sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Brasão abençoado

Pedro Marques Lopes dá música ao anão das couves e afins...
 
O novo profeta até ameaçou pôr em campo juniores e juvenis…

Vendo os resultados das últimas décadas não parece que fizesse grande diferença
A questão dos dois minutos e meio que separaram o início do Penafiel-Sporting e do FC Porto- Marítimo e as acusações ao FC Porto eram tão patéticas que pensei que tudo não passaria da berraria do costume daqueles que acham que não precisam de provar dentro de campo que merecem ganhar.
Não será preciso gastar muitas letras para lembrar que a equipa do FC Porto foi a primeira a entrar em campo na segunda parte, que o jogo devia ter muitos mais descontos que os quatro minutos que foram dados, que o Marítimo foi quem se mostrou mais surpreendido pela absurda polémica, que o FC Porto foi prejudicado pela arbitragem que não marcou um penalty claro. Não consigo sequer responder a quem afirma que o FC Porto precisava de dois para ver se precisava de mais golos. Quem o escreve ou quem o diz ou está de má fé ou não viu o jogo. Já vi, ouvi e li muitas afrontas ao meu clube, muitas ofensas, muitas injúrias, muitos ódios mal escondidos. Mas esta questão dos dois minutos e meio desafia o entendimento dum cidadão comum que não esteja toldado por uma clubite realmente doentia (de clubite sofremos todos) ou que não pertença ao glorioso exército “contra o FC Porto vale tudo”. Parece um teste definitivo aos limites da estupidez, um exame final aferidor do nível onde o desespero para derrubar o FC Porto, fora do campo pode chegar.
Mas o nosso futebol da conspiração consegue sempre surpreender. Então não é que o novo profeta – já vamos em quantos? – dos que fazem da sua vida uma cruzada contra o terrível FC Porto, o homem que vai regenerar o futebol português, o exímio gestor que tinha uns fundos russos ansiosos por investir no Sporting resolve exigir a eliminação do FC Porto na secretaria para que seja o clube de Alvalade a jogar as meias-finais da Taça da Liga? Acabaram as brincadeiras com o Sporting: não se ganha em campo, ganha-se na secretaria.
Até ameaçou na edição do próximo ano colocar em campo os juniores e os juvenis do clube – conhecendo os resultados das últimas décadas de clube que lidera não parece que fizesse grande diferença. Claro está que esta exigência deve ser integrada na grande estratégia de limpar o futebol português, de o moralizar, de o tornar sério e impoluto. Estou convencido que na sequência da exigência da eliminação do FC Porto na secretaria, uma grande coligação de indómitos lutadores pela justiça proporá outras medidas moralizadoras e promotoras da verdade desportiva. Aposto que não devem andar muito longe das que se seguem:
1ª – O FC Porto deve doravante começar o campeonato com vinte pontos de atraso;
2ª – As vitórias do FC Porto passam a valer um ponto, empate zero e a derrota menos três. O FC Porto só poderá alinhar com oito jogadores de campo e um guarda-redes só com um olho. Nas taças, o FC Porto só pode jogar dois minutos e meio, se não conseguir marcar é eliminado;
3ª – Qualquer árbitro que não marque dois penalties contra o FC Porto e não expulse dois jogadores azuis e brancos por jogo deve ser imediatamente suspenso. Se reincidir deve ver o seu estabelecimento apedrejado ou, se mero trabalhador, despedido alegando a entidade patronal justa causa;
4ª – Pinto da Costa deve ser imediatamente irradiado e posto fora do país. Qualquer pessoa que tenha trocado meia dúzia de palavras com ele deve ser posto de quarentena. Quem o insultou deve ser feito Comendador;
5ª – Todos os campeonatos que o FC Porto tenha ganho até agora devem ser declarados ilegais sendo declarado campeão o clube que tenha ficado em segundo.
O sr.Platini deve ser notificado para que o mesmo aconteça nas taças europeias.
A partir destas medidas, aí sim, o futebol português iria vingar. Seria um futebol integro, sério e sem uns chatos que teimam em ganhar.

 
O que realmente conta (mensagem para os dragões)

Comemorei rijamente a vitória do FC Porto frente ao Marítimo. Não foi por dar especial relevância à Taça da Liga: é um torneio que jogamos logo é para ganhar, mas olho para ele como olhava, em tempos, para os campeonatos de reservas. Também não foi por a equipa ter feito um grande jogo: foi uma das piores exibições do FC Porto esta época. Mais uma vez assistimos a uma completa anarquia táctica, a um meio-campo incapaz de controlar ou dar dinâmica ao jogo e a jogadores perdidos sem saberem bem o que fazer, enfim, infelizmente mais do mesmo. A minha grande alegria vem de termos percebido claramente que o fundamental, aquilo que é o mais importante, o que define um clube como ganhador está incólume. Foi a alma, a garra, a vontade de ganhar, a capacidade dos jogadores de se transcenderem que deu a vitória ao FC Porto. Aqueles jogadores portistas conseguiram ganhar a uma belíssima equipa, tiveram de correr o triplo do normal – uma equipa desorganizada desgasta-se sempre muito mais – e acreditaram até ao último suspiro que podiam ganhar. Foram as camisolas que ganharam aquele jogo.
As camisolas do FC Porto.
Quase tudo no futebol é transitório. Os jogadores que vêm e vão, serão melhores ou piores; os treinadores mudarão de x em x tempo, serão óptimos ou péssimos; os dirigentes decidirão bem ou mal. O que faz um clube ser grande, o que distingue é a capacidade de mostrar um conjunto de características independentemente das pessoas que circunstancialmente o servem. Esses atributos são o sangue do clube, o que o identifica em qualquer campo em que entre. Como se os jogadores e treinadores, ao vestir a camisola, passassem a ter esses valores como deles, como se duma reacção epidérmica se tratasse. Só os grandes clubes se podem orgulhar disso.
Pode-se perder campeonatos e taças, mas uma equipa que mostre sempre o que o FC Porto mostrou no fim de semana passado ganhará muitas mais vezes do que as outras.
O jogo de amanhã
A garra e a vontade de ganhar viajarão para o Funchal mas vai ser preciso mais do que isso para ganhar ao Marítimo. Uma coisa é certa: se a qualidade do jogo for igual ao do último fim de semana teremos um enorme desgosto. É um jogo extremamente importante , é bom que toda a gente do FC Porto perceba isso.

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