terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Será que é este um dos problemas da equipa portista?

Fonseca descomplica o FC Porto por José Manuel Ribeiro
Há um recuo evidente nas adaptações, das quais a mais forçada era mesmo a de Lucho no lugar de desequilibrador

Os jogadores são mais importantes do que o modelo de jogo: é um dos clichês mais ouvidos na estereofonia do futebol e quer dizer que a forma de jogar à bola deve ser definida pelas características dos atletas disponíveis, e não o contrário. Parece uma frase inteligente e há de sê-lo, com certeza, apesar de omitir o detalhe de que existem cerca de 25 homens num plantel, eventualmente todos eles pedindo um futebol diverso do que gostaria o colega do lado. Mesmo numa equipa montada de raiz, alguém terá sempre de se adaptar.

No FC Porto, no entanto, venceu o clichê em toda a linha. O segredo da estabilização foi recuar nas adaptações, que são muitas: Quintero, Josué, o duplo pivô, etc. Flagrante, com o Braga, a diferença entre um Herrera encolhido e a lateralizar bolas, na primeira parte, e um Herrera vertical e a invadir o ataque depois do intervalo, à imagem do que o vimos fazer na seleção olímpica do México. Mas o recuo maior é o de Lucho, ou melhor, o da velha posição de Lucho.

A entrada de Carlos Eduardo para um lugar, à frente do meio-campo, que lhe assenta infinitamente melhor do que ao argentino fornece ao ataque do FC Porto a explosão e variedade em falta. Uma troca, uma simplificação: Lucho devolvido à sua posição de sempre (para a qual Moutinho foi contratado, depois de duas épocas órfã do Comandante) e um genuíno desequilibrador posto em campo para fazer o que sabe. Nunca mais de lá sai, é o meu palpite.

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