quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Europeus reconhecem o nível futebolístico dos Dragões

19/02/2015 - Na Europa do futebol, ao contrário de Portugal, reconhece-se a qualidade e o nível futebolístico dos Dragões...!

Fabian Frei
, médio do Basileia, não escondeu a surpresa que lhe causou a dinâmica da equipa de Lopetegui no jogo de quarta-feira.


"Nos últimos dois ou três anos, não tinha visto, sinceramente, uma equipa [FC Porto] tão forte neste estádio", disse Fabian Frei, em declarações à imprensa suíça, no final do empate (1-1), no Estádio Saint-Jacques, entre o Basileia e o FC Porto.
O internacional suíço colocou mesmo o FC Porto a um nível superior ao do Real Madrid, que a equipa treinada por Paulo Sousa defrontara na fase de grupos.

"Nem mesmo quando perdemos 5-1 no Bernabéu o Real Madrid me impressionou tanto. O Real é incrível no plano individual, mas coletivamente o FC Porto é mais impressionante. A forma como eles correm, como crescem, como são tecnicamente. É difícil acompanhá-los".

Apesar de tudo e depois do empate no primeiro jogo, Frei admite que talvez o Basileia tenha algumas chances de passar a eliminatória.

"Para já, conseguimos não ser derrotados por uma equipa tão forte. Portanto, quem sabe se na segunda mão não conseguiremos elevar o nosso nível..."


PS - Imprensa internacional


Na generalidade, a imprensa internacional considera justo o bom resultado do FC Porto em Basileia, que assim continua sem derrotas na Liga dos Campeões

AS: " O FC Porto de Lopetegui foi muito superior e Casemiro o melhor em campo, liderando a equipa nos momentos mais difíceis. Um golo de Danilo deu um empate merecido. A gasolina suíça durou meia hora"

La Gazzetta dello Sport: "O FC Porto é uma das três equipas da Champions que ainda não têm derrotas e está em vantagem (...) É uma equipa cheia de talento no meio (Óliver e Herrera) e qualidade no ataque"

L' Equipe: "Bom resultado para os portugueses, que continuam sem derrotas na Champions. Com o empate, o FC Porto parte em vantagem para o jogo da segunda mão, em casa"

El Pais: "Danilo faz justiça (...) ao empatar um jogo em que o FC Porto foi sempre mais ambicioso. Uma falha de Maicon e Marcano, a única da equipa de Lopetegui, obrigou a correr atrás do resultado"

 

PS1 - Que as há, há 

Mesmo para quem não é dado a patrioteirismos bacocos ou a teorias da conspiração rebuscadas, torna-se complicado resistir a estabelecer uma relação de causa e efeito entre as arbitragens que historicamente se abatem sobre as equipas portuguesas em Basileia e a proximidade dos centros de decisão da UEFA e da FIFA.


É um daqueles casos de "eu não acredito em bruxas, mas pelo sim pelo não, o melhor é não morder maçãs oferecidas pelo Platini".

Assim de cabeça, descontando o golo anulado a Casemiro um minuto depois de o brasileiro o ter marcado, ficaram por mostrar pelo menos dois cartões amarelos a Walter Samuel: um quando cometeu a grande penalidade sobre Jackson que Mark Clattenburg não viu na primeira parte e outro, que na altura seria o segundo, quando cometeu a grande penalidade que o árbitro inglês apontou e Danilo transformaria no golo do empate. Duas decisões com impacto, não apenas no que foi o jogo de ontem mas também no que há de ser o da segunda mão, no Dragão, onde Samuel voltará a estar disponível. O lado bom destes confrontos com a realidade da arbitragem de elite que se pratica na Europa e dos quais o Sporting também já foi vítima esta temporada é a forma como nos obrigam a relativizar o trabalho dos árbitros portugueses. Dito isto, é conveniente que o FC Porto não se deixe embalar pela ideia de que a arbitragem explica tudo. A forma como a defesa se deixou bater em velocidade por Derlis González no lance do golo dos suíços e as dificuldades do ataque para traduzir em golos o domínio esmagador expresso nos 15 remates realizados, sete dos quais à baliza, são detalhes que a equipa pode e deve corrigir rapidamente. Até para garantir que, na segunda mão, não fica à mercê dos humores da arbitragem.

Jorge Maia
in ojogo

2 comentários:

Abrimos portas à frontalidade, mas restringimos sem demagogia, o insulto e a provocação.