sábado, 1 de novembro de 2014

Um Porto já a pensar no jogo de quarta-feira

01/11/2014 - Foi um FC Porto displicente, perdulário, aqui e ali trapalhão, o que defrontou e venceu esta equipa do Nacional, que veio ao Dragão discutir o jogo, sem se remeter exclusivamente à defesa.
Talvez já a pensar no jogo da próxima quarta-feira para a Champions League a equipa portista entrou a jogar em economia de esforços, pelo que o seu rendimento ficou muito abaixo da exibição da semana passada do jogo em Arouca.

Conclusão: mesmo reconhecendo que a equipa azul e branca atingiu o objectivo que era vencer e conseguir os três pontos, hoje não gostei da sua exibição...!
Merecem-me, no entanto destaque, Jackson pelo que correu e lances que disputou, Brahimi pelo que jogou (marcou um fantástico golo), os apontamentos de Óliver, e pouco mais...
Uma crítica severa ao critério disciplinar do Nuno Almeida, o árbitro do jogo, que mostrou diversos amarelos injustificáveis a jogadores portistas e provou que estava ali para reprimir os jogadores portistas e facilitar a vida aos madeirenses.


FC PORTO
NACIONAL
9.ª JORNADA
29'  Danilo 74'  Brahimi 
0








Sábado, 1 Novembro 2014 - 20:15 - Competição:Primeira Liga

Estádio:Dragão, Porto - Assistência:30.202

Árbitro:Nuno Almeida (Algarve)

Assistentes:Pais António e Luís Ramos

4º Árbitro:Eugénio Arêz

FC Porto : 12 Fabiano (82'), 2 Danilo, 4 Maicon,3 Martins Indi, 26 Alex Sandro (90'),

6 Casemiro (19'), 30 Óliver Torres, 10 Quintero, 7 Quaresma, 9 Jackson Martínez (c), 8 Brahimi

Suplentes: 25 Andrés Fernández, 5 Marcano, 11 Tello, (75' Brahimi), 16 Herrera,

(55' Quintero)

18 Adrián López, 36 Rúben Neves, 99 Aboubakar, (82' Jackson Martínez)

Treinador: Julen Lopetegui

Nacional da Madeira: 12 Rui Silva, 7 João Aurélio (c) (57'), 3 Miguel Rodrigues, 2 Zainadine,

5 Marçal, 17 Boubacar (63'), 66 Aly Ghazal, 10 Gomaa (45+1'), 21 Mario Rondón,

18 Lucas João, 77 Marco Matias

Suplentes: 1 Gottardi, 8 Ayala, 11 Camacho, (79' Lucas João), 19 Reginaldo, 28 Willyan,

(55' Miguel Rodrigues)

55 Sequeira, 68 Edgar Abreu, (79' Boubacar)

Treinador: Manuel Machado


FC Porto narrativa do jogo

Danilo e Brahimi (um golo que levantou o Dragão) garantiram a vitória sobre o Nacional

O FC Porto mantém-se a apenas um ponto da liderança da Liga portuguesa, após bater o Nacional por 2-0, com golos de Danilo e Brahimi, um em cada parte. O lateral brasileiro - que foi ainda o MVP da partida - encarna como poucos o espírito do Dragão e, também por isso, recebeu na última segunda-feira o Dragão de Ouro de Futebolista do ano, pelo que o golo que marcou teve um significado especial. Brahimi não tem sequer tempo suficiente ao serviço do clube para vencer esse galardão, mas fez levantar o Estádio do Dragão com um verdadeiro golo dourado (o primeiro na Liga portuguesa), num remate indefensável à entrada da área, que resolveu a partida à entrada do último quarto de hora.

Mas vamos por partes. No "onze" inicial do FC Porto, apresentaram-se desta vez ​Maicon, Óliver Torres e Quaresma, nos lugares de Marcano, Herrera e Tello, que tinham sido titulares em Arouca. Os Dragões iniciaram o jogo com o pé no acelerador e, como prémio, colocaram-se cedo em vantagem, logo aos nove minutos. Quaresma cruzou da direita para um cabeceamento de Jackson, que Rui Silva defendeu; porém, o guarda-redes não foi capaz de parar a recarga de Danilo, num fortíssimo remate cruzado. O defesa brasileiro marcou assim o seu sétimo golo em encontros oficiais com a camisola azul e branca.

O Nacional é uma equipa bem trabalhada por Manuel Machado, que defende de forma concentrada e aposta muito no contra-ataque pelas faixas laterais, método através do qual causou alguns calafrios a Fabiano, especialmente logo aos 14 minutos, quando Mario Rondón atirou ao lado. No entanto, os Dragões nunca largaram o controlo da partida, dispondo de duas ocasiões soberanas para chegar ao 2-0. Aos 29 minutos, Rui Silva defendeu um remate de Jackson, após trivela de Quaresma, e, aos 34, foi Brahimi a oferecer o golo ao português, que, com espaço na área, atirou por cima.

O segundo tempo iniciou-se de forma mais incaracterística e cedo os dois treinadores procuraram moldar o jogo da forma que mais lhes convinha. Manuel Machado lançou um elemento ofensivo (Willyan), fazendo sair o defesa Miguel Rodrigues e recuando Aly Ghazal; Lopetegui refrescou o meio-campo, com a troca de Quintero por Herrera. No entanto, o jogo pareceu durante largos minutos condenado ao ramerrame, com apenas um lance claro de perigo, aos 60 minutos, quando Martins Indi quase batia Rui Silva nas alturas.

Foi Brahimi, um jogador que entusiasma qualquer adepto do futebol, que pôs fim à monotonia, com uma obra de arte. Aos 74 minutos, recebeu a bola sobre a esquerda, flectiu para o meio, desequilibrou vários adversários e, quando teve espaço, rematou ao ângulo da baliza do Nacional, deixando Rui Silva pregado ao relvado. O argelino seria substituído logo a seguir por Tello, cuja velocidade causou ainda mais problemas à desgastada defesa do Nacional. Porém, o resultado não se voltou a alterar, num jogo em que os Dragões não foram sempre brilhantes, mas em que justificaram largamente o triunfo, frente a um adversário tradicionalmente difícil no Dragão e que, na temporada passada, "roubou" cinco pontos aos azuis e brancos.

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