quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

FC Porto lento e complicativo sentiu muitas dificuldades para seguir em frente

05/02/2014 - Taça de Portugal fim dos primeiros 45 minutos
Resultado: FC Porto 1 Estoril Praia 1

A equipa do FC Porto tem melhores valores individuais, mas colectivamente os canarinhos são melhores. A equipa dos dragões têm dificuldade em assentar o seu jogo, e não conseguem jogar em antecipação , os adversários conseguem!!! Acontece muitas vezes os jogadores azuis e brancos agarrarem-se à bola e serem logo desarmados pela velocidade dos contrários que jogam em antecipação! Houve momentos em que os canarinhos progrediam pelo campo fora como em vinha vindimada! Mais, a equipa do FC Porto não consegue jogar em ataque continuo, porque não tem velocidade de jogo suficiente para praticar esse tipo de estratégia!
Na segunda parte, com as entradas do Varela e do Ghilas a equipa portista lá conseguiu desbloquear o jogo que se afigurava muito difícil de resolver.
Resultado final FC Porto 2 Estoril Praia 1
 
De realçar a entrega da equipa portista ao jogo mas com o senão do défice de entrosamento na equipa, que faz com que a equipa tenha de correr muito mais do que os contrários.
Os portistas actualmente vivem muito das tentativas individuais dos seus jogadores, as quais com as marcações cerradas dos adversários e os espaços preenchidos por autenticas florestas de pernas lhes retiram quase na totalidade a possibilidade do êxito.



FC PORTO
ESTORIL-PRAIA

QUARTOS-DE-FINAL

243'  Quaresma 87'  Ghilas 
127'  Babanco 











Competição: Taça de Portugal

Estádio: Dragão, Porto - Assistência:10.507 espectadores

Árbitro: Rui Costa (Porto)

Assistentes: Bruno Rodrigues e Miguel Aguilar

4º Árbitro: Pedro Miguel Campos

FC Porto: 24 Fabiano, 2 Danilo, 13 Reyes, 22 Mangala (c), 26 Alex Sandro, 35 Defour, 16 Herrera (79'),20 Carlos Eduardo, 7 Quaresma (64'), 9 Jackson Martínez (90'), 19 Licá

Suplentes: 1 Helton, 4 Maicon, 8 Josué, (21' Carlos Eduardo), 10 Quintero, 11 Ghilas, (83' Quaresma), 17 Varela, (58' Licá), 46 Mikel

Treinador: Paulo Fonseca

Estoril: 1 Vagner (c), 12 Mano (44'), 2 Yohan Tavares (77'), 26 Rúben Fernandes, 6 Tiago Gomes, 13 Gonçalo, 25 Diogo Amado, 55 Babanco, 7 Balboa, 19 Sebá, 20 Carlitos

Suplentes: 87 Ricardo Ribeiro, 4 Bruno Miguel, 8 Filipe Gonçalves, 10 Gerso, (64' Balboa)
11 João Pedro Galvão, (89' Babanco), 22 Emídio Rafael, (51' Tiago Gomes), 32 Ricardo Vaz

Treinador: Marco Silva


FC Porto - Site
Um golo de Ghilas, aos 87 minutos, permitiu ao FC Porto bater o Estoril por 2-1 e avançar para as meias-finais da Taça de Portugal, em que o adversário será o Benfica. Após uma primeira parte pobre, que terminou empatada (1-1), no segundo tempo os Dragões manietaram por completo o adversário - actual quinto classificado da Liga Portuguesa e reconhecidamente perigoso a jogar fora de portas -, chegando ao merecido golo quando o prolongamento já se avizinhava.
Face à titularidade previsível de Fabiano - habitual “dono” da baliza do FC Porto nos jogos das taças -, a maior novidade no “onze” acabou por ser mexicana, e a dobrar. Reyes e Herrera alinharam de início, bem como Licá, que ocupou o lugar que foi de Varela frente ao Marítimo, no sábado. Diga-se que Herrera foi precisamente um dos melhores em campo, destacando-se, especialmente no segundo tempo, como um médio de grande fólego, passada larga e grande capacidade para descobrir espaços.
Como esperado, o Estoril apresentou um meio-campo povoado e três “flechas” no ataque: Balboa, Sebá e Carlitos. Dentro desta estratégia de contra-ataque, os visitantes dispuseram das melhores oportunidades de golo da primeira parte, enquanto os Dragões apenas dominaram os primeiros 15 minutos. No resto do tempo, o futebol azul e branco foi sempre desligado.
Aos 27 minutos, na segunda vez em que um jogador do Esotril se isolou - o primeiro foi Sebá, aos 20 minutos - aconteceu o primeiro golo, com Babanco a efectuar um “chapéu” sobre Fabiano. Por essa altura, já Carlos Eduardo tinha sido obrigado a ceder o seu lugar a Josué, por lesão.
Numa jogada de persistência, o FC Porto acabou por chegar ao empate antes do intervalo. Foi Quaresma a empurrar a bola para a baliza, aos 43 minutos,
mas do lance há que destacar a boa combinação entre Herrera e Jackson e o penálti cometido por Gonçalo sobre o avançado colombiano, impedido de chegar à bola e que deveria valer um cartão (no mínimo amarelo) ao estorilista.

A segunda parte foi bem diferente da primeira, porque o Estoril não demonstrou a mesma disponbilidade para o contra-ataque e o FC Porto foi mais agressivo e dominador, subindo uns bons metros no terreno. Não houve registo de qualquer oportunidade clara para a equipa de Cascais, que cedo começou a pensar na hipótese do prolongamento. Danilo - incansável no seu flanco - foi o primeiro a rematar com perigo, aos 56 minutos, mas a primeira grande oportunidade dos Dragões para chegar ao segundo golo foi de Jackson, que se antecipou de cabeça a Vagner, aos 69 minutos, mas a bola saiu ao lado.
A pressão e a crença mantiveram-se intensas - houve momentos sufocantes para o Estoril, submetido a sucessivos cruzamentos para a sua área -, mas o golo só surgiu quando Paulo Fonseca fez entrar um segundo ponta-de-lança, Ghilas. Na sequência do enésimo cruzamento na esquerda, o franco-argelino desviou ao segundo poste o passe de Alex Sandro e quebrou a resistência do Estoril. O caminho para a final da Taça passa agora por um duplo confronto com o Benfica, marcado para 26 de Março e 16 de Abril.

2 comentários:

  1. Boas. Gostei dos 1ºs 5 minutos de jogo, gostei da 2ª parte. Penso que, com mais ritmo de jogo, Defour e Herrera poderão brilhar. Jackson não engana, excelente jogador, mas está sem confiança, como o grupo todo parece-me. Ghilas merece oportunidade e pode ser ao lado dele. Adorei ver o Reyes na 2º parte, que regresso do intervalo. Mais um bom jogo de Danilo, que pulmao.

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  2. Caro Alberto José Paiva,
    Agradeço as opiniões expressas no seu comentário, com as quais estou de acordo, ou por outra, espero que se confirmem.

    É que as últimas exibições dos Dragões não têm sido de modo a pôr os adeptos descansados...
    Pela blogosfera portista já há muito que os adeptos se manifestam descontentes com o jogo que a equipa exibe esta época. E por isso, há muita gente a especular será por isto, será por aquilo?!
    Portanto vou também dizer algo:
    na minha opinião, é verdade que há gente cujos índices de confiança parecem estar em baixo.
    Mas não só, por vezes pergunto-me se não será também devido ao facto de haver na equipa quem facilite? É que se for este o caso, depois reflete-se no rendimento individual e colectivo da equipa.
    Há também o problema da falta de estatuto do Paulo Fonseca que lhe permita impor as suas ideias e que estas sejam aceites pelo Plantel. Uma questão também de liderança. Será que ele consegue impor-se?!
    Depois temos de ter em conta que o meio-campo perdeu qualidade com as saídas do João Moutinho e do James. Os substitutos ainda não se encontraram e estão a pagar tributo à sua falta de: experiência, ritmo e entrosamento.
    O défice colectivo que se verifica na equipa faz com que, muitas vezes, cada um tente resolver individualmente aquilo que compete à equipa e daí os maus resultados, e ainda, o facto, da equipa ter de correr mais do que seria normal caso existisse entendimento e jogassem duns para os outros de olhos fechados.

    AM

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