domingo, 26 de janeiro de 2014

Taça da Liga- FC Porto apurado

25/01/2014 - FC Porto 3 Marítimo 2
Foi uma vitória muito suada do FC Porto.

Num jogo disputadíssimo com o Marítimo muito bem organizado na defesa e meio campo conseguiu pressionar a extrema defesa dos portistas logo à saída para o ataque resultando a marcação de dois bons golos na primeira parte a finalizar dois eficientes contra ataques do Marítimo.
Por sua vez os dragões tiveram muita dificuldade em impor o seu futebol devido à estratégia dos maritimistas e pelo facto de se ter verificado um défice de entrosamento, de entendimento na equipa azul e branca que viveu mais dos lances individuais dos seus excelentes jogadores do que do colectivo. Na equipa de Paulo Fonseca as jogadas de laboratório, de entendimento entre os sectores, praticamente não existiram pelo que o futebol jogado é de progressão lenta (mastigado), resultando que dá sempre muito tempo ao adversário de se reorganizar, ou seja , de se aglomerar em frente à sua baliza dificultando ao extremo qualquer possibilidade de finalização para os dragões, remate com êxito à baliza contrária.

FC PORTO
MARÍTIMO
 
3.ª JORNADA, GRUPO B
320'  Jackson Martínez 86'  Carlos Eduardo 90+6'  Josué  (pen)
221'  João Diogo 34'  Artur (c) 



FC Porto: 24 Fabiano, 2 Danilo (83'), 4 Maicon (c), 22 Mangala (90'), 26 Alex Sandro, 25 Fernando, 35 Defour, 20 Carlos Eduardo, 7 Quaresma, 9 Jackson Martínez, 17 Varela

Suplentes: 1 Helton, 8 Josué, (42' Fernando), 10 Quintero, (73' Maicon), 11 Ghilas,  (59' Defour), 16 Herrera, 28 Kelvin, 30 Otamendi
Treinador:Paulo Fonseca
Marítimo: 1 Welligton, 2 João Diogo, 12 Bauer, 4 Igor Rossi (90+4'), 5 Rúben Ferreira, 6 Marakis, 7 Artur (c), 90 Weeks (64'), 30 Danilo Dias, 9 Fidélis, 88 Nuno Rocha

Suplentes: 91 José Sá, 15 Edivândio, (76' Fidélis), 16 Fábio Santos, 18 Luís Olim, 20 João Luiz, (67' Weeks), 25 Amar, 28 Rúben Brígido, (89' Danilo Dias)
Treinador: Pedro Martins
FC Porto- Site

Um penálti convertido por Josué, nos últimos segundos do tempo de compensação, permitiu ao FC Porto vencer por 3-2 o Marítimo e avançar para as meias-finais da Taça da Liga. Os Dragões, que estavam a perder por 2-1 aos 85 minutos, tiveram o mérito de nunca desistir e superiorizaram-se assim ao Sporting no grupo B, com o mesmo número de pontos (sete) e diferença de golos, mas mais golos marcados. O adversário será agora o Benfica, em encontro agendado para 12 ou 13 de Fevereiro.
A primeira parte do FC Porto não foi bem conseguida, tendo sido o Marítimo - que apresentou um “onze” renovado e que nada tinha a perder - a estar mais perto da baliza contrária nos minutos iniciais. No entanto, os Dragões marcaram primeiro, aos 20 minutos: Defour fez uma desmarcação de ruptura, isolou-se e rematou, forçando Welligton a defender para a frente. Jackson, oportuno como quase sempre, estava lá para a recarga.
O Marítimo não se perturbou e teve a felicidade de empatar logo no minuto seguinte, num lance similar ao do golo portista: remate de Fidélis, Fabiano defendeu para a frente e João Diogo chegou primeiro para a recarga. Curiosamente, o FC Porto até melhorou após o 1-1: Varela, Danilo e Defour tiveram remates perigosos, mas o contra-ataque madeirense respondeu na perfeição. Danilo Dias avançou pela direita e serviu Artur para o 2-1, aos 34 minutos.
Já com Josué no lugar de Fernando (saiu tocado, aos 42 minutos), os Dragões entraram mais pressionantes no segundo tempo. Bem mais agressivos nos duelos individuais, encostaram o Marítimo às cordas, mas os golos não surgiam. Aos 59, Ghilas entrou para o lugar de Defour e o FC Porto passou a alinhar com dois pontas de lança. Aos 73, Maicon deu lugar a Quintero e os azuis e brancos passaram a jogar no risco total. Os insulares passaram a ter espaço para o contra-ataque e assustaram por algumas vezes Fabiano, mas a sua prioridade parecia ser “queimar” tempo, tal o número de vezes em que solicitaram assistência média. O anti-jogo nunca foi devidamente castigado pelo árbitro Manuel Mota, que também ignorou um claro empurrão para penálti nas costas de Carlos Eduardo.

Tantas vezes foi o cântaro à fonte que o empate acabou por surgir: um canto de Josué na esquerda do ataque encontrou a cabeça de Carlos Eduardo, aos 86 minutos. Face à vitória por 3-1 do Sporting em Penafiel, bastava um golo para o FC Porto passar para a frente do jogo. Tal surgiu mesmo já nos descontos, com Ghilas a ser agarrado por Igor Rossi, quando se encontrava isolado face ao guardião maritimista. Josué não vacilou e atirou com convicção para o 3-2, num momento que fez relembrar - salvaguardando as devidas diferenças, porque a importância da Taça da Liga é bem menor - o pontapé mágico de Kelvin.
PAULO FONSECA: "FOI UMA VITÓRIA À PORTO"

​O técnico do FC Porto vincou a justiça do triunfo sobre o Marítimo (3-2) e sublinhou a determinação com que esta foi alcançada. O técnico dos tricampeões nacionais guardou ainda elogios para o apoio incansável que os mais de 20 mil adeptos presentes no Estádio do Dragão deram à equipa.
​“Foi uma vitória à Porto, com muita alma, garra e determinação. Trabalhámos muito e merecemos a estrelinha que tivemos. O Marítimo tem uma excelente equipa, muito forte no contra-ataque. Sofremos dois golos mas nunca deixámos de acreditar e arriscámos tudo, pelo que esta vitória é justíssima”, começou por dizer Paulo Fonseca após o triunfo que garantiu a passagem do FC Porto às meias-finais da Taça da Liga.
Destacando o “grande apoio” dos adeptos à equipa até ao último segundo, o treinador dos Dragões deixou também uma palavra aos que vaticinavam outro desfecho para este grupo: “Quando a comunicação social já festejava a qualificação do Sporting, nós mostrámos que estavam enganados”. As lamúrias de outros também não ficaram sem resposta: “Quando se fala do FC Porto, os outros têm sempre motivos para se queixar. Já estamos habituados”.
Paulo Fonseca explicou ainda a saída de Lucho González. “O FC Porto foi sensível ao pedido do jogador, que achou importante dar outro rumo à sua carreira”, esclareceu o técnico portista.

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