sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Assembleia Geral- Fair play financeiro

03/10/2014 - Também eu fui um dos sócios que estive presente na Assembleia Geral extraordinária realizada ontem no auditório do Estádio do Dragão, para serem tomadas decisões a fim de cumprir o fair play financeiro imposto pela EUFA.

Como não consegui tirar apontamentos dos temas debatidos tive de me socorrer do relevo que o jornal A Bola hoje dá ao assunto para especificar (trocar por miúdos o que se passou na assembleia).
1 – FC Porto divulgou aos associados a aquisição de 2,8 milhões de acções que eram pertença da empresa Somague, o que significa que o clube ultrapassou os 50% do direitos de voto correspondentes ao capital total da SAD.

O investimento, na ordem dos 1,82 milhões de euros, reforça a posição do clube na FC Porto- Futebol, SAD, sendo que o Clube é agora detentor de 60,52 % do capital social. Estão incluídas nesta percentagem as acções de que são titulares o Presidente do FC Porto (250 mil acções) e Reinaldo Teles (cerca de 10 mil acções).
A mesma assembleia geral permitiu confirmar a participação do clube no aumento do capital social da SAD, proposta que tinha sido aprovada na AG de accionistas que tinha decorrido horas antes.

Sem votos contra e apenas com 10 abstenções, os sócios do FC Porto foram informados que a SAD comprou 47 % da EuroAntas, sociedades imobiliária detentora do Estádio do Dragão.

2 – Em virtude das contas negativas nos exercícios das últimas três épocas e provavelmente na próxima, a SAD teve necessidade de agir por antecipação perante um cenário d eventual exigência por parte do organismo que rege o futebol europeu, no sentido de serem assumidas diligências para equilibrar os números entre as receitas e as despesas.
Por isso a SAD quis ver aprovada a proposta de aumento de capital em 37,5 milhões de euros, um valor que equilibra as contas e garante que o FC Porto tem condições para participar nas competições europeias. Visto a UEFA proibir um desvio superior a cinco milhões de euros entre despesas e receitas, sob pena de impedir o acesso dos clubes às suas competições.
Como se obteve esse dinheiro? A resposta foi dada na própria convocatória para a Assembleia Geral de accionistas, que mencionava a “subscrição particular pelo FC Porto de 7 500 000 acções preferenciais sem voto, escriturais e nominativas”.

Quer isto significar que o clube passa a deter maior representatividade na SAD mas, em troca, cede até 50% da sociedade EuroAntas, entidade do FC Porto que gere o Estádio do Dragão. Ou seja, determinada percentagem a (a divulgar) do recinto desportivo dos dragões passa para a posse da SAD, proposta que foi aceite por unanimidade.
Com a transferência desta propriedade para a SAD é, assim, alcançado o aumento de capital, o que significa que o Estádio deixa de ser totalmente do clube, passando a ser partilhado com os accionistas. A proposta para aumento de capital foi aprovada com 100 votos contra, números pouco expressivos tendo em conta os mais de 11 milhões de votos a favor.
Na mesma Assembleia Geral, os accionistas ratificaram por unanimidade a proposta de cooptação do Dr. Fernando Gomes para o cargo de vogal do Conselho de Administração, uma decisão já esperada e que visou oficializar e entrada de um novo elemento para a estrutura, em substituição de Angelino Ferreira, que renunciou à sua posição na sociedade há alguns meses.


Pedro Marques Lopes aborda o problema do funcionamento do meio-campo da equipa portista. Defende que Marcano muito bem, esteve impecável, que Óliver não consegue executar a dupla função de defender e atacar. Herrera melhor a atacar do que a defender e Quintero muito bem se a equipa jogar com dois trincos de modo a libertarem o Quintero quase exclusivamente para funções ofensivas...

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