quinta-feira, 17 de julho de 2014

FC Porto segue o manual à risca - José Manuel Ribeiro

17/07/2014 - O FC Porto está a fazer tudo como manda o manual. Em duas semanas, conforme tinha determinado o treinador Julen Lopetegui, a equipa ganhou forma. Os jogadores que chegaram são de seleção, um estatuto que, mais ou menos fiável, é o único certificado de qualidade disponível em matéria de transferências. Acresce a muita experiência de Liga dos Campeões, UEFA e Liga espanhola - um melhoramento cheio de pertinência - e o grosso das contratações focou-se no ataque, que foi negligenciado depois de 2011, em contracorrente com as opções opíparas do Benfica. Assegurado um dia destes o médio-defensivo que falta, percebe-se a mudança de tração (de trás para a frente) e a subida de uns bons degraus, se não na qualidade da primeira linha de atacantes, pelo menos na diferença entre os prováveis titulares e os suplentes. A conquista mais visível do FC Porto 2014/15, até agora, é a concorrência em várias posições, da qual nem sombra havia nas duas épocas anteriores. Tudo isto foi conseguido à custa de investimento, feito, em princípio, com tanta cautela quanta se pode ter nestas compras de milhões. Menos simples, porque o dinheiro tem mais dificuldades em comprar relações humanas, será garantir remédio para o outro problema herdado de 2013/14: o da liderança, esfumada com a saída de Lucho González em Janeiro e repelida para mais longe ainda pela venda de Fernando ao Manchester City. Alguém terá de ser o pai da nova família acabadinha de comprar.

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