quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Foi um Porto personalizado o que esteve em Lille

20/08/2014 - FC Porto venceu pela margem mínima esta equipa ultra-defensiva do Lille deixando a decisão final para o jogo da 2ª mão no Dragão, que os portistas poderão encarar, sem triunfalismos exagerados, mas com mais tranquilidade.
Por aquilo que se pode ver esta equipa do Lille que aposta em muita gente a defender e procura explorar o contra-ataque, e, que pratica um tipo de futebol directo pelo ar tirando partido da corpulência de alguns dos seus possantes avançados, está perfeitamente ao alcance dos Dragões.
As jogadas de algum perigo protagonizadas pelos franceses devem-se ao facto de jogarem em casa e algum caseirismo do juiz do apito holandês que exibiu um cartão amarelo desproporcionado (intimidante) ao Danilo e deixou sem sanções várias entradas a intimidar dos jogadores do Lille. Inclusivamente deixou passar uma placagem na grande área do Lille ao Jackson, seria penalty a favor do FC Porto.


Parabéns à equipa do FC Porto que não se deixou intimidar pelo adversário, nem pelo ambiente desfavorável (público apoiante do Lille), foi determinada, assumindo uma assinalável atitude, procurou praticar o seu futebol de posse com determinação e tranquilidade e assim conseguiu anular as cavalgadas dos jogadores da equipa do Lille.


Destaques: toda a equipa portista esteve muito bem, mas não quero deixar de realçar a qualidade do passe do jovem Rúben Neves e o esforço (atitude) de todos os jogadores portistas que apostados em não deixar jogar a equipa do Lille, foram procurando jogar em antecipação, reduzindo quase na totalidade, as possibilidades ofensivas dos franceses, praticamente a zero.




LILLE
FC PORTO
PLAY-OFF, 1.ª MÃO
61'  Herrera 











Quarta-feira, 20 Agosto 2014 - 19:45



Competição:UEFA Champions League

Estádio:Pierre-Mauroy, Lille, França (TV: TVI)

Assistência:

Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)

Assistentes: Sander van Roekel e Erwin Zeinstra; Richard Liesveld e Ed Janssen

4º Árbitro: Mario Diks


Lille: 1 Enyeama, 2 Corchia, 14 Kjær, 18 Béria, 23 Souaré, 25 Baša, 4 Balmont (33'), 


5 Gueye, 24 Mavuba(c), 8 Kalou, 27 Origi

Suplentes: 16 Elana, 22 Rozehnal, 6 Delaplace, 17 Marcos Lopes, (62' Balmont)

9 Rodelin, 20 Mendes, (71' Origi), 26 Roux (82'), (76' Kalou)

Treinador: René Girard

FC Porto: 12 Fabiano, 2 Danilo (7'), 3 Martins Indi, 4 Maicon, 26 Alex Sandro

36 Rúben Neves, 6 Casemiro, 16 Herrera, 8 Brahimi, 30 Óliver Torres

9 Jackson Martínez (c)

Suplentes: 25 Andrés Fernández, 13 Reyes, 15 Evandro, (74' Rúben Neves), 7 Quaresma,

(89' Óliver Torres), 11 Tello, (60' Brahimi), 18 Adrián López, 21 Ricardo

Treinador: Julen Lopetegui


FC Porto-Site

Vitória por 1-0 aproximou os Dragões da fase de grupos da Champions

​O FC Porto derrotou, esta quarta-feira, o Lille, por 1-0, em jogo da primeira mão do play-off da Champions League, disputado no Estádio Pierre-Mauroy, em Lille, França. Com uma exibição personalizada, com muita classe, chegando a rondar o brilhantismo em algumas combinações (da qual é exemplo maior o golo de Herrera), o FC Porto deu um grande passo rumo à fase de grupos da competição.

Os Dragões entraram no jogo numa aposta clara na posse de bola, com Óliver na esquerda, Brahimi na direita e um trio de meio-campo composto por Herrera, Rúben Neves e Casemiro. E os primeiros 15 minutos foram uma demonstração disso mesmo: a bola rolou maioritariamente pelos pés de jogadores do FC Porto, com o Lille a jogar com “tracção atrás” – contrariando René Girard, treinador dos franceses, que dizia na conferência de imprensa do dia anterior que ia ser “um jogo aberto”. O primeiro momento alto do desafio foi, apesar de tudo, dado pelo estreante Rúben Neves, com um grande remate para defesa apertada de Eneyama (12m).

Caso no jogo, com 30 minutos decorridos. Caso para penálti: Jackson foi puxado na área, por Béria, após um livre cobrado por Rúben Neves, tendo o holandês Bjorn Kuipers mandado seguir. A posse de bola, essa, mantinha-se avassaladora: 70% para o FC Porto, com 183 passes efectuados contra apenas 58 dos franceses, remetidos para uma autêntica “camisa-de-forças” da qual saíam muito raramente. Nos últimos 10 minutos da primeira metade, o Lille subiu mais no terreno, mas apenas um remate de Corchia, após uma jogada algo fortuita, levou perigo à baliza de Fabiano. O marcador mostrava 0-0 ao intervalo.

Os cerca de 2.000 adeptos portistas que se deslocaram ao Pierre-Mauroy assistiram a um início da segunda parte com o FC Porto a tentar sair mais rapidamente após as recuperações de bola. A partida, no entanto, estava mais dividida, com os franceses a assumirem mais o risco, e o encontro só se decidiu após a entrada de Tello (60m) e com uma jogada brilhante: aos 61 minutos, entendimento entre Rúben Neves e ex-Barcelona no lado direito, com um passe fantástico do português a fazer toda a diferença e um cruzamento bem medido de Tello para um cabeceamento de Jackson Martínez que Eneyama só pôde parar. Herrera, oportuníssimo, a surgiu a fazer o 1-0.

Em vantagem, o FC Porto desacelerou um pouco o ritmo de jogo, num exercício de gestão perfeitamente justificável (aos 75 minutos, havia uma diferença de 10 quilómetros no espaço percorrido por ambas as equipas, favorável aos Dragões). A correr atrás do resultado, a formação francesa pressionou mais, mas a defesa e o meio-campo dos Dragões mantiveram-se impenetráveis, revelando uma maturidade competitiva muito elevada – com destaque para um corte de Maicon, aos 90+3m, a segurar a vantagem dos Dragões, e para os laterais Danilo e Alex Sandro, com a motivação extra do regresso agendado à selecção brasileira a funcionar também como catalisador.

2 comentários:



  1. @ Armando

    caríssimo,

    concordo com a análise, reforçando as ideias de que (i) ainda estamos no "intervalo" de uma partida de (pelo menos) 180' e de que (ii) apesar de ter sido apenas a segunda partida oficial, já nos apresentámos num nível bastante aceitável para um encontro de Champions (e com alguns conceitos tácticos que revelam um bom "trabalho de casa", ao contrário de um passado recente e com o qual se quer cortar radicalmente).
    infelizmente ainda há quem não o tenha percebido (o que não é, de todo!, o caso...)

    abr@ços
    Miguel | Tomo II

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