domingo, 1 de março de 2009

A Comunicação Social clubista do SLB e SCP

A situação da arbitragem portuguesa está a ficar de tal maneira inquinada (manipulada,intrumentalizada) pela Comunicação Social afecta ao Benfica e ao Sporting que o FC Porto terá de começar a pensar principalmente em termos de campeonato europeu. É que é muito menos preocupante o eventual caseirismo dos árbitros europeus, por exemplo o caso recente do Howard Webb, árbitro inglês que apitou o Atlético de Madrid x FC Porto, porque não temem, não estão condicionados pelas críticas clubistas da Comunicação Social afecta aos dois grandes de Lisboa,e, por tal motivo, mesmo que errem, erram muito menos contra o FC Porto do que os árbitros portugueses que apitam os jogos sabendo de antemão que podem errar à vontade contra os Dragões, porem se errarem a favor serão trucidados pelas críticas dos "tais". Por conseguinte, logo à partida, nos jogos em que entre a equipa do FC Porto, apitam coagidos psicologicamente pelos tais tendenciosos (faciosos) fazedores de opinião adeptos dos tais clubes de Lisboa. Eis o motivo porque os árbitros nacionais passaram a padecer de preconceitos (doença) anti-FC Porto.

PS - A autoridade dos árbitros portugueses posta em causa pela Comunicação Social adepta do Benfica e do Sporting se as sanções disciplinares afectam os jogadores dos clubes deles.

Dirigindo-me à opinião pública em geral, insisto neste tema: os árbitros portugueses nem sequer têm autoridade para impôr disciplina aos jogadores do Benfica ou do Sporting (sempre a contestar as decisões dos juizes do apito), porque sabem que se o fizerem a tal Comunicação Social adepta destes clubes cai-lhes ferozmente em cima!
Deste modo,será sempre muito difícil criar uma competição (Liga Portuguesa) séria, honesta e isenta em Portugal.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Fc Porto 0 SCP 0 - Liga Sagres

Na minha opinião o que verdadeiramente condicionou a exibição da equipa do FC Porto: 

Tal como previ,apesar de ser um jogo muito disputado, foi bastante feio devido ao excessivo número de faltas e ao anti-jogo da equipa do Sporting permitido pelo árbitro João Ferreira. A equipa do Sporting veio ao Dragão decidida a pontuar a todo o custo e aproveitou as facilidades concedidas pelo juiz do jogo para fazer o jogo que mais lhe convinha. A prova do que escrevo foram as constantes discussões dos jogadores do Sporting com o árbitro contestando as decisões deste que não lhes agradaram. A verdade é que com o árbitro francês que apitou o Sporting x Bayern os jogadores do Sporting nem tentaram (bateram a bola baixa, como se diz na giria popular) reclamar. Eis a razão porque o Sporting faz maus resultados nas provas europeias, porque são obrigados a respeitar mais os árbitros dos jogos. É que nas provas europeias é expressamente proíbido discutir as decisões dos juizes do apito, e além disso têm de ter muito cuidado com o jogo faltoso, severamente reprimido.

E a responsabilidade do estado calamitoso, do ambiente de suspeição, em que se encontra a arbitragem portuguesa é da Comunicação Social afecta aos dois clubes grandes de Lisboa. É esta Comunicação Social que pode ser considerada corrupta, pois é através dos seus comentários tendenciosos, faciosos, que procuram e conseguem: influênciar, manipular, instrumentalizar os juizes da arbitragem. Praticam deliberadamente e impunemente uma certa forma de coação psicológica que acaba por afectar e desorientar (ou orientar em determinada direcção) os árbitros de futebol. Aliás despoduradamente não se coibem de impôr a toda a gente as suas opiniões e fazer delas rigidas leis que os juizes do apito têm de seguir porque em caso contrário mover-lhes-ão autênticas campanhas para os afastar do futebol, impedindo-os desse modo de exercer a sua função.

Filme do Jogo
28-02-2009

Acabado o jogo, pesados todos os prós e os contras, a verdade é que o FC Porto continua líder. 

Depois ao analizarmos as incidencias do desafio, na verdade, os Dragões só não marcaram, pouco depois dos dez minutos, porque Pereirinha, sobre a linha de baliza e agarrado ao poste mais próximo, defendeu um cabeceamento de Rodríguez com selo de golo. O uruguaio seria mesmo o elemento mais impetuoso da partida, agitando-a a cada arranque, a cada cruzamento, a cada recuperação impensável. O golo esteve sempre iminente através das suas jogadas, mas a concretização perdia-se por pequenos detalhes. As marcações impiedosas a Hulk ou a Rodríguez, apenas possíveis mediante a incompreensível permissibilidade do juiz do apito, que  concedeu a Pedro Silva todas as facilidades para exorbitar nas cargas ilegais aos seus adversários, ao ponto de conseguir o absurdo de terminar o jogo sem que pelo menos uma vez lhe fosse exibida a respectiva cartolina amarela, condicionou profundamente as jogadas de ataque dos portistas. Mesmo assim, impedido por tão estranha complacência do árbitro, que não obstante os contantes derrubes do Hulk pelos defensores adversários, o ataque portista processava-se a ritmo elevado e mediante uma frequência crescente que não produziria o resultado aguardado, mas que no final, o F.C. Porto permanecia líder.

FICHA DE JOGO

Liga, 20ª jornada
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 48.010 espectadores

Árbitro: João Ferreira (Setúbal)
Assistentes: Luís Ramos e Pais António
4º Árbitro: Paulo Baptista

F.C. PORTO: Helton; Pedro Emanuel «cap», Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Lucho, Fernando e Raul Meireles; Hulk, Lisandro e Rodríguez
Substituições: Cissokho por Tomás Costa (72m), Lucho por Farías (83m) e Lisandro por Sektioui (89m)
Não utilizados: Nuno, Stepanov, Mariano e Andrés Madrid
Treinador: Jesualdo Ferreira

SPORTING: Tiago; Pedro Silva, Daniel Carriço, Polga e Grimi; Pereirinha, Rochemback, João Moutinho «cap» e Izmailov; Derlei e Liedson
Suplentes: Grimi por Caneira (29m), Izmailov por Yannick Djaló (69m) e Rochemback por Adrien Silva (83m)
Não utilizados: Ricardo Baptista, Tonel, Tiuí e Romagnoli
Treinador: Paulo Bento

Disciplina: cartão amarelo a Polga (35m), Derlei (35m), Rolando (47m), Rochemback (62m), Tomás Costa (81m), Rodríguez (90m) e Tiago (90m)



Maturidade, estabilidade e segurança a nível colectivo

Muito se falou dos jogadores em risco de exclusão do FC Porto para os jogos decisivos do campeonato, mas a verdade é que chegaram todos vivos ao clássico. Jesualdo tem a explicação. "Foi uma demonstração de maturidade e estabilidade, e um sinal de segurança a nível colectivo. Mas também podemos falar de outras coisas: por exemplo, em Madrid, o Bruno Alves não fez faltas e o Rolando apenas uma; o Hulk, por exemplo, cometeu sete." Mas, afinal, o que é que isso significa? "Significa são jogadores concentrados e que dominam bem as técnicas defensivas. E o Hulk vê amarelos porquê? Ele não bate em ninguém, mas foi sancionado com sete faltas em Madrid. Acham isso normal? Eu não. Mas há mais: o Bruno é tudo aquilo que a gente sabe, mas na Champions tem apenas um cartão amarelo (esta é para a Comunicação Social "vesga" afecta aos dois grandes de Lisboa). E nos anos anteriores foi igual."

PS - Lista de convocados para o jogo com o SCP: Andrés Madrid, Bruno Alves, Cissokho, Farías, Fernando, Helton, Hulk, Lisandro, Lucho González, Mariano, Nuno, Pedro Emanuel, Raul Meireles, Rodríguez, Rolando, Stepanov, Tarik Sektioui e Tomás Costa.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Futebol destaques 26/02/2009

A equipa do Sporting encaixou 5 golos a 0 no primeiro jogo dos oitavos de final da Liga dos Campeões Europeus, pelas seguintes razões: 

A equipa do Bayern de Munique é muito forte fisicamente, todos os seus jogadores têm grande experiência internacional (matreirice, profissionalismo, serenidade, personalidade, determinação, valentia...etc.Facto este que lhes permite jogar  descontraídos) e, para agravar ainda mais a situação percebeu-se que o árbitro francês não estava nada predisposto a facilitar a vida aos jogadores do Sporting como acontece em Portugal com os árbitros portugueses. Parecendo que não, este último aspecto é preponderante. 

Vamos lá a ver se o João Ferreira tem"estaleca" para seguir os lances de perto e ajuizar com justiça no próximo sábado. Porque de certeza absoluta, os jogadores do Sporting vão querer entrar a intimidar (apagar os efeitos da derrota de 4ªfeira), e, se o João Ferreira for permissivo disciplinarmente para eles, então a equipa do FC Porto terá uma tarefa muito mais complicada.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Imprensa (destaques)

AS

"Um milagre mantém o Atlético com vida. O conjunto colchonero logrou sobreviver num jogo em que o FC Porto pôde sentenciar a eliminatória e converter o segundo jogo num puro trâmite. A defesa "colchonera" foi nefasta. As ocasiões de golo do conjunto português foram constantes e inúmeras, mas a falta de pontaria dos seus avançados deixou a eliminatória em aberto. Maxi e Forlán, com a colaboração de Helton, lograram os golos locais.

MARCA.COM

"Os erros da defesa e a avareza de Abel complicam a vida ao Atlético, que não foi capaz de impor-se ao FC Porto e deixa tudo em aberto para o segundo jogo. Os "colchoneros" souberam aproveitar as escassas ocasiões que tiveram no ataque, mas deixaram patente, mais uma vez, uma debilidade defensiva que lhes pode sair cara. O FC Porto mostrou do que é capaz. O seu tridente ofensivo foi um martírio constante na área de Leo Franco e só a boa noite do argentino impediu que os lusos deixassem o Calderón com uma vitória".

La Gazzetta dello Sport

"No Vicente Calderón, o Atlético de Madrid esteve em vantagem duas vezes, mas o bis de Lisandro Lopez valeu o empate. Esperava-se um grande jogo de Aguero, mas emergiu outro argentino nas grandes decisões. O FC Porto agradece (podia ter ganho, honestamente) e murmura o Atlético de Madrid, que não consegue sair da crise. No Estádio do Dragão, dentro de duas semanas, vai ser duro para Aguero e companhia".

Declarações de Jesualdo Ferreira

«O F.C. Porto fez um grande jogo» 24/02/2009

Jesualdo Ferreira não tem dúvidas de que o F.C. Porto podia ter decidido a eliminatória em Madrid. Faltou alguma chama na concretização, daí ficar para a história apenas o empate, mas nem por isso os jogadores deixaram de merecer elogios do treinador azul e branco. «Fizeram um excelente jogo e a melhor exibição da época», vincou.

«Foi um lance infeliz do Helton, mas não é justo dizer que empatámos por causa disso. É justo dizer que o F.C. Porto fez um grande jogo. Podíamos e devíamos ter ganho. Acredito mesmo que fizemos a melhor exibição da época. Criámos inúmeras oportunidades para marcar e ficámos a dever a nós próprios o facto de ainda não podermos dizer que estamos qualificados.»

«Parabéns aos jogadores. Fizeram um excelente jogo. Cumprimos o plano integralmente e a forma como a equipa foi evoluindo fez-me sentir que não havia alterações a proceder. Faltou-nos apenas a chama para matar o jogo.»

«Na perspectiva de se tratar duma eliminatória, podemos dizer que conseguimos um bom resultado. No entanto, face ao que produzimos, acho que foi mais um resultado aceitável. Se fosse um jogo com pontos em disputa, estaríamos mais amargurados. A verdade é que podíamos ter decidido a eliminatória hoje [terça-feira].»

Houve um sentimento de que podíamos dar a volta ao resultado". Relativamente à análise do jogo, deu umas alfinetadas no árbitro Howard Webb. "Já tive a indicação de que houve um golo mal anulado ao FC Porto. Por isso mesmo, foi uma exibição feliz, mas infeliz pelos golos falhados e pela arbitragem. Aliás, metade das faltas que nos marcaram foram ofensivas, alegadamente cometidas pelo Hulk no ataque. Mas o Hulk não tem culpa de ser mais forte do que os adversários. Essas faltas travaram a nossa produção ofensiva", explicou o treinador do FC Porto. "Não estava nervoso. Senti o que sente alguém com muitos anos de futebol, que percebeu que podia conseguir coisas boas e que as via a escaparem-se. Se tive algum gesto mais brusco, só posso dizer que estas coisas não são fáceis.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Atlético de Madrid 2 FC Porto 2

24-02-2009 FUTEBOL – Liga dos Campeões Europeus

Filme do jogo

O empate a dois golos é um bom resultado numa eliminatória que envolve duas das 16 melhores equipas da Europa. 

Logo no primeiro minuto, Hulk arranca, rapidissimo, senta o defesa e assiste Rodríguez. O tiro esbarra em Leo Franco. A seguir uma tentativa tímida de Maxi Rodríguez abanou a rede de Helton. Como noutras situações anteriores, o F.C. Porto tinha de recuperar de alguma infelicidade e também da inépcia de Helton. Mas o F.C. Porto tinha um plano de jogo, uma estratégia para este desafio que viria a dar frutos, seria portanto, questão de continuar a insistir. Com Hulk a abrir brechas e Lisandro e Rodríguez a derrubar a estrutura defensiva colchonera. Foi por isso, com naturalidade, que surgiu o empate, ainda que o árbitro e o seu auxiliar tenham feito questão de adiá-lo. Depois de ter iniciado uma estranha tendencia para marcar tudo para um lado e pouco para outro, Howard Webb anulou um golo limpo ao FC Porto, o desvio de Lisandro, após cabeceamento de Bruno Alves. O defesa estava em jogo, o avançado atrasado em relação ao passe. Momento quase tão incompreensível como a irritante tendência para anular arrancadas de Hulk. Em três minutos, todavia, Lisandro fez questão de repetir voltando a marcar. Tiro de pé esquerdo, frontal, directo ao golo. Era o empate e o regresso à situação inicial, com a equipa azul e branca a respirar fundo e a acelerar. Em dois minutos, o corpo de Leo Franco parou os remates de Licha e Hulk, a dar seguimento a jogadas de Rodríguez e Raul Meireles.

Entretanto, a equipa do FC Porto continuava a exibir-se com acerto, só mesmo o árbitro inglês (Howard Webb) parecia não gostar, a ponto de considerar legal uma carga de Pablo Ibanez sobre Lisandro Lopez, que justificava livre perigoso e cartão vermelho. Com o intervalo à vista, nova oportunidade a centímetros das botas de Lisandro e Rodríguez e... de novo vantagem para o Atlético. 

O desafio recomeçou com Lisandro a obrigar Leo Franco a brilhar e a falhar na pontaria após assistência da esquerda. Depois o golo do FC Porto voltaria a surgir, outra vez por Lisandro, após uma jogada que começou numa recuperação de bola de Fernando e passou pelos pés esquerdos de Hulk, Rodríguez e Cissokho. Continua no Dragão, dentro de duas semanas.

FICHA DO JOGO
UEFA Champions League 2008/09 (oitavos-de-final, 1ª mão)
Estádio Vicente Calderón, em Madrid

Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)
Assistentes: Peter Kirkup e Michael Mullarkey
4º árbitro: Martin Atkinson

ATLÉTICO DE MADRID: Leo Franco; Seitaridis, Pablo Ibánez, Ujfalusi e António López; Maxi Rodríguez «cap.», Paulo Assunção, Raul García e Simão; Forlán e Aguero
Substituições: Aguero por Sinama Pongolle (55m), Raul García por Maniche (67m) e Maxi Rodríguez por Miguel (80m)
Não utilizados: Coupet, Pernía, Heitinga e Camacho
Treinador: Abel Resino

F.C. PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Lucho González «cap.» e Raul Meireles; Lisandro Lopez, Hulk e Rodríguez
Substituições: Sapunaru por Pedro Emanuel (79m), Lisandro Lopez por Sektioui (88m) e Raul Meireles por Tomás Costa (90m)
Não utilizados: Nuno, Stepanov, Mariano e Farías
Treinador: Jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 2-1
Marcadores: Maxi Rodríguez (3m), Lisandro Lopez (22 e 72m) e Forlán (45m)
Disciplina: Cartão amarelo a Raul García (24m), Sapunaru (28m), Lisandro Lopez (60m) e Paulo Assunção (74m)

Numa primeira análise poder-se á dizer que foi um jogo bem disputado com a equipa do FC Porto muito esforçada e com grande espírito de entre-ajuda entre todos os elementos da equipa.

Porém não gosto do sistema de jogo que equipa azul e branca pratica. Presentemente a equipa vive muito da qualidade individual, dos rasgos, dos seus avançados. Não faz circulação de bola consistente no meio-campo, revelando pouca segurança no seu jogo defensivo. Pratica quase exclusivamente um tipo de futebol directo que acaba por dar alguns frutos sem todavia garantir a segurança defensiva exigível. Direi mesmo, é altamente permeável às investidas dos adversários.Daí os golos sofridos pela equipa.

Entretanto, gostaria de ver mais coesão, um futebol mais ligado, mais consistente, entre todos os elementos da equipa, e, maior precisão na circulação de bola. Alem disto, também me parece que os avançados do FC Porto precisam de praticar mais a finalização, pois demonstram grande dificuldade em chutar de meia distância (fora da grande área).

À atenção da FC Porto-Futebol,SAD.

O Helton é um atleta psicològicamente fraco. Tem sido ele o coveiro da equipa na Liga dos Campeões! A SAD tem de contratar urgentemente um guarda-redes que dê confiança à equipa.

J.Ferreira:Temos de ser corajosos e competentes

23-02-2009 FUTEBOL

O F.C. Porto quer seguir em frente na UEFA Champions League e tem um plano de jogo adequado às exigências. «Temos de ser corajosos e competentes», resume Jesualdo Ferreira, na abordagem às emoções europeias e em pleno Vicente Calderón. A contenda será dura, mas o Dragão respira ambição.

O F.C. Porto está preparado para o ambiente de amanhã, tendo em conta a expectativa que está a ser gerada em torno deste encontro?
Estamos preparados para o jogo. Creio que com a vida desportiva que o F.C. Porto tem, ambientes difíceis e com muitos espectadores motivam ainda mais, obrigam a alerta maior e, acima de tudo, o ambiente de Champions é um acréscimo de motivação e rendimento. Tem sido assim e estou seguro de que será assim. Não há outra atitude que não seja a de discutir a eliminatória com uma grande equipa, que é um histórico do futebol espanhol, um clube que não tem experiencia de Champions como o F.C. Porto, mas tem jogadores com experiência internacional. A generalidade dos jogadores tem muita experiência. As duas equipas vão discutir a passagem e nós queremos muito passar. Vamos fazer tudo para o conseguir. Temos de ser corajosos e competentes. Temos um plano de jogo preparado. Vamos esperar tranquilamente para
 que o desafio comece.

O facto de o F.C. Porto estar a atravessar uma boa fase e o Atlético um mau momento de resultados, faz com que a sua equipa carregue alguma dose de favoritismo?
São duas historias diferentes… estamos a falar de dois jogos e não de uma prova de regularidade. Tem um clima completamente distinto. Como disse há pouco, não creio que sejam factores decisivos para aquilo que vier a acontecer. O que conta é o que fizeram para chegar aqui. O Atlético qualificou-se sem derrotas e o F.C. Porto venceu o seu grupo. Sentimos que estamos num momento bom, porque lideramos o campeonato, mas isso não nos põe por cima pelo facto de o Atlético não estar a fazer bom campeonato em Espanha.

Que diferenças detecta entre o Atlético de Aguirre e este de Resino?
Não são muito evidentes ainda. Aguirre teve uma equipa durante mais de ano e meio, qualificou-a para a UEFA Champions League e conseguiu apurá-la para os oitavos-de-final. O novo treinador chegou recentemente. Poderá existir um certo factor surpresa, mas quem vai decidir estes jogos vão ser os jogadores a partir do momento em que os planos de jogo estiverem traçados e as estratégias definidas em conjunto.

Depois de uma paragem na UEFA Champions League, nota-se que o F.C. Porto evoluiu. Em que aspectos?
O crescimento da equipa deu-se através da maior maturidade e da assimilação dos processos. É algo normal no crescimento de uma equipa. O F.C. Porto está mais equilibrado e a integração dos novos jogadores tem sido feita com mais segurança. O tempo não existe em futebol e cabe-nos a responsabilidade de equilibrar as competições e este é o momento. Estamos a seguir de acordo com os nossos objectivos.

Um jornal de hoje analisa o F.C. Porto e aponta a fragilidade dos laterais. Por outro lado, espantam-no os comentários recentes do Paulo Assunção?
Em função de determinados lugares, há sempre acções tácticas mais complexas que outras. Defender por dentro com adversários que jogam um contra um não é fácil, cruzamentos também não… Quanto mais complexas as acções tácticas, mais complexo se torna. Entendo que os laterais do F.C. Porto estão a evoluir, vão continuar a cometer erros, como todos, mas com o tempo os jogadores vão sabendo controlar melhor as coisas. Em relação à segunda pergunta, o que o Paulo Assunção fez foi defender a sua equipa. É esse o seu papel. Não me parece que conheça assim tão bem este F.C. Porto, mas é mais um desafio e nós gostamos disso.

Não está cansado de ficar pelos oitavos-de-final da UEFA Champions League?
Amanhã, se não acontecer nada de especial, será o 23º jogo na UEFA Champions League. Depois espero fazer o 24º e fazer ainda mais. Ao longo destes dois anos fizemos fases de apuramento muito boas. Tivemos experiências dolorosas, mas sentimo-nos de alguma forma pouco felizes, não só em relação à primeira eliminatória, com Chelsea, mas também em relação à última com o Schalke. Mas não estou cansado, pois tal como eu, todos os jogadores querem muito passar esta fase. São as 16 melhores equipas da Europa em discussão e os adversários são cada vez mais fortes. Queremos muito passar. Isso para mim é o mais importante.

PS - Diferenças? Assunção tem 29 anos e eu (Fernando) 21.

As diferenças entre os dois na minha opinião. Paulo Assunção quando jogava no FC Porto era um jogador empenhado e com grande capacidade de desarme com a bola à flor da relva. Já não era tão bom a jogar de cabeça, ou seja, no futebol aéreo, o seu calcanhar de Aquiles portanto. Quanto ao Fernando, tem a mesma determinação do seu conterrâneo, tal como ele,tambem uma grande disponibilidade (estofo) para correr, a mesma facilidade de corte das jogadas, só precisa de aperfeiçoar mais a precisão do passe,para ser um dos melhores trincos do Campeonato de Futebol Português.

C.D. da Liga e C.J.da Federação infestados de gente do SLB

Como é que sendo o FC Porto e o seu Presidente absolvidos na justiça civil, é condenado por juristas benfiquistas na justiça desportiva portuguesa e corre o risco de ser condenado pela UEFA! 

Na sequência do processo, e do recurso do FC Porto, o Comité de Apelo, segunda e última instância jurídica da UEFA, anulou a exclusão e devolveu o processo ao Comité de Controlo e Disciplina, que irá mesmo reapreciar o caso numa das próximas reuniões.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Jesualdo Ferreira em acção (retirado de OJOGO)

Entre avisos e incentivos, Jesualdo misturou os dois próximos jogos do FC Porto, aproveitando, também, a ressaca do clássico entre Sporting e Benfica, que se jogara na véspera. Aliás, sem se ter percebido muito bem o contexto, Jesualdo mencionou Derlei como exemplo quando sublinhava a obrigatoriedade de se redobrarem cautelas. "Temos duas competições que nos vão testar seriamente", vincou, manifestando-se abertamente confiante num desfecho positivo, postura reforçada pela vantagem de quatro pontos no campeonato. "Somos campeões e acredito que podemos voltar a ser", rematou, com um entusiasmo indisfarçável.

Indisfarçável foi também a atenção dispensada a Paulo Assunção, que, nas últimas semanas, se tem desdobrado em entrevistas. Na mais recente, o brasileiro defendeu que o Atlético tem uma equipa muito superior à do FC Porto. "Paulo Assunção está a provocar", avisou Jesualdo na conversa que manteve, ontem, com os jogadores. E disse mais: "Ele era um dos nossos, mas lembrem-se de que, agora, já não é". Aparentemente, e porque as relações de amizade entre Paulo Assunção e o plantel portista sobreviveram à polémica saída, o treinador quis acentuar a necessidade de se separar bem as coisas no jogo de amanhã. Além de chamar a atenção para a importância de ignorar o jogo de palavras que se faz à volta de um dos jogos mais importantes da época.

Lista de convocados: Bruno Alves, Cissokho, Farías, Fernando, Fucile, Helton, Hulk, Lisandro, Lucho González, Mariano, Nuno, Pedro Emanuel, Raul Meireles, Rodríguez, Rolando, Sapunaru, Stepanov, Tarik Sektioui e Tomás Costa.


domingo, 22 de fevereiro de 2009

Rescaldo do derbi lisboeta - SCP x SLB

Duas grandes penalidades por assinalar (em OJOGO)

Olegário Benquerença cometeu dois erros crassos, ao não marcar dois castigos máximos. O primeiro seria favorável ao Benfica, punindo infracção de Rochemback sobre Aimar. No final da primeira parte, prejudicou os leões, uma vez que não vislumbrou o desvio de Maxi Pereira com o braço. Para os especialistas em arbitragem de O JOGO, o juiz de Leiria falhou a nível disciplinar, pois Luisão deveria ter sido expulso, por alegada agressão a Liedson.


PS - Scolari e os clubes - (Jorge Maia em OJOGO)

Cada um é prò que nasce. Luiz Felipe Scolari, por exemplo, nasceu para trabalhar com selecções. Ter uma grande competição de quatro em quatro anos, uma média de um jogo a sério de dois em dois meses e todo o tempo do Mundo para aprender com os seus inúmeros erros. Os clubes, como a recente experiência com o Chelsea demonstrou para lá de qualquer dúvida razoável, estão longe de ser o seu habitat natural. Sente-se desconfortável com isso de ter de jogar todas as semanas, às vezes mais do que uma vez por semana, ter apenas vinte e tal jogadores por onde escolher e ainda por cima todos treinados por ele. E é por isso, por saber que Scolari não nasceu para o futebol de clubes, que é preciso ter alguma paciência com as suas declarações a propósito do dérbi de Lisboa e as suas considerações sobre a necessidade de não deixar o FC Porto escapar. Claramente, ele não sabe muito bem do que está a falar.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Paços de Ferreira 0 FC Porto 2

20-02-2009 FUTEBOL - Liga Sagres

Mais uma vitória arrancada a ferros num campo (Mata Real) tradicionalmente muito difícil.
A equipa está de parabens pelo seu empenho, atitude e esforço colectivo. Sendo portanto, de salientar a grande entre-ajuda entre todos os jogadores.
Destaques : 
Helton sem problemas;
Sapunaru não comprometeu; Rolando e Bruno Alves muito bem; Cissokho cumpriu;

Tomás Costa muito bem; Fernando e Meireles enquanto jogaram muito bem também;

no ataque: evidencia para o Hulk pelo que jogou e pelo fantástico golo que marcou; seguido de perto pelo Lisandro que só esteve infeliz no capítulo do remate. Quanto ao Farias, muito esforçado mas sem aproveitamento neste jogo.
Mariano, Lucho e Rodriguez, limitaram-se a dar continuidade ao jogo sem oscilações de maior. 

Filme do Jogo:

Exibição à altura de Tri-Campeão

Repetindo o desfecho da primeira volta, o jogo entre o FC Porto e o Paços de Ferreira saldou-se por mais uma vitória azul e branca. E assim o F.C. Porto garantiu o seu 12º triunfo nas 19 rondas já disputadas na Liga. Logo aos cinco minutos, Hulk protagonizou uma iniciativa individual que levou perigo à área do Paços Ferreira, repetindo com mais uma tentativa de belo efeito dez minutos depois, desta vez com mais sucesso, ao surgir em excelente posição na área adversária e disparar de pronto um pontapé fulminante que só parou no fundo da baliza de Coelho. Em vantagem no jogo, a equipa de Jesualdo Ferreira poderia ter ampliado o resultado pouco depois, quando Farias apareceu em posição privilegiada na pequena área contrária, não concretizando por centímetros depois dum cabeceamento executado em esforço. Outras jogadas, assinadas por Lisandro, aos 30 minutos, ou Hulk, a cinco minutos do descanso, reforçam a certeza dum Dragão superior durante a primeira metade do encontro, superioridade que, por falta de sorte, passou sem alteração do resultado ao intervalo. A segunda metade trouxe uma reacção mais conseguida da equipa visitada, que obrigou a equipa do FC Porto a maiores cuidados a fim de evitar dissabores. Mesmo já com o Paços a tentar equilibrar as operações, foi de novo do F.C. Porto num outro momento importante da partida, aos 65 minutos, quando Bruno Alves marcou, na conversão de um castigo máximo a punir uma falta evidente de Ricardo sobre Hulk, o golo da confirmação da vitória portista. Com o sexto triunfo consecutivo fora de casa para a Liga, sem derrotas na condição de visitante desde 1 de Novembro, o Dragão consolidou a passada no comando do campeonato, abrindo sólidas expectativas para o duplo compromisso de exigência máxima da próxima semana, que inclui uma deslocação a Madrid a contar para a UEFA Champions League, e a recepção ao Sporting na próxima jornada da Liga.

FICHA DE JOGO

Liga Portuguesa 2008/09 – 19ª jornada
20 de Fevereiro de 2009
Estádio da Mata Real, em Paços de Ferreira

Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto)
Árbitros Assistentes: José Ramalho e José Luís Melo 4º Árbitro: Vasco Santos

PAÇOS DE FERREIRA: Coelho; Danielson, Ricardo, Kelly e Jorginho; Dedé, Pedrinha «cap.», Rui Miguel e Ferreira; Edson e André Pinto
Substituições: Edson por Carlos Carneiro (71 min), Danielson por Leandro Tatu (79 min), Não utilizados: Bruno Conceição, Chico Silva, Kiko, Filipe Gonçalves e Pedro Queirós
Treinador: Paulo Sérgio

F.C. PORTO: Helton, Sapunaru, Rolando, Bruno Alves «cap.» e Cissokho; Fernando, Tomás Costa e Raul Meireles; Lisandro, Farias e Hulk
Substituições: Farias por Rodríguez (67 min), Raul Meireles por Lucho (68 min) e Fernando por Mariano (81 min) Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Stepanov e Sektioui
Treinador: Jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Hulk (16 min) e Bruno Alves (65 min, g.p.)
Disciplina: Sapunaru (46 min), Lucho (75 min), Dedé (81 min), Pedrinha (90 min)