sábado, 31 de outubro de 2009

FC Porto 1 Beleneneses 1

Resumo: A equipa Azul e Branca corre muito, mas como também mastiga muito o jogo no meio campo, acaba por jogar pouco!
Além disso, dá a sensação que os Dragões começaram o jogo já com o pensamento no próximo jogo para a Champions em Chipre. Uma primeira parte a 50 à hora, e por conseguinte um primeiro tempo em que exibiram um futebol denunciado dando sempre tempo à aguerrida equipa de Belém de se recolocar nas suas posições defensivas.
Se quase tudo funcionou mal na primeira parte, então no início da segunda passou de mal a pior. Num contra-ataque a equipa dos azuis de Belém marcou e partir daí foi o descalabro. Começou o nervosismo, o atabalhoamento, os passes errados, a mediocridade confrangedora da equipa do FC Porto! Enquanto a equipa Azul e Branca não se convencer que tem de dar o litro em todos os jogos do campeonato, não vamos a lado nenhum. Mais! A equipa do FC Porto tem de entrar a matar logo no início dos jogos. Marcar cedo de modo a conquistar a tranquilidade necessária. Para isso Jesualdo contra equipas que se fecham muito, tem de usar toda a artilharia disponível logo de início, pois marcando cedo obriga os adversários a abrir para correr atrás do prejuizo









Liga Sagres, 9ª jornada - FICHA DE JOGO

Estádio do Dragão, no Porto - Assistência 31 819 espectadores

Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria)
Assistentes: José Cardinal e Bertino Miranda
4º Árbitro: António Augusto Costa

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves «cap» e Alvaro Pereira; Fernando, Belluschi e Raul Meireles; Mariano, Farías e Hulk
Substituições: Belluschi por Falcao (46m), Sapunaru por Rodríguez (53m) e Mariano por Guarín (79m)
Não utilizados: Beto, Nuno André Coelho, Tomás Costa e Prediger
Treinador: Jesualdo Ferreira

BELENENSES: Nelson; Mano, Rodrigo Arroz, Diakité e Barge; Gabriel Gomes, Celestino, Zé Pedro e Ivan; Fredy e Lima
Substituições: Rodrigo Arroz por Devic (45m), Zé Pedro por Fellipe Bastos (51m) e Fredy por Cândido Costa (78m)
Não utilizados: Bruno Vale, André Almeida, Igor e Adu
Treinador: João Carlos Pereira

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Lima (46m), Farías (63m)
Disciplina: cartão amarelo a Ivan (64m), Bruno Alves (74m) e Nelson (84m)

Declarações de Jesualdo Ferreira

No rescaldo do empate caseiro com o Belenenses (1-1), em partida da nona jornada da Liga, Jesualdo Ferreira admitiu que este foi um jogo que «correu mal» ao FC Porto, apesar de uma segunda parte de «grande empenhamento». «O resultado não é dramático, mas não é uma situação que nos agrade e temos de a alterar. Vamos trabalhar para mudar aquilo que sentimos que está mal», afirmou.

Belenenses ultra-defensivo
O técnico portista sublinhou o facto dos Dragões se terem confrontado com «uma equipa que só defendeu, com 11 jogadores atrás da linha da bola». Tudo se dificultou como o tento adversário: «Na segunda parte, o FC Porto entrou a perder, e depois houve uma entrega muito grande, uma alteração profunda da estrutura posicional dos jogadores, dos próprios processos de jogo, com o Belenenses a continuar a não passar do meio-campo. Quando não há espaço é difícil ser rápido».

Ocasiões para vencer
Jesualdo Ferreira lembrou que o FC Porto vai continuar a encontrar equipas com um processo de jogo «negativo» e garantiu que, «com tempo e com trabalho», o plantel vai encontrar soluções para ultrapassar essas situações. «Tivemos quatro ou cinco ocasiões na segunda parte, fizemos um golo. Nesse período, foi um jogo de grande empenhamento e intensidade emocional, em que criámos as ocasiões necessárias para ganhar. Aí, surgiu a falta de eficácia, comum em situações destas. Foi um jogo que nos correu mal», resumiu.

PS - Extracto de OJOGO - Hugo Sousa

Inclinado em direcção à baliza do Belenenses, o FC Porto procurava, então, sacudir os pecados da primeira parte: circulava melhor a bola, alternando passes longos com passes curtos para abrir brechas no adversário; imprimia velocidade para garantir desequilíbrios e rondava a área num esforço mais colectivo. Só lhe faltava pontaria, e o "só" é uma maneira simpática de reduzir a incompatibilidade gritante, com Falcao, que começou no banco, outra vez em má evidência na matéria. O problema é que não foi só ele. E, aliás, não foi só a pontaria a faltar -antes disso, ainda na primeira parte, faltou acertar mais passes; faltou um Hulk menos centrado no próprio umbigo; e faltou o meio-campo todo: Meireles pouco inspirado, Belluschi idem aspas e até Fernando algo desconcentrado. Sobrou Bruno Alves a tempo inteiro, desdobrando-se na defesa e ataque, mas sem chegar para tudo.

O golo de Farías, também com ponto de partida num erro do adversário, sossegou um pouco as coisas, porque ainda havia tempo. Mas, também havia pressa e a pressa, como se sabe, pode ser inimiga da perfeição. Foi mesmo. O Belenenses aguentava a pressão como podia, somando o mérito que mostrava a destruir ao demérito do FC Porto na construção. No fundo, era tudo lucro. João Carlos Pereira, numa crise de nervos, com o passar dos minutos, acabou expulso, mas esse breve descontrolo emocional não passou à equipa. Acabou tudo bem para o Belenenses, que é como quem diz... acabou tudo na trave. Pelo meio, diga-se, há umas dúvidas a esclarecer pelo Tribunal de O JOGO.

PS 1 - Tribunal de OJOGO

A equipa de arbitragem que em Janeiro ficará a saber se terá a honra de representar Portugal no Mundial da África do Sul esteve quase perfeita. No denominado "caso do jogo", Rosa Santos é o único a considerar que o árbitro top class errou ao invalidar o golo apontado por Farías, uma vez que Gabriel Gómez parece ter sido, segundo aquele especialista de O JOGO, o último a tocar na bola antes de chegar ao avançado argentino. Jorge Coroado e António Rola entendem que Olegário julgou correctamente. O resto são detalhes sem influência no resultado.

Rosa Santos

Aí é que está a dúvida, mas dá-me a sensação de que a bola vem do defesa do Belenenses. No entanto, é uma decisão muito difícil de tomar. De qualquer maneira, de acordo com o que se vê nas repetições o golo não é bem invalidado.

PS 2 - Domingos Paciência referindo-se ao SLB

À atenção do Jesualdo Ferreira. " É uma equipa de grande mobilidade. Tem jogadores de grande qualidade e muitos desequilíbrios. Quando não consegue, consegue as diagonais do Ramires e do Di María. Quando sente pressão, mete jogo no Cardozo. Quando há dificuldade, o Aimar e o Saviola vêm buscar jogo. Por vezes cria movimentos aleatórios, nem treinados."

1 comentário:

Dragaoatento disse...

Olá Monteiro!
Concordo plenamente com a tua crónica do jogo de ontem. O n/ clube está a praticar um futebol que não entusiasma os adeptos, bem pelo contrário, parecendo até que os próprios jogadores não sentem alegria no jogo, é mesmo como dizes: é uma mediocridade confrangedora...

Um abraço
J.Peixoto