domingo, 12 de janeiro de 2014

Artur Soares Dias e Paulo Fonseca deram a vitória ao Benfica

Cada um à sua maneira, Soares Dias e Paulo Fonseca, contribuíram para que os Dragões perdessem o jogo!
Artur Soares Dias porque teve medo de marcar duas grandes penalidades na Luz contra os visitados: empurrão por trás ao Quaresma e outro empurrão também por trás ao Danilo dentro da área do Benfica. Com a agravante de sancionar injustamente o Danilo com o segundo cartão amarelo quando o portista foi deliberadamente impedido de prosseguir com a jogada, sendo falta portanto!
Estes dois lances marcaram o jogo, porque a serem ajuizados correctamente teriam ditado um resultado diferente. De facto os encarnados lutaram que se fartaram e quiseram ganhar o jogo, mas a ajuda de Soares Dias também facilitou-lhes a vida!
Quanto ao Paulo Fonseca: claro que não estava-mos preparadíssimos, mas isto já eu venho a notar e a reclamar há muito tempo...! E é na minha opinião uma aposta perdida de Pinto da Costa, mas não sou só eu que o digo: Pedro Marques Lopes é um dos notáveis adeptos portistas que é da mesma opinião .
A equipa portista continua a jogar a passo, a errar passes sobre passes e a estratégia utilizada pelo treinador (táctica) é definitivamente ineficaz.
Desta vez o Jorge Jesus ao colocar a carne toda no assador logo de início surpreendeu e mostrou ao seu opositor, colega de profissão, como é que se ganham jogos!
Uma particularidade táctica da equipa do Benfica foi que os avançados benfiquistas nunca deram tréguas aos defesas e médios portistas. Foram sempre como que um primeiro filtro da sua equipa, pois nunca permitiram que os dragões trocassem cá trás a bola tranquilamente, com serenidade.

Mas e apesar de tudo esperemos por melhores dias. FC Porto sempre!


SL BENFICA
FC PORTO

15.ª JORNADA

213'  Rodrigo 53'  Garay 
0








Estádio: Luz, Lisboa - Competição:Primeira Liga - Assistência:62.508
Árbitro: Artur Soares Dias (Porto)
Assistentes: Rui Licínio e João Silva
4º Árbitro: João Capela


Benfica: 41 Oblak, 14 Maxi, 4 Luisão (c), 24 Garay, 16 Siqueira, 50 Markovic, 21 Matic (58')
35 Enzo Pérez (90+1'), 20 Gaitán, 19 Rodrigo, 11 Lima

Suplentes: 1 Artur, 5 Fejsa, 6 Rúben Amorim, (84' Rodrigo), 8 Sulejmani, 10 Djuricic, 28 Sílvio, 33 Jardel, (82' Garay)

Treinador: Jorge Jesus

FC Porto: 1 Helton, 2 Danilo (58') (74'), 30 Otamendi, 22 Mangala, 26 Alex Sandro, 25 Fernando (88'), 3 Lucho (c) (68'), 20 Carlos Eduardo, 19 Licá, 9 Jackson Martínez (57'), 17 Varela

Suplentes: 24 Fabiano, 4 Maicon, 7 Quaresma (57'), (53' Licá), 8 Josué, (68' Lucho), 11 Ghilas, 28 Kelvin, 35 Defour

Treinador : Paulo Fonseca

Paulo Fonseca: “Continuamos a depender só de nós”
Os três pontos perdidos no Estádio da Luz não desviam o FC Porto da luta pelo tetra e Paulo Fonseca sublinha que os Dragões continuam a depender de si próprios para o alcançar. Já Lucho González destaca a eficácia dos lisboetas e acredita que o título vai voltar a decidir-se nas derradeiras jornadas do campeonato.
Foi um jogo algo confuso. Começou com equilíbrio e ambas as equipas tiveram dificuldades na fase de construção. Depois do golo do Benfica, assumimos o risco de ter que inverter o resultado. Na segunda parte estivemos instalados no meio-campo ofensivo, mas sentimos dificuldades para criar situações de golo. O segundo golo do Benfica tornou as coisas mais difíceis, ainda mais porque depois jogámos em inferioridade numérica”, afirmou o treinador dos tricampeões nacionais, que deixou ainda uma certeza: “O campeonato não acabou e continuamos a depender só de nós”.
Para Lucho González, capitão dos Dragões, a eficácia do adversário acabou por decidir o clássico, mas ainda há muito campeonato por disputar. “Eles concretizaram a maior parte das oportunidades que tiveram e acabaram por ser mais eficazes. São jogos grandes e não gostamos de perder, mas ainda falta a segunda volta do campeonato. As coisas vão decidir-se nas últimas jornadas, como na época passada”.
FC Porto - Site
Num estádio onde já conseguiu tantas vitórias saborosas, o FC Porto não foi desta vez feliz. No clássico que encerrou a primeira volta da Liga portuguesa, os Dragões perderam por 2-0 no Estádio do Luz. O jogo foi muito equilibrado na primeira parte, enquanto que na segunda os portistas foram traídos por um golo madrugador e pela vista grossa do árbitro Artur Soares Dias, que encontrou maneira de expulsar Danilo e perdoar dois penáltis aos lisboetas. A primeira parte foi marcada pelo equilíbrio, com ambas as equipas a neutralizarem-se. Nem Benfica nem FC Porto conseguiram dominar o meio-campo e pressionar o adversário com consistência. Os números mostram um jogo completamente repartido: três remates para cada lado e os Dragões com maior posse de bola (54 por cento). O golo dos lisboetas, no seu primeiro remate, acabou por fazer a diferença: logo aos 13 minutos, uma perda de bola resultou num lance rápido finalizado por Rodrigo.
Esse golo permitiu ao Benfica recuar (ainda mais) e defender dentro do seu meio-campo, procurando contra-ataques para incomodar a defesa azul e branca. O FC Porto teve naturais dificuldades em dominar um adversário que se mostra confortável nesse modelo, mas esteve perto de empatar já nos descontos: Jackson, à boca da baliza, atirou para fora, após passe de Licá. De resto, o colombiano já tinha falhado por centímetros o primeiro golo, logo aos nove minutos, ao chegar tarde a um cruzamento de Carlos Eduardo.
Na segunda parte, o FC Porto parecia capaz de tomar conta da partida, em busca da igualdade. Carlos Eduardo, aos 49 minutos, dispôs de um livre à entrada da área benfiquista, mas a bola foi à figura de Oblak. Os minutos seguintes foram fatais para os Dragões: apostando cada vez mais nas transições rápidas, o Benfica começou por pôr Helton à prova, num remate de Markovic, mas o 2-0 surgiria mesmo na sequência de um pontapé de canto, em que Garay saltou mais alto. Antes, Mangala tinha tocado a bola com a mão na grande área, tendo Artur Soares Dias deixado passar em claro uma falta para penálti. Porém, esse foi o único lance em que o FC Porto foi beneficiado (de assinalar também um lance idêntico na área do Benfica protagonizado por um jogador encarnado),
já que a partir daí o juiz prejudicou muito mais os Dragões.
O golo foi um rude golpe, ainda para mais quando, pouco depois, o árbitro interrompeu uma jogada em que Jackson se isolava, para mostrar um cartão amarelo a Matic.
A indignação dos portistas valeria ainda um amarelo a Danilo, que seria depois determinante para a sua expulsão, num lance anedótico: aos 74 minutos, o lateral brasileiro isolou-se pela direita e sofreu um toque de Garay. A falta foi evidente, mas o juiz descortinou uma simulação que mais ninguém viu. Reduzido a dez jogadores, o FC Porto ficou praticamente sem hipótese de discutir a partida. Curiosamente, aos 78 minutos, o critério de Artur Soares Dias não foi o mesmo para uma simulação de Siqueira.
Houve ainda um lance de grande penalidade de Garay sobre Quaresma, que passou novamente em claro. Até ao final, mesmo com menos um homem, o FC Porto procurou o golo, enquanto o Benfica segurou o resultado. Os Dragões saíram derrotados, mas lutaram até ao fim.

4 comentários:

  1. Ao lampião vesgo que aqui veio falar dum penalty na área do Porto que ficou por marcar, eu deliberadamente não comentei esse lance porque também houve um lance idêntico na área do Benfica que o árbitro não assinalou.
    Portanto ó p* vê lá se te enxergas...

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  2. caríssimo Armando Monteiro,

    sem sobrancerias e arrogâncias bacocas, o que me dói, para lá da derrota - por números que remontam a 1993/1994 -, é o facto de, mais uma vez, termos tido o pássaro na mão e deixámo-lo fugir, i.e.: a vitória esteve sempre ao nosso alcance (pois que este 5lb é mansinho, mansinho. e frágil), mas devido à teimosia do treinador (aquela insistência no dulo pivôt já nem tem adjectivação) fomos nós os que saborearam o travo amargo da derrota.

    pode ser que, um dia, Paulo Fonseca aprenda o ADN do clube que o aceitou como treinador. pela minha parte, já aceitei (de forma relutante, claro) que, esta época, as desilusões serão «uma constante da Vida».

    abr@ço
    Miguel | Tomo II

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  4. Meu bom amigo Miguel,

    Agradeço o seu comentário que subscrevo na integra.
    A mim o que me entristece não é a derrota, mas a arrogância dos lampiões que já estão a embandeirar em arco, até parece que já são campeões!
    E o facto de termos um líder da equipa técnica lento a ler os jogos e pouco agressivo, nada contundente no discurso!

    Abraço
    Armando Monteiro

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