terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Práticas fascisantes na Liga de Clubes

E esta, hein...!
Torquemada
A Comissão de Instrução e Inquérito da Liga de Clubes abriu um procedimento disciplinar ao FC Porto por causa do que o Dragões Diário escreveu sobre a arbitragem do jogo com o Arouca. Que este diário é muito lido já sabemos, que irrita muito os nossos adversários também sabemos, mas que a Liga de Clubes queira agora silenciar a livre expressão da opinião é que não imaginávamos. E isso é ainda mais lamentável quando vemos elementos ligados a outros clubes todas as semanas a afirmarem o que lhes apetece, sem que a Liga seja tão diligente. Ninguém como Rui Gomes da Silva, vice-presidente do Benfica, ou Pedro Guerra, director de conteúdos da Benfica TV, atira sobre a arbitragem, com um vocabulário que todo o país conhece de trás para a frente, tantas vezes a ladainha é repetida à exaustão. Mas a esses a Comissão de Instrução e Inquéritos poupa, certamente porque não sabe, não vê, não lê. Ou considera os dois citados inimputáveis...
Da censura e outras coisas
O Dragões Diário é um produto jornalístico, escrito por jornalistas, sem interferência editorial de qualquer elemento do FC Porto externo ao departamento de informação – nem isso seria admissível. Funciona, isso sim, como uma espécie de provedor do sócio, dando eco ao sentimento dos milhares de adeptos subscritores. Pretender silenciar o Dragões Diário é um tique de outro tempo que estamos determinados a denunciar. Não impõe a administração do FC Porto qualquer tipo de controlo à opinião de quem assina, não censura o que é escrito, que conhece ao mesmo tempo que os demais subscritores, mas depois há uma Comissão de Instrução e Inquéritos que quer ser uma espécie de tribunal plenário. Viva a liberdade de expressão. Finalmente, o relator ou não sabe copiar ou a pressa atrapalhou-lhe a competência. Recorde (melhor marca) em português termina mesmo com “e”. E o famoso, pelos piores motivos, árbitro dos anos 50 do século passado chamava-se Inocêncio Calabote, como escreveu o Dragões Diário e todo o país futebolístico sabe muito bem. Da Inocência Calabote referida na Abertura de Instrução nunca ouvimos falar. Mas que las hay...(hay, digo eu...)

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