnico da era Pinto da Costa. Vítor Pereira, ainda treinador do Santa Clara dos Açores e recentemente apontado ao Paços de Ferreira, será o número dois na hierarquia da equipa liderada por André Villas-Boas, regressando ao FC Porto onde tem uma história ligada aos escalões de formação. Formado na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade do Porto, Vítor Pereira começou nas escolas do FC Porto onde conheceu André Villas-Boas que entre 2002 e 2004 fez parte da equipa técnica liderada por José Mourinho. Depois de passagens pelo Espinho e pela Sanjoanense, voltou ao FC Porto para treinar os sub-15 e esteve nos últimos dois anos ao serviço do Santa Clara. A qualidade do trabalho realizado nos Açores, mas também o reconhecimento do seu mérito académico - foi o melhor classificado no curso de treinadores de III nível da FPF realizado entre Janeiro e Junho de 2007 com 17,62 valores - levaram o FC Porto a convidá-lo para voltar "a casa" na condição de escudeiro de Villas-Boas numa equipa técnica que deverá contar, como O JOGO antecipou em primeira-mão há cerca de três meses, com Pedro Emanuel. O ex-capitão trabalhou com André Villas-Boas durante a era José Mourinho e, apesar de não ser um produto directo da formação do clube, é um dos símbolos do Dragão e o seu nome está ligado a todas as grandes conquistas do clube ao longo da última década. Com a provável saída de Bruno Alves e Raul Meireles, Pedro Emanuel, que treinou os sub-17 portistas durante a última época, ajudará a fazer a ligação com um balneário onde o peso dos sul-americanos é cada vez mais notório. Zé Mario, adjunto de André Villas-Boas na Académica, deverá acompanhá-lo na viagem para o Dragão, numa equipa técnica que tem como elo comum um passado no FC Porto. 

PS - Gustavo Colman é um médio-ofensivo de 25 anos que joga há duas temporadas no Trabzonspor, a equipa turca onde o FC Porto descobriu Stepanov - curiosamente, ainda há pouco tempo se falou sobre o possível regresso do central sérvio ao clube turco. Apesar de ainda ser relativamente jovem, Colman - conhecido por Colmandante no Trabzonspor - chegou à Europa em 2006 para jogar nos belgas do Germinal Beerschot, de onde se transferiu dois anos depois para a Turquia. Esta época, realizou 30 jogos pelo Trabzonspor, tendo marcado nove golos e somado mais nove assistências, e sendo considerado "um dos melhores estrangeiros" do campeonato turco. Entre as qualidades anunciadas deste "médio box-to-box" estão a "capacidade técnica", o "espírito colectivo", a "facilidade no remate" e a "excelência no passe curto e longo". Apesar das palavras proferidas pelo empresário sobre o interesse do FC Porto, devidamente acompanhadas por rumores chegados da Turquia, Gustavo Colman dificilmente fará parte do plantel portista para a próxima época, uma vez que as prioridades da SAD no que diz respeito ao reforço da equipa estão neste momento apontadas para outros sectores. No entanto, Colman é um dos muitos jogadores referenciados pelos portistas.

(notícias n'OJOGO 02/06/10).

terça-feira, 1 de junho de 2010

FC Porto - Futebol, SAD - 10 milhões de lucro

A SAD do FC Porto divulgou ontem o Relatório e Contas Consolidado do 3º trimestre do exercício de 2009/10 - período compreendido entre 1 de Julho de 2009 e 31 de Março de 2010 - registando um lucro de 10,7 milhões de euros. Um resultado francamente positivo que representa uma acréscimo de 17,1 milhões de euros relativamente ao período homólogo anterior. A rubrica referente ao Resultados Operacionais regista um valor de 12,8 milhões de euros, muito acima dos 1,1 milhões de euros negativos que se registavam no mesmo período do exercício anterior, o que se fica a dever, em larga medida, às receitas realizadas com a transacção dos passes de Lisandro López (24 milhões euros) e Cissokho (15 milhões de euros) para o Lyon e de Ibson (4 milhões de euros) ao Spartak de Moscovo. De resto, mesmo excluindo as transacções com passes de jogadores, a Sociedade registou um aumento do volume de negócios e uma diminuição dos custos operacionais, entre os quais se destaca a redução dos custos com o pessoal em cerca de 2 milhões de euros, fundamentalmente através da diminuição dos salários pagos aos jogadores profissionais. Apesar de esta temporada o FC Porto não ter ido além dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, enquanto na anterior conseguiu atingir os quartos-de-final da competição, as mudanças no modelo financeiro da prova, que passou a atribuir prémios superiores, e o facto do FC Porto beneficiar da totalidade do Market Pool correspondente ao mercado português permitiu um aumento dessa receita em cerca de 2,5 milhões de euros. Também ao nível da Publicidade e Sponsorização foi registado um crescimento de cerca de 1,1 milhões de euros, o que contribuiu para os bons resultados finais. Em sentido contrário evoluíram as receitas relativas à cedência de direitos televisivos, bem como as de bilheteira, ambas influenciadas negativamente pelo facto de, no período em causa, o Dragão ter sido palco para apenas um "clássico". De resto, o bom comportamento financeiro permitiu a diminuição do passivo em 8,9 milhões de euros, mantendo-se ao abrigo do artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais. Dados os resultados obtidos neste período, a SAD do FC Porto espera apresentar resultados positivos no final do presente exercício. Sublinhe-se que, no final do Relatório de Gestão, numa espécie de projecção de futuro, a SAD portista admite que a ausência na próxima edição da Liga dos Campeões terá repercussões a nível financeiro, mas recorda que o FC Porto terá a oportunidade de discutir a Liga Europa, que substituiu a antiga Taça UEFA, conquistada em 2003, "o primeiro de uma série de troféus nacionais e internacionais conquistados".  Jorge Maia (n'OJOGO)