sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Será que mais uma vez vamos pagar a factura?

O Braga queixou-se da arbitragem depois do jogo com o Benfica. Receia algum tipo de pressões ou consequências?

Acho que o Paulo Costa é um árbitro experiente, um árbitro com muitos anos de arbitragem, que percebe o quadro em que se movimenta, que entende tudo o que se está a passar e, portanto, não vou por aí. Agora, como devem perceber, o FC Porto não está interessado em pagar facturas que não lhe dizem respeito.

PS - Farías é um activo do plantel - é o melhor marcador da equipa na Taça de Portugal - e tem espaço competitivo, apesar de Jesualdo Ferreira ter admitido ontem que "na estrutura em que o FC Porto actua ele tem mais dificuldades em jogar". 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Como será em Braga?

...como será em Braga? A equipa de Jorge Jesus não tem medo de assumir o jogo - bem ao gosto do FC Porto... -, mas faz da coesão defensiva a sua principal arma.

Só por uma vez o FC Porto não conseguiu marcar golos em Braga nos nove jogos que lá disputou este século: foi na época de 2005/06, numa partida que terminou empatada. Apesar disso, os portistas têm sentido dificuldades nos jogos com o Braga, tendo vencido apenas quatro, empatado três e perdido dois. Na última época, o FC Porto venceu, no entanto, por 2-1, na primeira jornada do campeonato, com dois golos de Quaresma.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Ernesto Farias e Bolatti, duas apostas perdidas?!

Porque será que tenho a sensação que foi por não terem sido devidamente compreendidos e aproveitados, que estes dois jogadores que vieram para o FC Porto com óptimas (referencias) credenciais, não conseguiram impôr-se na equipa?

 O Farias até era só um dos melhores marcadores do campeonato Argentino - Mantendo ainda o título de segundo melhor marcador de sempre dos campeonatos argentinos.

O Bolatti foi elogiado pelo actual seleccionador argentino e considerado como um dos mais promissores "trincos" do futebol argentino. 

Toda a gente sabe que treinar vedetas (craques) é muito mais difícil do que treinar jogadores obscuros, e por via disso, humildes. Motivar jogadores obscuros que querem vencer na profissão, dar nas vistas, é relativamente fácil, agora motivar os craques já é outro assunto muito mais complicado. 

Estava bem arranjado o JMourinho se fosse dispensar todos os bons jogadores da sua equipa por eles se comportarem como craques.

Por outro lado tenho a certeza que estes dois atletas atingirão grande nível, darão que falar, se forem jogar noutros clubes.

Vélez (clube argentino) na corrida por Ernesto Farias

Jorge Maia (OJOGO)

Os argentinos do Vélez também estão na corrida por Ernesto Farías. Depois de ter tentado tudo para garantir a contratação de Mariano Pavone, e perante a relutância dos espanhóis do Bétis em abrir mão do jogador por não ter uma alternativa à altura, a Direcção do Vélez redirigiu as suas prioridades para aquilo que o diário argentino "Olé" classifica como plano B: Ernesto Farías.

O avançado argentino do FC Porto é um dos jogadores com mais pretendentes no mercado intermédio de transferências, facto justificado pelo prestígio que mantém intacto e pela contingência de ser pouco utilizado por Jesualdo Ferreira no FC Porto. Mantendo ainda o título de segundo melhor marcador de sempre dos campeonatos argentinos, Farías foi eleito pelo Vélez para referência ofensiva, mas foi o próprio jogador a esclarecer, ao diário argentino "Olé", não ter conhecimento desse interesse. "Ainda ninguém falou comigo", garantiu, informação confirmada pelo jornal argentino que apontava para ontem o primeiro contacto dos responsáveis argentinos com o jogador. "Ainda tenho dois anos de contrato, mas, mesmo sem jogar muito e esperando mais oportunidades, estou bem aqui", explicou ainda Farías, sem fechar a porta a um eventual entendimento. "Não posso dizer se iria ou não, porque ainda não me disseram o que têm para me oferecer, mas é sempre bom ser pretendido por vários clubes."

Recorde-se que Farías tem sido insistentemente apontado como possível reforço do Olympiacos, da Grécia, embora os gregos pretendam um empréstimo e o FC Porto seja mais sensível à venda definitiva. Uma novela para se resolver no prazo de dez dias.

Bolatti ainda sem definição

Bolatti vive num impasse. O FC Porto terá aprovado um empréstimo de seis meses sem qualquer encargo para o Independiente, contudo o acordo ficou pendente do estabelecimento da opção de compra. E foi aqui que o negócio encravou, quando Bolatti já tinha as malas prontas para regressar ao seu país. Entretanto, o Independiente virou-se para o chileno Gary Medel, do Universidad Católica, que pode assinar em breve. Mesmo assim, não desiste do trinco do FC Porto. "A comissão técnica tem o desejo de contar com o jogador e continua interessada. Claro que é estranho este atraso, mas terá que ver com outras questões, porque o Bolatti já tinha chegado a acordo para vir para o Independiente", referiu ontem Mario Peripole, assessor do clube.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Mais um árbitro (Xistra) tendencioso/habilidoso

FC Porto 1  Académica de Coimbra 0

Taça da Liga – (Carlsberg cup) 17 de Janeiro de 2009 – 3ª fase , 3ª Jornada

Não obstante o FC Porto ter ganho, não gostei do jogo da equipa a meio-campo. Continua a revelar falta de entrosamento, e, além disso, pressiona muito pouco os adversários. Detecto também pouca capacidade de choque na equipa do FC Porto, devido à falta de velocidade dos seus jogadores.Só com transições rápidas não vamos lá. A equipa precisa de ser mais consistente no jogo a meio-campo, como no tempo do JMourinho.Depois como é que com tantos jogadores altos a equipa do FC Porto seja uma nulidade nos lances (pontapés de canto) de bola parada.

Com a correcção de algumas posições a equipa apareceu a jogar melhor na segunda parte, mas não fez o suficiente(na minha opinião) para merecer nota positiva. As muitas oportunidades desperdiçadas devem-se ao desacerto dos avançados do FC Porto, mas tambem à deficiente solicitação dos seus médios,parecem incapazes de abrir espaços, e algo lentos a soltar a bola, dando tempo ao adversário de reocupar as suas (deles) posições.

Destaques : 

Stepanov e Cissokho. Muito bom para estes dois.

A equipa da Académica

O preparador físico da Académica tem de ser mais competente do que o do FC Porto, porque a velocidade  (reflexos incluídos) dos jogadores da Académica foi muito superior. O futebol apoiado da Académica também é mais bonito e eficaz, e a sua equipa pratica melhor a circulação de bola.

Nota

O Dragão derrotou a Académica e ascendeu à primeira posição do Grupo A da Taça da Liga, mas fica a aguardar pelo desfecho do V. Setúbal-Nacional para saber sobre o seu apuramento para as meias-finais.

Estádio do Dragão, no Porto

Assistência: 17.512 espectadores

Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)

Assistentes: Luís Marcelino e Jorge Cruz

4º assistente: Cosme Machado

F.C. PORTO: Ventura; Sapunaru, Stepanov, Bruno Alves e Cissokho; Lucho «cap», Fernando e Guarin; Sektioui, Hulk e Rodríguez

Substituições: Sektioui por Farias (46m), Rodríguez por Tomás Costa (75m) e Hulk por Hugo Viana (85m)

Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Bolatti e Ivo Pinto

Treinador: Jesualdo Ferreira

ACADÉMICA: Rui Nereu; Pedrinho, Luiz Nunes, Orlando e Pedro Costa; Pavlovic; Cris, Miguel Pedro e Nuno Piloto «cap»; Sougou e Lito

Substituições: Miguel Pedro por Diogo Gomes (66m), Lito por Madej (66m) e Nuno Piloto por Licá (75m)

Não utilizados: Peskovic, Carlos Aguiar, Gonçalo e Tiero

Treinador: Domingos Paciência

Ao intervalo: 0-0

Marcadores: Luiz Nunes (64m, a.g.)

Disciplina: nada a assinalar

Árbitros prejudicam FC Porto por sistema

Arbitragens tendenciosas

José Gomes queixa-se dos árbitros e da finalização

Pedro Marques Costa (OJOGO)

Depois de Jesualdo Ferreira, foi ontem a vez de o adjunto José Gomes identificar os factores que, para ele, impedem o FC Porto de estar no primeiro lugar do campeonato: más arbitragens e falta de eficácia na finalização. A pergunta que deu o mote ao assunto até era outra - o facto de a Liga ainda não ter entregue o troféu relativo à conquista do último campeonato -, mas José Gomes tinha a mensagem bem estudada. "E a seguir não me vai fazer questões relativamente à arbitragem, que nos tem prejudicado em vários campos..." - começou por referir. "Não me vão falar disso nem da diferença de pontos que podia existir caso não tivessem existido esse erros. Por favor, não me façam essas perguntas. Relativamente à entrega da taça, essa questão passa-nos completamente ao lado. Queremos é potenciar os jogadores que temos, de forma a levar o clube ao quarto título consecutivo." Os jornalistas não fizeram a vontade a José Gomes, e seguiu-se a pergunta obrigatória: o FC Porto está desagradado com as arbitragens? "Os últimos acontecimentos mostram que temos de estar concentradíssimos naquilo que podemos fazer. Independentemente de os resultados não terem sido os desejados nos jogos disputados em casa, temos construído muitas oportunidades de golo, e é aí que temos de melhorar. Mas, como nós não fomos eficazes na finalização, houve outras equipas que participaram no jogo que também não foram eficazes no seu trabalho... São situações que podem acontecer. Como não estamos agradados com o facto de não termos sido eficazes, também não podemos estar satisfeitos com outras questões, o que é legítimo." E nos outros jogos, aqueles em que intervêm Benfica e Sporting, terá o FC Porto razões de queixa? A resposta foi afirmativa. "Têm acontecido situações estranhas à nossa volta, com equipas que estão bem próximas do FC Porto... Mas, como já disse, estamos concentrados, seguros de que vamos melhorar, de que vamos aumentar a eficácia, até porque nos sentimos confortáveis com aquilo que temos produzido. Temos chegado com frequência à baliza adversária, criado muitas situações de golo, muitos cantos, muitos ataques, muitos remates, e é nisso que temos de nos concentrar, ou seja, em melhorar a finalização."

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Lucílio Baptista 2 (Nacional da Madeira)-FC Porto 1

Taça da Liga – (Cup Calsberg) 14-01-2009

Árbitro caseiro e nevoeiro comprometeram espectáculo e resultado

Um golo, alcançado já muito perto do final da partida, que nem o próprio treinador do Nacional conseguiu ver, face às condições meteorológicas altamente adversas, sentenciou o resultado do jogo desta quarta-feira à tarde, do qual o F.C. Porto acabou por sair vencido (2-1), realizado no Estádio da Madeira, a contar para a 2ª e penúltima jornada da 3ª Fase da Taça da Liga (Grupo A).Sobre o encontro, muito pouco há a registar. Primeiro, porque os jogadores não puderam, de todo, explanar da melhor forma a estratégia delineada, uma vez que se viram obrigados a actuar sempre em espaços reduzidos, devido à notória falta de visibilidade; segundo, porque se afigurou extremamente difícil para quem assistia ao desafio discernir o que quer que fosse. Ainda assim, foi possível verificar que o confronto se pautou pelo equilíbrio, pese embora as diferentes opções de cada um dos treinadores. Manuel Machado fez alinhar os habituais titulares, enquanto Jesualdo Ferreira preferiu dar oportunidade aos jogadores menos utilizados. Em paralelo, por exemplo, com o jogo do campeonato (as duas equipas bateram-se há apenas 10 dias, também na Choupana, desta feita com o F.C. Porto a sair vitorioso), conferiram-se somente duas alterações no «onze» inicial da formação insular. O técnico azul e branco operou 10. Uma decisão de gestão de plantel natural para uma equipa que se encontra ainda em todas as frentes de competição (Liga, Taça de Portugal, Taça da Liga e UEFA Champions League). Desenhados os contornos da partida, importa agora sublinhar os factos. E o facto é que os Dragões, apesar de se puderem ter colocado em vantagem, logo aos 15 minutos (cruzamento de Mariano na esquerda, ao qual Sapunaru respondeu de cabeça, atirando ligeiramente ao lado do poste direito), acabaram por sofrer um golo, aos 23. Nuno ainda afastou a bola por duas vezes (gesto técnico deficiente), mas já não teve hipótese de suster um terceiro remate, da autoria de Ruben Micael. O empate esteve iminente, aos 31 minutos, só que Mariano sofreu um toque, já dentro da grande área do Nacional, que o impediu de prosseguir com a iniciativa individual. O árbitro entendeu que nada devia assinalar (favorável ao FCP! Nem que o matassem). Apenas cinco minutos depois, Sapunaru repôs a igualdade no marcador, com um pontapé forte e colocado. Após o intervalo, os azuis e brancos apresentaram-se mais dinâmicos; no entanto, as condições agravadas de visibilidade não deram azo a grandes lances de perigo. O golo de Miguel Fidalgo surgiu numa altura em que já praticamente nada se via dentro das quatro linhas (84m).Os Dragões têm agendado para o próximo sábado, 17 de Janeiro, o último desafio desta etapa da Taça da Liga, da qual sairão os quatro finalistas da prova. O jogo frente à Académica está marcado para as 20h45, no Estádio do Dragão.

FICHA DO JOGO

Taça da Liga 2008/09 (3ª Fase, 2ª jornada – Grupo A)
Estádio da Madeira (14 de Janeiro de 2009)

Árbitro: Lucílio Baptista (AF Setúbal)
Árbitros Assistentes: Venâncio Tomé e Mário Dionísio
4º Árbitro: Elmano Santos

Nacional: Bracalli; Patacas «cap.», Maicon, Felipe Lopes e Nuno Pinto; Luis Alberto, Edson Sitta, Alonso e Ruben Micael; Mateus e Nenê 
Substituições: Alonso por Miguel Fidalgo (46m), Edson Sitta por Fabiano Oliveira (66m) e Ruben Micael por Bruno Amaro (84m)
Não utilizados: Douglas; Cléber, Juninho e Halliche 
Treinador: Manuel Machado

F.C. Porto: Nuno; Sapunaru, Stepanov, Pedro Emanuel «cap.» e Benítez; Bolatti, Tomás Costa e Guarin; Mariano, Farías e Candeias 
Substituições: Candeias por Rabiola (70m) e Sapunaru por Diogo Viana (78m)
Não utilizados: Ventura; Ivo Pinto, Rafael, Josué e Sérgio Oliveira
Treinador: Jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 1-1
Disciplina: cartão amarelo para Alonso (39m), Luis Alberto (39m), Stepanov (39m), Benítez (42m) e Sapunaru (52m)
Marcadores: Ruben Micael (23m), Sapunaru (36m) e Miguel Fidalgo (84m)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

"Em 20 anos de futebol nunca vi uma coisa assim"

Jorge Jesus

Corrosivo é o mínimo que se pode dizer sobre o discurso de Jorge Jesus. O técnico bracarense começou por sublinhar que o "resultado não foi justo", pois o "Braga foi superior ao Benfica em todos os aspectos do jogo". Depois vieram as críticas. "Sofremos um golo com um fora-de-jogo de três metros. E, quando o cruzamento partiu, o David Luiz já lá estava! É um posicionamento para tentar enganar árbitros auxiliares como este, que não percebe nada disto!" - atirou, garantindo que, "em 20 anos como treinador", nunca viu "uma coisa assim, como esta arbitragem": "No penálti do Luisão, não tenho dúvidas. No do Katsouranis, que está a puxar o Alan, ainda dou o benefício da dúvida. Como tenho forças para continuar? Vou lutar como? Só se for na Playstation! Hoje não deixaram o Braga chegar perto dos grandes!" Recordando ainda que o "penálti a favor do Benfica não existiu" e que houve "dois a favor do Braga que ficaram por marcar", Jesus ressalvou que "o Benfica nada tem a ver com isto, porque tentou ser melhor em campo".~

António Salvador

No final da partida, o presidente do Braga não conteve a sua revolta relativamente à arbitragem de Paulo Baptista. "O que se passou aqui na Luz vai ficar na história do século XXI, porque o árbitro conseguiu fazer uma arbitragem totalmente tendenciosa. Fomos roubados e isto é um roubo em qualquer parte do mundo", começou por criticar António Salvador. "No golo do Benfica, o David Luiz está um metro à frente da defesa e no penálti contra o Braga existe somente uma carga de ombro. Quando há depois dois penáltis claros contra o Benfica que não são marcados, está tudo dito", referiu Salvador de forma contundente solicitando os comentários de António Sérgio e de Vítor Pereira. O líder dos bracarenses mostrou-se, assim, em sintonia com as afirmações do técnico Jorge Jesus e concluiu que os minhotos não lutam em igualdade de circunstâncias. "É difícil um clube como o Braga que trabalha de uma forma séria e honesta lutar pelo título e com este jogo as dúvidas ficaram dissipadas. É uma vergonha o que se passou aqui", atirou o presidente do Braga.

domingo, 11 de janeiro de 2009

FC Porto 0 Trofense 0 ...!

Futebol - Liga Sagres
Jesualdo Ferreira é um dos grandes responsáveis por resultados deste género porque é um Treinador demasiado macio, e para jogadores de futebol, é preciso muita firmeza.
O Treinador da equipa tem de exigir que os resultados dos jogos sejam realizados na primeira parte, porque em caso contrário, implicaria em mais horas de trabalho e menos folgas para os jogadores.

A uma primeira parte miserável, na qual imperou a negligência e a displicência, sucedeu uma segunda parte que foi um hino ao futebol mal jogado: feito de passes transviados, de remates para a bancada, até certa inépcia veio ao de cima, enfim, a equipa fez tudo aquilo que uma equipa que se preze, não se deve fazer...
A equipa a jogar assim, não conquista de certeza absoluta adeptos para irem ver os jogos ao Dragão.
Liga Portuguesa 2008/09 – 14ª Jornada - 11 de Janeiro de 2009
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 28.408 espectadores

Árbitro: Luís Reforço 
Assistentes: António Godinho e Nuno Roque
4º Árbitro: Carlos Xistra

F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Benítez; Fernando, Raul Meireles e Lucho «cap.»; Lisandro, Hulk e Rodríguez
Substituições: Benítez por Mariano (61 min), Fernando por Guarin (68 min) e Raul Meireles por Farias (80 min)
Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Stepanov e Tomás Costa
Treinador: Jesualdo Ferreira

TROFENSE: Paulo Lopes; Paulinho, Milton do Ó «cap.», Valdomiro e Areias; Mércio, Delfim, Hugo Leal e Tiago Pinto; Hélder Barbosa e Reguila
Substituições: Hélder Barbosa por David Caiado (65 min), Hugo Leal por Pinheiro (82 min) e Reguila por Rui Borges (89 min)
Não utilizados: Marco, Lipatin, Sidney e Zamorano
Treinador: Tulipa

Ao intervalo: 0-0
Disciplina: cartão amarelo a Tiago Pinto (36 min), Benítez (58 min), Milton do Ó (60 e 90 min) e Helton (90 min); Cartão vermelho a Milton do Ó (90 min)

Alex Dupont, ex-treinador de Cissokho no Gueugnon, 
...mas o técnico sublinhou a O JOGO que se trata de "um jogador discreto no dia-a-dia, mas que se transforma no relvado". Mais: "Está sempre atento, participa muito no ataque, cruza bem e tem um remate potente."

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

FC Porto 2 Vitória de Setúbal 1

Futebol – Taça da Liga – Grupo A – Carlsberg CupQuinta-feira 08/01/2009

Jogo algo confuso com alguns jogadores da equipa do FC Porto a acusarem falta de ritmo, embora sempre com grande aplicação de todos.

Merecem destaque as seguintes actuações: Ventura muito bem; PEmanuel impôs-se com a sua experiência; Stepanov a revelar evolução; nos defesas laterais, Benitez pareceu-me mais confiante do que o Sapunaru (confirmou-se o que já se sabia, a pouca velocidade de Sapunaru para defrontar adversários rápidos "Leandro Lima") ; 

no meio-campo Pelé a revelar falta de ritmo e entrosamento; T.Costa uma actuação sobre o fraco; Guarin alternou entre o muito bom e o mau; esta análise também serve para o Mariano; Candeias com muita dificuldade em se impôr (Diogo Viana parece-me com mais futuro) ; quanto ao Farias já se viu que não é jogador para construir, é essencialmente um finalizador.

Uma palavra de apreço pelas actuações do Rabiola e do Diogo Viana. Estão ali duas grandes promessas, dois excelentes jogadores, dois jovens a quem não é difícil augurar grandes êxitos a curto prazo!

FC Porto apenas Sapunaru, Pedro Emanuel, Tomás Costa, Guarín, Mariano e Farías, já jogaram na primeira categoria. Nestas condições, naturalmente, que a equipa teria de revelar alguma falta de ligação entre os sectores.

Porem, já com o FC Porto a dominar, o Bruno Vale deixou-se bater de forma infantil, ao não agarrar uma bola muito fácil vinda de um livre da esquerda, com Farías a acompanhar o lance e a cabecear para o golo. Estavam decorridos 32'. No segundo tempo o FC Porto continuou a mandar no jogo e, aos 53', Farías falhou surpreendentemente o segundo golo. Boa iniciativa de Tomás Costa, que deu a bola à direita para Benítez, que cruzou para a cabeça do avançado argentino que, sozinho diante de Bruno Vale, cabeceou incrivelmente ao lado.Sapunaru derrubou Leandro Lima dentro da área, aos 59', e Artur Soares Dias assinalou a respectiva grande penalidade, convertida pelo próprio Leandro Lima. Aos 78 minutos, Rabiola, que entrara a substituir Candeias aos 68', recolocou o FC Porto na frente com um belo cabeceamento, a passe de outro jovem, Diogo Viana, em campo desde os 73', no lugar de Tomás Costa.

 FC Porto: Ventura, Sapunaru, Stepanov, PEmanuel e Benitez. Meio-campo: T.Costa, Pelé, Guarin. Avançados: Candeias, Farias e Mariano. Substituições: Rabiola substituiu Candeias, Diogo Viana substituiu T.Costa, Josué substituiu Guarin.

Pontuação d’OJOGO - ANTÓNIO SOARES - Ventura 6 Estreou-se a titular esta época e respondeu à altura na primeira oportunidade criada pelo Setúbal (24'), com uma intervenção com o pé que evitou o golo de Leandro Branco. Tranquilo, à excepção de uma reposição de bola precipitada (54') que criou alguma confusão, mas que resolveu. Sapunaru 5 A exibição fica marcada pela obstrução que valeu a primeira grande penalidade do jogo. Naturalmente sem ritmo, precipitou-se em alguns lances, mas evitou um remate de Bruno Gama, na dobra aos centrais (53'). Stepanov 6 Sereno, esteve intransponível no ar, ganhou praticamente todos os lances ao adversário e mostrou alguns pormenores que deixam transparecer sentir-se confiante. Dobrou Pedro Emanuel na altura certa (56'). Pedro Emanuel 6 Regressou à sua posição natural, numa noite em que não foi muito solicitado, limitando-se a fazer o seu trabalho sem dificuldades, quando os avançados do Setúbal criaram problemas. Ainda teve tempo de fechar nas costas de Benítez. Benítez 5 Desde que foi substituído na Figueira da Foz, no dia 1 de Novembro, nunca mais tinha sido titular. Ontem, notou-se, teve dificuldades na cobertura e no jogo aéreo que Sandro quase aproveitou (18'). Teve um bom cruzamento (31') a que Candeias não chegou. Guarín 6 Regressou aos titulares e evidenciou as dificuldades do costume a segurar a bola e no passe. Teve uma jogada de insistência (34') que quase resultou em golo e empurrou a equipa no último quarto d’hora, arrancando dois livres perigosos. Cortou a bola com o braço (84') e viu o árbitro assinalar o inevitável. Pelé 6 Começou com alguns problemas para segurar Leandro Lima e teve de recorrer à falta para segurar o seu adversário, mas foi subindo de nível à medida que o jogo decorreu. Podia ter marcado na cobrança de um livre (77'), mas Bruno Vale opôs-se bem. É dos que precisam de jogar mais. Tomás Costa 6 Não comprometeu, mas também não brilhou. Só se deu por ele quando tentou imprimir velocidade em algumas movimentações e quando tentou fazer passes a rasgar. Candeias 5 Muito apagado na sua estreia a titular, apesar de um início de jogo em que parecia chamar a si algumas atenções. Contudo, acabou envolvido no lance do primeiro golo ao cruzar a bola para o "frango" de Bruno Vale. Farías 6 Teve mérito em estar no sítio certo, na hora certa, para aproveitar o falhanço do guarda-redes adversário e marcar. Podia ter feito o segundo, num lance de cabeça (52'), mas a bola saiu ao lado. Auri deu-lhe muita luta… Mariano 7 Boa exibição, respondeu (26') com muito perigo à primeira oportunidade do Setúbal, num lance que Bruno Vale defendeu por cima. Tentou imprimir velocidade e desequilibrar a cruzar. Cobrou um livre que deu a sensação de golo (71'). Rabiola 7 Marcou um golo decisivo, de cabeça, que o recompensa pelo calvário que atravessou, depois da rotura de ligamentos sofrida na época passada. Oportuno e atento à movimentação de Diogo Viana, só teve de encostar a cabeça para o golo. Josué - Entrou em cima do último minuto e não deve ter tido tempo para tocar na bola.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Nacional da Madeira 2 FC Porto 4 - Futebol 04-01-2009

Não obstante a equipa do FC Porto ter demonstrado na segunda parte do jogo uma qualidade futebolística acima da média, que lhe permitiu dar a volta ao jogo,traduzindo-se em 4 golos notáveis, revelou na primeira parte fragilidades defensivas assustadoras. A equipa continua com uma solução de recurso para preencher a posição de defesa lateral esquerdo. No meio-campo pràticamente só o Fernando defende, porque o Lucho e o Meireles muito ofensivos não gostam ou não têm pedalada para defender. A continuar assim a equipa seguramente que vai vacilar/sucumbir quando o adversário for do quilate dum Atlético de Madrid.

A equipa do FC Porto entrou no jogo com o Lisandro logo aos 3 minutos a enviar uma bola à barra. O avançado recebeu o esférico do compatriota Lucho, dominou de peito, e rematou de pronto com o pé esquerdo, esbarrando a bola com estrondo no ferro da baliza contrária.

No entanto a equipa azul e branca acabaria por sofrer um golo, perto do quarto de hora da partida, num lance de grande infelicidade. O remate de Edson Sitta foi desviado pela cabeça do Bruno Alves e traiu o guarda-redes Helton colocando o Nacional em vantagem.

A equipa do FCP voltou do intervalo disposta a resolver o jogo a seu favor e encostou, ao longo de praticamente toda a etapa complementar, o Nacional à sua área, pressionando de tal forma, que o golo apareceria bem cedo, na sequência de uma excelente iniciativa de Lisandro. O nº 9 procurou a melhor posição, atirou à baliza de Bracalli, o guardião afastou a bola e esta sobrou para Hulk, que não perdoou.

Estava restabelecida a igualdade. Aos 72 minutos Rodríguez passou o resultado para 2-1, tendo alcançado talvez o golo mais bonito da temporada. Após cruzamento do recém-lançado Guarin, o nº 10 desferiu, de costas para a baliza, num pontapé de bicicleta, um remate monumental com o pé esquerdo, que deixou todos boquiabertos no estádio, incluindo os da casa. E quando parecia que a supremacia do F.C. Porto não mais sofreria contestação, eis que Miguel Fidalgo empatou para o Nacional. O lance surgiu, uma vez mais, numa das jogadas de contra-ataque do Nacional. A seguir a tarefa complicou-se, muito por responsabilidade de Bracalli, que pretendeu assumir-se como o homem do jogo. Até que já em cima dos 90 minutos, o defesa Felipe Lopes interceptou com a mão, dentro da sua grande área, um remate de Guarin e o árbitro assinalou, logicamente, grande penalidade, que  Lucho converteu, da melhor maneira. Entretanto houve ainda tempo para mais um golo dos Tricampeões Nacionais. Hulk, depois de sentar um adversário, bisou e fechou as contas da partida.

FICHA DE JOGO

Liga 2008/09 (13ª jornada)

Árbitro: Pedro Proença (AF Lisboa)

Árbitros Assistentes: Tiago Trigo e Ricardo Santos
4º Árbitro: João Capela

Nacional: Bracalli; Patacas «cap.», Maicon, Felipe Lopes e Nuno Pinto; Cléber, Edson Sitta, Luis Alberto e Ruben Micael; Mateus e Fabiano Oliveira 

Substituições: Edson Sitta por Halliche (58m), Nuno Pinto por Miguel Fidalgo (73m) e Cléber por Bruno Amaro (75m)
Não utilizados: Douglas; Igor Pita, João Aurélio e Juliano
Treinador: Manuel Machado

 

F.C. Porto: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Pedro Emanuel «cap.»; Fernando, Lucho González e Raul Meireles; Hulk, Lisandro e Rodríguez
Substituições: Pedro Emanuel por Mariano (46m), Raul Meireles por Guarin (71m) e Hulk por Benítez (93m)
Não utilizados: Nuno; Stepanov, Pelé e Farías
Treinador: Jesualdo Ferreira

 

Ao intervalo: 1-0
Disciplina: cartão amarelo para Fernando (13m), Felipe Lopes (23m), Maicon (55m), Raul Meireles (64m), Mariano (86m); cartão vermelho para Felipe Lopes (90m), por acumulação de amarelos
Marcadores: Edson Sitta (14m), Hulk (51m e 92m), Rodríguez (72m), Miguel Fidalgo (78m) e Lucho González (90m)

sábado, 3 de janeiro de 2009

Perspectiva - Nacional x FC Porto (OJOGO)

Está à espera dum Nacional idêntico ao que empatou na Luz?

Não creio. Vimos um Nacional muito bom na Luz, jogou bem, criou oportunidades. Este jogo é em sua casa, onde são mais fortes, mas será um jogo diferente. Pela qualidade da equipa, pela astúcia do seu treinador, e pela motivação que causa jogar com o FC Porto, será um jogo bem mais difícil para nós do que muitos dos outros. Considero um jogo nuclear para nós.

FC Porto » Jesualdo "Não vamos aos oitavos para brincar"
Em entrevista a O JOGO, Jesualdo Ferreira considerou 2009 um bom ano para o FC Porto tentar ir longe na Liga dos Campeões. Ontem, o técnico foi confrontado com esta opinião, reafirmando o seu optimismo na prova, sobretudo na eliminatória que vai disputar com o Atlético de Madrid. "Surgiu um título apelativo e o corpo da entrevista é claro em relação às nossas intenções. Não vamos entrar nos oitavos-de-final só para brincar, nem para cumprir o calendário. Vamos para ganhar e depois vê-se. Dependemos de nós no campeonato e na Champions, mas são provas e objectivos totalmente distintos", frisou. De facto, o técnico não se cansou de dizer que o campeonato é a prioridade dos portistas e explicou as razões: "É a prova que permite estar sempre na Champions, que permite continuar a garantir títulos e que qualquer clube quer ganhar. O campeonato é a prova-rainha, as outras são sempre complementares", considerou.

Mas acha que as arbitragens estão a influenciar o campeonato?
As arbitragens vão ter influência em todos os campeonatos em todo o Mundo. Porque é impossível chegar ao fim e todos sentirem que foram premiados com o seu trabalho e que os árbitros foram sempre competentes. Parece-me é que há uma pressão grande sobre a arbitragem, mas defendo que devem ter condições para apitar melhor. Têm que ter uma estrutura que os apoie, uma formação de acordo com as exigências e, se calhar, têm mesmo de ser profissionais. Vivemos num negócio em que todas as estruturas são profissionais e os únicos, que têm uma grande decisão no jogo, que não são, são os árbitros. Creio que o senhor Pedro Henriques foi o único que teve nota negativa num jogo mediático e polémico. Eu gostava de ver todas as outras notas e apreciações de todos os outros jogos e árbitros. Porque não vêm a público as outras? Foi o pior árbitro em 96 jogos?

Passividade agressiva
JORGE MAIA
"Esperar não é saber / Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer." Lembrei-me dos versos de Geraldo Vandré ontem, depois de ler a entrevista de Luís Filipe Vieira no jornal A Bola. O presidente do Benfica disse esperar que deixem os encarnados ganhar dentro de campo. Bem sei que a mensagem se enquandra numa estratégia de comunicação e que chega na sequência de duas semanas de intensa pressão sobre as arbitragens, mas, ainda assim, não deixa de proporcionar outras leituras. E algumas delas levam-nos de volta aos versos de Geraldo Vandré e revelam uma passividade perigosa. O presidente do Benfica espera que deixem o clube encarnado ganhar, mas as vitórias não se esperam, conquistam-se. Quem sabe não fica à espera que as vitórias aconteçam, fá-las acontecer, contra tudo e contra todos, contando apenas consigo próprio para as garantir.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Extracto da entrevista de Jorge Maia a Jesualdo Ferreira em OJOGO

"Equipa? Para já ganhei alguns jogadores"

Houve uma fase da temporada em que o FC Porto foi uma equipa muito criticada. Já houve alguma crítica que o tivesse tirado do sério?

Este ano as críticas foram de facto muitas, foram muito fortes e não pouparam ninguém. Atingiram os jogadores que já cá estavam, os que chegaram de novo e, como é costume, também atingiram o treinador. Quem perceber o que é o FC Porto, e é importante que pelo menos os adeptos do FC Porto percebam isso, porque os críticos têm as suas próprias agendas, mas a família, a nação portista deve perceber o que é o FC Porto e que o FC Porto é isto, é a formação constante. Quando os assobios e a instabilidade se manifestam devem ter uma base pedagógica diferente, porque são jogadores novos que se querem afirmar e que precisam de ambiente para o fazer. O ambiente de exigência competitiva neste clube já é alto, se lhe juntarmos um ambiente hostil social e emocionalmente, não vamos conseguir ter jogadores. E a nação portista precisa de perceber isso.

Mas ainda assim conseguiu ganhar uma equipa...

Ainda não. Para já ganhei alguns jogadores. A equipa estamos a construí-la com esses jogadores, capazes de jogar a qualquer momento.

 “Não vou tirar o Lucho só para agradar à crítica”

Lucho está no centro de algumas críticas e tem sido mais discreto do que é habitual. Disse que ele mudou de funções. Quais?

No ano passado o Lucho jogava por trás de uma linha de três avançados e, a dada altura da época, em Novembro, passou a ser um jogador de entrelinha, entre o meio-campo e o ataque. Como é um jogador muito inteligente, que percebe o jogo muito bem e que faz tudo o que lhe pedem - e não conheci muitos jogadores deste nível com essa humildade - ganhou uma série de rotinas que a própria equipa lhe permitiu ter. Ora, este ano, o Lucho nunca teve uma equipa estável e essa intranquilidade da equipa transmitiu-se a ele, sendo acentuada depois pela necessidade de uma reorganização táctica. E ele passou a jogar mais como médio interior, com um futebol muito vertical, mais parecido com o que tinha feito no meu primeiro ano de FC Porto. Uma readaptação que lhe custou e que ainda se ressentiu dos maus momentos da equipa, porque ele é um jogador muito sério, que não gosta de perder e que se fortalece com os bons momentos da equipa e enfraquece com os maus. Admito que com o crescimento da equipa registado nos últimos tempos, ele volte ao seu melhor rendimento.