quinta-feira, 22 de abril de 2010

Controvérsia gerada à volta do Inter 3 Barça 1

O Barcelona habituado a ser beneficiado pelas equipas de arbitragem (não me esqueço dos 2 penaltis sobre o Frasco num célebre jogo com o FC Porto, perdoados ao Barça por um árbitro belga. Na altura o Barcelona pôs uma relações públicas, por sinal loira, a servir de cicerone e não só ao árbitro belga, o qual tinha chegado dois dias mais cedo a Barcelona) vem agora reclamar do árbitro português que não sancionou um suposto penalti cometido sobre o Daniel Alves (na Liga Sagres são resmas de lances do género que não são sancionados a favor do FC Porto) e do terceiro golo do Inter, um offside milimétrico, sabendo-se (está no regulamento) que em caso de dúvida se beneficia a equipa que ataca.

Ainda no túnel, à saída do escaldante Inter-Barcelona, Xavi cruzou-se com José Mourinho e perguntou-lhe "Que achaste do árbitro?" "Por qual me estás a perguntar? Pelo do jogo do Chelsea da época passada?", contestou o treinador português, referindo-se ao norueguês Tom Henning Ovrebo, que deu um empurrão ao Barça nas meias-finais da Champions de 2008/09. Mourinho, cujos conflitos com os árbitros são frequentes, mudou de campo e foi o único a defender Olegário Benquerença, numa reafirmação das palavras de apoio que tinha proferido na altura da nomeação. O juiz de Leiria foi acusado de roubo pelos jornais da Catalunha, os de Madrid admitiram que ele prejudicou o Barcelona, e até os italianos reconheceram uma ajuda ao Inter. O terceiro golo, apontado por Milito em ligeiro fora-de-jogo, e um presumível penálti por assinalar por falta de Sneijder sobre Daniel Alves foram os lances que geraram maior contestação. "Não me parece que o árbitro tenha tido influência no jogo. Mas queixo-me de um fora-de-jogo mal tirado ao Milito ainda na primeira parte com o resultado em 0-0. Mas as equipas mais poderosas têm este tipo de privilégio", ironizou Mourinho em declarações à RTP. O privilégio de que falava era o de que o Barça "não sabe perder". "Acontece a equipas que estão habituadas a ganhar. Eu também sou um pouco assim", justificou, acrescentando que tinha visto no final "coisas impróprias de uma equipa desta categoria". "Já imagino o que iremos encontrar em Camp Nou", avisou. (o facioso) Johan Cruyff, presidente honorário do Barcelona, também participou no coro de críticas. "Pode enganar-se ao não ver (sobretudo sem ajuda do assistente) o clamoroso fora-de-jogo do Milito no terceiro golo. Inclusivamente, até em não assinalar o penálti sobre Alves. Mas não se pode enganar em todas as faltas e, mais, enganar-se sempre, sempre contra o Barça", analisou o holandês no seu artigo no "El Periódico". A indignação com a arbitragem de Olegário Benquerença foi transversal, e bastaram algumas horas para que a rede social Facebook ficasse inundada com páginas dedicadas ao árbitro. Quase todas em espanhol ou catalão, criadas por adeptos do Barcelona, e quase todas com termos ofensivos para o juiz. Mas também houve adeptos do Real Madrid que usaram a ferramenta na internet para agradecer a Benquerença. "Ovrebo, aprende com Olegário", é uma das mensagens que se pode ler.

Dar a bola ao Barcelona e ficar com as oportunidadesMourinho embrulhou a polémica à volta do trabalho do árbitro numa frase e preferiu elogiar o trabalho da sua equipa, explicando o segredo para o triunfo. "Em posse de bola, ficou 50 a zero para eles. Mas fizemos mais golos e tivemos oportunidades para fazer mais", resumiu Lo Speciale, que não deixou de lamentar o golo sofrido, que "ficou atravessado na garganta". "Quando o adversário faz golos em situações não identificadas por nós ou em que conseguem fazer coisas impossíveis de anular, então não há nada a fazer. Mas se os golos sofridos nascem de erros nossos, isso não agrada a nenhum treinador", explicou o treinador, retirando as críticas logo a seguir: "Ganhar da maneira que nós ganhámos... Só posso dizer bem dos meus."

Imprensa dividida entre o árbitro e o feito heróico - Os jornais desportivos espanhóis e italianos são praticamente unânimes em duas coisas: nos erros de Olegário Benquerença e na superioridade do Inter. A "Marca", diário da capital espanhola muito próximo do Real Madrid, aproveita para fazer um trocadilho dizendo "Mou mais perto do Bernabéu", palco da final da Champions deste ano. O catalão "Sport" prefere culpar "o amigo de Mourinho" e fala de "Roubo à italiana". Em Itália, a Imprensa rendeu-se a Mourinho. "Os marcianos somos nós", titula o "La Gazzetta dello Sport". 

PS - Paulo Bento é o escolhido de Pinto da Costa (segundo o Correio da Manhã) Admiração antiga do líder dos dragões fulcral na decisão. ‘Era Jesualdo’ chega ao fim no Jamor. Saiba todos os pormenores sobre o princípio de acordo existente entre o presidente dos dragões e o ex-treinador do Sporting na edição em papel do jornal 'Correio da Manhã'. 

PS1 - David Luis fala de Jorge Jesus "É claramente alguém importante, que fala de uma forma directa e que por vezes até pode ser duro, mas basta reflectir para saber que tem razão, pois tem a noção perfeita de como potenciar as nossas qualidades. É uma pessoa que nos ajuda muito, que quer o melhor para nós. Todos juntos, queremos melhorar, estamos dispostos ao sacrifício, a treinar até às 21 horas ou logo de manhã, a seguir a um jogo, pois sabemos que só dessa forma vamos atingir o título", explicou.

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