domingo, 21 de dezembro de 2008

FC Porto 0 Marítimo 0

Futebol - Liga Sagres FC Porto cede empate frente ao Marítimo no Dragão

O FC Porto interrompeu uma série de nove vitórias consecutivas, cedendo esta noite um empate a zero diante do Marítimo no Estádio do Dragão. Os portistas dominaram quase todo o encontro, mas encontraram pela frente uma equipa sólida, bem estruturada, que vinha (avisada) de amplas derrotas com o Benfica e com o Sporting. O FC Porto perdeu assim boa oportunidade de se isolar na frente do campeonato, ainda que à condição. Início forte da equipa do FC Porto com Lucho a rematar um pouco ao lado logo no primeiro minuto. E aos 4' foi a vez de Hulk atirar forte, mas também ao lado. Aos 10', de novo Lucho, desta feita de pé esquerdo, outra vez ao lado. Até que o Marítimo, aos 17', lá conseguiu chegar à baliza de Helton. Num contra-ataque, Miguelito serviu muito bem Baba, mas Rolando cortou para canto. Aos 28', já com o Marítimo encaixado no jogo do adversário, primeira situação de verdadeiro perigo.
Na sequência de um canto, a bola sobrou para Bruno Alves que, completamente à vontade, rematou por cima. Respondeu o Marítimo por João Guilherme que, num livre directo, atirou fortíssimo à barra da baliza de Helton, aos 31'. Sete minutos volvidos, nova grande ocasião para o FC Porto. Canto da direita apontado por Raul Meireles e Rodriguez, em óptima posição, a cabecear um pouco ao lado. No segundo tempo o Marítimo, que substittuiu Fogaça por Djalma, continuou a dificultar a vida ao FC Porto, que só aos 58' teve um remate perigoso, por Rodriguez, aos lado. O uruguaio, um minuto depois, cabeceou por cima. O FC Porto dominava, é um facto, mas o Marítimo, para além de tapar bem os caminhos para a sua baliza, obrigava a defesa da casa a bastantes cuidados. Aos 65', num livre da direita marcado por Bruno, Marcinho cabeceou à barra. No minuto seguinte Jesualdo Ferreira fez entrar Mariano e sair Pedro Emanuel. Fucile foi para a esquerda da defesa e o argentino ficou na ala direita. Um reforço para o ataque, que de facto não estava nos seus melhores dias. Só que o Marítimo continuava muito seguro. Os dez minutos finais foram frenéticos, com o FC Porto a carregar sobre a defensiva contrária, porem já mais com o coração do que com engenho e cabeça. O Marítimo já só pensava na conquista de um ponto e até perdeu a cabeça. Fernando Cardozo esbofeteou Rolando, mas só as câmaras da televisão viram. Jesualdo Ferreira não desistiu e fez entrar Farías, saindo Raul Meireles, aos 84'(tarde e a más horas). Três minutos depois, num dos raros ataques dos madeirenses nesta fase, “slalom” de Manu, com Helton a desviar para canto. No primeiro dos cinco minutos de descontos, Van der Linden evitou um golo certo ao FC Porto, desviando uma jogada perigosa para canto. Hulk foi o autor do derradeiro remate do FC Porto para defesa fácil de Marcos. Já depois dos cinco minutos Miguelito viu o cartão vermelho directo. Terminou assim a partida, com o FC Porto a ceder dois pontos em casa, tal como ontem o Sporting.

Liga Portuguesa 12ª Jornada 21 de Dezembro de 2008
Estádio do Dragão, no Porto Assistência: 37.809 espectadores
Árbitro: Duarte Gomes (AF Lisboa) Assistentes: Bertino Miranda e Pedro Garcia4º Árbitro: Vasco Santos

F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Pedro Emanuel «cap.»; Fernando, Raul Meireles e Lucho; Lisandro, Hulk e RodríguezSubstituições: Pedro Emanuel por Mariano (67 min) e Raul Meireles por Farías (85 min)Não utilizados: Nuno, Stepanov, Benítez, Guarin e Tomás Costa. Treinador: Jesualdo Ferreira.

MARÍTIMO: Marcos; Briguel, João Guilherme, Fernando Cardozo e Van der Linden; Olberdam, Bruno «cap.», Marcinho e Miguelito; Bruno Fogaça e BabaSubstituições: Bruno Fogaça por Djalma (46 min), Marcinho por Vítor Júnior (77 min) e Baba por Manu (86 min)Não utilizados: Marcelo, Luis Olim, João Luiz e Zé Gomes. Treinador: Lori Sandri.
Ao intervalo: 0-0Disciplina: cartão amarelo a Olberdam (14 min), Van der Linden (44 min), Hulk (54 min), Fucile (67 min), Baba (75 min), Rodríguez (78 min), Vítor Júnior (80 min), Marcos (90 min) e Bruno (90 min). Cartão vermelho a Miguelito (90 min).

Jesualdo Ferreira:
“Ficámos a dever este empate a nós próprios”, desabafou Jesualdo Ferreira logo após o jogo desta noite com o Marítimo no Dragão. “Só nos faltaram os golos”, completou. “O Marítimo tem jogadores altos, defende bem, jogou com três centrais mais dois laterais e ainda três médios defensivos. Já sabíamos que o jogo iria ser difícil, mas tivemos muitas ocasiões para marcar, só que não o conseguimos.
«Foi um desfecho inglório»
Decepcionado, mas não abatido, Jesualdo Ferreira queria mais intensidade e o golo. Falou, por isso, num «desfecho inglório», referindo-se ao empate a que não reconheceu efeitos perversos nem a capacidade de operar um retrocesso na fase ascendente do F.C. Porto. E do nulo retirou ainda ensinamentos sobre a exuberância dos processos ofensivos.
Sentido único

«Em grande parte do tempo, o jogo disputou-se em sentido único. Na antevisão do jogo disse que não seria uma partida fácil e lembrei que, jogando fora, o Marítimo só tinha sofrido um golo.»
Mais pressão

«Na primeira parte, o F.C. Porto não foi suficientemente forte na pressão e o nosso plano passava por pressionar os três centrais do Marítimo. Não fomos tão agressivos (tão rápidos) como deveríamos ter sido num jogo deste tipo.»
Bola parada e contra-ataque

«As duas ou três oportunidades do Marítimo são normais em quem defende o jogo todo. Duas surgiram de bola parada e uma num contra-ataque.»
Sete jogos em 21 dias

«Empatámos porque não fomos capazes de tornear um adversário difícil e, a três jornadas do final da primeira volta, era muito importante termos ganho, mesmo tratando-se do nosso sétimo jogo em 21 dias, ao longo do qual revelámos uma grande frescura.»
Desfecho inglório

«Foi um desfecho inglório e terminarmos a jornada no primeiro lugar não dependia de nós. O que me deixa insatisfeito foi termos tido ocasiões suficientes para marcar, pelo menos, um golo. Num jogo destes, um golo geraria mais espaço.»
Confiante e sem recuos

«Este empate vai ajudar-nos a perceber que em nenhum momento poderemos jogar com menor intensidade, mas não me retira a confiança nem me faz pensar que demos passos atrás.»
Dificuldade madrilena

«O Atlético de Madrid fez 12 pontos no seu grupo e não perdeu qualquer jogo. Tem uma boa equipa e disputa, talvez, o melhor campeonato do mundo. Será difícil, mas até Fevereiro, ainda há muito para jogar e para preparar.»
Abraço triste
«Dou um abraço triste aos adeptos portistas, junto com os votos de um Feliz Natal, porque gostava de lhes oferecer a vitória.»

A minha opinião : A equipa do FC Porto não ganhou o jogo devido à inépcia do seu meio campo, dos seus atacantes e ao super ferrolho utilizado pela equipa do Marítimo.
A equipa do Marítimo procurou jogar em antecipação e conseguiu quase sempre ser mais rápida do que a equipa do FC Porto a chegar à bola, daí o mérito do Marítimo em ter alcançado o empate e o demérito da equipa do FC Porto por tê-lo consentido.
Foi confrangedora a imagem da precipitação, do atabalhoamento que a equipa do FC Porto deu nos 20 minutos finais do jogo.
Na minha opinião, a equipa do FC Porto ressentiu-se do jogo de 4ª feira na Reboleira, porque em pequenos pormenores como por exemplo no aspecto da velocidade dos jogadores, a equipa do FC Porto quase sempre perdeu. Daí a atrapalhação, a precipitação,o atabalhoamento nos remates à baliza do Marítimo, devido à pressão (rapidez) exercida pelos seus jogadores sobre os jogadores do FC Porto, os quais nunca tiveram argumentos para se libertarem dessa pressão. A sensação final que me fica é que os jogadores do Marítimo foram sempre mais rápidos sobre a bola e faltou expontaneidade e velocidade ao contra-ataque da equipa do FC Porto.

PS - À atenção da FC Porto - Futebol,SAD.
Dado que existe na equipa de futebol a falta dum lateral esquerdo de categoria aceitável, os dirigentes da SAD deviam na abertura do mercado tentar contractar o lateral direito Vasco Fernandes ao Leixões, desviando o Fucile para o lado esquerdo da defesa, ficando assim resolvido o problema dos laterais na equipa. O Sapunaru é um central adaptado a lateral, mas como não é um sprinter não tem velocidade de pernas para jogar nas alas.


PS 1 - Ah! é verdade este árbitro, Duarte Gomes, está registado em Lisboa mas é natural da Madeira...!

PS 2 - Abertura de mercado em Janeiro, aquisição dum defesa lateral esquerdo.
Pedro Emanuel, apesar de esforçado e sem negar a importância que teve para serenar a equipa num momento conturbado, será sempre uma adaptação de risco. Viu-se isso nos últimos jogos, percebendo-se que a experiência não consegue iludir por completo a falta de rotinas, de velocidade e de capacidade atacante para dar resposta a todos os problemas.

3 comentários:

  1. Uma entrada forte e a prometer muito, mas que rapidamente se desvaneceu. A partir dos 20 minutos ligamos o complicador e deixamos de jogar, de pressionar, de criar perigo e fizemos com que o Marítimo acreditasse que podia conseguir um resultado positivo.
    Melhor na segunda-parte, mas a saída tardia de P.Emanuel, fez que só na parte final, mais com o coração que com a cabeça, o F.C.Porto encostasse a equipa insular às cordas. Aí nesse período, faltou eficácia e alguma calma.
    Resumindo dois pontos perdidos ingloriamente e numa altura importante.
    Arbitragem habilidosa, de um trio que veio ao Dragão para provocar.
    O facto de só ter mostrado o amarelo ao guarda-redes Marcos, aos 90 minutos, quando ele fez a mesma coisa o jogo todo, diz tudo.
    Um abraço

    ResponderEliminar
  2. Vila Pouca!

    Na minha opinião a equipa ressentiu-se do jogo de 4ªfeira na Reboleira.Quando em competição com os jogadores do Marítimo fomos sempre ultrapassados pela velocidade deles.O João Vieira Pinto referiu e eu que acompanhei o jogo na RTP (vê-se mais ao pormenor que no campo)estou de acordo,tivemos sempre muitas dificuldades nos duelos do um para um.Tanto o Lisandro como o Hulk e o Lucho não ganharam um lance no confronto com os adversários.

    Abraço

    ResponderEliminar
  3. Caro Vila Pouca!
    Desculpa mas vou voltar a dar relevo ao seguinte:

    Resposta a um "Anónimo" que pelos vistos deve ser alguém doutorado(ou iluminado)em futebol...!!!

    Doutor,para já tenho uma vantagem incomensurável sobre V.a Ex.a : estou perfeitamente identificado.

    «... Na minha opinião a equipa ressentiu-se do jogo de 4ªfeira na Reboleira ...»

    Lemos bem?


    «... Tanto o Lisandro como o Hulk e o Lucho não ganharam um lance no confronto com os adversários ...»

    Vamos lá a saber, V.a Ex.a (anónimo)concede-me ou não o direito de ter opinião?

    Ou é um daqueles srs. saudosistas do antigamente,autoritários e prepotentes, autênticos donos da verdade...?!

    Ah! Já sei o "anónimo" é daqueles que dado o pedestal que ocupa está muito acima de todos os outros seres "MEDÍOCRES" na sua opinião,que têm a veleidade de comentar.

    Não pediu,mas dou-lhe à mesma uma informação: nesta vida,ninguém é dono da verdade. "A verdade,(qualquer que seja o assunto)está no esclarecimento e no debate".

    Quanto áquilo que afirmei(escrevi),outras fontes,na minha opinião,infinitamente mais esclarecidas do que V.a Ex.a , afinaram pelo meu diapasão...!

    Se não concorda,fique na sua,pois a mim não me faz favor nenhum em concordar...!

    Outro assunto: está,se lhe apetecer, à vontade para continuar a expelir (produzir) os seus excrementos gráficos,que da minha parte não obterá mais qualquer resposta.Se pretende protagonismo, não será de certeza à minha custa.

    Para todos os elementos que escrevem neste Blog (com excepção de V.a Ex.a, visto que de certeza já se auto excluiu) um grande abraço e um Feliz Natal.

    AMonteiro

    ResponderEliminar

Abrimos portas à frontalidade, mas restringimos sem demagogia, o insulto e a provocação.