domingo, 2 de agosto de 2009

FC Porto é muito mais do que Hulk

Jorge Maia / Carlos Gouveia enviados especiais Isla Canela

A derrota com o Aston Villa não apagou o que ficou para trás: cinco vitórias e um empate numa pré-temporada cheia de novidades e com uma confirmação: Hulk. Jesualdo Ferreira fez a O JOGO um balanço completo do arranque, a uma semana do primeiro desafio oficial.

Directo ao assunto. Fala-se muito numa certa dependência em relação ao Hulk, o único jogador do FC Porto que marcou na Peace Cup. Ela existe mesmo? Não existe dependência nenhuma do FC Porto em relação a Hulk. O FC Porto é muito mais do que o Hulk. O fundamental é que ele perceba que a equipa joga para ele e que ele tem de jogar para a equipa. Nenhum jogador consegue fugir a esta condicionante. O Hulk joga na última linha, como jogava o Lisandro ou o Quaresma, e, como o jogo tem uma lógica, é evidente que as características do Hulk só podem ser potenciadas com a equipa. As suas capacidades só podem ser úteis quando ele for capaz de as pôr ao serviço da equipa. Gostava que se recordassem do que foi escrito sobre ele há um ano, quando ele chegou. Nessa comparação, entre o Hulk actual e aquele que chegou mais ou menos por esta altura, percebe-se que aquilo que separa um e outro é a evolução que ele fez no entendimento com a equipa. Por isso mesmo, rejeito qualquer dependência em relação ao Hulk, como rejeitei a dependência em relação ao Quaresma ou em relação ao Lucho. E o facto é que a equipa conseguiu sobreviver sempre à ausência de qualquer um deles. De resto, posso dizer-lhe que os jogadores com as características que tem o Hulk impressionam quase sempre mais o público e a crítica do que os treinadores.

Mas sobra a ideia de que não há muitas alternativas a Hulk no plantel… Não faltam alternativas ao FC Porto, faltam alternativas ao Hulk. Ou seja, o FC Porto tem outros jogadores para utilizar no ataque com características diferentes, o que não tem é outro Hulk, com a mesma velocidade e a mesma capacidade de explosão. Aliás, nem sei se existe algum por aí, até porque a clonagem não está assim tão evoluída. Claro que o plantel tem alternativas para quando ele não jogar.

Falcao, por exemplo, pode render mais? Não será um jogador demasiado parecido com o Farías? O Falcao corre o mesmo perigo de qualquer jogador que chega ao FC Porto e ao fim de cinco treinos joga: tem de comer a bola. Não é justo fazer essa avaliação e muito menos comparar o Hulk com o Falcao. Primeiro, o Hulk não é um ponta-de-lança, é um avançado. No FC Porto, não jogamos com dois extremos e um ponta-de-lança, jogamos com três avançados e creio que, com alguma calma, o Falcao pode fazer parte desse esquema e nós vamos ter esses três avançados, tal como tivemos no ano passado.

Isso quer dizer que, para já, não tem? Quer dizer que o Rodríguez está lesionado, quer dizer que o Hulk não tem jogado exactamente na posição onde penso que poderá jogar no futuro e quer dizer que o terceiro jogador desse trio ainda não entende completamente o jogo da equipa, mas vai entender. Agora, é verdade que o Falcao não é uma alternativa ao Hulk, porque têm características diferentes.

E isso significa que lhe chegam os jogadores que tem? Neste momento, temos seis avançados, o que é o ideal para a estrutura da equipa, todos eles têm características diferentes que são complementares e que, com tempo e com trabalho, podem proporcionar todas as soluções de que a equipa precisa. De resto, as conversas sobre os nossos planos ao nível das entradas e saídas não são públicas.

Este Plantel é tão potente como o do ano passado

Algum reforço o tem impressionado em particular? O problema de uma análise desse tipo é que alguns dos reforços ainda não tiveram nem tempo, nem espaço para os podermos analisar com algum critério e rigor. Quando referia que nos preocupamos com a forma como avaliamos os jogadores, e também com a forma como os expomos à avaliação exterior, não posso fazer uma análise com segurança. Sinto que todos os reforços que chegaram têm condições para virem a ser aquilo que espero deles. Isso é seguro.

Há um ano, ainda muito cedo na temporada, disse que a equipa seria mais forte que a anterior. Pode dizer o mesmo desta? Na altura, disse que a equipa seria diferente, que seria mais forte por ser mais potente do que a anterior e acredito que isso mesmo ficou confirmado ao longo da temporada. Creio que essa potência existe neste plantel, na mesma, mas é preciso encontrar alinhamentos tácticos que aproveitem as qualidades dos jogadores que estão cá. O FC Porto perdeu o Cissokho, o Lucho e o Lisandro, que foram fundamentais na última época, mas há um ano também tínhamos perdido o Bosingwa, o Quaresma e o Paulo Assunção. E agora, tal como aconteceu há um ano, teremos de encontrar as melhores soluções tácticas para podermos ser ainda mais fortes.

A Peace Cup não foi uma exigência excessiva quando falta uma semana para a Supertaça? Seria se não tivéssemos tido o cuidado de fazer um grande trabalho de rotação. De resto, é importante perceber porque é que alguns jogadores jogaram mais do que os outros - porque foram os que mais trabalharam desde o arranque. Depois, as entradas progressivas do Raul Meireles, do Bruno Alves, do Rodríguez, do Fucile e do Guarín ajudaram a equipa a crescer, porque estes elementos conhecem o nosso processo, o nosso modelo de jogo e foram muito úteis para acelerar a integração dos restantes. É assim que se consegue que o Álvaro Pereira esteja a jogar, que o Maicon esteja a jogar e que o Belluschi e o Varela estejam a jogar. De resto, nessa fase inicial do trabalho, houve muitas alturas em que a menor capacidade física foi compensada pela maior identificação de alguns jogadores com aquilo que é o processo do FC Porto. Este não foi um trabalho fácil, mas o facto é que, considerando os jogadores que chegaram lesionados, conseguimos excelentes resultados com um grupo relativamente reduzido.

Foi uma decepção falhar a final? Queríamos ir à final, fizemos tudo para lá chegar, mas também reconheço que iria colocar uma carga pesada na semana que antecede a Supertaça. Por outro lado, também é verdade que um bom resultado, na final, poderia ter efeitos ao nível anímico que compensassem o desgaste provocado pelo prolongamento da estadia aqui. Compete-nos agora reequilibrar os processos desgastantes que existiram e potenciar o conjunto de jogadores que estão numa fase mais atrasada do processo de integração.

Já experimentou jogar em 4x4x2 algumas vezes. É uma experiência para levar mais longe?

Não é uma experiência, é uma alternativa que o FC Porto precisa de ter. Sempre disse que o FC Porto tinha um sistema base, e tem, tem um modelo estabelecido que passa por um conjunto de princípios que regem a organização táctica da equipa, e a configuração dos jogos e dos jogadores vai obrigar-nos algumas vezes a reposicionar os jogadores de tal forma que pareçam enquadrar outro sistema, mas o importante é que o modelo não mude, ou que seja cada vez mais forte e estável. E, independentemente do sistema, o importante é que os jogadores actuem de acordo com aqueles que são os nossos princípios, quer a defender, quer a atacar.

Construir uma equipa no ataque ao Penta será um grande desafio. Reconstruir é uma palavra a que Jesualdo Ferreira já se habituou. Esta pré-temporada serviu para lançar as bases de um novo FC Porto.

Está a ser aliciante construir mais um puzzle? Saíram três jogadores importantes, entraram outros. Está a dar-lhe o mesmo gozo que confessou sentir no ano passado? Já usei essa expressão uma vez e se a repetir vão acusar-me de falta de originalidade. Vou dizer que é um grande desafio. Depois do tetra, atacar o penta com jogadores novos e com a necessidade de construir uma equipa nova será certamente um grande desafio para mim, para os jogadores, mas também para o público que nos apoia e que espera sempre os melhores resultados e as melhores exibições. Também eles vão ter de participar neste desafio de sermos penta.

O FC Porto está pronto para entrar na competição a doer? Claro que sim. Tem de estar, como estarão todas as outras equipas, ainda que mantendo a consciência perfeita de que temos ainda pouco trabalho para podermos render o máximo. A avaliação que se pode fazer ao FC Porto, neste momento, é sempre incompleta, atendendo àquilo que são as realidades de uma pré-temporada que começou há apenas quatro semanas.

Arrancou mais tarde do que os rivais para a preparação. Alguma razão para isso? Várias. Começámos a época a 7 de Julho, a quatro semanas do início da época oficial, concretamente a um mês da disputa da Supertaça e fizemo-lo por duas razões. Primeiro, porque depois do desgaste de 52 jogos numa época de alta intensidade, os jogadores deveriam ter, no mínimo, um mês de férias. Tínhamos também a perspectiva de que poderiam acontecer algumas alterações na equipa, considerando aquilo que eram as estimativas do mercado de transferências; tínhamos um conjunto de jogadores internacionais que apenas estariam libertos dos compromissos da selecções a 10 de Junho e tínhamos de pensar sobre as aquisições que viessem a ser feitas. A data foi escolhida para permitir as férias, sabíamos que a maior parte dos jogadores já teria uma base de trabalho sobre os processos de jogo da equipa, mas também para encurtar as diferenças de tempo entre o trabalho feito pelo primeiro grupo e os que chegavam mais tarde. Se tivéssemos começado a 29 ou a 30 de Junho teríamos quase duas semanas de trabalho feito pelo primeiro grupo que seriam praticamente irrecuperáveis pelos jogadores que foram chegando mais tarde. Foi um risco que corremos, encurtando o período de preparação para ganharmos em rapidez de integração.

Com bons resultados? O que se passou nos jogos prova o acerto desta opção, mas a verdade é que as diferente integrações que foram feitas são ainda perceptíveis, nomeadamente ao nível de cargas de trabalho e ritmo. Por isso, falei num plantel dividido em três patamares distintos e por isso avisei em relação à especificidade de uma competição como a Peace Cup, cujo calendário previa a realização de jogos com intervalos de 48 horas, o que, em termos de preparação, não é o melhor, especialmente no caso do FC Porto, que, para além da construção da equipa, quando entra numa competição destas fá-lo para ganhar. E esse tipo de exigência não favorece uma observação mais detalhada dos jogadores nem a integração progressiva dos jogadores mais novos.

Bruno Alves? Ninguém está preparado para perder quem gosta. Está preocupado com a possibilidade de o Bruno Alves ainda poder sair? Essa possibilidade coloca-se não só em relação ao Bruno Alves… Mas em relação a ele em particular, está preocupado? Até ao dia 31 de Agosto, tudo pode acontecer. Como treinador, sempre disse que não estava preparado para perder nenhum jogador e, em termos mais genéricos, posso dizer-lhe que ninguém está preparado para perder quem gosta. Agora, compete-nos estarmos atentos e preparados para aquilo que pode acontecer na vida de uma equipa ou na vida de um jogador. E podem acontecer muitas coisas. Pode haver uma transferência, mas também pode haver uma lesão grave e temos de estar preparados. De que forma? Neste momento, para além do Bruno e do Rolando, que formam a dupla de centrais do FC Porto, temos o Maicon e o Nuno André Coelho a treinar com os mesmos princípios, com as mesmas ideias e dentro do mesmo modelo, e que vão fazendo o seu trabalho de integração progressiva. E aquilo que posso dizer que desejo, em relação ao tema Bruno Alves, é que as coisas corram da melhor maneira possível para o FC Porto.

Acha que o Álvaro Pereira já fez esquecer o Cissokho? Acho que são jogadores tão diferentes que dizer que um fez esquecer o outro acaba por ter graça. Têm algumas semelhanças, mas são, na essência, dois jogadores diferentes. São dois bons jogadores, tivemos uma experiência muito positiva com o Cissokho durante quatro meses, mas o Álvaro só está cá há meia dúzia de dias e não faz sentido estar a fazer comparações. Mas está satisfeito com a troca? Estou satisfeito com o Álvaro Pereira.

Generalizando um pouco, o balanço que faz do trabalho é positivo? Bem, chegamos a este momento sem lesões, com alguns jogadores com ritmo muito aceitável, com uma equipa praticamente formatada, que já ganhou jogos de grande intensidade e apresentou performances muito boas, mas com alguns jogadores ainda em graus intermédios da sua integração. Por outras palavras, o FC Porto já é uma equipa, mas pode e vai ser uma equipa muito melhor do que é agora. Neste contexto, a prioridade vai para a necessidade de proceder ao reequilíbrio entre os diversos momentos de preparação do plantel. O balanço nesta fase tem de ser positivo, não só pelos jogos que fizemos, não só pela forma como fomos vendo a evolução dos jogadores, mas também pela forma como os novos se integraram, e refiro-me ao Maicon, ao Belluschi, ao Varela e ao Álvaro Pereira, jogadores que rapidamente perceberam o que pretendemos e a forma como jogamos.

Belluschi é jogador muito diferente de Lucho. Pode cumprir as mesmas funções? O Belluschi é um jogador de menos espaços que o Lucho. É um jogador de menores penetrações, mas acaba por ocupar tanto espaço intermédio como ocupava o Lucho. Tem uma excelente capacidade de passe, é um grande finalizador ao nível do jogo exterior, tal como acontecia com o Lucho, mas não vamos esperar que o Belluschi faça de Lucho, que faça as mesmas coisas que ele fazia; com a certeza de que fará outras que Lucho não fazia.

Há dois jogadores que as pessoas não viram muito. Valeri jogou pouco, Prediger nada. Pode acrescentar alguma coisa sobre os jogadores que são? Entraram ambos tarde na equipa, mas conhecemo-los bem, aquilo que é a sua vida desportiva anterior e, mesmo sem me querer debruçar muito sobre isso, posso dizer que se chegaram cá, foi porque deram provas de qualidade nos clubes onde estavam. Vamos deixá-los evoluir, vamos integrá-los no nosso processo de jogo, no nosso modelo, e, depois, poderemos avaliá-los de forma mais concreta.

Há dias, durante um treino, foi particularmente interventivo. Sente essa necessidade nesta fase? O problema desse tipo de situações é que os jornalistas só assistem a 15 minutos de treino ao longo da temporada e depois surpreendem-se quando estão uma hora connosco. Eu sempre fui assim, e vou continuar a ser assim. Acredito que há momentos próprios para o treinador intervir, outros em que se deve afastar e nada disto tem a ver com o facto de estarmos no início da época, ou com a entrada de muitos jogadores novos na equipa. Tem a ver com aquilo que em determinados momentos consideramos importante salientar, sublinhar, corrigir ou até elogiar, e essa é uma avaliação pessoal, que cada treinador faz, e cuja expressão não pode ficar condicionada pela presença dos jornalistas nos treinos sob pena de prejudicar a equipa.

Resguardar os reforços de análises precipitadas. Costuma demorar a integrar os jogadores novos. Este ano, já há alguns que se afirmaram, como Belluschi e Álvaro Pereira. Estão prontos para jogar? Prontos têm de estar, o que não quer dizer que o processo esteja concluído, longe disso. Sabemos que não há jogadores que possam cá chegar e dizer que têm a titularidade garantida e se há, o FC Porto não tem a capacidade financeira para os garantir. Compete-nos fazer a integração gradual dos jogadores novos, resguardando-os das análises precipitadas que muitas vezes são feitas pela Crítica. Sabemos o que vale a crítica, o que valem as primeiras imagens e sabemos que efeitos podem ter na carreira de cada jogador. E é por sabermos isso que tentamos saber também exactamente qual é o melhor momento para esses jogadores se exporem com segurança, acreditando também eles naquilo que valem. Não faltam jogadores de grande qualidade que chegam ao futebol português e são arrasados por análises precipitadas, baseadas nas primeiras impressões. Não queremos dar passos em falso. Mas, como é preciso constituir um onze para jogar, os que entram mais cedo são os que nos dão garantias de que podem ultrapassar estas questões com mais facilidade.

Tenho os três melhores guarda-redes de Portugal. Está aceso o duelo pela titularidade da baliza. É uma competição positiva? É uma boa dor de cabeça para o treinador? Atrevo-me a dizer que, neste momento, o FC Porto tem os três melhores guarda-redes do futebol português. E faço-o com alguma segurança. O Helton é titular do FC Porto há cinco épocas, o Beto é jogador da Selecção Nacional, o Nuno tem um vivência e uma experiência e uma qualidade acima da média e, por isso, dispor dos três é, antes de mais, uma garantia para qualquer treinador. Temos, provavelmente, 50 jogos para fazer, mais um menos outro, aos quais teremos de juntar os jogos da Selecção e todos eles terão de estar preparados para jogar a qualquer momento.

Disse que o Helton é titular há cinco épocas. Significa que vai continuar? Fiz uma análise retrospectiva e penso que fui claro. Acho que o que referi sobre a qualidade dos três melhores guarda-redes do futebol português e sobre a tranquilidade que isso me dá, dispensa-me de avançar muito mais sobre essa matéria. A competição entre eles é grande, toda a gente sabe isso, mas também é assim em relação a todas as posições do plantel e essa vai ser uma característica definidora do FC Porto ao longo da próxima temporada: competitividade.

Uma relação especial à base de diálogo Evitar que os elogios frequentes possam condicionar a evolução de Hulk tem sido uma preocupação constante de Jesualdo Ferreira, que vai doseando aplausos ao brasileiro com algumas conversas para garantir um jogador mais completo

Uma certeza à esquerda Os primeiros jogos do FC Porto durante a pré-temporada já tornaram evidente a existência de uma estrutura base, um esqueleto que deverá sustentar a equipa durante a temporada de assalto ao segundo penta da história do clube. Se na baliza a luta pela titularidade se mantém acesa, embora Helton parta com vantagem em relação a Beto, na defesa está praticamente tudo definido. Álvaro Pereira chegou, viu e venceu a corrida pela vaga deixada em aberto pela saída de Cissokho. Seguro a defender, tacticamente integrado nos processos da equipa, fisicamente disponível e ofensivamente interventivo, o uruguaio parece ser o primeiro reforço a garantir um lugar no onze titular de Jesualdo Ferreira para a próxima temporada, até porque Benítez está longe de lhe servir de alternativa.

Se ninguém se chegar à frente com os 30 milhões de euros previstos na cláusula de rescisão de Bruno Alves, o eixo da defesa deverá continuar a ser partilhado por ele e por Rolando. A primeira dúvida surge à direita. Com Sapunaru ainda em fase de reintegração nos trabalhos depois da lesão que o afastou do arranque da pré-temporada, Fucile continua longe da sua melhor forma, mas a estreia de Miguel Lopes frente ao Besiktas não foi auspiciosa. No meio-campo, Fernando e Raul Meireles são certezas absolutas, enquanto Belluschi vai aproveitando a vantagem de ter chegado mais cedo. Ainda assim, Valeri, Guarín e até Tomás Costa são alternativas a considerar para o lugar que foi de Lucho. No ataque, Hulk e Mariano são as certezas até agora. Varela tem feito por mostrar serviço, mas parece evidente que não estará em vantagem no confronto com Cristian Rodríguez. Feitas as contas, descontando o guarda-redes, há sete certezas e três dúvidas. Um balanço razoável a uma semana do início oficial da temporada.

Rodagem dos novos já bem integrados Álvaro Pereira 450' .Descontando o amigável com o Tourizense, que foi à porta fechada, sobram ainda seis jogos para constatar um dado comprovado pelos minutos de utilização: já há reforços a mostrar serviço. E ainda há dois que estão por estrear: Prediger, o último, e Orlando Sá.

Belluschi 377'. Chega com a missão de fazer esquecer Lucho, ou atenuar essa saída. Já marcou e deu sinais de criatividade . Varela 370' . Uma das agradáveis surpresas, mesmo sendo um jogador bem conhecido do futebol português. Maicon 270' Procura intrometer-se na dupla que parece certa: Rolando e Bruno Alves, ganhando rotinas com os dois. Beto 175' Excelentes defesas e concorrência séria para Helton, que também parece espicaçado pela novidade.

4 comentários:

Dragaoatento disse...

Constatação!

A esta equipa do FC Porto faltam mais dois ou três profissionais com o vigor físico e a fibra do Bruno Alves, para termos chances na Champions League.

Gaspar Lança disse...

o que era mesmo preciso .. era de jogadores para concorrerem o Hulk, esta é a minha opinião ..

Um abraço, Gaspar

dragao vila pouca disse...

Exactamente: altos e espadaúdos. Como o Frasco, o André o J.Magalhães, o J.Pinto, o Deco, o Maniche, o Messi, o Iniesta, O Xavi e por aí fora...

Monteiro, que digas que atrás temos de ter gente alta e forte, concordo contigo, mas no meio-campo e no ataque a principal condição é técnica, talento e velocidade, com e sem bola.

Um abraço

Dragaoatento disse...

Vila Pouca!

Estás a brincar comigo, não estás?!
Então já te esqueceste que o Jardel foi o melhor goleador (cabeceador) do FC Porto dos últimos tempos. E que ele media (mede) mais dum metro e noventa?!
Outro jogador impressionante pela sua estatura, vigor físico e técnica: o grande Jaburu...! Chegaste a vê-lo jogar? Na sua época foi um portento...!

Quanto ao Frasco, André (não muito alto mas entroncado, possante), Deco, Maniche, Messi...etc...

Ó Vila Pouca! Mas estes a que te referes, embora excepcionais, não eram ou não são goleadores, eram ou são mais jogadores que desequilibram, jogadores para fazer assistências...

Nos 50 anos que já levo a ver jogar futebol o único que não era muito alto e que não obstante marcava muitos golos de cabeça foi o bota d'ouro. O Custódio Pinto aproximou-se, mas longe do Fernando Gomes.

Também já te esqueceste que quando levamos 4 a 0 do Arsenal creio eu...o Arsenal tinha avançados altos e possantes...!
Van Persie (1,94), Peter Crouch (+ de 2,0)...etc...
E que no Futebol inglês proliferam avançados altos e possantes como: Drogba...etc...outro exemplo de alto e possante:Ibrahimovic...etc. O próprio Samuel Etoo é bastante alto e relativamente possante...
por agora ficamos por aqui, mas há muitos mais exemplos...estes sim são goleadores!

Abraço