quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Escolhas (árbitros)


Escolhas
JORGE MAIA

Tenho a nítida e desconfortável impressão de que vou ser o primeiro a falar sobre arbitragem...
Não gosto de falar de arbitragem. Acho que, normalmente, a arbitragem tem as costas largas e não passa de uma boa desculpa para as más exibições das piores equipas. A meu favor, sempre posso dizer que o estou a fazer "à priori", embora admita que estas palavras possam ser entendidas como uma forma de pressão sobre a equipa de arbitragem que vai dirigir o jogo da Supertaça. Se me desse essa importância toda - e não dou - admitiria que sim, que são uma forma de pressão, pelo menos no sentido de exigir o máximo a Carlos Xistra e aos seus auxiliares. A Supertaça vale o primeiro troféu da temporada e é um jogo importante, especialmente quando se trata de um clássico, como é caso. Para a disputarem, o FC Porto e o Sporting tiveram de ser as duas melhores equipas da última temporada. Carlos Xistra, em contrapartida, foi o sétimo classificado da última época entre os árbitros do quadro principal. À sua frente, entre outros, ficou Pedro Proença. Claro que Pedro Proença nunca poderia apitar a Supertaça entre o FC Porto e o Sporting depois das queixas dos leões na sequência da derrota no Dragão, no jogo da primeira volta do último campeonato. Em contrapartida, ninguém se lembrou dos erros cometidos por Carlos Xistra no jogo da segunda volta, que o Sporting venceu por 2-0, com o segundo golo a ser ferido de ilegalidade com Vukcevic em fora-de-jogo. Esperemos que o árbitro de Castelo Branco e os seus auxiliares se saiam melhor no próximo jogo, embora isso não impeça que esta seja uma escolha desnecessariamente irresponsável e potencialmente polémica por parte do Conselho de Arbitragem da FPF.

PS -
Se árbitros portugueses tivessem tomates,os sarrafeiros do Sporting (Rochemback & companhia) não acabariam os 90 minutos do jogo em campo. E aqui a Imprensa afecta aos clubes de Lisboa tem grande responsabilidade, porque é nìtidamente faciosa (vestem a camisola das equipas da Capital), utilizando sempre dois pesos e duas medidas, na avaliação e ao comentar os lances dos jogos. Ùltimamente o FC Porto tem razões para se sentir lesado por arbitragens deveras tendenciosas. Normalmente os árbitros portugueses, mal preparados fisicamente, não seguem os lances de perto, a fim de poderem ajuizar com isenção, e, na dúvida beneficiam o Sporting, prejudicando abertamente o FC Porto. É por isso que faço uma sugestão: para acabar com as dúvidas quanto à isenção do Vítor Pereira, contratem-se árbitros estranjeiros para apitar os jogos entre o FCP e o SCP. Depois veremos quem ganha...

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