sábado, 7 de dezembro de 2013

Extracto de “A táctica das galinhas decapitadas” por Pedro Marques Lopes

Curioso o relevo dado no blog mais portista do mundo e arredores, ao artigo que Pedro Marques Lopes escreve em A Bola, no qual o autor arrasa nitidamente o Paulo Fonseca!
É que se sou eu a chamar a atenção de outros adeptos/sócios do FC Porto para o facto, sou considerado um portista de m..., agora Pedro Marques Lopes pode pôr os pontos nos i
s à vontade que não há problema!  Claro que entendo...não tenho o estatuto do senador de A Bola, e, por isso é-me vedado pôr os pontos nos is!

 
…Quando corre satisfatoriamente, dá para ganhar quatro ou cinco campeonatos seguidos. Quando corre bem, dá para ganhar ma Taça Europeia.
O problema é que devíamos ter uma equipa em construção, e temos uma equipa em processo de destruição. Paulo Fonseca não só não está a construir uma equipa e a ajudar os jogadores jovens e recentemente chegados ao clube a evoluir, também está a estragar os que já jogavam no clube há mais tempo.
Estou certo que: Quintero, Josué, Carlos Eduardo, Herrera, ou Ricardo, são capazes de muito mais, da mesma forma que sei que Otamendi, Mangala, Alex Sandro ou Jackson são capazes de infinitamente mais.
Paulo Fonseca destruiu um modelo de jogo que estava longe de ser do meu agrado, e da maioria dos portistas, mas substitui-o pela arrepiante táctica das galinhas decapitadas. Nada podia ter sido pior: não constrói melhor e destrói o que havia.


E agora?
Não tenho qualquer dúvida de que o FC Porto vai ganhar o jogo de amanhã contra o Braga. Mas o problema é mais amplo que um jogo ganho ou perdido. Ganhámos com alguma facilidade ao Sporting e toda a gente percebeu que a jogar daquela maneira a queda era inevitável. Também me parece que não há sócio do FC Portoque acredite que ganhando ao Braga ou até ao Atlético de Madrid (lirismo!) a equipa comece a jogar sequer a um nível apresentável. Venham extremos, venham as vedetas que vierem. Eu não acredito. Acho mesmo que permanecendo Paulo Fonseca vamos ter problemas muito complicados, uma deterioração da situação muito desagradável. Como diz o outro: insistir na mesma receita e esperar outro resultado é estupidez.
Uma vez apenas me recordo de pensar que não havia outra saída que não a saída do treinador. Foi no caso de Victor Fernandez. E não por ele ter perdido jogos, mas por eu ter percebido que ele não sabia em que clube estava quando disse que uma derrota com o Braga em casa era normal. Mudar um treinador num clube como o FC Porto envolve sempre muito mais que vitórias ou derrotas.
Parece claro que Paulo Fonseca conhece a realidade do clube que treina, mas essa realidade parece transcendê-lo.
Talvez tenha sido cedo demais, talvez a exigência seja demasiada.
A direcção do FC Porto errou com Paulo Fonseca. Onde acertou em Fernando Santos, Carlos Alberto Silva, ou Bob Robson, errou com Octávio. Esteve bem
Na escolha de Jesualdo, Mourinho, Villas-Boas e Vítor Pereira e enganou-se com Fernandez. É a vida. O que importa é o balanço.
Há um campeonato para ganhar e um futuro para construir. Queria apenas lembrar que insistir no erro é muito pior que errar.

Platini
Só houve uma coisa que ensombrou a minha comemoração da vitória na Liga Europa em Dublin: ter visto, comigo ali a meia de metros, o presidente do meu clube a cumprimentar Michel Platini. Percebi, claro está, a questão institucional. Mas ver o FC Porto, na pessoa do seu mais alto representante, estender a mão a quem tanto mal tentou fazer ao meu clube , que colaborou numa campanha nojenta contra a nossa honra (patrocinada pela gente do costume cá do burgo, claro está) e que se viu completamente desacreditado sem que tivesse a dignidade de pedir desculpa pelo que disse e fez, foi demais para o meu estômago. O Platini, enquanto colaborava activamente nas campanhas costumeiras contra o FC Porto, era um herói. Um homem fantástico, um homem que lutava contra as iniquidades deste e do outro mundo. Só faltou dar-lhe uma comenda. Agora que disse uns disparates sobre o Ronaldo e a votação para melhor jogador, é um bandido, um vendido, um tipo horrível.
Como dizia o grande Cartola: rir para não chorar.

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