quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Lucílio Baptista 2 (Nacional da Madeira)-FC Porto 1

Taça da Liga – (Cup Calsberg) 14-01-2009

Árbitro caseiro e nevoeiro comprometeram espectáculo e resultado

Um golo, alcançado já muito perto do final da partida, que nem o próprio treinador do Nacional conseguiu ver, face às condições meteorológicas altamente adversas, sentenciou o resultado do jogo desta quarta-feira à tarde, do qual o F.C. Porto acabou por sair vencido (2-1), realizado no Estádio da Madeira, a contar para a 2ª e penúltima jornada da 3ª Fase da Taça da Liga (Grupo A).Sobre o encontro, muito pouco há a registar. Primeiro, porque os jogadores não puderam, de todo, explanar da melhor forma a estratégia delineada, uma vez que se viram obrigados a actuar sempre em espaços reduzidos, devido à notória falta de visibilidade; segundo, porque se afigurou extremamente difícil para quem assistia ao desafio discernir o que quer que fosse. Ainda assim, foi possível verificar que o confronto se pautou pelo equilíbrio, pese embora as diferentes opções de cada um dos treinadores. Manuel Machado fez alinhar os habituais titulares, enquanto Jesualdo Ferreira preferiu dar oportunidade aos jogadores menos utilizados. Em paralelo, por exemplo, com o jogo do campeonato (as duas equipas bateram-se há apenas 10 dias, também na Choupana, desta feita com o F.C. Porto a sair vitorioso), conferiram-se somente duas alterações no «onze» inicial da formação insular. O técnico azul e branco operou 10. Uma decisão de gestão de plantel natural para uma equipa que se encontra ainda em todas as frentes de competição (Liga, Taça de Portugal, Taça da Liga e UEFA Champions League). Desenhados os contornos da partida, importa agora sublinhar os factos. E o facto é que os Dragões, apesar de se puderem ter colocado em vantagem, logo aos 15 minutos (cruzamento de Mariano na esquerda, ao qual Sapunaru respondeu de cabeça, atirando ligeiramente ao lado do poste direito), acabaram por sofrer um golo, aos 23. Nuno ainda afastou a bola por duas vezes (gesto técnico deficiente), mas já não teve hipótese de suster um terceiro remate, da autoria de Ruben Micael. O empate esteve iminente, aos 31 minutos, só que Mariano sofreu um toque, já dentro da grande área do Nacional, que o impediu de prosseguir com a iniciativa individual. O árbitro entendeu que nada devia assinalar (favorável ao FCP! Nem que o matassem). Apenas cinco minutos depois, Sapunaru repôs a igualdade no marcador, com um pontapé forte e colocado. Após o intervalo, os azuis e brancos apresentaram-se mais dinâmicos; no entanto, as condições agravadas de visibilidade não deram azo a grandes lances de perigo. O golo de Miguel Fidalgo surgiu numa altura em que já praticamente nada se via dentro das quatro linhas (84m).Os Dragões têm agendado para o próximo sábado, 17 de Janeiro, o último desafio desta etapa da Taça da Liga, da qual sairão os quatro finalistas da prova. O jogo frente à Académica está marcado para as 20h45, no Estádio do Dragão.

FICHA DO JOGO

Taça da Liga 2008/09 (3ª Fase, 2ª jornada – Grupo A)
Estádio da Madeira (14 de Janeiro de 2009)

Árbitro: Lucílio Baptista (AF Setúbal)
Árbitros Assistentes: Venâncio Tomé e Mário Dionísio
4º Árbitro: Elmano Santos

Nacional: Bracalli; Patacas «cap.», Maicon, Felipe Lopes e Nuno Pinto; Luis Alberto, Edson Sitta, Alonso e Ruben Micael; Mateus e Nenê 
Substituições: Alonso por Miguel Fidalgo (46m), Edson Sitta por Fabiano Oliveira (66m) e Ruben Micael por Bruno Amaro (84m)
Não utilizados: Douglas; Cléber, Juninho e Halliche 
Treinador: Manuel Machado

F.C. Porto: Nuno; Sapunaru, Stepanov, Pedro Emanuel «cap.» e Benítez; Bolatti, Tomás Costa e Guarin; Mariano, Farías e Candeias 
Substituições: Candeias por Rabiola (70m) e Sapunaru por Diogo Viana (78m)
Não utilizados: Ventura; Ivo Pinto, Rafael, Josué e Sérgio Oliveira
Treinador: Jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 1-1
Disciplina: cartão amarelo para Alonso (39m), Luis Alberto (39m), Stepanov (39m), Benítez (42m) e Sapunaru (52m)
Marcadores: Ruben Micael (23m), Sapunaru (36m) e Miguel Fidalgo (84m)

4 comentários:

  1. Mais um jogo em que ficou provada a tendencia anti-FC Porto do Lucílio Batista.
    Como de costume,usou e abusou de dois critérios na análise dos lances do jogo.
    Tomou sempre decisões favoráveis aos jogadores do Nacional na marcação das faltas. Fez vista grossa a certas faltas dos jogadores do Nacional, mas foi extremamente zeloso a punir com cartões amarelos à mínima que os jogadores do FCP cometessem.

    De referir que estas situações acontecem devido ao ambiente inquinado provocado pela Comunicação Social Desportiva de Lisboa,tendenciosa,vesga,doentia, que não é capaz de despir a camisola nos seus comentários!

    ResponderEliminar
  2. Meu caro Monteiro não vi nem ouvi e por isso não posso dizer nada sobre o assunto, mas parece-me que disputar um jogo nas condições que tenho visto nas fotos...não lembra ao Diabo.
    Sobre o Lucílio, não me admira, aquilo está-lhe na massa do sangue.
    Um abraço

    ResponderEliminar
  3. Ir ao estádio e não ver nada. O nevoeiro desvirtuou por completo um espectáculo destinado às pessoas. Lucílio Baptista deveria ter suspendido a partida. houve alturas em que não se viu um palmo à frente dos olhos. O nevoeiro também acabou por esconder eventuais virtudes e defeitos da equipa de arbitragem. Se houve casos polémicos, ninguém os viu...

    ResponderEliminar
  4. Vila Pouca!

    Do jogo, tb vi pouco, mas ainda assim deu para ver alguma coisa. E daquilo que pude observar, esta equipa do FC Porto tem pouca capacidade de choque.Refiro-me evidentemente a tudo que sejam cargas legais previstas nas regras do futebol.
    Se bem que, por outro lado, estou a recordar-me dum lance entre o Sapunaru e o extremo do Nacional,em que o Sapunaru mais forte,utilizou a carga d'ombro (legal) para anular o jogador do Nacional e como este se estatelou no terreno a suplicar ao árbitro um cartão amarelo para o adversário,o Lucílio fez-lhe a vontade e mostrou mesmo o cartão amarelo ao romeno.
    É por isso que afirmo no título do comentário que o Lucílio é que ganhou ao FCP.
    Este foi só um dos muitos episódios do jogo em que o Lucílio nos foi desfavorável.

    Abraço

    ResponderEliminar

Abrimos portas à frontalidade, mas restringimos sem demagogia, o insulto e a provocação.